Feeds Ricardo Amorim Facebook Ricardo Amorim Twitter Ricardo Amorim Linkedin Ricardo Amorim Youtube Ricardo Amorim

(Re)Construindo o Brasil

postado em Artigos


10/2014

Revista IstoÉ

Por Ricardo Amorim

2014-10-24-Reconstruindo-o-Brasil (2)

 

Era uma vez um país cheio de problemas no continente americano. Lá, havia muita miséria, altas taxas de analfabetismo, elevada mortalidade infantil, corrupção, caos financeiro, infraestrutura em frangalhos e pessoas morando nas ruas. A economia não crescia. O futuro parecia sombrio. Certamente, você já sabe que estou falando dos EUA da década de 30. De lá pra cá, eles se firmaram como a maior economia, o país mais inovador e a maior potência bélica do planeta. Como fizeram isso? Quais as lições para este novo ciclo presidencial no Brasil?
 

As similaridades são óbvias. Após sete anos de crescimento acelerado entre 2004 e 2010, o Brasil foi o país que menos cresceu na América Latina nos últimos quatro anos. Enquanto isso, a inflação subiu, o superávit da balança comercial desapareceu e as contas públicas se deterioram muito. Em 2015, o governo terá de recompor tarifas públicas, elevando ainda mais a inflação, o que exigirá novas altas dos juros. Isso e o inevitável aperto fiscal limitarão mais uma vez o crescimento.
 

Para piorar, a campanha eleitoral mostrou o maior grau de polarização política já visto no país após a redemocratização. As apurações do Petrolão contribuirão para exacerbar os ânimos e tirar o foco do Congresso das reformas estruturais que o país tanto precisa. Se elas não forem aprovadas no início do novo mandato, quando a força política de qualquer presidente está no seu auge, teremos de esperar ao menos mais quatro anos para que haja novamente condições políticas para aprová-las.
 

É fácil ficar pessimista. A confiança dos consumidores é a mais baixa em 10 anos e a dos empresários, ainda menor. É aí que mora a oportunidade.
 

Segundo o filósofo chinês Wu Hsin, “a expectativa é o avô da decepção”. Quanto mais extremas as expectativas, positivas ou negativas, mais facilmente elas não se concretizarão. Apesar da euforia eleitoral de metade do país, dificilmente, as expectativas econômicas para 2015 poderiam ser piores. Acontecia a mesma nos EUA nos anos 30.
 

A primeira lição é que para a economia voltar a crescer com vigor, as preocupações têm de passar. Quem tem medo do futuro não vai às compras, nem investe em seu negócio. Os ajustes econômicos são inevitáveis, mas seus efeitos negativos sobre o crescimento em 2015 podem ser compensados recuperando-se a confiança. Como fazer isso? Anunciando a redução do intervencionismo governamental o quanto antes. Assim, o medo do empresariado de investir passaria, a geração de empregos voltaria a crescer, e consumidores voltariam às lojas.
 

A segunda lição do sucesso americano é a importância de melhorar o sistema e a qualidade da educação e investir em pesquisa e inovação. Para que nós brasileiros sejamos mais ricos, temos de nos tornar mais produtivos. Hoje, a produtividade e a renda média dos americanos são cinco vezes as nossas. Eles não chegaram lá de uma hora para outra. Educação é um esforço  não de alguns anos, mas de algumas décadas. Este esforço tem de começar já.
 

A essas alturas, você já sabe quem governará o Brasil nos próximos quatro anos. Eu não sabia ao escrever este artigo na quarta-feira anterior às eleições. Não importa. As lições são as mesmas.
 

Ricardo Amorim
 

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.
 
