Feeds Ricardo Amorim Facebook Ricardo Amorim Twitter Ricardo Amorim Linkedin Ricardo Amorim Youtube Ricardo Amorim

Bolsa-Brasil.

postado em Artigos


Revista IstoÉ

21/10/2011

Por Ricardo Amorim

 

Bolsa-Brasil

 
Se você achou que este artigo trataria das perspectivas para nossas ações, enganou-se. Vou falar dos programas de transferência de renda do governo e suas consequências.
Com frequência, escuto inúmeras críticas ao Bolsa-Família. Algumas procedentes, como o fato do benefício não ter prazo para acabar e seu valor ser idêntico em locais com custo de vida tão díspares como São Paulo e o sertão nordestino. Outras, como a existência do programa, improcedentes.
O que realmente impressiona é que outros programas de transferência de renda e subsídios implícitos ou explícitos, com custos muito mais elevados do que os R$ 16 bilhões anuais do Bolsa-Família, não recebam as mesmas críticas.
 

Por exemplo, o Bolsa-Empresário – diferença entre o custo de financiamento do Tesouro Nacional e as taxas dos empréstimos do BNDES – custará R$18 bilhões em 2011. O Bolsa-Exportador – diferença entre a remuneração das reservas internacionais e o custo de financiamento da dívida pública – custará mais de R$ 60 bilhões. O Bolsa-Aposentado custará mais de R$ 90 bilhões – o déficit de nosso sistema de previdência.
 
Você deve estar pensando “só eu não ganho o meu”. É muito provável que ganhe, sim. Há, por exemplo, o Bolsa-Idoso e o Bolsa-Estudante, conhecidos popularmente como Lei da Meia Entrada, que faz com que todos os demais paguem ingressos mais caros para que estudantes e idosos paguem menos. Há ainda o Bolsa-Mulher, a lei que permite que mulheres se aposentem cinco anos antes dos homens; o Bolsa-Rural, com linhas de créditos subsidiadas para o setor; o Bolsa-Banqueiro, abençoado pelas nossas taxas de juros elevadíssimas para cobrir as enormes necessidades de financiamento do setor público; o Bolsa-Funcionário Público, devido a salários superiores aos praticados pela inciativa privada para as mesmas funções e às aposentadorias privilegiadas; o Bolsa-Universitário, para os estudantes de universidades públicas gratuitas. Não nos esqueçamos do Bolsa-Corrupto, recursos do inchado erário público desviados para bolsos privados.
 
Eu sei, eu sei. O programa que beneficia especificamente você é completamente diferente dos demais e plenamente justificado. É por isso que o Brasil tem hoje uma das cargas tributárias mais elevadas do planeta, mas faltam recursos para investimentos em educação, saúde e infraestrutura. E continuamos discutindo a elevação do Bolsa-Político – a arrecadação pública – criando-se mais um imposto para financiar o setor de saúde.
Uma das funções mais importantes do Estado é corrigir distorções de mercado – como, por exemplo, uma excessiva concentração de renda. No Brasil, confundimos isto com governo gastão, que se mete em tudo e que distorce mais do que corrige distorções.
 
Enfim, enquanto você continuar convencido de que o seu programa é mais do que justo, pense duas vezes antes de reclamar do Bolsa-Família, dos impostos altíssimos, da infraestrutura precária e da saúde, educação e segurança deficientes. Ao compactuar com o atual sistema, a sociedade brasileira faz uma opção por um governo forte e poderoso que nos oferece migalhas e um país cuja capacidade de se mover é limitada pelo peso do próprio governo. Escolhemos o dinheiro dos Bolsas, ao invés de dinheiro nos bolsos. Já passou da hora de refazermos nossas escolhas.





    alvaro bandeira disse:
    21 de outubro de 2011 às 8:30

    Valeu Ricardo é isso mesmo. Sabemos bem reclamar, mas quando se trata do nosso umbigo somos bastante protetores. Um abraço
    Alvaro



    21 de outubro de 2011 às 9:35

    Pão e circo, desde Roma, não perde sua funcionalidade.



    Alexandre Vitorino disse:
    21 de outubro de 2011 às 11:00

    EXCELENTE!!!! ESTAS SÃO VERDADES QUE DEVEM DOER PARA ALGUNS!!!! FORTE ABRAÇO.



    Leonardo disse:
    21 de outubro de 2011 às 11:06

    Muito bem escrito, acho que mais expressivo do que os valores do Bolsa Empresário, seria falar da disparidade do juros cobrado pelo BNDES aos empresários e a taxa Selic.

    Fica claro que o Brasil inteiro paga uma taxa de juros mais alta para que o BNDES possa emprestar a taxas baixíssimas (mais uma vez, criando ineficiencia no mercado)

    O governo deve ser culpado pelos problemas na economia sim, justamente pois se mete em tudo. Logo a reclamação é lógica.

    Se tudo estívesse indo as mil maravilhas (como alguns insistem em dizer, comparando o Brasil com outros países) os louros seriam do governo. O ruim é estar feliz com esse tipo de mediocridade.



    valter disse:
    21 de outubro de 2011 às 13:17

    Excelente artigo.



    welligton disse:
    21 de outubro de 2011 às 13:55

    ô Ricardo, você esqueceu do bolsa-sonegador.



    Jose Marcos disse:
    21 de outubro de 2011 às 21:41

    Parabéns Ricardo pelo belo texto, pois ali você demonstra a quantidade de bolsas existentes neste pais, mais a que vem favorecer os menos assistidos vem logo a taxacao pela classe mais abastada. E como a maior parte das pessoas beneficiadas pelo bolsa família pertencem ao nordeste aí e que e enxergado, um lado do pais abandonado pelos governos anteriores pois sempre carrearam os recursos para Sul e sudeste do pais.



