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O Brasil que só os gringos enxergam.

postado em Artigos


Revista IstoÉ
09/03/2012
Por Ricardo Amorim

 

Nos últimos meses, é raro passar uma semana sem que eu receba um convite para palestrar em conferências no exterior sobre investimentos no Brasil. Tenho feito também muitas reuniões de consultoria com estrangeiros, presidentes e diretores de multinacionais, visitando nosso país para conhecer melhor sua economia. Em pauta decisões sobre uma eventual entrada ou ampliação das operações de suas empresas por aqui. Quase sempre, algum tempo depois, os investimentos se materializam.
 

Após duas décadas apresentando a economia brasileira a investidores locais e estrangeiros, pensei que nada mais me surpreenderia. Engano meu.
Nos anos 90 e início da década passada, perguntas em relação ao Brasil eram sobre problemas e riscos. Ao longo deste período, a análise aprofundada de casos de crises financeiras em muitos países treinou-me a identificar sintomas e causas que levam a crises econômicas, mais ou menos como um médico faz um diagnóstico.
 
Eu nem imaginava que um dia iria antecipar crises nos EUA, Europa e Japão – as ex economias modelos – e suas consequências. Imaginava, ainda menos, que altos executivos de empresas de lá me procurariam para entender crises econômicas e impactos nos seus negócios. Ao contrário de nós brasileiros, forjados em crises nos anos 80 e 90, os ricos não as enfrentavam há décadas, o que despreparou seus executivos.
 
Outra surpresa, a imensa maioria das perguntas dos estrangeiros, agora foca em participar da emergência brasileira e não mais em quais problemas o Brasil ainda tem.
 
O ganho de importância do Brasil e a consequente mudança de postura da comunidade empresarial global em relação a nós já aconteciam há anos, mas se aceleraram após a crise financeira global de 2008.
 
Nos últimos três anos, investimentos produtivos de empresas estrangeiras no país – IED no jargão dos economistas – triplicaram, levando o país de 14º a 3º receptor global, atrás apenas da China e EUA.
A imagem do país entre os estrangeiros mudou. Entre nós mesmos, ainda não.
 
As recentes reclamações da presidente Dilma em relação ao “tsunami financeiro” vindo dos países ricos, e do ministro Guido Mantega quanto à Guerra Cambial desconsideram a nova ordem econômica global. Em 2010, neste mesmo espaço, em meu artigo Guerra!, já alertava que forte emissão monetária e enfraquecimento das moedas dos países ricos, e ainda um redirecionamento do crescimento chinês para mais consumo local – também anunciado esta semana – eram inevitáveis.
 
Não significa que o Brasil não possa e não deva enfrentar o novo quadro. Porém, para ter sucesso, é preciso compreender este quadro, abandonar sucessivas medidas de controles de capitais, que só enxugam gelo, e lidar com o cerne do problema brasileiro de competitividade: o excesso de gasto público.
 
Se o governo gastar menos, tomar menos dinheiro emprestado, as taxas de juros baixarão mais, atraindo menos dólares e reduzindo a apreciação do Real. Os impostos podem cair e investimentos em infraestrutura crescer, melhorando a competitividade.
 
Enfim, os estrangeiros enxergam o Brasil como potência econômica, já nosso próprio governo, ao invés de tomar as rédeas da situação, culpa outros países pelos males que nos afligem e por defender seus próprios interesses e necessidades.
 

Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.





    Edson Perin disse:
    9 de março de 2012 às 8:26

    Ricardo, o que me surpreende e que reduzir gastos publicos e transforma-los em reais investimentos esta na pauta desde que me lembro como gente. Pergunto, entao: como fazer?



    Eduardo Giudice disse:
    9 de março de 2012 às 8:30

    Ricardo,

    Seu artigo é brilhante. Quanto ao “governo” tenho a impressão que para eles é conveniente nos confundir para manter a população sob controle. Eles têem uma mídia poderosa (TV). Nós, poucas pessoas lúcidas como você (Comentarista/Escritor).Abraços!
    Eduardo



    Eliana Torri disse:
    9 de março de 2012 às 8:32

    Bom dia! Realmente é isso mesmo! O governo tem que tomar as rédeas e fazer valer 100% nossa imagem no exterior. Tem que ser bonito de verdade!
    Parabéns pelo seu trabalho e publicarei este artigo em meu blog (www.tudodebomedobem.combr) como forma de conscientização “política e econômica”.
    Obrigada!



