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Um país de Antônios

postado em Artigos


Revista IstoÉ

05/2014

Por Ricardo Amorim

 

Antônio Belo é um cara bem sucedido. Aos 34 anos, ocupa um cargo de alta gerência em uma multinacional, tem prestígio e um bom salário. Com isso, conseguiu financiamento para comprar um bom apartamento e um carro bacana, que são muito desfrutados. Infelizmente, além das dívidas dos financiamentos do apartamento e do carro, Antônio também deve no cartão de crédito e no cheque especial e não sabe nem o tamanho das dívidas, nem quanto paga de juros.

 

Pessoas como Antônio, que mesmo ganhando bem, estão atoladas em dívidas são raras, certo? Infelizmente, não. Uma pesquisa exclusiva com 1555 brasileiros entre 18 e 60 anos das classes A, B e C em 255 municípios da minha empresa, a Ricam Consultoria, em parceria com a Ilumeo descobriu que os Antônios são a regra, não a exceção. Mais importante, ela aponta a principal causa do Brasil ter se tornado um país de Antônios: o analfabetismo financeiro.

 

O mau desempenho da educação no Brasil não é novidade para ninguém, porém um aspecto importante costuma ser relevado. Falta ensino sistemático em finanças pessoais desde nosso ensino básico. Nunca chegamos a aplicar em nossas vidas a maior parte do que aprendemos na escola, mas não aprendemos ou aprendemos mal algo que usaremos em toda a vida, finanças pessoais.

 

No Brasil da hiperinflação, as opções na vida financeira das pessoas eram limitadas e os horizontes curtos. Todos sabiam exatamente o que fazer com dinheiro. Assim que você recebia o salário, você comprava tudo que precisava porque já no dia seguinte tudo estaria mais caro e no final do mês, talvez, você só pudesse comprar metade do que comprou no dia 1º. Praticamente não havia oferta de crédito. Portanto, ninguém poderia se endividar, nem que quisesse. As opções de investimento também eram limitadas e de curtíssimo prazo, lideradas pelo overnight – investimentos em renda fixa renovados diariamente.

 

Há 20 anos, a hiperinflação ficou para trás e a realidade financeira no país mudou radicalmente. Acesso a crédito deixou de ser um problema, permitindo que dezenas de milhões de brasileiros comprassem produtos e serviços que antes só faziam parte dos seus sonhos. Por outro lado, com crédito farto, mas conhecimentos financeiros limitados, muitos se endividaram além das suas possibilidades. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), hoje duas em cada três famílias brasileiras têm dívidas.

 

Mais grave, a pesquisa Ricam-Ilumeo indicou que dos que devem no cheque especial, por exemplo, 7 em cada 10 não sabem quanto pagam de juros e um em cada três não tem nenhum tipo de planejamento em relação a em quanto tempo pretende pagar as dívidas. Eu não conheço ninguém que compre um produto sem nem saber quanto custa, mas a maioria das pessoas faz exatamente isto quando se endivida. Apenas um em cada três brasileiros anota e controla seus gastos.

 

Se o quadro é preocupante com relação a gastos e endividamento, não é melhor em relação a poupança e investimentos. 43% dos pesquisados nunca ouviram nenhuma dica ou orientação financeira. Apenas 12% já investiram em previdência privada. Em um país em que a solvência da previdência pública daqui a algumas décadas está longe de ser garantida, não planejar a aposentadoria pode custar muito caro.

 

Pior, apenas 3% já investiram em ações, contra 64% que já investiram na caderneta de poupança. Infelizmente, em períodos longos de tempo, a segurança da caderneta de poupança acaba custando muito caro. Tanto nos últimos 10 anos quanto nos últimos 20 anos, a rentabilidade da poupança ficou para trás da dos títulos públicos, dos CDBs, da Bolsa, dos imóveis e do ouro.

