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Tormenta à vista.

postado em Artigos


Revista IstoÉ
18/11/2011
Por Ricardo Amorim

 

Tormenta à vista.

 

Duas décadas de instabilidade econômica e crescimento pífio roubaram a crença de que o país adormecido tivesse qualquer futuro e também a capacidade de pensar além do hoje e planejar para construir o amanhã.
 
Na década de 80, num Brasil imprevisível, qualquer previsão econômica parecia impossível. Sem prever, para que planejar? Já que não conseguíamos vislumbrar o que viria, acostumamos a viver como se não houvesse amanhã. A preocupação era com a sobrevivência, não com o crescimento. Surpreso por não investirmos em infraestrutura e educação?
 
Até o planejamento mais banal ainda é ignorado. Todo ano chove o suficiente para alagar várias cidades brasileiras. Não é necessário ser um gênio para prever que, se nada for feito, teremos novos alagamentos. Ainda assim, ano após ano, as inundações e os desmoronamentos se repetem e a culpa, claro, é de São Pedro.
 
O país mudou ̶ o crescimento acelerou, a economia se tornou mais estável ̶ mas nossa mentalidade de não nos prepararmos para o amanhã continua a mesma.
A crise econômica européia chegou à Itália e à Espanha, onde as batalhas finais serão travadas. Os recursos para financiar estes países e capitalizar os bancos europeus – cerca de 1,5 trilhão de euros apenas para os próximos três anos ̶ vão muito além da capacidade da Europa e do FMI de supri-los. Há três formas de lidar com a situação.
 
A primeira envolveria uma megacapitalização do FMI pelos novos donos do dinheiro, os países emergentes, incluindo o Brasil. Esta é a alternativa menos provável, pois os países “ricos” já deixaram claro que não aceitam a perda de poder geopolítico que a mudança de controle do FMI ensejaria.
As duas alternativas restantes envolvem uma recessão global em 2012. Ambas, provavelmente, levarão a Europa a uma década perdida, como a da América Latina nos anos 80.
 
Uma delas é girar a maquininha de fazer dinheiro. Já que ninguém quer financiar países europeus com problemas, o Banco Central Europeu emite moeda para comprar títulos da dívida destes países. Mais de 300 bilhões de euros já foram emitidos; cinco ou seis vezes mais seriam necessários. Como todo brasileiro com mais de 30 anos sabe, isto acaba em megadesvalorização da moeda e aceleração inflacionária.
 
A outra é um calote, como recém praticado pela Grécia. Neste caso, devido ao tamanho das dívidas de Itália e Espanha, perdas bancárias brutais provocariam uma forte contração da oferta de crédito e uma nova crise financeira global.
 
Uma recessão mundial é muito provável em 2012. Seus primeiros sintomas já se sentem no Brasil, com a indústria e o comércio se retraindo, a inflação começando a cair e o Banco Central cortando os juros. O cenário econômico será bastante adverso no início de 2012 e o crescimento será baixíssimo, como em 2009. Por outro lado, a economia brasileira se recuperou no segundo semestre de 2009. Em 2010, o país teve seu maior crescimento em mais de 25 anos. É provável que a história se repita e nosso crescimento bata recordes em 2013 e mantenha-se elevado em 2014, ano de Copa do Mundo e eleições.
 
A previsão está feita. Para aproveitar a bonança que virá mais à frente, você e sua empresa precisarão passar pela tormenta, que está próxima. Planeje já, ou depois não reclame da inundação.





    Fernando Neves dos Santos Filho disse:
    18 de novembro de 2011 às 7:06

    Ricardo,

    Muito boa a matéria. Trabalho no Sebrae do Distrito Federal e sabemos que as microempresas e empresas de pequeno porte precisarão de mais apoio de nossa parte para passar este momento de tormenta.



    18 de novembro de 2011 às 7:38

    Prezado Ricardo

    Uma visão muito lúcida e otimista da crise.

    Aproveito para informar que a repercussão da tua palestra na APINE foi excelente, o evento deste ano foi considerado o melhor que já fizemos.