 





    Rita Loriggio disse:
    26 de outubro de 2014 às 18:51

    Ricardo, assisto sempre que posso Manhatan Conection e passei a acompanhar seus comentários durante todo o período eleitoral, o que me ajudou muito a entender todo o processo político do Brasil e até um pouquinho de economia rs.
    Agradeço, por todos os artigos que você publicou neste período, eles foram excelentes para mim e me ajudaram muito a compreender um pouco melhor o cenário político.
    Um abraço
    Rita Loriggio



    Mauricio Dias disse:
    27 de outubro de 2014 às 14:59

    Oi Ricardo,

    Excelente texto!!

    Agora com a Dilma em seu segundo mandato, acredito que vai ser difícil a confiança voltar tão cedo…

    Um forte abraço,

    Mauricio



    LÉO ROSENHEK disse:
    27 de outubro de 2014 às 15:00

    Olá, Ricardo!
    Hoje sabemos, infelizmente, quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos (no mínimo). O sentimento de frustração é IMENSO!
    Concordo que o caminho está na inovação e na educação, mas já aprendi há algum tempo a trilhá-lo sem esperar que o Governo tome a iniciativa. Sou empresário no segmento de TI, o que me obriga a ser impulsionado pela inovação e aprendizado. Continuarei a fazer a minha parte e espero apenas que o Governo não me atrapalhe.
    Boa sorte a todos nós! Vamos precisar!



    rogerio motta disse:
    27 de outubro de 2014 às 16:06

    Prezado Ricardo

    Concordo literalmente com seu feliz e oportuno raciocínio econômico.

    Onde assino com vc? rs…

    Abraço Rogério Motta SP



    Natil Bado disse:
    27 de outubro de 2014 às 16:54

    Só espero que se faça as mudanças necessárias, o Brasil precisa de trabalho , e seriedade.
    Não se consegue isso ,só fazendo caridade.
    Vamos aguardar.

    Natil Bado.



    27 de outubro de 2014 às 19:31

    Concordo com tudo que li, e acrescento
    um dos motivos é que o crescimento potencial brasileiro – isto é, o crescimento acima do qual ocorrem pressões inflacionárias – parece ter desacelerado substancialmente nos últimos anos.



    Daisy Grisolia disse:
    27 de outubro de 2014 às 20:32

    Realmente não importa, tanto faz quem vai governar, a lição de casa é dura e precisa ser feita. Complicado é confiar….mas isso já é uma outra história e fica para uma outra vez.



    Flavio D'Oliveira disse:
    27 de outubro de 2014 às 20:35

    Deveria começar a ser posto em prática desde já pela Dilma. Agora o difícil vai ser fazer com que isso entre na cabeça dos governantes. Parece que até hoje não aprenderam nada com a história.



    Vera disse:
    27 de outubro de 2014 às 20:45

    òtima matéria, retratastes muito bem…O meu receio , com o resultado das eleições….é o futuro.



    Valter disse:
    27 de outubro de 2014 às 20:54

    Excelente comparação. Certamente as promessas não serão cumpridas. Já vi esse filme antes.



    Felipe Nacif disse:
    27 de outubro de 2014 às 20:57

    Prezado Ricardo,

    Agora, já sabendo o que nos espera nos próximos 4 anos, fica a grande questão: qual o drive desse governo? Se ainda for um grande projeto de poder do partido, haverá sempre paradoxos que não podem ser solucionados do ponto de vista do interesse popular. Dilma perdeu onde há melhor IDH, renda e escolaridade. Venceu a eleição na margem de erro. Ou seja, independente da escravidão do Bolsa Família, uma evolução na renda e na educação fatalmente a levaria a uma derrota. Ou seja, no projeto perpétuo de poder, estamos fadados a sempre ter o governo balanceando suas políticas desenvolvimentistas em função de seus próprios interesses. E aí, temos saída? Grande abraço e parabéns pelas avaliações.



    Wilton Baptista disse:
    27 de outubro de 2014 às 21:13

    O Brasil precisa de planejamento para crescer. O Congresso Nacional corrupto é a maior causa de nossos problemas.
    As Reforma Politica e Tributária agora nos levariam ao crescimento.
    No Congresso Nacional existem projetos
    prontos para serem votados, só que eles não votam.
    Não sou profeta mas a nossa economia voltará a crescer no próximo ano.



