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Made in USA

postado em Artigos


Revista IstoÉ
05/2013
Por Ricardo Amorim

 
 
Há anos, a produção da indústria brasileira está estagnada em níveis atingidos no final de 2008. Ao invés de enfrentar as causas estruturais da baixa competitividade da nossa indústria – infraestrutura precária, carga tributária excessivamente elevada, ambiente de negócios instável e produtividade da mão de obra muito baixa – o governo preferiu concentrar seus esforços em desvalorizar o real e conceder algumas isenções tributárias temporárias e concentradas em poucos subsetores. Em paralelo, agiu para reduzir as margens de lucro e a rentabilidade dos negócios em vários setores, como elétrico, financeiro, mineração e petrolífero. Empresários, preocupados, reduziram investimentos.
 
A forte concorrência chinesa tem sido uma realidade para a indústria brasileira e para toda a indústria global. Já passou da hora de nos prepararmos para outra competição, agora com a indústria americana.
 
Como alertei ainda em 2010, a crise dos países desenvolvidos é na essência causada por excesso de endividamento. Ela só pode ser resolvida com um forte aumento de poupança e diminuição do consumo por lá. Acontece que menos consumo levará a menos crescimento, mais desemprego e salários menores.
 
Este processo é exatamente o reverso da medalha do que está acontecendo no Brasil e nos países emergentes. Aqui, o crédito sobe, o desemprego cai e os salários aumentam, sustentando a expansão do consumo e ganhos socioeconômicos.
 
O único instrumento de estímulo macroeconômico que restou aos países ricos são doses cavalares de impressão de dinheiro, com a consequente desvalorização de suas moedas. Com salários menores e moedas desvalorizadas, a perda de participação na produção industrial mundial de todos os países desenvolvidos na última década será revertida em algum momento nos próximos anos.
 
Nos EUA, este momento já está chegando. Não bastassem o dólar em desvalorização há uma década e os salários em contração em termos reais há seis anos, ocorre uma revolução na produção de energia, que deve levar os EUA de maior importador mundial de petróleo a exportador ainda nesta década. Tudo isto está reduzindo substancialmente o custo de se produzir nos EUA e aumentando a competitividade da indústria americana.
 
Por outro lado, tão cedo o consumo dos americanos não retomará a pujança anterior à crise de 2008. Isto significa que os produtores americanos direcionarão partes crescentes do que é produzido lá para outros mercados, aumentando sua participação nas vendas para o resto do mundo, incluindo o Brasil. Os EUA voltarão a ofertar produtos de menor valor agregado e retomarão mercados há muito perdidos. Prepare-se para o retorno do Made in USA.
 
Pode demorar mais para sentirmos seus efeitos, mas processos similares estão acontecendo na Europa e no Japão. Em paralelo, o crescimento chinês migra gradualmente para mais consumo interno e serviços, reduzindo o ritmo de crescimento da demanda por nossos metais e minerais.
 
Com mais competição dos desenvolvidos e menor fome chinesa por nossas matérias primas, o Brasil precisa urgentemente fortalecer seu potencial produtivo, estimulando investimentos, melhorando a infraestrutura, reduzindo os impostos permanentemente e qualificando sua mão de obra. O modelo de crescimento baseado na expansão do consumo, adotado pelo Brasil nos últimos 10 anos, se esgotou. O fraco crescimento e a aceleração da inflação deixam isso claro. Não dá mais para postergar soluções. A hora de cuidarmos do Made in Brazil está passando.
 
 
Ricardo Amorim

 

Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.





    Otavio Buzata disse:
    10 de maio de 2013 às 19:12

    O Brasil precisa de uma injeção de realidade. A baixa taxa de desemprego está mascarando a realidade de nosso país, estamos ultrapassados em nossa estrutura e as indústrias também. Precisamos correr atrás para nos tornar mais competitivos antes que seja tarde demais.



    Roseli disse:
    10 de maio de 2013 às 19:23

    Ricardo,

    Infelizmente o Brasil sempre deixa o trem passar e não pula no vagão para aproveitar a ocasião que lhe foi/é oferecida. Nunca fez isso, agora então é que não vai fazer mesmo, não é interessante crescer, assim os políticos podem continuar roubando cada vez mais, até falir tudo…que aliás já estamos falidos em vários setores.

    O mais frustrante é não fazermos nada para mudar isso…nós, os conscientes, não os que ganham bolsa disso, bolsa daquilo etc etc….

    Lamentável!!!



