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Nunca desperdice uma crise

postado em Artigos


07/2014

Revista IstoÉ

Por Ricardo Amorim

 
Crises são parte da vida de qualquer pessoa, país ou seleção. Elas são importantes. Sinalizam que algo está errado e precisa ser melhorado. Elas clamam por mudanças. Se reconhecidas e respondidas corretamente, elas nos fortalecem. Se ignoradas, aprofundam-se e se repetem até que, finalmente, aprendamos a lição.
 
Nossa crise mais recente veio com o Alemanha 7×1 Brasil. Já tive a sorte de ver o Brasil ganhar duas Copas. Espero que isto se repita mais algumas vezes. Ainda assim, temo que minhas recordações do trauma da derrota para a Alemanha serão ao menos tão fortes quanto as de nossas conquistas.
 
A Alemanha não ganhou a Copa só no campo. Ganhou no marketing e principalmente, no planejamento. A vitória alemã começou 14 anos antes, com um projeto de busca e desenvolvimento de talentos. Hoje, a Alemanha tem o dobro do número de jogadores que nós, apesar da população brasileira ser duas vezes e meia a alemã. A média de público da segunda divisão do campeonato alemão é maior do que a do Brasileirão. A Alemanha construiu seu próprio centro de treinamento na Bahia, com direito a campo com gramado cortado a laser. A análise do desempenho de cada jogador e da equipe em cada treinamento é feita com software desenvolvido só para isso. Resultado? Ganhou a Copa, mesmo com uma seleção sem craques, mas com muitos bons jogadores, preparo tático e técnico e espírito de equipe.
 
Quais as resposta brasileiras à crise? Substituir o treinador pelo treinador que perdeu a Copa anterior!? A sugestão do governo de expandir o modelo de intervenção pública, que não tem funcionado na economia, ao futebol?! Espero estar enganado, mas desconfio que estamos desperdiçando a crise por incapacidade de fazermos mudanças reais.
 
Esta mesma incapacidade me traz a outros campos, onde a goleada da Alemanha é maior e mais grave. O que choca mais? Perdermos de 7 a 1 da Alemanha na Copa ou sermos massacrados por ela e tantos outros países em educação, renda per capita, produtividade, IDH, expectativa de vida e infraestrutura?
 
O que temos a aprender com a Alemanha nestas áreas mereceria um livro, mas como só tenho uma página, destaco o mais importante, começando pela educação. Assim, como o modelo do futebol alemão foi montado para gerar uma seleção e um negócio de futebol vencedores, ao invés de apenas alguns craques, o modelo educacional alemão diferencia–se pelo melhor ensino técnico do planeta, não por universidades de ponta. Assim, o país conquistou a liderança global em tecnologia e inovação.
 
O planejamento e implementação que culminaram com a conquista da Copa levaram mais de uma década. Tampouco, as metas da política econômica alemã são de curto prazo. Quando a economia patinou, após a unificação do país, o governo não exagerou nos estímulos fiscais ou foi leniente com a inflação, comprometendo sua capacidade de crescimento futuro, como o Brasil andou fazendo. Para ganhar competitividade, a Alemanha apostou na produtividade e investiu em qualificação profissional, infraestrutura, flexibilização de leis trabalhistas e melhora do ambiente de negócios, ao invés de tentar desvalorizar sua moeda e reduzir a competição, encarecendo produtos importados ou impedindo os alemães de comprarem produtos no exterior.
 
Hoje, estas lições importam mais do que nunca. Segundo pesquisas, sete em cada dez brasileiros querem mudanças no país. No entanto, as mesmas pesquisas mostram a Presidenta liderando as intenções de voto para as eleições de outubro. A aparente incoerência se explica pelo fato da população não ver na oposição as mudanças que almeja.
 
Isto me traz de volta ao exemplo alemão. Lá, não se busca salvadores da pátria e balas de prata. As mudanças são fruto de planejamento, paciência, perseverança e trabalho.
 
Espero que não tenhamos de tomar outros 7 a 1, como o que a inflação dará no crescimento do PIB neste ano, para aprendermos esta lição.
 
Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

 
 





    Luis Felipe Camargos de Sousa disse:
    31 de julho de 2014 às 22:11

    Excelente, como sempre!!!



