Feeds Ricardo Amorim Facebook Ricardo Amorim Twitter Ricardo Amorim Linkedin Ricardo Amorim Youtube Ricardo Amorim

Abaixo o PS4; viva o Capitalismus

postado em Artigos


Revista IstoÉ

10/2013

Por Ricardo Amorim

 

Indignação geral justificada com o preço do Play Station 4. O videogame custa R$ 839,00 no Canadá e não passa de R$ 1.500,00 no resto do mundo. As exceções? R$ 2.406,00 na Argentina e R$ 4.000,00 por aqui. As multinacionais seriam mais gananciosas no Brasil?

 

Um videogame chamado Capitalismus ajuda a responder. Cada jogador, chamado de empresarium, escolhe entre dois países para lançar seu produto: Ricus ou Carus. Em Ricus, você gasta $2 por produto, cujo sucesso é decidido em um cara ou coroa. Saiu cara? Você cobra $24 (preço de venda), paga $4 de imposto e fica com $20. Descontando os $2 que custou o produto, lucrou $18. Deu coroa? Pela regra, você não vende nada e ainda perde $10, além dos $2 do seu custo, ficando com um prejuízo de $12. Portanto, você ganha $18 em metade das rodadas e perde $12 na outra metade. A cada duas rodadas, você tem um lucro médio de $6.

 

O segundo país se chama Carus. Nele há 4 regras distintas. 1ª) O custo por produto é de $4. 2ª) O imposto é de $12. Portanto, cada vez que sair cara sobra apenas $8 para você ($24–$12–$4). 3ª) O governo criou um imposto adicional sobre lucro abusivo: metade das vezes que sair cara, ele considerará que saiu coroa. Ao invés de ganhar $24, você perderá $10, que somados aos $4 pagos por rodada totalizam um prejuízo de $14.  Em resumo, em Carus, você ganha $8 em ¼ das vezes e perde $14 em ¾ delas. Portanto, a cada 4 rodadas, em média, você tem um prejuízo de $34 ($8–3x$14). 4.ª) O governo pode elevar os impostos a qualquer momento.

 

Por que os custos por produto são maiores em Carus? Matérias primas, mão de obra, transportes, legislação trabalhista protecionista, infraestrutura precária, burocracia e regulação excessivas, impostos abusivos.

 

Se as regras parassem por aí ninguém jogaria em Carus, mas em Capitalismus os empresariums determinam os preços de vendas de seus produtos e, por consequência, suas margens de lucro.

 

Para lucrar em Carus, os mesmos $6 lucrados em média a cada duas rodadas em Ricus, os empresariums teriam de praticar um preço de venda de $58 em cada lançamento bem sucedido, em vez dos $24 praticados em Ricus. Neste caso, em média a cada 4 rodadas, eles ganhariam $54 ($58-$4), e perderiam $42 (3x$14), lucrando $12, o equivalente a $6 de lucro médio a cada duas rodadas em Ricus.

 

A elevação de $24 para $58 do preço de venda em Carus é a parte mais óbvia do que, em Capitalismus, chamam de Custo-Carus, mas ainda tem mais. Como o risco é maior em Carus os empresariums não aceitam ganhar, em média, a mesma coisa que em Ricus. Para compensar, só topam jogar lucrando mais, o que eleva ainda mais o preço de venda dos produtos em Carus.

 

Os empresariums querem cobrar mais em Carus, mas como conseguem? Se são movidos a ganância por que não cobrar mais em Ricus também? Porque há limites no que os consumidores aceitam pagar, mas eles são bem mais elásticos em Carus.

 

Carus tem uma das piores distribuições de renda e poder de consumo de Capitalismus. Em Ricus, onde a distribuição de renda é melhor, as empresums maximizam o lucro vendendo maiores volumes; em Carus, vendendo mais caro. Quando a renda é concentrada é possível extrair o máximo daqueles que podem e aceitam pagar mais, principalmente por produtos e serviços que conotam status.

 

A segunda razão vem do Custo-Carus. O governo de Carus aumentou repentinamente impostos para produção, importações e venda, provocando perdas para alguns empresariums. Muitos desistiram de fazer negócios por lá, diminuindo as opções de compra dos consumidores. Menos competição permite que em Carus os empresariums cobrem mais.