    Bethânia Andrade disse:
    22 de outubro de 2011 às 19:37

    Realmente uma das funções do Estado é corrigir as distorções, mas precisamos mesmo é de uma reforma tributária!N

    Abraço



    22 de outubro de 2011 às 20:00

    Ricardo,

    São as eternas contradições humanas.

    Abraço.



    João Victor disse:
    22 de outubro de 2011 às 23:53

    Estudo em universidade pública mas sou contra gratuidade na mesma.



    24 de outubro de 2011 às 7:09

    Execelente análise Ricardo. O Brasil é em um país riquíssimo, mas administrado nestes padrões …Será difícil sustentá-lo a longo prazo. Não acha?



    Jorge Soares disse:
    24 de outubro de 2011 às 7:36

    Se o estado brasileiro focar no trinômio educação, saúde e transporte, não precisará de tanto assistencialismo, moeda de troca para a classe política. Estado mais enxuto, país mais rico, população mais independente e menos corrupção.



    David R Silva disse:
    24 de outubro de 2011 às 7:50

    Muito Obrigado pela sua opiniao Ricardo.
    Tenha uma grande semana.



    Marisa disse:
    24 de outubro de 2011 às 8:07

    Ricardo,
    Muito bom!
    Só verifique por favor, pois acho que você esqueceu uma bolsa importante e que poucos sabem que existem: a Bolsa-Presidiário.
    Confesso que como professora da rede pública estadual (SP) também pago meia entrada em cinema e shows. Ao menos, digo que nunca fiz greve para obter esse benefício…
    No mais, fico quieta.
    Abraço,
    Marisa Eboli



    24 de outubro de 2011 às 8:47

    Parabéns por ter feito uma análise completa sobre as “bolsas” brasileiras correlacionando-as com a astronômica carga tributária, a falta de cidadania e ética da sociedade brasileira.
    Sugiro também relacionar à Constituição de 1988, em especial ao capítulo sobre o Senado que domina este país com os votos dos senadores do Norte & Nordeste.



    24 de outubro de 2011 às 9:12

    Excelente! O BNDES. Empresta dinheiro subsidiado para empresas que têm capacidade de tomar recursos no mercado. Sou contra o esquema da meia-entrada. É um absurdo! Devia surgir um movimento contra essa discriminação dos “não estudandes e não idosos” Faltou o “bolsa-anistia”, um programa que já beneficiou muitas pessoas, algumas indevidamente…Poderia pensar no “bolsa-carro nacional”, os caríssimos carros brasileiros, protegidos de concorrência via restrição de importação…Parabéns.



    Ricardo Caiuby de Faria disse:
    24 de outubro de 2011 às 9:22

    Caro Ricardo,
    Excelente seu artigo, Perfeitas constatações.
    Você tem alguma sugestão politico-jurídica para corrigir paulatinamente esta aberrações ou vamos morrer com tudo isto do jeito que esta?



    Renata Fagundes disse:
    24 de outubro de 2011 às 9:39

    Caro Ricardo e leitores, creio que não é o fato de termos muitas outras “bolsas” que justifica o bolsa família e demais programas de transferência de renda. Sugiro que conheçam pesquisas como a da professora Walquíria Domingues Leão Rego, da pós-graduação em Sociologia da UNICAMP, entre outros estudos, para compreender tais justificativas com mais propriedade.



    Angela Guedes disse:
    24 de outubro de 2011 às 9:55

    Ricardo,
    Parabéns pelo artigo. Infelizmente tudo isso é verdade e fazemos muito pouco para mudar esse cenário.



    Jose Carlos Ribeiro disse:
    24 de outubro de 2011 às 10:00

    A solução é política ou administrativa ?
    Estamos precisando de políticos mais gestores, comprometidos,honestos ou inteligentes mesmo?



    Caco Santos disse:
    24 de outubro de 2011 às 10:00

    Como sempre, preciso e direto no ponto. E ainda temos eletricidade das mais caras do mundo, idem para gasolina e outros tantos em que o Estado regula…



    Tiago Dumont de Rezende disse:
    24 de outubro de 2011 às 10:09

    Ricardo,

    Eu acho que esta bagunça toda é um efeito do sistema multipartidário brasileiro, onde fica difícil de definir ideologias a serem seguidas e por isto fica esta mistura toda. Se dividirmos todas as bolsas que você mencionou e qualquer outra que possamos identificar, elas simplesmente estarão divididas em termos econômicos e ideológicos em duas categorias.

    A esquerda estaria incentivando “demand-side economics” que é o caso do Bolsa família, aposentado, estudante, etc…. A direita estaria incentivando “supply-side economics”, ou programas como o Bolsa exportador, banqueiro, BNDS e outros. Aqui nos EUA, como você sabe, estas distinções ficam claras devido ao fato da divisão ideológica do sistema bipartidário. É claro que as vezes o sistema sofre um “reset”, como é o caso que está acontecendo agora, mas geralmente os ciclos duram bastante.

    Por exemplo, no século passado tivemos somente duas mudanças. A primeira foi no fim dos anos 30, como resposta a Grande Depressão (introdução de Keynesian economics), no governo de Theodore Roosevelt. A expansão econômica foi de 1945 até 1973. Aí os programas da esquerda começaram a pesar demais na economia que estava ficando cada vez mais para trás em termos de competitividade comparada ao Japão e a Alemanha. Vieram as crises do petróleo que acabaram acelerando o processo de deterioração que foi até o começo dos anos 80, quando Ronald Reagan virou presidente e mudou o rumo da economia para o sistema de mercado (supply-side economics). Esta expansão durou mais ou menos de 1984 até 2008, quando o sistema veio abaixo de novo.

    Obama está tentando mudar o rumo de novo, mais parece que não irá conseguir. Vejamos o que vai acontecer quando a economia sair do buraco. Enquanto isto, no Brasil, o governo não para de crescer por um lado e ao mesmo tempo tenta ser competitivo por outro. Difícil de sustentar esta situação a longo prazo…

    Grande abraço,

    Tiago



    Alberto Teixeira disse:
    24 de outubro de 2011 às 10:28

    Parabéns Ricardo pelo significativo e escrarecedor artigo que incomoda a elite atrasada de nosso país …Parabéns.