    Antonio Roberto disse:
    10 de maio de 2013 às 19:24

    Ricardo, concordo com voce e penso que a qustao brasileira esta estacionada na soluçao do mercado interno ser o suficiente, estamos vendo que essa soluçao ficou para tras.



    Celso A. Menegaz disse:
    10 de maio de 2013 às 20:24

    Mais uma vez Ricardo, você explica com precisão, o que realmente está acontecendo com o Brasil, perante a economia mundial. Teremos mais uma década perdida?
    Quem viver verá!



    Gustavo Robles disse:
    10 de maio de 2013 às 20:31

    Ricardo, como os EUA conseguem colocar trilhões de dólares no mercado, estarem devendo outros 15 trilhões, além de todos os problemas econômicos que eles têm, e ainda assim manter inflação baixa?

    Por que essa política não funcionou com o Ruy Barbosa mas funciona com o Ben Bernanke?



    Rafael Bertotti disse:
    10 de maio de 2013 às 21:02

    Você é fera Ricardo, excepcional o texto



    ney pimentel disse:
    11 de maio de 2013 às 0:31

    Todos nós que atravessamos o Atlantico somos americanos;uns do sul outros do centro ou do norte.Prefiro 10 mil vezes fazer negócio com os irmãos do norte a fazer negócio com chines,se os USA cair cai o mundo,e dívida deles é zerada,o dólar é falso,mas a invasão oriental é pior.O Brasil é medíocre,somos gov pelo crime organizado,só ñ vê quem ñ quer!



    11 de maio de 2013 às 12:47

    Ricardo,

    Perfeito! Os caminhos para o Brasil são claros e que devem oferecer algum temor aos governantes e cartéis dado que não os seguem. Reforma tributária plena, definitiva. Política industrial estimulante para todos os segmentos de Norte a Sul , Leste a Oeste – não necessariamente nesta ordem. E menos assistencialismo – substitui-lo por algo para formalizacao de necocios, estimulo real à micro e pequena empresa. Tudo isso regado ao “estado trabalhando em favor dos cidadãos e empresas ” e não buscando uma fatia adicional. Um abraço,



    Leandro disse:
    11 de maio de 2013 às 21:33

    Quando que nosso governo acordará para tão óbvia (mas muito bem colocada pelo Ricardo) constatação? O imediatismo impede. Todo um trabalho cunhado pelo Plano Real irá pelo ralo. O que nos aguarda?



    Francisco Tavaes disse:
    12 de maio de 2013 às 16:23

    Infelizmente esse governo incompetente não vai fazer nada para mudar isto, eles não conseguem aprovar uma simples lei para modernizar os portos, imagina aprovar mudanças estruturais.. lamentável.



    Marcos Macedo Esteves disse:
    12 de maio de 2013 às 18:13

    Desperdiçamos tudo que conquistamos após o Plano Real.
    Sou dentista e desde que me formei passei por 5 moedas e varios planos economicos fracassados e so consegui melhorar minha vida profissional e financeira com o fim da inflação e com a melhora do cenário macroeconômico no Brasil. Agora vejo tudo indo por um ralo que há muito deveria estar fechado.
    Hoje estudo mais sobre mercado de capitais do que odontologia. Sobrevivência…..
    Parabéns pelas suas matérias!



    13 de maio de 2013 às 5:05

    Ricardo, essa materia lavou minha alma. Não me formei não tenho titulos, apenas observo e tenho uma curiosidade absurda por tudo. Desde que 2008 estourou, venho dizendo aos meus próximos para não subestimar os grandes – Fr, Alemanha, GB, USA, Japão, porque eles retomariam a produção, Essa coisa de mandar fazer tudo fora era enquanto fosse interessante pra eles, que muito provavelmente estavam comprando de fora – porque era mais barato, e estocando seus recursos para usar no momento certo. Posso estar errada na leitura – afinal não tenho preparo para isso, mas uma coisa eu consegui enxergar, vão retomar o mercado, e digo, ainda bem. Confio mais neles do que nos outros que crescem sem qualquer base solida – exceto China, é claro, mas que começou a se planejar e se preparar logo depois do fim da 2a guerra, portanto, pra mim, não deveriam jamais terem sido incluídos no mesmo bloco que o Brasil. Muito provavelmente, a China será o grande consumidor dos produtos made in USA, made in France, made in Japan, alias, já consomem muito os verdadeiros made in Europa…
    Tenho outros devaneios, como “dias contados” para pc e note com a migração para o mobile (claro que o Diogo vai continuar com a maquina de escrever…), como as agencias de viagens fisicas, assim como a grande briga será por conexão(servidores), comida e água. A briga da energia ja passou e acredito que já tem os vencedores definidos.
    Bem, ja falei bobagem demais por hoje, mas novamente, obrigada.
    (ah, meu blog nada tem a ver com o meu trabalho)



    13 de maio de 2013 às 8:19

    Muito bom artigo, parabéns!



