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Crônica de uma decepção anunciada.

postado em Artigos


Revista IstoÉ
16/12/2011
Por Ricardo Amorim

 

Crônica de uma decepção anunciada
 
Dezembro, mês internacional das promessas e previsões para o ano vindouro.
Uma previsão para 2012: você vai prometer e programar um monte de mudanças que não vão acontecer… e eu também. Ano Novo, imaginamos tudo que gostaríamos que acontecesse e desconsideramos solenemente qualquer potencial dificuldade. Conhece alguém que inclua problemas de saúde, perda de emprego ou crises no casamento em suas expectativas para o Ano Novo? Nem eu.
 
A mesma coisa acontece com as previsões econômicas. A maioria dos economistas projeta a manutenção do status, ignorando potenciais obstáculos. No caso das previsões dos governos, o problema é ainda pior.
 
O governo brasileiro projeta um PIB 5% maior em 2012; a maioria dos economistas espera crescimento de 3,5%.
Minha previsão de Ano Novo: todos exageraram no otimismo, talvez por muito.
 
Devido à letargia dos líderes europeus, recessão por lá em 2012 é praticamente uma certeza. Uma recessão branda é o cenário mais otimista. O cenário alternativo ̶ se os europeus forem incapazes de implementar uma resposta ampla e significativa aos desafios atuais ̶ é uma crise crônica de proporções superiores às causadas pelo colapso do banco Lehman Brothers em 2008.
 
No caso de um eventual processo generalizado de calotes de países europeus, a probabilidade de problemas financeiros mais sérios, similares aos causados pela quebra do Lehman Brothers, é muito grande.
 
Só que desta vez, o arsenal de combate à crise nos países desenvolvidos está praticamente exaurido. Ao contrário de 2009, não podem mais estimular suas economias com aumento de gastos públicos e redução de impostos. Agora, há uma crise fiscal que exigirá exatamente o contrário.
Também não terão como impulsioná-las reduzindo as taxas de juros. Elas já estão em 1% a.a. ou menos, em praticamente todos eles. O único instrumento de estímulo econômico que restou, o menos eficiente deles, é imprimir dinheiro – com efeitos colaterais na inflação e na taxa de câmbio, como todo brasileiro que viveu a década de 80 sabe.
 
Mesmo que mais calotes não ocorram e a Europa tenha apenas uma recessão branda, é bem provável que ela se estenda aos EUA. Desde 1948, toda vez que o crescimento trimestral americano caiu abaixo de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, em seguida ele se tornou negativo. Quando o crescimento perde força, empresas param de contratar e investir, e bancos param de emprestar, aprofundando o próprio desaquecimento. No 3º trimestre de 2011, o PIB americano cresceu 1,4% em relação ao 3º trimestre de 2010. Paralisia política, cortes de gastos públicos e aumentos de impostos elevam ainda mais a probabilidade de recessão nos EUA em 2012.
 
Com Europa e EUA em recessão, só restaria o último dos pilares da economia mundial, a China. Infelizmente, a economia chinesa também está mais frágil do que em 2008. Então, o PIB chinês crescia 14% a.a. Agora, 9% a.a.. Além disso, a redução na oferta de crédito global causada por preocupações com a Europa, expôs problemas nas construtoras chinesas. Um eventual estouro de bolha imobiliária na China aumentará as dificuldades da economia global.
 
Quem lê habitualmente esta coluna não se surpreendeu com a estagnação do PIB brasileiro no 3º trimestre deste ano. Não se surpreenda também com um crescimento muito baixo no ano que vem e até com uma pequena queda, se calotes ocorrerem na Europa. Feliz 2013.

 

Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.