    Sebastião Menezes Gil disse:
    9 de março de 2012 às 8:38

    Parabéns, pois criticar os outros e não fazer o tema de casa, isso fácil. Manter hoje a maquina do estado, com custo muito alto para o cidadão e o próprio governo e não encarar uma realidade que nos beneficia, o governo brasileiro, talvez não tenha capacidade e interesse desta melhora.



    9 de março de 2012 às 8:50

    Perfeito o comentário: o governo BR ao invés de agir, perde tempo e energia procurando culpados. Falta ação, atitude, vontade política. Além disso, se diminuir a Selic, a inflação volta porque falta uma reforma estrutural, eliminando indexação em contratos, que realimentam a inflação, trazendo a inflação passada. Na verdade, como disse meu filho; “o Brasil tem muitos problemas, mas todos têm soluções “. Não é o caso da China, da Europa, dos USA, do Japão e da Índia; todos, em maior ou menor grau terão q solucionar problemas de água, petróleo, terras, ambientais, entre outros. Ao Brasil, basta querer resolver.



    9 de março de 2012 às 8:52

    Caro Ricardo
    Infelizmente é norma do Governo sentar em cima de seus erros e desviar a atenção de sua ineficiencia culpando os outros. Temos uma oportunidade de ouro para nos tornarmos um dos maiores paises do mundo. Temos que continuar, a seu exemplo, batalhando para esse caminho seja trilhado.
    Parabens mais uma vez pelas brilhantes colocções.
    Abs, Francisco Avila



    9 de março de 2012 às 8:59

    Ricardo, O enfoque sobre o papel do governo e autoridades monetárias me parece muito pertinente e a cortina de fumaça jogada sobre os outros é típica. Mas tambem me incomoda muito falar sempre de competitividade e jogar sobre o governo a solução. Há muitos anos as Fiesps da vida mantem sempre o mesmo discurso arcaico esperando socorro ou ação de governo e não vemos mais do que algumas empresas mais lúcidas fazerem suas lições de casa para manter e aumentar competitividade. Na indústria isto é vital e parece que a maioria prefere esperar que o governo faça algo. Nos serviços vamos melhor e na agricultura muito melhor porque os empresarios e a economia privada tem feito a lição de casa a despeito do governo como , a meu ver , deve ser , e para sempre !



    9 de março de 2012 às 9:09

    Em adição ao comentário anterior, faltou comentar sobre o baixo índice da poupança brasileiro (acredito que hoje é menor que 20% do PIB) e a capacidade máxima de crescimento achatada pela infraestrutura quase jurássica.
    Abs



    Victor Vieira disse:
    9 de março de 2012 às 9:18

    Ricardo, trilhando a sua linha de raciocínio podemos dizer então que ambos os governos de lá (europeus, americanos) e o nosso não sabem lidar com a situação que se encontram agora. Ninguém imaginava esse quadro. Parabéns pelo seu trabalho!



    Vera Veríssima disse:
    9 de março de 2012 às 9:20

    Ricardo, como sempre aforma como escreve seus artigos é maravilhosa. Me elucida e me alegra pela informação que presta com suas exposições sobre nossa economia e a mundial…Infelizmente os governantes brasileiros precisam aprender muito ainda…Mas me alegra saber que nossos empresários estão aprendendo e fazendo a lição de casa. Obrigada porme manter informada e parabéns pelo seu trabalho…Um abraço…



    9 de março de 2012 às 9:21

    Marcos da Cunha, é verdade que as “FIESPS” são choronas. Mas também é verdade que o empresariado brasileiro tem uma das maiores cargas tributárias do planeta, juros altíssimos e pouca mão-de-obra qualificada (as empresas estão virando escolas), sem falar na precária infraestrutura; segundo a revista Exame, uma furadeira fabricada no Brasil chega a ter mais impostos que uma importada da China, (os chineses devem morrer de rir). É preciso que o governo entenda: ele tem que agir como amigo e parceiro do empresariado, não como inimigo. Quem gera renda, emprego e desenvolvimento é o setor privado. Ao governo cabe simplificar esta tarefa, ou no mínimo, não atrapalhar.
    Abs