 

Felizmente, cada vez mais, instituições financeiras, como bancos e corretoras, e empresas em geral investem na capacitação financeira de clientes e funcionários. Bancos, por exemplo, não têm interesse em que as pessoas se endividem além do que podem pagar, pois neste caso, acabarão levando calotes. Para as empresas, funcionários com problemas financeiros são muito menos produtivos porque sua atenção não está no trabalho.

 

O que nossa pesquisa sugere é que o trabalho de alfabetização financeira de nossos Antônios é cada vez mais urgente e importante.

 

Ricardo Amorim

Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro entre os melhores e mais importantes palestrantes mundiais segundo o Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com

 





    Antonio disse:
    8 de maio de 2014 às 23:37

    Antonios, Joãos, Joaquins, Pedros…



    Xandó, WP disse:
    9 de maio de 2014 às 21:01

    Matéria extremamente interessante e pura, ou seja, VERDADEIRA!
    Infelizmente me parece que tudo no Brasil se resulta em “aparências”! Seguem a filosofia da propaganda do refrigerante: “Imagem é Tudo!”; eu até concordo, desde que a “imagem” seja a verdadeira!
    Esta matéria merece atenção especial e colocada em pauta geral, pois por vezes, eu me sinto um” Antonio”, e nos últimos 5 anos, até que por outra situação inesperada ocorrida em meu percurso, trouxe me em situação que vai além das dívidas, mas até a ausência do capital para mantê-las em giro! E tudo isso pela ausencia do habito, do interesse e porque nao dizer sobre o desconhecimento de ferramentas e o emprego destas para um melhor preparo!?
    Esta ausência de conhecimentos no Brasil se dão não somente nas finanças como na política!

    Parabéns pela matéria !

    “ANTONIO”



    Antonio Saraiva Muniz disse:
    11 de maio de 2014 às 16:04

    Educação financeira, fundamentos de administração: organização e método, em todos os níveis escolares.



    12 de maio de 2014 às 8:45

    Caro Ricardo

    Parabéns pelo conteúdo publicado.

    Abraços

    Marcius Vitale



    Wilson Sales disse:
    12 de maio de 2014 às 8:50

    Prezado Ricardo.

    Você, acertadamente, aponta para a base de tudo, a educação. Poderíamos fazer um longo e exaustivo detalhamento acerca do assunto, porém, no Brasil, falar de educação é chover no molhado.Isto é do conhecimento geral. Digo, no entanto, que às classes dominantes não interessa que a população se esclareça, pois a motivação é outra, quanto mais ignorante mais dependente. Por outro lado, setores que deveriam ser o sustentáculo para o país e a sociedade, estão calados, parecem ser coniventes com a situação. Tenho a impressão de que estamos mergulhados no caos. Noutro dia assistia a um globo news painel e tanto o apresentador quanto os participantes, debatendo questões cruciais, sorriam. Isto demostrou o quanto as elites brasileiras estão deixando o barco à deriva e não se importam, porque depois alguém paga a conta. Uma das graves questões brasileiras chama-se favelização em todos os níveis sociais. Teríamos que desfavelizar o país. Nós nos acostumamos com o feio, a miséria, o caos urbano, o lixo nas ruas, uma sociedade deseducada, um cada um por si, bandidos por toda parte, a “cultura da porcaria tomou conta do país” e a mentira sendo dita descaradamente. Não vislumbro solução, porque o país foi destruído em seus valores. Pessoas desqualificadas e outras com qualificação defendem o indefensável. A mídia orquestrada por seus interesses adentra nas mentes das crianças dos idosos e destrói valores e implanta o imediatismo, o mundo do faz de conta, o modismo das novelas e sua “realidade destrutiva”. Não iremos a lugar algum. Seremos (já somos) quintal das necessidades do mundo. Não existe amanhã para este país.