    16 de dezembro de 2011 às 7:20

    Bom dia Ricardo,
    Constatar estes indicadores globais é bem interessante. Talvez compreender os movimentos que poderiam ser feitos por pequenos e médios empresários seria bem interessante.
    Feliz 2012!
    abs
    Luis Cesar



    16 de dezembro de 2011 às 7:46

    Caro Ricardo comentarios muito oportunos.É muito dificil nos nossos planejamentos relacionarmos e darmos imprtancia aos obstaculos que no caso do nosso negocio passa por: novos players,reducao das margens,consolidacao dos canais de distribuicao,aumento de salarios para retencao das ” boas cabecas”,
    Muito obrigado pelos comentarios.
    Um abaco Dantas



    Margareth disse:
    16 de dezembro de 2011 às 8:00

    Caro Ricardo, seria bom ouvir sobre expectativas positivas para o proximo ano. Infelizmente os economistas de peso… calam-se,
    Sendo otimista espero termos sim um crescimento: pelo menos mais sustentavel. Importante e que o Brasil mantenha sua linha macroeconomica, que e de sucesso.
    abs



    CARLOS MORAES disse:
    16 de dezembro de 2011 às 8:07

    Sr. Amorim.

    Não acho 9% a.a. de crescimento uma coisa frágil, acho 14% a.a. não sustentável. em 2010 o Brasil cresceu 7,5% neste ano vai crescer somente 3,7% (ainda não se sabe bem). Os olhos do mundo estão voltados para nós. Feliz 2012.



    16 de dezembro de 2011 às 8:14

    A visão é notórica e, brilhante para nosso momento crucial da economia no contexto global. As tendências mercadologicas e,os paradigmas da conjuntural emergencial vive em estado de ebolição. Porém, não podemos freiar as interpéries do mercado como um todo. Hoje, podemos sentir o suspiro do mecado ao redor do mundo. O folego que nunca foi visto pelas tangentes economicas é que estamos vuneráveis aos fatóides in loco de economias suprimidas por suas limitações expansívas no mundo. Como fazer crescer o bolo e, não distribuir os dividendos socios-economicos… Essa é a minha visão de mercado.Os sufocos dos fragilizados, sãos as grandes perdas dos mercados sem rumo e, sem cabeças para gerir os embloglios de setores localizados. Se, há uma grande base que freiam a expansão, os mercados não absorvem as tendências e, assim abrem fissuras globais de proporções e, dimensões imagináveis. Mas, tudo vai ser uma só tabua de salvação, o que é um perigo. Pois, os mercados emergentes servirão de aporte e, segurança
    do mercado global. O perigo maior será a inversão dos fatos. Henry Ford, dizia que se a sociedade não salvar os muitos que são pobres, não salvará os poucos que são ricos. Há controversias Afonso da Silva Lopes. Consultor de Imóveis em São Paulo



    Paulo Costa disse:
    16 de dezembro de 2011 às 8:24

    Ricardo, perfeita análise, fria e realista. Minha única e permanente desconfiança é com relação à China. Sempre achei, e nada vai fazer minha ideia mudar, de que um dia “a casa cai”. China para mim é o avesso da lógica que rege o universo econômico. Feliz Ano Novo.



    Jose Mauro disse:
    16 de dezembro de 2011 às 8:25

    Prezado Ricardo , bom dia
    O que sempre me impressionou em seus comentários é a liberdade e a coragem de expor com muita convicção e propriedade , aquilo que muitos economistas principalmente de “chapa branca” não conseguem , ou por não ter alcance ou não ser conveniente relatar.Pelo contrário, nas projeções de alguns, a grama de nosso quntal está e sempre estará “muito mais verde” do que a de nossos vizinhos , mas na realidade , muitas vezes , por ser de dificil explicação a variação dos indicadores (internos), ou passa batido ou tenta-se explicar o inexplicável. Voce está correto. Embora estejamos hoje “bem na foto”, não estamos nem estaremos blindados aos impactos da crise externa que cada vez mais se aproxima.

    grande abraço e Feliz 2012!!

    Jose Mauro



    Celso Brandao disse:
    16 de dezembro de 2011 às 8:44

    Prezado Ricardo,
    Depois de sua apreciação “realista”, botamos o bode na sala, e pioramos, ou tiramos para respirar aliviados?



    16 de dezembro de 2011 às 8:53

    Quando Ricardo Amorin deseja feliz 2013… a coisa parece que vai pegar mesmo em 2012.



