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Como resolver todos os problemas brasileiros sem fazer força

postado em Artigos


08/2014

Revista IstoÉ

Por Ricardo Amorim

 

2014-08---Como-resolver-todos-os-problemas-do-Brasil-sem-fazer-força

 

Não resistiu em conhecer a solução mágica, hein? Está aberta oficialmente a temporada de promessas demagógicas. Cada um dos milhares de candidatos a um cargo eletivo no país tem as soluções para transformar o Brasil no melhor país do mundo em todas as áreas da vida, da economia à educação; da saúde à infraestrutura; do transporte ao lazer. O melhor, alcançaremos tudo isso, em apenas quatro anos, e sem abrir mão de absolutamente nada.

 

Seria fácil culparmos apenas as eleições pelo tsunami demagógico que assola o país. A democracia, inegavelmente o melhor sistema político inventado até hoje, é cheia de defeitos. Um deles é o incentivo à demagogia a cada ciclo eleitoral. Mentirosos demagogos são eleitos; quem diz a verdade sobre os custos para alcançarmos objetivos maiores, não. Simples assim.

 

Infelizmente, temo que a raiz da inundação de mentiras é mais profunda. O problema somos nós. Queremos tudo, queremos já e queremos de graça. Em resumo, queremos ser enganados.

 

Esta postura dos eleitores não é nova, nem exclusividade brasileira. Em maior ou menor grau, ela existe e sempre existiu em todos os países. No entanto, as manifestações de rua parecem tê-la exacerbado. Queremos melhores transporte, saúde e educação, e de graça. Resumindo, “me engana, que eu gosto.”

 

A resposta dos políticos? 10% do PIB para a saúde, 10% do PIB para a educação, 10% do PIB para sei lá eu mais o que. Óbvio que saúde e educação estão entre os fins mais nobres possíveis para recursos públicos, mas será que o problema é, primordialmente, falta de recursos ou de gestão? De onde virá o dinheiro? Magicamente, os políticos nos asseguram que teremos tudo e não pagaremos nada.

 

Fontes de recursos? Por exemplo, a eterna proposta de renegociar a dívida pública. Se ela resolvesse algo, a Argentina não seria um dos 3 únicos países nas Américas onde o PIB terá desempenho pior do que o Brasil neste ano, segundo as projeções da CEPAL.

 

As pesquisas eleitorais e a voz das ruas provam que o Brasil quer mudar. Se queremos mudanças construtivas, primeiro temos de reformular nossas próprias expectativas. Chega de falsas soluções. É hora de discutirmos os custos de cada política pública e não apenas seus supostos benefícios. Cotas garantem o acesso de determinados grupos à universidade,  mas reduzem o acesso dos demais. Meias entradas barateiam o acesso a espetáculo para alguns, mas às custas de encarecê-los para os outros. Tarifas de importações altas protegem subsetores de nossa indústria, mas reduzem a competitividade de subsetores industriais supridos pelos protegidos e tornam os produtos no Brasil os mais caros do mundo. Queremos, mesmo, adotar estas medidas?

 

O crescimento vertiginoso da candidatura de Marina da Silva e suas promessas conciliatórias sugerem que o povo está farto da polarização paralisante que dominou o país nos últimos anos. Chega de ricos x pobres. Chega de nós x eles. Chega de um nacionalismo ufanista, onde nada no Brasil pode ser criticado – e, por consequência, nada é melhorado. Não há complexo de vira-latas maior do que achar que o país não resiste a nenhuma crítica. Chega também de uma desesperança debilitante que teme que nada tenha solução no Brasil e onde nada pode ser elogiado. Tomara que o Brasil do “ame-o ou deixe-o” esteja morrendo, mas que ele não seja apenas substituído por um país de novos sonhos demagógicos, e sim por escolhas e ações conscientes para construirmos o país que queremos e podemos ser, não em um ano, sequer em um mandato presidencial, mas quiçá em uma geração.

 

Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

 
 





    Henrique Camello disse:
    28 de agosto de 2014 às 21:40

    A crítica não é tolerada no Brasil. Ou se é contra ou a favor. De fato as eleições tem ficado cada vez mais pobres de opção e ricas em promessas mirabolantes. Não admitir corrupção é ser contra o bolsa família. É ser contra a Petrobrás. Se é contra o PT é tucano. Se não for tucano é Ptralha. Faltam opções. Sobram promessas.