    Temos um informativo mensal, peço informar se podemos reproduzir no mesmo os artigos que você me envia.

    Grato,

    Luiz Fernando Leone Vianna



    Sebastião Menezes Gil disse:
    18 de novembro de 2011 às 7:43

    Olá, pois bem Ricardo. Penso que ninguèm gosta de dar uma passo para trás (EUA e Europa), pois sempre comandaram o mundo. A questão é que a força dos países emergentes é indiscutível hoje. Vai vir pela frente muita instabilidade e uma reação um pouco mais rápidas dos emergentes. Espero que o Brasil saiba colocar nessepercurso uma política de seriedade e vanguarda, com políticos novos e uma grande valorização da educação e valorização de nossa mão de obra.



    João Bosco disse:
    18 de novembro de 2011 às 8:10

    Excelente artigo Ricardo. No entato, gostaria de saber a sua opinião no que tange há oferta de crédito fácil que o Brasil teve em 2010, justamente para combater os efeitos da crise em 2009, a consequência disto foi uma taxa de inadimplência em 2011 nunca vista antes com uma anomalia índices de desemprego mais baixos da história brasileira e elevação da renda do trabalhador. Trabalho em uma instituição financeira na área de cobrança. Uma grande abraço. João Bosco.



    Filipa de Almeida Ribeiro disse:
    18 de novembro de 2011 às 8:13

    Ricardo,
    A Europa está neste momento a sofrer as consequências das más politicas económicas tomadas na década de 90 inicio de 2000.
    O (fácil) acesso ao crédito por parte das familias e empresas criou a falsa ideia de estabilidade e enriquecimento das familias e empresas. Vivemos todos acima das nossas possibilidades e claro que um dia “a bomba iria rebentar”.
    Mas apesar do mal já estar feito é preciso acreditar que a velha Europa vai seguir sair desta situação. Para isso são necessárias medidas de austeridade em todos os paises.
    Estou de acordo consigo quando diz que 2012 vai ser um ano de recessão mundial. Mas sou da opinião que o Euro não pode cair em nenhum país da zona euro, se isso acontecesse seria catastrófico.
    Em relação ao Brasil, é um país que tem tudo para ser uma grande potência mundial mas são necessárias politicas de reestruturação profundas para criar alicerces fortes para o futuro (como por exemplo: educação, saúde, saniamento básico, infraestruturas, criminalidade, corrupção, pobreza etc).
    Para terminar, que sirva de lição ao Brasil, o mau exemplo da Europa para não cairem no mesmo erro do “dinheiro fácil” e superendividamento das familias e empresas.



    Wilson Grison disse:
    18 de novembro de 2011 às 8:31

    Gostei muito do texto. Como sempre, firme e claro. Pena que os políticos não te leem. E se leem, aí sim, que pena!



    18 de novembro de 2011 às 8:35

    Amorim, bom dia. Assisti sua palestra na Expopostos & Conveniência em São Paulo e vejo que começa a tomar forma o que lá você havia comentado, em ago/11. Parabéns pelo seu profissionalismo e sutileza na forma de escrever, sempre de maneira profissional e coerente, baseado em números e fatos, mas procurando mostrar a luz no fim do túnel.



    Paulo Bezerra disse:
    18 de novembro de 2011 às 8:51

    Prezado Ricardo,

    Parabéns pelo artigo. Admiro seu estilo de falar sem medo e com segurança. Tenho acompanhado seus comentários econômicos e registro que estou bem alinhado com seu pensamento. Acredito que a probabilidade de os mercados piorarem é grande e que não deve demorar tanto para isso.
    Vejo belas oportunidades após essa tormenta também.

    Que seu prognóstico se concretize logo e que logo venha a solução para vislumbrarmos um crescimento global mais sustentável.

    Abraço,

    Paulo Bezerra.



