Feeds Ricardo Amorim Facebook Ricardo Amorim Twitter Ricardo Amorim Linkedin Ricardo Amorim Youtube Ricardo Amorim

Por que pagamos mais caro no Brasil?

postado em Artigos


 

 

Revista Istoé

01/2013

Por Ricardo Amorim

 

A diferença de preços do Brasil com o resto do mundo é impressionante. Do restaurante aos eletrônicos, quase tudo é mais caro aqui.

 

Razões não faltam, começando pelos impostos. Uma das cargas tributárias mais elevadas do planeta, particularmente concentrada sobre consumo e produção, encarece tudo que é feito e comprado aqui.

 

Impostos não explicam todas as distorções. Também as margens de lucros são mais elevadas. A esquerda culpa a ganância dos empresários pelas gordas margens. A explicação está equivocada. Sim, empresários querem cobrar mais por seus produtos e serviços. Se você pudesse dobrar seu salário, não dobraria?

 

A pergunta é: por que conseguem cobrar mais aqui? Por que aceitamos pagar mais? Apesar dos avanços desde 1994, adistribuição de renda no Brasil ainda é das piores. Grande concentração gera uma valorização de status nas compras. Demarcam-se as diferenças através do consumo, mesmo que para isso tenha-se que pagar mais. Comprar determinado carro, celular ou iogurte “separa” seus consumidores das classes sociais “abaixo” deles.

 

A explicação mais importante, porém, não é esta. A baixa competição, a dificuldade de se fazer negócio e o risco mais elevado da atividade empresarial pesam mais.

 

Burocracia absurda, corrupção, carga tributária elevada, regime tributário complexo, infraestrutura ruim, mão de obra cara e despreparada dificultam a vida das empresas, aumentando o risco de seus investimentos. Com risco maior, empresários reduzem investimentos e, por consequência, a competição. Com menos competição, inclusive com importados – o Brasil é o país com menor taxa de importação de produtos e serviços no planeta – é possível subir preços e aumentar margens de lucro.

 

Nos últimos anos, as margens no país caíram. Em muitos setores, empresas não conseguiam repassar integralmente aumentos de custos de mão de obra e matéria primas aos preços porque uma competição crescente não permitiu.

 

A competição aumentou porque a crise no mundo desenvolvido estimulou as empresas a buscarem os grandes mercados emergentes. Somou-se a isso um forte crescimento do consumo no país impulsionado pelo aumento da renda e do crédito. Com mercado maior, cresceram os investimentos produtivos e a competição, reduzindo as margens de lucro. Até aí, ótimo.

 

Acontece que nos últimos trimestres, tal movimento se reverteu. Desvalorizar o Real encareceu importações, inclusive de máquinas e equipamentos, diminuindo a competição e reduzindo investimentos no país.

 

Além disso, ao atacar bancos e empresas de energia elétrica para reduzir rapidamente suas margens de lucro, o governo aumentou o risco dos negócios nesses e em outros setores, que temem medidas semelhantes. Com rentabilidade menor e riscos maiores, investimentos caíram, o que, através da redução da competição, vai aumentar margens de lucros e encarecer preços nos próximos anos. Em economia, às vezes os resultados são o inverso das intenções.

 

Antes de usar os bancos estatais para pressionar os demais a reduzirem juros – um objetivo louvável, buscado de forma ineficiente – a lucratividade média do setor bancário brasileiro era a segunda mais baixa das Américas, atrás apenas dos EUA, ao contrário do que supõe a maioria. Venezuela e Argentina, onde os governos mais “perseguem” bancos, eram os países com os bancos mais lucrativos.

 

Para reduzir margens e preços, o governo precisa eliminar a burocracia, simplificar a legislação, estimular a competição, evitar o protecionismo, reduzir impostos, inclusive sobre importados e incentivar investimentos. O benefício será dos consumidores.

 

Ricardo Amorim

 

Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.

 





    Marco disse:
    19 de janeiro de 2013 às 10:24

    Caro Ricardo,

    Especificamente sobre o tema, e certamente sabido e comentado lateralmente no seu artigo, o problema ´não é apenas da carga tributária. Tenho visto este discurso direto, mas quando se coloca na ponta do lápis, vê-se que as margens de lucro é que são distorcidas – não que tenhamos uma carga tributária pequena…
    Tenho amigos importadores e revendedores – e dou como exemplo os tênis – destes de corrida, meio top:
    0 preço internacional é na faixa de R$ 70,00 – já incluídos as taxas de dumping – com os impostos e importação, fica por R$ 140,00 quando internalizado – contudo, há uma “regra” mercantil de majoração de 100% para distribuição, e 100% para varejo – ou seja, R$ 280,00 (distribuição) e R$ 560,00 (varejo) – note, do preço final de R$ 560,00, apenas R$ 70,00 são custos e impostos de importação…o mesmo acontece na maioria dos segmentos – conheco bem o de bicicletas e tenis.
    Já houve vários estudos sobre o tema, mas ficam muito marginais nos noticiários, até porque confrontam o discurso empresarial padrão…



    Gustavo Amorim disse:
    20 de janeiro de 2013 às 10:24

    Muito bom Ricardo !!! Perfeita a analise !!! Parabéns !!!



    21 de janeiro de 2013 às 7:29

    Meus Parabens, Ricardo. Como lhe é usual, um texto claro, objetivo, atual e relevante. Precisamos de vozes patrioticas com a sua para sensibilizar a sociedade a mudar. abs



    paulo rossini disse:
    21 de janeiro de 2013 às 7:53

    Oi Ricardo,
    Excelente post e resumo do problema de preços/concorrência no Brasil – só faltou um destaque para o quanto os encargos trabalhistas pesam na contas das empresas.



    21 de janeiro de 2013 às 8:43

    Ricardo,

    Parabéns mais uma vez pelo excelente comentário. Um dia talvez quem sabe as coisas melhorarão.

    Abraço – Márcio



    igor cornelsen disse:
    21 de janeiro de 2013 às 8:43

    Para que o governo possa cortar todos estes impostos indiretos, para que o Brasil se torne mais competitivo, o autor está correto, o problema é cortar os gastos públicos, as aposentadorias precoces, e com salários integrais dos funcionários da alta burocracia.
    Quem é que vai fazer isto?
    Os impostos são altos porque o custo do governo brasileiro é um absurdo!



    Ricardo Mohylovski disse:
    21 de janeiro de 2013 às 9:20

    Ricardo, bom dia.

    Outro motivo que encarece os nossos produtos refere-se à capacidade ociosa da produção em decorrência das perdas (matéria-prima, oee de equipamento, mão de obra desqualificada, método de trabalho ineficiente). Estou implantando TPM (Total Performance Management) na empresa que trabalho e algumas ações já revelam a capacidade oculta na planta e que não estava sendo utilizada. O OEE (Rendimento Total de Equipamento)Geral no Brasil gira em torno de 27%, segundo especialistas. O Brasil é um prato cheio de perdas, porém nos falta mão de obra que seja focada em solução de problemas (não adianta ser qualificada para executar trabalho rotineiro). Creio que estas discrepâncias também ocorram na prestação de serviços. A perda, para quem implanta TPM, é considerada como oportunidade. Resumindo: o Brasil está cheio de oportunidades. O que nos falta é a união do governo + empresariado + universidades para a busca de soluções racionais e efetivas. Um grande abraço.



    21 de janeiro de 2013 às 10:17

    Realmente grande parte da população sequer tem noção disso. Qualquer pessoa fica revoltada ao fazer compras em viagens ao exterior. Talvez uma outra explicação que faltou é a economia de escala que em geral é baixa. Basta ver a pauta de exportações brasileiras.



    Alexandre Pereira Barbosa disse:
    21 de janeiro de 2013 às 10:18

    Sempre adimiro seu trabalho! Parbéns pela reportagem. É analise realista e simplificada.
    Posso sugerir um analise complexa? Etanol e Combustíveis.
    Bom ano!



    21 de janeiro de 2013 às 10:31

    Caro Ricardo Infelizmente o nosso mercado está dividido em: 70% onde o Governo interfere direta ou indiretamente e 30% com pouca segurança que esperam um dia o Governo venha a intervir.
    O que temos que acabar é com protecionismo e aumentar, conforme vc expõe, a concorrência. Só assim pagaremos preços justos.
    Abs, Avila



    Ricardo Foster disse:
    21 de janeiro de 2013 às 10:44

    Acredito que exista um outro custo,que já está precificado; o da desconfiança e incerteza no governo, que costuma mudar a regra no meio do jogo (as operações band-aid do MF) sem aviso prévio e com visão imediatista. Isso só acabará no dia em que o governo entender que deve ser “amigo” dos empresários e não inimigo.



