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Capitalismo tupiniquim

postado em Artigos


Revista Istoé

03/2013

Por Ricardo Amorim

 

 

Segundo estimativas da empresa de pesquisa de mercado IHS iSuppli, os componentes de cada iPhone 5  de 16GB custam R$388,00 e sua montagem R$15,00, totalizando R$403,00. Ao conhecer esta informação, a maioria dos brasileiros tem dois tipos de reação. Uns ficam indignados com os lucros abusivos da empresa. Outros a defendem, apontando custos não computados, como distribuição e impostos, por exemplo. Portanto, os lucros seriam “normais”.

 

Efetivamente, no Brasil os impostos respondem por uma parcela significativa da diferença. O mesmo aparelho que é vendido por R$1.265,00 nos EUA, custa R$2.600,00 aqui. A maior diferença vem de impostos. No Brasil, ao comprarmos um iPhone, pagamos dois, um à Apple, outro ao governo.

 

Além disso, em nossa sociedade que demarca diferenças socioeconômicas pelos padrões de consumo, os consumidores dispõem-se a pagar preços que, em outros países, fariam o produto encalhar. Isto permite que as empresas tenham margens de lucro mais elevadas aqui.

 

Estas distorções não afetam apenas o preço do iPhone, mas de tudo que compramos aqui. Pelo preço de uma Ferrari 458 Spider no Brasil, compra-se o mesmo carro, um apartamento e um helicóptero em Nova York.

 

Devido ao péssimo uso dos recursos arrecadados, nossos impostos elevados causam-me particular indignação, mas outra distorção brasileira preocupa-me ainda mais. Associamos lucros a bandalheira e, portanto, margens de lucro altas precisam ser limitadas ou, no mínimo, justificadas.

 

Nos EUA, o iPhone  que custa R$403,00 para ser produzido é vendido por R$1.265,00. Mesmo descontando impostos – ainda que menores do que os nossos – e outros custos, sobra à Apple uma margem de lucro gorda, explicando porque ela se tornou a mais valiosa companhia do planeta. Lá, lucratividade elevada é considerada mérito pelo trabalho bem feito, neste caso particularmente em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e marketing. Por aqui, o lucro é o capeta, razão de desconfiança e vergonha.

 

Se não mudarmos nossa mentalidade, o Brasil nunca será um país rico. Ou acabamos com as distorções de nosso modelo econômico ou seremos o país do futuro do pretérito. Ao contrário do que pensam muitos, a valorização do lucro não precisa ser antagônica à melhora do padrão de vida da população como um todo. Aliás, pode e deve ser exatamente o contrário, como provam os países nórdicos.

 

No Brasil, isto teria de começar por uma intromissão muito menor do Estado na economia. É na promiscuidade do público com o privado que surge a maioria das distorções que mancham a percepção da opinião pública brasileira quanto ao lucro. Em uma economia onde o Estado é onipresente, com frequência é mais lucrativo ser amigo do rei do que acertar as decisões empresariais ou inovar. A partir daí, lucro vira pecado.

 

Infelizmente, o contrário tem acontecido. Nos últimos anos, o montante de recursos que o Estado desvia da iniciativa privada através de impostos tem aumentado, assim como as intervenções na gestão de empresas públicas e privadas. Salta aos olhos o papel crescente do BNDES. Capitalizações com recursos públicos superiores a R$300 bilhões desde 2008 permitiram que ele se tornasse um acionista importante em várias grandes empresas brasileiras. Além do risco aos cofres públicos, este processo reforçou a percepção de que temos um capitalismo de compadres. Muda Brasil, enquanto é tempo.

 

Ricardo Amorim

Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.

 
 





    Luis Carlos de Sá Vianna disse:
    15 de março de 2013 às 8:05

    Prezado Ricardo. Tenho uma dúvida cruel. Se o governo extinguisse todos os impostos, nossos empresários manteriam os preços? Ou aumentariam seus produtos para compensar a diferença? O mundo vive em equilíbrio, isto é, todos aqui se merecem. Não esqueçamos que a maioria dos congressistas é composta de empresários.



    andre lavor disse:
    15 de março de 2013 às 8:07

    Excelente visão. E muitas das vezes, quando o governo desconfia que sua empresa está tendo uma margem grande em um produto, entra no seu negócio e determina a margem, como nos combustíveis por exemplo.
    Empresas com ebitdas altos, se escondem e Tem vergonha de falar o resultado, para não ser visto como bandido !



    Eliana Arruda Di Giacomo disse:
    15 de março de 2013 às 8:08

    O MAIOR PROBLEMA É QUE O BRASILEIRO NÃO TEM A INDIGNAÇÃO QUE A LÓGICA ESPERA. ESTOU,AINDA,ESPERANDO A REFORMA TRIBUTÁRIA TÃO CANTA PELO GOVERNO QUE ATÉ AGORA NÃO VEIO.



    Ana Cristina Burjack disse:
    15 de março de 2013 às 8:14

    Como sempre Ricardo, você foi claro e absolutamente coerente. Parabéns, obrigado por trazer sempre uma luz a esta obscuridade Brasileira.



    15 de março de 2013 às 8:37

    O governo nada produz, apenas expropria do cidadão.
    Só podemos falar em preço justo quando há livre-mercado.
    Toda vez que o governo intervem na economia ele causa um descompasso econômico, age como um terremoto e não como uma chuva. Numa chuva todos são atingidos igualmente, já no terremoto os que estão em seu epicentro são os beneficiados.

    Ricardo, lhe convido a conhecer o meu blog, onde tenho escrito corriqueiramente como este governo intervencionista tem atrapalhado grandemente o Brasil.

    Abraço!



    Rodrigo Garcia disse:
    15 de março de 2013 às 9:15

    Fair enought. . .
    Procuro me colocar no lugar de quem fala sobre lucro abusivo das empresas. Eles nunca estiveram do lado do emprendedor para saber os riscos. E desconfio de quem muito fala do lucro abusivo em ser o proprio em ter esse tal padrao de consumo distorcido. . .



    Elaine disse:
    15 de março de 2013 às 9:25

    Ricardo, concordo em linhas gerais com seu artigo, entretanto, creio que também seria importante mencionar que o valor de um produto tecnológico agrega, além do preço dos componentes, o custo do desenvolvimento. Quanto custa manter pessoas competentes para criar e desenvolver um produto como o Iphone? Esse valor não deveria ser calculado como custo e não como lucro?



    15 de março de 2013 às 9:39

    Concordo plenamente. Além disso, o Estado é uma força que desequilibra o mercado de trabalho e suga os empregados mais capacitados para burocracia governamental, pois pode oferecer salários maiores à custa dos impostos do setor privado.

    Ou seja, prejudica duplamente as empresas.



    Jivago disse:
    15 de março de 2013 às 10:02

    Parabéns Ricardo. Suas análises são sempre esclarecedoras.



    Paulo disse:
    15 de março de 2013 às 10:59

    Belíssima análise, realmente devemos criar um novo conceito sobre lucro, para os empresários que tem medo de serem demonizados e para a opinião pública que por muitos motivos, de educação, condição social, sentimento de vítima, tem uma visão distorcida do empresário de sucesso um explorador feudal.



    16 de março de 2013 às 10:39

    Excelente texto Ricardo, como sempre no nosso Brasil a competência e o lucro são vistos com desconfiança!



    Jorge Emerson Prestes disse:
    16 de março de 2013 às 10:40

    Muito boa a matéria, realmente, pagamos carissimo por toda a tecnologia importada, trocamos tonedas de materia-prima por kilos de produtos tecnológicos.
    Os impostos são outro entrave, pagamos carissimo para manter nosso grande elefante: a administração pública.
    A solução para isso? em minha humilde opinião seria a população exergir o pagamento de menos impostos, redução do excesso de contingênte nos órgãos públicos e uma classe política menos corrupta e corruptora, além do investimento maciço em desenvolvimento educacional e tecnológico.



    George Alalou disse:
    16 de março de 2013 às 17:08

    Será que a minimização do Estado na economia seria a solução de todos nossos problemas?
    Lembremos que na crise internacional de 2008, a falta de intervenção do Estado dos EUA na economia, foi um dos fatores que ocasionou a crise.