    Marcos Luna disse:
    18 de novembro de 2011 às 9:03

    Oi Ricardo, bom dia
    1,5 trilhões de Euros. Esse é o custo da crise, certo? Errado. Além do colchão financeiros temos um custo imenso, incalculável de sofrimento humano com desemprego, cortes de salários, redução de beneficios etc.
    Os emergentes, leia-se China e India, o quanto serão impactados pela retração na Europa e USA? Desaceleração na China tem impacto direto no Brasil com reduções nas vendas de commodities para eles. Nesse cenário para quanto vai o deficit na conta corrente ? 3%, 4% do PIB? Tem financiamento? O IED é de verdade? Ou é um atalho para bypassar o IOF?



    Romário Almeida disse:
    18 de novembro de 2011 às 9:33

    Ricardo! Realmente tuas perspectivas são muito coerentes.
    forte abraço.



    18 de novembro de 2011 às 10:21

    Concordo com sua opinião Ricardo. O ano de 2011 já vem sendo muito dificil no segmento que atuo, credito consignado, pois atuo com bancos de pequeno e medio porte. Já estamos revendo nossas estratégias comerciais, apesar que nosso País, nao conseguimos fazer planejamento para 6 meses …
    Abraço e sucesso !



    Charles Filik disse:
    18 de novembro de 2011 às 11:02

    Caro Ricardo, excelente a matéria, concisa e direta no ponto.
    Gostaria de ouvir suas previsões sobre o IBOVESPA, num cenário de contração da atividade e aumento da inflação, afinal lá trás quando o IBOVESPA estava a 67 Mil pontos e todos os analistas projetavam o indice acima dos 70 Mil, tu alertou que o indice poderia vir abaixo dos 55 mil pontos e de fato aconteceu, um abraço, charles.



    LAURI KIELING disse:
    18 de novembro de 2011 às 11:13

    Caro Ricardo.

    Quanto as chuvaradas,penso que seria crivel que a imprensa divulgasse o numero da conta do Bando do Brasil para as contribuições de janeiro de 2012 das trajedias do Rio de Janeiro e Sta. Catarina. Quanto a Europa, querendo ou não deverão devolver muito do muitissimo que usurpara do Brasil, em especial a Espanha e Portugal. Abraço



    Nilo C. D. Santiago disse:
    18 de novembro de 2011 às 11:20

    Prezado Ricardo,

    Parabéns. Sensacional.

    Grato,

    Nilo C. D. Santiago



    18 de novembro de 2011 às 11:47

    Análise lúcida e preocupante do quadro econômico. Sou político com visão focada no empreendedorismo privado. Vejo a crise como resultado de uma conjunção de interesses de políticos e do capital financeiro em detrimento do setor produtivo. Um mundo que somente especula com o capital e nao investe na produção de riquesas fatalmente irá gerar crises e perdas para todos os envolvidos e consequentemente um ambiente de má qualidade de vida para a população mundial.



    Filipa de Almeida Ribeiro disse:
    18 de novembro de 2011 às 13:46

    Lauri Kieling que comentário mais triste o seu em relação a Espanha e Portugal.
    Esse sentimento em pleno Século XXI não faz sentido.



    David R Silva disse:
    18 de novembro de 2011 às 14:22

    Prezado R Amorim,

    Nao me lembro de qual forma te descobri, mas ultimamente tenho lido os seus artigos e gosto bastante da simplicidade e claridade com que voce relata os acontecimentos globais e suas relacoes com o Brazil.
    Voce finaliza o artigo sugerindo que as pessoas planejem para o que estah a vir, claro que entre linhas, usar a sua firma de consultoria, mas se voce tivesse que dar uma opiniao geral e ampla para o governo e populacao Brasieira, qual seria?