    Marcelo disse:
    28 de agosto de 2014 às 21:43

    Hoje as campanhas (em todos os cargos)estão inundadas de propostas de programas assistencialistas. É bolsa pra cá, é cheque pra lá.
    Em uma geração construímos uma população de fracos que não conseguem mais largar os tais programas, cheques, cotas, etc. Como um viciado que não consegue mais largar o vício.
    Na minha opinião é a característica mais nefasta da nova república.
    A questão é como vamos largar esse assistencialismo por uma reforma estruturante?



    Alexandre disse:
    28 de agosto de 2014 às 21:44

    As vezes até bate uma desesperança, não no Brasil, mas na corrupção que se instalou no coração das pessoas no Brasil, eu só espero que as pessoas de bem não desistam das pessoas do Brasil…Amém.



    Fábio Fischer disse:
    28 de agosto de 2014 às 22:15

    O povo não quer nada de graça , quer serviços condizentes com o valor pago de impostos. Quer ter condições de se auto sustentar , de auto “existir” , não precisamos de esmola do governo federal. No Brasil as pessoas trabalham no pesado , muito diferente de outros países , dizer que o povo brasileiro não trabalha como dizem no exterior não é verdade, as pessoas acordam cedo , o trabalho é difícil , já pra conseguir se chegar no serviço já é um sacrifício. Política social no Brasil não agrega crescimento. Empresas nacionais fortes é oque precisamos , que tenham condições de contratar com bons salários , que deem coberturas com planos médicos e odontológicos, que deem cursos de formação para seus funcionários , façam uma carreira. O governo não precisa dar todas as coisas , mas tem que dar condições de um crescimento interno maior , priorizar a produção nacional. Diminuir o superávit primário, oque o governo está fazendo é um estado gordo para eles governantes , e mantendo o povo na linha da pobreza. A divida externa é um problema , mas as despesas começam no quintal do governo , ali tem que ser bem gerenciado , o ministro da fazenda ta ali só pra controlar o cambio , e com um PIB super pequeno ainda se gaba em dizer que não tem inflação. Tem que dar mais atenção ao setor produtivo , coisa fora dos conceitos de um socialista, que quer o estado pra si , deixa o povo na miséria , e mantem o país com empresas de fora que vem aqui fazer seus negócios lucrativos.



    Hermes disse:
    28 de agosto de 2014 às 22:52

    Moro na Inglaterra a 4 anos e queria muito votar esse ano. Mas já vai para 10 anos que não voto por questão dessa corrupção maldita que existe neste país. A pergunta é?
    É QUEM VOTAR? Porque o PSDB teve a sua chance fez o que pode o PT sem comentários. Aguardo a sua opinião.
    Um grande abraço.



    FABIO LIMA disse:
    29 de agosto de 2014 às 0:14

    Parabéns pelas sempre claras explanações.Gostaria que um dia oferecesse sua opinião de como deveria ser a Reforma Tributária. Vejo em seus textos sempre uma luz a ser seguida na confusa e turva escuridão que persiste em pairar no nosso país.



    Esse texto deveria ser lido aem cdeia nacional antes do horario eleitoraol gratuito na tv disse:
    29 de agosto de 2014 às 0:25

    Esse texto deveria ser lido em cadeia nacional antes do horário eleitoral gratuito na TV.



    29 de agosto de 2014 às 0:40

    É necessário mudar a visão que a população tem do Estado, da política e de seus políticos. Os governantes se comunicam levando em consideração a visão torta que o povo tem do Estado. O Estado não dá nada para ninguém, só devolve uma migalha do que nos tomou, e some com o resto graças a sua ineficiência. Precisamos de Educação Política, Educação Financeira, Educação sobre a Ética e a Moral.

    Um abraço
    Leandro Ávila



    Rose VERRENGIA disse:
    29 de agosto de 2014 às 7:00

    Concordo plenamente que grande parte da responsabilidade é nossa e confesso que não sei qual é a solução,porém é nítido que temos um problema crônico de cidadania e educação.Imagine um protesto real,pra valer,pra fazer sentir.Que tal cada categoria descontente ficar em sua casa um dia inteiro tipo de vigília sem consumir e sem revolta.Sera que da resultado?Tambem não sei,só sei que aqui não há protesto verdadeiro,só tem criaturas inferiores mentalmente indo do nada para o caos.



    maria lucia murta disse:
    29 de agosto de 2014 às 11:15

    Todo brasileiro que tenha o minimo de entendimento deveria ler este artigo agora, antes da eleicao.Perfeito artigo para pararmos de incorrer em tantos erros eleitorais,pois ao cabo de cada eleicao saimos e com um belo pe no traseiro.Parabens,a cada dia que passa mais o admiro, artigos e palestras suas sempre edificam.Meus aplasos.