    Gilson Paula Lopes de Souza disse:
    13 de maio de 2013 às 8:38

    Claro e cristalino!



    13 de maio de 2013 às 8:52

    Parece que o Brasil está numa encruzilhada. Repito que, o Brasil tem muitos problemas mas nenhum deles de difícil solução; pelo menos técnicamente. Ocorre que, está tarde demais para reagir e portanto é preciso agir imediatamente, mas não vejo como: falta vontade política e competência. Fico preocupado quando o partido do governo comemora 10 anos de poder, ao invés de 10 anos de governo ou gestão. O foco está no partido e na base aliada, não no país. E o eterno problema da Educação. Hoje o cidadão brasileiro melhorou de vida, de poder aquisitivo, mas o que ele não sabe é que, está pagando do seu próprio bolso via aumento da carga tributária e do nosso conhecido imposto chamado Inflação.



    Eduardo Giudice disse:
    13 de maio de 2013 às 9:02

    Ricardo, não só você mas importantes empresários, Federações de Indústrias, Associações Comerciais, já estão à beira de um ataque de nervos quando o assunto é esse. Tudo que é feito, se arrasta. Estamos bebados com as “Copas”e Olimpíadas. Tem luz no fim do túnel? O mundo está acelerado…..e nós?



    igor cornelsen disse:
    13 de maio de 2013 às 9:08

    Ah Ricardo, o governo Dilma está numa sinuca de bico. Aprovar reformas que tornem as empresas mais competitivas não conseguem, apesar da tão falada maioria no Congresso, vide lei dos portos, e reforma do ICMS.
    Como não conseguem fazer nenhuma reforma essencial só resta o câmbio para tornar as empresas nacionais menos vulneráveis à concorrência de importados, mas desvalorizar o real significaria no curto prazo uma elevação da inflação, e isto atrapalharia a reeleição.
    Nada vai mudar, só as contas externas vão se deteriorar e talvez abrir os olhos dos investidores internacionais, até agora iludidos pela propaganda dos BRICS.



    Vitor Vargas disse:
    13 de maio de 2013 às 9:09

    Ricardo, eu venho alertando isso desde 2009 em todas as minhas palestras e aulas, para mim não é novidade, os meus 2 centavos em seu artigo é que além de tudo que você relatou e demonstrou provando a nossa ineficiência local, devemos ainda levar em consideração que o nosso sistema produtivo ou a nossa engenharia de produção é uma das, se não a mais, ultrapassada do planeta, extremamente ineficiente, uma que sempre que há qualquer espirro na industria o governo vem e lança mão de um incentivo, isso nunca motivou a nossa industria desenvolver seus processos e aumentar o valor agregado em seus produtos para fazer frente aos estrangeiros. Vejam os exemplos dos carros importados.



    Fabio Moreira disse:
    13 de maio de 2013 às 9:16

    Ficou claro que as ações do governo para debelar esse cenário estão pautadas no curto prazo. Sabemos que um reestruturação dessa magnitude depende de esforços que, seguramente não estamos realizando. Mais uma vez o Brasil está diante de uma grande oportunidade. E a hora é agora!



    Natil Bado disse:
    13 de maio de 2013 às 9:27

    Amigo Rircardo Amorim.

    Concordo com suas colocações,o que falta ao Brasil,são governantes firmes e comprometidos com o povo, feito isso temos que fazer o tema de casa, que são as desonerações que o senhor fala,sem isso,não vamos a lugar algum.
    Natil Bado.



    Jenner disse:
    13 de maio de 2013 às 10:00

    Caro Ricardo,

    Obrigado por estar abrindo os olhos dos brasileiros.
    Gostaria de contribuir de alguma forma.
    Outro dia encontrei estas denúncias ref a Camara de comercio e Indústria Brasil China.
    Vale a pena você ver.

    http://www.youtube.com/watch?v=lWMw1nkkmAg
    Nos comentários existem muitos links importantes também.

    Um abraço.