    Rosmari disse:
    31 de julho de 2014 às 22:21

    Excelente artigo ( como sempre). Disse tudo em poucas palavras. Acho difícil vermos nosso país aproveitar positivamente as crises, enquanto tivermos um governo como este…



    LUIS TENTARDINI disse:
    31 de julho de 2014 às 22:34

    Uma excelente reflexão à espera de nossos governantes.Será que eles leram? e se leram será que entenderam?



    Marcos disse:
    31 de julho de 2014 às 23:01

    O Brasil não gosta de crises, ignora-as e não aprende nada com elas.



    Igor Dias disse:
    31 de julho de 2014 às 23:39

    Enquanto que o brasileiro não entender a “roda” do capitalismo, onde a base de tudo é a melhoria continua, a excelência na comercialização de produtos e serviços que geram os impostos, onde as melhores cabeças deviam estar produzindo para a sociedade, trabalhando no máximo do seu potencial, estaremos sufocando o crescimento do país e rumando para a verdadeira crise, que será a do funcionalismo público.
    O governo atrai as melhores cabeças, estimuladas pelo sonho de trabalhar pouco, ganhar bem e não correr o menor risco de serem demitidos por improdutividade. Com isso, a iniciativa privada fica seriamente desfalcada desses talentos, que desperdiçam seu potencial com funções que nem de longe os desafiam, inchando a máquina do Estado, ineficiente e extramente cara.
    Enquanto isso, o empresariado tem que aturar a extrema ineficiência dos órgãos públicos, que nem de perto está alinhado com as necessidades e velocidade da sociedade atual.



    Alessandra Ferreira Cercal disse:
    31 de julho de 2014 às 23:49

    Toda essa epopéia que foi o 7X1 deveria mostrar ao Brasil que este é o resultado do famoso jeitinho brasileiro… Planejamento zero, ações baseadas no improviso, falta de pragmatismo e racionalidade… O jeitinho brasileiro,não mais bonitinho, engraçado, ele é desastroso e invariavelmente, como pode ser provado, causa tragédias vexatórias como a derrota no futebol. E temos a mesma cultura em tudo…
    Espero que as pessoas aprendam essa lição para as suas vidas. Já seria o início de uma revolução cultural no nosso país.
    Mais do que criticar a apatia das nossas lideranças neste momento de crise( reconhecido fato), devemos repensar nossos valores mais íntimos e nos espelhar no “jeitinho alemão” de viver: com muito trabalho, preparo, disciplina e, contudo, como surpreendentemente vimos… sem perder a simpatia! Prosit !



    Alexandre Henrique disse:
    1 de agosto de 2014 às 6:57

    Excelente artigo.
    Essa geada, não a da Copa, mas aquela que realmente importa está sendo humilhante!
    A incapacidade de reação deste DESgoverno atual irá deixar um atraso imenso no desenvolvimento do nosso país e vai deixar a verdadeira herança maldita que diziam ter recebido do governo tucano.
    Parabéns pela matéria!



    João Batista Campos disse:
    1 de agosto de 2014 às 7:52

    Na Alemanha os políticos são representantes das aspirações populares e pensam como um “time”.
    O Brasileiro vê na politica a possibilidade de ter um bom emprego público,com direito a mordomias,bajulações e principalmente impunidade.



    Jacira Mesquita disse:
    1 de agosto de 2014 às 18:48

    Muito boa sua análise! Será q algum dia iremos alcançar um nível de desenvolvimento q proporcione bem estar a todos os brasileiros? Nossa história recente nos mostra que as mudanças por aqui acontecem num ritmo lento demais. Eu realmente não entendo porque. Estou vivendo a sexta década de minha vida e tenho presenciado esperança seguida de desesperança, e de novo esperança e desesperança e de outra vez o mesmo, ad nausea…



    Mario Venditi disse:
    1 de agosto de 2014 às 22:07

    Boa analogia. Sempre te vejo como um talento em desenvolvimento e que ainda não está “no ponto”. Mas umas pitadas aqui neste pequeno devaneio maravilhoso, merece meus sinceros parabéns, mesmo que numa única página pode me dar o sabor do que seira um livro bem interessante.



    Baulo Bastos disse:
    1 de agosto de 2014 às 23:28

    Quanto por cento das pessoas que tem acesso a sua às suas reflexões entendem seu pensamento. Iniciemos por aí. Os brasileiros gostam de ver figuras e não são afetos à leitura. Planejamento é coisa pra gente grande, e os grandes são, hoje, nem sei mais pelo menos eram, os militares e alguns expoentes mortos. Minha diarista diz que quando estamos no fundo do poço temos que cuidar com possíveis desbarrancamentos. Sua matéria é muito bem feita parabéns.