 

O que os consumidores de Carus poderiam fazer? Boicotar produtos com preços abusivos, forçando os empresariums a praticarem preços menores, e também cobrar do seu governo a redução de impostos, regulamentações e custos trabalhistas e a expansão de investimentos em infraestrutura, reduzindo o Custo e o Lucro-Carus. Tudo ficaria tão diferente que o país talvez até precisasse mudar de nome.

 

Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

 
 





    Paulo Henrique disse:
    24 de outubro de 2013 às 22:30

    Muito bom o comentário! Metáforas que explicam muito bem para um leigo, o confuso cenário econômico, legislativo e tributário do nosso país.



    Edu disse:
    25 de outubro de 2013 às 12:01

    Excelente texto e verdadeiro , mas infelizmente pagar caro para alguns brasileiros , é sinal de status.



    Hugo Nicolau Pereira disse:
    25 de outubro de 2013 às 12:03

    Em um pais q as pessoas suportam os “ralos” criados pelo poder não vai funcionar nunca. Acredito q teremos fortes protestos no ano q vem.



    Diogo disse:
    25 de outubro de 2013 às 12:59

    O que dizer deste artigo senão sensacional.
    dá um certo asco de viver em carus, que vontade de mudar daqui.



    Lucia Ana disse:
    25 de outubro de 2013 às 14:48

    Ex-ce-len-te! Dava pra ilustrar umas tirinhas no estilo Asterix…ficaria show! Didático para todos, como sempre!
    Eu não gostei de Carus, não….rsrsrsrs



    Francisco disse:
    25 de outubro de 2013 às 16:18

    Faltou falar da Dilman Perpetuam



    Thiago disse:
    26 de outubro de 2013 às 10:27

    Caro Ricardo, daqui há alguns meses, quando as vendas do PS4 caírem frente ao XboxOne, será possível ver o acerto da análise. Mais curioso é que este outro videogame, embora tenha quase o mesmo custo do PS4 lá fora, aqui não se submete à lógica defendida no artigo, pois é vendido quase pela metade do preço. Milagre? A questão da distribuição de renda, que permitiria maior volume de negócios, também não procede, já que o Brasil já é o 5o mercado de games do mundo, mas mesmo assim tem o preço do console muito superior ao de países com mercado bem menor. Acho que é chegado o momento de refletirmos sobre o Lucro-Carus.



    Fábio Hohmam disse:
    27 de outubro de 2013 às 9:26

    Ricardo,
    Bom dia!!!
    O que acontece em nosso país é que a população acabou aceitando todas as maracutaias, todos os impostos criados e protencionismo dos legisladores, que serve apenas para proteger os interesses deles e não do país. Enquanto tivermos não tivermos uma política fiscal justa, distribuição de renda (sem o bolsa família e sim com empregos) justa, sistema de educação onde o professor seja o centro das atenções e pessoas mais educadas o país infelizmente continuará da mesma forma nos próximos 500, 1000 e enquanto existir o Brasil.



    Milton Jose disse:
    27 de outubro de 2013 às 13:04

    Perfectus, mais clarus na explicação impossível!



    27 de outubro de 2013 às 17:14

    Excelente analogia, leitura obrigatória para entender esses absurdos e distorções que acontecem no Brasil.



    Luís Gustavo Amorim disse:
    27 de outubro de 2013 às 18:10

    Ricardo,
    Excelente texto! A melhor explicação de custo Brasil que eu já vi.



    Fernando Pinto Caldas disse:
    27 de outubro de 2013 às 23:36

    Excelente artigo, Ricardo! Que Deus o continue abençoando.

    Eng° Fernando P. Caldas, Ph.D.



    28 de outubro de 2013 às 9:39

    Parabéns pelo artigo Ricardo, sempre muito didático e bem humorado!

    Um estudo que eu gostaria de ver, feito por um especialista respeitado, seria o verdadeiro custo do imposto do PS4… A explicação da Sony não convenceu ninguém, onde um produto com custo de R$858 (que na verdade é o custo de venda nos EUA, e não o preço da fábrica chinesa) deve pagar mais de R$2.400 em impostos!

    Teria como fazer uma conta detalhando os impostos e mostrando que é possível vender por menos?



    Pedro Ciotta disse:
    28 de outubro de 2013 às 14:32

    Ricardo.