    13 de maio de 2013 às 10:20

    Caro Ricardo. Infelizmente pensando na re-eleição o PT direciona todas as suas betrias para o consumo e emprego. Vale mais o emprego que o PIB diz a nossa maior autoridade econômica. E assim iremos, infelizmente até 2014. Em 2015 quando acodarmos estaremos nos braços de uma dura realidade. Mas o PT estará no poder.
    Deus nos ajude!.
    Francisco Avila



    Fernando Moschen disse:
    13 de maio de 2013 às 11:02

    Esta é a bandeira que Paulo Skaf vem carregando há um bom tempo e o governo sempre na contra mão.
    É preciso que os que pensam da mesma forma se unam com mais veêmencia contra toda essa soberania do governo para mudar este quadro urgentemente!!! “O sonho de um é apenas um sonho. O sonho de muitos é realidade.”



    13 de maio de 2013 às 11:20

    Excelente artigo. Parabéns.



    13 de maio de 2013 às 12:17

    Ricardo,

    Muito bom e apropriado o artigo. O que está contido, mas não explícito, é a total falta de visão estratégica do Governo, sendo que parte do empresariado se contenta com isto e como consequência a nossa economia está à deriva. Quando abrirem os olhos vão descobrir que mais uma vez perdemos uma década.



    Jorge disse:
    13 de maio de 2013 às 13:01

    Impressionante é que “todo mundo” sade disso, desde quando a capital mudou para Brasilia. Agora está sendo anunciado “novos” investimentos nos portos, afim de escoar a produção, mas nossos digníssimos senadores e deputados querem saber “quanto eles vão ganhar” para aprovar tal medida… quanto povo ou o Brasil vai perder ninguém sabe, ninguém quer saber…
    Viva a “esta” democracia!!
    Viva a copa do mundo no Brasil!!



    Hélio Nogueira disse:
    13 de maio de 2013 às 13:33

    Enquanto isso quero afirmar que aqui no longe Amazonas, apesar de tudo, estou fazendo minha parte para melhorar, crescer e ajudar o país. Não dá mais pra reclamar tanto. Preciso agir até quando der. Percebi que essa realidade só posso entendê-la e enfrentá-la com estudo e trabalho sério, filtrando todas as oportunidades e pondo a mão na massa. Textos como esse me ajudam a dimensionar o tamanho do problema e a distãncia que devo manter longe do mesmo. Não existe fórmula mágica. Aqui é irônico depender dessa Zona Franca, mas enquanto ela existir vou trabalhar duro para ajudar o Brasil. É uma honra participar dessa conversa.



    Ari Kempenich disse:
    13 de maio de 2013 às 13:47

    Texto curto e muito bem posicionado.



    Dirck disse:
    13 de maio de 2013 às 18:26

    Amorim,
    Estamos trocando os motores do avião em pleno voo. Muita calma nessa hora.



    Cristiano disse:
    13 de maio de 2013 às 18:28

    Isto tem tirado meu sono, o futuro de meu filho de 9 anos, as vezes fico pensando em sair do país, uma vez que atuo com tecnologia, está ruim para o mundo todo. Mas o que me irrita profundamente é esta sensação que Deus é brasileiro e que tudo proverá no futuro, e os políticos deste país não estão correspondendo aos anseios de seu povo. Ótimo post e adoro suas críticas.



    13 de maio de 2013 às 18:29

    Excelente texto, Ricardo.

    Este governo nuncou ouviu falar em troca de riqueza.
    Se acontecer o acordo bilateral entre EUA e UE, 51% do PIB mundial envolvido, só nos restará rezar.
    abrçs



    Marcio M disse:
    13 de maio de 2013 às 20:52

    Se fizermos o que esta apregoando, nao seriamos o Brasil, mas um pais desenvolvido. Nosso subdesenvolvimento nao é obra do acaso, mas algo inerente a essa sociedade.
    Como pessoas, paises tambem fracassam, e a historia esta cheia de exemplos.
    Desisti disso aqui.



    13 de maio de 2013 às 22:34

    Parabens Ricardo, pela tua pontaria, pois o Brasil com essa economia tapa e esconde não vai longe. Preferem sempre o ovo do que a galinha. Um ministro marionete e um governo sem planejamento e profissionalismo.
    Maquina pública inxada e daqui a pouco seca o poço.
    Parabens



    Alexandre Custodio disse:
    14 de maio de 2013 às 9:49

    Nossos governantes não tomarão atitudes que irão contra eles mesmos, o povo brasileiro deve tomar as rédeas neste momento de reposicionamento global, exigindo atualização do código penal que irá filtrar a médio-longo prazo os interessados em fazer política e exigir que medidas realmente efetivas sejam tomadas o mais breve. Acredito que isso só acontecerá com uma campanha de marketing atraindo um número suficiente de pessoas para um abaixo assinado online. Campanha esta que deve ter como parceiros os grupos de proteção “as minorias” e ONGs, afinal, todos esses grupos esbarram na corrupção em algum momento.