    Silvia Pereira disse:
    17 de março de 2013 às 10:59

    A situação é pior: não pagamos mais do que o dobro só por produtos iguais. Pagamos mais que isso por produtos inferiores (até cremes, papel higiênico, shampoo, produtos de limpeza) dos mesmos fabricantes la de fora. Acho que o brasileiro é o pior tipo de otário: aquele que se acha esperto. Além disso é vaidoso porque vive em um local privilegiado em relação a todo o mundo(tem água, energia hidroelétrica,terrá arável abundante sem tocar na Amazônia, não tem tsunami, furação, terremoto, vulcão, invernos rigorosos e nunca foi arrasado por guerras devastadoras, nunca sofreu com ditaduras brutais tais como a stalinista ou hitlerista e algumas outras que ainda existem por aí, não tem população não manejável por ser enorme como Índia e China, ou muito pequena como Portugal e Chile, fala a mesma língua e não tem disputas étnicas ou religiosas significativas). Contando com estas vantagens invejáveis, ainda se acha vítima – a culpa é sempre do outro. E mais, é ignorante porque pouco conhece do resto do mundo, pouco estuda e pouco olha para além do seu quintal.



    josé barros netto disse:
    17 de março de 2013 às 13:59

    Bom, vamos por partes. A menção aos países nórdicos como exemplo de riqueza vai na contramão do que o articulista defende. Lá o imposto chega aos 55% da renda privada. São ricos e cobram impostos muito altos. Talvez os mais altos do planeta. Com isso há distribuição de renda e justiça social. Outra afirmativa com a qual não concordo é o estigma contra a riqueza no Brasil. O brasileiro não tem nada contra a riqueza. O brasileiro só não concorda em viver em um país em que alguns poucos são ricos e que a maioria esmagadora é paupérrima. O Brasil ocupa o lugar 97 na lista dos países com melhor distribuição de riqueza. Os países nórdicos, agora sim, são os primeiros da lista. E o pior da estrutura tributária brasileira é que ela arrecada dos mais pobres para entregar aos mais ricos, inclusive por meio do BNDES. Num contexto de tamanha injustiça social, não é de se estranhar a má reputação do lucro. Em um país onde o Estado só está presente para tirar do mais pobre para dar ao mais rico, é mais lucrativo ser amigo do empresariado, ainda que ele não produza nada que preste.



    André Luis Elizio de Souza disse:
    17 de março de 2013 às 14:04

    Realmente, o lucro não é o vilão. Não são os lucros que tornam o país desigual, mas o modo como todo mundo quer tudo sem fazer nada por isto.
    Porque uma empresa não pode ter lucros gordos? Ao invés de limitar os lucros, o governo só deveria cuidar para que as empresas usem parte deste lucro para fornecer empregos e melhorar os salários.
    Mas prometer às pessoas que os empresários devem distribuir seus rendimentos do nada, e que basta ser pobre que você não precisa trabalhar (almoço de graça), é excelente para angariar votos.



    18 de março de 2013 às 1:15

    Esta matéria não me traz nada de novo! Afinal de contas, sabe-se que nosso País, é um dos que: Arrecada mais e beneficia menos! Está entregue às mãos de corruptos! Há ingerência, corrupção extrema e proliferação da bandidagem…O que esperar de um País como este? Como ficarão nossos netos e bisnetos? Complicado…Muito complicado…



    Luiz Cláudio Gonçalves disse:
    18 de março de 2013 às 8:26

    Como sempre, reflexoes e consideracoes perfeitas.
    Parabens Ricardo



    Ibaney Chasin disse:
    18 de março de 2013 às 8:30

    Ricardo, meu caro,
    Acopanho-te desde teus primeiros programas no Manhattan…

    A verdade é que a promessa Brasil fez-se decepção sem retorno – ao menos o horizonte dos próximos 10 anos se delineia, no mínimo esquisita.

    A bolsa de valores é a contra-prova cabal de um horizonte incerto e tupiniquim. Fomos vencidos pela estrutura promíscua do país e de seu capitalismo atrasado. E contra esse “estado natural” de ser e viver não há simples ferramentas econômicas que consertem. O Diogo está certo!! Os EUa e a Europa darão a volta por cima e a América Latina permanecerá numa lertargia que, infelizmente, sangra ainda mais sua população e perspctivas já diminutas.

    Enfim, Ricardo, espero que vc consiga implantar-se por aqui e prosperar. Mas, num país onde inexiste formação de indivíduos e, portanto, um tecido social crítico, a tarefa é quase desmedida!

    Boa sorte!

    Ibaney



    Ricardo Foster disse:
    18 de março de 2013 às 8:33

    Num país onde o governo, que apesar de intervencionista, se coloca na posição de inimigo do Empresário mas paradoxalmente, oferece a bolsa Louis Vuitton – o BNDES; num país em que a divulgação do orçamento 2013 da Câmara e Senado, depois de “cortes” nos gastos, é o mesmo que a cidade de Belo Horizonte, com 2,3 milhões de habitantes, não provoca indiginação, nem mesmo na mídia…. e que melhoria na Educação é sinônimo de aumento na quantidade de alunos…..! Em terra de olho, quem tem cego, errei!!!!
    Abs



    Rafael disse:
    18 de março de 2013 às 9:39

    Realmente, no Brasil, a percepção geral é de que o lucro é ruim, é vergonhoso. Não é. É necessário para gerar mais renda, mais emprego e mais impostos. É preciso equilíbrio quanto à seu conceito: demonizá-lo gera o retrocesso econômico. Sacralizá-lo gera injustiças sociais e trabalistas. Se equilibrado, ele se torna bom para todo mundo e aí, quanto maior, melhor.



    18 de março de 2013 às 9:42

    Capitalismo não…eu diria para vocês que somos próximos de algo como o comunismo. Isto mesmo, comunismo tupiniquim, com todas as suas ineficiências e injustiças. O governo tira tudo o que você tem de alguma forma ou outra.
    Tenho que pagar impostos sobre o quê ganho, sobre o que compro, pedágios, taxas, as mais diversas possíveis, além de ter que bancar saúde, educação, segurança para minha família….

    Acho que se tudo der certo vamos precisar de uns 200 anos para atingir um nível de consciência que nos permita sermos mais eficientes e justos.

    Abcs!



    Nelson Ázera disse:
    18 de março de 2013 às 10:02

    Como sempre os artigos do Ricardo, são excelentes e esclarecedores. Moro no Rio de Janeiro. Agradeço, caso ele faça alguma palestra no Rio, eu fosse comunicado, dando local, dia , hora e preço, quando poderia ter a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e comprimenta-lo por seu trabalho.Atenciosamente, Nelson Ázera



    18 de março de 2013 às 10:11

    Caro Ricardo Se olharmos as cotações da Bolsa de Valores veremos que 70% onde o Govermo interfere direta ou indiretamente vão mal. O resto aguarda uma intervenção do Governo pois não podem ir bem….

    Francisco Avila



    Joamir Bisterzo disse:
    18 de março de 2013 às 10:15

    Ricardo, como sempre excelente artigo. Vale acrescentar uma diferença entre o Brasil e os paises de 3o mundo, mesmo que alguns destes paises possuem também altas taxas de impostos, encarecendo os preços dos produtos, embora nada comparado ao Brasil, a populaçao tem retorno como segurança, hospitais, transporte publico,infraestrutura, etc. que funcionam. E no Brasil!!!!



    JM Leal disse:
    18 de março de 2013 às 11:41

    Ricardo,

    Estou defendendo esta posição a muito tempo, dizendo aos amigos e conhecidos que no Brasil o capitalismo merece um estudo a parte, sobre como se comportam determinados agentes econômicos e empresários.
    No Brasil todo mundo quer ser capitalista com o dinheiro do estado, se o estado nao atende determinado setor, este começa a dizer que este pais é uma vergonha que os impostos sao abusivos e etc…, o governo empresta o dinheiro ou apresenta alguma vantagem e fica tudo certo.
    O fato é que desde os anos 80, falamos em reforma do estado, reforma tributaria, desenvolvimento industrial, pólos de inovação e mais um monte de coisa que nunca andam mais do que um metro, ja estamos no sexto presidente pos ditadura, e todos literalmente todos dizem a mesma coisa, e fazem exatamente o contrários, e perpetuamos este ciclo de capitalismo a brasileira, nao mudamos nada e so que tem acesso ao BNDS ou é amigo do rei recebe regalias, e o resto do Brasil permanece assistindo sem fazer nada o Brasil sem infra-estrutura, sem política industrial, sem reforma tributaria e etc….
    Em suma o Brasil do capitalismo entre amigos.