    Marcus Silva disse:
    21 de janeiro de 2013 às 11:15

    Ricardo, excelente análise! Na minha opinião, entre tantos problemas o que mais prejudica a economia brasileira (consumidores, fabricantes, empresários, etc) é a alta e complexa carga tributária. Por que o governo nao aprova uma lei que expõe nos recibos o que se paga em impostos como vemos nos EUA e Europa?



    ZILDA MENDES disse:
    21 de janeiro de 2013 às 11:37

    Perfeito! Parabéns pela forma clara e objetiva com que escreve seus artigos.



    James Rodrigues disse:
    21 de janeiro de 2013 às 12:09

    Ricardo,achei perfeito e concordo plenamente com o que você disse. Agora eu te pergunto se a Dilma o convidasse para assumir o lugar de Guido Mantega, quais as medidas que você tomaria para reverter essa situação?



    Sebastião Gil disse:
    21 de janeiro de 2013 às 14:23

    Parabenizo Ricardo pela bom enfoque aqui, simples, objetivo e claro, e acrescento que tudo ainda depende inicialmente de uma melhor adiminstração pública, para que o mercado flua e sem vícios e interesses específicos. A esquerda tende a ser burocratica e centralizadora.



    21 de janeiro de 2013 às 15:20

    Prezado Ricardo, seus artigos, de tão oportunos, nos criam expectativa com relação aos próximos que serão postados. Já não dá pra ficar sem eles.



    ivan carlos pereira da silva disse:
    22 de janeiro de 2013 às 7:36

    CONCORDO COM TODA TUA EXPOSIÇÃO,E TENHO CERTEZA QUE A MUDANÇA SERÁ MUITO LENTA, PORQUE NOSSO LIMIAR DE INDIGNAÇÃO É BAIXO.



    Plínio Rabello disse:
    22 de janeiro de 2013 às 9:29

    Prezado Ricardo,
    É muito bom ler um artigo claro e desprendido de abordagens políticas. Nos dão a impressão e esperança de possibilidades práticas e racionais. Porém, não consigo enxergar como mudar drasticamente qualquer situaçao sem passar pelos polícitos do nosso Congresso. Com raríssimas exceções, aquela turma não se mexe para esse tipo de coisa…
    Outro ponto que me chamou atenção em seu artigo foi com relação ao lucro dos bancos brasileiros. O que vemos são resultados bilionários a cada trimestre, superando ano a ano marcas recordes dessas instituições. Gostaria que, se possível, esclarecesse esse ponto.
    Muito obrigado e forte abraço!



    Elcy de Souza Beninatto disse:
    22 de janeiro de 2013 às 12:13

    Parabéns Ricardo, ótima explanção.
    Admiro sempre as tuas reportagens. Estou sempre ligada.
    Abs
    Elcy



    Wilson Sales disse:
    22 de janeiro de 2013 às 16:23

    Interessante o primeiro comentário acerca do artigo. Gostaria que, se possível, fosse explorado com maior profundidade, visto que há uma riqueza de informações que merece um aprofundamento.
    Por outro lado, somando-se todas as partes do nosso contexto, chegamos à conclusão de que o custo Brasil é muito alto.
    E o que temos feito para sermos eficientes, eficazes e efetivos?
    Com toda a crise norte-americana (criada por eles, assisti à posse do presidente dos EUA e tive inveja daquele povo que se orgulha de ser a maior potência do planeta e que se desafia a continuar a capitanear o mundo. Nós somos tímidos e passivos.



    Lígia Fagundes disse:
    23 de janeiro de 2013 às 10:27

    Excelente artigo e ótica sobre um tema tão relevante.
    Vale sempre um olhar critico sobre o sistema e econômico brasileiro na esperança que certas engrenagens se “ajeitem” para o crescimento sustentável de nosso pais.



    Evandro Carlos Schommer disse:
    23 de janeiro de 2013 às 20:49

    Parabéns Ricardo, muito boa a sua interpretação sobre o que realmente é a legislação no Brasil. Basta ver o que se passa no agronegócio brasileiro, poderíamos ser muito mais competitivos como os E.U.A. mas por causa de nossos tributos e burocratização no transporte do grão, ficamos a mercê deles no cenário mundial.
    Abraços



    Alexandre Pandolfo disse:
    24 de janeiro de 2013 às 9:27

    Ricardo, mais um bom artigo seu.
    Como sempre, um ambiente propício explica suas colocações:
    – baixa de competitividade, aumento da renda das famílias, impostos, margens, clima e conjuntura positiva, etc.

    Numa colocação bem simplista, enquanto houver quem compre, os preços sobem.



    Luiz Oliveira disse:
    25 de janeiro de 2013 às 16:00

    O dia que o Brasil for um pais decente, uma pessoa como você será o nosso representante no governo! Excelente artigo, como sempre apontando as soluções que a esquerda insiste em ignorar! Parabéns Ricardo, brigado por suas aulas de economia! Por sua causa, nós, que moramos em Orlando/FL, nunca perdemos o Manhattan Connection.



    Américo Alvim disse:
    27 de janeiro de 2013 às 21:14

    Já participei de algumas da suas palestras, parabéns pela forma que voce explica as coisas tornando-as fáceis de ser compreendidas. Mas que as margens de lucros no Brasil são altíssimas há isto são. Veja o caso dos automóveis. Abço…



    Gremista Virtual disse:
    27 de janeiro de 2013 às 21:44

    Repito e refaço a pergunta de James Rodrigues. O Brasil está cheio de “experts” em economia. Todos sabem dos problemas. Só os repetem. Apontar as soluções VIÁVEIS, PLAUSÍVEIS, EXECUTÁVEIS e SEJAM ACEITAS PELA SOCIEDADE E PELOS “DONOS DO BRASIL” (banqueiros,empreiteiros,usineiros, grandes empresários, ruralistas,etc, todos com ampla bancada no Congresso Nacional) É QUE SĀO ELAS. Que tal apontá-las, Amorim?



    Fernando Dória disse:
    27 de janeiro de 2013 às 22:00

    Sua visão é muito tecnicista. Essa cantilena de impostos altos também é velha e apenas uma parte do problema. Na realidade o que toda a classe média tá cansada de saber é da ganância desenfreada desses grandes cartéis. Veja o caso bem ilustrado do leitor Marcos sobre tênis e bicicletas. O mesmo acontece com esse oligopólio das montadoras. E a gente é obrigado a pagar o pato..



    29 de janeiro de 2013 às 18:51

    Ricardo,

    A cada dia que leio seus releases e estudos fico feliz em ver que temos um brasileiro de destaque no mundo. Utilizo suas reportagens para posicionar meus clientes de que apesar de tudo, estamos em um bom momento de compra de imóveis no Brasil desde que feito com prudência.

    Obrigado

    Fernando Mainieri corretor de imóveis



    Raphael Paulo disse:
    5 de fevereiro de 2013 às 10:45

    Como sempre, artigo claro e brilhante.
    Na verdade impostos altos e falta de competição são uma combinação.
    Veja que quando a Dilma constatou recentemente que os carros importados estavam vendendo muito, a decisão foi aumentar o imposto para eles. Resultado, proteção para a ind nacional (será que ninguém no governo ficou rico com mais esta?) e preços mais altos para todos. Deveria ter feito o oposto, reduzindo o imposto para os nacionais, aí sim teria competição e exporia os fabricantes aqui.
    Esta visão equivocada esquerdista vai ser muito dificil mudar. Até porque é o que sustenta os vagabundos calhordas, calheiros, collors, sarneys e outros aliados.
    Um abraço.



    Alexandre disse:
    5 de fevereiro de 2013 às 21:00

    Disse a palavra-chave para o lucro no Brasil: risco. Empresário corre risco enorme no Brasil. Ninguém sabe se está pagando todos os impostos, se está cumprindo a legislação trabalhista. Sempre tem o risco de tomar uma multa milionário e perder anos e anos de lucros.
    Gostaria de sugerir um tema também, das distorções dos programas habitacionais no mercado imobiliário.
    No Minha Casa Minha Vida, compra-se um apartamento/casa de R$150.000,00 com renda de R$2.500,00 (juntando três pessoas que ganham R$900,00/mês, mãe, pai e filho) e uma pequena entrada.
    Isso criou um “buraco”, puxou os preços para cima (apartamento de R$150 mil fica fora da classe média), etc, etc…



    Adriana Vicente disse:
    15 de fevereiro de 2013 às 21:53

    Brilhante!
    Seu trabalho é realmente admirável.



    28 de fevereiro de 2013 às 10:10

    Interessante o seu artigo Ricardo. Adorei! Esses dias atrás eu estava estudando sobre esse tema na minha pós-graduação de Contabilidade Tributária e Auditoria. Seu artigo foi de grande valia para mim. Obrigada!