    Tânia Messina disse:
    27 de outubro de 2014 às 21:15

    Depois dessa ressaca eleitoral, afinal ainda estou me recuperando, nada como ler seu artigo e sentir uma pontinha de otimismo em ver que ha uma luz no fundo do túnel..
    tomara que tenhamos a humildade de seguir o exemplo dos USA .



    arismar amorim disse:
    27 de outubro de 2014 às 21:19

    Boa noite
    Sou aposentado tenho 66 anos estudo 4ano ginasial,mas já passei muitas intempéries deste belo país.de tudo que o sr.detalha concordo,mas vendo um caso mais recente seria o da KOREIA do SUL que em 15 anos envestiu na educação e na valorização da população e deu certo.esse tem que ser nosso trajetória unindo as forças e consultar a população.
    Caro Ricardo Amorim meus parabéns pelo esforço de tentar melhorar este PAÍS.



    Juci Westphal disse:
    27 de outubro de 2014 às 21:24

    Ricardo,

    Tudo isso é verdade.Queremos inovação,
    educação ,abertura de mercado e etc..
    Mas,como cobrar do governo?
    Não há quem nós represente e somos quase
    50 milhões.
    A imprensa ajuda,Você chega a nós pelas
    redes.., mas como poderemos chegar ao governo?
    Sindicato NÃO.Partido?!? -instituição ?!? Precisamos
    de organização.
    Use a rede.
    Estamos implorando….
    Precisamos ser representados até Brasilia.

    Teria muito a sugerir.

    Vai nesse propósito que você inicia aqui.
    é o caminho.

    Uma faculdade tipo FGV
    Um representante tipo Willian Waack
    Conexões com a indústria e comercio
    Bovespa
    OAB
    CFM-Conselho federal de medicina
    Etc…..

    Reunir os quase 50 milhões é Mais fácil.

    Sim,vamos mudar o Brasil.

    Abraços



    Edimilson Silva disse:
    27 de outubro de 2014 às 21:27

    Não consigo ter uma visão otimista do nosso país. Na minha opinião, um país só se desenvolve, se seu povo tiver educação. Infelizmente nossos governantes querem cada vez mais uma nação de ignorantes, facilitando assim, as ações de maus políticos, explorando cada vez mais as classes que pagam a conta da corrupção e outras mazelas, e as classes que são doutrinadas através de programas sociais furados, para votar na continuidade de governos “lobos em peles de carneiros”. Realmente estou muito descrente no nosso “Querido Brasil”. É lamentável!
    Em contrapartida não posso e nao vou desistir.



    27 de outubro de 2014 às 22:12

    tudo seria possível, mas o que esperar de um governo centralizado na presidente que mal termina um raciocínio ,e por um partido com aprovação de 48% mas não soube ler o próprio estado do candidato pois Minas são muitas e eles não tinha a apoio municipal , ser elitista ou confiante demais me faz crer que pouco se lutara para que as reformas sejam feitas porque nosso congresso alem de corporativo ele é pouco produtivo se resume em 2 dia de trabalho por semana, com isto pouco o nada poderemos esperar educar é um verbo proibido e sem isto levaremos décadas para sairmos da tutela ,e defendermos o nossos direto de cidadão.



