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Comemorando pelas razões erradas.

postado em Artigos


Revista IstoÉ
13/01/12

Por Ricardo Amorim

 

Muita fanfarra na virada do ano porque o Brasil tornou-se a 6ª economia mundial, ultrapassando o Reino Unido. Não entendo por quê.
Somos a 6ª economia do planeta há tempos. As estatísticas oficiais não incluem a economia informal, como se os camelôs, pipoqueiros, professoras de violão e catadores de latinhas não existissem.
 

Acontece que há muito mais informais no Brasil do que na França ou na Alemanha, que segundo as estatísticas são a 5ª e 4ª economias do mundo. Estes trabalhadores são ignorados pelas estatísticas, mas não deixam de produzir, comer, morar, comprar, ir ao futebol. Já somos pelo menos a 5ª ou talvez a 4ª economia global, apesar do FMI ainda não indicar isto.

 

Mesmo assim, não vejo razão para euforia. Ser uma das maiores economias ajuda a atrair investimentos e gerar empregos, mas não garante prosperidade para todos. Tudo depende do nível de renda per capita e de como a renda está distribuída. A China, por exemplo, é a 2ª economia do planeta e tem um PIB 110 vezes superior ao de Luxemburgo. No entanto, cada chinês é, em média, 20 vezes mais pobre do que cada luxemburguês.

 
O Brasil não tem razões para se ufanar. Nossa distribuição é uma das piores do mundo e nossa renda per capita é medíocre, a 55ª do globo.
Ruim, mas já foi bem pior. O excepcional processo de transformação pelo qual o país está passando trouxe melhoras significativas. De 2002 para cá, a economia brasileira pulou de 13ª a 6ª maior do planeta segundo o FMI. Nossa renda per capita avançou 19 posições, saindo do 74º posto. Nossa distribuição de renda também melhorou muito.

 
Ao contrário do que reivindicam alguns, nossa ascensão econômica não aconteceu por méritos deste ou daquele político. Melhoras semelhantes ocorreram em dezenas de outras economias no mesmo período. A explicação é uma transformação muito mais ampla e menos sujeita aos caprichos dos políticos.
Ao entrar na Organização Mundial do Comércio em dezembro de 2001, a China condenou o Brasil e vários outros países em desenvolvimento a emergirem.

 
Este evento provocou uma forte e sustentada elevação dos preços de matérias primas que exportamos, enquanto reduziu o preço de inúmeros produtos industrializados e do capital que importamos, favorecendo consumo e investimento por aqui e em muitos países emergentes. A mudança foi tão grande que hoje, entre os 10 países com renda per capita mais elevada, metade é exportador de matérias primas.

 
As forças que impulsionaram a economia mundial na última década, possivelmente, continuarão ao longo desta, o que sustentará nosso processo de desenvolvimento, apesar de solavancos esporádicos, como o que deve ocorrer este ano devido à crise europeia. Não deixe a decepção de 2012 nublar as perspectivas do que esta década pode trazer.

 
Se as tendências de crescimento econômico e cambiais dos últimos 9 anos em todo mundo continuarem iguais, antes da Copa do Mundo nossa distribuição de renda será melhor do que a dos EUA. No final da década, seremos a 3ª economia mundial, nossa renda per capita avançará mais 21 posições. Um ano depois, em 2021, nossa renda per capita será maior do que a dos americanos.

 
Nada disso está garantido. Oportunidade não é destino. Em lugar de comemorar uma estatística errada e que significa pouco para a vida dos brasileiros, deveríamos nos preocupar em criar as condições para que este desenvolvimento potencial se torne realidade. Como já cantou o poeta: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

 
Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.





    igor cornelsen disse:
    13 de janeiro de 2012 às 7:09

    Os PIBs se comparam em dólares americanos. Nosso PIB em real, quando convertido em dólares, está supervalorizado pelo super real, uma das moedas mais valorizadas do planeta.
    Por outro lado as moedas europeias, euro e sterling pound, estão deprimidas pela crise econômica.
    Isto explica grande parte do “progresso” do PIB brasileiros dos últimos anos.
    Na verdade o crescimento do PIB do Brasil foi medíocre nos últimos 40 anos. Comparado a outras nações emergentes como Coreia, China, Taiwan e até o Chile fracassamos.



