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Desemprego, estatísticas e manipulações

postado em Artigos


Revista IstoÉ

06/2014

Por Ricardo Amorim

 

Facebook, Twitter e outras redes sociais trouxeram coisas boas e ruins. Uma das mais convenientes é saber os assuntos que mais interessam. Recentemente, poucos temas geraram tanta inquietação e nenhum, tanta incompreensão, quanto nossos números de emprego. Quase todos sabem que a taxa de desemprego despencou e está entre as mais baixas do mundo e da História, mas você sabia que de cada 100 brasileiros em idade de trabalho, só 53 trabalham?

 
Isto mesmo. Pelos dados oficiais do IBGE, de cada 100 brasileiros em idade de trabalho, 53 trabalham, 3 procuram emprego e não encontram e 44 não trabalham, nem procuram emprego. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), 5% estão desempregados nas 12 maiores regiões metropolitanas do país.
 
Só é considerado desempregado quem procura emprego e não encontra (3%) sobre o total dos que procuraram emprego (56%). Quem não procura (44%), tecnicamente não está desempregado. Esta não é uma manipulação estatística. O mesmo conceito vale no mundo todo. Porém, se a estatística não é manipulada, sua interpretação é. Baseado na baixa taxa de desemprego, o governo sugere que quase todos os brasileiros têm emprego. Na realidade, quase metade (47%) não tem e muitos estão subempregados – sem carteira assinada ou trabalhando menos do que gostariam. Basta uma hora semanal de trabalho assalariado para ser considerado empregado.
 
Excluindo-se empregados e desempregados, sobram os que só estudam, os aposentados, os pensionistas e os que não querem trabalhar, totalizando 44% da População em Idade Ativa (PIA). Na PME, a PIA considera todos acima de 10 anos. Quem tem menos de 18 anos não deveria trabalhar, mas paradoxalmente, incluí-los na PIA reduz a taxa de desemprego. Os poucos que trabalham aumentam o total de empregados, mas a quase totalidade dos que não trabalham não procura emprego. Por isso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, também do IBGE, que mede o desemprego em 3,5 mil municípios entre os maiores de 15 anos, aponta uma taxa de 7%, contra 5% da PME. Considerando apenas quem tem de 18 a 65 anos, a taxa de desemprego seria ainda mais alta.
 
A porcentagem dos que trabalham em relação à PIA no Brasil (53%) é hoje menor do que na maioria dos países da Europa, onde as taxas de desemprego chegam a 5 vezes mais do que aqui.
 
Pior, o número de empregos tem caído. Nas maiores regiões metropolitanas, há hoje 142 mil empregos menos que há um ano. Por que o desemprego continua caindo, então? Porque mais gente desistiu de procurar emprego do que caiu o número de empregos.
 
Infelizmente, quem determina a geração de riqueza em um país é o total de pessoas trabalhando, não a taxa de desemprego. Com menos empregos, o crescimento tem sido pífio, mas com menos gente procurando emprego, o desemprego caiu.
 
Milhões de pessoas deixaram de buscar empregos nos últimos 10 anos por quatro razões. Temos, hoje, dois milhões de estudantes universitários a mais, o que é ótimo. Uma parte deles não trabalha nem busca emprego.
 
As outras três razões são negativas. A população brasileira está envelhecendo, reduzindo a parcela dos que trabalham e aumentando a dos aposentados. Há ainda os efeitos das políticas do governo. O Bolsa-Família melhora as condições de sobrevivência de milhões de famílias, mas em locais onde os salários são pouco superiores ao benefício, desestimula a busca por emprego. Desde 2004, o número de beneficiários subiu de 6,6 milhões para 14,1 milhões.
 
Por fim, há a expansão do prazo e valor do seguro-desemprego. Nos últimos 10 anos, o desemprego caiu de 13% para 5%, mas os gastos com abono e seguro desemprego subiram de R$13 bilhões para mais de R$45 bilhões. Quem recebe seguro desemprego e não busca emprego não é considerado desempregado na estatística. Com a ampliação do benefício, mais gente entrou neste grupo.
 
De um ano para cá, o mercado de trabalho piorou. Há menos empregos e quem procura demora mais para encontrar. Entre os novos empregados, a participação dos que encontraram emprego em menos de 6 meses caiu 8%; já a dos que levaram de 6 meses a um ano subiu 19% e a dos que levaram mais de um ano subiu 36%. Dificuldade em achar emprego leva alguns a deixarem de procurar, reduzindo a taxa desemprego. É o que tem acontecido.
 
Resumindo, criar condições para que o país volte a criar empregos e estimular os brasileiros a quererem trabalhar serão dois dos maiores desafios dos próximos anos.
 
Ricardo Amorim
 

 
Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

 

 





    5 de junho de 2014 às 21:45

    E com a atual política de governo, há espaço para acreditarmos que haverá um cenário melhor para a a criação de emprego? Pois, se a própria Presidente diz que não sabe a razão do país ter crescido tão pouco.



    Henrique Kühl disse:
    5 de junho de 2014 às 22:20

    Isso comprova o que já imaginávamos, no Brasil uma minoria trabalha, e trabalha duro, para sustentar uma maioria folgada e acomodada. Em um país onde um detento faz 4 refeições ao dia, e ainda recebe auxílio financeiro por estar preso, trabalhar se torna “inviável”.



    Magno Ferreira Nunes disse:
    5 de junho de 2014 às 22:27

    A análise, embora brilhante, não me surpreende.
    O partido do governo manipula a verdade conforme sua conveniência.
    Tal qual em 1984,de George Orwell, só falta criar o Ministério Da Verdade, o Miniver.



    Amauri Marcon disse:
    5 de junho de 2014 às 23:04

    Sou formado em Administração com Análise de sistema, tenho pós em Marketing industrial além de MBA em gestão de pessoas trabalhei por 14 anos em Recursos Humanos, mas em outubro de 2012 fui demitido. Desde então venho procurando, em muitas entrevistas tinha qualificação demais e em outras o problema da idade 50 anos era um impecilho, estou muito decepcionado e sem esperança com a economia brasileira, agora tem a copa e depois a eleição e o Brasil vai ficar em compasso de espera ate o fim do ano.