    Rafael Serafin disse:
    18 de março de 2013 às 12:14

    Não seria capitalismo a iniciativa privada ter amigos junto ao rei? Bem de qualquer modo a margem de lucro poderia ser menor ou no minimo as empresas oferecerem alternativa de produtos como por exemplo agora na pascoa além de ovos de pascoa barras mais enfeitadas mas não há…



    18 de março de 2013 às 14:51

    Mais um texto fantástico! Parabéns .. Faço questão de distribuir suas publicações para meus alunos da graduação!



    Joao Dionisio Amoedo disse:
    18 de março de 2013 às 15:44

    Excelente artigo, em especial o penúltimo parágrafo.



    J. Eustáquio disse:
    18 de março de 2013 às 16:21

    Parabéns Ricardo. Mais uma vez você faz uma abordagem muito interessante de um assunto recorrente, mas bastante “árido” para a maioria dos brasileiros.
    Outro ponto interessante que você aborda é a crescente ingerência governamental na economia e, mais, em alguns casos estamos vendo é um novo processo de estatização de negócios. Às vezes negócios de interesse da maioria “poderosa”, como é o caso da criação da Embrapii, e em outras um exemplo típico de teimosia como a implantação do Trem Bala, onde o Governo já fala em “bancar” 80% do investimento. Grande abraço.



    18 de março de 2013 às 16:55

    Tudo leva a crer nisso tudo é a capacidade de nossos políticos, não tem preparo nenhum para uma política e formularem leis sérias e sem conchavos.
    Um pais onde o exemplo político vem de gente safada.



    Luiz Carlos Andrade Junior disse:
    18 de março de 2013 às 17:00

    Como executivo da Industria Automoblistica no Brasil, concordo em genero, numero e grau quanto a sua abordagem aos impostos e o lucro. Somos filhos de distorções terriveis, que podem e devem impactar em nosso futuro, caso não tenhameos a humildade de repensar e refazer nosso modêlo de desenvolvimento.



    Marcel Solimeo disse:
    18 de março de 2013 às 17:58

    Ricardo,

    Assino em baixo. Preocupa-me quando a presidente faz ” apelo ‘ aos empresários para repassarem a redução do imposto. Se, como é bem provável, outros custos subirem ( como o de transporte ) e os preços não baixarem, será pela ” insensibilidade e ganância dos empresários.

    um abraço

    marcel



    Julio Winck disse:
    18 de março de 2013 às 18:41

    Ou seja, o governo brasileiro é um Robin Hood ao contrário: esfola os pobres e entrega aos ricos.



    Denis disse:
    18 de março de 2013 às 22:45

    Somos uma nação ineficiente, cara, corrupta e burocrática.
    Nossa maior empresa perdeu 50% de seu valor acionário desde 2006.
    Imaginem se o brasileiro tivesse grana – de verdade e comprasse ações da petrolífera à rodo para se aposentar?
    Voltaria ao trabalho!
    Abrir uma empresa é um parto.
    Fechar, um dramalhão mexicano.
    Dois anos para tentar mudar a matriz e ramo de atividade de minha ME que pouca movimentação teve (e todos os Darf pagos corretamente).
    E dois anos perdidos…sempre vinha uma nova exigência, várias vezes a mesma exigência e várias vezes enviadas.Códigos..apenas, códigos exigiam.Mas sempre dava erro.
    Deixei para lá.Foi contra minha possibilidade e paciência.
    Minha contadora disse:”uma pessoa passou pela mesma situação.Mudou-se para a Dinamarca.”
    Ficamos 5 anos, 6 anos esperando o conto do pré-sal dar resultado – e nos esquecemos da indústria.
    Hoje tiramos 75% menos do pré-sal que o previsto no início e nossa indústria teve dois anos seguidos de Pib negativo.
    Pré-sal é loteria…pré-sal não é certeza de sucesso na prospecção, como petróleo em camadas rasas.
    O nosso sonho de ser uma…Venezuela!…..está indo por água abaixo.
    Imposto é elevadíssmo e sempre fomos salvadores de matrizes.
    Duas montadoras de veículos não faliram graças à generosidade insana de nosso povo.
    Agradeçam norte-americanos e italianos por seus empregos mantidos!
    O Brasil é uma nação estressante..tentar fazer tudo certinho parece algo quase que impossível.
    Mas…temos terreno fértil – para Iphone´s.
    Ótimos celulares…mas pagar preço o dobro que nos EUA justifica?
    Quantos precisam, de fato, de um celular desse nível e preço?
    Se a pessoa ganha seus R$ 10 mil por mês – no mínimo, é até compreensível se dar ao luxo de status terceiro-mundista.
    Mas poucos brasileiros ganham R$ 10 mil por mês e a Apple não montará Iphone´s aqui para atender à essa minoria.
    Tem gente que vai deixar o salário de 1 mês para ter um celular.
    Mais de 8% de sua renda anual foi para um…celular, que em 1 ano, já ficou algo desatualizado.
    Eu não sei o que ocorre no Brasil. Não consigo enxergar horizontes mais dinâmicos, mais sólidos.
    Março, com perspectiva da indústria em queda…redução da previsão de crescimento do Pib e a inflação que insiste em ficar mais perto do topo do que na meta.Alia-se ao fato de a maioria dos econmistas acreditarem em juros mais elevados.
    Não somos um grande exportador (devemos ficar na 20a posição mundial).
    Somos muito dependentes do mercado interno e juros maiores, só prejudicam o comércio, a indústria, a inadimplência.
    Em 2009 retraímos 0,3%, mas subimos 7,5% em 2010.Pela média,3,6% em cada ano.Menos ruim.
    Em 2012, crescemos 0,9%…alguém acha espaço para crescermos 3% em 2013, com inflação, juros altos, crise européia sem fim e inadimplência?



    Rafael disse:
    19 de março de 2013 às 14:57

    Precisamos de uma reforma!
    Redução na quantidade de políticos e nos salários dos mesmos, redução no número de partidos políticos, pra começar…
    O problema é a força que se jogaria contra propostas do tipo. É muita gente mamando!



    Beny disse:
    19 de março de 2013 às 20:09

    Ricardo,
    Trabalho no varejo e tinha essa dúvida em relação ao iPhone, por exemplo.
    Mas ainda não me convence. Será que os players internacionais não acreditam em elasticidade de preços por aqui? será que eles estão certos. Na minha opinião, não.
    Prova disso é o quanto se consome no exterior (mesmo considerando que o grosso seja imposto).
    Um outro exemplo é Sephora, recém chegada ao Brasil.
    Estava em Miami 3 semanas, e minha mulher comprou na Sephora como se não houvesse amanhã. Quando voltei fui direto à Sephora recém inaugurada no Shopping Morumbi e constatei que um produto que ela pagou U$50,00 + 6,5% taxes estava R$ 250,00.
    Então pergunto: será que um varejista do porte da Sephora realmente acredita que o Brasileiro é mais “otário” (com todo o respeito) e aumenta sua margem num mercado que, embora crescente, tem um poder aquisitivo ainda bem inferior ao americano e europeu.
    Será que Varejistas como Sephora, Zara, Top Shop, que são consumidos em massa no primeiro mundo chegam num país com uma classe média baixa muito predominante querendo se posicionar como elite? Afinal, como no meu exemplo, os produtos custam mais que o dobro aqui.
    No meu feeling, por serem extremamente formais esses caras devem vender mais caro aqui e lucrar muito menos.
    Gostaria de ouvir a sua opinião.
    Obrigado e parabéns pelo seu trabalho!