    16 de dezembro de 2011 às 8:53

    Brasileiros com mais de 50 anos sabem…
    Parabéns pela análise e mais ainda pelo alerta aos mais afoitos.



    Sebastião Gil disse:
    16 de dezembro de 2011 às 8:54

    Olá Ricardo, é bom ser realista nas previsões. A realização é uma consequencia de nossas ações. Um feliz 2013



    Arlindo Lemes disse:
    16 de dezembro de 2011 às 9:29

    CAPITALISTAS X INVETIDORES
    Qual a diferença entre um capitalista e um investidor (???), um capitalista nao tem lado, ganha vendido e ganha comprado ele tem o poder de manipular o mercado e levar pra onde quer (dentro das regras)., ele acumula muito capital e as vezes nem tem onde colocar seus recursos (nós não entendemos isso)???), pois ele (o Capitalista ) nao gasta nunca (conheço alguns que até pegam bitucas de cigarros no chao pra nao gastar) é complicado e chega a ser uma doença e as vezes termina morrendo sozinho sem filhos e com muito dinheiro., já o investidor deseja fazer seu capital crescer dentro de critérios ,compra renda fixa com 50% do seu capital , deixa em imoveis 20% do seu capital e o restante vai comprando ações e outros bens tipo obras de arte,joias, etc, esse tipo de Investidor é a maioria e aproveita bem a vida pois separa sempre uma parte da sua renda para viagens e lazer, mas infelismente a maior parte do dinheiro está nas mãos dos capitalistas e então ficamos sempre a mercê deles.,portanto vamos dançar de acordo com a musica e aproveitar as coisas boas que está vida nos oferece.
    FELIZ 2012 ,COM A BOLSA A 85.000.



    Rodrigo Martins de Castro Gomes disse:
    16 de dezembro de 2011 às 9:41

    Bom dia Ricardo,

    Interessante ponto, mas permita-me descordar parcialmente. No mundo atual o que conta cada vez mais é a dificuldade relativa. Partindo-se deste pressuposto devemos preocuparmo-nos em como enfrentaríamos uma possível crise comparativamente a outros países. E neste ponto continuo acreditando que estamos (Brasil) em um excelente momento. Cenários economicos otimistas ou pessimistas podem ser traçados a qualquer tempo e ocorrerão ou não. Como economista convivo diáriamente com a realidade e concordo ser fundamental uma análise fria e realista em relação ao que teremos pela frente, mas na vida temos momento para tudo.

    Não acredito que exista otimismo exagerado. E vou além, a virada de ano é o momento ideal para extrapolarmos em nosssa torcida! Pensamentos positivos em relação a saúde, alegria, união familiar e prosperidade são essencias!! Feliz 2012 a todos!!

    Abraço,

    Rodrigo Gomes
    Consultor Financeiro



    16 de dezembro de 2011 às 9:49

    Ricardo,

    Costumo perguntar às pessoas como elas classificariam um aluno que, ao longo de 8 anos, teve notas quase sempre abaixo da média de sua turma. A resposta uníssona é que se trata de um aluno ruim. Pois esse me parece ser o caso do Brasil durante o governo Lula onde, com exceção de apenas um ano, tivemos crescimentos do PIB sempre abaixo da média mundial. Ou seja, perdemos uma grande oportunidade!

    O capitalismo como foi formulado e conhecemos, quebrou em outubro de 2008 e, até agora, o mundo inteiro ainda está aprendendo a lidar com as conseqüências disso. Entender e saber lidar com este momento de transição é a chave para o sucesso nos próximos anos. O mundo será inteiramente diferente ao final desta segunda década do Século XXI.

    Concordo com você que a recessão européia em 2012 é inevitável e a situação poderá ficar mais complicada com um provável pífio desempenho norte-americano e a desaceleração chinesa, junto com eventuais problemas no seu setor de construção civil.

    Assim, não lhe parece que a saída brasileira é apostar no mercado interno via redistribuição de renda e reestruturação do estado para que ele venha a custar cada vez menos, permitindo que se invista cada vez mais? Outro enorme custo brasileiro é a corrupção. Enquanto não for resolvida manterá o “gigante” em coma e na sua mísera cama, pois o berço esplêndido já terá sido dado em subornos.