    Claudemiro Neto disse:
    5 de junho de 2014 às 23:16

    A clareza da sua análise ilumina a sombria dança dos números oficiais.
    Parabéns e obrigado!



    NILCE HELENA PASSOS FEIO disse:
    6 de junho de 2014 às 1:17

    Concordo plenamente com o texto
    Cada vez mais está difícil arrumar um emprego, logo os desempregados são mais do que as pesquisas mostram. Em relação à bolsa família é exatamente isso que acontece no nordeste principalmente. Ninguém mais quer procurar emprego, nem mesmo as artesãs, cozinheiras que faziam tapioca, acarajé, etc. Estive em Salvador e fui a cinco pontos turísticos e não consegui comer uma tapioca. Parece brincadeira, mas isso é o reflexo da bolsa família. Elas falam: *pra que trabalhar?* e no campo tb acontece a mesma coisa. Isso foi o que constatei nesses dois meses que estive viajando pelo Nordeste



    Kenia Teixeira disse:
    6 de junho de 2014 às 7:38

    Pura verdade, sou empresária e nos últimos anos a contratação de profissionais não especializados virou um inferno. Estamos com pelo menos 25% de vagas em aberto por falta de gente para contratar. Hoje, para 1 vaga, eu contrato 3 pessoas : no primeiro dia 1 já nem aparece, durante a primeira semana a segunda pessoa some sem nem vir buscar suas coisas e receber e talvez a terceira fique. Minha equipe está envelhecendo e não conseguimos repor ou mesmo formar jovens para assumir seus lugares. Ninguém quer nada sério ! Pior é quando vem para uma entrevista e já avisam : ” não posso ser registrado pois estou recebendo seguro desemprego “. Mas o mais grave é quando após 1 ano e pouco de trabalho, justo quando começam a produzir de verdade e depois que investimos muito em formação, eles pedem para “fazer acordo” e mandá-los embora só para pegar o seguro desemprego. Se a empresa se recusar eles tornam um inferno a vida dentro da empresa aprontando as piores coisas. Com isso deixam de se estabelecer em um emprego por mais tempo e não aprendem um ofício , como acontecia antes.Enfim, hoje o empresário está completamente na mão destas pessoas que não querem responsabilidade e ainda somos considerados monstros sanguinários pela Justiça do Trabalho ! Triste Brasil ! Abraços , adoro seus textos



    Roger Luiz Cota Lanza disse:
    6 de junho de 2014 às 9:35

    Ricardo,

    Assisto seu programa na GloboNews e leio sempre seus atigos. Quero primeiramente te parabenizar primeiramente pela lucidez (em um mundo cada dia mais louco e manipulador) e pela inteligência na abordagem dos assuntos. O que posso dizer sobre a matéria é que o Brasil nunca será um país sério enquanto houver esse assistencialismo barato. Prefiro mais o Estado dar condições as pessoas de estudarem…



    Everton Dezan disse:
    6 de junho de 2014 às 12:27

    Como sempre, uma luz no meio dos economistas. Sua opinião sempre foi a de uma pessoa realista e que enxerga muito longe. Parabéns por sua lucidez, mais uma vez, brindando seus admiradores, como eu, com ótimos artigos.



    Carlos Mendes disse:
    6 de junho de 2014 às 13:35

    E já é muito! Um país atrasado como o nosso, com uma carga tributária tacanha… é melhor não fazer nada mesmo, dá menos trabalho…o.O



    Osvaldo R.Pereira disse:
    6 de junho de 2014 às 18:34

    Esse é um número preocupante,dos 100%,somente,53% produz.Até quando estes 53% dos 100% vão conseguir manter as riquezas do país.Por outro lado,isso justifica o baixo crescimento nos últimos anos.



    7 de junho de 2014 às 12:52

    Xara boa tarde!
    Agradeço por esclarecer pois eu ignorava este fato!

    Abraço



    Lucas Pereira disse:
    7 de junho de 2014 às 16:58

    Interessante é o o que o IBGE chama de “pessoas ocupadas”:

    “São classificadas como ocupadas na semana de referência as pessoas que, nesse período, trabalharam pelo menos uma hora completa em trabalho remunerado em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas, treinamento etc.) ou em trabalho sem remuneração direta em ajuda à atividade econômica de membro do domicílio ou, ainda, as pessoas que tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas nessa semana”

    Assim, se eu trabalhei por uma hora em troca de comida ou moradia, ou mesmo se ajudei por uma hora alguém que é efetivamente empregado, também sou considerado empregado!
    Assim é fácil “acabar” com o desemprego.



    carlos a. mieli disse:
    7 de junho de 2014 às 18:46

    E, pior, Ricardo, é o número daqueles que procuram emprego e não têm qualificação, fruto da deterioração do ensino básico neste país sem planejamento e sem vontade de crescer.
    Ser político é ser empregado? Meu, não é!
    Abçs



    Igor César disse:
    8 de junho de 2014 às 7:58

    Ricardo,

    Existe também a questão dos empreendedores, acredito que para validar seu raciocínio, teríamos que ter um pesquisa com quem não procura, caso contrário o julgamento também é tendencioso.

    Abs



    MARINA BARCELOS disse:
    8 de junho de 2014 às 10:17

    Ricardo só se for em grandes centros urbanos ,em minha cidade que é uma cidade pequena do interior do estado de sp (colombia) saõ poucas as pessoas que não trabalham e com carteira registrada. Além do mais quem sustenta esses 47% desempregados???



    8 de junho de 2014 às 11:43

    Realmente há anos percebo a maquiagem de informações, claro que as governamentais são as maiores. Não sou contra bolsa família, mas tem que existir regras, como nosso Brasil vai crescer com só metade da população trabalhando?? E quando os que trabalham cansarem?