    José Carlos Passini disse:
    25 de março de 2013 às 18:28

    25 de Março de 2013 A verdade simples é que somos provincianos e deslumbrados por natureza…temos identidades regionais pois somos um país grande e diversificado…mas não temos uma identidade nacional…algo que realmente nos defina….vendem-nos a imagem que somos alegres, pacíficos, tolerantes e fraternos..e sabemos que isso não é verdade…não somos isso! Nem sequer temos ideia do que significa isso…logo! Deste ponto de vista acho que este “vácuo de nós mesmos” se reflete em nossos comportamentos mais básicos…como o de consumir por exemplo !



    Lucas Unser disse:
    26 de março de 2013 às 13:43

    A minha pergunta é super simples, todos já se fizeram, mas repito:
    Como que faz pra baixar os impostos? Qual o jeito mais eficaz?
    Não vale dizer “escolher melhor os políticos e bla bla”, essa não cola mais.



    Fabiano de Oliveira disse:
    26 de março de 2013 às 19:03

    Olá Ricardo, acompanho seu trabalho no Manhattan Connection, seu face e gosto de ler seus artigos.

    Eu gosto muito de dois vídeos

    Keynes vs. Hayek – 1

    http://www.youtube.com/watch?v=d0nERTFo-Sk

    Keynes vs. Hayek – 2
    http://www.youtube.com/watch?v=GTQnarzmTOc

    Acho que pouca gente no Brasil conversa e sabe sobre isso… Tenho professor de economia que fala que o governo tem que intervir mais e até mesmo para acabar com a especulação.

    Como eu faço parte do mercado financeiro eu sou a favor rsrs… Mas quando a gente vai vendo diversos mercados. eu concordo com você. O povo não vai mudar o habito acha bonito pagar caro no Iphone se acha importante porque ele tem um, ou paga um carro no valor mais caro. Concordo que a empresa tem que ser reconhecida e não a mal nenhum em ter uma margem de lucro. Poxa eu vendo meus cursos sobre o mercado e acho que eu tenho que valorizar o conhecimento que eu adquiri, o meu tempo de estudo, mas eu trabalho com realidades diferente, quando eu vendo o curso para pessoas que moram no Brasil e até mesmo brasileiros no exterior…

    Acho que o Brasil tem que trilhar um caminho e uma realidade que seja mais compatível para o povo, mas depender do governo de mudanças no modelo econômico acho difícil.

    Você esta de parabéns…



    Milton Gato disse:
    28 de março de 2013 às 19:23

    Ricardo, parabens pelo texto preciso. Entretanto, ainda que o Governo cobre impostos extorsivos, e as empresas ganhem lucros abusivos, o consumidor final contribui para tudo isso pois, paga o que for apenas para ter um produto “da moda”, e nesse momento, adeus lembrança dos impostos e dos lucros. A industria automobilística sabe disso há anos e cobra o que que por automóveis muito aquem daquilo que se oferece no mercado internacional. Queria ver o consumidor se unir e deixar de comprar tais itens de consumo por apenas dois meses. O consumidor tem que aprender a deixar de ser igênuo.



    Patrick Pereira Batista disse:
    30 de março de 2013 às 8:58

    Ricardo, muito bom seu texto. Gosto muito de vir aqui e ler seus artigos aprendendo e compartilhando. Esse texto mostra exatamente como o governo se comporta. Muito obrigado e a gente se vê no MC.



    Gilberto Schoenherr disse:
    31 de março de 2013 às 2:59

    Temos o conhecimento e o discurso, mas o que fazer pra isso mudar?



    Sérgio Galvão disse:
    20 de abril de 2013 às 8:09

    No Nosso capitalismo a lógica dos empresários é: Se o governo extinguir TODOS os impostos, TODOS MESMO, ele simplesmente coloca no bolso a diferença. Essa é a verdade, não adianta só culpar o governo.



    Helio Werneck disse:
    3 de maio de 2013 às 1:31

    Lembrei na hora do texto “a ética protestante e o espírito capitalista”. Muito bom!



    Flávio Janitschke disse:
    8 de maio de 2013 às 8:29

    Cabe lembrar uma coisa, estamos no Brasil, o País do jeitinho, temos empresários que lucram bastante, governo que cobra altos impostos e um público consumidor, que elege os governantes e sempre que pode, tenta levar vantagem, que pirateia produtos, que sonega impostos, que incentiva e idolatra o malandro. temos que começar as mudanças por nós mesmos.



    Marcelo disse:
    2 de junho de 2013 às 13:46

    Ricardo, concordo que o lucro no Brasil não deve ser visto com maus olhos; no entanto, ações são necessárias a fim de acabar com nossa estrutura oligopolista a fim de incentivar a competitividade e, consequentemente, as reduções de preços, gerando maior prosperidade econômica ao país…



    16 de junho de 2013 às 18:48

    Infelizmente o Brasil não tem mais volta. É uma pena.



    João Santos disse:
    19 de junho de 2013 às 11:48

    Síntese perfeita que mostra que os nossos problemas estão na cultura e postura do brasileiro, obrigado Ricardo por ser este brasileiro exemplo que espalha com sabedoria e de forma clara as mudanças que necessitamos para trilhar o caminho para o enriquecimento da nossa população.



    Antonio Junior disse:
    21 de junho de 2013 às 22:06

    Acredito, que para reduzir essa tendência de preços abusivos praticados no Brasil mais importante que a queda dos impostos é a atitude do consumidor frente aos valores cobrados, a mudança de comportamentos certamente levaria os empresários a uma redução de preços ao perceberem seus produtos encalhados.



    fernando n soares disse:
    27 de julho de 2013 às 23:23

    Aqui no Brasil vivemos no mercantilismo, infelizmente. O nome do artigo….capitalismo tupiniquim eh injusto ao capitalismo, temos um mercantilismo, um populismo, um estatismo com nacionalismo exacerbado…caso não mudarmos tais condições seremos o eterno pais do futuro….abraço!



    Leonardo disse:
    28 de julho de 2013 às 2:18

    Parabéns!



    26 de agosto de 2013 às 21:15

    muito bom artigo. de fato, só se lembram do efeito nefasto da inflação quando ocorre aumento dos preços .porém, deixam de prestar atenção devida ao peso que os impostos representam no consumo, na renda, e no trabalho.



    anderson silva disse:
    10 de setembro de 2013 às 22:07

    A analise que eu faço é a seguinte, primeiro o preço do iphone no EUA já está com impostos e com o lucro da APPLE, então o custo do aparelho aqui tem todo esses custos. O Brasil precisa diminuir a carga tributária e ainda produzir os produtos aqui (produto nacional), evitando importar peças, pois a importação acaba gerando outros custos com o dolar.



    11 de setembro de 2013 às 1:52

    Além do que foi explanado há um processo que chamo de ciclo da enganação, onde o distribuidor reclama de impostos altos e do custo de manutenção de estoques e majora o preço para cima, o lojista faz o mesmo e aplica o custo financeiro do estoque, tornando o produto ainda menos atrativo, ai vende menos, encalha mais e o ciclo recomeça.



    Fabio Machado disse:
    12 de setembro de 2013 às 22:04

    Caro Amorim,
    Texto irretocável!
    Se as coisas continuarem assim, será difícil continuar a viver no Brasil.
    É como ouvi outro dia: o Brasil só tem 2 saídas – Cumbica e Galeão.
    Infelizmente nossos representantes são exatamente uma amostra dos nossos conterrâneos: sem cultura, educação e vergonha na cara!
    Abs



    Helio Werneck disse:
    12 de setembro de 2013 às 23:15

    A ética protestante e o espírito capitalista…



    Bernardo Magina Teixeira disse:
    4 de outubro de 2013 às 9:44

    Olha essa coisa de amigo de rei existe desde que somos oficialmente Brasil, inclusive no período em que o neoliberalismo reinou, com a bandeira de pouca intervenção estatal. Neste período vimos ainda mais concentração de renda nas mãos de poucos, se formos olhar para as questões agrícolas, então, vira piada…



    glaucia campregher disse:
    7 de outubro de 2013 às 12:21

    Tem que apostar muito na ignorância geral juntando defesa da não participação do Estado e países nórdicos. O estado deles, meus amigos, ainda é muito interventor…



    paulo pesce junior disse:
    7 de outubro de 2013 às 14:45

    A questão não é o grau de interferência do Estado na economia, mas sua eficiência enquanto agente econômico. O que acontece é que temos uma elevada tributação para manter um Estado oneroso e ineficiente como gestor.