    29 de agosto de 2014 às 12:42

    O único raciocínio que faço é; “Se todos dizem que do jeito que tá, não dá mais e prometem que se forem eleitos vão fazer melhor, sem ao menos terem a dignidade de reconhecer um único ponto positivo em tudo o que já foi feito, ou eu sou muito burro, ou são todos a mesma bosta mesmo, pois ouço sobre mudanças desde a infância e estou com 48 anos”.



    Bruno disse:
    29 de agosto de 2014 às 17:18

    Ricardo,
    Parabéns pelo artigo… Resolvi ler justamente pq fiquei incomodado com a sua suposta promessa no título de ganhos rápidos sem esforços (confesso que tinha ficado bastante decepcionado). Fiquei contente de ver que nada mais era do que uma provocação, justamente buscando o fim dessa visão de quero tudo agora e quero de graça…
    Só não entendo muito sua colocação da candidatura da Marina como uma alternativa a essa visão e comportamento do eleitor. Vejo como mais uma candidata que esta prometendo tudo sem nenhuma troca (na verdade até incluindo mais uma promessa a de tudo e ainda tudo sem impacto para a natureza).
    De toda forma espero genuinamente que você esteja certo e que ela se eleita faça as escolhas duras que precisam ser feitas no Brasil.

    Abraços e boa sorte

    Bruno



    29 de agosto de 2014 às 19:23

    Ótima análise, exceto pela citação a uma candidata, que ao que tudo indica, tem apenas um discurso conciliatório… e mais nada.



    silvio zuchi disse:
    29 de agosto de 2014 às 22:16

    E a reforma política que é a mais importante, qual candidato pretende realmente fazer?



    29 de agosto de 2014 às 22:16

    Saímos da ditadura sem maturidade educacional e política da Grande maioria da populaçao que acredita nas promessas demagógicas dos políticos populistas. Precisamos mostrar para o povo que os países verdadeiramente desenvolvidos são aqueles que incentivam o empreendedorismo e tem um estado pequeno, eficiente e focado apenas nas atividades fins do governo. Chega de estatais. Acorda Brasil



    Edson Nardi disse:
    30 de agosto de 2014 às 0:07

    Fica tudo novamente no tomara. Tomara .



    Liomar disse:
    31 de agosto de 2014 às 10:53

    E meio difícil falar sobre eleição,ainda mais sofre as propostas mentirosas do candidatos que estão ai para serem os nossos representantes. Mas o ponto principal e o que nós mesmos não conseguimos ver, e o poder da decisão, que esta na nossas mãos, mas temos que analisar isso com muito cuidado, porque 4 anos não são 4 dias não. Devemos mesmo e sair do igual e tentar inovar, mudar de uma vez por todas.



    31 de agosto de 2014 às 20:21

    realmente ficaria muito fácil, basta angariar os recursos desviados da receita(cuecas)
    daria para tudo isso e sobraria



    Marco Sampaio disse:
    31 de agosto de 2014 às 23:07

    É verdade Ricardo ” não existe almoço grátis” E estamos cansados de coisas do tipo “pai dos pobres” e “mãe do pac”. Precisamos avançar dessa mentalidade marketeira que não leva nada apenas a perpetuação de práticas antigas.E o povo vota com o bolso não é mesmo.
    Como sugestão de artigo poderia comentar sobre a inflação, principalmente após o aumento de energia elétrica que aqui no Pará onde exportamos energia o aumento foi de quase 35%, isso dará aumentos em cadeia não é mesmo. Grande abraço e parabéns! pelo seu trabalho.
    Ah! o Diogo Mainardi acertou quando falou da evolução da Marina. Gosto da sinceridade dele.



    Alexandre Zapparoli disse:
    1 de setembro de 2014 às 8:14

    Parabéns Ricardo por mais uma vez expor com clareza e transparência o que a maioria “egocêntrica” e “individualista” não tem coragem de dizer. Pelo lado dos mais abastados, o eterno interesse em apoiar iniciativas sem fundamento para se beneficiar no futuro,e para os menos abastados, a ignorância que cega e os conduzem ao fundo do poço com sua própria inércia. Ao centro, a tal “classe média” que, pela CLT, vê seus rendimentos serem confiscados por impostos para financiar a “farra do boi”.



    Sylvio disse:
    1 de setembro de 2014 às 9:10

    Gostei, Muito Bom!
    Só faltou citar que precisamos de uma justiça efetiva e que os corruptos sejam realmente punidos.