    Tio william disse:
    14 de maio de 2013 às 13:08

    Perfeito sua linha de raciocínio. Acrescentaria à fuga de investidores também a mudança de regras (Leis, decretos e afins, que o governo insiste em editá-las)



    Rodrigo Konda disse:
    14 de maio de 2013 às 14:08

    Prezado Ricardo,

    Excelente artigo, como sempre.

    Somente uma sugestão… nosso Ministro da Fazenda está em seu mailing?

    Abraço,



    Victor Barreto disse:
    14 de maio de 2013 às 15:40

    Ainda por cima os produtos virão com a etiqueta “Proudly Made in USA”, como tenis Saucony que comprei na minha lua-de-mel em 1993. Made in Bangor (Maine) tive de doa-lo depois de uns 10 anos pois não acabava…e enjoei!



    lucas compan disse:
    19 de maio de 2013 às 16:06

    Ricardo,

    Concordo com sua chamada para a construcao do Made In Brazil. Devo dizer, no entanto, que nao acredito em um Made in Brazil. Dificilmente algo assim existira. E nao falo isso por nao ser otimista. Digo isso por ser um dos brasileiros mais otimistas que existem.

    Ha mais de sete anos moro na cidade de New York, onde opero minha propria agencia de gestao de marcas. Durante quase todo esse periodo, venho tentando estimular empresarios e (des)governo brasileiros a trazer, construir e promover marcas Brasileiras aqui nos EUA. Infelizmente, a (falta de) atitude da imensa maioria deles eh provinciana, acanhafa e desintetessada.

    O famoso Complexo de Vira-latas, expressao tao bem cunhada por Nelson Rodrigues, ainda impera e ira imperar por anos ainda, talvez seculos. Talvez para sempre.

    Infelizmente, para um pais com tanta criatividade e talento. Porem, um povo preguicoso e corrupto – que adora culpar tudo e a todos por suas mazelas.



    Belmiro disse:
    19 de maio de 2013 às 23:58

    Vale acrescentar que o que realmente comanda a mente dos nossos governantes é o calendário eleitoral e não as evidências macroeconomicas.
    Portanto não virão as mudanças necessárias e sim a continuidade de medidas protelatórias, com validade até a próxima eleição.



    Luigi Ligabue disse:
    13 de junho de 2013 às 18:11

    Parabens pela analise das interrelacoes produtivas com a economica, foi muito feliz em citar que o problema nao esta concentrado em apenas um lado da moeda (governo vs industria).



    Jose Carlos disse:
    16 de junho de 2013 às 9:16

    Uma sugestão: REVOLUÇÃO EDUCACIONAL, seremos grandes daqui a 100 anos



    Mário Henrique disse:
    8 de julho de 2013 às 12:17

    Excelente observação!
    Já vale lembrar que a Apple está produzindo seus novos Macs nos USA.



    raphael curvo disse:
    21 de julho de 2013 às 21:27

    Ricardo….tudo que você pensar em termos de economia de um País, só será eficaz se existir educação de qualidade. Sem isso, nada a fazer a não ser sobreviver….abraço



    Elcio Raffani disse:
    22 de julho de 2013 às 10:08

    É mais simples do que parece. Henri Ford ensinou a produzir para seus funcionários consumirem e ter funcionários para comprar os produtos. Importar o que se pode produzir no País é destruir a indústria, que demitirá funcionários. Gente sem trabalho não consome. Exportar commodities que só as máquinas produzem não contribui para ocupar mão de obra. Vender grãos e minério de ferro mundo afora para importar os subprodutos deles não é exercício de vantagem competitiva; é comodismo. O impulso ufanista que sentimos ao ler o crescimento das exportações de ferro, soja, carne bovina suína e de frango é ingenuidade pueril.



    Alberto S. disse:
    28 de julho de 2013 às 18:54

    O artigo demonstra o caminho natural do capitalismo econômico,país em crescimento = aumento salarial = aumento no custo de produção,no caso da China.
    No Brasil,no meu entender ocorreu um grande erro de planejamento que foi o aumento em demasiado do salario mínimo,o que afetou as empresas no Brasil e ao mesmo tempo inibe novas empresas.



    3 de setembro de 2013 às 23:58

    Ricardo, parabéns mais uma vez pelo artigo.



    Fred Marra disse:
    11 de outubro de 2013 às 9:46

    Boa Ricardo!!! Made in Brazil já!!!



    11 de outubro de 2013 às 19:26

    É tão claro a solução para nosso país, o problema é o socialismo na governança com suas medidas populares intervencionista e a população satisfeita pelo que já tem.