    Daniel Passinato disse:
    17 de outubro de 2013 às 23:18

    O artigo 170 da constituição Federal preconiza uma justa ordem social, o que só pode ser alcançado pela simbiose entre mercado e Estado. Ao Estado cabe a intervenção para evitar distorções e corrigir situações promíscuas (por exemplo, cartel). Quanto ao lucro, este é reconhecimento do empresário, mas também daqueles que “colaboram” na atividade empresarial e precisa ainda possuir uma função social (não repartido, mas revertido positivamente).



    Rafael disse:
    22 de outubro de 2013 às 8:37

    Países nórdicos – muitos e os que eu acredito serem mais bem sucedidos, são muito interventores (dinamarca 60% de imposto). Não acredito no “trickle down effect”. Gostei da análise de que nossa sociedade se dispõem a pagar mais justamente por esse absurdo de vincular diferenças socioeconomicas com padrões de consumo. Acho que a demonização do lucro não é um fenômeno sociológico histórico, sim uma constatação real de um país que é um dos 10 mais desiguais do mundo, em que 10% vive na miséria. Acho irresponsável se vitimizar diante de um sistema político ineficiente e corrupto (nós somos o estado). Mas por fim, o que mais salta aos olhos é alguém que está falando de iphones, helicopteros, ferraris e apartamentos em NY estar reclamando.



    Samir disse:
    22 de outubro de 2013 às 13:01

    Concordo com tudo e acresento ao nosso “Capitalismo Tupiniquim” a gestão de nossa “Monarquia Democratica” onde nossos politicos vivem como ” Condes, Marquezes e Barões” tudo com nosso dinheiro e consentimento.



    João Carlos Antipon disse:
    18 de novembro de 2013 às 21:14

    Aqui no Brasil,sustentamos com impostos, um estado dentro do estado com uma população de 12 milhões de pessoas (funcionários públicos) com direitos exclusivos,15 bons salários por ano,2 meses de férias na Europa, quinquênios,licença prêmio,planos médicos padrão fifa, etc.Por isso, o preço dobrado do IPhone.



    Paulo C P Pereira disse:
    1 de dezembro de 2013 às 13:45

    Temos uma textura social única onde convivem sob um mesmo teto “Miami e Haiti ” – Nossos valores sociais, extremamente induzidos pela mídia, não poderia ser outro a não ser esses, da afirmação de status pelo consumo de bens de última geração. Mesmo morando no Haiti todos querem se disfarçar de Miami. Com relação ao capitalismo apadrinhado, desde a monarquia o nosso modelo de desenvolvimento se féz a partir da poupança dos Barões do café e açúcar, o desenvolvimento industrial teve de ser assumido pelo estado e como esses Barões elegião os governantes, sempre fizeram uma grande parceria e o povo sífu. Até quando o haitianos vão permanecer resignados.



    Lucio disse:
    5 de dezembro de 2013 às 19:22

    Ricardo,
    Concordo contigo, mas também tem que considerar que esse é o preço porque o brasileiro paga.



    Ricardo disse:
    6 de dezembro de 2013 às 16:48

    Infelizmente temos que educar nossa próxima geração.

    Pois a maioria aqui que fala, não consegue sair desta roda.

    Grande abraço e eduquemos nossos filhos.



    André Machado Coelho disse:
    12 de dezembro de 2013 às 18:30

    Desde quando te vi em 2008 em BH na Semana do Empreendedor do SEBRAE eu admiro seu trabalho. Hoje só tive mais certeza ainda da qualidade das suas análises.



    mauro disse:
    13 de dezembro de 2013 às 9:44

    …será que alguém com responsabilidade de decidir, de legislar, de enfim ser governante ou autoridade, vai ler esta matéria e dizer …”-Caramba !!! é verdade, vou apresentar um projeto para melhorar esta situação!….” Alguém acredita que isso vai acontecer?
    Ta o coelho da Páscoa não vale.
    Mas, vamos continuar tendo esperança..



    Mario Branco disse:
    13 de dezembro de 2013 às 16:11

    Aí eu pergunto: ” Se não for assim como é que o governo vai pagar os juros da Dívida Pública, que consumiu em 2012 44% da Receita Federal Global, que é a soma de todos os impostos ?”



    29 de janeiro de 2014 às 19:33

    Depende. A Esquerdalha só é contra os lucros quando não se trata das “empresas-amigas-que-emprestam-os-jatos-executivos-e-doam-generosamente-às-campanhas”(quem não os conhece que os compre, bem caro!).



    Paulo disse:
    30 de janeiro de 2014 às 13:25

    Fácil falar, não nos esqueçamos que recentemente o governo abriu mão de mais ou menos 10% dos tributos federais na cesta básica ( ou alguns itens), por diversas vezes fui ao Supermercado e não vi os descontos nos itens, será que é o governo ou a ganancia do empresario.



    marcelo disse:
    30 de janeiro de 2014 às 22:24

    Também é fácil falar de tributos excessivos, intervenção do Estado na economia, mas coloco dois questionamentos: um país tão desigual como o Brasil não é o mesmo que possui uma das maiores iniquidades fiscais do planeta,por tributar muito o consumo (que atinge a todos) e pouco a renda e o patrimônio (que atinge os mais ricos)? Como isto é tratado nos EUA e na Europa? A propósito, quem está tentando salvar o capitalismo americano/europeu da maior crise econômica de sua história, crise esta gerada pela onda neoliberal de desregulamentação do mercado, a partir da Era Reagan/Thatcher? A Apple?



    JF Santos disse:
    22 de fevereiro de 2014 às 11:12

    Gente, sem hipocrisia,sejamos mais simples. Ter Lucro no Brasil é pecado! Mudem a mente! Ninguém vai investir milhões de dolares para fazer caridade. No comércio a formula dos preços de venda de uma pizza por exemplo são
    PV=insumos+CF+CV+IMP+custo fin pagto com cartão+LUCRO), ou seja:R$33,00= 8,00+6,00+5,00
    +4,00+1,50+5,50). Percebe então que, de uma pizza de R$33,00, sobra de lucro somente R$5,50!!!!
    O pecado neste caso é R%”5,50″, e a desculpa do consumidor que paga é , ah mas vende muito. Bom, se vende muito é por competência de quem a faz e a comercializa. Neste exemplo temos somente destacado o valor dos impostos da venda, estão embutidos os impostos da compra nos preços de custo. Total da carga tributária numa pizza gira em torno de 38%.
    Espero ter ajudado.



    Dulce Perdigao disse:
    22 de fevereiro de 2014 às 15:09

    A net possibilita informação valiosa, mas e inteligência critica e capacidade analítica (não ideológica)? Lendo a sua constatação sobre nossa cultura financeira, ao mesmo tempo que a de Diego Casagrande (jornalista de Porto Alegre) sobre a formação das nossas crianças (vide livro Geografia – 5a serie, obrigatório em escola tradicional de Bagé), começo a acreditar na existência da tal revolução silenciosa programada em todas as esferas do governo. Contrario ao discurso, parece que a meta é o subdesenvolvimento, desvalorização do trabalho, da pesquisa e da ordem. Começando pela Educação, aquele livro prega que “ter (lucro)é ser capitalista safado e explorador dos outros”.