    Maria Helena disse:
    2 de agosto de 2014 às 10:07

    Excelente artigo . Esta reflexão foi feita por vários de nós
    Cabe a vocês economistas ” martelar ” os caminhos e mudanças a serem trilhadas . Porque o governo, esse acho que está patinando e já sacou pelo visto todos
    os ” recursos ” que conhece e não se deu conta de que deve eliminar a arrogância e buscar aliados que possam de fato ajudar a planejar um Brasil sólido



    Ulisses Schemes da Silva. disse:
    2 de agosto de 2014 às 11:17

    Não fomos todos que perdemos a copa e não somos todos que se preocupamos com isso; penso que uma grande maioria quer um pais melhor e mais digno, mas desgraçadamente somos subjulgados por mandantes que se vendem a qualquer custo. Não se impõem ao povo Alemão, não é toda a sociedade que responde e sim aqueles que a controlam, Angela Merkel e seus pares trabalham para um interesse coletivo de dominar e não ser dominados. Diferente de um inacio que quer para si e para os seus, hoje somos um pais de inacios, subjulgados por um bando de corruptos que se elegem pensando como e quanto vai tirar de proveito, não vejo sinal de mudança. Se a mediocre continua no poder a conta vai ser paga, se outro assume a conta vai ser paga e não haverá felicidade, pois o pt já se alastrou no pais como um câncer, esqueçam por uma geração ou duas a palavra mudança, só nos resta tentar salvar estes que estão chegando agora e esperar a morte de lulinha.



    Ricardo Colen disse:
    4 de agosto de 2014 às 2:01

    Resumindo, queremos mudanças mas não queremos mudar. Queremos apenas que as coisas aconteçam, se fazer nosso papel.
    Se a Alemanha pode se vangloriar ou receber glórias por uma admirável campanha na Copa, é certo que resolveu problemas em casa antes disso tudo, fato que faz com que sua vitória seja limpa e indiscutível. Se o Brasil fosse campeão, a exemplo, com certeza ainda estaríamos discutindo a integridade da organização do Mundial e a moralidade da arbitragem, e, de quebra, ainda diríamos dos alemães: “perderam a Copa mas ganham em educação, economia, IDH, saúde e etc”.
    Mas o brasileiro não está preparado ainda para ser uma Alemanha. Diria que ainda não está preparado para ser nem mesmo Portugal ou Itália, que amargam índices bem inferiores na zona do Euro. Não temos problemas apenas “concretos”; temos doenças dentro de nós (brasileiros) que não conseguiremos curar tão logo o “sonho brasileiro” enfim chegue. Os alemães evoluíram e essa evolução não aconteceu após sua derrota nas duas grandes guerras. Eles são uma nação afinada com o trabalho a muito tempo. Nós brazucas, a exemplo de nossos conquistadores e posteriores colonizadores estamos aprendendo o valor do trabalho agora. Não sabíamos o que era isso antes da Era Vargas. Antes dela ou escravizávamos ou eramos escravos. Pouca coisa mudou desde então, ao menos no âmbito conceitual. Precisamos abandonar esse vício de coisas fáceis e jeitinho pra tudo e seguir o exemplo do alemães, sermos pessoas do trabalho, da vontade de crescer por um povo, uma nação e não apenas por nossa família e nosso bem estar. Se conseguirmos isso, o futebol, o IDH, a saúde e o resto se ajeita. E como se ajeita!



    4 de agosto de 2014 às 8:25

    Tenho um empresa no setor da indústria do vestuário. Atuamos há mais de 20 anos, 100% na formalidade e o que ganhamos em 5 anos pagamos para o governo em forma de tributos em um ano. minha cidade tem cerca de 28.000 habitantes, falta gente para trabalhar em vários setores. no entanto, seguro desemprego e bolsas são pagas mensalmente, acomodando pessoas que poderiam estar produzindo e ajudando a melhorar as próprias condições de vida e do contexto geral.Não existem políticas publicas voltadas aos verdadeiros interesses do pais. São, infelizmente, quase na sua totalidade, de interesses político eleitorais. Se não fizermos as reformas estruturais do governo e das legislações tributárias e trabalhistas, seremos eternamente o que somos hoje: saco de pancadas.
    Parabéns pela matéria e pelo coerência nos assuntos abordados.