    Laís Conti disse:
    27 de outubro de 2014 às 22:26

    Prezado Ricardo Amorin, seu artigo é excelente e muito oportuno neste momento, na medida em que nos mostra que pode haver ” uma luz no fim do túnel” . Enfrentamos, além dos problemas econômicos e de corrupção, uma gravíssima crise de confiabilidade no governo que foi eleito. Os 48% da população que votou no Aécio não aceitam a legitimidade das eleições porque uma parcela considerável dos 51% que votaram a favor de Dilma, não o fizeram livremente, tornou-se público que estavam sendo intelectualmente coagidos a fazê-lo sob pena de perderem benefícios sociais. O novo governo terá a árdua tarefa de, não só unir a população em torno de um objetivo comum e maior, como também convencer seus eleitores de oposição de que está foi uma eleição democrática e legítima. No primeiro dia após as eleições, representantes do governo já se pronunciaram a favor de um plebiscito para decidir sobre mudanças no sistema de governo. A intenção do governo do PT, de implantar um governo totalitário aos moldes de Cuba e Venezuela, é muito clara e repudiada pelos eleitores de Aécio. Foro São Paulo e investimentos em Cuba são sinais visíveis, dentre outros. Dessa forma, embora concorde com suas ideias, creio que as mesmas somente poderiam ser aplicadas depois que a governabilidade fosse garantida, o que não será fácil, tendo em vista o total descrédito de parte dos eleitores na presidente eleita, em seu antecessor e em todo o seu partido.



    Virgínia Ribeiro disse:
    27 de outubro de 2014 às 22:36

    Há muitos anos acompanho a sua opinião sempre sensata e sobretudo inteligente. Parabéns pelo artigo e pela foto. É exatamente assim que eu vejo a reconstrução do país, infelizmente.



    27 de outubro de 2014 às 23:00

    Sou um admirador de seu trabalho e já acompanho seus artigos já a algum tempo.Não podemos ter os norte americanos como exemplo ao pé da letra, o projeto de criação de uma nova potencia veio desde a Europa, muito diferente do o ocorrido com as Americas Central e Sul.O que podemos fazer como eles é buscarmos ter um pacto federativo e instituir o nosso próprio projeto de nação.



    SELMA VELOSO VICENTE DA SILVA disse:
    27 de outubro de 2014 às 23:44

    Sr Ricardo, excelente, brillhante … suas palestras deveriam fazer parte do curriculum escolar, desde a tenra idade, quem sabe assim, teríamos um povo mais politizado … Quando o Sr cita ‘Educação é um … tem de começar já” me arrepio, porque ouço isso há séculos … so o PT está há 12 anos no poder … a sensação que tenho é que quanto mais ignorantes, mais posso manipular, gostaria de estar errada. So temos esta saída: EDUCACAO.



    Roberto Abrão Haje disse:
    28 de outubro de 2014 às 1:21

    Recebo os seus artigos a um bom tempo e só tenho a elogiá-los.
    Também sou Economista (doméstico…rss..) há 37 anos e sempre fico atento aos seus comentários para “tentar” o mínimo de erro em minhas ações econômicas “domésticas”, e, você tem contribuído demais para isso.
    Obrigado e um abraço.
    Roberto



    Rudmar Cassucci Carapia disse:
    28 de outubro de 2014 às 4:10

    bom dia Ricardo,

    Acredito só com educação sera possivél;

    Educação das pessoas “respeito
    Educação escolar
    Educação moral
    Educação civica

    Um outro exemplo de superação seria a Coreia do Sul que venceu com educação

    grande abraço
    Rudmar



    NILTON Chaves disse:
    28 de outubro de 2014 às 4:53

    Achei muito bem colocado as considerações, e poderiam ter sido apresentado tanta outras, mas neste momento de indignação nos resta apenas em continuar lutando para tentar melhorar este país.



    Maria lucia motta disse:
    28 de outubro de 2014 às 7:16

    O seu artigo é uma análise técnica de como encontrar novos rumos . Nos deixa esperança de que se tomadas as medidas adequadas o Brasil ainda terá uma saída.
    Necessita capacidade e força de vontade da equipe governamental.



    Valmor disse:
    28 de outubro de 2014 às 9:22

    A analogia com a maior economia mundial é muito interessante. Mas o primeiro passo em nosso país, será destruir o processo corruptivo que não permite qq. evolução.
    Excelente artigo, como sempre. Parabéns..!!!
    Valmor.