    Carlos Braga disse:
    13 de janeiro de 2012 às 7:37

    Caro Ricardo,

    Excelente artigo!Sou português e tenho muita familia brasileira. É com muita satisfação que vejo o Brasil crescer bem! Estou certo que em poucos anos serão muitos os brasileiros a viver bem melhor! Abraço!



    heverton disse:
    13 de janeiro de 2012 às 7:41

    otimo



    wellington braga disse:
    13 de janeiro de 2012 às 8:22

    Parabens pelo texto.o Brasil vai passar batido sim. infelizmente.
    Olha só gostaria que você comentase algo a respeito dos portos no Brasil. economicamente. abraço.



    13 de janeiro de 2012 às 8:28

    Ricardo, recebi seu artigo em meu e-mail e tomei a liberdade de compartilhar seus comentários no FB, pois acho de grande valia e sanidade, colocar as pessoas a par da real situação do pais sobre um olhar mais crítico que a imprensa nem sempre discute com a importância que o assunto rtealmente tem…Abraço



    Luis Fabiano dos Santos disse:
    13 de janeiro de 2012 às 8:32

    Concordo com seus comentários, Ricardo. A economia está bem forte, mas não é possível manter a positividade em uma nação como o Brasil, onde o velho e burocrático imperam!
    O “custo Brasil” e o sistema político podem se tornar o grande inimigo da economia.
    Tenho um cargo regional, com colaboradores reportando a mim em alguns países na America Latina – fica difícil competir num mercado global quando posso contratar 2,5 pessoas na Argentina com o custo de 1 pessoa no Brasil.

    É sentar para esperar os próximos capítulos.

    Obrigado pela matéria.
    L. Fabiano dos Santos.



    Pedro Calais Guerra disse:
    13 de janeiro de 2012 às 8:44

    Oi Ricardo,

    Parabéns pelos seus textos.

    Estranhei você dizer que nossa distribuicao de renda é uma das piores do mundo, e terminar dizendo que em 2 anos (antes da Copa) essa renda poderá ser melhor distribuída que nos EUA. Alguma coisa não tá batendo, rs.

    Um abraço,

    Pedro



    Romero Bittar disse:
    13 de janeiro de 2012 às 8:54

    Excepcional. Não encontrei outra palavra que expressasse melhor a minha satisfação de ver um jovem economista de visão, corretíssimo em suas cosiderações e ainda que sabe usar bem as palavras. Parabéns!



    Ricardo Caiuby de Faria disse:
    13 de janeiro de 2012 às 9:28

    Suas observações são muito pertinentes.
    Infelizmente nosso desenvolvimento passa por legislativo corrupto e descasado dos interesse do povo que os elegeu, um judiciário de olhos abertos para os interesses dos grandes, caro e moroso, e o executivo amarrado e refem dos interesses dos políticos desprepados para os cargos que ocupam.
    Assim mesmo carregando este enorme fardo fétido nós ainda damos alguns passos a frente.



    13 de janeiro de 2012 às 9:56

    Sempre abalisadas, as opiniões do Ricardo, são laminas afiadas nessas analises cegas de comentaristas televisivos, sem fontes, e suspeitas por serem dependentes e não independentes como Amorim.
    Direitos Humanos é incorporar milhões no mercado de consumo de geladeiras, sapatos, picolés, água, luz e saneamento. Isso é ativo no munmdo. O Mercado interno. O resto é bobagem.



    Nezio Jose da Silva disse:
    13 de janeiro de 2012 às 10:06

    O texto traz lucidez e pragmatismo que evidenciam os desafios que o Brasil precisa enfrentar, e fazermos não apenas o necessário, mas o que precisa ser feito.



    ROBERTO disse:
    13 de janeiro de 2012 às 10:59

    Tomara que sim! Nos meus 75 anos já cansei de todos estes futurólogos. Li Stefan Zweig, conheci Mario Henrique Simonsen (foi meu professor), Delfim Neto, Roberto Campos, mas tomara que sim, mas o articulista parece que está em pleno delírio, plenamente válido, pois não paga imposto.
    Tomara que sim, que ele esteja corretíssimo, mas…



    Charles Schmidt disse:
    13 de janeiro de 2012 às 11:16

    Concordo em parte sobre a sua análise, entretanto não podemos menosprezar a capacidade de inovação dos países desenvolvidos e seu valor agregado neste processo. Se nós nos compararmos com a Coréia do Sul poderemos ver o nosso “gap” nas últimas décadas. Nosso sistema educacional é uma lástima, e profissionais habilitados e capacitados não é o nosso forte. Há muito que se trabalhar, e aí está nossas oportunidades de investimento. Esperamos que nossos “excelentes” políticos e os “burrocratas” de plantão não nos atrapalhem muito nesta jornada.