    Natil Bado disse:
    1 de setembro de 2014 às 9:11

    Ricardo Amorim.
    Realmente os nosso governantes querem fazer caridade com o dinheiro dos outros.
    Não se tem um projeto definido e austero,onde prevaleça o trabalho e a economia.
    Sem isso ,nada anda.

    Um grande abraço.
    Natil Bado.



    Dala Cotovio disse:
    1 de setembro de 2014 às 9:18

    Artigo Fantástico, compartilho.



    Zidla Casagrande da Silva disse:
    1 de setembro de 2014 às 9:37

    Parabéns pelo artigo. você disse com muita propriedade a realidade brasileira. Nós somos os maiores culpados de eleger pessoas sem nenhuma capacidade de mudança para construção de um pais melhor para todos. Abraços.



    Paulo Pereira disse:
    1 de setembro de 2014 às 9:42

    Parabéns Ricardo, pelo artigo desafiador. Alguns anos atrás um amigo português me disse que levaríamos pelo menos uns 50 anos para o Brasil dar um salto de qualidade em todos os aspectos, na época achei que ele estava exagerando um pouco, tenho que reconhecer que ele tinha certa razão, já se passaram 25 anos e temos muito que melhorar.



    Alessandra disse:
    1 de setembro de 2014 às 9:49

    Ricardo, suas criticas são extremamente bem escritas e demonstram a preocupação de todos nos que entendemos de economia e política e sabemos que não há milagres, desejamos que o melhor seja feito em 05 de Outubro.



    Caco Santos disse:
    1 de setembro de 2014 às 10:27

    Perfeito, preciso. Não resolveremos tudo em uma geração, mas precisamos começar (ou re-começar) a avançar para que as próximas gerações continuem a construir um país melhor.



    JoaoC disse:
    1 de setembro de 2014 às 10:35

    Me parece que o Brasil precisa é de um plano de negócios para os próximos 50 anos (se conseguirmos 20 já seria um grande negócio). Qualquer empresa tem um plano, porque um país não pode ter o seu? Se tivéssemos um plano, que obrigasse os políticos a seguir a risca o que está planejado (Infraestrutura, educação, Saúde, Impostos, etc), eles não teriam mais seus planos de governos mirabolantes. Eles teriam que executar o plano Brasil, dentro do custo, qualidade e prazos planejados. Se um governante não atingir as metas mínimas de desempenho, ele seria removido automaticamente do cargo e o segundo colocado assumiria seu lugar sem nenhuma burocracia. As promessas de campanha teriam foco em produtividade (como eu pretendo executar a minha parcela do plano mais rápido, mais barato e com melhor qualidade). Isto também contribuiria para reduzir a amplitude da roubalheira, pois produtividade passaria a ser o nome do jogo e reduziria o espaço para isto.

    Eu gostaria de ver a sociedade mobilizada para defender e criar este plano. Poderia iniciar pelos empresários que, assim como eu, acreditam que a Ética no longo prazo compensa. Poderíamos fazer uma “vaquinha” para contratar uma empresa como a Mckinsey para desenhar este plano (acho que precisaríamos de um rebanho, mas valeria a pena). O próximo passo seria “criar” um candidato a presidência, que pudesse em seus 4 anos de governo, aprovar esse plano e criar uma lei para que os próximos governantes tenham que segui-lo a risca.

    Sei que não é fácil, mas se não começarmos por algo assim (planejamento de longo prazo), este país nunca mudará de patamar e nunca nos livraremos desta classe política que só cuida dos interesses próprios e de seus partidos…

    E essa solução não seria para a nossa geração, o resultado aparecerá para os nossos netos, mas este é um legado que podemos deixar. Dá trabalho, mas acho que vale a pena. Quem se habilita?



    Romolo Ciuffo disse:
    1 de setembro de 2014 às 11:04

    Didático, lúcido e oportuno.
    Vamos divulgar



    jurandi jose orlandi disse:
    1 de setembro de 2014 às 12:17

    Falta de gestão e CARÁTER



    Ana G disse:
    2 de setembro de 2014 às 14:32

    Concordo integralmente. O Brasil é ótimo em conseguir (péssimas) medidas paliativas, deixar os problemas tomarem proporções maiores; criar novas medidas paliativas. E assim é o ciclo. E elas sempre beneficiam um em detrimento dos demais. (No caso do Mais Médicos,uma ditadura é beneficiada.) Quando esse bolo de neve vai parar de crescer?



    Celso Vieira de Mello disse:
    2 de setembro de 2014 às 21:26

    É tão claro e simples Que começemos o quanto antes pois o processo é longo.Já perdemos muito tempo.