    Abs



    Anderson Fernandes disse:
    16 de dezembro de 2011 às 10:01

    Ricardo, como você vê a situação da bolsa em 2012? Será o fim do mundo, realmente?
    Gostaria de te desejar um feliz 2013 também, mas temos que passar por 2012, e o que fazer??
    Parabéns pelo seu trabalho!!



    16 de dezembro de 2011 às 10:20

    Prezado Ricardo, Voce que sabe das contas pode me dizer quanto custa a máquina governamental que alem de tudo , gasta nosso dinheiro e aproveita para promover desvio de verbas de causas mais nobres? Uma boa sugestão para combater a recessão é diminuir o número de políticos e suas verbas…Que ecomonia ein???



    margaret mattos disse:
    16 de dezembro de 2011 às 10:39

    Ao emprestar dinheiro para o FMI e no caso de um calote de países europeus, o Brasil fica sem esse dinheiro. E por causa disso o Brasil pode ficar em dificuldades?



    CESAR MULTIDROGAS disse:
    16 de dezembro de 2011 às 10:57

    OLA RICARDO, COMO VOCE ESTA??EXCELENTE SUA ANÁLISE, E ACREDITO QUE TUDO ISSO OCORRERÁ TANTO NA EUROPA COMO NOS E.U.A, NO ENTANTO, COMO VC ACREDITA QUE O GOVERNO AGIRÁ PARA O CRESCIMENTO DE 2012??? ABRAÇOS……………..CESAR MULTIDROGAS..SÃO JOSÉ DO RIO PRETO



    David R Silva disse:
    16 de dezembro de 2011 às 12:08

    Ricardo,
    Obrigado pelas palavras e ponto de vista, mas concordo plenamente com Luis Otavio Nascimento (acima) quando ele sugere investimentos e modificacoes internas no Brasil desde que a situacao international nao eh prometedora.
    Ser realista eh tambem ter abilidade de em meio a uma situacao negativa trabalhar para neutraliza-la ou transforma-la em positiva.
    Acredito que nao serah facil, mas se focalizarmos e trabalharmos com entusiasmo e inteligencia, sim, um Feliz 2012, para todos.



    Silvana Case disse:
    16 de dezembro de 2011 às 13:34

    Ricardo,
    A última frase me deixou realmente pensativa…
    Feliz 2013 !
    Que consigamos ter ao menos um razoável 2012
    Até breve (2012, espero !)



    16 de dezembro de 2011 às 14:20

    Como as coisas poderiam ser diferentes?! O ano é novo só na palavra e no número…Ele “renasce” e nós com ele…Muitas esperanças, sonhos, quem não os tem e gostaria de vê-los todos realizados? E se assim não acontece é porque nós, infelizmente, não mudamos nossas atitudes, nossa visão simplista e pequena do Todo, limitada e egoísta…Mas fazer o que? Somos humanos e por isso mesmo tão imperfeitos…Mas enfim, FELIZ NATAL, FELIZ 2012 para todos! Bjão no coração!



    igor cornelsen disse:
    16 de dezembro de 2011 às 14:28

    Não necessariamente a impressão de dinheiro via quantitative easing é inflacionária.
    Nos EUA, a impressão de dinheiro tem ajudado a rolagem das dívidas e a desalavancagem. Tem evitado uma recessão econômica mais severa.
    Impressão de dinheiro passa a ser inflacionária só quando os consumidores passam a comprar mais com o aumento da liquidez, o que não é o caso ainda nos EUA.
    A situação da Europa é muito pior por dois motivos, o BCE está com uma política monetária muito apertada, e Angela Merkel e Wolfgang Schaeuble tem ameaçado investidores com “burden sharing” e “haircuts” nos últimos dois anos.
    A confiança nas dívidas europeias caiu, e sua rolagem passou a ser feita com juros muito altos.
    Aparentemente os líderes europeus já pararam de ameaçar investidores, e o BCE parece estar fazendo o seu quantitative easing, dando liquidez de 3 anos a seus bancos.
    Será suficiente para a confiança retornar?
    2012 vai ser mais um ano difícil.

