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Inveja da Bolívia?!

postado em Artigos


05/2019

Por Ricardo Amorim

 

 

Em 1980, cada brasileiro ganhava, em média, 56% mais do que um peruano. Hoje, a diferença é só de 14%. Neste período, todos os ex-presidentes peruanos foram presos, estão foragidos ou se suicidaram para evitar a prisão por crimes de corrupção.

 

Em 1980, o brasileiro ganhava, em média, 79% mais do que o colombiano. Hoje, a diferença é só de 7%. Neste período, a Colômbia foi abalada por uma duríssima guerra contra o tráfico de drogas e o terrorismo.

 

 

Estes dois exemplos deixam claro dois pontos muito importantes. O Brasil não viveu apenas uma década perdida. Há 4 décadas, a economia brasileira patina, com desempenho pior até mesmo que nossos vizinhos latino-americanos. Há duas gerações, somos um país submergente.

 

Além disso, ao contrário do que acham muitos, corrupção e violência não são os únicos problemas fundamentais brasileiros que, se resolvidos, garantirão o sucesso do país. Enfrentá-los, obviamente, é fundamental, mas sem encarar também outros problemas ao menos tão graves quanto, o futuro dos brasileiros não vai mudar significativamente. Países com problemas de corrupção e violência tão graves ou piores que o Brasil tiveram desempenho econômico bem melhor do que o nosso. Fica claro que há outras áreas também muito importantes e que eles têm se saído muito melhor do que nós.

 

 

Sem reverter a incompetência na gestão da economia – que frequentemente privilegia regulamentações que o povo acha que o ajuda, mas na realidade o empobrece ao longo do tempo, como a recente suspensão do reajuste dos combustíveis – e combater privilégios dos que se apropriaram do Estado em benefício próprio – como todos que recebem benefícios previdenciários muito maiores do que as contribuições conseguem bancar – o Brasil continuará condenado ao subdesenvolvimento e os brasileiros a suas consequências.

 

Sem reduzirmos substancialmente o tamanho do Estado e seu peso sobre o setor privado e melhorarmos substancialmente nossa educação básica, em breve, nós brasileiros ficaremos para trás de praticamente todos nossos primos latino-americanos em termos de renda per capita. Chilenos, uruguaios, mexicanos e argentinos já ganham mais do que nós. Colombianos e peruanos devem nos ultrapassar nos próximos anos, paraguaios e equatorianos na próxima década e até bolivianos na década seguinte, mantidas as tendências das últimas décadas.

 

Inveja da Bolívia?! É este o futuro que queremos para nossos filhos e netos?

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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    José Viana disse:
    15 de maio de 2019 às 11:50

    Bom dia Ricardo

    Isso é o resultado de arranjos, puxadinhos e acordos espúrios firmados por sucessivos governos, ao longo de 40 a 50 anos. O Brasil não se acertará se não passar por uma ruptura gigante para acabar com os demônios que assolam essa nação: corrupção, má gestão e falta de investimento sério em educação. Não tem jeito não.
    Abraços
    José Viana
    * Sou seu fã cara! E leio tudo que vc publica aqui na rede



    17 de agosto de 2019 às 19:16

    Boa noite.
    Não estou aqui pra falar da nossa política atual, apenas pra deixar minha opinião, que com certeza é muito diferente, óbvio.
    Mais no meu ponto de vista, a corrupção começa pelos próprios eleitores, e não pelos líderes, eles deixam de ser honesto quando recebo algo em beneficente a mim próprio, eu perco meu direito quando recebo uma miserável propina pelo meu voto, enquanto nós, brasileiros não abraçarmos nosso país, como uma nação vencedora, não apenas a economia vai cair, e sim a educação, saúde, segurança, sitei esses itens pois são os mesmos pregados em todas as eleições, mais sempre em falta, nosso país tropical, rico em cultura, que brasileiros discriminam e rejeitam, onde esta a riqueza de um país que não há educação, gentileza, gratidão.

    Agradeço a oportunidade de mais uma vez expressar o carinho a nossa nação, eu acredito no Brasil, quando o povo decidir lutar pra ter seus direitos de volta.

    Obg.



    24 de agosto de 2019 às 21:36

    Ricardo, eu deixei o Brasil pela Bolivia em 2010, e não me arrependo. Os números apontam uma tendencia inexorável, mas a realidade está bem mais a favor da Bolivia.
    A oferta de crédito – desde o micro crédito para montar uma barraca de cachorro quente até credito de 1 ou 2 milhões de dólares para uma empresa – serviços bancários (imagine que loucura, na Bolivia os bancos abrem sábado e domingo, como se fossem prestadores de serviços e não “bancos”).
    Aqui pude estabelecer meu negócio, unir-me a comunidades indigenas da Amazonia sem interferência de leis estapafúrdias e ONGs viciadas e criar localmente a commodity do açaí. Hoje minha empresa exporta mais e USD 1 MM de açaí liofilizado em pó beneficiando diretamente 30 empregados e 120 famílias na floresta. Deste 1MM mais de 450 k ficam nas comunidades nas florestas!



    Ranulfo disse:
    26 de agosto de 2019 às 13:04

    Estamos no caminho certo.
    Com muitas dificuldades, enxugando todos os lados, estamos sendo bombardeados, más acredito que meus filhos serão contemplados com sucesso.
    Ricardo Amorim espero que você relate essas alterações positiva com nossa economia e nossa politica.



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