    Cesar Freire disse:
    9 de março de 2012 às 9:27

    Ricardo, excelente o tei diagnóstico!
    Ocorre que tomar dinheiro emprestado, além de garantir o financiamento dos gastos públicos, inclua-se o custo altíssimo da corrupção rotineira e institucionalizada, ainda assegura o ganha-pão dos bancos, que faturam alto sem o menor risco na atividade de emprestar dinheiro.
    Entao temos, em síntese, má gestão pública:altos impostos sem uma contrapartida de serviços públicos de qualidade e, ainda, a subserviência do poder público aos bancos, seja pelo financiamento da corrupção, seja pelo risco zero de emprestar ao governo com taxas sem igual no planeta.
    E a leitura oficial é de que o mundo nos atrapalha…
    Será que a Autoridade é tão inocente e despreparada como se apresenta?
    Um abraço!
    César



    Luciana Valluis disse:
    9 de março de 2012 às 9:49

    Ricardo muito bom seu artigo. Pensando friamente sobre os investimentos no Brasil, tenho medo de tudo que está acontecendo. O brasileiro ainda é humilde. Vende as terras em que mora, quando vê uma “verdinha” na mão. Já tem alguns donos no Mato Grosso. Posso estar enganada perante meu pensamento, mas logo o Brasil não será mais dos brasileiros e sim dos investidores estrangeiros.



    Armando Andreazza disse:
    9 de março de 2012 às 9:49

    Caro Ricardo!
    Parabéns pelos teus exelentes comentários, principalmente este último.

    O governo Dilma ao invés de culpar o “tsunami financeiro” e a “Guerra Cambial” deveria ler e seguir, ao pé da letra, os teus argumentos para o Brasil ter um crescimento acelerado e sustentável.
    “Se o governo gastar menos, tomar menos dinheiro emprestado, as taxas de juros baixarão mais, atraindo menos dólares e reduzindo a apreciação do Real. Os impostos podem cair e investimentos em infraestrutura crescer, melhorando a competitividade.”
    Apenas complementando tua análise, eu trocaria os “impostos podem cair” para os “impostos vão cair”.Abs, Armando Andreazza,Caxias do Sul.



    ELIABE PROCOPIO disse:
    9 de março de 2012 às 9:58

    a ordem é COMPRAR COMPRAR COMPRAR COMPRAR COMPRAR COMPRAR COMPRAR COMPRAR COMPRAR COMPRARCOMPRAR COMPRAR . . . só por isso que somos tão galanteados…



    Luciana Valluis disse:
    9 de março de 2012 às 10:08

    Ricardo veja o que os gringos enxergam no Brasil.

    Búzios, o paraíso de um resort francês: Armação de Búzios, ou simplesmente Búzios, é um dos mais belos balneários do Brasil. Mais de 20 praias cercam a península, algumas das quais só podem ser atingidas por trilhas ou por mar. A atmosfera é uma mistura de aldeia de pescadores com resort francês.



    Roberto Carlos Batista disse:
    9 de março de 2012 às 10:28

    Com questão a juros bancários, previdência e salários do funcionalismo e políticos eu concordo, porém a que se definir melhor o que é excesso de gastos públicos e diferenciá-lo de Investimento Público. Investimentos como PAC, Minha Casa Minha Vida, Luz Para Todos, etc não podem ser jogados na vala comum de gastos públicos, pois a iniciativa privada historicamente não tem coberto essas áreas sociais e de infra-estrutura.



    Manoel disse:
    9 de março de 2012 às 10:33

    Ricardo parabéns pela publicação, é uma inversão de lado do governo realmente, que trava o crescimento e as vezes as coisas são feitas na contramão, tem medidas que não sabe a que custo são tomadas, o dia que tiver alguém comprometido em mais administração pública e menos política cresceremos muito mais.



    Izilda Silva disse:
    9 de março de 2012 às 10:45

    Parabéns Ricardo! Já li artigos seus e sou sua fã. VocÊ está certíssimo e deve continuar declarando sua mensagem, sua visão do futuro econômico do país, e as possíveis saídas para o sucesso pleno. Voto em você!
    Um abraço!
    Izilda



    9 de março de 2012 às 13:21

    Parabéns Ricardo!
    Acredito que o que nos falta é termos consciencia de que a mudança está em nossas mãos, e que a estamos realizando. Nossos governantes, a impressão que tenho, governam para si.
    Sucesso e parabéns pelo belo trabalho
    Um abraço!
    Alexandre



    Caco Santos disse:
    9 de março de 2012 às 14:04

    É sempre bem mais fácil culpar os outros pelos nossos problemas. O complicado de encarar a realidade é ter a certeza de ter que arregaçar as mangas, enfrentar a situação e ter persistência e perseverança para atingir um resultado. E quando pode-se atingir pequenos resultados de curto prazo (que trazem votos) em detrimento dos importantes, de longo prazo, a equação complica-se ainda mais. Como sempre, o artigo vai direto ao ponto.