    MARCOS MENDONÇA disse:
    9 de junho de 2014 às 8:41

    Ricardo,
    Excelente artigo. Você saiu da mesmice dos artigos que a maioria está fazendo sobre desemprego e política econômica.
    Eu, que estive desempregado por um tempo, não entendia os números. Se por um lado os números oficiais eram de queda do desemprego, eu me deparava com muitos amigos desempregados, empregos com remuneração bem baixa ou sub-emprego. E estou falando de quem tem graduação, pós graduação, em alguns casos MBA, Mestrado, experiência profissional e….desempregado.
    E olha que falaram que a Copa ajudou na criação de empregos.
    Precisamos de mudança urgente.
    Um abraço,



    Natil Bado disse:
    9 de junho de 2014 às 9:13

    Ricardo Amorim.
    Infelizmente tenho que concordar com você, a Realidade Brasileira não é das boas, precisamos urgente ,de administrações publicas melhores, educação melhor, e investimento na área tecnológica.
    E acabar com a manipulação politica que tem nesse pais,alem disso o povo tem que se lembrar em quem vota,para não deixar políticos ruins ,perpetuarem no poder.
    Um grande abraço.
    Natil Bado.



    Jorge K disse:
    9 de junho de 2014 às 9:16

    Prezado Ricardo,

    Ou seja, a população economicamente ativa deste pais, em grande medida, “virou” população economicamente “passiva”….fruto destas políticas populistas do PT e seus governantes!

    Gde abraço.



    maria rosa disse:
    9 de junho de 2014 às 9:19

    Muito bom.
    Obrigada Ricardo.



    9 de junho de 2014 às 10:36

    Ricardo, obrigado pela aula sobre esse assunto. Aprendemos todos!



    Gustavo disse:
    9 de junho de 2014 às 10:43

    Sobre a frase “Quem recebe seguro desemprego e não busca emprego não é considerado desempregado na estatística”, no Brasil não é obrigatório estar procurando emprego para receber o seguro desemprego?



    jurandi orlandi disse:
    9 de junho de 2014 às 11:11

    Muito boa estas informações. Obrigado



    Mauricio disse:
    9 de junho de 2014 às 11:55

    Bom dia, Ricardo,

    Excelente artigo.
    Nele você mostra a VERDADE do emprego no Brasil!!

    Parabéns!

    Abs,

    Mauricio Dias



    9 de junho de 2014 às 16:11

    Excelente artigo, Ricardo.

    Sem querer tecer aqui qualquer consideração política, sinceramente espero que as coisas comecem a mudar neste nosso Brasil, durante os próximos anos.

    Exemplos pelo mundo afora e oportunidades para fazermos acontecer não deverão faltar.

    Precisamos apenas saber aproveitá-los !

    Forte abraço.

    Philippe



    Dala Cotovio disse:
    9 de junho de 2014 às 16:23

    Como sempre seus artigos são otimos
    e informativos.



    Virginia Vicentini disse:
    9 de junho de 2014 às 17:11

    Excelente abordagem sobre o tema. Poucas pessoas tem conhecimento acerca da complexa análise que deve ser feita quando falamos da taxa de desemprego.



    Genival Soares disse:
    9 de junho de 2014 às 18:00

    Não entendo ! atuo em TI em Campinas, nao acho emprego a quase 1 ano ! tenho amigos com medo de perder o emprego (de TI), os salarios absurdos beirando 2 mil a 2.500, não vejo sentido nesta estatistica, pelo que vejo, o desemprego está muito alto ! e está muito, mas muito maior que os 5%, o cenário que vejo não é de pleno emprego mesmo.



    Wagner Nogueira França Baptista disse:
    9 de junho de 2014 às 19:28

    Ricardo.
    Você se esqueceu dois fatores para o desemprego: A baixa qualificação da mão de obra, A maior segurança no serviço público, o baixo salário oferecido para o mercado de trabalho em geral. Entre ganhar salário minimo e ficar em casa com os pais, o jovem com mais de 18 anos prefere o ócio digno do que emprego em condiçoes indignas de salário. A questão na disputa entre o Capital e salário, também tem forte questão que nao pode ser desconsiderada: O elevado custo fiscal para se montar e funcionar uma empresa no Brasil. As micro-empresas competem com empresas chinesas de baixo custo. Na China se contribui com 50% da receita. Aqui, independentemente da receita já se paga 50% ou mais. Veja por exemplo, a alíquota de 27,5% de IR, acrescido de 11% de INSS. Dá um total de 38,5%. Fora COFINS, ICMS, e o escambau. É caro demais no Brasil, ter livre iniciativa com pagamento em dia dos tributos. Sem falar na ânsia fiscal de multas de 100% para o caso de irregularidade simples em ICMS. Politica de imposto único dos EUA é de dar inveja. Sem dúvida os EUA são exemplo a ser seguido….Mas convencer a classe politica que é financiada por essa deturpaçao tributária é muito difícil.
    De qualquer forma, estatisticamente, alguem comeu metade do filé e eu não fiquei nem com a maminha.Abraços!



    9 de junho de 2014 às 21:54

    Bem Ricardo, outra situação é que também os empregos cada vez estão mais voltados para uma faixa etária de até 35 anos em média, fazendo que este profissional acima desta idade seja autonomo e procure uma outra maneira de sobreviver. Deveria acrescentar na pesquisa tambem.



    Bruna Gasgon disse:
    10 de junho de 2014 às 0:10

    Adoro os artigos do Ricardo. Admiro demais o trabalho dele, lúcido, pontual e com muita credibilidade. Este artigo sobre os índices de emprego/desemprego é mega interessante. Agradeço por me enviarem os artigos dele por e-mail. Abs.

    Bruna Gasgon



    Gilson T, dos Santos Lima disse:
    10 de junho de 2014 às 15:50

    Nunca acreditei nas estatísticas do governo. Esse povo mente sistematicamente. O que me faltava era essa explicação. Claro como a luz do dia.



    Marcelo disse:
    11 de junho de 2014 às 18:37

    Excelentes comentarios Ricardo!