    Jaqueline disse:
    28 de outubro de 2014 às 9:48

    ” Se os porcos pudessem votar, o homem com o balde seria eleito sempre, não importa quantos porcos ela já tenha abatido no recinto ao lado.” autor Orson Scott Card.
    Vi esta frase no facebook. E explica tudo. Votei em Aécio que nada no cenário político econômico e social no Brasil é tão ruim como o PT. A minha primeira escolha era Marina, e depois Eduardo Campos com Marina. Pois significavam algo mais perto de uma mudança real. Estou com medo. E sinto que se algo milagroso não ocorrer, mais quatro anos desta política, vai igualar o sul-sudeste com o norte-nordeste até na falta de água.



    MARLY MARY disse:
    28 de outubro de 2014 às 10:14

    Concordo, Ricardo!
    EDUCAÇÃO + EDUCAÇÃO + EDUCAÇÃO
    Na entrevista de ontem ao JN a Presidenta mencionou que deverá haver investimentos na educação, pesquisa e ciência, mas, como sempre se esquivou de dizer COMO cumprirá o que prometeu.
    Se sabe que muitos que recebem o ‘bolsa família’ tem aumentado o número de filhos para manter-se no programa… o que alimenta o círculo vicioso… mesmo sendo condição manter os filhos na escola, não se garante a educação desssas crianças.
    É muito triste que os PROFESSORES não sejam valorizados como merecem.
    Enfim, temos agora, que cobrar o cumprimento das promessas feitas por todos os eleitos.
    Grata pelo desabafo.
    abçss



    28 de outubro de 2014 às 10:44

    Concordo, mas se tivéssemos condição de conferir as urnas eletrônicas, a confiança seria muito mais fácil. Assim como está, a dúvida sempre existirá.



    magali disse:
    28 de outubro de 2014 às 12:07

    Gostaria que a presidenta lesse e ouvisse pelo menos uma parte das análises feitas. Gosto dos seus comentários no Manhathan e gostei desde primeiro artigo que li. Boa semana.



    Deonilda disse:
    28 de outubro de 2014 às 12:18

    Ricardo
    Lendo seus comentários, com muita verdade, lhe pergunto essas medidas ou ajustes não são tardias, remédio dado fora do tempo pode ser fatal, a economia vai de mal a pior faz tempo, como tivemos o carnaval, copa do mundo agora eleições, será que agora vai? Não é tarde? A minha decepção é grande com reeleição da Dilma, não que o Aécio fosse a salvação, mas era uma esperança, confesso estou descrente. Gostaria de viver no país que a Dilma descrevia, com saúde de primeira, educação, sem mensalão, petrolão etc.
    agradeço/Deonilda



    Clélia Araújo disse:
    28 de outubro de 2014 às 12:34

    Sim,já sei quem foi eleito para mais 04 anos.No meu caso as expectativas foram ao chão.Seguir em frente é necessário.O pior é nunca construir (em frente) mas voltar sempre para (RE) construir.Cansa qualquer filho de Deus e dos homens.Parabéns pelo artigo.



    Renato Navarro disse:
    28 de outubro de 2014 às 14:17

    Excelente artigo Ricardo, penso que o maior obstáculo que temos de superar para conseguirmos superar este momento, é que os USA pensam no futuro do país, e nós Brasileiros pensamos no futuro “pessoal”, individual. Neste caso, ficamos mais distante de usarmos o modelo americano.
    Um abraço!



    Ricardo Caiuby de Faria disse:
    28 de outubro de 2014 às 15:29

    Excelente seu artigo !
    É uma pena que o técnico do time atual não foi despedido. As coisas ficarão um pouco mais difíceis de sair da zona do rebaixamento !



    28 de outubro de 2014 às 15:35

    Olha, essa é o segredo do sucesso! Manter os pés no chão, pensamento positivo, trabalho, muito trabalho, e não ter medo de arriscar.
    DO contrário, estamos perdidos!