    Edmilson Torres disse:
    3 de setembro de 2014 às 16:25

    Meus pensamentos foram longe, quando li o trecho do “…ame-o ou deixe-o” esse slogan usado pelos militares a muito tempo. Foi exatamente lá que fui. Muitos desses políticos que hoje fazem nossa liderança eram os que se foram para depois retornar, sob a mais severa critica de que os militares acabaram com o pais, prometeram muita liberdade, que por sinal era pouca na época. Mas foi válido uma liberdade (que está sendo diminuída), por uma opressão de vida melhor. Desde que nos tornamos uma nação civil (1985) a opressão do estilo de vida do brasileiro está maior do que nunca? o povo sabe realmente o que é viver bem? nem as supostas classes médias estão se sustentando em prol do suporte do politiburo.



    Flavio Monlleo disse:
    3 de setembro de 2014 às 20:53

    Ótimo ponto de vista.



    Antonio Leônidas disse:
    5 de setembro de 2014 às 19:51

    Parabéns Ricardo. Você faz excelente crítica da política brasileira. Vamos divulgá-la para ver se “acordamos” o Brasil.



    jorge baltazar disse:
    8 de setembro de 2014 às 21:13

    Aqui neste país a única solução para chegar na zona de extremo conforto, se rezume em um bom e velho concurso público ai é só desfrute kkkkkk



    Matheus Fernandes disse:
    9 de setembro de 2014 às 1:15

    A Argentina, apesar de relatórios que comprovam fraudes no processo de endividamento – vide documento feito por Alexandro Olmos -, nunca auditou a dívida, ela simplesmente deixou de pagar seus juros, o que lhe gerou sanções externas.

    O Equador, no entanto, em 2007 fez uma auditoria de sua dívida, que, por conter inúmeras ilegalidades, cancelou 70% de seu endividamento com reconhecimento internacional, e portanto, sem as sanções de um calote.

    Há inúmeras ilegalidades também no endividamento brasileiro, como já foi comprovado na CPI da dívida externa de 1987-88, e a constituição de 1988 prevê uma auditoria da dívida, que, no entanto, nunca foi feita desde então.

    O ponto aqui é diferenciar o argumento falacioso de que auditoria e calote são a mesma coisa. São opostos, na medida em que um calote agrava o endividamento, já uma auditoria certamente reduzirá sensivelmente a dívida, no caso brasileiro, liberando recursos em grande escala para as áreas sociais, e promovendo busca, essencial, pela melhoria da produtividade do trabalho de forma autônoma, sem privatizações dos setores estratégicos da economia, como os de siderurgia, petroquímico, de infraestrutura, bancário, etc., ou, quando possível, com forte regulamentação para a ação privada em alguns “braços” desses setores.



    Durvalino disse:
    9 de setembro de 2014 às 18:22

    nosso país tem forte vies socialista, tem bolsa e cota pra tudo (induz ao “trabalhem pra mim por favor, sou coitadinho”), e essas regalias tem de sair do bolso de alguem e justamente sai do bolso dos q mais impostos pagam, porque trabalham.
    ai está o nó da questao e nenhum presidenciavel esbarrou no assunto … portanto, nao haverao mudanças.



    Luciano disse:
    10 de setembro de 2014 às 15:33

    Parabéns pelo seu artigo. Difícil é convencer a população de que nada é de graça. De uma forma ou de outra, é a sociedade quem paga.



    joel disse:
    13 de setembro de 2014 às 16:41

    ótimo artigo, concordo com seu ponto de vista



    José Vidigal disse:
    14 de setembro de 2014 às 17:39

    Infelizmente, ainda não nos livramo-nos da “Lei de Gérson”, seguida pelos brasileiros no seu dia-a-dia.



    nlw disse:
    15 de setembro de 2014 às 9:29

    Não entendi, no final de tudo a culpa é de políticas de distribuição de renda? E.g. cotas e meia-entrada?

    Acho muito salutar que todos percebam sim que quem paga a inteira acaba subsidiando quem paga meia. Mas será que passa por aí a lentidão do crescimento econômico do país? E esse preço da entrada, que em alguns lugares é mais salgado do que a pipoca, não tem nenhuma outra força atuando na definição do preço além da existência da meia-entrada? Foi culpa da meia-entrada o fechamento por meses do Belas-Artes em São Paulo, por exemplo?

    Eu acho que chega a um ponto em que a justiça que a cotas pretendem fazer é inevitável. Mesmo que houvesse um custo de “parar o crescimento do país”, que não é nada claro que exista—ao contrário do que você insinua no final do seu artigo, que caminhava tão bem até descambar para um conservadorismo tolo e sem propósito.