    Odir Rocha disse:
    28 de fevereiro de 2013 às 19:41

    Parabéns Ricardo,
    Como em todos os seus comentários, podemos ter uma visão realista e isenta sobre este pobre país….



    Alfredo disse:
    3 de julho de 2013 às 12:33

    Muito legal o texto. A única coisa que discordo é que aumentar o salário é bem diferente de aumentar muito o preço de um produto. Por motivos óbvios. Num você tem o controle, no outro não. Ainda: se aumentar muito o preço você mexe com a vida de centenas ou milhares de consumidores. Quando preço alto, mexe pra pior. E alguns preços, diferentemente de salários, não se justificam. Por isso, as vezes, é ganância pura. E quem perde é o próprio empresário.



    Sucupyra Filho disse:
    10 de julho de 2013 às 11:11

    Com carteira recheada, como um marujo lá do Sul, diria que sendo dos meus beiços, não importa o preço…contudo um portuga ficou indignado com o preço do prato-feito servido como promoção em um pé-sujo aos arredores do Palácio do Catete (Rio/RJ), vez que no Porto (Portugal) não chegava 7 euros com entrada e saída, e aqui sem eira-nem-beira-e-seco ao custo de um reino da Dinamarca, seja, 25 real + a caixinha da maria-chuteira, aluna do Galvão Bueno. O menu, caviar? Não, abóbora com carne-seca e água bical!



    Leandro Teixeira disse:
    24 de julho de 2013 às 18:14

    Caro Ricardo, só gostaria de lembrá-lo que nossa carga tributária e o sistema arcaico de crescimento industrial está assim desde o governo FHC. Não aproveitamos em nada a pujança das economias desenvolvidas e emergentes para vendermos nossas commodities e realizarmos a expansão tecnológica tão sonhada de nossas empresas. O ciclo vicioso continua, porém há mais de 20 anos, no mínimo.



    Luiz Pryzant disse:
    30 de julho de 2013 às 14:12

    Limitar a interferência do Estado na economia e reconhecer que o papel do Estado é regular a vida em sociedade com regras claras e estáveis, estamos deixando os governos brincarem com a economia de forma irresponsável e burocrática.



    11 de agosto de 2013 às 0:03

    Pela lucidez de sua matéria, foi à nós mostrada, o quanto nossos ” bolsos ” são assaltados, principalmente os da classe média…



    LUIZ PEDRO COSTA MATOS disse:
    11 de agosto de 2013 às 10:31

    Prezado Ricardo ,
    acho que o lucro dos bancos aqui no Brasil é estratosférico .A lucratividade do setor é a 2ª mais baixa das Américas ? Estranho !?



    Eduardo disse:
    27 de agosto de 2013 às 1:15

    Ricardo, boa noite. Li seu material e tenho essas discussões com meus alunos sobre o tema. Vou deixar uma pergunta para você: se o Governo Federal zerasse os impostos e os investidores baixassem as margens de lucro para o praticado nos países desenvolvidos, o preço seria realmente o mesmo? A meu ver, essa análise é muito simplista. Basta refletir sobre o que ocorreu na Argentina na época do corralito. O problema é mais estrutural do que fiscal ou monetário. Infelizmente a produtividade no Brasil é baixa comparativamente ao que se produz nos países desenvolvidos, a própria revista Exame já fez um artigo sobre esse tema. Como a produtividade é baixa, pouco dólar entra. Para manter a inflação, o governo joga lá no alto as taxas de juros. Com relação as margens do empresário, é para compensar o risco e a sazonalidade do mercado que é muito elevado no país. A carga tributária e os juros são apenas as consequências de um problema estrutural muito maior, com baixos investimentos em geração de energia, infraestrutura logística, encargos trabalhistas, insegurança jurídica entre outros. O buraco a meu ver, é bem mais fundo…



    27 de setembro de 2013 às 11:34

    Resumindo, o texto mostra como o Governo pode acabar com um país inteiro, desde a alta carga tributária, à falta de políticas educacionais, de transporte, infraestrutura, além lógico da BURROcracia e do exagerado custo de si mesmo. Na hora de compor os preços, não tem como o empresário deixar de colocar todos esses custos e riscos no valor de seus produtos e serviços, e todo nós consumidores (trabalhadores, empresários e governos) acabamos pagando por isso. Sem falar que quanto mais riscos se tem pra abrir uma empresa, menor a concorrência o que ajuda a dar uma melhor condição ao empresário em aumentar a sua margem de lucro. Enfim, 90% da culpa é do Governo! Quer diminuir isso? É só diminuir o poder do Estado, assim ele não terá tantas desculpas assim de nos cobrar os impostos mais caros do Planeta. E exigindo lógico, através das instituições de nossa República que necessariamente é mandatório que sejam democráticas e não partidárias (lê-se aparelhadas pelo partido da situação), nos ajudar nas fiscalizações dos deveres do Estado, por exemplo prover a Educação, a Infraestrutura (rodovias, hidrovias, ferrovias), Saúde, mobilidade nas cidades (política de transporte público) e principalmente democratizar as informações de gastos do setor público, a transparência necessária para trazer maior confiabilidade para o Governo e consequentemente para o país, quando investidores estrangeiros ou nacionais, resolverem colocar seu dinheiro na cumbuca tupiniquim, e pra isso o Risco Brasil que é tudo que está escrito neste artigo precisa ser um dos menores do Planeta.

    No dia da Independência do nosso país, escrevi um post sobre o que significa de verdade, sermos independentes….

    No link abaixo!

    http://www.mistertube.com.br/2013/09/7-de-setembro-independencia-do-cidadao.html



    Sérgiobsb disse:
    2 de outubro de 2013 às 21:37

    O segredo é um só….. O LUCRO BRASIL….. FAÇA QUALQUER ANÁILSE



    Ana disse:
    3 de outubro de 2013 às 1:31

    Ótima observação, mas em alguns pontos eu não concordo: o avanço desde 1994, FHC adotou uma política de neoliberalismo, apesar de ter iniciado a solução da inflação na época, essa política faz com que o mercado regula a economia, ou seja, o estado não interfere na economia e não evita o protecionismo, o monopólios, etc.; o estímulo à competição, bom, se há um estímulo a competição também há um estímulo ao consumo, e convenhamos, que apesar de ser bom para economia, não é a bom para sociedade interna (concentração de poder, estímulo à mecanismos de controle de massas…) e externa (problemas ambientais,influência e degradação de políticas e sociedades principalmente de países subdesenvolvidos .. )



    Celso Kachv disse:
    3 de outubro de 2013 às 11:18

    Perfeita a sua análise. Devemos incluir os custos trabalhistas, que em apenas uma ação é possível quebrar uma empresa, e causar até milhares de demissões. Agora me explique uma coisa. Se os preços estão altos, só pode ter duas explicações: uma alta margem de lucro e, a outra, altos custos. Como vemos que muitas empresas estão com dificuldades financeiras, eliminamos o grande lucro das empresas, ou seja, a margem de lucro, salvo raras exceções. Sobra-se os altos custos, que são principalmente impostos, mas tbém, muitos outros fatores como citados por vc. Para que toda esta máquina Brasil cresça, teremos que diminuir o custo Brasil. Não vejo outra saída senão o governo começar por cortar suas próprias despesas, para que sobre recursos na arrecadação e o governo consiga desonerar a carga tributária das empresas, e todos os outros insumos operacionais de custo. Só resta saber, se o governo não vai diminuir suas despesas internas, pois senão vai-se precisar aumentar cada vez mais a arrecadação de impostos e o Brasil vai ficar cada vez mais caro!!! É isto mesmo?



    Prof. Orloff disse:
    3 de outubro de 2013 às 15:36

    ao Fernando Dória:
    “Na realidade o que toda a classe média tá cansada de saber é da ganância desenfreada desses grandes cartéis”. Mesmo pressupondo que este é o maior problema, ele é a consequencia de uma política protecionista que não incentiva a competição. Com competição esse “cartel” a que você se refere iria a falência.



    Eduardo Santos disse:
    12 de novembro de 2013 às 10:19

    Os preços aqui são mais altos unica e exclusivamente em função das ações do Governo. Principalmente o descontrole dos gastos públicos, os altos impostos, o baixo investimento em infraestrutura e o favorecimento aos “grupos empresariais amigos” através do BNDES!



    eduardo disse:
    3 de dezembro de 2013 às 20:07

    Marco,
    A majoração de 100% não é lucro líquido. Nestes 100% estão incluídos os custos empresariais ( estrutura e pessoal), também estão incluídos os impostos ( os R$ 70 que vc citou é só de imposto de importação), tem o custo logístico, depreciação, risco e etc.. No final sobram entre 10 e 30% para a empresa. Se for considerar custo de capital, custo de oportunidade aí complica mais ainda. O empresário médio brasileiro não é o marajá que anunciam, os números de empresas que fecham que o diga.