    Fellipe disse:
    13 de janeiro de 2012 às 12:20

    Perfeito, como sempre.



    Sebastião Gil disse:
    13 de janeiro de 2012 às 13:30

    Olá Ricardo, muito boa analise e é isso ai, estabilidade é com o tempo e estruturada, ainda não temos uma sociedade equilibrade para um acompanhamento igual ao desenvolvimento.



    Ronaldo Moura disse:
    13 de janeiro de 2012 às 14:44

    Ricardo, gostei do artigo e principalmente do final: Como já cantou o poeta: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”, então somente vamos realmente saber e fazer acontecer com um projeto de longo prazo para a educação.abs



    Vera Veríssima disse:
    13 de janeiro de 2012 às 17:45

    Olá Ricardo,
    Como sempre, amo ler seus artigos e aprecio muito sua opinião a respeito dos acontecimentos atuais e, principalmente sobre a economia…admiro e respeito muito sua opinião, pois utilizo muito suas palavras como base para argumentação na minha área de atuação. Concordo plenamente com você e, minha expectativa real, é as pessoas conseguirem ter esta mesma visão e comprovarem, nas urnas, mostrando que entendem o que estão lendo. Colocando em prática para alcançar o equilíbrio necessário ao desenvolvimento…Um abraço.



    13 de janeiro de 2012 às 17:51

    Renda per capita maior do que a dos americanos em 2021? Até onde sei a renda per capita dos americanos é de US$ 47.000 e a nossa de US$ 11.000. Se até 2021 a nossa renda alcançar os US 20-22.000 dólares já me dou por satisfeito.



    joao ribeiro disse:
    13 de janeiro de 2012 às 18:04

    Aê! ultrapassamos a Inglaterra por 0,04 tri aproveitando altissimos preços d comodities, fazendo exatamente (guardadas as proporções) que tememos q aconteça com o Pré-Sal! viva nois!



    Carlos Francisco - Salvador-Ba disse:
    13 de janeiro de 2012 às 18:05

    Muito bom Ricardo !É uma pena que falta educação ao povo para poder usufruir destes conhecimentos e não cair nas mãos de populistas que não fazem a verdadeira distribuição de renda(via melhoria dos serviços públicos)mas gastam só em assistencialismos eleitoreiros.
    Valeu!



    Wilton Alencar disse:
    13 de janeiro de 2012 às 18:30

    Ricardo, gosto muito de suas opiniões, mas dessa vez vou discordar deste artigo. Achei ele com um olhar muito positivo sobre o Brasil. Não subestime a capacidade do Brasil de fazer coisas erradas e de não aproveitar as oportunidades. Acho que vai além de 20 anos para o Brasil ter distribuição de renda e idh comparável a países de primeiro mundo. Não devemos esquecer que estamos emergindo justamente porque estamos no fim do poço e não no início dele.



    13 de janeiro de 2012 às 18:59

    Oba, todo texto que coloca um “peraí” nesse obaoba da “6a economia” tem minha simpatia. O MÍNIMO que precisa ser feito é calcular o PIB per capita… Mas esse indicador, como toda média, tb tem defeitos graves. Um chinês sozinho pode “valer” 10 luxemburgueses enqto outros mil chineses não ganham em um ano o que um lux… ganha em uma semana. O IDH chega mais perto da realidade da distribuição de bem estar – São Francisco do Conde, na Bahia, tem o maior PIB per capita do Brasil, e é uma cidade miserável… Enfim, podemos estourar champanhe, mas se não tomarmos cuidado, vamos cair na fossa de esgoto sem coleta e tratamento… Melhor continuar olhando para o chão.



    13 de janeiro de 2012 às 19:25

    Não sou pessimista a ponto de desejar derrocadas. Estamos crescendo, agropecuária, minérios exportados, carnes, etc. etc. mas nossos pés são de barro, criminalidade, analfabetismo, aplicações de dinheiro de forma equivocada. Nossos governantes ficaram tímidos para fazer comentários!!!
    No mais o conteúdo do seu artigo merece meditação séria e consciente.