    Existe uma variável que não está atendida pelo seu texto e que muda muito o entendimento do caso.
    A maior das explicações para esse preço é a demanda do aparelho no Brasil. A Sony prefere não vender esse aparelho no Brasil pois não teria chances de atender a demanda de compradores brasileiros na estréia do PS4. Poucas unidades serão mandadas para o Brasil no seu lançamento, segundo alguns sites cerca de 10000 unidades, enquanto a demanda dos consumidores pelo produto, se ele tivesse um preço competitivo, seria muito maior que isso. Então, na minha opinião, a empresa decidiu atender bem os mercados principais de consumo de eletrônicos, Europa, Ásia e Europa e deixar a América Latina em um segundo plano. Até porque nesses mercados as travas de impostos e distribuição realmente são muito menores.
    É uma decisão empresarial. Oposta a de seu maior competidor, a Microsoft, que tem no Brasil um dos mercados onde lidera a venda de videogames. Com um preço menor e a decisão de produzir o XBOX One no país, a Microsoft provavelmente conseguirá assegurar essa posição por um bom tempo.
    É uma pena, mas é a o mercado.



    Rafael Ribeiro disse:
    28 de outubro de 2013 às 14:36

    Excelente Douto Ricardo Amorim. Este exemplo deveria ser noticiado de forma explicativa no JN. Clarear as idéias daqueles que tem muito dinheiro e pouco ou nada de conhecimento, e o que me impressiona, que esta classe cresce cada vez mais! Parabéns, artigo brilhante!



    28 de outubro de 2013 às 15:03

    Ricardo é por isso que eu defendo a seguinte tese junto aos meus colegas:

    Dizem que o poder do povo está no VOTO, para mim, o poder do povo está no BOLSO.

    Será que se o povo brasileiro deixar de consumir durante 6 meses: linha branca, eletroeletrônicos, automóveis, viagens, financiamento para casa própria teríamos finalmente as reformas aprovadas (tributária, política, fiscal…) Ao invés de ficarem fazendo manifestações por causa de poucos centavos, poderiam se unir contra o consumo exagerado pressionando o Governo uma vez que as indústrias que seriam afetadas rapidamente iriam se unir em carreatas para Brasília para solução deste “problema”



    Fabio Morgato disse:
    28 de outubro de 2013 às 15:21

    Boa Ricardo!

    Texto muito bem elaborado, com formas linguísticas de fácil entendimento. Certo de que o uso de tais técnicas em um confronto entre o lúdico e o técnico, se dá por conta da ampla liberdade de expressão que pensadores como você e eu temos em países como “Carus”. Mas, é valido; mesmo porque a maioria não irá discernir sobre o conteúdo altamente explicativo do texto. Eu, como apreciador de games assim como de boas matérias deixo cá minha gratidão, pelo compartilhar de sua visão quanto ao nosso ‘cenário’ atual. Sim senhores, a palavra cenário se encontra sob destaque pelos motivos óbvios: ” Esta novela de época, cuja longa duração já se percebe à muito e mesmo assim sob nossa antagônica estagnação perdura-rá por muitos e muitos anos a frente!”



    BZardo disse:
    28 de outubro de 2013 às 15:58

    Excelente artigo. Ele deveria ser publicado nas escolas e faculdades para permitir que as pessoas amplifiquem seu conhecimento básico de economia e entendam o porque dos preços no Brasil. Com isso diminuir-se ia com a ignorância de atacar sempre o capital privado



    Sérgio M. de Souza disse:
    28 de outubro de 2013 às 16:14

    Muito bom seu artigo. Este é o preço Brasil, formado pelo Cuso Brasil e pelos impostos. Um dia a gente vai conseguir vender a preços mais razoáveis. abraços



    Lyra Kispergher Pereira disse:
    28 de outubro de 2013 às 16:32

    Ricardo, não se esqueça que no país Carus é sinal de enorme prestígio e grande status social pagar muito caro para adquirir qualquer produto ou serviço, por isso a maioria dos consumidores do país Carus legitima essa prática. Sem mudança de mentalidade e de valores não pode haver mudanças fundamentais em nenhuma sociedade.



    Juliano disse:
    28 de outubro de 2013 às 16:56

    É não sei porque mas esses personagens citados no “jogo” parece os de um país com grandes dimensões na América do Sul. Porém com uma vantajosa e real diferença nos jogos há sempre heróis e eles vencem no final, e quando se tem continuação do jogo é uma missão/aventura totalmente diferente, agora já na realidade desse pais os vilões sempre ganham e quando tem a continuação do jogo continuamos brigando pela mesma missão/aventura dando infinitos “continue” ou “reload” sem se dar conta. Acorda povo a solução é fácil, boicota!!!!