    Ilda de Freitas disse:
    12 de junho de 2014 às 12:40

    Esses dados só não são mais tristes e alarmantes do que o número de pessoas que se negam a tomar conhecimento deles e pautam suas opiniões apenas pelos indicadores petistas. Não falo de analfabetos e sim de gente com bom nível de cultura e de vida pois os tenho entre amigos e até na família. Seria isso uma síndrome? Se negar a abandonar um sonho ou a mudar de opinião? Valeria um estudo.



    joao engelke disse:
    12 de junho de 2014 às 17:10

    Lamentável que a carga monstro de impostos está tirando competitividade de empresas que estão há mais de 40 anos no Brasil, em Curitiba se transferindo para a Índia(bosch)e outra indo para EUA, (volvo)



    Nazir disse:
    14 de junho de 2014 às 9:27

    O pior vem aí, economia em baixa e a indústria decresceu, não abrindo novos empregos em 2014. Todo ano ingressam novos UM MILHÃO de brasileiros ao mercado de trabalho, e SEM VAGAS teremos um caos econômico em 2015,grande desafio aos novos governantes que virão!!!



    josé vilson amaral disse:
    14 de junho de 2014 às 14:09

    Este Tema deveria estar na pauta dos candidatos a presidente da República.



    Moisés Tomas da Silva disse:
    14 de junho de 2014 às 18:39

    Isto demonstra que a notícia do governo é uma propaganda enganosa. A realidade diverge muito daquilo que a notícia demonstra e o povo, que não tem o hábito de ponderar sobre os resultados da pesquisa, é sempre enganado formando a opinião falsa que o país melhorou.
    É preciso, cada vez mais, dar a notícia correta e ajudar as pessoas a entenderem o que está por traz das informações.O esclarecimento melhora o entendimento do eleitor da verdade.



    Walter Munhoz disse:
    20 de junho de 2014 às 15:38

    Falta excluir dos que estão empregados, os que não trabalham.
    Já que é notório que os “cabides de emprego”, então estar empregado não significa que trabalha. Deduzo então que dos 53 que estão empregados, deva haver 48 que trabalham.



    Hugo disse:
    28 de junho de 2014 às 7:45

    Quem fala mal do Bolsa-Família, ou não sabe nada sobre o assunto, ou é mal intencionado.
    E outra… Quem não trocaria R$ 150,00 por um salário mínimo? Bolsa Família é um direito de todos, se quem reclama acha que dá pra viver com isso a ponto de abandonar o emprego, fique à vontade.



    Walter disse:
    28 de junho de 2014 às 18:04

    Ou seja, uma estatística maquiada que a máquina do governo utiliza a seu favor.
    Volto a dizer, ser qualificado e ter boa formação no Brasil são dificultadores de retornar ao mercado, e se tiver mais de 40 então, eu diria que está quase impossível.
    Será que no mundo executivo a tendência é começarmos como cpf e terminarmos como cnpj?



    André disse:
    28 de junho de 2014 às 19:29

    Acrescento a sua primorosa análise, a baixa maturidade das nossas 99% de empresas que são MPE: explico: nos últimos 4 anos visitei mais de 200 delas e constatei que inovação ainda não é um tema a pauta e por vários fatores intra e extraorganizacionais. Além disso, o conceito de inovação na maioria dos casos se restringe a inovação de produto e assim, o ambiente, os processos e as pessoas não são o foco de inovações, tornando nossas empresas portanto, menos atrativas para quem tem uma formação superior. Estas empresas, com estilo de gestão ultrapassado, acabam empregando advogados, economistas e administradores, para fazerem serviço de auxiliar ou assistente em nível operacional, o que também impacta no clima organizacional, na rotatividade e baixa produtividade. E sim, concordo plenamente que o país precisa criar condições de competição. Mas é preciso não apenas pensar em infra-estrutura ou qualificação a lá PRONATEC, mas ir além, e assumir que nossos empresários ainda precisam se esforçar mais para atrair e reter talentos, pensando com cabeça mais estratégica e menos tática e de curto prazo. Abração!



    MARCIA ROSA disse:
    3 de julho de 2014 às 16:23

    ESTAMOS CANSADOS DE PAGAR TANTOS IMPOSTOS PARA SUSTENTAR TANTA GENTE QUE NÃO TRABALHA E PRA TERMINAR NÃO CONFIO EM NENHUM DADO DIVULGADO PELO GOVERNO DO PT…



    Mario Sammarco disse:
    3 de julho de 2014 às 17:41

    Excelente artigo! Você provou que “o rei está nú”



    Torres de Melo disse:
    4 de julho de 2014 às 10:08

    Um bom trabalho e objetivo. Não se trabalha mais no nosso interior. Uma tristeza. Todos em bolsa família.



    5 de julho de 2014 às 19:12

    Sem dúvidas interessante a análise, como sempre Ricardo se aprofundando mais que a média. Porém gostaria de ver a mesma análise com um país mais desenvolvido da Europa ou USA, pois a impressão que nos dá numa viagem de mais dias é que lá tem ainda mais pessoas que não fazem nada e que Tb não querem fazer, no entanto isso parece saudável… Quem tem mais idade e parou de produzir é porque já produziu muito e hoje tem redimentos (do governo ou não) que possibilita tal opção; também não é incomum jovens de até 24 – 26 anos que só estudam e só fizeram isso ate então na vida – porém nesse caso é dito “quanto maior o tempo de estudo, maior será a produtividade posterior aos estudos.. Concordo plenamente com o amigo acima que menciona que só discorda do bolsa família quem não conhece com profundidade a base da pirâmide.. E tb uma grande parcela de empresários que adoravam a miséria total para pagar menos e ganhar ainda mais em cima da desgraça dos mais pobres. Ex básico: antigamente vc pagava 5,00 para um cara na rua lavar seu carro e ele faria muito feliz. Havia uma pequena fila de pessoas que adorariam ganhar esses 5,00; hoje você procura alguém para pagar 15,00 e não encontra.. Isso é bom? É claro que é! Milhares de pessoas deixaram de ser miseráveis e se sujeitar a papéis como esse. Porém se você contar isso para 10 em 10 amigos 9 vao avaliar como uma piora, pois agora tem que pagar 20,00 e não os 5,00 lá de trás.. Realmente, quem fala mal do bolsa família ta entre 9 amigos.