    Abraços,
    Marcelo Benatti Machado



    Ricardo Justo disse:
    28 de outubro de 2014 às 16:05

    Segundo Max Weber, a cultura é um modo de ser que detém as práticas – ao ser modificada, gera novos costumes, um comportamento inusitado, que embora não tivesse como objetivo estabelecer uma nova ordem econômica, e sim moral, passa a sustentar a essência do sistema. Nesse sentido, o Brasil não passou pelos crivos do liberalismo d viés protestante, como os EUA. Aqui no Brasil, estamos saindo de um modelo cultural católico para um modelo socialista da “Pátria Grande”. Oh Tmpora!



    28 de outubro de 2014 às 16:26

    Ricardo,

    Artigo sucinto e direto aos pontos, não podemos desistir do Brasil, nossas raízes estão aqui e nossos sonhos também.

    A retomada do crescimento depende de todos nós: empresários, trabalhadores e políticos.

    Torço para que a Presidente eleita tenha em sua agenda de ações diárias este checklist, pois na minha agenda todas estão e já sendo executadas.



    Luiz Ewerton Gazola disse:
    28 de outubro de 2014 às 17:02

    Levei o maior susto, mas logo percebi que teu artigo foi escrito antes do resultado eleitoral. A receita para a reconstrução estava perfeita, só que não mudaram o padeiro. Pena.



    Glacy Fatorelli disse:
    28 de outubro de 2014 às 19:14

    Bom artigo. Afinal saber abrir novos e possíveis caminhos é a única possibilidade de sairmos da lama.



    Pedro Paulo Pedrossian disse:
    28 de outubro de 2014 às 19:26

    Todas medidas só trarão a confiança de volta se o “DIREITO de PROPRIEDADE” entrar na pauta.



    ROSANA DE CARVALHO SOUSA disse:
    28 de outubro de 2014 às 20:22

    Eu não tenho nada a acrescentar , só que preciso de uma respiração positiva , pelo de vez em quando, senão eu sofro com a negatividade exterior que é muito grande!



    Yuri Vasconcelos disse:
    28 de outubro de 2014 às 21:08

    Previsão ou precisão? Fico com a última opção. Parabéns pelo artigo! Aprendi, entretanto, através de uma de suas indicações de leitura (“Por que as nações fracassam”), que a política extrativista daqui não se permite aos News Deals inclusivos e pluralistas daqueles lados da América. Única crítica ao livro: seu final, em que o Brasil é citado, justamente pela ascensão do PT ao poder (creio que uma nova edição deverá corrigir isso). Resiliemo-nos às trincheiras econômicas dos anos 2014-2018. Abraço :)



    Leonardo Nardy disse:
    28 de outubro de 2014 às 21:32

    Muito bom seu artigo! Resta saber se o Governo reeleito não focará suas ações em mudar as regra do jogo para facilitar sua permanência e ocultar a incompetência ao invés de cuidar do país.



    Silvia de Macedo Soares e Silva disse:
    29 de outubro de 2014 às 8:41

    As lições são as mesmas, o difícil é a Sra. Dilma aprender e não intervir e, mais difícil ainda, é o PT investir em educação de qualidade. Gostaria de ter seu otimismo!



    José Carlos Campos disse:
    29 de outubro de 2014 às 18:44

    Ricardo Amorim, como sempre seus textos são ótimos. A presidente Dilma poderia se espelhar no Papa Francisco quebrando os dogmas petistas e se posicionando com um novo governo, moderno, com investimentos em educação, saúde, infra estrutura, privatizações. Com medidas liberais, atrairia o capital necessário tanto do investidor interno como do externo e poderia virar a situação econômica e social do país. Tudo isso claro se também se espelhar no processo dos Estados Unidos que você muito bem nos mostrou no seu texto. Ou ela faz isso, ou serão mais quatro anos perdidos e ansiosos pelas próximas eleições.



    José Luiz Dias Filho disse:
    30 de outubro de 2014 às 15:05

    Holisticamente, não vejo sinais para otimismo. O ‘brasil’ seguirá definhando, não se sabe por quanto tempo mais.