    PRISCILA CLARO disse:
    24 de outubro de 2011 às 11:03

    otimo! claro e vai na raiz… parabéns mais uma vez.



    Sergio Theodoro disse:
    24 de outubro de 2011 às 11:13

    Seu artigo deixa claro a urgencia em acoes estruturantes como as reformas fiscal, administrativa e previdenciaria.



    José Armando Nogueira disse:
    24 de outubro de 2011 às 11:37

    Caro Ricado,A origem desse imbroglio talvez tenha várias nascentes que a alimentam. Mas uma delas salta aos olhos dos leigos(como eu) em economia. É o famigerado peso do Estado, com um governo de 9 anos que fez a opção pelo inchaço. Mais de 35 ministérios, para dizer com todas as letras, nem sei se são 37, 39 ou por aí. Com um custo (sem computar a corrupção) tão grande quanto a sua ineficiência. Daí a perda brutal de crescimento real, única forma para acabar de vez com as Bolsas-Isso-e-Aquilo. Crescimento fantasioso com aumento da inflação vai levar a uma bolha monumental. Crescimento com juros elevados leva a uma concentração de ganhos e a perpetuação das Bolsas-Isso-e-Aquilo! E tudo isso gera uma dívida pública cada vez maior, com menor capacidade de investimento e perda de competitividade. Por isso a Argentina, logo vai bater a nossa produção das tão criticadas commodities rurais.Aí vai ser um Deus-nos-acuda- porque o custo da infraestrutura malfeita ou inexistente acaba com a nossa competitividade! Um país que em vez de fabricar carros devia produzir locomotivas, navios, vagões para tirar o nosso atraso de INFRADESESTRUTURA!



    José Garcez disse:
    24 de outubro de 2011 às 12:04

    Concordo com tudo e mais um pouco!
    Com relaçao à aposentadoria dos servidores públicos, cumpre lembrar que eles contribuem com 11% do total de seus vencimentos.



    24 de outubro de 2011 às 12:07

    Perfeito, Ricardo. Essa elite que corre para os braços dos governos quando há qualquer tipo de ameaça critica mas nao abre mão do SISTEMA S. FIESP vive de impostos com e taxas compulsórios sobre os empresários que nao se utilizam de seus serviços.



    François disse:
    24 de outubro de 2011 às 12:24

    Parabens pela materia. Vejamos na Europa os estragos de um Estado excesivamente inchado…



    mauricio viana pacheco disse:
    24 de outubro de 2011 às 12:54

    Ricardo, o que nós vivemos é uma pseudo democracia, onde o governo faz com o dinheiro dos nossos impostos uma distribuição de diversas bolsas, criando um povo e as futuras gerações sem ambição.
    O que eu vejo neste governo é o seguinte, os empregos não estão com toda a força no Brasil, então pergunto, porque há tantas bolsas, tantos assaltos, tantos latrocínios ? Este pessoal que comete estas atrocidades, será que não empregos para eles ?
    A nossa pseudo Democracia, em breve se transformará em um Zapatisto, onde ficou por 72 anos no poder, fazendo todo os tipo de auxilio acabou criando uma população sem ambição, a única ambição dos mexicanos foi fugir para os estados unidos para fazer limpeza.
    Alguém comentou que só falta a bolsa impostos.
    Com relação a Impostos, hoje eu com 57 anos, empresário, gerando empregos diretos e indiretos para 120 pessoas, te pergunto, quanto nós teremos um governo que nos fará sentir orgulho de pagar impostos ?



    24 de outubro de 2011 às 13:21

    Bela explicação sobre as bolsas.



    Cláudio Cavalcanti Barra disse:
    24 de outubro de 2011 às 14:16

    Parabéns, Ricardo. Você também é NOVO. Aquele Abraço!



    Marcia Baroni disse:
    24 de outubro de 2011 às 17:02

    Ricardo,
    Muito bom! Além de todas as bolsas que você citou e que os leitores adicionaram, ainda temos a grande bolsa impunidade que garante aos juízes comprovadamente malfeitores permanecer com a propina e aposentar-se com a ficha limpa e o salário integral; que garante aos pagadores e recebedores de propina agir livremente sem perda de poder, de mandatos, de influência e liberdade. No máximo perdem temporariamente um cargo mas continuam agindo nas sombras, o que é ainda pior.

    Grande abraço!



    Joao Marcos Leal disse:
    24 de outubro de 2011 às 20:04

    Ricardo,

    E fato que não podemos mais suportar o peso do estado brasileiro, com sua ineficiência, burocracia, infra-estrutura precária e e’ claro sua implacável corrupção, que todas as colocações apresentadas em seu artigo, são de fato reais, não temos duvida, contudo, se existe uma bolsa que se justifica e a bolsa família, que mantém parte substancial da grande massa de pobre brasileiros dentro da lógica da inclusão, consumindo o mínimo para sobreviver, e ainda movimentado a economia.
    O que não quer dizer que devemos ser tolerantes com as muitas falta que sofremos frete aos imposto europeus que pagamos, já passou do momento de fazermos reformas importante como a tributaria, previdência, política e trabalhista, só para citar algumas das mais importantes, frente aos muitos absurdos que temos no Brasil, os R$ 16 bi, aplicados para minorar a fome dos pobres não representa nada.
    Nos bem sabem, que o que nos permitira avança são as ações políticas, das quais não percebemos qualquer movimento por parte do estado, que se mantém firme em seu propósito covarde de manter os pobres pobres, a classe media pagando impostos e os ricos e banqueiro financiando o estado a juros astronômicos.