    José Armando Nogueira disse:
    14 de janeiro de 2012 às 9:06

    Seria preferível ser, digamos, a décima economia do mundo e uma das três nações mais bem educadas e pacíficas do planeta.
    Será que os suiços, suecos, filandeses invejam a economia brasileira? Acredito que nenhum deles queira trocar seu modo de vida por um conjunto corrupto, ignorante, violento,com desníveis absurdos entre a extrema miséria e a riqueza opulenta e oprimida pela violência do país desigual!



    Sérgio Braga disse:
    14 de janeiro de 2012 às 10:10

    Caro Ricardo;
    Concordo com seus comentários como procedentes; gostaria de conhecer as bases com que aponta nossa economia com os níveis comentados para 2020 e 2021.
    Abços;
    Sérgio Braga



    14 de janeiro de 2012 às 10:44

    Embora, por hora, ainda não possamos comemorar o quadro futuro descrito, podemos comemorar pelas razões que existem agora. Gostei do texto, utilizou como licença, para expor uma critica pertinente em favor do informalismo de algumas atividades que são peças fundamentais do contexto de crescimento das economias emergentes. Mas gostaria de acrescentar que as atividades informais, não se restringem apenas aquelas não reconhecidas pelos critérios de avaliações, mas também são ignoradas toda uma gama de outras profissionais, do catador de lata até ao dentista, medico, advogado que sobrevivem no a sombra informalismo profissional. Não recolhem impostos pertinentes as suas áreas, não digo aqueles embutidos em produtos e serviços que contratam, mas aqueles referentes aos serviços prestados e de seus rendimentos. A intenção aqui é apenas ampliar as conseqüências e a gama destes trabalhadores que exercem força de impulsão da economia e de distribuição de renda. Penso que é a possibilidade de se reconhecer que tais trabalhos sejam o mal necessário na distribuição de renda. Mas deixo para masturbar, quer dizer, meditar a respeito disso em outra ocasião.



    Márcio Barbado, empresário, Campinas-SP disse:
    14 de janeiro de 2012 às 21:30

    Ola Ricardo,
    muito bem dito:”OPORTUNIDADE NÃO É DESTINO”. Um país que tem dificuldades em gastar o orçamento destinado a infraestrutura e precisa sempre estar remanejando verbas da infra, fica difícil fazer projeções futuras. Otimismo é bom e eu gosto, mas temos que ter parâmetros palpáveis. PIB caracteriza-se pela soma monetária de todos os bens e serviços finais produzidos,para podermos mensurar a atividade econômica.Sendo o PIB um fluxo de produção por prazo determinado, seus resultados são relativos e seco, não levando em consideração a qualidade de vida e de consumo comparativamente e tão pouco investimentos realizados para produção de bens e serviços e ainda o processo de sustentabilidade.Ainda teríamos que considerar em nossas projeções o Produto Nacional Bruto (PNB), basicamente pela renda líquida enviada ao exterior e seu retorno,entradas e saídas de capital do país. Quero aqui fazer eco a sua frase que realmente “oportunidade não é destino” e o processo de sustentabilidade econômico e financeiro do Brasil, esta diretamente ligados a potencialização dos investimentos em infraestrutura com profunda transparência dos atos,até para o empresariado ir se preparando qto aos seus projetos e investimentos. Gde Abç – Márcio Barbado



    Jairo Euzebio disse:
    16 de janeiro de 2012 às 9:24

    Extremamente oportuna esta matéria. Realmente o Brasil ainda tem muito que melhorar no quesito IDH. Enquanto tivermos altas cargas tributárias, deficiência no sistema de saúde, péssima qualidade em educação, altos índices de violência um país quase que por inteiro com uma precária infraestrutura com certeza ser a 6ª economia do mundo não um significado igual para todos.



    Maria Gorette F. Brennand disse:
    20 de janeiro de 2012 às 16:51

    No âmbito da economia e com larga experiência, você tem uma visão abrangente! Mas não acredito que 2012 seja um ano de decepção, vai ser um ano de mudança, quando o assunto é crise sempre tem alguém que perde e outro que ganha com ela. Agora o economista é você eu prefiro pegar carona pelas razões certas… Abraço



    Carlos Frederico Paiva disse:
    24 de janeiro de 2012 às 19:44

    Caro Ricardo, gosto de suas opiniões e sempre te acompanho no Manhattan Connection, entretanto tenho de fazer alguns comentários que não estão na linha dos demais, aqui postos, que só contêm elogios. Acho que você não é o tipo que precisa de bajulação. O cálculo do PIB inclui a economia informal. Você poderia discutir se os métodos de cálculo são precisos ou não, mas não pode negar que eles existam. Seu artigo aborda o tema de forma correta, mas parte uma uma premissa errada em relação ao cálculo do PIB. Abraços!