    Vai ter negro pobre universitário pagando meia sentando do seu lado no cinema sim, e não há de ser por isso que o desenvolvimento econômico do país vai continuar meio capenga. Tem um milhão de outras coisas rolando. Isso talvez seja a única coisa boa acontecendo nas últimas décadas…

    Não tira os indicadores de distribuição de riqueza e de correlação com raça da sua lista de estatísticas a melhorar não.



    Marcio Pinheiro disse:
    21 de setembro de 2014 às 2:14

    Estamos progredindo lentamente. O povo está descobrindo que o dinheiro do governo vem dele, do seu trabalho.



    Édio de Souza disse:
    2 de outubro de 2014 às 7:43

    Minha visão:
    O maior problema do Brasil não saber votar, ter o maior imposto, fábrica de multas, políticos corruptos, e péssimos salários resume-se em uma palavra;
    Falta de Educação, as primeiras mudanças de um pais se começa com Educação depois outros fatores, inclusive a política. Um povo sem educação é fácil ser manipulado.



    Rod Kattelmann Rohenkohl disse:
    2 de outubro de 2014 às 10:22

    Sugiro, aos que insistem em falar de raças e consequentemente de cotas no Brasil, que leiam e ouçam o trabalho publicado pelo geneticista brasileiro, Dr. Sergio Pena, http://m.youtube.com/watch?v=mk5imElrEUI , que demonstra que nos três grupos de brasileiros, brancos, pardos e pretos, não existe diferença genética do perfil de ancestralidade, somos todos um pouco europeus, ameríndios e africanos. Mais surpreendente, encontrar pessoas com fenótipo e características de branco mais africanos que pessoas com fenótipo de negro tendo mais genes europeus do que os considerados brancos. Isso só mostra que estamos num jogo demagógico de cotas raciais, pois não existem raças, somos todos “brasileiros”. Assim sendo as cotas deveriam estratificar renda,condição socioeconomica, mas como somos um país sui generis, fica impossível essa estratificação, pois a informalidade da economia é generalizada, pouquíssimos têm renda formal, assim haveria muita mais fraude, como as existentes nos programas sociais, onde se incentiva a informalidade para não correr risco de se perder algum benefício. E todos continuam felizes, vivendo no faz de conta…



    Lívia Machado disse:
    6 de outubro de 2014 às 0:15

    Gosto muito de seus artigos e suas colocações são muito coerentes. Apesar de ter um posicionamento político diferente do meu, admiro seu trabalho e assisto na TV sempre posso!
    Em relação ao individualismo do brasileiro é nítido que a grande maioria, na prática, não age de acordo com aquilo que prega – até porque se agisse esse assunto não precisaria ser levantado.
    Eu vejo que programas de assistência sejam um mal necessário, infelizmente é a única forma de dar oportunidade para aquele que não tem recurso. Está na constituição, é direito de todos ter o que comer, onde morar – é papel do governo dar esse suporte.
    Eu trabalho muito, pago meus impostos e me sinto grata ao ver que pessoas mais pobres tenham acesso a tecnologia, possam ser beneficiadas com um prouni, e etc. Por que iria me sentir injustiçada? Nasci em uma parcela da população que nunca passou fome.
    Tenho amigos que chamam pobres de vagabundos, e aos 30 anos ainda moram com os pais! Me entristeço profundamente ao ver como as discussões políticas se tornaram agressivas, e que o respeito ao próximo no dia-a-dia está se tornando tão irrelevante. =\



    Rui Barbosa disse:
    19 de outubro de 2014 às 10:27

    Parabéns, Ricardo.
    Escreve mais, coloque mais idéias, esclarece as questões políticas dos bastidores.



    Joaquim Cardoso disse:
    21 de outubro de 2014 às 20:42

    Lastimável ver que toda esse seu pronunciamento não tem o entendimento da grande maioria da população Brasileira, a julgar pelos candidatos já eleitos pelo Brasil afora de todas as “espécies”, digamos assim.



    Tiago disse:
    22 de outubro de 2014 às 1:43

    Excelente.



    Maig Silva disse:
    3 de novembro de 2014 às 17:57

    Excelente texto, Parabéns !
    Enquanto a educação neste país não for prioridade, não vejo como mudar o contexto ! O tamanho da máquina, a falta de planejamento e a burocracia, etc, tornam o país ingovernável !