    Silvia Martins disse:
    4 de dezembro de 2013 às 11:26

    Discordo do ponto sobre a lucratividade dos bancos no Brasil. Todos os dados divulgados mencionam que os bancos brasileiros são campeões em rentabilidade nas Américas.



    wabusca- disse:
    21 de dezembro de 2013 às 9:05

    De fato a margem de lucro é absurda: trabalho com ramo de cosméticos; só pra ter um idéia, um vidro de shampoo 300ml sai da fabrica com o preço de $8,00. o distribuidor repassa para o vendedor ao preço de $22,00 e o vendedor repassa para o consumidor final ao preço de $35,00. pergunto: qual foi a inflação?



    Solano Ribeiro disse:
    21 de dezembro de 2013 às 11:46

    Porque o Brasil é o lugar mais caro do mundo? A resposta é simples:
    Além de voracidade do governo na cobrança de impostos e absurdo protecionismo é país com duas moedas. Uma, a do respeitável público que vale algo como 0,5%
    ao mês. A outra, a que vale pra valer é a dos banqueiros que começa perto dos 5% e vai num crescendo até chegar onde a pele de quem precisa do dinheiro pode ser esfolada. As compras são com a moeda recebida mas pagas com a outra em suaves e infinitas prestações mensais. Se alguém conseguir pagar.



    Carlos Eduardo Moraes disse:
    21 de dezembro de 2013 às 11:55

    Perfeito!
    Impostos altos e numerosos levam parcela significativa da culpa, mas não toda.
    O louco que decide abrir um negócio no Brasil só o faz por margens altas. A burocracia e o risco da mudança de regras a todo o tempo não valeriam o esforço por margens enxutas.
    Quem deveria mandar no preço é o mercado. Mas o Brasil vive uma demanda reprimida desde a era da hiperinflação que transformou o consumo em status.
    E há ainda o eco daqueles tempos, que ajuda a indexar os preços: “Está caro. Melhor comprar logo porque depois vai aumentar mais.”



    Sandro disse:
    21 de dezembro de 2013 às 14:52

    Ao ler a parte final do texto, me desanimei. Se depender daquilo lá descrito, penso que não haverá mudanças…



    21 de dezembro de 2013 às 18:35

    Mais ou menos isso. O pior não é a carga tributária brasileira ser uma das mais altas do mundo, mas o serviço estatal ser um dos piores e a classe política ser corrupta. O autor conhece países com carga tributária parecida com a do Brasil e que são bem mais desenvolvidos. E essa de reclamar do salário mínimo e da legislação trabalhista é clichê de almofadinha burguês. Pra variar, nenhuma referência a um simples artigo da CLT. Mas que a mão-de-obra brasileira é horrível, isso é. E olha a contradição no texto: o Brasil tem um alto risco para os inevstidores mas atrai investimentos internacionais.



    Alexandre Moroso disse:
    22 de dezembro de 2013 às 6:26

    Ricardo… Diz pro amigo Marco que fez o comentário sobre os tênis pegar o preço de venda e tirar os impostos e o custo de produto pra ver quanto sobra… O pessoal confunde margem com lucro… Agora diz pra ele tirar da margem os custos de distribuição e de venda pra ver quanto sobra de lucro….aí tira o imposto sobre o lucro pra ver quanto sobra no bolso… A tua análise esta perfeita só esqueceu de dizer que no Brasil se paga imposto sobre imposto… Pagamos icms sobre o pis e cofins e vice versa… E estes sobre o imposto de importação .. Um absurdo .. Abraço



    Sergio Azevedo disse:
    22 de dezembro de 2013 às 8:42

    Ricardo,
    o que acontece no Brasil é a mais pura demonstração de risco/ retorno. Recentemente uma corretora mundial de seguros publicou um mapa de riscos e nele o Brasil aparece classificado com alto risco de “Doing Business”. Ou seja, aqui nao somente é um país burocratico e com falta de infra, mas principalmente pela volatilidade de mercado, que vai muito alem de sazonalidade, inclui: estabilidade politica, intervencionismo, respeito aos contratos, entre outros.
    Para mim, a soluçao começa com menor intervencionismo, privatizando todos os setores (petrobras, eletrobras, BB, etc). Esses dinoasauros estatais sao os principais causadores da falta de competicao e falta de produtividade.
    Governo existe para governar e legislar e nao para gerenciar mercados. Infelizmente vivemos num pais onde as pessoas sofrem uma lavagem cerebral desde o ensino publico dizendo que Cias estatais sao patrimonio do povo e pensam exatamente como o governo quer que eles pensem… falar privatizar é quase um crime e nao gera voto pra ninguem. Enfim, eu sinceramente acredito que o Brasil esta condenado a sempre ser um país bolivarianista. Infelizmente estamos muito mais proximos de uma venezuela e argentina do que do Mexico que recentemente teve a coragem de fazer uma revolução interna abrindo o mercado de energia, oleo&gas. Os investidores migraram para lá!
    Concluindo, acho justo algo custar 3x o preço nos EUA, temos 5x menos infra logistica, 3x mais violencia, 10x menos educaçao, 4x mais juros, 3x mais inflacao…
    abs



    Carlos disse:
    19 de janeiro de 2014 às 16:16

    Parabéns pela matéria Ricardo, muito boa.

    Mas gostaria de acresentar um item que você não citou e que, acredito, ser um dos principais vilões dos preço altos: A Financeirização do comércio.
    O crediário tornou-se, para mim, o maior vilão pois as pessoas não avaliam quanto as coisa custam, apenas o quanto podem pagar parcelado, o que cria toda essa distorção.



    Olivio Camara disse:
    19 de janeiro de 2014 às 16:27

    10 de janeiro 2.014
    Ricardo
    Parabéns
    O custo Brasil esta insuportável
    Como explicar que um veiculo produzido no Brasil é vendido no México pela metade do preço com muito mais itens de segurança, apesar do governo afirmar que diminuiu o IPI para 3%???
    Tem muita gente se aproveitando.



    Emilio barciela disse:
    19 de fevereiro de 2014 às 16:25

    O lucro dos empresários são igualmente absurdos e com os impostos as coisas ficam exgeradas.



    Marcelo Cavalcanti disse:
    19 de fevereiro de 2014 às 16:42

    Ricardo, seus artigos são esclarecedores e nos lembram que estamos com sérios problemas…
    Quando se fala em custos, o despreparo da nossa mão de obra em todos os níveis oferecendo uma baixa produtividade, fica evidente que isto não se resolverá em pouco tempo…



    Byong disse:
    19 de fevereiro de 2014 às 20:27

    O mais revoltante é saber que as medidas necessárias para mudar a situação do Brasil não são nenhuma novidade.

    Isto é falado há décadas!

    O problema está na cultura do “jeitinho”, da malandragem, em querer tirar vantagem em qualquer situação.

    Enquanto isto permanecer no Brasil, é muito difícil enxergar uma melhora significativa por aqui.



    Mauricio disse:
    20 de fevereiro de 2014 às 10:01

    Concordo com o Marco, devemos olhar tb para a ganancia dos ’empresários’ que reclamam dos impostos + quando o governo baixa as tx, eles ñ reduzem nada nos produtos e isso tb responde o Olivio Camara re. automóvel, exemplos temos no Brasil, o governo reduz o IPI mas os empresários ñ abrem mão da margem de lucro deles. Ai fica fácil jogar tudo em cima do GOVERNO.



    Fabricio Neves disse:
    3 de março de 2014 às 19:21

    Ricardo,

    Você tangenciou a questão, mas não chegou a falar nisso.
    Quando o risco é maior, o prêmio exigido também será maior.
    Talvez isso explique a suposta “ganância” do empresário brasileiro.



    Ferreira disse:
    3 de março de 2014 às 21:25

    A explicação é mais simples: o Brasil é um pais de 90% de otários, que não sabem e não ligam em ser “roubados” e feitos de trouxas. Então todos os espertos de todo escalão quer levar o seu. Se o povo permite e aceita tudo;para quê ter dó de idiotas ??!!!



    13 de março de 2014 às 6:24

    Somos um mercado fechado. Não houve até o momento nenhuma liderança política séria para colocar o País no rumo da competitividade. O governo é preguiçoso e não trabalha nas reformas e os empresários não sentam na mesma mesa para redefinir a agenda de desenvolvimento do País. Os bancos ganham todas e o processo político é caótico com eleições a cada dois anos. Os empresários brasileiros preferem mercado protegido. Há baixíssima probabilidade do País se tornar competitivo em qualquer negócio dentro desse cenário.



    Rui Wagner Setzwein disse:
    21 de março de 2014 às 21:33

    Só não concordo com mão de obra cara



    Evandro disse:
    2 de abril de 2014 às 19:06

    O maximo que eu li de Comunismo foi “a esquerda”. Ou seja não tem coragem de tocar na fera anti-capitalista !