    9 de março de 2012 às 14:08

    Excelente texto. Parabéns pelo ótimo trabalho! Um abraço.



    David R Silva disse:
    9 de março de 2012 às 14:58

    Muito obrigado Ricardo pelas suas palavras.
    Voce tocou em um assunto que sempre chama muito minha atencao, a diferenca dos pontos de vistas, informacoes e reportagens originadas no Brasil e da opiniao americana, europeia ou de qualquer outra parte do mundo a respeito do Brasil.
    Muitas vezes agradeco a diferenca de linguas,onde a maioria dos povos nao podem entender completamente o que se eh falado e comentado por politicos e midia brasileira.
    Eh verdade que o pais como um todo tem melhorado muito, e com certeza vai melhorar mais ainda quando comecarmos a pensar como um pais de primeiro mundo, forcalizando em solucoes nao em culpados, e politicos terem a consciencia de que sao funcionarios publicos com a obrigacao de servir o pais ao invez de usa-lo.



    Roseli Turini disse:
    9 de março de 2012 às 16:44

    Como sempre a matéria é excelente, mas deixo uma questão no ar: Se as empresas estrangeiras, ou multinacionais não estiverem abertas para receberem os profissionais estrangeiros que querem vir trabalhar aqui, como será? Eu falo dos altos executivos, os de nível gerencial. Recebo dúzias de currículos de profissionais da Europa e o mesmo de altos executivos daqui, mas não tenho visto ou recebido vagas para este nível de profissional, ao contrário, o que tenho percebido é a dispensa de excelentes profissionais, aqui e lá fora….lá sabemos a causa, mas e aqui? O mercado está aquecido mas parado para contratações?!

    Estou errada em minha percepção?

    Grande abraço e sucesso!



    Luiz Luccas disse:
    10 de março de 2012 às 9:34

    Acredito que atualmente a grande maioria dos gestores e empresários vê os gastos públicos como maior obstáculo no para o crescimento do pais. Porém infelizmente nem o governo (em todos os níveis) e principalmente a maioria dos eleitores enxerga isto. Se estas condições não mudarem em breve, principalmente a segunda, o Brasil perderá sua maior chance de tornar-se uma economia desenvolvida.



    Ana Cristina Burjack disse:
    11 de março de 2012 às 13:45

    Ricardo,

    Parabens peça sua lucidez, e obrigada por dividi-la conosco, clareando o nosso entendimento sobre questões tão importantes. Aos nossos politicos fica o desejo de diminuição da miopia com a qual veêm os problemas que afligem e afetam o povo basileiro. Um pais tão rico com um povo tão pobre: pobre em educação, em saude e em segurança. Um pais em que a carga tributaria engessa as empresas e sacrifica seus cidadãos. Vamos em frente, continue escrevendo, a sua contruibuição é enorme. E, Com fé em Deus, muita perserverança, muita paciencia o povo deste país há de benefiar-se um dia da enorme riqueza que só é distribuida para uns poucos privilegiados.
    Sucesso
    Ana Cristina



    Jaime Fernandes disse:
    11 de março de 2012 às 21:48

    Ricardo,

    Pois é Ricardo, as medidas provisórias, as coligações fisiológicas acabaram com a Democracia brasileira, calando as oposições, o legislativo e o judiciario. Assim, gasta-se sem pudor algum, confunde-se custeio da banalidade com investimento produtivo. Estamos a deriva, com soluções paleativas para problemas básicos.



    11 de março de 2012 às 22:09

    É acho q vou ter q marcar uma consultoria para saber pq o mercado de Limousines nunca popularizou no Brasil. Tava pensando seriamente em fazer como o Linux. Doar a técnica de alongamento para quem quer realmente desenvolver o negócio sem os vícios dos colecionadores de carros antigos.