    DAVID R SILVA
    Executive Consultant
    Rodan + Fields Dermatologists
    Email: DrSilvaBrazUSA@gmail.com
    http://www.Linkedin.com: David R Silva,
    http://www.Twitter.com/DrSilvaBrazUSA,
    http://www.Facebook.com/Mr.DrSilvaBrazUSA.com



    José Roberto Barrack disse:
    18 de novembro de 2011 às 14:23

    Olá Ricardo,
    A riqueza é finita e é transferida de uma mão para outra de tempos em tempos.
    A humanidade persegue o bem estar e segurança, no entanto se acomoda quando atinge determinados níveis de conforto e riqueza. O ser humano é adaptativo, o que pode ser uma benção ou um castigo, é apenas uma questão de momento (circunstância).
    Neste ponto de ruptura a riqueza sai das mãos de muitos e migra para outros, aqueles que estão trabalhando, perseguindo seus desejos, gerando crescimento de demanda, em busca de bem estar em níveis mais básicos.
    O Brasil está neste ponto.
    A riqueza vai ser direcionada para os emergentes.
    Dentre eles, nós detemos o melhor equilíbrio geopolítico, social, religioso, climático e geográfico.
    O Brasil está fadado ao sucesso apesar de tudo que nossa geração tem testemunhado recentemente.
    A iniciativa privada e a classe média vão prosperar apesar dos impostos altos que pagamos hoje me dia.
    Tratemos de aproveitar o momento e procurar acertar onde outros erraram.



    Sarah de Castro disse:
    19 de novembro de 2011 às 6:01

    Outro ponto importante que eu destacaria no texto é a importância de o Brasil aproveitar seu bom momento para fazer os ajustes necessários sem maiores dores.
    Precisamos de coragem para organizar as finanças públicas, fazer as reformas fiscais e de eficiência no estado, enquanto o fluxo de recursos ainda é positivo. 
    Isso nos daria musculatura para enfrentar a crise com menos sofrimento.
    Seria bom termos como a exemplo atitude da Alemanha e não atitude da Grécia.



    PIER CLAUDIO disse:
    19 de novembro de 2011 às 8:17

    RICARDO,
    Ótimo artigo, assim como foi a sua palestra no Santander.
    Haverá alguma mudança no atual e futuro cenário para quem tem seus investimentos no Santander, haja vista a disposição desta instituicao em vender parte da sua participação no Santander Brasil?
    Abraços, e parabéns.



    Sog Menezes disse:
    19 de novembro de 2011 às 10:26

    Faltou a alternativa da FTT, a “CPMF” Européia, que pode arrecadar bilhões por ano, recurso que pode ser utilizado pra recuperar a Europa em tempo mais breve.



    Sog Menezes disse:
    19 de novembro de 2011 às 13:31

    “O país mudou ̶ o crescimento acelerou, a economia se tornou mais estável ̶ mas nossa mentalidade de não nos prepararmos para o amanhã continua a mesma.”

    Mas o Brasil ainda precisa melhorar muito! Perde em competitividade de negócios para Grécia, Portugal e Itália, mesmo estes em crise, segundo a FIESP (levantamento no ano de 2010).

    Segundo a Fiesp, “Eles (Grécia, Portugal e Italia) estão com problema de economia doméstica, mas têm um consumo do governo, em relação ao PIB, menor [que o do Brasil], juros mais baixos, maior infraestrutura, tecnologia melhor, produtividade melhor que a do Brasil e, provavelmente, capital humano melhor. Itália e Grécia têm indicadores educacionais melhores que os do Brasil”, disse Coelho.



    19 de novembro de 2011 às 14:23

    O brasileiro terá um dos melhores natais dos últimos anos. Os tsunamis de crises ficaram lá fora. O Brasil está se preparando para a excelência de encantar clientes.
    César Lustosa
    Escritor e Palestrante



    antonio carlos vieira disse:
    19 de novembro de 2011 às 14:37

    O crescimento do Brasil para 2012 esta muito mais relacionado com as politicas publicas, e com as medidas fiscais, de desoneraçao da carga tributaria e de juros que estao por vim. O Brasil e um dos poucos Paises no mundo que tem essas ferramentas para estimular a economia.( JUROS ALTO, CARGA TRIBUTARIA EXCESSIVA… ) Pode ter certeza iremos continuar crescendo aos patamares atuais em 2012.