    Roberto Rolim disse:
    2 de abril de 2014 às 20:45

    Caro Amorim, concordo com tudo mas acho que a reclamação e as causas já foram bastante declamadas.Acredito que precisamos agora exigir uma CPI dos impostos e reavaliar um por um, exigindo a extinção de vários impostos que não conseguem ter um mínimo de embasamento moral.Se temos que continuar convivendo com esse mar de impostos, se temos que ver os governantes se sucederem no poder sem mexer na redução desses malditos impostos, que pelo menos possamos expurgar essa lista de criações estúpidas como IPVA e outros até municipais como o ITBI que foi majorado ano retrasado de 2% para 3% (sobre o valor de venda de imovel).Veja este caso como exemplo: o município já recebe um absurdo de IPTU e ainda recebe 3% sobre a venda de imóvel sem despesa nenhuma de corretora.Qual seria a justificativa na criação e aprovação desses impostos? Aposto que se colecionados em livro ganharia o prêmio de melhor livro de piadas do século.



    Douglas Telles disse:
    18 de abril de 2014 às 10:58

    Mas há também a ganância dos empresários. Duvido muito que se baixar a carga tributária e os encargos trabalhistas, se as empresas reduziriam proporcionalmente os seus preços.



    Matheus disse:
    3 de maio de 2014 às 2:32

    O problema no Brasil não é apenas os impostos, é também a população que sabe que as coisas são caras mas continuam comprando por causa do status.



    Leocir Luiz Rosa disse:
    28 de maio de 2014 às 14:07

    Artigo esclarecedor e oportuno.
    Para completar diria que precisamos de políticas que promovam a livre iniciativa e a competição. Em suma, um ambiente propício para negócios que não é o caso brasileiro atualmente e que tem piorado continuamente.



    Rafael Felippe disse:
    28 de maio de 2014 às 22:10

    Ótima matéria, mais só vai melhorar a hora que a população parar de pagar valores absurdos nos produtos pra dizer que tem e a empresariada brasileira parar de reclamar de impostos e começar a parar de gastar com jatinho carro de luxo e etc. e começar a pensar em investimento e produtividade.Um bom exemplo foi foi na crise de 2008, e que parece que ninguém aprendeu a lição.



    Vagner Viana disse:
    29 de maio de 2014 às 13:13

    O tema é tão complexo, existem tantos atores que influenciam o resultado final que fica impraticável comentar tudo em um artigo. Mas a ideia central foi bem estruturada. O poder de compra do nosso dinheiro e irrisório o serviços públicos são caros ineficientes. Mas como a população em geral tem uma baixa formação, educação negligenciada por séculos, fica impossível mudar algo, pois quem define as leis e praticas de mercado são as minorias beneficiadas.



    29 de maio de 2014 às 19:52

    A Justiça do Trabalho é muito lenta no nosso País.a burocracia atrapalha muito.A coisa mais interessante como indivíduo e como País é ser Justo.Preços sempre são abusivos pois no nosso país tudo pode.Nunca premiam uma empresa com bom desempenho e nunca punem que tem um péssimo desempenho.Se deixar na mão do PT ele premiará todos, e isso é injusto.
    Solange Griebeler



    Thiago P. Célio disse:
    8 de junho de 2014 às 0:04

    Você esqueceu de mencionar a coisa mais importante que faz a gente ter impostos altos e consequentemente pagarmos mais caro pelos produtos e serviços. Me refiro ao taxa de juros da divida pública.



    Thiago P. Célio disse:
    8 de junho de 2014 às 0:11

    Acabei de ler todos os comentários. Apenas uma pessoa menciona a real culpa principal deste problema todo de preço alto, juros alto(etc), que são os bancos nacionais e internacionais. Infelizmente tenho que concluir que ninguém destes comentaristas sabem ao certo a real causa dos problemas. É uma pena.



    Fabio disse:
    30 de junho de 2014 às 11:36

    A inflação desde o início do plano real é mais alta no Brasil do que no resto do mundo. Ao mesmo tempo o real se desvalorizou menos. Apesar do mimimi que gera quando se fala isso, estamos com o real valorizado. Contudo, tudo continuará como dantes, a classe média, com razão, indo pra EUA e Europa… até quando? Até estourar nosso balanço de pagamentos e formos forçados a uma maxidesvalorização. por isso, cara pálidas, aproveitem pra viajar ao exterior em quanto é tempo.



    Osvaldo R.Pereira disse:
    1 de julho de 2014 às 15:35

    Pura verdade….,quem paga custo Brasil,são os consumidores.



    Antonio Alves disse:
    2 de julho de 2014 às 10:27

    Excelente artigo!
    Acredito que os preços no nosso país são mais altos devido aos gastos exorbitantes do governo advindos da corrupção desenfreada, aonde nosso país vai parar?



    enocir Gonçalves disse:
    6 de agosto de 2014 às 18:12

    Parabens pela discussão. Com relação aos bens duráveis concordo. Mas fui depois de muitos anos, novamente a Europa . Reino unido e Italia. Me impressionei com os altos preços para tudo. Taxi. Agua. Restaurante cerveja tudo o que era de consumo pagamos, em reais umas 4 vezes mais que no Brasil.



    claudio do valle del debbio disse:
    6 de agosto de 2014 às 23:32

    Muito bem observado Ricardo. Ótimo artigo. Gostaria de acrescentar que as reformas tributária, politica e investimentos em infraestrutura e educação são fundamentais para reverter este ciclo negativo de preços distorcidos no b Brasil. O problema é que eles não tem o mínimo interesse em fazer.



    gilbert disse:
    10 de agosto de 2014 às 18:47

    Existem tantos fatores que influenciam na política de preços praticadas em nosso país, mas creio que a corrupção desenfreada é um dos fatores principais.



    Theodoro Ottomar Bach disse:
    12 de agosto de 2014 às 14:33

    O juro é caro porque não poupamos , pagamos 11% ao invés de 1%, se poupássemos como Japão ganharíamos 10% isto em uma divida de 3 Trilhões representa uma economia de 300 bilhões por ano, investimos 2% do PIB em infraestrutura onde a China investe 8%, se resolvêssemos estes dois itens o Brasil era outro, temos que atacar as causas para cessarem os efeitos.



    Luis Claudio disse:
    19 de setembro de 2014 às 23:23

    Por quê não se diz logo que vivemos um Capitalismo de Estado que protege umas 5 ou 6 empresas de cada área, cria regulamentações e taxações impede a livre concorrência e a consequente redução de preços ? (vide o setor automobilístico, telefonia móvel, etc)



    Marcelo disse:
    20 de setembro de 2014 às 7:34

    excelente análise, além da grande carga tributária, acredito que um grande fator que contribui pro preço excessivo é a facilidade de crédito, o que aumenta o consumo aliado a baixa produtividade interna. O brasileiro está acostumado a comprar parcelando, ou seja, nosso consumo é baseado em dívidas empurradas com a barriga, pois nosso salário suporta o consumo mensal.



    20 de setembro de 2014 às 21:11

    Um governo que estimula o consumo e não fala de poupar… População vive endividada, por consequência. Faltou dizer que se houvesse estímulo para poupar, um mínimo que fosse, teríamos um consumo moderado, assertivo e crescimento econômico real. Com poupança, (generalizando os vários tipos de poupar, não somente a modalidade da caderneta de poupança) as várias esferas de Governo não arroxariam tanto a carga tributária e teria tantas dívidas infindáveis, internas e externas, havendo mais e melhores investimentos públicos, já que o investimento das pessoas e das empresas é lastro.
    Majoração de preços é a herança que recebemos da hiperinflação nos anos da redemocratização. Algo que se justifica hoje para o importador e o produtor industrial nacional e varejista assegurar a saúde e garantia de sobrevivência do seu negócio. Ou seja, um círculo vicioso, pois nem mesmo o empresariado tem tradição de poupar.
    Precisamos fazer a Imprensa denunciar isso, sem ter medo dos empresários que as sustentam com verbas publicitárias. E a população precisa ser informada de que precisa mudar seus hábitos, para quem sabe, daqui a quatro anos, tenhamos orgulho dos Governos que saem e desejemos que os que entrem sejam no mínimo semelhantes.