    Luiz Eduardo disse:
    4 de agosto de 2014 às 8:40

    Muito bom o artigo.
    Pela forma clara como foi escrito e também por destacar nosso principal desafio, que é a educação – base de todos os demais.
    Se há consenso e todos sabemos que tudo começa com Educação, por que não se faz nada?
    Um pena que a pergunta foi apenas retórica.



    Edvaldo Brasileiro disse:
    4 de agosto de 2014 às 8:43

    O problema das intenções de votos é que abrange uma grande parte de eleitores favorecidos de alguma forma pelo governo atual. seja pela bolsa família, sindicalistas, sem terra, sem tetos, ou de qualquer outra forma que vivem as expensas do governo. O Brasil precisa de um estadista governando este grande Pais. Que pense em Planejamento, Educação, Conhecimento. Que tenha coragem de implementar Leis severas e punitivas contra a corrupção que corroem as bases estruturais deste Pais. Olha o que fizeram com a Petrobras. Não só pela politica de preços, mas pelas negociatas, cabide de empregos, etc… E o que dirá da CEF, BB e Vale ? Até quando ? É difícil.



    Marcos Mendoça disse:
    4 de agosto de 2014 às 9:00

    Excelente reflexão. Mesmo quem não goste de futebol entende plenamente que o planejamento alemão trouxe resultados – e continua trazendo não apenas no futebol, mas em tantos outros setores sociais e da economia. Eles estão de parabéns e precisamos aprender – e aplicar rapidamente – pois estamos a caminho de mais uma grande crise: acima de tudo, de CREDIBILIDADE, de inflação, de baixo crescimento, de falta de educação, entre outros.

    Mas só uma última reflexão de um comentarista esportivo: felizmente ganhou um país com futebol mais organizado, agressivo, planejado e simpático. Mas….isso não é regra. O Brasil ganhou em 2002 com base em individualidades (o Brasil estava mais organizado nessa época?). Em 2006 ganhou a Itália, sem um futebol brilhante e com um campeonato nacional decadente e cheio de escândalos. E por último em 2014: a Argentina, com futebol medíocre, chegou à final, teve as melhores chances e…tem uma organização semelhante ao do Brasil no futebol – acho que até pior. E olha que quase levaram….
    Verdade, nos últimos anos Alemanha e Espanha foram os países mais estruturados no futebol. Que as nossas mudanças no futebol não fiquem apenas na troca de técnico, pois se os outros países aprenderem com o ótimo exemplo de Espanha (mesmo considerando a saída prematura desta última Copa) e Alemanha, além da França, que também está indo no mesmo caminho, estamos FRITOS!
    Aliás, já estou imaginando os próximos jogos com Argentina e Colômbia programados para setembro-2014. Será que a maldição dos 7 X 1 ainda terão repercussão este ano? Ufa, pelo menos esses jogos serão na China!



    Natil Bado disse:
    4 de agosto de 2014 às 9:13

    Muito bom Ricardo.

    O gigante adormecido, já passo da hora de se acordar.



    4 de agosto de 2014 às 9:24

    Como sempre as materiais do Ricardo sao excelentes e motivo para reflexao. O problema que a turma la de cima so sabe ler DOU para ver se tiveram promocoes, se o butim vai aumentar, quem esta dando o que para quantos e assim vai. Mesmo que eles entendam certamente nao terao interesse e mais uma vez o trio eletrico passou e que deveria ir atras no foi, morreu!!1



    Alexandre Goldmeier disse:
    4 de agosto de 2014 às 9:30

    Mais um Excelente artigo! Análise perfeita do que se deve fazer quando se quer atingir um objetivo. Seria muito bom se este artigo chegasse às massas, creio que com a analogia feita ao fracasso no futebol, ficaria mais fácil que o “povão” entendesse a verdade sobre a política econômica atual.