    Jose Armando Lavieri disse:
    25 de outubro de 2011 às 6:34

    Excelente o artigo, é interessante ver aparecerem montanhas de bolsas não citadas e portadores como a professora do Estado que não distinguem um porta niqueis tipo meia entrada de legítimas bolsas aposentadoria aos 25 anos de trabalho e recesso escolar anual de um mês. Realmente a profusão de bolsas só pode resultar em uma carga fiscal do tamanho da nossa.



    Ricardo Feital de Souza disse:
    25 de outubro de 2011 às 16:05

    Acho que podíamos também colocar aí o bolsa plano de saúde. Já que todo mundo que paga planos de saúde desconta no Imposto de Renda. Portanto, o Pobre mais uma vez está pagando a conta sozinho!!!



    Isabel Soares disse:
    25 de outubro de 2011 às 18:10

    Ricardo parabens pela excelente analise.

    O pior de tudo isso é que nao vemos perspectiva de melhora.Infelismente somos um povo acomodado e passivo que assiste a tudo, corrupçao e absurdo dos nossos governantes e nao temos a coragem de sair as ruas para protestar e pressionar os nossos governantes.

    Isso vai longe.



    Claudio Araújo disse:
    26 de outubro de 2011 às 21:20

    sensacional o artigo…só faltou o Bolsa-pirataria.



    Sérgio Rosa disse:
    27 de outubro de 2011 às 8:09

    Se todos os programas citados são vistos como “benefícios” que de alguma maneira distorcem a realidade, deveríamos então perguntar qual seria a realidade sem distorções. Para alguns a resposta estaria na idéia genérica de “preço justo”, ou preços formados unicamente num mercado eficiente, sem qualquer interferência de decisões “políticas”. Acontece que o mercado só existe em estados organizados, e os estados organizados só existem em função de uma regra política, que, na minha preferência, chama-se democracia. Em qualquer momento, desde seu ponto zero, o Estado cria regras que favorecem uns mais que os outros. Programas tributários, políticas de previdência, leis societárias, toda e qualquer regra representa uma arbitragem em interesses da sociedade. Erros? Sempre haverá. Críticas? Sempre bem vindas. Mas não dá para substituir a democracia por planilhas pretensamente exatas e imunes a tendências, ou por déspotas esclarecidos que saberiam exatamente o ponto de equilíbrio entre todas as coisas. Programas e políticas são construções da história, e se quisermos entendê-los, vamos discutir a história deste país.



    Rodrigo disse:
    31 de outubro de 2011 às 22:21

    Concordo em parte.
    É inegável que temos um problema cultural no qual a maioria dos que são beneficiados por uma dessas bolsas – o trabalho na iniciativa pública, por exemplo – não querem largar o osso, e ao pleitear uma vaga através de concursos ja pensam em “estabilidade” e no conforto que terão, não contribuindo em nada para a melhoria da contrapartida dos serviços públicos, sem generalizações…
    Mas meu ponto é que cada uma das “bolsas” citadas possui um contexto diferente, que vai desde o acesso a educação superior à política de incentivo a cultura. Além do mais, só o fato de elas existirem (boas ou não) não justifica a criação de novas num movimento de constante inchaço da máquina pública. Percebe-se o crescimento de um grande bloco de pessoas diretamente dependente do Governo: servidores, beneficiados de programas assistencialistas a lá bolsa família e aposentados/pensionistas. Nem ouso dimensionar o tamanho deste bloco, mas sei que um dia não conseguiremos arcar com esse peso. Isto sem falar do bolsa polítio e etc.



    vera soletti canada disse:
    1 de novembro de 2011 às 12:00

    RICARDO, PARABENS, MAS EU SO TENHO UMA UNICA COISA PRA DIZER, EM VEZ DO GOVERNO CRIAR BOLSAS DISSO OU DAQUILO, ELE TEM QUE CRIAR EMPREGOS, NÃO DAR O PEIXE , MAS DAR CONDIÇÕES PARA O POVO PESCAR O PEIXE, COM ISSO CRIOU-SE UMA UNICA CULTURA NESTE PAIS, A LEI DO GERSON, SOMENTE LEVAR VANTAGEM EM CIMA DO GOVERNO,E O GOVERNO EM CIMA DAS INDUSTRIAS E DO POVO BRASILEIRO.



    Carlos disse:
    1 de novembro de 2011 às 14:01

    Parabens Ricardo por mais esta abordagem critica sobre os potes da ineficiencia brasileira. Abs, Carlos



    Ana Cristina Burjack disse:
    2 de novembro de 2011 às 9:13

    Ricardo, parabéns e obrigada por lançar um feixe de luz nesta obscuridade brasileira. A classe média vive para pagar contas: escola, plano de saúde Imposto de Renda, juros altos…tudo isto para financiar as unumeras bolsas-disso-e-daquilo, é um sufoco só. O pior é olharmos serviços básicos; saúde, segurnaça, educação de pior qualidade. Difícil de aguentrar.



    Rossana Correa disse:
    10 de novembro de 2011 às 11:16

    Ricardo, vc deveria elaborar um programa econômico e financeiro autosustentavel para ser divulgado nas escolas fundamental e ensino médio, no País inteiro, senão nas escolas publicas, pelo menos nas particulres. Acho que a partir dessas idades, as pessoas já podem tomar consciência de auto sustentabilidade, sem necessariamente aprender a falar o economêz. Da sua irremediável fã e amiga incondicional.



    Lissandro disse:
    23 de novembro de 2011 às 22:41

    o autor esqueceu de citar a falta de regulamentação do imposto sobre fortunas desde 1988 e a reforma tributaria são essenciais para minimizar as mazelas



    Marcos Flavio Felinto Pinho disse:
    30 de novembro de 2011 às 10:52

    No Brasil para efetiva correção de distorções (leia-se distribuicao de renda mais equilibrada e mercado equilibrado) são necessárias efetivamente mudanças praticas e orientadas com gestão
    profissional apoiada na democracia:
    * investimento consistente em educação e pesquisa em todos níveis acadêmicos pelo setor público com garantia de contribuições posteriores ao estado.
    * reforma do código penal e fim de foro privilegiado para politicos em exercício de cargos públicos.
    * reforma tributária doa a quem doer.