    Rodrigo disse:
    10 de julho de 2014 às 20:34

    Aqui no Canada se tem 60% das pessoas em idade de trabalhar que nao trabalham. A porcentagem de desocupados voluntarios e mais alta q no Brasil. O governo aqui gasta muito mais com bolsas solidariedade que no Brasil, em torno de 900 dolares por mes por pessoa. Aqui nao se escuta falar de crise quanto no Brasil, embora todo mundo sabe que a epoca das vacas gordas jà acabou pro mundo inteiro. Uma das melhores qualidades de vida do mundo com um governo sustentando 60% do povo. Acho intrigante com relacao a analise do Ricardo.



    Cibele disse:
    11 de julho de 2014 às 11:13

    Ricardo Amorim,
    Em seu artigo você coloca somente quatro razões em que as pessoas não procuram emprego. Eu tenho 40 anos, formada e não trabalho porque hoje tenho a opção de não trabalhar para gerenciar a família, criar os filhos e colaborar para uma estabilidade emocional social coisa que há uns anos atrás as mulheres ( ou homens) não podiam nem sonhar em fazer. Hoje , graças a Deus meu marido ganha o suficiente para garantir nosso sustento ( 4 pessoas). E poderia ser eu no lugar dele e ele no meu, sem problema algum. Ele trabalha em uma empresa particular, recebe bem, com carteira assinada e paga impostos. Há 13 anos atrás tive que sair do país por total falta de oportunidade. Retornamos há 5 anos. PS: Não me diga que sou uma exceção, hoje somos em um número bem considerável, podes ter certeza. E melhor que isso não fazemos isso por falta de opção e sim por opção. Talvez você morando longe desconheça essa realidade mas fica aqui a informação. Obrigada



    Flávio Augusto disse:
    15 de julho de 2014 às 22:28

    Parabéns, Ricardo, pela pesquisa e pelo texto claro e conciso.



    MARIA INÊS VELOSO DE ABREU disse:
    16 de julho de 2014 às 0:18

    Ricardo, estas suas considerações sobre o desemprego, em minha visão sobre o momento histórico que estamos vivendo tem explicação: a proposta do Governo da Dilma é primeiramente extinguir com a miséria e oferecer melhores condições de vida aos que viviam em situação de pobreza. em suma, investir em problemas sociais. Essa fase pela qual estamos passando, considero como uma transição, e o que pode mudar para todos nós, trabalhadores, empresários são as reformas, as mudanças, tanto na área política, quanto na tributária e na rural, com reformas agrárias. Para isso devemos contar com pessoas altamente qualificadas e comprometidas com o sucesso das ações em conjunto com toda a sociedade. O trabalho de extinção da miséria e da pobreza é extremamente necessária, porque qualifica os homens a trabalhar com maiores salários, ter vida digna, ao mesmo tempo que diminue a fome e os moradores de rua. Precisamos ter espírito de união e sanar onde há feridas, porque um corpo só funciona bem se todas as suas partes estão sadias e a parte enferma está sendo cuidada. Aguardamos as próximas etapas de uma política séria e transparente, que mostra como funciona os interesses de uma minoria, que, se não mudar e se modernizar irá atrasar o processo de conscientização do papel de cada brasileiro nessa formação de um país forte, unida, onde o seu povo pode acompanhar todas as ações benéficas que colocarão a nossa nação como a melhor do mundo, sem egoísmos, nem manipulações, mas, o Brasil rico e poderoso que é e que só ainda não foi, porque não cura as suas chagas: a chaga da cegueira, da acomodação, da manipulação, do egoísmo, e da pouca vontade de mudar.



    João Rhoden disse:
    16 de julho de 2014 às 17:39

    Fico indignado ao ler isso. Diz respeito ao meu trabalho e confronto com esta realidade todos os dias. E está aumentando.
    Vejam: será preciso convencer ou “estimular” os brasileiros a trabalhar.
    Seremos os pioneiros no processo de avanço da civilização terrena onde não haverá trabalho e todos viverão dividindo tudo fraternalmente. Ou um grande número de escravos trabalhará para gerar comida para outro grande número de idiotas que conseguirão acabar com o avanço tecnológico da humanidade.
    Isso chama-se COLAPSO.



    Ronaldo disse:
    17 de julho de 2014 às 13:42

    Caro Ricardo

    Há outras versões para isso. Primeiro, o emprego formal deixou de ser incentivado pelas empresas, que passaram a incentivar terceirizações mesmo de seus ex-trabalhadores. Depois há um grande aumento de pessoas trabalhando com a comercialização de bens inferiores, dado o aumento do consumo da classe C. Basta ir para a rua para ver a grande movimentação social para distribuir estes bens (geralmente informais). Os 44 % que não procuram emprego, em grande parte, é porque tem fonte melhor de subsistência. Lembremos que as bolsas são somente 17% da renda dos mais pobres. A conferir….



    Luiz Antonio Facchini disse:
    17 de julho de 2014 às 22:45

    Analisando os números e vivendo o dia a dia nas cidades concluo que:
    Temos 44% de ” indivíduos” que não trabalham nem procuram emprego, com certeza grande parte deles têm tendências ao Crime,muitos já exercem a ” profissão” e como a lei no Brasil lhes favorece, ESTÁ DO JEITO QUE O DIABO GOSTA (E os P Tralhas também.



    MARIA TERESA VENTI disse:
    18 de julho de 2014 às 0:49

    Parabéns pelo artigo!



    Paula disse:
    18 de julho de 2014 às 13:38

    George Orwell em “A Revolução dos Bichos”: a manipulação extrapola os limites da genial ficção.



