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E agora, Temer?

postado em Artigos


05/2016

Por Ricardo Amorim

 

 

 

EagoraTemer

 

O Senado brasileiro aprovou hoje a instauração do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, o que em tese leva a seu afastamento temporário do cargo por até 180 dias, até que o Senado julgue o mérito do processo. Na prática, ele selou a transição do poder ao vice-presidente Michel Temer, que assumiu o cargo de Presidente ainda hoje. Salvo o aparecimento de alguma denúncia grave contra Michel Temer ou o agravamento da crise econômica, a chance de Dilma voltar ao poder beira zero e estas duas possibilidades também têm probabilidades muito baixas.

 

Isto significa que, de fato, começou hoje, no dia 12 de maio de 2016 um novo governo no Brasil. Mais importante, um governo que, ao contrário de seu antecessor, tem todas as condições de colocar o Brasil de volta em uma rota de crescimento econômico. Mais importante ainda, se as medidas econômicas ventiladas na mídia até agora – incluindo Reforma Previdenciária, mais autonomia ao Banco Central, corte de gastos públicos – forem efetivamente implementadas, as chances que a recuperação econômica comece em breve – possivelmente já na segunda metade deste ano – e que ela seja muito mais vigorosa do que os mais céticos temem é muito grande, trazendo grandes oportunidades para o país, as empresas e os brasileiros.

O tema me parece tão importante, que estou publicando um livro a esse respeito, enfatizando a oportunidade rara que temos neste momento de começarmos a construir um país melhor e como nós brasileiros podemos e devemos participar deste processo.

 

Segue abaixo a introdução do livro.

 

Por que este livro?

 

O Brasil vive um momento histórico. Uma crise seríssima gerou um pessimismo contagiante sobre nosso futuro a curto, médio e longo prazos. Tal pessimismo é natural, mas exagerado. Em função de crises moral, política e econômica profundas, o país está passando por transformações importantes na aplicação da lei, na política e na condução da economia. Plantamos sementes que, se regadas e cuidadas com carinho, podem gerar transformações positivas com resultados signifi cativos.

 

Como a nossa História dos últimos 115 anos ensina, a menos que estejamos prestes a registrar mais um episódio “nunca antes visto na História deste país”, a crise econômica deve ser seguida de uma recuperação mais forte do que a imensa maioria imagina.

 

Dependendo do ritmo da transição política, o início desta recuperação econômica pode estar mais próximo do que se supõe. Porém, nada disso é garantido. O futuro do Brasil dependerá de como a sociedade vai se posicionar não apenas durante, mas também passada a tormenta atual. Ele está prenhe de oportunidades que quase ninguém percebe.

Transformar estas oportunidades em realidade dependerá de cada um de nós. Desperdiçá-las seria um crime conosco, com nossos filhos e netos. Este livro é minha tentativa de colaborar, minimamente que seja, para que estas oportunidades não sejam perdidas.

 

Inicialmente, há quase um ano, minha ideia inicial era focar exclusivamente nos desafios e oportunidades que o futuro nos traz e como individual e coletivamente poderíamos e deveríamos lidar com eles.

 

Em busca de subsídios, temas e questões-chave, resolvi reler as colunas que escrevi ao longo dos últimos seis anos e os comentários que elas geraram.

 

Só na internet, deparei-me com mais de 100 mil comentários e mais de quatro milhões de curtidas. Interesse tão grande, vindo de brasileiros com perfis muito diversificados — de estudantes e empresários, de crianças e idosos, de sulistas e nordestinos, de homens e mulheres, de ricos e pobres, enfim, de brasileiros em geral — mostrou-me que falar de perspectivas futuras sem explicar como chegamos onde estamos provavelmente não faria sentido. Percebi ainda que a forma mais justa de julgar o que se passou e como chegamos a uma crise tão grave é antes expor o que pensei sobre o que estava acontecendo no Brasil em tempo real, no momento em que aquelas opções estavam sendo feitas por nossos governantes. Agora, seria fácil criticar tudo que deu errado, quando os péssimos resultados são conhecidos de todos. Fácil, mas injusto e covarde. Se pretendo expor como erros passados dos que conduzem o país nos trouxeram à atual tormenta, nada mais justo do que começar expondo meus próprios erros de análise quando algumas destas decisões estavam sendo tomadas, quando for este o caso.

 

Por exemplo, no primeiro ano do primeiro mandato do governo Dilma, não percebi a gravidade de alguns dos erros que já estavam acontecendo e a extensão de suas consequências negativas. Acreditei que o Brasil, impulsionado por condições externas favoráveis, poderia sustentar o bom desempenho econômico do período anterior — da chamada Era Lula — quando muitos enganos também foram cometidos. Só mais tarde fui perceber que a quantidade e a profundidade deles tinham mudado substancialmente e que suas consequências também seriam muito diferentes. Também subestimei a extensão dos tentáculos da corrupção. Todos nós sabíamos que ela sempre existiu, mas quem imaginava o tamanho do câncer e da metástase?

 

Por outro lado, encontrei inúmeros artigos meus alertando, com anos de antecedência, que algumas decisões do governo criariam problemas graves e outros dizendo, inclusive, que salvo mudanças de rumo, uma crise muito séria, inclusive com o provável encurtamento do mandato da presidente Dilma, era inevitável.