    12 de maio de 2014 às 8:59

    Prezado Ricardo,
    Brilhante mais uma vez com o tema “Antonios”. Parece-me que uma maquina de desinformacao e marketing passou pela cabeca dos brasileiros. Nao conseguem enxergar um palmo a frente a nao ser o consumismo desenfreado, atendimento ao apelo dos organismos financeiro que mostram dados ficticios numa manobra para que o publico continue comprando para que a industria automobilistica nao para de trabalhar, que nao dispense funcionários, ao inves de investir em tecnologia. O como bem o disse o bando de Antonio vai atrás da Banda. Imagina falar em educacao financeira se nem a básica temos! Fique tranquilo entendi seus comentários mas boa parte esta dentro deste time.
    Parabéns- Marcio



    Alexsandre Junior Cabral disse:
    12 de maio de 2014 às 11:41

    Bom dia Ricardo.
    Concordo plenamente com suas palavras. Tenho lido alguns artigos e livros sobre investimentos, o que vejo é que o mercado de investimentos mudou de uns anos pra cá e os livros dão dicas com percentuais de rentabilidade muito fora da realidade atual. Há dez anos atras, o CDB rendia 1,2% ao mês, hoje muito dificilmente conseguimos 0,6%. As aplicações na bolsa, claro que excuindo ouro e imoveis tende a ser um dos poucos investimentos rentáveis. os outros, atrelados a banco e instituições financeiras viraram verdadeiras fábricas de dinheiro apenas para os empresarios, e não há retorno real para os investidores de pequeno porte. Esta é minha opinião. Abraço.



    12 de maio de 2014 às 22:08

    Sim, concordo, mas sou da linha que uma boa educação gera capacidade para dicernimento em geral, até na saúde uma boa educação gera boas consequencias.
    Abraço



    Lauri Kieling disse:
    14 de maio de 2014 às 12:28

    Muito oportuno seu comentário. Parabens,mas o sistema não tem interesse na alfabetização financeira. Abs



    Eduardo disse:
    17 de maio de 2014 às 3:18

    Você tocou na ferida!
    A meu ver, um dos maiores geradores dos problemas “macro-financeiros’ do nosso país é a gana pela prestação baixa, é a lógica do “quer pagar quanto (de parcela)!?”.
    Reconhece-se juros apenas como o valor cobrado a mais de boleto pago após o vencimento.
    Obrigado!



    Maria Helena disse:
    20 de maio de 2014 às 21:38

    Acho fundamental a educação como vetor para criar oportunidades para o indivíduo crescer . Só acho que faltou incluir na lista as Marias , Claudias , Josefas .,..



    Adriano Pereira disse:
    21 de maio de 2014 às 8:48

    Excelente artigo.

    O analfabetismo financeiro e politico sao terriveis para qualquer Pais.



    marcelo disse:
    24 de maio de 2014 às 22:12

    Boa noite, Ricardo
    Minha pergunta é, na escola ja nao deveria existir aula de empreendorismo? isso nao ajudaria a diminuir os Antonios?



    28 de maio de 2014 às 9:26

    Muito pertinente e didático seu texto. Alfabetização financeira é uma grande necessidade.

    Abs



    Erica disse:
    3 de junho de 2014 às 0:20

    Sim, extrema verdade o que você escreveu.

    Porém, como você disse:

    “Bancos, por exemplo, não têm interesse em que as pessoas se endividem ‘além do que podem pagar’, pois neste caso, acabarão levando calotes. ”

    [Mas ainda assim querem que se endividem, então o que mais podemos esperar?]