    Luiz disse:
    20 de março de 2014 às 17:13

    Fato é que pagamos muitos tributos, mas no Brasil são os mais pobres que arcam com essa carga, proporcionalmente e de forma indireta. Pouco se fala, por exemplo, que aqui o imposto sobre herança é de não mais de 8% enquanto nos EUA pode chegar a 50% em alguns estados. Os ricos lá pagam imposto de verdade. Por aqui …



    Marcio Pereira disse:
    25 de março de 2014 às 17:08

    Ricardo, sou um leitor e admirador dos seus artigos, dizendo isso e sobre o capitalismo tupiniquin como você mesmo enfatizou, vou te dar um bom exemplo: fui no centro da cidade para imprimir um conteúdo pelo meu cel com uma empresa de fotocópias onde fui cobrado pelo serviço a 0,25 centavos por cópia. No dia seguinte fui a um outro lugar fazer o mesmo procedimento e me cobraram 3,35 por cópia, perguntei o porque do valor onde foi respondido que era procedimento da empresa. Aí você me diz como o Brasil vai pra frente ,onde as pessoas abrem empresas e em 2 ou3 meses já querem ter lucros abusivos. Realmente vivemos num capitalismo selvagem tupiniquim.



    wilson disse:
    26 de março de 2014 às 22:34

    Descobri uma coisa simples lendo esse artigo: é fácil não pagar tanto imposto no Brasil, é só não comprar o iPhone nem a Ferrari…rs
    Valeu, Ricardo.



    31 de março de 2014 às 16:18

    Utopia que jaz um dia o empreendedorismo no Brasil fizesse algo em prol de redução de imposto e por consequência lógica não fizesse o repasse de seus custos aos preços praticados.



    Arnaldo Probo disse:
    31 de março de 2014 às 16:43

    Não confundam empresário com Industrial . Empresário pode ser cartola de futebol,dono de bordel, politico dono do Maranhão ou de Alagoas ou do Pará, etc .ou qualquer tipo de oportunista . Industrial é outra coisa , está em outro patamar de risco e lucro. Ai estão Antonio Ermírio , Jorge Gerdau , Lenam etc . Agora dono de empreiteira grande é diferente: Quando o negócio é com o poder público ele é um mero empresário , quando o negócio é sério com outra empresa privada ele é industrial . Capici ?



    Renato disse:
    31 de março de 2014 às 18:15

    Brasileiros

    A unica solução e a revolução, este legado e fruto da ausência da organização do povo e garra e determinação para acabar definitivamente com a máfia Brasileira.
    Lembram da revolução Francesa ? Foi um marco histórico para o mundo.



    glé disse:
    2 de abril de 2014 às 14:34

    Quando foi implantado o plano real, um corte de cabelo custava 5mil, convertendo seria R$2,45, mas, (a mentalidade do empresariado em geral) continuou a cobrar os mesmos 5, só mudou de nome; concluindo, pagamos tudo em dobro fora impostos, lucros, etc…



    Flavio Azevedo disse:
    10 de abril de 2014 às 15:29

    Prezado Ricardo. Neste exato momento, estou em Buenos Aires. Como já é de conhecimento de todos, a capital Argentina está passando por uma paralisação geral. Sem metrô, sem trens e não há um ônibus sequer circulando pelas ruas. Mais de 90% do comércio fechado. Segundo informações dos cidadãos, tal ato se deve a uma disputa entre o Prefeito de Buenos Aires e a presidente Cristina Kirchner. Um dos piores problemas de um país é a dependência sistêmica do poder central, o que inevitavelmente culminará com a criação de um lado A e de um lado B. Ou você está com o governo federal (e se dando muito bem) ou você é oposição (e vive das migalhas). O Brasil está caminhando para uma situação parecida, pois a alta dependencia do poder central, faz dele um grande monstro que detém o poder de amamentar aqueles que o acaricia. É preciso que o brasileiro entenda que quanto mais liberalismo, politico e econômico, melhor, quanto menor o estado e quanto mais o dinheiro nas mãos do cidadão e menos na mas dos governantes, melhor para o país e menos dependente seu povo será do poder central. Ainda verei eleições majoritárias e proporcionais não terem a gigante importância que tem hoje para nós brasileiros.



    CESAR disse:
    12 de abril de 2014 às 2:36

    Mais um detalhe sobre o capitalismo tupiniquim: Todos falam mal do “império americano”; dos “imperialistas americanos” (inveja); mas lá, e nos outros países civilizaos, o capitalismo é: “um monte pra mim e umas migalhas pra vc”. Mas com essas migalhas,vive-se. Aqui, e em outros países TUPINIQUINS, o capitalismo (realmente) selvagem É: “TUDO, TUDINHO prá mim e NADA, NADINHA PRÁ VC” (senão não tem graça…)



    Alexandre disse:
    21 de abril de 2014 às 16:14

    Caros, sem problemas, pois temos o melhor transporte público do mundo, a melhor educação, muita segurança, lazer, moradia para todos, igualdade social. O governo arrecada, para o nosso bem, imagem se gastassemos todo o nosso dinheiro, em besteiras. Alguns acham, que dar bolsa família resolve tudo isso, e ainda te chamam de burguês, se você critica a política social do PT. O interessante é que não explicam as suas ações, justificam apontando para o outro.



    JOSE CARLOS disse:
    11 de maio de 2014 às 18:49

    O Brasil caminha a passos largos para a comunização, com o PT criando meios e modos para apoderar-se dos meios de comunicação e criando obras fictícias que não saem do papel entretanto a verba desaparece, tipo transposição do Rio São Francisco, os escândalos da Petrobras e outros desmandos para roubar o dinheiro público.



    JOSE CARLOS disse:
    11 de maio de 2014 às 18:50

    O PT quer apoderar-se dos meios de comunicação e criando obras fictícias que não saem do papel entretanto a verba desaparece, tipo transposição do Rio São Francisco, os escândalos da Petrobras e outros desmandos para roubar o dinheiro público.



    Elvis disse:
    25 de maio de 2014 às 13:26

    Com certeza para elucidar um pouco mais digo que vivemos um país Capitalista para ricos e um comunistas para os pobres. Onde eu tenho direito de comprar e vou e compro pois tenho capital para isto capitalismo, onde tenho direito de ir para a Europa quando quiser mais não tenho dinheiro, comunismo se passando por um falso capitalismo onde não á isonomia alguma apenas uma falsa democracia onde os capitalistas dominam em todas as áreas, não deixando um pobre ascender entre os grandes capitalista.



    Hélio Arruda disse:
    25 de maio de 2014 às 17:32

    Outro problema que temos também é o que o governo nos entrega pelo tanto de impostos que pagamos, se pelo menos tivéssemos saúde, educação, transporte e segura de qualidade sem a necessidade de pagarmos à parte tudo isso até que a desproporcionalidade seria menor, falando do jeito mais simples sobraria mais dinheiro no bolso!!!



    25 de maio de 2014 às 19:44

    Prezado Ricardo:

    Em 1º lugar, minhas palmas, de pé, BRAVO!

    Quanto ao preço das “coisas” – não considerando no Br (um lugar não sério por convicção, e desde a sua “fundação”)- há um componente “exógeno”: a paixão (satisfação/tesão/loucura…?).
    Sinal dos tempos (zeitgeist pra quem preferir): estar “on” com quem está “off”, quanto mais longe, melhor, é … “moda”.
    Vai passar…



    Marcelo Clovis Carmello disse:
    27 de maio de 2014 às 22:38

    Realmente não faz o mínimo sentido! A situação piora quando se leva em consideração a renda/poder de compra das duas economias…do Brasil e dos Estados Unidos…
    Os impostos beiram o absurdo.
    As margens são altas porque o custo Brasil é alto por exemplo: nossos colegas da República Tcheca não gastam o que gastamos com vigilância!!! Aí de nós se abrirmos mão… amanhã mesmo a fábrica estará destruída.
    Infelizmente as margens refletem o risco maior.



    Malu disse:
    9 de junho de 2014 às 22:22

    Obrigada pela dica!



    Maxy Gontijo disse:
    11 de junho de 2014 às 2:33

    Sugiro que leia o art. 145, parágrafo 1º da Constituição Federal que reza:
    “Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração
    tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar,
    respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.”
    significa dizer, a grosso modo, que quem tem mais, paga mais, quem tem menos paga menos, isso corre por exemplo, no imposto de renda. O mesmo acontece com bens de consumo, quanto menos excencial é o bem, mais tributado ele será.
    Isso ocorre com o fim de viabilizar a igualdade social atendendo o “princípio da capacidade contributiva”. Obvio que você não tem a obrigação de saber isso, trata-se de matéria jurídica. Mas mesmo assim sugiro que procure um advogado tributarista para conversar a respeito, assim vc irá enriquecer seu texto e quem sabe fazer uma excelente matéria para seu programa na tv por assinatura.
    Abraço!