    31 de outubro de 2013 às 5:56

    Ótima análise mas acho que seria legal se ela não tivesse terminado somente mostrando quais as medidas politico econômicas que deveriam ser tomadas pelo Brasil. Na minha opinião, visto a estrutura atual do governo, a situação política e os políticos que podem vir a fazer parte de um governo futuro, as medidas apresentadas tem uma chance quase nula de serem aplicadas. Dessa forma acho que teria sido muito enriquecedor para os leitores se essa análise terminasse considerado as medidas que efetivamente podem vir a serem aplicadas pelo governo brasileiro. Assim teríamos uma visão muito mais clara do que nos espera!



    Ricardo disse:
    14 de novembro de 2013 às 19:56

    ” A hora de cuidarmos do Made in Brazil está passando.” Falou tudo!



    sonia disse:
    20 de novembro de 2013 às 8:28

    Ricardo vc tem competência para falar o que fala. É um alerta….no entanto, o povo não enxerga além do PT…..o protecionismo acomoda….Nossos portos obsoletos a economia de exp.tem altos impostos muita corrupção.Alerta o povo precisa de programas mais acessíveis ao entendimento…trocar em miúdos pq a mão de obra informal tb ajuda a modificar o cenário.Belo artigo…….



    20 de novembro de 2013 às 11:47

    A análise macroeconômica e posicionamento das políticas publicas aplicadas no mundo e esquecidas no Brasil foi ótima.
    Faz tempo que o Brasil nada em propagandas de que foi apenas uma “morolinha” ou que o Brasil é hoje uma grande potência.
    A falta de investimento nos 3 pilares básicos de qualquer governo como educação, saúde e segurança e vergonhosa, assim como o descaso e o sucateamento de nossa industria.
    Em minha opinião, a realidade do Brasil só mudará se votarmos em pessoas que estejam engajadas e comprometidas com pessoas e não em um ou outro partido político.



    Roberto Gomes disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:02

    O Brasil precisa de menos futebol!!!



    lauro maciel disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:49

    Peter Schiff diz o contrário e tem acertado em todas previsões, até antecipando comportamentos do FED como pode ser atestado no youtube. Ele diz que a dívida americana é uma pirâmide financeira e a economia americana não é produtiva. a única saída é declarar default da dívida e enfrentar uma recessão para recuperar produtividade, aumentar poupança e diminuir consumo. ele defende que crescimento baseado em consumo, sem produção, destrói riqueza. onde ele está errado? o que tu achas das posições do Peter Schiff? Abraço de um fã!



    Antonio Luiz disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:56

    Prezado Ricardo
    Belo alerta!
    Torço para que algum ilustre dirigente reflita a respeito e faça oque é preciso fazer.
    Temos tudo para competir, desenvolver e crescer.
    Só nos falta vergonha na cara.
    Minha modesta opinião é que o país precisa de menos política e mais administração.
    Se o Brasil fosse uma empresa….. mesmo com a arrecadação bilhonária certamente estaríamos próximos de “quebar”…
    Abs



    20 de dezembro de 2013 às 11:31

    Urgente! Ricardo Amorim para ministro da Fazenda. O Brasil precisa!



    20 de dezembro de 2013 às 13:23

    Felizmente esta acabando a mentira China, (vai demorar um pouco ainda), mas o dia em que o povo exigir uma pequena parcela do que tem direito a verdadeira revolução do povo chines acontecerá !



    Jeferson disse:
    7 de janeiro de 2014 às 11:30

    ótima informação e sobretudo, com o português, que todos entendem; a proposito, sem palavras rebuscadas.
    Infelizmente a Cleptocracia; termo este de origem grega, que significa, literalmente, “Estado governado por ladrões”não estão ou voltados ao bem social e sim se armarem, para as defesas de seus atos que consubstanciam, com a ausência de ética e pudor. Já fornecem o pão e circo e isto lhes mantem no poder. Temos que sonhar e FAZER um País melhor, com o nosso voto. Sejamos exemplos: pão e circo, não basta! !



    nnmppir disse:
    25 de janeiro de 2014 às 15:41

    Muito oportuno o posicionamento do Ricardo.
    Em meus 80 anos de idade, nunca vi o Brasil planejar para medio e longo prazo. Incentiva-se a produção de automóveis mas não se controem infraestruturas ( refinarias/estradas,etc ) Incentiva-se o plantio de cereais mas não se constroem infra estruturas ( transporte /silagem/portos/graneleiros, etc.). Usa-se a mesma política para os 5 Brasis que formam o paeis em que vivemos. Poupança, quem se importa com poupança. Reformas Politicas/Educação/Justiça, para que? Querem expandir mão de obra, invistam em escolas, formem profissionais, cientistas, pesquisadores. Em vez de inaugurar porque não fazer manutenção na infra estrutura do que já temos funcionando ( embora o ferrugem já esteja avançado ). Mas isto não dá votos. Investir a médio e longo prazo, em infra estrutura e educação, isto demora, mas é o que o Brasil necessita.
    Um abraço,



    Jonas disse:
    8 de março de 2014 às 14:34

    Tomada de capital muito cara no Brasil, desestimulando a tomada de empréstimo por conta das empresas.