    4 de agosto de 2014 às 9:54

    Gostei da reflexão, porém não gostei da posição. Você poderia conquistar mais pessoas se fosse um pouquinho mais isento. Gostaria que você refletisse também sobre o que o atual governo avançou em termos de investimentos em educação, moradia, geração de empregos e uma série de outras coisas, como por exemplo, o aumento da renda dos mais pobres que hoje estão acessando produtos e serviços que não acessavam.
    O processo de mudança é lento mesmo e, se é verdade que, de cada dez, sete quer mudanças, a verdade deve vir das urnas!!!
    O Brasil sempre foi governado pela elite, que nem de perto passou pelos resultados que o Brasil alcançou nos 03 últimos governos.
    Mas gostei da reflexão sobre o time alemão que nos deixa o exemplo de como montar uma equipe e de como planejar para resultados de longo prazo.



    4 de agosto de 2014 às 9:57

    E só para registrar, Empreendedorismo também é minha praia!!!



    4 de agosto de 2014 às 12:21

    Nada a acrescentar, Ricardo.

    Espero apenas que as suas palavras ecoem por esse Brasil afora e possam, de alguma maneira, ajudar o nosso povo a entender que somente com muito trabalho, preparo e disciplina, poderemos construir o país com que sonhamos.

    Grande abraço.



    Jussara Fagundes disse:
    4 de agosto de 2014 às 13:35

    Fantástico!



    Sebastião Gil disse:
    4 de agosto de 2014 às 21:36

    Ola Ricardo, parabéns, e o que sempre me impressiona é que será que estes também são os interesses dos que se postulam ao cargo de Presidente, nas eleições?



    José Armando Nogueira disse:
    5 de agosto de 2014 às 8:07

    Como sempre tem demonstrado, Ricardo Amorim tem grande capacidade de estabelecer analogias. É uma forma bíblica de ensinamento. Derivativo da parábola. Pois é, a lição está posta à mesa. Nos dois campos. O temor permanente é a incapacidade de lideranças de governo aprenderem a lição. Independente de partidos. A iniciativa privada, ainda que lentamente, costuma aprender mais rápido. Eu mesmo já vislumbrei um ato de reflexão e necessidade de correção de erros que não podem se repetir em meu pequeno negócio. Sob pena de eu tomar uma goleada. Então, me resta agradecer ao alerta e parabenizar o Ricardo Amorim. Obrigado.



    Hamilton disse:
    5 de agosto de 2014 às 15:22

    Caro Ricardo: os alemães já insuflaram duas grandes guerras com esse seu “jeitinho disciplinado de ser”. E morreu um bocado de gente. Eles também criaram seu semi-deus. Enfim, todos cometem erros… Abraço.



    Wlado Teixeira disse:
    5 de agosto de 2014 às 18:55

    E sempre lembrando que o único índice aparentemente bom da economia brasileira, que é a relativamente baixa taxa de desemprego , só é baixa porque a produtividade no Brasil é tão baixa , que pra fazer o mesmo produto/serviço é preciso de 3 trabalhadores brasileiros , onde em outros países basta um trabalhador . E também lembrando que os “sem trabalho / sem escola” não entram na estatística como desempregados .



    Igor Pires disse:
    10 de agosto de 2014 às 20:07

    Excelente artigo, Ricardo, como de costume. É interessante notar como os brasileiros em geral ficaram traumatizados com o resultado do jogo entre as seleções brasileira e alemã, mas não causa sequer desconforto a milhões de brasileiros a “goleada” educacional, tecnológica e cívica do povo alemão sobre o povo brasileiro. Impressionante o nível de alienação do povo brasileiro…



    Valmor disse:
    11 de agosto de 2014 às 18:10

    Infelizmente precisamos mudanças, especialmente, na esfera da educação que é a base de planejamento a médio e longo prazo para um crescimento sustentável. Parabéns pela matéria.
    Ab.



    Marildo Areas (a.k.a. Mário Dárius) disse:
    15 de agosto de 2014 às 18:36

    “Que crise? Aqui nunca teve crise, aqui sempre teve roubo…”



    18 de agosto de 2014 às 11:54

    Admiro a forma como colocou principalmente no tocante a educação técnica e tecnológica em nosso pais muito deficitária. Em um país historicamente com graves problemas na educação primária certamente não está preparada para um modelo educacional imposto pelo nosso governo assistencialista voltado somente a objetivos eleitoreiros.
    Espero que este estado de passividade e alienação de nosso querido povo brasileiro.