    Nessa ordem necessariamente.
    Marcos Flávio



    Joseph disse:
    17 de dezembro de 2011 às 22:02

    É mesmo????
    E sobre a PRIVATARIA TUCANA que assaltou nosso País. Qual o apelido que você atribui para essa Bolsa?!

    Não seria bolsa Mídia Golpista da qual você faz parte????

    Obrigado



    Davi disse:
    11 de janeiro de 2012 às 18:59

    Ricardo, o mote central da sua ideia está claro, e encontra alicerce rico no pais, haja vista vivenciarmos frente altos patamares de tributaçao e juros, bem como ineficiencia estatal (em alguns orgaos).

    Porem exaltar esse mote central encontra facilmente adeptos tanto quanto se faz perigoso.

    Isso devido ao papel social e de controle (no bom sentido) dos mercados.

    Nao defendo completamente a atual estrutura e participacao do Estado, mas também nao defendo a liberalizacao desenfreada dos recursos sociais para o “mercado”.

    Na realidade, mais do que o Capitalismo, se está discutindo o “modos-operandis” do Estado nas naçoes. EUA e Europa que o digam.

    O papel do Estado nao esta ainda completamente delimitado e definido, e talvez nunca esteja (seja um processo “eternamente” dinamico).

    Acredito que democracias emergentes, ou melhor, o caso peculiar do Brasil, deva optar pela construcao de um Estado gradativamente, construindo e preservando o seu papel social solidamente, e nao “destruindo” a sua atribuiçao social mim fazer para eu fazer depois reconstituir mais pobre socialmente falando.

    Em resumo: a busca pela eficiencia, pelo investimento social inteligente, combate ao desperdicio e corrupçao e construcao de infraestrutura, devem ser objetivos constantes, porem, aniquilar abruptamente os investimento sociais é imprudente; discutir e buscar novas maneiras é saudavel, mas cortar acho perigoso. Ate pq, nao se pode esquecer que, apesar da bonança dos ultimos anos, o Brasil AINDA é um pais com indicadores de subdesenvolvimento, e nao de plenamente desenvolvido.



    Emmanuel disse:
    11 de janeiro de 2012 às 23:33

    Resposta a Joseph.

    A privataria se revelou como o BOLSA LULLINHA. Afinal, qual família foi a maior beneficiada com a privatização das telecomunicações? Não é a toa que empresa de fundo de quintal do filho de então presidente recebeu 10 milhões da OI que também financiou, via lei ruanet, o aniversário de 15 anos da neta que custou 300 mil ao cofres públicos.



    Augusto Ariente disse:
    12 de janeiro de 2012 às 11:34

    Confesso que, se o primeiro parágrafo parecia defender o bolsa-família, os demais parecem apenas desqualificá-lo como tantas outras formas de repasse. O problema quanto ao bolsa-família é que, além de ser um baixo benefício, ainda não tem sua boa aplicação garantida pelo beneficiário, por mais que venham estatísticas apontando maiorias…
    O segundo problema, e o maior de todos, é que se trata de uma forma de trazer riqueza de A para B (grande parte a riqueza produzida por uma classe C, por exemplo ou por classes que vivem um cotidiano dependente de serviços do Estado e dificultado pelos déficits nessas áreas) sem que exista um processo produtivo em contraposição ao dinheiro obtido. Se houvesse, certamente ele seria maior que a miserável quantia paga pelo programa.
    Num governo de esquerda, populista, conservador em termos de mercado, isso tudo se torna um imenso engodo.
    A notícia ruim é que não vai deixar de existir. A tendência é incluir os sujeitos de “unha encravada”, “solitários”, etc, etc, etc. Trabalho numa empresa privada e não me reconheci em qualquer das categorias do texto. Se eu quiser que meus rendimentos não sofram tanto efeito, devo trabalhar mais…



    6 de abril de 2012 às 13:31

    Olá Ricardo sua análise como sempre é concisa e com muita profundidade, parabéns mais uma vez. Gostaria de acrescentar que não vejo com maus olhos os diversos tipos de BOLSAS ao que você se refere em seu artigo existentes em nosso país. Muitas ações semelhantes são desenvolvidas em outros países mais desenvolvidos, naturalmente com outras nomenclaturas que não chamam tanta a atenção populista que infelizmente se usam no BRASIL, mas que tem por objetivo corrigir através de uma ação mais forte setores da economia e sociedade mais vulneráveis.Mas isto tudo tem um pequeno detalhe , em algum momento , algum tempo isto acaba sendo corrigido, ou seja não precisamos mais , ou se houver necessidade de manter parte dela, um menor recurso é suficiente para tal. Porém continuamos ao longo do tempo, somando os mais diversos tipos de BOLSAS ao longo do tempo = INCHAÇO DA MÁQUINA PÚBLICA , enquanto não substituirmos a “BOLSA VITALÍCIA” pela BOLSA CORREÇÃO” vamos todos pagar o alto preço da primeira!!!



    Bruno Barbosa disse:
    6 de abril de 2012 às 14:04

    Ricardo.Os tratadores vêm de tempos em tempos alimentar os animais no zoológico dando assistência deixando tão dependentes destas assistências a ponto de perderem seus instintos. É assim que nossos governos vêm agindo para vendar da real necessidade de reformas e nosso modelo político e manter a farra como esta. Pois com as instituições do estado fortes e enxutas, fica muito complicado se não difícil de corrompê-las assim como nossos tratadores vão tirar o nosso filé e nos deixar apenas com o nervo.