    Igor



    17 de dezembro de 2011 às 19:53

    O cidadão tem um ótimo indicador do crescimento, que é a mensuração do consumo de energia elétrica.
    Havendo demanda nessa área temos crescimento, pois locomove as indústrias, o turismo. Seria bom sempre deixar o dezembro de lado, pois há abuso em gastos com energia. Todos falam em economia e acendem milhares de lâmpadas às expensas do povo, que ingenuamente paga a conta!
    Tudo em nome do pretenso natal, aliás festa “DAZELITE’.



    eduardo disse:
    18 de dezembro de 2011 às 5:09

    A empresa que represento no Brasil tem filial na China. Segundo estou informado, as ordens diminuiram em mais de 50% por la. A coiisa pode ser mais seria do que pensamos. Mesmo assim,
    Um otiimo 2012!



    Maria Gorette F. Brennand disse:
    18 de dezembro de 2011 às 10:30

    Ricardo Amorim, Coisa diversa ocorre no campo da economia e como ciência humana, temos que pensar e compreender, mas também aprender. Como você tem uma visão abrangente sobre economia global. Sendo assim, assistindo ao programa Manhattan Connection pela Globo News aprendi muito com as suas análises econômicas. Nunca deixei de acreditar nas suas previsões. Obrigada estou pronta pra enfrentar o ano vindouro! 2012………… Feliz 2013.



    Alexsandro Cascaes disse:
    19 de dezembro de 2011 às 16:54

    Prezado Ricardo
    Brilhante analise, suas crônicas são excelentes, concordo que a recessão nos países europeus é completamente inevitável e que com a desaceleração da China os discursos do tipo “agora é a vez do Brasil, as oportunidades estão aqui ou o mundo está de olho no Brasil” serão cada vez mais frequentes, entretanto assim como a recessão é praticamente inevitável é completamente irônico afirmações do tipo que uma crise mundial não trará “consequências” para o Brasil. Em 2008 foi usado o termo “marola” pelo governo brasileiro fazendo referência à crise imobiliária que causou o quebra-quebra dos bancos norte americanos, será que estamos tão fortes ou neutralizados quanto aos efeitos de uma crise mundial??? A resposta?? Particularmente não sei, mais confesso que fico bastante receoso quando ouço ou leio em algum meio de comunicação artigos com essa abordagem. FELIZ 2012, 13 e principalmente 14 pois neste ano teremos que estar mais fortes, economicamente, estruturalmente e por que não politicamente, não será fácil sediar um evento como a copa do mundo num momento “pós crise mundial”.



    LAURI KIELING disse:
    20 de dezembro de 2011 às 14:32

    Caro Ricardo
    Parabens pela esplanação,com a qual concordo em 100%, até acho que vai ser um pouco pior.
    Mas muito mais parabens pela excelente palestra que proferristes na Fundação CEEE em novembro passado onde estive presente e te aplaudi em pé. Destes um verdadeiro show como não havia visto a muito tempo. Sempre que palestrares em Porto Alegre, por favor me avisa.
    Feliz Natal e um excelente Ano Novo



    Gustavo disse:
    22 de dezembro de 2011 às 11:09

    E o tal “pibão” da dilma, que teve que ser dividido por dois anos, descontado o quase 1% de retração de 2009? Agora o pibão vai virar pibinho por 2 ANOS CONSECUTIVOS!
    E cadê dilma e lula pra prometer que o pib vai crescer graças à maravilhosa classe media brasileira?
    O problema do Brasil é que a mentira é uma chaga crônica e iNstitucionalizada. Os políticos mentem, as pessoas acreditam. E eles continuam mentindo e nós continuamos a acreditar cegamente nas suas previsões fabulosas.
    Em entrevista ao estadao, Guido Mantega falou que quer chegar ao PIB per capita de 40 mil dólares. Nesses compasso, isso vai acontecer lá por 2150.
    Poupar, poupar e poupar. É a única arma contra qualquer crise.