    Silvio Damenti Junior disse:
    31 de outubro de 2014 às 11:48

    Ricardo,texto mais exato impossível,mas esqueça o Brasil. Pense o seguinte,daqui a 4 anos ela terá mais 10mm de pessoas com bolsa família,mais votos que nesta eleição,não produzem,mas votam no PT,ficarão no poder roubando mais 50 anos no mínimo.Estamos caminhando rápidamente para ser uma Venezuela,,,,



    Ivan Silva disse:
    3 de novembro de 2014 às 21:36

    Parabéns pelo artigo



    Mariana disse:
    9 de fevereiro de 2015 às 15:50

    Gostei do artigo, parabéns!



    Cida Medeiros disse:
    20 de fevereiro de 2015 às 5:19

    Olá Ricardo, gostei de ler seu texto, aliás, já há algum tempo, seus comentários e ponderações no Manhatan atraem minha atenção e me ajudam, tanto na leitura do cenário, quanto na aplicação de ações cotidianas eficazes de economia doméstica. E, mesmo que eu me encontre hoje, aos 59 anos, aposentada e fora dos espaços escolares , procurando viver em plenitude o meu momento de avó, trago no peito um coração de estudante (de educando e educador) que não deve jamais perder as esperanças e sim continuar lutando e acreditando que um novo mundo melhor é possível, mais humano, mais justo e solidário, pelo caminho da educação!
    Se por um lado, reconheço que faço parte dessa massa que acredita em utopias, de outro devo admitir que estou no grupo daqueles que precisam recuperar a confiança e voltar a acreditar que o governo vai colaborar, o que não é nada fácil, dadas as mostras e circunstâncias sociais, políticas e econômicas sofríveis de nosso imenso país.
    Para aprendizado da segunda lição destacada, que é a importância do investimento da melhoria do sistema e da qualidade da educação, com pesquisa e inovação, empreendendo esforços necessários, contínuos e duradouros – como um caminho crucial para nossa sobrevivência e evolução de seres humanos e cidadãos, eu penso que é preciso, fundamentalmente, independentemente do governo que assumiu como bem diz você, nos reconstruirmos com mais humildade e menos egoísmo, mais ideais, respeito e comprometimento com as pessoas e com a coisa pública, com as causas e necessidades da coletividade e, se impossível abolirmos, ao menos arrefecermos os interesses particulares de políticos interesseiros e inescrupulosos que querem porque querem se perpetuar no poder.
    Eu estou disposta a continuar fazendo a minha parte (nem que seja imprimindo melhor qualidade de tempo, relação e dedicação como avó, resistindo aos apelos comerciais para a alegria do neto – mesmo porque com uma aposentadoria por tempo de serviço e contribuição do INSS, isso não nos é permitido (risos) ou simplesmente ponderando com a vizinha ao lado no caixa do supermercado sobre os absurdos da alta de preços – e nesse caso evitar a compra de produtos majorados…). Enfim, resta saber, se os governantes vão fazer a parte deles…, parece quase impossível mas, vamos acreditar que sim, torcer e fiscalizar!
    Mais uma vez obrigada pela sua contribuição e lucidez… e pela oportunidade da reflexão! Um abraço da avó mais corujinha do Brasil hehe.



    Adriano disse:
    11 de agosto de 2016 às 9:18

    Interessante é que este artigo é de 2014 e continua ainda sendo muito real.

    O Brasil esta até hoje em reconstrução e nada de resultados.

    Falta um pouco mais de efetividade por parte de quem comanda nosso país.



Deixe seu comentário

Acompanhe Ricardo Amorim na mídia
Istoe

Artigos do Ricardo Amorim
/ LEIA

Manhattan Connection

Desde 2003, Ricardo é apresentador do Manhattan Connection, atualmente no canal Globo News
/ VEJA

Radio Eldorado

A economia pode ser um agente poderoso de transformação
/ CURTA


Opinião de Ricardo Amorim - Economista Independente