    Eraldo giacon disse:
    19 de novembro de 2011 às 16:43

    Por não querer enxergar é que a Espanha,Portugal Itália e outros paises chegarão onde estão, se cuida Brasil, com estes gastos para copa e Olimpíadas, poderemos nos encrencar também, não adianta tapar o sol com a peneira



    Cristiano Longho disse:
    19 de novembro de 2011 às 17:54

    Muito Boa todas materias de Ricardo Amorim!!!



    Caio Soraggi disse:
    19 de novembro de 2011 às 18:44

    Se a situação está tão preta assim, pq as bolsas não estão despencando? É pq vc é um dos poucos que entendem de economia ou pq o mercado ainda tem esperança em alguma solução?

    Um abraço.



    Ana Cristina Burjack disse:
    19 de novembro de 2011 às 20:54

    Sensacional a sua análise Ricardo, é muito confortador ver que você tem esperanças e faz previsões que o Brasil se saia menos pior de tudo isto.Deus queira que você tenha razão, que o “choro e ranger de dentes” que assola países do Velho Continente não chege até aqui.



    Lucia Judice disse:
    20 de novembro de 2011 às 11:03

    Uma dúvida: a Espanha sempre se destacou por ter economia baseada no turismo. O mesmo serve para toda Europa, inclusive Grécia. Como pra toda crise existe uma saída, me orienta… o montante do estrago não se paga com uma política atrativa de turismo voltada inclusive p/ atrair estes países emergentes? Só no Brasil, dezenas de milhões de pessoas asvenderam à classe média, querem e devem visitar o Velho Mundo mas não ao preço de hoje.



    20 de novembro de 2011 às 15:02

    Vou simplesmente me ater “Até o planejamento mais banal ainda é ignorado”, uma vez que estou pesquisando nesta área. A culpa não é da engenharia, pois a mesma está intrinsicamente envolta no desenvolvimento de soluções para os problemas do desenvolvimento em geral, em todos segmentos, mais dos empresários tradicionais, e estabelecidos no mercado com suas indústrias. Como o termo INOVAÇÃO acontece na fronteira conhecimento, fica difícil os pesquisadores inserirem novas tecnologias, uma vez que o empresário brasileiro, segundo Eike Batista, empreendedor, está acostumado a puchadinhos, e a inovação exige tranformações de conceitos e estruturais radicais. Então como fazer para resolver tais situações eminentes e inevitáveis se o empresário não disponibiliza ao Mercado estas novas técnicas, e o detentor destas inovações não tem recursos necessários para o seu implemento. Os gestores públicos não são capazes, nem detem poder para implementar tais empreendimentos, simplesmentes utiliza-los caso estejam na preteleira. Sou detentor de uma patente destinada a este fim, tenho dificuldade de inseri-la pelos motivos acima citados, um negócio bilionário parado sem processo de inserção, já por 02 anos. Perdi 02 de meus direitos de patente, por conto do empresário, não preparado para os tempos atuais, onde a palavra de ordem é INOVAÇÃO. Fico aguardando algum deste para alavancar todo o processo. A mídia já informa que passa por nossa técnica, mais ….. (http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2011/10/01/maria-paula-recebera-novo-sistema-de-macrodrenagem-408811.asphttp://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2011/10/01/maria-paula-recebera-novo-sistema-de-macrodrenagem-408811.asp), (http://www.adesg.net.br/noticias/engenheiro-da-uff-lanca-projeto-para-evitar-alagamentos), Agora a revista do CREA-RJ edição 90, reservou 04 página para publicar minha tecnologia. Espero que o mais rápido acontece o nascimento desta beleza de obra da Engenharia…



    Nelson Carmelinho disse:
    20 de novembro de 2011 às 20:02

    Ricardo ,,

    Como sempre colocações diretas e fáceis de entender. Acompanho as previsões desde 2007, quando vc disse que existia uma bolha de crédito e que quando ela explodisse o melhor lugar para estar, seria nos emergentes. Vi há alguns meses no MC, vc falar de Itália e Espanha, enquanto todo mundo só via a Irlanda e a Grécia. Seu restrospecto é impecável.