    Ricardo disse:
    28 de outubro de 2013 às 21:38

    Bom texto. Infelizmente temos este governo, onde todo mundo sabe que as coisas estão erradas porém não acontece nada… triste ter que vivenciar estas coisas…



    Richard Wightwick disse:
    28 de outubro de 2013 às 23:24

    Salutat Ricardo
    Egregie articulum.
    Optima vota.
    Richard



    maria rosa disse:
    29 de outubro de 2013 às 6:07

    Excelente!!!
    Adorei!!!!
    grata,
    M.Rosa



    João Paulo disse:
    29 de outubro de 2013 às 6:58

    “Explicação” muito boa, é a mesma coisa que acontece no mercado de automóveis.



    Ernesto Vendramini disse:
    29 de outubro de 2013 às 10:16

    O exemplo é bom, mas foi formulado errado, veja a regra em Carus que metade das vezes que sair cara sai coroa.
    Veja 3/4 não é o dobro de 1/4.
    O ideal seria um ciclo de 3 o seis vezes.
    4 de uma e dois da outra total 6 ou
    2 de uma e uma da outra total 3
    Isto levaria a números um pouco diferentes e também comprovaria a teoria acima
    Atenciosamente
    Ernesto Vendramini



    José Armando Nogueira disse:
    29 de outubro de 2013 às 11:41

    Belíssima análise, com foco inusitado, desmitificando a
    ortodoxia do economês. Veio a calhar, para mim, que estou lendo
    nesse minuto “Sobre as leis da física”, do genial cientista Richard Feynman, que fez revolução científico apenas mudando drasticamente a maneira de encarar os problemas. Mudança de estilo em vez de o velho hábito de enfrentar os problemas sempre da mesma forma. Parabéns.



    Natil Bado disse:
    29 de outubro de 2013 às 15:45

    Ricardo Amorim.
    A minha opinião pessoal, é o povo Brasilerio deve deixar tudo nas parteleiras,pois aqui tudo custa mais carro,isso se chama de ganancia,para acabar com isso,só não comprando

    Natil.



    Samir Kalkmann disse:
    29 de outubro de 2013 às 16:37

    Excelente!



    Francisco Farias disse:
    29 de outubro de 2013 às 18:04

    Incrivelmente esclarecedor, ótimo texto. Porém, apesar de a metáfora do videogame ter sido legal ela só deixou o texto mais confuso. É claro que isso não tira o mérito dele, é só uma constatação e uma dica.



    Guzz disse:
    31 de outubro de 2013 às 11:05

    Perfeito, sem mais



    Marconi disse:
    31 de outubro de 2013 às 18:33

    Mas em Carus você tem a ditadura democrática de um povo mal educado, que prefere viver de “Bolsa miserium” do que partir pro trabalho e construir um país digno de se viver.
    Parabéns pelo artigo.



    Felipe Ferraz disse:
    1 de novembro de 2013 às 11:11

    SENSACIONALIUM!



    Giselia disse:
    1 de novembro de 2013 às 14:01

    A única saída pra quem deseja justiça, paz, segurança, sociedade justa, diretos, etc é ir embora desta porcaria de pais. Não quero ser mais brasileira. Cheguei no limite. Os políticos ladrões riem dos manifestantes. O povo é comprado. Não pensa a longo prazo e continuarão votando em quem lhe dá uma colher de farinha. Não tem saída. O brasileiro reclama dos politicos e fazem igual. O jeitinho “esperto” do brasileiro burro. Certo são os que deixaram esta pátria que só me da vergonha. Ainda tem gente que tem orgulho porque a seleção brasileira ganhou um jogo ou campeonato. O que dizer destes coitados?



    João neto disse:
    4 de novembro de 2013 às 18:26

    Concordo com você Giselia, penso assim também, vergonha de ser brasileiro…louco para deixar esse país do atraso.



    Valter disse:
    9 de novembro de 2013 às 19:04

    Ja existe um tipo de boicote. Aqueles que tem condicoes de viajar ao pais Capitalismus, compram por la, e nao no pais Carus. E mais, gastando menos, porque o PS4 no pais Carus custa mais do que PS4+passagem+impostos no pais Capitalismus.



    Jacques disse:
    16 de novembro de 2013 às 18:28

    Excepcional metáfora! Aqui no Brasi, essa distorção permite com facilidade elevar McDonald’s e Honda Civic a artigos de luxo; constata-se a falta de educação do povo.