    Ralf disse:
    8 de março de 2014 às 15:02

    Então nos já sabemos como será o desfecho deste ciclo, ou alguém realmente acredita que o que está escrito no último parágrafo deste artigo realmente vai acontecer? Dêem uma olhada nos parceiros comerciais do Brasil! Um acordo bilateral? Nem pensar. O Brasil precisar passar por três gerações de políticos para imaginar algum plano estratégico.
    Ricardo, tenho muito respeito e adoro seus artigos e o Manhatan.



    Carlos Eduardo Farina Pereira disse:
    9 de março de 2014 às 18:13

    A única medida a curto prazo, seria a queda na carga tributária, mas com nossa classe dirigente que não sabe o que é economia de escala, sem chance, além do que, nossa cultura política preza o status quo adquirido e não se abre mão disso pelo país. Educação, Infraestrutura e Formação de mão de obra , demanda tempo. Nada se fará e o Brasil, se encaminha para se tornar um Grande Mercado Persa!



    12 de maio de 2014 às 10:19

    Ricardo, eu tenho dito nos últimos meses que o precisamos agora, é de um administrador minimamente competente para ser o chefe do executivo brasileiro. Não precisa ser nenhum gênio. Mas alguém que saiba escolher as decisões e pessoas certas para o Brasil. e que não se traveste de uma pseudo idelogia política, que na verdade está meramente ligada ao desejo de poder e de se manter com esse poder.



    Virgilio Andrade Moreira disse:
    12 de maio de 2014 às 11:52

    Por enquanto o que vai nos salvar são os produtos tipo grãos,, principalmente soja,, minério de ferro,, vamos precisar da auto suficiência em petroleo e até exportar, e quanto à industria,, isto vai demorar muito,, vamos ter que dançar bonito para conseguir algo.. Lógico que o governo terá de cortar custos e impostos para ter um perfil pelo menos razoável !!



    Ronaldo Melciades disse:
    12 de maio de 2014 às 13:45

    Optamos sempre pelo caminho mais fácil, não existe planejamento a longo prazo, tudo é baseado em na politica do vou levar o meu nos próximos quatro anos, enquanto não diminuirmos a corrupção e as indicações politicas pra cargos técnicos, não teremos um país sério.



    Luiz Claudio Benck disse:
    13 de maio de 2014 às 8:43

    O problema de baixa produtividade no Brasil é tão grave que não vejo luz.
    Trabalho no setor público, onde há pessoas altamente qualificadas, mas a produtividade, sistemas de informações e outras medidas de desempenho são uma tragédia.
    Não sei para onde vamos nessa toada…



    Zé do povo disse:
    25 de junho de 2014 às 8:59

    O problema do Brasil sempre será o mesmo.
    Povo preguiçoso, não está preocupado com o futuro, só pensa no seu umbigo, quer ganhar tudo sozinho, joga sempre a culpa nos outros, acha que é o melhor do mundo e todos deveriam ser iguais a ele. E agora para agravar, está formando uma nova geração de descabeçados sem noção alguma sobre economia e política.



    José disse:
    30 de julho de 2014 às 12:42

    O maior problema, já apontado por Armínio Fraga, é que o salário mínimo está muito alto. Deveria ser no máximo o equivalente a 100 dólares. Incluir milhões na classe média quebrou a nossa economia estável desde 1994. Bolsa-família deveria ser extinto. Cada um com seus problemas. Chega de dar dinheiro para quem não estuda ou trabalha. Corte no salário mínimo e deixar o dólar correr por conta do mercado. Esta é a solução.



    Daniel disse:
    30 de julho de 2014 às 19:55

    Meu caro amigo,

    Para se ter uma ideia da incompetencia generalizada nesse pais, sou importador da area textil e na minha regiao milhares de empregos dependem dessa materia prima mais desonerada para podermos produzir, vender e exportar. A industria textil nao emprega 1/9 do que emprega as confeccoes porque hoje em dia as fabricas texteis empregam pouco com o desenvolvimento tecnologico. Basta olhar a economia do vizinho PERU.