    Michelli Vieira disse:
    18 de julho de 2014 às 14:28

    É preciso não generalizar. Vou dizer agora a opinião de quem não trabalha e não “procura” por um emprego. Vale ressaltar, não tenho Bolsa Família. Sou publicitária e analista de mídias digitais, ganho nos freelancers, pouco ainda, mas longe de meu interesse procurar um emprego, por isso estudo também para concurso. Agora o motivo é o que talvez muitos empresários não saibam, a realidade assoladora desses empresários, de um “capitalismo selvagem” que ainda vê o trabalhador quase como um escravo. Paga-se mal, poucos incentivos e benefícios, demanda de afazeres além do combinado em contrato. E posso afirmar que poucos desconhecem o que é um assédio moral, os empresários de hoje se preocupam com o maquinário e a administração, não entendem o valor intrínseco de um ser humano, em aproveitar o que tem de melhor dentro de si, em vez de fazer críticas. Quanto ao transporte nesse País será que preciso dizer da condição sub-humana a que submetem todos os dias? Será que os “senhores empresários” já pegaram um ônibus em horário de pico? Tentem fazer isso um dia só, ficar por um longo tempo no ponto de ônibus, e quando estiverem no ônibus olhar bem no fundo dos olhos de cada um, tentar imaginar a sua história, para onde vão, e verão a dor e angústia por estarem ali, naquele emaranhado de pessoas sofridas tentando manter a dignidade de um País e de um patrão que não as valorizam. Digo mais, pode ser que mutos optaram por não trabalhar porque tem o Bolsa Família, mas essas pessoas também optaram pelo amor próprio, pela paz interior, mesmo não ganhando pouco ou nada, mas pelo menos vão se sentir mais humanas. Há aqueles que superam essas condições e até conseguem progredir, mas raros casos, a inteligência emocional não é privilégio de muitos, tampouco de um classe sofrida e sem condições de um tratamento psicológico. E apesar de ver essa realidade, acredito num País melhor, nessa nova geração que está se formando, essa geração da era da tecnologia, que acredita na capacidade e liberdade de pensamentos para se criar e fazer o que existe de melhor dentro de cada um. Ainda bem que meus filhos desfrutarão dessa geração de empresários com a mente mais aberta e quem sabe com mais empatia.



    Renato Gomes de Carvalho disse:
    18 de julho de 2014 às 19:26

    Que trabalho é esse , que mandaram me chamar . Se for pra carregar pedra . Não adianta, eu não vou lá . É melhor ficar em casa e receber o #BolsaFamília .



    André Ferrigato disse:
    19 de julho de 2014 às 16:11

    Os brasileiros são tão sem vergonhas que são contra uma renda básica de cidadania como a do Alaska em que todos recebem independente de ter trabalho. O bolsa-família é só uma renda básica de cidadania que deveria ser extendida para toda a população, não só para os bem mais de 14,1 milhões de flagelados.



    Mark disse:
    24 de julho de 2014 às 17:16

    Eu estou na estatística dos que estão estudando, mas continuo enviando curriculos para as empresas da área de engenharia. A indústria vai de mal a pior. Já sou anti PTralhas há dez anos.



    SERGIO RENATO GARCIA DE OLIVEIRA disse:
    24 de julho de 2014 às 18:16

    Ricardo, nada acontece por acaso, o IBGE já foi referência mundial em dados. Agora quem usa bancos de dados para pesquisa consegue ver o que acontece quando um instituto passa a ser direcionado Ideologicamente, O IPEA virou um antro de ideologistas também. Não estudemos somente o desemprego, tente obter dados do IBGE sobre educação e verás que agora não existem mais dados de nível de escolaridade da população. O mais triste é que estamos caminhando para a manipulação total, veja o que acontece com os institutos de pesquisa dos países que tem a mesma ideologia que o nosso governo atual. Vai demorar muito tempo para que os brasileiros possam ver o que está acontecendo,se conseguirem ver, mas infelizmente este é um defeito da democracia.



    José Guilherme disse:
    25 de julho de 2014 às 14:03

    Primeiramente gostaria de parabenizar a Michelli Vieira pelo comentário, relata bem o real problema que o país tem passado , a elite ainda acredita que a melhor forma de o país se desenvolver é escravizar seus trabalhadores ao máximo,pois se o salário não compensa mais do que ganhar 70 reais per capita de bolsa família se justifica o desinteresse dos trabalhadores por um trabalho escravo , compensa mais aproveitar as oportunidades de ensino público de qualidade e gratuito que o governo tem oferecido. Acredito que foi um pouco equivocada a analise por sequer expor um pouco da crise nas relações éticas dentro das empresas, particularmente ,eu jamais gostaria de entrar em um ambiente aonde um tenta puxar o tapete do outro e que a exploração de seres humanos como eu fazem parte do jogo.



    Nei Lopez disse:
    25 de julho de 2014 às 20:04

    Oras, existe uma cota mínima obrigatória para a contratação de deficientes. Porque não existe uma cota mínima obrigatória para contratação de maiores de 40 anos? Simplesmente o mercado funciona como um funil, onde os que tem idade superior a 40, dificilmente conseguem passar pelo “buraco”, cada vez mais estreito pela alta demanda de uma preferência equivocada por novas ideias que somente os jovens podem proporcionar. ACORDA BRASIL!



    Sandra Correia disse:
    27 de julho de 2014 às 6:51

    Bem, nem esta taxa de desemprego supostamente boa, que o desgoverno atual quer nos fazer acreditar, vai faze-los emplacar. Chega, haverá mudança! Eu mesma, sou uma vítima do sub. Atuo em TI, e o molusco fez o favor de permitir que atravessadores com nome de consultorias de TI, empreguem profissionais com um mínimo em carteira e o restante manipulando leis com direitos autorais, cotas utilidades e baboseiras mil. Tudo que este governo faz é ilegal, imoral e indecente! A boa notícia é que se você observar, nada do que fizeram ultimamente parece funcionar. Os tiros todos saem pela culatra. A copa, a vinda do Putin, as obras inauguradas que despencam e matam gente. Não conheço um brasileiro que lucrou com a copa, exceto estes corruptos do futebol e os jogadores da seleção que, mesmo perdendo de 7 a 1 faturaram quase cinquenta milhões.



    Regina B disse:
    27 de julho de 2014 às 6:57

    Estas estatísticas oficiais, perderam total credibilidade. Quando ela favorece o governo, é verdadeira, segundo eles mesmos. Quando desfavorece, é invencionice, como o IDH! São velhacos do Maranhão, Malufs que se aliam não por convicção, mas para continuarem levando vantagens! É decreto lei anulando o congresso, é viaduto caindo, desastre e prejuízos da copa, atuação vergonhosa na diplomacia internacional, recebimento em tribuna de honra, de ditadores latinos, tiranos, assassinos em massa russos, passando a mão na cabeça de terroristas e criminosos. Como diz uma amiga, em junho de 2013, a Maria Antonieta teve sua sentença, a exemplo do que aconteceu na Revolução Francesa. E o apoio, ou melhor a falta de respaldo a Israel, assinou a sentença de morte destes marginais que ocupam os poderes da nação!