    Breno Sbampato disse:
    12 de março de 2012 às 10:21

    Excelente Ricardo. Acompanho mto seus comentários e artigos. Tenho viajado mto ao exterior não só a trabalho como tbem lazer . E é impressionante o interesse de amigos e amigos de amigos em saber dos novos rumos do Brasil. De como se investir aqui e qual melhor maneira. Estou inciando agora em julho uma abertura de uma empresa Holandesa no setor de vasos para jardinajem aqui no Brasil. O mais dificil de TUDO foi explicar sobre nossos impostos e como estes recusos não são girados para seus devidos fins. Enfim, acho que estamos no caminho mas MUITO tem que se mudar principalmente no que se diz respeito ao profissionalismo em encarar os fatos e desafios de ser nao so mais o segundo ator mas sim o astro principal.



    Mousas Stumpf disse:
    12 de março de 2012 às 12:00

    O primeiro problema a ser observado num contexto com múltiplas economias seria prever algo: uma forma de acontecer uma realidade(aqui o paradoxo).
    Prever funciona ou torna possível a própria especulação de empresas multinacionais e mesmo de fundos soberanos?



    Marcelo Costa disse:
    12 de março de 2012 às 21:40

    Falar em redução do gasto público é o lugar comum, dos lugares comuns.
    Collor já falava nisso e foi o assunto da época no governo FHC.
    Lula e a Dilma repetem o texto.
    Aqui na minha casa faço a mesma coisa. Compro um produto mais barato, deixo um luxo de lado, e consigo poupar um pouco. Só não diminuo o salário da empregada doméstica, ou da faxineira, ou do porteiro do prédio, nem deixo de pagar o plano de saúde, ou deixo de colocar meus filhos nas aulas de inglês, capoeira, violão, etc…!
    Se vamos falar em gasto público e sua redução, temos que falar em recursos mal empregados na infraestrutura, como pontes inacabadas no meio do nada, ou a “reforma” do Maracanã,ou recursos mal empregados na administração, como hospitais imensos que são subutilizados ou abandonados, e que acabam sendo demolidos, como foi o Hospital do Fundão, no Rio.
    Precisamos, sim, reduzir os gastos públicos, mas se aplicarmos bem os que temos – e sugiro: na educação, saúde, pesquisa tecnológica, infraestrutura, auxílio ao empreendedor, salários dignos para o funcionalismo – conseguiremos crescer sem estagnar.
    Falar em reduzir o gasto público, sem citar onde, é generalizar. Quem lê, pensa em reduzir o gasto com o funcionalismo público, e acaba por nivelar o marajá, com o funcionário de carreira, com o salário já achatado.



    Guga Bianco disse:
    13 de março de 2012 às 5:00

    Sinceramente não é conveniente para o governo declarar “mea culpa”. O PT nunca dá o braço à torcer!



    Romero Bittar disse:
    14 de março de 2012 às 7:17

    Caro Ricardo, infelizmente tudo que você disse nunca foi novidade para mim, em 1969, aos 15 anos eu no 1º ano cientifico, hoje segundo grau, como presidente do Movimento de Ação Secundarista promovi o 1º Seminário de Desenvolvimento de BH, minha cidade e trouxemos ministros e presidentes de estatais e nas perguntas que formulamos atacava o cerne da questão: por que o estado não é agente de crescimento e soluções e sim de estagnação e ostracismo? A resposta foi e sempre é muito enfática, mil desculpas, mas a verdade é que eles só querem manter o poder e se locupletarem com nosso dinheiro.



    Luiz Guilherme disse:
    19 de março de 2012 às 13:30

    O Governo deveria ser gerenciado como uma grande empresa particular, onde para ser presidente, ou qualquer outro cargo executivo, precisa de um excelente CV, e anos de experiência.
    Além disso, o ser humano adora colocar a culpa nos outros, assim como o nosso governo.
    Se nosso governo é assim, “nós” somos os culpados. Nós entre “”, pois a população suscetível a “lavagem cerebral” cresce numa proporção muito maior, e uma vez que o voto é igual para todos, seremos sempre a minoria; mas isso se chama democracia.
    Hoje é cada um por si, e o Governo contra todos.



    Rose disse:
    26 de março de 2012 às 9:56

    O Brasil tem um potencial invejável, mas quem incutiu o complexo de vira lata no povo brasileiro foi esse pessoal que agora nos governa, sempre execrando o país para que surgissem como os únicos salvadores da tragédia. Tanto é que sempre foram contra tudo o que deu certo e, logo que assumiram, rasgaram o discurso e deram continuidade ao que já estava em curso. Apenas, mal e mal (podia ser muito melhor se não roubassem tanto) colheram frutos da herança que amaldiçoaram.
    O enaltecimento a esse desgoverno que está colocando em risco todas essas conquistas não é bom para o Brasil.