    Francisco Azoubel disse:
    11 de abril de 2012 às 12:48

    e saber que póliticos ganham grandes salários ….e toma como objetivo sugar mais dinheiro, em vez de trabalhar para o bem estar dos cidadãos. Parabéns pelo texto Ricardo



    23 de abril de 2012 às 9:41

    Pão e Circo com certeza. Enquanto os políticos se fartam com tantas mordomias e luxos, o povo tem saúde precária, educação vergonhosa, mas são calados inconscientemente pelas obras supérfluas como COPA DO MUNDO 2014, OLIMPÍADAS 2016, etc.
    Resumindo: Pão e circo romano.



    Leonardo disse:
    31 de maio de 2012 às 12:43

    São escolhas da população para a nossa Constituição. Esse bem-estr social só é possível c o tamanho da nossa carga tributária. Dificilmente encolherá c os preceitos adotados.



    Rudimar Carlos Tres disse:
    10 de junho de 2012 às 9:06

    O pão e circo petista continua. O povo em geral deve concordar com tudo isso, pois aprova esse desgoverno, avalisando a realização da Copa 2014, as Olímpiadas 2016. Lembram quanto custou o Panamaricano. Orçado em 500 milhões. Gastou a bagatela de 4,5 bilhões. 9,5 a mais do orçamento. Quanto custará esses dois eventos. Sabem o que é o RDC, Regime Diferenciado de Contratações. Sabe para quê? Para petista usurpador do dinheiro público. E o povo chora a mingua, sem educação, segurança e saúde, a propósito o (ex) sapo barbudo disse um dia que, a saúde no Brasil estava a beira da perfeição. Onde ele foi tratar-se. No Albert Einstein, o mehor do Brasil. Porque não foi através do SUS. Não porque foi obra do Serra e do PSDB. Dar o braço a torcer. Jamais. Sugestão ao leitor Joseph. Leia o livro “O Chefe” de Ivo Patarra. Você verá a verdadeira privataria petista, da qual certamente você faz parte. Um abraço, Ricardo e parabéns.



    olga lustosa disse:
    22 de junho de 2012 às 18:05

    Leio e ouço Ricardo Amorim sempre que posso.Ponto de vista elegante, independente e crítico.



    Maurício Scopel Hoffmann disse:
    24 de junho de 2012 às 21:15

    Uma visão comparativa muito interessante. No meio médico (que me enquadro) praticamente todos são contra o bolsa-família. Mas não param um minuto para pensar sobre as evidências dos efeitos que estes programas de transferência possuem. Diminui mortalidade, natalidade, melhora educação, nutrição entre outros indicadores de saúde. Aprendemos tanto a nos embasarmos nas evidências para fazer um diagnóstico e tratarmos, mas esquecemos de exercer o mesmo raciocínio quando pensamos em algo que não é da nossa ciência e preferimos julgar de maneira leviana algo que esta tirando milhares da miséria e melhorando justamente o que queremos.



    Joao Torres disse:
    5 de julho de 2012 às 17:14

    Ricardo,
    Concordo com tudo que falou, só acrescento a pior das bolsas, a mais terrível de todas. A Bolsa Presidiário, ou auxilio reclusão (http://www.previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22). Criado pelo Lula em 2003, atualmente, paga 915,00 reais para família de criminosos, ou seja, se é pobre e tem filhos, melhor que sejam bandidos e, quando for preso, a mãe, esposa etc… tem garantido esse beneficio, desde que estivesse trabalhando com carteira assinada. No mais, todos os benefícios deveriam ter prazo para expirar e contrapartidas que deixassem claro àquele cidadão que o recebe que ele terá de cumprir alguns serviços públicos durante o recebimento, tais como: cuidar da manutenção das escolas, praças, posto de saúde, limpeza pública, enfim, tá cheio de brasileiros fugindo de trabalho formal para não perder os benefícios governamentais, o Brasil vai afundar em suas burrices sociais



    Eunice disse:
    21 de agosto de 2012 às 11:53

    Fantástico todos os comentários e opiniões de Ricardo Amorim.
    Gostaria de receber os Artigos e Opiniões dele em meu email acima.
    Muito obrigada



    André Guimarães disse:
    3 de outubro de 2012 às 12:55

    Pensei, pensei e cheguei a conclusão de que não faço parte de nenhuma bolsa, não sou beneficiado direta e nem indiretamente de nenhum benefício ou bolsa, nunca estudei em colégio ou universidade pública.
    Descobri que minha única participação nessa orgia com dinheiro público é como financiador, como pagador de impostos, dos mais altos do planeta. E só.



    Paulo henrique de Assis Góes disse:
    18 de novembro de 2012 às 19:01

    Parabéns Ricardo. E uma pena que o brasileiro tenha a cultura baseada na assistência esquecendo-se que tudo isto e pago nos impostos e serviços públicos de péssima qualidade. Veja o que SC passa atualmente em relação a segurança publica.



    André Lunardi disse:
    3 de dezembro de 2012 às 21:34

    Nao podemos deixar de comentar que foram estes 02 últimos governos populistas em prol de um projeto de poder infinito no Brasil que trocou investimento na educação segurança saúde e infra estrutura por bolsas esmola e inchaço do poder publico queimando toda nossa arrecadação tributaria gerando uma divida interna impagável sem retorno nenhum a sociedade! Infelizmente nos somos acomodados e tolerantes e ficamos na imobilidade a cada aumento de imposto e gasto no âmbito publico pagando com nosso trabalho! Até quando suportaremos esta carga?



    Felipe disse:
    13 de maio de 2013 às 0:49

    O problema não são as inúmeras bolsas. O fato é que em sua maioria o governo não fiscaliza como o benefício é gasto, de modo que em muitos casos o benefício pareça mais como uma estratégia eleitoral do que um bem para a população. Vou citar um exemplo: o bolsa-familia deveria haver um controle do que pode ser gasto com o dinheiro. Outro exemplo, para as bolsas universitárias as pessoas deveriam ser obrigadas a prestar algum tipo de serviço para o estado depois de já ter terminado seu curso. Bom texto. abraço



    Claudio disse:
    13 de maio de 2013 às 13:38

    Eu como homem, 35 anos, branco, solteiro, posso falar que, no meu caso, não tenho nenhuma bolsa,seja família, aposentado, estudante, universitário, nem nada. Também não tenho nehuma cota. Meu único papel nesse nosso país é o de pagar as benesses desse povo.