    Luiz Eduardo Sampaio disse:
    21 de novembro de 2011 às 14:04

    Ricardo,
    Excelente o artigo e a forma clara com que você organiza as variáveis em questão. Entretanto, gostaria de acreditar que seus prognósticos estão errados.



    Ricardo Caiuby de Faria disse:
    23 de novembro de 2011 às 15:33

    Caro Ricardo

    Me baseio muito neste lema:
    ‘O homem jamais logrará desenvolvimento sem sacrificío, bem estar sem trabalho e justiça social sem reunúncia’
    A renuncia que é o problema.
    Ninguem quer abrir mão de seus privilégios, riqueza em favor de muitos.
    A concentração da riquezas em muitos paises e de modo particular no Brasil é um absurdo!
    A desproporção que cresce o topo da piramide é que um dia vai acontecer o que está ocorrendo nos Estados Unidos e na Europa.
    O duro que consertar sempre primeiro atinge os mais pobres.



    wladimir barrozo disse:
    24 de novembro de 2011 às 14:43

    Prezado Ricardo Amorim gosto de ler a respeito das pessoas que preveem a Bolsa na frente para comparar com aquilo que prevejo , pois bem devo alerta-lo que a bolsa ja chegou ao fundo do poço e a sua previsão de tormenta esta equivocada pois não havera tormenta e caso voce se interesse poderei enviar-lhe as minhas previsões desde dezembro passado ate o momento? e voce vai ver que eu apesar de siquer ter estudado ate a faculdade a respeito de bolsa bem ai e uma outra estoria, caso queira provas e so pedir que lhe enviarei com prazer não se acanhe abs wladimir



    Nilton Marcos da Cunha disse:
    3 de dezembro de 2011 às 9:37

    A maquininha vai girar e serão produzidos 1,5 trilhões de euros.



    José Armando Nogueira disse:
    16 de dezembro de 2011 às 10:13

    Claro que você tem razão. Para muita gente o não-investimento em Educação e Infraestrutura não é surpresa, essa tecla – sem ressonância – foi batida por quem tem um mínimo de visão, apesar das dificuldades dos anos 80. Ricardo, você se lembra quando surgiu a expressão “Os Tigres Asiáticos”. Pois é, eles também não tinham infra. Mas sabiam que tudo passaria pela Educação. Não perderam tempo.A hiper complexa Ìndia também não. Para quem vê naquele país apenas uma multidão de místicos à beira do Ganges, deve procurar se lembrar que eles já têm Prêmio Nobel na área de Ciências há muitos anos. São craques em matemática. E vão assombrar o mundo logo logo. Outros prestes a desbancar o Brasil são os hermanos argentinos, onde a agricultura de alto nível se faz com metade dos atuais custos brasucas! Com menos área e mais tecnologia vão nos dobrar, com nossa logística arruinada, custos elevados de insumos, etc. A galinha dos ovos de ouro do agronegócio brasileiro está sendo depenada. E quem vai segurar a balança comercial?



    Huadson disse:
    31 de dezembro de 2011 às 12:00

    Ricardo,

    Não sou economista, mas gosto(E PRECISO GOSTAR)da matéria. Por isso, sempre tento identificar para onde vai essa nossa economia diante dos cenários que estão sendo construídos: por um lado, crise europeia,crise no EUA, redução das espectativas de crescimento da China… por outro, imensa necessidade de investimentos no Brasil, perspectivas de manutenção da demanda interna, percentual de endividamento controlado, maior confiança na instituições(empresas(com melhorias no nível de governança), governo)… e por ai vai. Considerando esses pontos o resumo do que vejo é um cenário bastante postivo para o futuro, como: aumento dos investimentos externos, com destaque para investimentos no setor produtivo(as empresas estão aumentando suas apóstas em projetos no país); redução da projeção de inflação, investimentos em infraestrutura(infelizmente com o uso de capital público em sua imensa maioria)…
    Assim, diante dessas evidências, penso que a incerteza quanto ao futuro de europeus, americanos e chineses possa trazer na verdade um grande impulso ao crescimento do Brasil.



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