    Hélio disse:
    12 de setembro de 2014 às 19:01

    Boa tarde!

    Sou um pequeno empresário do ramo de acessórios para o varejo, concordo plenamente quando na sua explanação fala da baixa produtividade.
    Fiz as entregas pessoalmente da empresa pra entender a logística dos clientes e fiquei abismado com tanta incompetência, constroem galpões gigantes e modernos, ótima infraestrutura, porém esquecem de quem faz isso tudo funcionar nas 4 entregas pra grandes varejistas levei em torno de 2,5 horas aguardando para descarregar, um absurdo!!!! Isso porque a entrega é agendada com 2 dias no mínimo de antecedência.
    Funcionários incompetentes, improdutivos e irresponsáveis, fico imaginando quem só trabalha com isso (transporte) poderiam fazer muito mais entregas e reduzir os valores dos fretes.
    Minha percepção é que o custo Brasil não é só culpa do governo e sim dos gestores de empresas que fazem ferraris para pilotos sem habilitação sem competência para guiar o melhor.

    Acorda Brasil, acordem gestores a eficiência depende de todos para a cadeia funcionar e não só bla bla bla!!!



    Johne946 disse:
    14 de setembro de 2014 às 16:38

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    Marco Antonio Apollonio disse:
    15 de setembro de 2014 às 10:52

    Meus caros,esses são jornalistas que dizem a verdade e se posicionam.E , não apenas noticiadores.
    Tomando as palavras de um amigo,profundo conhecedor,o Brasil precisa de uma reengenharia,gestão séria e austera,corte na carne.O resultado financeiro do que é produzido deve ficar a onde se produz,no local onde o povo está e não na ilha da fantasia(Brasília).De paliativos estamos CHEIOS.É como a mamãe que põe o “band aid”no joelhinho do filhinho….



    Lucas Marchioretto disse:
    25 de janeiro de 2015 às 19:41

    verdade!!! Outro dia fui comprar uma lâmpada fluorescente e quando fui instalar, fui ver onde foi fabricado, assumindo que veio da china, mas adivinhem só, a lâmpada é made in usa.



    Aguinaldo disse:
    25 de janeiro de 2015 às 20:40

    Ricardo,

    Excelente matéria, quem dera termos mais economistas como você a frente do Brasil!

    Grande abraço!



    Carlo Andre disse:
    26 de janeiro de 2015 às 11:56

    O que fazer com nosso Brasil o governo corrupto estado e municípios todos viciados usam o povo ignorante e menos desfavorecidos como votantes em potencial que trocam seus votos por cestas básicas e cartões bolsa família



    Roberto Lopes disse:
    19 de fevereiro de 2015 às 14:01

    O Artigo foi PUBLICADO EM MAIO 2013.
    Quase 2 anos se passaram. As mudanças
    foram que a máquina da corrupção e
    a bandalheira política esta em parte vindo a público, mas sem reflexos na política interna e só corroendo a economia local.
    Os EUA estão tentando consertar o estrago de 2008, digamos que aqui
    ainda não se deram conta da situação.
    O povo da América Latina vota nos políticos e presidentes que merecem . Obama foi ao congresso EXPLICAR SUAS ACOES e pedir em público que TODOS 2 PARTIDOS apoiem.
    Como está correto,como algum político
    vai se contrapor a opinião pública ?
    O aplaudiram na sua entrada e saída,
    sem qualquer compromisso de reeleição
    Muda Brasil !



    weber Pereira rocha disse:
    21 de fevereiro de 2016 às 13:58

    Enquanto tivermos uma política corrupta que só visa intetesses próprios, enquanto não fizermos
    uma reforma tributária nos moldes que tem quer ser feito e, a valorização da industria interna, estamos fadados a uma falência generalizada. Nosso país, só continua de pé e não quebrou de fato, devido a nossa localizacao, nossso clima, nossas incontáveis riquezas naturais e, um povo valente que segue em frente mesmo sem rumo enganados por políticos e ministros do primeiro escalão desonestos.
    Não podemos esquecer de nossas fronteiras, o reequipamento das forças armadas que foram cruelmente sucatiadas e, consequentemente, das polícias federal e civil.



    30 de março de 2017 às 0:06

    Concordo com suas colocações. O que falta ao Brasil são governantes firmes e comprometidos com o povo. Feito isso temos que fazer o tema de casa, que são as desonerações que o senhor fala, sem isso não vamos a lugar algum.



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