    Caio disse:
    16 de novembro de 2013 às 20:18

    Excelente artigo ! Concordo em genero, numero e grau, parabens!



    Rod disse:
    2 de dezembro de 2013 às 17:35

    Muito bom artigo. Faltou dizer que a Sony e Microsoft perdem dinheiro no Brasil no decorrer dos anos, e o preco alto inicial reflete isso. Esses consoles sao muita vezes subsidiados nos estados unidos por exemplo, pois tem uma taixa elevada de compra de jogos por unidade vendida ao longo dos 8 anos de vida dos mesmos. No Brasil esses consoles serao raqueados para poder jogar piratas custando 15 reais no mercado ilegal. Todo mundo se gaba por nao comprar jogos original e sim por comprar pirata. Agora estao pagando mais e pior que nao vao aprender a licao.



    Heber Raposo disse:
    6 de dezembro de 2013 às 21:12

    Perfeito!



    Paulo Gilberto Roehrs disse:
    16 de dezembro de 2013 às 22:05

    Isto me lembra o artigo de um Americano: brasileiros ricos X americanos pobres. Infelizmente muitos são os que consomem e nem questionam seus valores,gerando tanto lucro para os Ricus que vale a pena eles ganharem bilhões de dólares em países pobres,governos que também exploram sua população seja pelo voto dos pobres e dinheiro da classe média ( impostos).Certo é fazer o que Diogo Mainardi fez: Se mandou daqui…



    Marli disse:
    23 de dezembro de 2013 às 19:40

    Texto inédito
    Esclarecedor !
    Genial!
    Ricardo: Nome com origem no germânico Rikhard, junção das palavras rik, que significa “poderoso” e hard, que significa “forte”.
    Parabéns,
    Boas festas ,



    Olival disse:
    20 de fevereiro de 2014 às 21:45

    Muito boa a explicação.
    Abraços



    Lincoln disse:
    31 de maio de 2014 às 20:25

    Um dos melhores texto pra exemplificar nosso país, parabéns!



    24 de julho de 2014 às 13:03

    Excelente análise. Explicação muito boa!



    Marcus disse:
    28 de julho de 2014 às 23:37

    O consumidor tem culpa também, pois no Brasil pagar caro é símbolo de status.



    gilberto disse:
    10 de agosto de 2014 às 18:33

    Os preços são abusivos sim, mas o consumidor brasileiro muitas vezes está disposto a pagar por esses preços, incentivando assim esta política gananciosa de preços



    Marcos disse:
    12 de setembro de 2014 às 14:49

    Empresas que tem muitos funcionários tem um custo muito alto pra manter as pessoas e principalmente para “se desfazer” delas, contratar, manter e demitir funcionários no Brasil é CARO PRA CARAMBA! Também, a “justiça” do trabalho colabora pra isso… Sem contar os impostos em cascata que pagamos!

    Mas tem o outro lado que algumas pessoas já falaram, muita gente paga mais caro pelo status aí o empresário pensa: “Se estão pagando porque não vender nesse preço?”… é complicado mas também é fato!



    Mauro disse:
    30 de outubro de 2014 às 21:22

    Esse país está se afundando com esse tipo de governo, espero um futuro melhor para nossos filhos!!! Deprimente a situação que o Brasil vive hj.



    Wilson Smelan Brandão disse:
    31 de outubro de 2014 às 23:50

    Ricardo. Parabéns otima reportagem.
    É uma pena que os politicos no Brasil não enxergam que se todo dinheiros desviado nas corrupções gossr distribuido corretamente ao povo, o país seria muito mais fortalecido economicamente pois todos teriam dinheiro para gastar e investir mais e assim a roda seria otima para todos.
    E eh ims pena que grande parte fod que votaram nesye lixo de governo não entendem 1/3 do que escreveu aki…



    Luis Claudio disse:
    6 de novembro de 2014 às 10:27

    Didático!!
    O Ricardo devia enviar este artigo para equipe econômica da Dilma.
    Se acrescentar uns desenhos, talvez até o Mantega consiga entender!
    Parabéns pelo texto!



    Arnoldo disse:
    6 de novembro de 2014 às 12:06

    PROTECIONISMO
    Ricardo:
    Quando um problema parece complexo demais, é necessário se elevar acima dele, mudar a perspectiva.
    Senão, voce estará imerso nele e aí, como explicar o oceano a um peixe?