    Edu disse:
    26 de maio de 2013 às 11:36

    Ricardo Vc esqueceu de outras bolsas Brasil:
    1)Bolsa Funcionários Públicos desnecessários- Com certeza o maior de todos ( sem falar dos salários). Esta trabalha junto com a Bolsa Burocracia
    2) Bolsa Poder Legislativo- o maior custo per capita do mundo.
    3) Bolsa mentalidade anti-produtividade: em todos nós e em todas as empresas. Fruto em parte da mentalidade escravista. O que vc vê um pessoa no EUA, aqui precisa de 3.
    4) Bolsa Empregos Fictícios: Frentistas e Cobradores existem por lei e não pela necessidade e/ou mercado.



    Heinz disse:
    2 de junho de 2013 às 0:27

    Parabens! Faltou no entanto a Bolsa-Companheiro!



    Ana Cristina Burjack disse:
    2 de junho de 2013 às 7:50

    De uma forma ou de outra cada um tem o seu Bolsa, que como Ricardo demonstra claro feito água, contribui para os impostos de primeiro mundo que pagamos e a prestação de serviços de péssima qualidade que recebemos. Me impressiona tambem as propagandas governamentais tanto federais quando estaduais que demonstram situações muito diferentes da realidade, principalmente nos setores de saúde educação e segurança. Me pergunto quantos milhões sao gastos pelos governos para convencer a população de que isto aqui é uma maravilha? É o Bolsa Gastanca Publica dando a sua contribuição para o Bolsa Brasil.



    Deilton disse:
    10 de julho de 2013 às 10:07

    Fiquei feliz ao ler seu artigo. É dificil encontrar alguém que fale a verdade.
    Acho que nosso maior problema está em um estado democrático com poderes ilimitados. Vivemos hoje numa ditadura da maioria.
    Não há limite para atuação do estado. Se for aprovado pela maioria, qualquer direito pode ser revisto. Criam-se e extingue-se direito, apenas com base nesse critério.
    Quem perde com isso? O indivíduo.
    É só olharmos a questão do passe livre. A maioria é a favor das gratuidades. Quem perde com isso? Os indíviduos que não idosos, nem estudantes, nem possuem deficiência, ou seja, maioria. As pessoas não percebem que elas é que vão pagar por esse privilégios. Que se todo mundo pagasse a passagem seria mais barata para todos. Que o problema talvez esteja na falta de concorrência para o setor. E que exigir que o transporte seja subsidiado é pedir que todos paguem mais caro, para que uma minoria possa usar.



    Jorge Fernandes disse:
    30 de novembro de 2013 às 2:34

    O problema do governo é ainda não se tocou que ele o próprio governo deveria ser sem fins lucrativos.



    Gonçalves J. disse:
    30 de novembro de 2013 às 12:02

    É verdade Ricardo. Bolsa existe às pencas. Umas até justificáveis outras nem tanto. Difícil é fazer a população entender e se convencer que ela quando paga um preço menor por um serviço significa que outros estão sendo sacrificados. Agora os bolsista poderiam retribuir com um muito obrigado.



    Eduardo Corrêa disse:
    8 de janeiro de 2014 às 10:49

    O bolsa-família do PT é apenas uma compra de votos disfarçada. Não sou contra esse benefício, só acho um absurdo o governo lançar vários benefícios com o objetivo principal de se perpetuar no poder como uma ditadura disfarçada de democracia. E isso com o dinheiro suado da classe média.



    8 de janeiro de 2014 às 15:00

    Pois é, pimenta nos olhos dos outros é refresco. A critica é grande sobre quem dá e quem recebe o Bolsa Família. Agora quando é em relação a outras Bolsas que boa parte dos brasileiros usufruem, a critica se inverte.

    Att,
    Ana Raquel Santos



    Guilherme disse:
    8 de janeiro de 2014 às 16:39

    Sobre o défict da previdência, acho curioso. Ano após ano, a União bate recordes de arrecadação, enquanto que ano após ano, cresce o déficit da previdência.

    O déficit poderia ser reduzido consideravelmente se o governo fosse um melhor administrador do nosso dinheiro.

    Dinheiro, o governo tem de sobra. Só falta boa vontade ( jogo político) para fazer as reformas necessárias.



    Fabio disse:
    8 de janeiro de 2014 às 20:36

    Muito bem redigido. “Pão e circo” sempre agradaram a população. Porém, precisamos cuidar com as mudanças que vêm ocorrendo, pois talvez as pessoas não estejam só reclamando, mas reclamando porque um determinado “investimento” público não gera um retorno correspondente para a população, senão um retorno “eleitoreiro”. Além disso, a população já tem tido que pagar pelos serviços públicos do “bem comum”, incluindo a saúde – com convênios, a segurança – com alarmes, monitoramento, blindagens, etc, a educação- com escolas privadas, a infraestrutura deficitária – pagando o aumento de preços nos produtos… e essas mesmas pessoas não vêem a redução de impostos corresponder a esse aumento de gastos para se ter uma vida “self-service”. Talvez a mesma população já esteja se imaginando tendo que pagar a um policial público como se fosse um personal trainer, devido à falta de segurança pública consequente à um péssimo gerenciamento do erário arrecadado com o suado trabalho de cerca de apenas 20% da população desse país. A situação é simples: se você comtrata um empregado em sua casa ou empresa e o mesmo lhe rouba e não cumpre o trabalho, a solução é demití-lo; se a população votou em um político e o mesmo não cumpre suas obrigações, somente a própria população poderá retirá-lo do podrr, demitindo esse sem-vergonha. E que se enxugue a “máquina” do governo.