    Sady Folch disse:
    3 de junho de 2014 às 18:32

    Parabéns, Ricardo, pelo artigo.
    De fato, a educação financeira ainda engatinha neste país, em que pese já vislumbrarmos seus primeiros passos em palestras de norte a sul.
    Contudo, permita-me acrescentar um aspecto ao seu argumento quando diz que, cada vez mais, instituições financeiras não têm interesse que as pessoas se endividem além do que possam pagar.
    Creio que esta assertiva, ainda que seja verdade, destoe do bom rumo do artigo, pois essas mesmas instituições ainda praticam a concessão de empréstimo, desde que haja recurso disponível em folha, não se importando se o devedor será levado ao superendividamento, o que, convenhamos, contribui com imensa parcela de responsabilidade quanto aos problemas financeiros vividos pela diversidade de Antônios no Brasil.
    Parabéns pela iniciativa de despertar a necessidade da educação financeira.
    Abraços.
    Sady



    Eduardo Bellaguarda disse:
    4 de junho de 2014 às 15:20

    Mais um aspecto importante na vida dos brasileiros…EDUCAÇÃO FINANCEIRA… Muito boa matéria.



    Carlos disse:
    9 de junho de 2014 às 10:31

    Em se tratando de finanças, pessoas esclarecidas, bem posicionadas na carreira, com estabilidade familiar e social e acesso à informação penam tanto quanto a massa de leigos sem acesso a uma educação que possa ser classificada como razoável. Isso porque durante toda a infância, adolescência e início da fase adulta, não temos uma educação financeira proveniente nem dos pais nem da escola. Ensinar as crianças a economizar dinheiro é muito importante; mostrar a elas como gastá-lo com sabedoria tem igual importância. Os pais que ensinam seus filhos sobre finanças dão a eles um presente que não tem preço: AUTOCONFIANÇA.



    Marcio disse:
    9 de junho de 2014 às 16:51

    Caro Ricardo,

    Eu sou prova disso, depois de muito sofrer com juros estou passando a “régua” e fechando todas as dívidas. Espero daqui pra frente saber e exigir todos os detalhes.
    Contudo o que percebo é que mesmo assim estamos, no Brasil, fadados a simplesmente “engolir guela a baixo” as taxas praticadas.
    O BC ao invés de proteger a população beneficia as instituições bancárias em detrimento de nós.
    Bancos, conseguiram nos últimos 20 anos lucros estratosféricos! Maiores que de bancos em países desenvolvidos.
    Nem a crise de 2008 fez “cosquinhas” neles.
    Enfim, ótimo texto seu! Enriquecedor, informativo, impactante, esclarecedor, como são TODOS os seus textos e comentários no MC.
    É um privilégio e honra poder desfrutar de riquíssimas informações disponibilizadas por vc!
    Sucesso!!!



    Guyllermo Mainart disse:
    19 de julho de 2014 às 20:34

    Não sei se realmente interessa aos bancos e as empresas a educação financeira de seis clientes/funciários.

    Aos bancos, por mais que caiam em calote o spread no Brasil acerta essa conta em favor dos bancos.

    As empresas com funcionários endividados acabam os tendo como reféns.

    Fora raras exceções de empresas multi nacionais, não vejo demais empresas e, principalmente os bancos, interessadas em mudar essa realidade.



    Waldson Andrade disse:
    6 de agosto de 2014 às 23:52

    Uma analise lucida, de uma situação que é o resultado do sistema educacional no pais – falho, elitista sem visão programática e estratégica. O problema é basilar, e por quanto pareca um chavão, Falta Educação de qualidade no inicio da formação das novas gerações… Quantas pessoas são capazes, ate mesmo graduadas, de compreender bem um texto que leram? e dissertarem sobre o mesmo? Sem divagar mais, A educação financeira deve simplesmente fazer parte do programa didático das escolas elementares. Educação através de métodos organizacionais bem testados unidos ao sentido de Civismo, são pilares que não podemos abandonar. Não temos mais tempo.
    http://www.youblisher.com/p/948174-Nova-Oferta-Produtos-e-Servicos-RCSI-Brasil/