    Anna Beatriz Machado disse:
    25 de agosto de 2014 às 10:13

    Gostei do texto, só senti falta do percentual que cabe as 4 razões pelas quais as pessoas estão deixando de procurar emprego. Qual a que pesa mais?



    Marcio disse:
    5 de setembro de 2014 às 19:25

    Excelente analise Ricardo



    Marcelo Cabral disse:
    7 de setembro de 2014 às 8:50

    Ricardo, Parabéns. Acho que faltou comentar a política de investimentos (BNDES) e a cada vez mais distante reforma fiscal, pois não há espaço para investimentos por aqui. Afinal, quem não cresce não emprega. Uma comparação destes dois com esta taxa dará um cenário mais amplo, principalmente quanto as regiões menos desenvolvidas e que dependem do governo.



    leandro disse:
    7 de setembro de 2014 às 20:21

    Como engenheiro e gestor de equipes eu lhe afirmo: a situação é insustentável. Apresente-me um empreendimento em andamento no Brasil que não esteja com o cronograma atrasado ou com número de turnover muito superior ao orçado previamente. Não há.

    Nossa mão de obra está ruim, muito ruim. A relação de trabalho tornou-se unilateral: o funcionário só tem direitos, não deveres.

    O seguro desemprego tornou-se férias prêmio remuneradas. É o país do oportunismo, do ócio, da vagabundagem, da lei da vantagem sobre tudo.

    Há uma luz no fim do túnel. Pena que é o trem. O trem do futuro que vai passar pelo Brasil deixando-nos anos para trás. Esse governo e sua estatística prestam um desfavor à sociedade.

    Tenho medo do que será desse país daqui pre frente. A geração atual está perdida. Foram as décadas perdidas.

    Que venham os haitianos, agolanos, congoleses, venezuelanos, bolivianos, chilenos. Mão de obra qualificada e dedicada. Tem e terão todo o espaço nas equipes que eu liderar.

    Parabéns pelo artigo e por “fazer os números falarem”. SDS



    25 de setembro de 2014 às 10:47

    Eu simplesmente larguei do meu emprego e com o conhecimento e experiência adquiridos após fazer engenharia numa das faculdades mais renomadas do país, e da péssima experiência de se trabalhar numa multinacional, simplesmente decidi pelo desemprego formal momentâneo para montar minha própria empresa.



    Ana Maria disse:
    25 de setembro de 2014 às 17:05

    Mandou bem Ricardo! Gostei muito!



    Victor Soares disse:
    6 de outubro de 2014 às 15:23

    Agora o empresário que prefere trocar de carro importado todo ano a modernizar o maquinário da sua empresa vive tentando culpar o mercado de trabalho pela baixa produtividade da empresa.



    Emanoel Torres Jardim disse:
    11 de outubro de 2014 às 10:48

    É,isso mesmo!…TRABALHO,SEGURANÇA,EDUCAÇÃO!;primeiro,PRODUZIR,depois,distribuir…



    Rose de Oliveira disse:
    18 de outubro de 2014 às 19:31

    Parabéns Ricardo. Lembrando apenas que entre os empregados há os empregados públicos ou a serviço do governo que constam no percentual, porém uma boa parte não produz nada. Ou melhor, tal qual na iniciativa privada explora a maioria nos escalões inferiores que são os que trazem resultados.



    Maurício disse:
    20 de outubro de 2014 às 15:08

    Algumas considerações: – “a maioria trabalha para sustentar uma minoria folgada e acomodada” sinceramente não acho que aposentados, estudantes, donas de casa e afins vagabundos e o autor não falou isso no texto. – Não concordo com o termo manipulação, neste caso a metodologia esta clara, onde há clareza não há manipulação e o autor não falou isso no texto. – não concordo com a parte de que com o bolsa família a pessoa larga o emprego, é ilógico trocar um salário próximo a R$750 por um benefício de R$150. Isso só será lógico se a pessoa viver de subemprego então neste caso talvez o bolsa família seria até uma boa pedida. – Concordo com parte do texto que usa a PNAD contínua como referência da taxa de emprego ela é bem mais abrangente que a PME – Uma defesa do IBGE: ele segue as normas internacionais e não inventa metodologias de acordo com as necessidades governamentais.



    Alexandre disse:
    21 de outubro de 2014 às 13:01

    Parabéns pela análise direta, simples e objetiva. Falta boa parte do eleitorado e principalmente dos candidatos olharem para estes números de forma imparcial.



    Jose Everton LIMA disse:
    25 de outubro de 2014 às 10:36

    Parabéns.



    Vania Franciscon Vieira disse:
    26 de outubro de 2014 às 16:38

    li agora, 4 meses depois e continua muito verdadeiro e atual. Parabéns Ricardo !



    20 de dezembro de 2014 às 15:09

    […] de desemprego geral em todo o Brasil, este bem mais realista e na média das economias o G-20 (ver aqui). Mas quero aqui me concentrar em outros pontos que pouca gente fala sobre o tal baixo desemprego. […]



    Miguel Sacramento disse:
    11 de janeiro de 2015 às 9:42

    Infelizmente, o aumento de 2 milhões de universitários não é inteiramente benéfico, pois que uma parcela cada vez maior dos que ingressam na universidade é de analfabetos funcionais.



    ACIR OCHOVE disse:
    11 de janeiro de 2015 às 14:32

    Mas Ricardo, independente das analises de indices, metologia pouco recomendavel, pois não retrata a realidade do Pais, pergunto: as folhas de pagamento do seguro desemprego, bolsa familia, mensalidades que pagam cursos, se considerados como desempregados, como de fato são, a taxa calculada sobre aqueles empregados seria quanto?



    5 de março de 2015 às 16:05

    A taxa de desemprego continua descrescendo e nao mostra sinais de melhorias.

    Obrigado Ricardo pelo trabalho.