    Guilherme disse:
    3 de novembro de 2014 às 19:18

    Acho que devemos começar com atitudes simples e eficientes. Simplificar o sistema tributário é uma das principais necessidades. Retirar a burocracia que emperra o país e dificulta a vida dos empresários. Aparelhar a justiça para que a mesma de uma resposta imediata aos cidadãos quando delas necessitar. Entre outras!



    gentil disse:
    21 de fevereiro de 2015 às 10:51

    O brasileiro é um povo apático.
    Como um governo, partidos e grupo políticos podem sacar uma Nação e o seu povo não reagem com manifestações sobre essa situação. Se omitem. Não há lideres sinceros, confiáveis. Não luta por seus direitos.Nas escolas não é ensinada atividade cívica, direitos e obrigações democráticas. Devemos despertar desse marasmo. Acorda Brasil!



    Fabricio Roberto Apostolo disse:
    31 de março de 2015 às 10:40

    Infelizmente Ricardo Amorim, o país em todos estes anos o Brasil se culturizou nesta demagogia, todos sabem ao mesmo tempo não sabem, velha cultura do deixa para lá, eles fazem a parte deles e eu faço a minha para sobreviver. É hora de mudança, é hora de reinventar a administração pública brasileira, falida e corrupta.



    Almir Pereira disse:
    11 de abril de 2015 às 23:07

    Precisamos urgentemente de um CODIGO DE DEFESA DO ELEITOR, Com algumas modificações podemos aproveitar o codigo de defesa do consumidor.



    Ana Nunes disse:
    17 de abril de 2015 às 17:05

    Como podemos culpar apenas a politica pelo nosso fracasso na economia? temos que primeiro mudar a nós mesmos, é uma mudança de dentro pra fora, só assim vamos com certeza resolver muitos problemas



    Braz Gonçalves da Silva disse:
    18 de maio de 2015 às 19:33

    Enquanto não fizermos uma reforma politica profunda,de qualidade,redefinindo a quantidade de partidos,entendo que no máximo cinco, redefinir a quantidade de eleitos a cada instancia, de municipal a federal, sem releição,legislativo quatro anos, executivo seis anos somos presidencialista… cabe senado?… vamos morrer se solução alguma… senão fizermos isso… com certeza vai piorar sempre…



    ohfmann disse:
    7 de junho de 2015 às 22:32

    Acho que o único modo de mudar este país é uma reforma profunda na política!Teria que mudar sistema de governo para parlamentarismo (presidencialismo está muito próximo de ditadura), estados com maior autonomia política e econômica, voto distrital etc… Sei que utópico, mas seria a solução, sob meu ponto de vista!



    eltn disse:
    4 de julho de 2015 às 18:01

    É verdade,queremos tudo sem ter que pagar mais nada pelo tanto ja pago através de impostos sobre praticamente tudo,trabalhar 6 meses do ano para o governo,creio já ser pagamento demais,seria muito justo termos tudo que foi citado em seu texto,sem ter que abrir mais nenhuma concessão não acha???De graça??? Não creio que querermos mudança sem desembolsar mais nada não seja justo!!! Sim é verdade que querer mudanças em poucos 4 anos é querer demais,ao mesmo que tempo que muita coisa ja da pra ser feita nesses mesmos 4 anos,o que apontaria uma mudança benéfica,agora querer que façamos mais sacrifício,sendo que bilhões são desviados todos os anos,com uma arrecadação monstruosa feita pelo governo e nada é melhorado,ai é covardia!!!! Não existe mudança sem sacrifícios,concordo,mas já somos sacrificados demais!!!!!



    4 de julho de 2015 às 22:20

    Eleições são momentos raros de reflexões por parte de parte mínima da população. A maioria despreza o período eleitoral. Muitos, mas muitos mesmo, decidem o candidato em quem votar, minutos antes de acessar a urna, as vezes pegando “santinhos” do chão para saber o número de um candidato. A maioria escolhe melhor cebola que candidatos a cargos eletivos. Assim, o que esperar do resultado das eleições? Entendo que aqueles que efetivamente se preocupam devem tomar as rédeas e impor, pela maioria, sistemas de controle e transparência, cada vez mais eficientes e eficazes. Nada melhor que uma crise severa para atrair a atenção de mais pessoas para o que os gestores públicos fazem durante seus mandatos. Assim, acredito que nas próximas duas eleições, a maioria estará atenta para eleger pessoas mais competentes e responsáveis. Em quanto isso, os mais carentes de nossa sociedade sofrerão com a absurda incompetência, ineficiência e desonestidade do governo federal. Aprenderão com o sofrimento que numa democracia o voto vale seu futuro.