    Leila Arashiro disse:
    7 de agosto de 2014 às 18:18

    Extremamente pertinente a matéria e uma realidade muito aquém da consciência da maioria das pessoas.
    Parabenizo pela matéria e deixo aqui uma sugestão, que vejo como igualmente relevante: a aplicação desta pesquisa com foco em gênero, diagnosticando tanto a educação financeira quanto à realidade das mulheres, inseridas no mercado de trabalho e que cada vez estão se responsabilizando pela gestão financeira da família ou de si mesma, caso das solteiras. Gostaria muito de saber o que ocorre com este público para pensar em ações que nos possibilite começar a alterar esta realidae. Mais uma vez parabéns pela matéria.



    stalin passos disse:
    11 de agosto de 2014 às 8:28

    o brasileiro ainda não entendeu que
    dinheiro não aceita desaforo e gasta sem respeitá-lo, atolando-se em dívidas e financiamentos desnecessários, parece que a mania gastadora do governo contaminou o bom senso do povo que faz o mesmo e vê-se milhões de casos como o referido no excelente artigo.



    Fabiano Vasconcellos Novaes disse:
    20 de agosto de 2014 às 19:04

    Pai rico, pai pobre? Sempre muito bons os seus textos.



    21 de agosto de 2014 às 19:51

    A educação financeira no pais ainda é muito ruim. Para a maioria dos brasileiros, o primeiro contato com finanças pessoais é ao receber o primeiro salário, mas ai já é tarde demais.
    Por isso foi criado o Bem Gasto, um projeto que tem como sonho melhorar a educação financeira no Pais inteiro.

    https://www.facebook.com/projetobemgasto



    Marinalva disse:
    10 de setembro de 2014 às 14:40

    Muito bom esse artigo!!
    Desejaria que as pessoas tivessem acesso a esse tipo leitura, já seria uma avanço, teriam a noção e um pouco de educação financeira,



    Giuliano dos Anjos disse:
    17 de outubro de 2014 às 16:15

    Um Pais que todos os seres humanos morrem de inveja um do outro..dificilmente vai apostar seriamente em Educacao p ver seu povo efetivamente esclarecido e competitivo..basta poucos..muitos não..



    Renata Dias Guimarães disse:
    26 de fevereiro de 2015 às 18:19

    Prezado Ricardo
    Sinto-me realmente privilegiada ao me identificar como parte desta minoria da população, que aprendeu a importãncia da educação financeira.
    Excelente artigo!!



    3 de março de 2015 às 11:30

    Parabéns pelo artigo. Desenvolvemos uma metodologia para ajudar as pessoas a usarem o dinheiro com sustentabilidade, empreendedorismo, cidadania, ética e responsabilidade. Vamos lançar durante a Semana Nacional de Educação Financeira uma nova coleção de Livros de atividades de Educação Financeira em Casa. temos uma coleção de Educação Financeira na Escola e em 2014 mais de 30.000 alunos usaram os livros e 800 professores foram treinados. Convido os interessados pelo tema a conhecerem. Obrigada!



    isidoro perez ramos disse:
    7 de abril de 2015 às 22:11

    E ao fazer quase um ano desde a publicação do artigo,talvez não erremos ao falar que os Antônios se multiplicaram, assim como suas dívidas. E numa atualização do artigo se veja um cenário mais tenebroso, pois a crise, antes oculta e agora visível, não dará trégua. Quem sabe em 2017, pois 2016 tem cara de um 2015 prolongado, comecemos a ver menos Antônios, que aprenderam pela necessidade, o quanto custa não saber o quanto custa o seu dinheiro.



    30 de janeiro de 2016 às 15:22

    Educação Financeira tinha que ser matéria obrigatória nas escolas, assim as pessoas aprenderiam a gerenciar o seu dinheiro e com com certeza não teriam 59 milhões de brasileiros endividados. Parabéns pelo artigo.



    8 de outubro de 2016 às 12:42

    É exatamente o que acontece no Brasil, o oba oba de novos “empresarios” e independentes, que uma vez fadados ao sucesso, galgam degraus maiores, sobem de classe e aumentam o nivel de gastos.. Num pais onde se sonha com sucesso e idependencia financeira, Antonios são comuns, assim como ja fui um.



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