    21 de setembro de 2014 às 5:53

    Obrigado por ter tirado um tempo para responder as perguntas que as pessoas estão de fato perguntando. Quem sabe seja o grito da minha geração (tenho 34 anos) saber porque nós pagamos preços absolutamente disproporcionais ao que pagam em outros países. Tendo morado 21 anos do exterior, fico chocado ao ver o quanto nós empresarios sofremos para engajar nas atividades mais basicas de business. Minha esposa consiguiu o algara na base do choro! Inacreditavel! Jack Welch fala sobre o cancer da burocracia e sem duvida nenhuma somos vitimas dos tumores e excrescencias mais severas. Que este novo governo venha simplificar nossas vidas e nos ajudar a desbravar um novo brasil!



    andre disse:
    21 de setembro de 2014 às 11:09

    Vamos lá,
    a vários anos vejo os “empresários e fiesp” falando que se baixar os juros e reduzir o custo de energia eles poderão dar um “salto” na produtividade e competitividade.
    Em 2013 Dilma baixou muito o custo da energia e reduziu os juros.
    E o salto ocorreu?
    Não!
    Mas porque não?
    Porque durante todos estes anos boa parte dos nossos empresários mentiram!
    A maior parte do lucro das empresas esta nos juros; deixaram de ganhar com a produção e passaram a viver de juros. Por isso em 2014 os juros voltaram a crescer.
    O governo Dilma investe muito em infra-estrutura, os programas eleitorais estão mostrando obras em quantidade, que nós nem sabíamos!
    A imprensa esconde!
    No que se refere a educação – sou professor- tivemos uma ampliação incrível.
    Na pesquisa os investimentos foram multiplicados por 10!
    18 novas universidades, 170 campus avançados (interiorização), 423 novas escolas técnicas, fies, prouni,…, isto significa que em breve nossa economia será impactada por melhores infra-estruturas e funcionários mais qualificados, além de energia mais barata(com chuvas normais!).
    E o que vai ficar faltando?
    A imprensa tem de parar de incentivar o pessimismo; isto gera uma perspectiva negativa que se auto-alimenta.
    E os empresários tem de trocar o lucro no mercado financeiro pelo lucro da produção.
    Como faziam nossos avós!
    Dilma esta correta em diminuir as margens; no Brasil as margens são inacreditavelmente altas; todos os setores precisam diminuir as margens! com isso os preços irão cair e o custo diminui!



    Chico disse:
    8 de novembro de 2014 às 0:53

    O problema também é que o brasileiro não sabe consumir. Eu tenho um MacBook Retina de 15″ polegadas, um laptop que custa seus 10 mil. Eu paguei sete, comprando em uma grande rede de varejo. Qual é a mágica? Negociar, chorar, postergar a compra até que o preço melhore. Ainda é um valor alto para muitos, mas como desenvolvedor de software, eu busquei a ferramenta mais confortável e que aumentasse a minha produtividade. Gosto de workstations móveis da Dell (Precision) e Lenovo (ThinkPad), mas os equipamentos de melhor qualidade dessas marcas nem chegam no nosso varejo. O da Apple pode ser experimentado no show room das lojas.

    Aqui no Brasil a regra é não negociar, como se pechinchar fosse algo desabonador ou “de pobre”. Tem que chorar e, se for o caso, abortar a ideia de adquirir um produto se as condições forem adversas.

    A minha aposta é que o iPad 4, aquele que há pouco tempo era o que havia de melhor no mercado, vai ser oferecido por 799,00 antes do natal. Há pouco mais de um ano, muita gente pagou mais que o dobro e ainda parcelado em 12x.

    A única coisa que não dá muita margem de negociação é moradia e alimentação. O resto, inclusive escola das crianças, tem uma boa flexibilidade. A escola pública não é o fim do mundo, mas passar por dificuldades financeiras, pode ser. Sempre estudei nelas, da primeira série à pós-graduação.



    Alexandre Paiva disse:
    8 de novembro de 2014 às 6:45

    Falta incluir no custo as despesas decorrentes das operações atípicas com cartão de crédito.
    Venda em 10 ou 12 vezes “sem juros”, taxa de antecipação de recebível e a própria taxa atípica, também, da admistradora do cartão.



    Enio disse:
    16 de dezembro de 2014 às 13:36

    Em tudo, o problema que considero maior num sistema “gigantesco”, como o brasileiro, é a falta de cultura nacional em não absorver ou aceitar as altas de preços, sejam elas quais forem e quais seus motivadores. Se preços se elevam, não consumamos. Não seria necessário, por parte de qualquer governo, políticas agressivas ao crédito, se o povo deste país soubesse a hora de dizer não ao consumo. Existe uma solução relativamente fácil para os governos, que nunca vejo empregada pelos mesmos: A propaganda. Utilizemos os meios de comunicação para educar o povo, trabalhando uma educação sobre o consumo. Utilizando tv, rádio e internet, para ir criando uma noção de civismo no brasileiro, que ele ainda não tem. A propaganda é um método de grande eficiência sobre qualquer nação. Com resultados práticos e rápidos. Basta querer.



    Ricardo disse:
    19 de dezembro de 2014 às 18:24

    Esse seu artigo dificilmente deixará de estar atual.Os anos se passam e nos Brasileiros continuamos calados engolindo impostos em cima de tudo que compramos.Espero sinceramente que um dia esse quadro mude.



    empregow disse:
    22 de dezembro de 2014 às 21:13

    Muito boa a matéria, sou seu fã



    Geraldo Maia disse:
    1 de janeiro de 2015 às 10:36

    Caro Ricardo,

    Muito bons seu artigo e também os comentários.

    Fico feliz em verificar que não sou só eu que vejo as coisas dessa forma.

    Sumarizando tudo que foi dito por você e pelos que apresentaram seus comentários: Estamos em maus lençóis!

    A pergunta que temos que nos fazer agora é: Como mudar?

    Pessoas como nós, que conseguem enxergar no meio desse nevoeiro, são capazes até de preparar um plano de ação lógico e estruturado para começar a resolver os problemas, mas quem, com cacife político, vai bancar isso?

    Infelizmente a única saída plausível que consigo ver é a da educação, mas essa somente vai permitir arregimentar mais gente para o apoio necessário a médio/longo prazo.

    Você ou algum de seus leitores tem uma outra saída?

    Um abraço,

    Geraldo



    Ronaldo disse:
    3 de fevereiro de 2015 às 10:00

    E a cada ano que passa estamos vendo que essa será a realidade no Brasil. Agora tudo está mais caro aqui com essa crise sem fim!!!



    Leonardo disse:
    4 de fevereiro de 2015 às 14:31

    Pagamos mais caro no Brasil em parte por causa dos nossos elevados impostos, do ‘custo Brasil’ e das elevadas margens de lucros. Mas é preciso acrescentar que uma das causas fundamentais é a baixa produtividade do trabalhador brasileiro (em todos os níveis de qualificação!), medida por organismos internacionais. Por exemplo, a produtividade do trabalhador argentino é cerca de 30% maior do que a do trabalhador brasileiro, dos mexicanos é 60% maior, dos chilenos é 100% maior e a dos norte-americanos é 5 vezes maior (400%).



    Rafael Alves disse:
    4 de fevereiro de 2015 às 17:15

    Emfim uma explicação mais sensata



    Murilo disse:
    4 de fevereiro de 2015 às 17:35

    Eu só acho td uma comédia na republiqueta das Bananas (e dos Bananas) ….. se fala isso há 20, 30 anos .. e ninguém faz nada. Falta peito, falta competencia, falta coragem, falta dignidade, falta tudo ! Desde a perversidade do PT a demagogia do PSDB, todos tiveram oportunidade de mudar, melhorar, sem q fosse lentamente, mas nadaa !!!! 16 anos poderia-se reduzir a carga trib em 1 % ao ano e um ganho de 2 % no salário minimo acima das regras atuais ….. a HISTORIA SERIA OUTRA …..



    Wilson disse:
    5 de fevereiro de 2015 às 13:46

    Concordo plenamente com o que disse o Marco.
    Se eu posso vender por 500,00 , porque eu iria vender por 100 ?
    Existem vários outros segmentos além dos citados.
    Agora, quem manda é o mercado se não, não teríamos as liquidações, promoções e o escambau.
    Enquanto nós estivermos pagando vai ser assim



    14 de fevereiro de 2015 às 11:54

    Cara estamos em uma situação complicada! É triste….



    Anderson disse:
    3 de março de 2015 às 21:18

    É revoltante como o Brasil lida com sua econômica! Enquanto os mais fortes crescem os menores perecem. ótimo artigo!



    anderson disse:
    4 de março de 2015 às 11:46

    Buscar medidas que facilitem a distribuição de renda poderá solucionar esse problema da nossa economia.



    Walle disse:
    6 de março de 2015 às 10:43

    Muito bom, otimo artigo…



    marcos disse:
    9 de março de 2015 às 17:52

    ótimas informações, muito bom artigo.



    junior disse:
    10 de março de 2015 às 14:50

    Gostei muito das informações…



    Josué Caritá disse:
    13 de março de 2015 às 5:51

    Prezado Ricardo,
    Gosto muito de seus textos, e também de vossa pessoa, porém na questão de importações, elas do jeito que são, feitas, sem maiores estudos, matam a indústria nacional. O preço do produto importado tem que ser competitivo com o nacional, e não massacrá-la, como frequentemente acontece. De resto, assino em baixo de tudo o que escreveu.