    Elias Nachtigall disse:
    26 de junho de 2014 às 0:42

    Caro Amorim, evidente que a sua proposta não é delinear uma resposta simples, a complexidade existente nas relações políticas e econômicas brasileiras. Aliás quem sou eu para ter tamanha pretensão de querer propor qualquer coisa nesse sentido, mas segue a opinião de um cidadão brasileiro.

    Entendo que seja um erro endeusar o estado ou arruiná-lo como se soubesse tudo que faz ou simplesmente tudo estivesse errado. O Brasil foi entregue zero km há 500 anos atrás, desde então, é um milagre quem troque o óleo desse fusquinha. Dito isso, considero importante mencionar os nossos “irmãos” norte-americanos. O EUA é exceção e não regra, até mesmo por ser um país que emite dívida a juros 0,5% a.a, tendo em seu poder a grande moeda de divisa (enquanto a sua belicosidade durar), e esse poder obscuro entre democratas e republicanos que ninguém sabe ao certo no que vai dar. Só sei de uma coisa, uma hora o juros sobe e as contas chegam.

    Voltando ao nosso Brasil brasileiro: é pau torto. Nasceu errado, foi historicamente sucateando suas oportunidades e assim tem vivido desde então. Alguns brasileiros aproveitam a oportunidade que surgem e outros se viram como pode. Estamos falando de um país que não faz o mínimo em termos de infraestrutura, saúde, educação e segurança, todavia se preocupa em ter mais de 30 ministérios no governo. Se por um lado o Sr. Gerdau afirma que seria melhor termos de 6 a 8 ministérios, então não seria justificável que ele se afastasse de vez desse governo. Quase esqueço, como ficaria sua empresa longe dessa política obscura. A obscuridade que me refiro é a convergência perfeita com sua análise que o governo está aos poucos abocanhando tudo que pode. Não seria pelo fato do socialismo bolivariano permitir que existam algumas empresas privadas (conforme o interesse), na qual o governo terá amplo acesso, controle e, ao mesmo tempo, providenciaria sua perpetuidade sem maiores problemas. É, Venezuela é logo aqui, só que parece que existe maiores problemas sim.

    Eu preciso evidenciar o maior fato da atualidade em nosso país: o Brasil já traçou esse caminho, não tem mais volta. O estado está aparelhado, os militantes estão prontos, só falta saber o preço. Atualmente, o centro de inteligência da Venezuela fica dentro de Cuba. Ninguém entra ou sai do país, sem passar pelo controle existente em CUBA (absurdo). O seu Tarso Genro, Olivio Dutra, Dilma, Luis Inacio, Dirceu e Cia, idolatram Cuba. A luta de classes deles é para fazer com quem tem o poder político, também detenha o poder econômico e consequentemente elimine a minha e a sua liberdade.

    Por essas e outras razões, não acho que seja problema cobrar 2.400,00 por um Iphone. O Brasil paga pelo seu subdesenvolvimento e por achar que é bonitinho e certo a palavra socialismo. Se ainda fosse o Moreno pregado por Brizola, talvez.. Mas até esse um dia cairia. O tempo se foi e com ele nosso futuro, afinal o que existe hoje, foi decidido ontem e o que virá já está traçado.



    Antonio Almeida disse:
    29 de julho de 2014 às 12:49

    Caro Ricardo

    Se o Brasil copiasse algumas coisas de economias de Paises que respeitam os seus habitantes acredito que seria (fut. do Pret.) muito mais eficiente do que copiar de muitos outros paises por ai como: Cuba, Bolivia, Venezuela etc.
    Parabens por mais este artigo escrito e publicado por voce.

    Cesar



    Marcelo Andrade de Oliveira disse:
    29 de julho de 2014 às 15:08

    É fato, que um regime onde a carga tributária é maior do que a margem de lucro (pelo menos, num negócio onde a 3 sócios, por exemplo… pelo menos…), determina que o dono do negócio é o governo, e não os sócios que investiram… Logo, supõe-se que vivemos num país como Cuba por exemplo… Só isso, nos prova que estamos longe de ser um país democrático… Pra pensar, e parabéns pela matéria Ricardo!



    Braga disse:
    29 de julho de 2014 às 15:39

    A maior renda per capita do Brasil é em Brasília. Pergunta: O que eles produzem no DF?



    Edison Farah disse:
    30 de julho de 2014 às 10:23

    O Sistema Tributário Brasileiro é o mair engôdo entre os tantos engôdos nesta terra, como a grande mentira de que vivemos numa democracia.
    Que democracia, onde o executivo não se subordina ao Judiciário,onde o executivo é empalmado totalmente pelos interesses dos donos do capital, onde a prevalência do sistema financeiro é absoluta sobre qualquer direito do cidadão?
    Onde o Legislativo de todas as instâncias é composto por gente homologada por um processo eleitoral que é uma farsa dantesca??C
    Democracia vejo apenas na sacanagem das TVs nos horários nobres.
    Ou para black-blocs, bandidos e mercenários a serviço de projetos imediatistas dos partidecos de plantão?
    Ou para os bandidos de colarinho branco,que manipulam o Congresso ao seu bel-prazer, e para facínoras-PCCs e quejandos,
    trucidarem o povo indefeso nas ruas.
    No Sistema Tributários Nacional os setores que geram a riqueza efetiva, como a mineração, a agropecuária, o grande comércio varejista, etc, engendraram uma legislação louca , um cipoal de regras absurdas ,que lhes garante na prática um recolhimento pífio.Paga proporcionalmente mais imposto a quitanda da esquina do que uma rede de supermercados.
    Sem falar que o sistema é todo regressivo,disfuncional,e indireto.
    A legislação do IR brasileiro é um crime contra os direitos humanos, pois só pega o assalariado no seu contra-cheque, enquanto o capital nada de braçada nas isenções adrede legalizadas.
    A mentira grassa permanentemente nesta terra, e caminhamos celeremente para uma republiqueta fundamentalista dominada por novéis igrejas esquisitas aliadas ao pior do capital planetário. Pobre de nós.



    Felipe Furtado disse:
    30 de julho de 2014 às 13:09

    Pagar imposto não é o problema…nos países desenvolvidos também se paga altos impostos…a diferença esta no retorno. Nos EUA por exemplo, seu filho tem plano de saúde completo garantido pelo governo até os 12 anos de idade…sem custo adicional algum para você…uma High School, pública, coloca a estrutura de muitas universidades particulares brasileiras no chinelo…aqui você tem altos impostos, e ainda tem que pagar cursos particulares, escolas e faculdades, planos de saúde (absurdamente ineficientes)…não tem retorno!



    Ipócrita disse:
    12 de agosto de 2014 às 21:05

    No Brasil, a quem luta nas ruas e tenta mudar as coisas, dá-se o nome de Bandido, a quem governa roubando e explorando é Doutor…o povo tem aquilo k merece!!!!