    10 de abril de 2015 às 15:33

    […] ou não procura emprego, não entrando portanto nas estatísticas. Leiam mais sobre o tema neste post de Ricardo Amorim, comentarista do “Manhattan […]



    10 de abril de 2015 às 17:19

    […] ou não procura emprego, não entrando portanto nas estatísticas. Leiam mais sobre o tema neste post de Ricardo Amorim, comentarista do “Manhattan […]



    Ligia disse:
    10 de junho de 2015 às 17:37

    Ricardo.

    Li seu artigo e gostaria que em alguns pontos fosse pensado para que o leitor possa refletir sobre a real situação que observo também no dia-dia e noto que faz parte da dinâmica da situação no país. Em vários artigo concordo com sua apinião que é sensata, compartilho mas o leitor, em média não reflete. Infelizmente.

    O mercado de trabalho e consumo está se transformando. O Brasil continua em seu período de atraso há 500 anos. As instituições universitárias formam pessoas com baixa qualidade de mão de obra, ainda para um mercado que não é amplo, não é estruturado assim como para a maioria do setor que emprega essas pessoas com baixa qualificação de mão de obra. Os números da previdência e assistência ao trabalhador aumentaram porque a oferta dos postos de trabalho não aumentou e com o decréscimo da economia e a subida de encargos fiscais se corta custos e se fecham empresas e microempresas que empregam. Esses dois fatores na prática influenciam tais cortes do governo. Com isso se dificulta o acesso do trabalhador desempregado que se torna mais um desesperançado. Há uma carga de stress muito alta para o trabalhador, existem os fatores de saúde, segurança e qualidade das empresas existentes no mercado que não são boas. Apedrejar os governantes por corrupção não é o correto. Correto é fazer outra coisa devido ao crime que praticam com o país. O país precisa ser construído para os brasileiros viverem civilizadamente, com acesso a educação, acesso e investimento em boa formação e carreira científica para abertura de parque tecnológico nacional. Isto que se chama sistema de administração precisa ser botado abaixo e ser renovado por times que funcionem, sejam capazes e competentes com vontade e força para não serem engolidos pelo sistema burocrático e corrupção qe é uma máquina! É Grave a situação que vem sendo mascarada or estatísticas e não tem haver com a realidade. O país está na mão de criminosos quando não de burros “espertos”. O rompimento com a cultura atrasada na mentalidade do brasileiro pobre e do rico é difícil, e se dá com a mudança das estruturas que circundam a sociedade. Se os recursos não forem viabilizados para estas transformações, os 500 anos de atraso se perpetuarão.
    Quanto aos do bolsa família, assim como os do campo que precisam de estrutura para a função agrária assim também é para a maioria do contingente do programa: As estruturas que os cercarem podem determinar a mudança da real função do Bolsa Família.
    Acima excluí os oportunistas participantes os programas.
    A fundação de instituições que fiscalizem órgãos governamentais é de extrema importância, mas precisa de qualidade de pessoal, embasamento forte e sólido e segurança.
    Se os países desenvolvidos e ricos fizeram para para seu desenvolvimento, administraram recursos para proporcianarem investimento em tecnologia e bem estar para população se desenvolver. Estruturaram, construíram toda infra-estrutura para usufruir e viabilizar a manutenção das estruturas das quais um país depende para existir e ser respeitado.
    Agora meu caro, ainda estou por aqui, mas não vejo saída boa para ninguém onde existe riqueza mas o que se usa em abundância é o que destrói a sociedade. Existem pouquíssimas pessoas que não se dão preço, não se vendem e assim como eu, chegaram a conclusão que estamos sem saída. Então, viveremos para estarmos bem com as pequenas comunidades, como alguns contatos nem tão importantes,. Encaramos uma briga e até uma guerra, mas não existe saída para não ser massacrado.
    Do mais, você é economista e fala bem.



    Ed disse:
    21 de junho de 2015 às 16:15

    Brasil: pátrias dos corruptos e desocupados



    26 de outubro de 2015 às 13:54

    A taxa de desemprego continua descrescendo e nao mostra sinais de melhorias.
    Obrigado Ricardo pelo trabalho. Li agora, 4 meses depois e continua muito verdadeiro e atual. Parabéns Ricardo !



    26 de outubro de 2015 às 14:00

    Gostei do texto, só senti falta do percentual que cabe as 4 razões pelas quais as pessoas estão deixando de procurar emprego.
    O mercado de trabalho e consumo está se transformando. O Brasil continua em seu período de atraso há 500 anos. As instituições universitárias formam pessoas com baixa qualidade de mão de obra, ainda para um mercado que não é amplo, não é estruturado assim como para a maioria do setor que emprega essas pessoas com baixa qualificação de mão de obra.



    11 de novembro de 2015 às 13:41

    Depois há um grande aumento de pessoas trabalhando com a comercialização de bens inferiores, dado o aumento do consumo da classe C. Basta ir para a rua para ver a grande movimentação social para distribuir estes bens (geralmente informais). Os 44 % que não procuram emprego, em grande parte, é porque tem fonte melhor de subsistência. Lembremos que as bolsas são somente 17% da renda dos mais pobres.



    Maria Silva disse:
    7 de dezembro de 2015 às 11:32

    Gostei da abordagem! Considerando o fato de que desempregado não significa desocupado, o brasileiro ando dando seus pulos pra driblar uma crise que já se arrasta por muitos anos! Agora então, nem se fala!



    Relgio disse:
    3 de janeiro de 2016 às 21:57

    Infelizmente, o aumento de 2 milhões de universitários não é inteiramente benéfico, pois que uma parcela cada vez maior dos que ingressam na universidade é de analfabetos funcionais.



    Gabriela disse:
    28 de janeiro de 2016 às 9:48

    Muito bom Ricardo! Sempre um prazer ler seus artigos.
    Sucesso sempre!



    Eduardo disse:
    3 de fevereiro de 2016 às 16:35

    Como sempre mais um belo artigo.



    Thais Ortins disse:
    4 de abril de 2016 às 14:45

    Muito bom Ricardo! Sempre um prazer ler seus artigos.



    Thais Ortins disse:
    4 de abril de 2016 às 14:46

    Artigo muito esclarecedor, compartilharei com alguns amigos que precisam muito ler isso.



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