    Elza disse:
    13 de março de 2015 às 9:33

    Seu discurso procede, mas o país não é mandado apenas por um governo. Desde o Brasil colônia que até hoje nada mudou…manda quem tem poder.Na época do império já não se investia o suficiente em educação e hoje continua do mesmo jeito. Como podemos mudar um país se a base é a educação? A classe dominante quer manter o sistema e os pobres que danem.



    diorgi disse:
    13 de março de 2015 às 12:19

    Ótimo artigo! Deveriam ensinar economia básica nas salas de aula dos ensinos fundamental e médio. Isso faria toda a diferença nas urnas.



    Matheus disse:
    31 de março de 2015 às 2:58

    A corrupção está impregnada em nosso país desde os primórdios da colonização. Realmente, tudo é mais caro no Brasil e quem mais sofre são as pessoas das classes C e D. É necessária uma mudança drástica geral nesse país, para que um dia ele possa se tornar um país de primeiro mundo.



    Susana disse:
    6 de abril de 2015 às 11:03

    Este post é muito elucidativo.
    Infelizmente é triste constatar que uma solução para estes problemas parece estar distante.

    Existem muitos produtos e serviços que poderíamos boicotar, mas muita gente aceita pagar caro por eles e a perspectiva de mudança parece longe



    anderson disse:
    6 de abril de 2015 às 20:17

    EXCELENTE ARTIGO
    MAS NO BRASIL PARA HAVER UMA MUDANCA REAL
    E NECESSARIO UMA REESTRUTURACAO GERAL DO ZERO DESDE PRESIDENTE SENADORES GOVERNADORES E DEPUTADOS, RETIRAR TODOS OS MENTORES DA CORRUPCAO DO GOVERNO ,PARA DEPOIS SIM HAVER MUDANCAS NA EDUCACAO E ETC..
    POIS UMA LARANJA PODRE ESTRAGA TODAS AS OUTRAS, AI NAO ADIANTA.



    Thiago disse:
    8 de abril de 2015 às 14:17

    Artigo muito bom!
    Parabéns!



    Silviamaria disse:
    26 de abril de 2015 às 11:02

    Eh Ricardo infelizmente o seu ótimo artigo continuará atual por muito tempo. Parabéns um abraço Silvia



    R.Costa disse:
    26 de abril de 2015 às 15:55

    A carga tributária e a burocracia, incluindo a legislação trabalhista ultrapassada aumentam o risco do negócio e consequentemente os empresários aumentam a margem de lucro. O Brasil é um lugar muito hostil ao empreendedor. Não é a toa que grande parte da população almeja passar em um concurso para um cargo público, ao invés de empreender na iniciativa privada. Isto é lamentável!



    Marcos disse:
    26 de abril de 2015 às 17:56

    ótima questão essa. Parabéns!



    Edevaldo Lima disse:
    5 de maio de 2015 às 18:13

    Muito bem explicado Ricardo.



    Mateus disse:
    5 de maio de 2015 às 21:20

    Infelizmente no Brasil é disso a pior.



    Visite aqui disse:
    11 de maio de 2015 às 9:33

    O Brasil é o país com a maior carga tributária…



    lúcia disse:
    12 de maio de 2015 às 11:05

    ótimo artigo! No Brasil tudo é mais cara e a cada dia fica pior! Parabéns pela mensagem, muito construtiva.



    André Knap disse:
    18 de junho de 2015 às 0:51

    Muito bom Ricardo !!! Muito boa a análise, gosto muito do blog!



    mateus disse:
    1 de julho de 2015 às 20:49

    O preço no Brasil de qualquer produto só piora, eu acredito que isso só ficará pior com esse governo.



    Derik disse:
    4 de julho de 2015 às 20:52

    Infelizmente o Brasil é um país de muita burocracia, isso acaba retrocedendo a economia. No que tange à formalidade de empresas, é certo que o país tem tentado melhorar o sistema burocrático para aberturas das mesmas, mas ainda assim existem muitas empresas que ainda estão na informalidade, o que acaba dando margem para menor competição e impactando diretamente no bolso do consumidor, o qual é obrigado a pagar mais caro por um produto quando deveria esse estar dentro de seu orçamento.



    5 de julho de 2015 às 10:24

    O Brasil está caindo em uma cilada fiscal e sinceramente eu não sei quando vai parar.



    Júlia disse:
    7 de julho de 2015 às 9:10

    O Brasil ainda precisa melhorar em muitos aspectos quando o tema é a economia, ainda bem que temos blogs de qualidade como o seu para oferecer conteúdo crítico que faz o país crescer.



    Nicole disse:
    11 de julho de 2015 às 9:41

    É um absurdo a diferença de preços, entre os praticados lá fora e aqui, e estive vendo, mesmo com a alta do dolar continua valendo a pena. E lá fora, os serviços funcionam, enquanto aqui, cobrando esses impostos altos, quase nenhum serviço público presta. E o pior de tudo não vejo perspectiva nenhuma de melhora.



    15 de julho de 2015 às 19:53

    Eu trabalho com internet e creio que o nosso país perde muito dinheiro por não investir em tecnologia e cobrar tão caro pra ter servidores aqui no Brasil



    26 de julho de 2015 às 15:06

    Os preços estão totalmente cheio de impostos, por isso estão tão elevados. Lamentável.



    Marco Cesar disse:
    27 de agosto de 2015 às 20:15

    O nosso Brasil precisa de uma estruturação total.Excelente artigo



    pyong disse:
    3 de setembro de 2015 às 0:34

    O mais revoltante é saber que as medidas necessárias para mudar a situação do Brasil não são nenhuma novidade.
    Isto é falado há décadas!
    O problema está na cultura do “jeitinho”, da malandragem, em querer tirar vantagem em qualquer situação.
    Enquanto isto permanecer no Brasil, é muito difícil enxergar uma melhora significativa por aqui.



    medeiros disse:
    3 de setembro de 2015 às 18:42

    ótima dedução sobre como funciona o processo da economia no Brasil. Esperamos que tudo melhore,mas depois dessa crise ficará ainda mais difícil.



    julinha disse:
    3 de setembro de 2015 às 19:37

    O sistema atual baseado somente em impostos só desloca o poder econômico ainda mais para o prejuízo inerente.



    Marcelo disse:
    4 de setembro de 2015 às 9:42

    Simples, carga tributária, corrupção, instabilidade tudo isso para que se cobre mais, descobriu a América.
    1 – Por que a carga tributária é tão alta?
    O escalonamento dos gastos realizado com o legislativo no pais é um absurdo. Gasta-se mais com o legislativo do que com educação e saúde juntos, ou seja, para manter umas 10.000 pessoas as outras 200.000.000 tem que pagar e muito caro.
    2 – Por que ha tanta corrupção no Brasil?
    Se os empresários fosse honesto, não haveria tanta corrupção, que alias a corrupção não é apenas dos políticos, quem paga também é corrupto. A falta de bom senso dos empresários é outra forma, crio um mercado corrupto depois cobro porque esse mercado é corrupto, é simples, eu corrompo porque o mercado é assim, é assim que as coisas funciona. Isso não justifica o lucro.
    3 – Porque a mão de obra não é qualificada no Brasil?
    Até o fim dos anos 90 as industrias mantinham uma estrutura de conhecimento, hoje isso ficou a cargo dos trabalhadores, e a maldade não para por ai, os empresários querem que você trabalhe 8 horas por dia e estude 4 horas(fora a o curso de bacharel), isso somando ao tempo de deslocamento e almoço e janta isso gira em média 16 horas por dia e no sábado você a aprende um língua nova, se não você não estará preparado. Se pararmos para pensar que porque a educação no Brasil virou sucata. São Paulo o estado mais rico da federação, acabou com qualquer perspectiva quando o Santo da Mídia Mario Covas aprovou a educação progressiva, sem reprovação, apesar de tudo nunca vi um empresário lamentar isso, pelo contrário, apoiam esse tipo de partido.

    Podemos tirar de conclusão disso, que a situação, ou a direção do país
    é realizada por empresários, que mantém seus políticos no poder, dessa forma continuo a acreditar que o lucro exorbitante no pais, não é por causa do protecionismos, mas pelo mau caracter de alguns empresários e da ganância, afinal para alguns quanto pior melhor, se alguém tem dúvida disso, leia a história do nordeste.



    ILCINEI disse:
    20 de setembro de 2015 às 16:22

    Enquanto o brasileiro não tiver boa formação para entender como funciona esta mega empresa de governar e consumir,pouco se resolverá.É inviavel pagar tanto imposto e receber tão pouco de volta.



    souza disse:
    4 de outubro de 2015 às 8:56

    Isso é realmente revoltante! Obrigado pelo artigo.