    Luiz Oliveira disse:
    21 de agosto de 2014 às 23:11

    Excellent Ricardo!as always right on target! One day, who knows, people like you will be on top of the government, driving this country to the first world! Impossible? Never! difficult, for sure, but an achievable goal for sure! A a pleasure to read you my friend!



    alessandro bortman disse:
    24 de agosto de 2014 às 14:03

    Em resposta ao sr. Hamilton:
    A negligência na area da saúde e educação no Brasil faz morrer muito mais gente do que nas duas guerras. E uma coisa nao tem nada haver com a outra. O Brasil tb liquidou com o Paraguai e por isso temos um Hitler??
    O sr.”viajou” muuuuito.



    Marcos Bonfante disse:
    9 de outubro de 2014 às 9:13

    Excelente. Liderancas com pensamento arcaico. Agora, 7 x 1 da inflacao no PIB… kkkk. Muito bom. Mas ta mais pra 8 x 0.



    Fabrício Vimercati disse:
    30 de outubro de 2014 às 9:56

    Parabéns..
    Suas análises são de longe concretas .. E as analogias são claras …
    Sempre ótima leitura ..



    Joca disse:
    31 de outubro de 2014 às 9:16

    O grande problema Ricardo do nosso modelo atua é o de apresentar as coisas através de um prisma maniqueísta. E como esses se apresentam o como o “bem” não teriam como estar errados. Nessa abordagem qualquer guinada em outra direção é assumir o embuste.



    Alfredo Avelino Ayres disse:
    25 de janeiro de 2015 às 20:04

    Tenho proposto a discução: Imposto é necessário em uma democracia, (a questão da boa ou má aplicação dos recursos é outro tema). Porém, é necessário aumentar a arrecadação com IMPOSTOS DIRETOS, e o IMPOSTO DE RENDA É UM DELES, mas é necessário ampliar as faixas de tributação, (chegando a 50%, 60%). E JÁ PASSOU DA HORA DE IMPLANTAR O IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS. Lembrando a você que grande fortuna só tem em país capitalista e que o Brasil não seria o primeiro a implantar este imposto.



    Alfredo Avelino Ayres disse:
    25 de janeiro de 2015 às 20:09

    Uma observação que a meu ver é fundamental: Imposto de Renda e Sobre Grandes Fortunas são tributos DIRETOS, não afetam o custo da produção. Por isto entendo que esses tributos devam substituir os aumentos que ora se fez nos tributos indiretos. Os indiretos geram inflação, que, juntamente com as demais medidas tomadas pelo Ministro Levy vão nos levar à recessão e à quebra da pequena e média empresa, principalmente as industrias de pequeno e médio porte, que são satélites de grandes multinacionais.



    HECTOR disse:
    8 de fevereiro de 2015 às 12:03

    Uma excelente reflexão…



    19 de fevereiro de 2015 às 20:55

    Prezado Ricardo. Vivemos num mundo ultra-neoliberal, onde o lobo homem devedora o homem! Senão externa a crise por interesse exclusivo hegemônico, esta ocorre internamente por interesse da corruptela. Cito, o golpe 64, petróleo de 73, default 88 !?!, asia 97, cx fluxo 0 – FHC em 2002, subprime 2008. Bem amigo, que aprendemos? Nada! Somos resignados, cada qual com seu “umbigo”. Enquanto na “sala de justiça”, contam no bolso o meu dinheiro! abraços fabris.



    José Waisel disse:
    23 de março de 2015 às 12:47

    A Seleção alemã de futebol só nos venceu porque persistiu em seu planejamento, corrigindo erros e estruturando resultados, basta lembrar que eles batiam na trave desde 2002, quando foram vices, nas copas seguinte ficaram em terceiro, mas a equipe técnica não foi trocada.



    26 de março de 2015 às 10:22

    […] econômica não apenas tem solução. Ela é a solução para a crise moral que vivemos. Sem uma crise de tamanhas proporções, dificilmente a sociedade brasileira se mobilizaria para mudar o país. […]



    Diego Sallun disse:
    14 de abril de 2015 às 16:38

    O grande problema do Brasil é de que os Brasileiros (a maioria) fazem tudo “Nas Coxas”, e não há país que aguente essa falta de compromisso e responsabilidade.



    Davi disse:
    20 de abril de 2015 às 11:02

    Excelente artigo, eu acredito fortemente que são as crises que filtram os empreendedores verdadeiros dos aventureiros.



    17 de maio de 2015 às 10:00

    As crises sempre virão e ao partirem irão deixar mudanças significativas pois nada será mais como antes fora o importante é saber reconhecer e aceitar elas de forma integral e para sempre definitivamente.



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