    José disse:
    8 de julho de 2015 às 21:33

    Certamente serei criticado por muitos ,mas aqui vai a minha opinião de brasileiro de 70 anos:
    Para arrumar o pais faria o seguinte :
    fecha-se o congresso, cancelam-se todos os partidos, institui-se um governo provisório para os executivos federal e estadual, para as prefeituras fechando-se as assembleias e camaras. Instituem-se apenas 3 partidos, todos os brasileiros podem se filiar. Fica proibida a filiação de qualquer pessoa que tenha sido filiada ou tenha relação com partidos ora existentes. Eleições diretas em 6 meses, só poderão se candidatar pessoas filiadas e qualificadas previamente para os cargos que queiram ocupar. Ora dirão utopia mas ha outra saida?



    Carlos disse:
    26 de julho de 2015 às 0:51

    Realmente, concordo com cada palavra e seu ponto de vista é perfeito, nada a acrescentar.



    Ricardo disse:
    18 de agosto de 2015 às 17:16

    É somente uma questão matemática: Aqui em minha cidade um vereador percebe remuneração de R$ 15.000,00 x 48 (meses de mandato) = R$ 720.000,00, mas eles gastam vários milhões em suas campanhas. As contas não batem e os tribunais de contas as aprovam.



    Antonio Carlos de Souza disse:
    19 de agosto de 2015 às 12:50

    Ricardo Amorim. Gosto demais do Manhatan Conection. Sou seu admirador. Suas palavras sintetizam tudo aquilo que desejamos como Nação. Mas somos um povo indolente, não queremos sacrifício. Tudo deverá vir da maneira mais simples possível. Se taxássemos cada consulta no SUS, em R$ 5,00 (cinco reais) as filas diminuiriam enormemente. Fornecesse o SUS medicamentos a preço simbólico, veríamos que a Saúde não está tão mal assim. . Outra coisa, o José, acima merece toda aq minha concordância.



    W Salerno disse:
    19 de agosto de 2015 às 16:32

    Não basta deixar o estado o menor possível e liberar o mercado que tudo se resolve?



    Mario Moura disse:
    28 de agosto de 2015 às 15:51

    Cara, que texto sensacional!



    Luciano disse:
    7 de setembro de 2015 às 16:40

    Excelete artigo. Muitos que hoje reclamam do governo federal, são os mesmos que votaram neles por temerem perder os tais benefícios sociais. Os políticos serão muito cobrados daqui em diante. Seja os de situação quanto os de oposição. Terão que dar “solução’ para tudo que eles apontam de errado. A oposição do governo federal, é situação em alguns estados e nem por isso conseguiram resolver os problemas. Por outro lado, a população tem que entender que os problemas não serão resolvidos a curto prazo e que não existe almoço grátis.



    Demetrius disse:
    29 de outubro de 2015 às 0:52

    Descrevesse a realidade como ninguém. Perfeito! !!
    O segredo agora é de como o povo possa ter uma aula dessas ????? Que Deus te ajude !



    Jessica Lara disse:
    16 de abril de 2016 às 15:02

    realmente brasileiro quer tudo na hora acho que esse é o grande defeito que muita das vezes leva ao fracasso pela rapida desistencia do estudo,dos negocios,da vida em si.



    Daniel disse:
    21 de junho de 2016 às 16:38

    2 anos depois e estamos na mesma, ou melhor, muita coisa piorou, infelizmente não vejo muito futuro, não temos escolhas para as próximas eleições presidenciais, sempre são os mesmos, as mesmas caras!



    Mauro Morais disse:
    30 de junho de 2016 às 10:11

    É isso aí. Ricardo para 2018 !!!!



    Jorge Bezerra disse:
    30 de junho de 2016 às 13:46

    O que falta ao povo brasileiro é humildade para entender e dialogar com as pessoas que divergem de suas preferências políticas. Vivemos um momento de puro maniqueísmo em que apenas um lado pode estar certo. Saber identificar erros e acertos, independente do autor, é uma premissa para se adaptar, evoluir e melhorar. Se Lula tivesse ganho em 94, dificilmente os ajustes econômicos teriam acontecido em tamanha profundidade. Da mesma forma, no “boom” das commodities, se o PSDB ganhasse a eleição de 2002, dificilmente distribuiria a riqueza de forma tão agressiva como o governo petista. O brasileiro reclama quando o governo não incentiva a cultura, quando não incentiva as empresas (crédito fácil), quando não ajuda os mais pobres. Porém, quando o brasileiro não gosta do governo, ele critica o governo exatamente pelo que pedia antes. Todos os incentivos agora são chamados de bolsa para comprar votos. O que falta a essa nação, e não aos políticos, é usar esses incentivos de forma certa!



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