    25 de outubro de 2015 às 8:48

    Pagar Mais caro no Brasil Virou festa!
    Estamos acostumados a necessitar e não ver preços e sim necessidade isso é um erro!
    Educação Financeira já.



    25 de outubro de 2015 às 8:52

    A gente Sabe que no Brasil Tudo é Muito caro.
    Temos que aprender a ser mais Educados Economicamente Dizendo!



    Jair disse:
    20 de novembro de 2015 às 20:35

    Não adianta, o Brasil está realmente perdido. Muito triste.



    30 de novembro de 2015 às 15:05

    Muito simples, o povo não tem noção de preço, então cobra-se quanto quiser.
    Pensamento básico: pra começar e vou colocar 100 se alguém pagar fica como preço padrão se ninguém pagar eu diminuo um pouco ate encontrar um valor que as pessoas paguem, ninguém esta preocupado em cobrar o valor justo.



    2 de dezembro de 2015 às 7:57

    A carga tributária é justa enquanto necessária, devemos então torna-la desnecessária com a mudança de fazer política, ninguém deveria viver da atividade política, como defende o partido dos dez salários minimos.



    18 de dezembro de 2015 às 21:22

    Ótimo artigo!



    21 de dezembro de 2015 às 13:59

    Nossa um absurdo os Preços aqui no Brasil! Chega Disso!



    21 de dezembro de 2015 às 14:00

    Lamentável Tudo isso!



    21 de dezembro de 2015 às 14:00

    Isso é extremamente lamentavel!



    Roberto disse:
    26 de dezembro de 2015 às 14:37

    Ricardo, artigo é muito legal. O completaria dizendo para que são utilizados o dinheiro dos impostos: uma educação publica péssima, que as escolas particulares não deixam melhorar; juros bancários altíssimos que o governo precisa pagar aos bancos pois os artigos 164 e 166 da Constituição Federal obrigam o Governo a pegarem dinheiro dos bancos, pagando os mesmos juros que nós; financiamentos aos clubes de futebol, grandes latifundiários e até às empresas como a Rede Globo que devem o BNDS o valor de r$ 3. 000. 000. 000 bilhões e que nunca foram pagos.



    28 de dezembro de 2015 às 11:36

    Lamentável, se isso não mudar o Brasil vai afundar de vez.



    Milla disse:
    4 de janeiro de 2016 às 20:58

    Excelente artigo!



    gilberto disse:
    7 de janeiro de 2016 às 8:53

    Ricardo obrigado pelo seu artigo, sem dúvida de extremo valor, esperamos ainda ter um Brasil mais justo.



    Jorge Mateus disse:
    11 de janeiro de 2016 às 20:18

    Estamos sem rumo…



    Abel Mendes disse:
    11 de janeiro de 2016 às 20:20

    Excelente artigo, mas lamentavel tudo que esta acontecendo no Brasil.



    Julia Rosana disse:
    15 de janeiro de 2016 às 16:41

    Realmente esta ficando complicado a cada ano no Brasil.



    17 de janeiro de 2016 às 13:21

    Eu gostaria de viver para ver o dia em que as coisas se tornem mais justas…



    18 de janeiro de 2016 às 12:28

    Infelizmente o Brasil está longe de ser 1º mundo.



    1 de março de 2016 às 12:39

    é verdade, o Brasil esta longe de galgar novos lugares pois sempre é rebaixado..



    José Ricardo disse:
    5 de março de 2016 às 13:48

    Muito simples, o povo não tem noção de preço, então cobra-se quanto quiser.
    Pensamento básico: pra começar e vou colocar 100 se alguém pagar fica como preço padrão se ninguém pagar eu diminuo um pouco ate encontrar um valor que as pessoas paguem.



    Karina disse:
    7 de março de 2016 às 18:39

    Há muitas coisas entre o ceu e a terra e que jamais iremos saber a verdade. A única verdade é que manter a “massa” teleguiada ajuda em muito a manter as coisas “como” estão.



    Gilmar disse:
    7 de março de 2016 às 18:44

    Artigo excelente, Parabéns!!!



    Guia Mulheres disse:
    16 de março de 2016 às 20:19

    Obrigado por compartilhar esse conteúdo.



    30 de março de 2016 às 15:25

    ótima maneira de prender o leitor! muito massa.



    Marlon Vieira disse:
    30 de março de 2016 às 15:28

    Eu tô esperando mais conteúdos! Muito bom.



    Wilson disse:
    30 de março de 2016 às 15:31

    Agora sim eu sei o que fazer! Vou começar agora. Obrigado.



    Christian disse:
    30 de março de 2016 às 15:33

    E ainda tem gente que fala que não entende um conteúdo tão bom! Obrigado.



    Afonso Nunes disse:
    30 de março de 2016 às 15:35

    Muito massa esse artigo! Valeu mesmo.



    Clayton disse:
    30 de março de 2016 às 15:38

    ótimas ideas passam agora em minha cabeça! agradeço.



    Louis disse:
    30 de março de 2016 às 15:40

    triste realidade.



    30 de março de 2016 às 15:42

    Eu estive a espera de conteúdos de qualidade e encontrei o seu finalmente.



    30 de março de 2016 às 15:45

    Um absurdo!!! Quando terá fim tanto abuso?



    30 de março de 2016 às 15:48

    ótima ideia! Eu não sabia que isso ajudava tanto.



    Anthony disse:
    30 de março de 2016 às 15:51

    Que país é esse? E o povo ainda paga, revoltante!



    Rian Lucas disse:
    30 de março de 2016 às 15:54

    Excelente conteúdo! Certamente vai ajudar.



    Thor Bin disse:
    30 de março de 2016 às 15:56

    Agradeço imensamente pelo seu conteúdo! Muito eficiente.



    Valdes disse:
    9 de abril de 2016 às 16:58

    Muito bom esse artigo



    13 de abril de 2016 às 9:48

    Realmente, no Brasil sempre pagamos mais caro e recebemos o pior. Lamentável!



    lucas disse:
    19 de abril de 2016 às 14:34

    O ciclo vicioso continua, porém há mais de 20 anos, no mínimo.



    Nice disse:
    1 de maio de 2016 às 19:14

    Ainda sofremos com os mesmos problemas e infelizmente 1 impeachment não será suficiente para melhorar as coisas.



    3 de maio de 2016 às 17:08

    O Brasil sempre vai ser caro não somente pelo impostos, mas também pela corrupção que acomete todos os órgãos e serviços brasileiros, corrupção generalizada com que encarece os serviços.



    6 de maio de 2016 às 11:09

    realmente, isso é uma verdade. Precisamos urgente rever esses conceitos e tirar quem realmente atrapalha nosso país….



    Wilker Costa disse:
    17 de junho de 2016 às 11:51

    Realmente está cada vez mais difícil viver nesse país.



    Paulo disse:
    1 de julho de 2016 às 17:31

    Parabéns pelo artigo !



    Antonio disse:
    2 de julho de 2016 às 13:02

    Parabéns,Ricardo muito bom o assunto do artigos infelizmente no nosso Brasil é assim mesmo.



    Alberto disse:
    7 de julho de 2016 às 19:15

    Muito bom seu post. Já estamos proximos de mais uma eleição e vamos ver dessa vez como os brasileiros e brasileiras, irão votar.



    Invasão Tech disse:
    13 de julho de 2016 às 8:41

    E um absurdo a quantidade de impostos que pagamos no Brasil quando comparado com outros países.



    leonoel disse:
    20 de julho de 2016 às 16:17

    O nome da moeda brasileira agora é CAB$ (Custo Abusivo Brasil)até 2100!!!



    24 de julho de 2016 às 23:00

    Complicado essa historia, o consumidor deveria saber o valor exato que esta pagando. Assim como nos estados Unidos acontece e claro o valor não chega nem perto a esse abusivo do Brasil. Basta!!!!!!



    3 de agosto de 2016 às 20:56

    O Problema é que Vivemos num País Muito, Mas Muito Corrupto !!



    Marcelo disse:
    15 de agosto de 2016 às 15:52

    Excelente colocação, nos precisamos cada vez mais de pessoas que tenham essa visão e que possam esclarecer melhor como o Brasil funciona.



Deixe seu comentário

Acompanhe Ricardo Amorim na mídia
Istoe

Artigos do Ricardo Amorim
/ LEIA

Manhattan Connection

Desde 2003, Ricardo é apresentador do Manhattan Connection, atualmente no canal Globo News
/ VEJA

Radio Eldorado

A economia pode ser um agente poderoso de transformação
/ CURTA


Opinião de Ricardo Amorim - Economista Independente