    Luiz Oliveira disse:
    26 de dezembro de 2011 às 1:31

    Caro Ricardo
    Somos fans do Manhatan e, especialmente, dos seus comentarios, nao somente em economia(nessa materia, voce e um craque!), mas tambem em politica, cultura, comportamento. carater, conhecimento e independencia nas analises,especialmente em economia, tema tao fundamental nas nossas vidas quanto dificil de entender, e de se notar a forma simples clara e direta com que voce expoe suas opinioes acerca da complexa tematica economica. Vai em frente, agora que descobrimos seu web site, estamos ligados em voce. Eu e minha esposa, aqui de Orlando/FL onde residimos, temos a certeza de que voce daria um otimo ministro da economia, ja que, com sua capacidade e coragem, ajudaria e muito a varrer de vez esse besteirol socialista que tem impedido o Brasil sair da condicao de “emergente” para o andar de cima onde moram os desenvolvidos. Um abraco do Luiz e Kiki!



    Zé Luis disse:
    28 de dezembro de 2011 às 18:59

    Caro Ricardo
    O que me preocupa na economia brasileira para 2012, é a alteração no peso dos produtos e serviços dentro do cálculo da inflação.
    Algumas coisas fazem todo sentido nessas mudanças, outras são estranhas, por exemplo, educação e empregada doméstica vão ter um peso menor no ano que vem no cálculo do IPCA.
    A empregada doméstica ano que vem vai aumentar bastante por causa do aumento do salário mínimo que vai chegar a 14%.
    Ou seja, me parece uma manobra para mascarar a real inflação, o que fez lembrar de uma entrevista de Delfim Neto, há anos atras, ocasião em que afirmou que na época em foi Min. da Fazenda, sua preocupação era não deixar os mercados do RJ e SP desabastecidos, pq era a base de coleta p/ o cálculo da inflação.
    Por fim, mais uma vez a população será enganada.
    Gostaria de seu comentário.
    Forte abraço e feliz 2012 p/ vc e sua família.



    Adilson Batista disse:
    24 de maio de 2012 às 18:11

    Ricardo seu texto é impressionante. Estamos no dia 24/5/12 e parece que você estava prevendo o que estava para acontecer.
    De fato, nossa economia parou, nosso governo está inerte e com as eleições municipais batendo à porta parece que ninguém está querendo muito tocar no assunto na imprensa. O fato é que já estamos sentindo os efeitos da crise na economia real em muitos setores. Tomara que 2013 seja um ano mais ameno, pois 2012 já está virando um pesadelo.



    Israel Soares disse:
    1 de junho de 2012 às 12:32

    Caro Ricardo
    Estou impressionado com suas análises e comentários.
    Seu grau de acerto, sua sagacidade nos deixam orgulhosos, você presta um grande serviço aos seus leitores. Parabéns e obrigado!
    Abraços,
    Israel Soares
    Empresário



    Bento Matos disse:
    8 de junho de 2012 às 20:53

    Sendo gaúcho digo: mas que baita ecomonista que és, tchê!
    Parabéns,voce brilha no Manhatthan Conection.



    Gustavo Lopes Cotta disse:
    23 de agosto de 2012 às 9:52

    A economia quer crescer,mas não de modo sustentável. Quem venham as crises.



    Carla disse:
    20 de fevereiro de 2013 às 22:22

    Oi Ricardo, belo texto!!
    Gostaria de saber sua opniao e visao sobre as possibilidades da China ter uma bolha imobiliaria comparando com a situação do Brasil ?
    Obg.



    25 de julho de 2013 às 20:38

    […] culpou o termômetro, a medida do IBGE. Os leitores desta coluna não se surpreenderam. Meu artigo Crônica de uma Decepção Anunciada, de dezembro de 2011, já previa: “não se surpreenda com um crescimento muito baixo no ano que […]



    Felipe disse:
    19 de agosto de 2013 às 12:27

    Parabens, realmente muito bom! Grama Sintetica PR disse:



    Marcelo disse:
    15 de fevereiro de 2016 às 17:01

    Parabens Ricardo, voce realmente é muito bom e sempre muito acertivo.



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