    Karine Fernandes disse:
    27 de janeiro de 2014 às 18:19

    Parabéns, Ricardo. Abriu minha visão sobre esses programas assistencialistas, que, em sua maioria, servem para sustentar preguiçosos.



    Fabio disse:
    24 de abril de 2014 às 18:18

    “Bolsa-Funcionário Público, devido a salários superiores aos praticados pela inciativa privada para as mesmas funções”

    Ops, acho que entrei no órgão errado! rs



    Luís Carlos Sodré Figueiredo disse:
    15 de julho de 2014 às 19:21

    Pura verdade. Muita gente critica o bolsa escola e está recebendo elevadas aposentadorias do setor público sem que tenha efetuado a poupança exigível para custeá-la. Não foi só o PT que votou a Constituição de 1988. Há ainda os impostos indiretos que são exigidos dos dos empresários por sindicatos, associações diversas ligadas ao empresariado, CNI, PIS, FAT subsidiando determinados grupos com influência no governo.



    stalin passos disse:
    16 de julho de 2014 às 19:31

    Este artigo indica os ralos pelos quais se escoam os recursos que poderiam gerar o nosso desenvolvimento…..uma calamidade…



    Linda disse:
    19 de julho de 2014 às 22:56

    Pelo que entendi do seu ponto de vista voce e os que concordam contigo estao na mesma linha de pensamento dos conservadores norte americanos. Deveriam estudar as criticas a este pensamento. Pode dar mais perspectiva.

    Alguem comentou sobre a mediocridade dos funcionarios publicos. A inercia das pessoas em relacao ao que e publico – em todas as classes. Deveriamos ter aulas de moral and civismo e ensinar direito constitucional. E lamentavel ver este circo criado em torno da decadencia dos servicos publicos e dos mais abastados se vangloriando de poder pagar privado e choramingando sobre os impostos que pagam. Que vao se danar, eu penso!!!

    Ou venham morar nos EUA, onde a linha de pensamento e o narcisismo encontram reflexo. Aqui, alem de todos os impostos que pagam, paga-se tambem, pela saude. A educacao funciona melhor, mas nao e perfeita. Paga-se IPVA e paga-se para estacionar na maioria dos lugares. Inclusive na porta da sua casa. O controle do governo sobre o seu direito de ir e vir e impressionante.E estao se dando conta de que precisam sim de bolsas. A questao e que a grande maioria e subsidiada por doacoes de empresarios. No Brasil so vejo ma intencao. Estou generalizando, mas nao estou longe da verdade. Enfim, o que eu quero dizer e que, com o nivel de desigualdade socio-economica que temos, dificilmente menos governo funcionaria. As desigualdades sao muito menores aqui, e ja nao funciona muito bem.

    Dito isso, fico feliz que o governo petista esteja acontecendo no Brasil. Sem ele, nao poderiamos nos repensar a nos proprios da maneira como estamos. A falsa ideia de pertencimento e merito. As ideias de que o rico nao “precisa” roubar – ele esta entitulado por destino e berco – e a de que o bonitao e que merece o voto estao sendo desmontadas. A maioria dos seus leitores, eu imagino, se enquadram ai de uma forma ou de outra. Sao o tipo que trata a empregada “como se fosse da familia”. No entando, a mantem no quartinho, com as sobras do jantar e um salario de fome. Elas criam seus filhos, cuidam da casa deles para que foquem em aumentar suas riquezas e ainda sao acusadas de vagabundas preguicosas quando recebem o bolsa familia. Vagabungas, talvez porque na cabeca deles elas gostam do abuso que sofrem. O sexual e um privilegio ja que se pensam a ultima bolacha do pocate com seus sobrenomes e descendencias.

    Enfim, esse rompante de “rage” nao e um desvio de assunto. E uma tentativa de dizer que ha ai uma questao de valores tao arraigada que sera dificil de ser eliminada com um modelo de governo.



    Marcelo disse:
    10 de agosto de 2014 às 10:59

    Sem dúvida que há valores em jogo. Não por acaso fomos os últimos a acabar com a escravidão em 1988 – a semi-escravidão das domésticas durou até 2013…



    Renan disse:
    1 de setembro de 2014 às 7:34

    Ricardo, ótimo artigo! Mas eu acho que o problema da bolsa (o que gera revolta) é a falta de mérito para se recebê-la, quer dar uma assistência ok! Mas de as condições para receber! Um estudante que paga meia entrada, ele merece pois vai a escola. Um aposentado, fez sua contribuição para a sociedade, penso eu que ele merece uma aposentadoria digna. Um empresário que deseja um empréstimo a uma taxa de juros decente, para movimentar a economia, gerar empregos. Dessas bolsas não vejo as pessoas reclamarem pois é merecido! Já a bolsa família, qual seria o mérito para recebê-la? Imponha que para a pessoa receber tenha que estar fazendo um curso profissionalizante, estudando, ou algo do tipo. Acho que assim a insatisfação diminuiria muito!



    claudio disse:
    21 de março de 2015 às 17:09

    Tenho 35 anos,sou branco,não tenho nenhum problema fisico,trabalho pra uma empresa privada,tive que pagar por todos os meus estudos,e a unica coisa que o Estado me oferece são os serviços piblicos que utilizo todos os dias(bem precarios,e caros,diga se).



    10 de novembro de 2016 às 12:42

    Parabéns pelo artigo, Ricardo. Eu não sou tão a favor desses programas assistencialistas, que muitas vezes servem para sustentar preguiçosos e fantasmas! Mas tem realmente muita gente que precisa, já vi muito disso.



Deixe seu comentário

Acompanhe Ricardo Amorim na mídia
Istoe

Artigos do Ricardo Amorim
/ LEIA

Manhattan Connection

Desde 2003, Ricardo é apresentador do Manhattan Connection, atualmente no canal Globo News
/ VEJA

Radio Eldorado

A economia pode ser um agente poderoso de transformação
/ CURTA


Opinião de Ricardo Amorim - Economista Independente