    Durvalino disse:
    28 de janeiro de 2012 às 16:49

    de fato não devemos dormir sobre os louros da vitoria.
    o principal não mexemos e não há previsão de mexidas: REFORMAS ESTRUTURAIS.
    enquanto o país desponta em algumas areas as ditas reformas deveriam estar sendo tocadas em paralelo.
    essa falta de ação vai fazer falta lá na frente e o país vai cair num vácuo já ja …



    31 de janeiro de 2012 às 16:59

    Belo texto, super esclarecedor e importante para manter as pessoas de pés no chão, pois há muito ainda a ser feito.



    rubens werdesheim disse:
    2 de fevereiro de 2012 às 18:49

    Meu caro , sempre houve dois Brasis .

    Enquanto Brasil de cima não entender o Brasil de baixo nada vai mudar.Talvez depois de mais 500 anos .



    Eduardo disse:
    7 de março de 2012 às 10:07

    Prezado Ricardo,

    Seu texto é muito preciso e muito difícil de ser contestado, pois traz argumentos sólidos para demonstrar as razões do desenvolvimento que conseguimos nos últimos dez anos. Além do contexto internacional, acho que o atual governo teve méritos com a política de redução da pobreza por meio de subsídios. O mais importante, entretanto, é dizer quais são os passos que o Brasil deve adotar para aproveitar o máximo essa conjuntara favorável. Você diz que em vez de comemorar, “deveríamos nos preocupar em criar as condições para que este desenvolvimento potencial se torne realidade”. Que condições são essas afinal? Reforma Tributária, Previdenciária? Desburocratização? Acho que esse assunto rende vários outro artigos.



    Alex disse:
    30 de julho de 2012 às 11:38

    Sinceramente não acredito que nossos índices sociais e economicos serão “espetaculares” ao fim da década, pois não temos o hábito de dividir socialmente. Nossos avanços ocorreram de aproveitarmos as oportunidades que apareceram e que podem continuar ou não, concorrência é assim mesmo. Deveríamos é claro investir muito na nossa educação, nas estruturas das cidades, tecnologia e gestão para que possamos efetivamente realizar grandes coisas. Se hoje estamos com uma renda per capta um pouco acima da média mundial, amanhã poderemos não estar mais mas o nível social este sim ainda é ruim. Nós, o Brasil, não conseguimos realizar, produzir, serviços e produtos como a Inglaterra, França e Alemanha que estão apenas um pouco acima de nós no contexto macroeconomico, se é que me faço entender. Éramos pobres a algumas décadas atrás e hoje somos classe média mais ainda vivendo ainda como pobres.



    Jáder disse:
    6 de agosto de 2012 às 17:09

    Concordo que não devemos comemorar antecipadamente, mas há sempre aqueles que preferem ver o copo meio vazio que meio cheio (o que não é o caso do articulista, que reconhece os avanços ocorridos desde 2002).
    Sim, temos que continuar a criar as condições para que no futuro possamos, de fato, comemorar!



    Joey disse:
    19 de fevereiro de 2014 às 22:54

    O Brasil a cada dia que se passa fica ainda pior! Um país governado por políticos ladrões que não fazem nada para a população. Saúde é um lixo, educação nem se fala. Segurança não temos nenhuma, os bandidos que mandam! E ainda tem gente que acha que o Brasil tem futuro!! kkkkkkkkkkkkk!!!! Alienados!!! Devem ser esses porcos sustentados pelo bolsa família que não fazem nada, a não ser se reproduzirem para colocar mais gente inútil no mundo.



    Mario de Sampa disse:
    2 de julho de 2014 às 10:54

    Boa análise. Mas porque colocar o tal poeta bruguês que áté hoje (entre um gole e outro) não se sabe se é comuna ou capitalista!!!



    Mario Fukuoka disse:
    2 de julho de 2014 às 23:42

    Nota mil !!!
    Eu sempre achei que a nossa economia informal não é levada em conta no cálculo do nosso PIBÃO.
    Isso aqui é um gigante hibernando !!!



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