    Durvalino disse:
    26 de março de 2012 às 12:02

    ….. no final do arco iris tem um pote de ouro !!!!
    para chegar lá devemos atacar consistentemente as REFORMAS que impactam no CUSTO BRASIL.
    cacife e capacidade a presidenta tem. o que falta é Agir.



    Hollerbach disse:
    22 de abril de 2012 às 9:46

    Ricardo, o governo gasta muito e muuuito mal. Precisamos reduzir gastos e melhorar a qualidade dos gastos. O problema é que o modelo é ruim. Pernicioso. Falta “governança”. Estou falando de como a máquina pública funciona, como são feitos e priorizados os investimentos, quem toma as decisões, etc.
    Não estou falando de partidos. Todos acabam abraçando o mesmo comportamento.
    Sugiro avaliar o modelo brasileiro e compara-lo a outros que funcionam de maneira mais adequada, considerando a educação e impunidade como fatores externos.



    Eduardo Buys disse:
    18 de maio de 2012 às 19:26

    Ricardo,
    que a nossa hora já chegou, é certo. Se vamos aproveita-la já são outros quinhentos…
    Teremos a competência para desempenhar o papel que nos cabe?
    Se não fizermos o dever de casa – já bem atrasados – e nos impusermos as reformas estruturais, e criarmos um ambiente de negócios propício para a geração de valor em cima de nossas riquezas, nosso avanço será de freio de mão puxado.
    Hoje é assim, estamos na 127ª(!?!)colocação entre mais de 180 países pesquisados no Doing Business, estudo da ONU, sobre facilidade de desenvolver negócios.
    O milagre brasileiro é ser, ainda assim, top ten na economia mundial, e com o nosso IDH acima de 50. Pode?
    Um país como o nosso merece muito mais do que isto.
    @edubuys



    Richard disse:
    18 de maio de 2012 às 21:40

    Ola Ricardo,
    Seu artigo é muito bom.
    um comentário com uma analise critica é que o governo não tem interesse em diminuir os gastos públicos, ainda mais torna-los mais produtivos, porque por traz desta cortina, estão os interesses de financiamento de partidos e de patrimônios pessoais.
    Enquanto não houver uma revolução de civismo, forçada ou não por punições severas que não acabem em pizza, acredito que a tragetoria atual não mudara. Vai-se permanecer a retorica de quem esta no poder tem o objetivo principal de fazer-se permanecer no poder, nesse caso, se auto-financiando com os gastos publicos.
    Com isso, 1% da população degusta de restaurantes chics em Paris, e a grande maioria fica satisfeita com o bolsa familia!



    Carlos Pereira disse:
    18 de maio de 2012 às 23:13

    Nosso governo dedica hoje uma parte de sua energia para diminuir a corrupcão mas quando se fala em fazer vistas grossas para a contencao de gastos nao seria uma forma de corromper a propria instituicao? Na verdade é muito comodo para o governo (como tem acontecido durante anos) deixar as coisas como estao pois esse sistema facilita e muito a corrupcao. Menos gastos, menos dinheiro para orcamento; quando se fala em menos dinheiro entrando no caixa os politicos gelam.
    Ja passou da hora de nos brasileiros reconhecermos que viemos de uma historia de crises e mais crises, ja apanhamos muito e aprendemos com isso. Fomos treinados a enfrentar problemas ano apos ano desenvolvendo duas qualidades que o mundo globalizado ainda esta se esforcando em aprender: flexibilidade e criatividade. Esse é nosso forte. Vivi em paises como EUA, Italia e agora vivo no Reino Unido alem de ter viajado a varios paises e cheguei a uma conclusao: nao existe outro pais ou povo que tenha maiores recursos (em todos os sentidos) do que o Brasil. Nos brasileiros temos que nos conscientizar disto comecando por um sentimento nacionalista de respeito aos nos mesmos, os brasileiros e lutar pelas mudancas para que alcancemos a lideranca que ja nos foi concedida naturalmente mas que resistimos em aceitar e assumir por completo.



    ivo disse:
    8 de setembro de 2012 às 21:27

    Desculpe Amorim mas não é bem “gasto” a palavra, o correto seria dizer corrupção e malversação pois do “gasto” nós só vemos uns 5% do que eles dizem que foram gastos, o resto desaparece.



    cida disse:
    24 de janeiro de 2017 às 23:55

    infelizmente essa é nossa realidade.



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