 

No fim, acabei optando por contar como chegamos onde estamos através dos principais artigos que escrevi desde 2009, atualizando-os, comentando cada um deles e contextualizando-os. Resolvi começar o livro com uma análise detalhada do período anterior ao governo Dilma para que fique claro por que o desempenho da economia brasileira ia bem e — de início gradualmente e depois de forma abrupta — só piorou.

 

Em síntese, se você gostaria de saber como chegamos à crise atual, por que é mais fácil sair dela do que parece e por que cada brasileiro tem de assumir o protagonismo em sua área de atuação na construção de um país melhor, este livro é para você.

 

Quais os erros de política econômica que nos levaram à crise? O que precisa acontecer para que saiamos dela? Por que tirar o Brasil da crise econômica é mais simples do que parece? Por que a recuperação econômica, uma vez solucionada a crise política e reequilibradas as contas públicas, surpreenderá pela força? O que precisa acontecer para que esta recuperação inicial se sustente? Quais as lições e o legado da crise? Por que o Brasil está passando por mudanças profundas com o potencial de criar um país mais rico e justo nas próximas décadas? Para mim, seria muito mais fácil e seguro responder a estas perguntas daqui a alguns anos, com a clareza que só a perspectiva histórica traz. Porém, se eu fizesse esta opção e não o estimulasse a chegar às suas próprias conclusões agora, eu não poderia ajudá-lo a se preparar e a participar da construção do que vem por aí.

 

Boa leitura! bit.ly/DepoisdaTempestadeSaraiva

 

Ricardo Amorim é autor do livro Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, presidente da Ricam Consultoria, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes.

 

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    Jaqueline disse:
    16 de maio de 2016 às 17:51

    Gosto muito dos comentários do Ricardo Amorim tanto no Manhattan qt aqui no face, acredito q o livro deva ser bem interessante e pretendo adquiri-lo.



    23 de maio de 2016 às 22:57

    Realmente nosso País está vivendo um momento histórico, além disso esse texto do Ricardo Amorim é único e muito Bom, meus parabéns.



    Fernando Teixeira disse:
    27 de maio de 2016 às 17:35

    Força Ricardo Amorim!
    E junte um punhado de parceiros brasileiros do seu gabarito, para passarem das palavras aos atos. A generalidade dos atuais políticos dominantes no Brasil hoje não presta e não será capaz de arcar com as reformas profundas e certeiras que o Brasil precisa nos próximos tempos.
    Sou um economista sénior português muito ligado ao Brasil há muito, casado com uma cidadã brasileira, e muito gostaria de ainda ver esse grande país trilhar os caminhos da felicidade para a maioria do seu povo! Mas a experiência diz-me que só com sangue novo e capaz como o seu isso será possível.



    Pep disse:
    30 de maio de 2016 às 19:44

    Ricardo, como voce é uma pessoa inteligente, já deve estar se preparando para o proximo livro, pois do jeito que esta indo, nao sei se o Temer fica muito tempo nao. O que voce acha?



    digitei disse:
    13 de junho de 2016 às 1:53

    Adorei o artigo. Sua visão é ótima.



    15 de junho de 2016 às 10:05

    Muito interessante o artigo, você é brilhante Ricardo.



    Marcelo disse:
    20 de junho de 2016 às 17:28

    Perfeito Ricardo Amorim, agora estamos nas mãos da sorte, o povo brasileiro mais um vez vai pagar o pato!



    John Faria disse:
    7 de julho de 2016 às 21:35

    Adoro os artigos do Ricardo.



    22 de julho de 2016 às 12:06

    Abordagem excelente, esepro que realmente o país esteja em boas mãos, pois merecemos ter um governo `alatura da grandeza desse país.



    Marcelo disse:
    12 de agosto de 2016 às 1:20

    Ótimo artigo, Ricardo sempre bom no que fala.



    Carol disse:
    14 de agosto de 2016 às 1:56

    Realmente é triste ver o país nessa situação. Espero que venha coisas boas pra todos nós…



    26 de agosto de 2016 às 14:16

    bastante interesante



    Mateuss Rocha disse:
    31 de agosto de 2016 às 22:06

    Hoje, diante da confirmação definitiva do impeachment da Dilma, vi que o Brasil é extremamente imaturo, de fato. Temer terá a chance de avançar nos meandros econômicos, mesmo sem legitimidade para tal. Aguardemos!



    Friv disse:
    6 de outubro de 2016 às 17:51

    Esse é o jogo do poder. Vou ler esses livro, ótima sugestões.



    3 de novembro de 2016 às 9:15

    Realmente ninguém esperava que o Temer fosse presidente, talvez muitos nem votariam nele, mas precisamos concordar que com raras exceções ele tem feito um bom governo, ajustando as contas públicas e aos poucos tirando o Brasil do fundo do poço.



    20 de fevereiro de 2017 às 15:07

    É, de fato ainda precisamos de muitas mudanças e sangue novo na política, só assim teremos a tão esperada justiça social no país.



    Mauro disse:
    27 de fevereiro de 2017 às 10:18

    Todos nós esperamos melhoras, pois do jeito que está não pode ficar. Ótimo artigo.



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