    Glauco Henrique disse:
    12 de agosto de 2014 às 21:47

    Eu vejo artigos pela internet de pessoas esclarecidas, muitos economista e fico assustado com as opiniões. Parece que vivemos em um mundo perfeito, onde a realidade dos países são todas iguais. Esse exemplo citado pelo Sr. Ricardo Amorim sobre a Apple. É fácil perceber que o custo de fabricação da apple é menor, porque esta grande empresa tem algo chamado tecnologia, resumindo, consegue produzir em maior escala e isso reduz seu custo de fabricação. Como citado no artigo, mesmo a um custo menor a margem de lucro da Apple em seus produtos ainda é alto, mesmo descontando os impostos nos EUA. Agora vamos analisar nossa realidade aqui no Brasil. Não temos uma empresa de tecnologia como a Apple (segmento de mercado), isso já é um ponto muito negativo. Aproveito para citar que assim como este segmento citado, temos outros diversos segmentos que não existem no Brasil, ou seja, o Brasil é um país atrasado quando falamos de industria de tecnologia. Isso significa que a atividade privada no brasil é atrasada quando comparado ao mundo globalizado, ou seja, precisamos importar tudo que está relacionado a produtos tecnológico. Agora vamos analisar o custo brasil que encarece o preço do celular da Apple no Brasil. Quando uma empresa brasileira importa este celular, realmente pagamos um valor alto de encargos, mas vamos lembrar que(imposto de importação, impostos indiretos, custo de nacionalização) são repassados para nós consumidores, o que significa que a empresa que importou o celular não tem custo quando falamos destes gastos. Além disso essa mesma empresa aumenta e muito a margem de lucro desejada na venda deste celular aqui no Brasil, o que não é muito divulgado e foi comentado neste artigo “Lucro Brasil”. A lógica de mercado dos empresários aqui no Brasil é a seguinte, ganham muito dinheiro porque repassam todo o custo de importação para os consumidores e colocam uma margem de lucro alta porque sabem que os brasileiros pagam. A verdade que ninguém tem interesse em fazer no Brasil, principalmente estes empresários que em sua maioria são também políticos alocados no congresso (Senadores e Deputados), é a verdadeira reforma tributária no Brasil para reduzir o custo da importação, ou seja, tributar as grandes fortunas (rendas e propriedades) e reduzir os impostos indiretos, que são os custos de impostos que os empresários brasileiros repassam para os consumidores pagarem aumentando o valor do produto. Vamos lembrar também que o imposto de importação é necessário para proteger nossas industrias, então este não conta, apesar de não termos estas industrias tecnológicas em nosso país. O Brasil tem uma alta carga tributária, sim, temos, mas outros países também, acontece que a tributação lá é diferente, ou seja, quem paga grande parte dos impostos são as pessoas que possuem grande fortuna (renda e propriedade). No Brasil quem paga somos nós (O povo). Muitos não divulgam, mas você sabia que os proprietários de Iate, Jatinhos particulares, helicóptero e outros bens de alto valor não pagam imposto no Brasil, sim isso é uma realidade que todo mundo esconde. Eu te pergunto, como uma pessoa que possui renda alta, pois consegue adquirir os bens acima citado, não pagam imposto e nós trabalhadores, pagamos, principalmente e mais importante em nossos alimentos (entendam aqui os impostos indiretos). Enfim, não podemos comparar os EUA com o BRASIL, são realidades totalmente diferente, já que aqui no Brasil o trabalhador sempre foi explorado e vai continuar sendo por interesse das grandes corporações e da elite brasileira. Hoje ouvimos muito sobre reforma tributária, que vai sair, mas vou deixar vocês decepcionados, o que realmente vai sair no Brasil será a simplificação tributária, reduz da burocracia para prestar conta ao governo. Os impostos indiretos irão continuar e serão repassados como já acontece hoje para nós trabalhadores.



    Juarez disse:
    13 de agosto de 2014 às 7:23

    Exatamente o MESMO ocorre com as empresas de telefonia/Internet, medicamentos, montadoras etc.



    André disse:
    15 de dezembro de 2014 às 0:36

    Infelizmente enquanto tivermos novos ricos deslumbrados que precisam importar um Camaro amarelo, um iphone, etc para minimizar seus próprios complexos de inferioridade, o governo continuará vendendo a força, a estes trouxas, o segundo carro, segundo fone, etc.
    Como eu não tenho complexo de inferioridade, nem preciso de algum aparelho para que me aceitem, eu não comprarei jamais um iphone exatamente para não pagar outro ao governo. Vou de LG, Sansung ou qq outro de 300,00 que faz ligação da mesma forma, mesmo sabendo que também são importados, pelo menos tento minimizar a arrecadação do governo.



    Newton Cismotto disse:
    28 de janeiro de 2015 às 7:09

    Importei da China 100.000 unidades de um determinado produto plastico e a cada um importado tive que pagar outro para o governo. pago por dois e fico com um.



    Feulipe disse:
    7 de março de 2015 às 22:35

    ei Ricardo, até entendo essa navalhada à lá Occan que deste, mas há 2 dimensões importantes não ditas e que tornam um pouco cinza a abordagem dummie do pessoal lá da Áustria.

    1. há um estudo sobre a formação de preços de automóveis no Brasil onde se elucida que a incidência de impostos, apesar de alta, não explica o preço exorbitante dos automóveis. É cultural, mais do que custo real.

    2. países nórdicos tem carga tributária altíssima e eu tinha esperança que conseguiriam ser uma alternativa ao modelo neoliberal. Infelizmente o sistema não conseguiu se sustentar além de 1 ciclo de kondratiev, até onde sei.

    Mais do que o imposto, que já é um absurdo, a desvalorização do produto doméstico e a dificuldade de uma adesão em estado embrionário me parecem ser o problema. Cultural, mais do que administrativo. O estado, mais do que o vilão, é importante como gerador de infraestrutura nos modelos de inovação nacional.

    Bom, não defendo a estrutura nacional atual. O que defendo é um melhor esclarecimento da polis, o que tenho certeza que és capaz de providenciar.

    😉



    Dilson disse:
    28 de março de 2015 às 22:30

    Nossos empresários, sem execção, dependem do governo. O governo ajuda e cobra o preço. É o governo que tem que estabelecer o frete, o governo que tem que estabelecer o preço da energia, do gás, do combustível, tem que criar reservas de mercado, tem que lidar com os importados da China…etc, etc, etc. O capitalismo brasileiro é o capitalismo do mimimi.



    Antônio Silva disse:
    29 de março de 2015 às 16:11

    Ricardo… sou fã dos seus artigos.
    Mas sabe o que eu acho??? Eu acho é pouco…
    O povo brasileiro brasileiro não tá nem aí… Eles querem é gastar o que ganham a sofrido suor pra ostentar um celular ou uma Ferrari que seja sem pensar em lutar pra diminuição dos impostos… Todos se merecem… Eu fmorro de vergonha de ser Brasileiro… A cultura aqui nesse país é apenas de ganhar vantagem nas costas dos outros, isso é lastimável… Sinto muito mas se alguém não gostou o eu falar de sentir vergonha de ser Brasileiro não posso fazer nada se vc gostar de ser ludibriado…



    26 de outubro de 2015 às 11:48

    Como eu não tenho complexo de inferioridade, nem preciso de algum aparelho para que me aceitem, eu não comprarei jamais um iphone exatamente para não pagar outro ao governo. Vou de LG, Sansung ou qq outro de 300,00 que faz ligação da mesma forma, mesmo sabendo que também são importados, pelo menos tento minimizar a arrecadação do governo.



    Marcelo Ecard disse:
    19 de dezembro de 2015 às 5:57

    Ricardo, é engraçado que pode passar muitos anos, mas o seu post vai continuar atualizado, pois aqui na política do nosso país, não se muda nada. Parabéns mais uma vez.



    Abel Mendes disse:
    11 de janeiro de 2016 às 20:31

    Temos que ter movimentos organizados e “sem partidos” voltar as ruas.



    Tiago disse:
    4 de fevereiro de 2016 às 14:02

    Varias empresas no Brasil, vem utilizando do mesmo sistema.



    Braga da Rocha disse:
    17 de abril de 2016 às 15:04

    O articulista parece se esquecer, como de costume, que o outro lado da moeda representado pelo “montante de recursos que o Estado desvia da iniciativa privada através de impostos” (ah, como fazem graça essas vertentes do liberalismo oitocentista que têm a tributação como uma espécie de ‘roubo institucionalizado’), repito, o outro lado da moeda corresponde ao montante de recursos que a iniciativa privada desvia da sociedade, por via seja da sonegação, seja da corrupção, seja da miríade de favores estatais sob os quais vive historicamente à sombra.



    8 de julho de 2016 às 14:07

    Ainda bem que parei de escultar um pouco a frase “o Brasil é o país do futuro”, duas tribos realmente.



    8 de novembro de 2016 às 8:53

    Ainda precisa mudar muita coisa nesse nosso nosso pai. Ainda tenho esperanças que pelo menos o meu filho vai conseguir ver algumas melhoras.



    Milena disse:
    21 de março de 2017 às 9:10

    Seus artigos são otimos Ricardo, agora será que temos solução?



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