    A raiz de toda essa complexidade está nas políticas protecionistas. Aquelas que taxam abusivamente tudo aquilo que se importa. Aquela proibição de importar uma infinidade de coisas. A “cota” que cada cidadão pode trazer consigo.

    Elimine isso (como aliás se faz no mundo civilizado), permita-se que o cidadão importe o que quiser sem ser penalizado por isso, e TODA ESSA MÁQUINA que voce descreveu, irá se ajustar.

    O ÚNICO que perde com essas políticas é o cidadão brasileiro, que carrega nas costas o peso morto de toda essa ineficiencia, risco e custo.



    Arnaldo Santos Fernandes de Oliveira disse:
    22 de março de 2015 às 10:01

    Artigo brilhante. Concordo com tudo, embora eu não seja economista.
    Admiro a sua capacidade de explicar o tema de forma objetiva e fácil.
    Novamente, Parabéns !
    E por favor, continue.



    Renan disse:
    22 de março de 2015 às 10:19

    Perfeita explicação Ricardo, realmente as questões tributárias no Brasil além de serem arbitradas a produtos com maior vazão no mercado, custo de produção, infraestrutura interna e lucratividade,são invasivas ao bolso do consumidor e tudo coopera para a inflação subir desenfreadamente no país do Carus.



    claret disse:
    22 de março de 2015 às 11:32

    Nesta história de custo Brasil, não podemos nos esquecer do câmbio irreal com o qual convivemos há décadas. Trazia a sensação de opulência, escondendo o fato se sermos pobres, algo que , parece, estamos a reparar com o câmbio se ajustado a nossa realidade.



    paulocesardesouzamendes disse:
    22 de março de 2015 às 12:44

    Maravilha…Ricardo…excelente analogia…mas se prepare…vão lhe pedir para desenhar…
    Concordo com o Arnaldo também…mas o único problema Arnaldo…para se implementar tal procedimento…é que ainda dependemos deles…
    Texto perfeito…



    Paulo Pacheco disse:
    22 de março de 2015 às 14:31

    a centenas de anos nós brasileiros sempre valorizamos o que vem de fora, isso tem que acabar, temos que brigar pela qualidade dos nossos produtos e cortarmos essa mania que se o produto ou o ser humano for de outro Pais tem qualidade superior as nossas



    Celina disse:
    27 de abril de 2015 às 15:50

    Pois bem, o texto vale como para uma parada e reflexão continuada, levando em consideração a desigualdade entre países, povos, ideias, gestão e cultura. Porém, dependemos dos outros, creio que esta dependência seja porque as ideias e criações não são valorizadas, valendo o velho ditado: santo de casa não faz milagres.



    Álvani disse:
    27 de abril de 2015 às 17:14

    Aposto que todos as pessoas que comentam aqui deram PS4 para seus insaciáveis filhos, tem carros importados e todo tipo de para fernalha eletrônica chinesa, norte americana, coreana, etc.



    João Gomes disse:
    5 de setembro de 2015 às 22:53

    Recentemente anunciaram o preço do Playstation 4 nacional (que estará disponível em outubro) e ele ainda está mais caro do que o importado.
    Na verdade, a história já deve ser conhecida por todos: por quê tão caro? Porque vende! Simples. Não existe nenhum outro motivo. Enquanto as pessoas estiverem comprando, vão continuar vendendo. Nenhuma empresa diminui o preço de um produto que vende muito (pode o país cortar qualquer tipo de imposto, dar incentivo fiscais, etc). A única forma do Brasil ter produtos com preços mais acessíveis é não comprar o que é caro. Viva o boicote!



    Daniel disse:
    22 de junho de 2016 às 11:50

    Nossa carga tributária é realmente muito elevada, mas a empresa também foi bem malandra ao jogar aquele valor absurdo de 4k.
    Não tem conta nenhuma que justifique este valor e nós sabemos disso.
    HOJE o PS4 nacional está sendo vendido pelo mesmo preço de quando começou a ser montado por aqui, só que de lá para cá o dólar praticamente dobrou em relação ao real. Há 3 anos, um processador i5 custava R$500~600, hoje custa o dobro disso. As peças ainda são importadas, somente a montagem está sendo feita aqui. Tem o fator dos impostos? Tem! Mas é como o João disse: Vendem caro porque estamos dispostos a pagar caro. Darei outro exemplo: Sai muito mais barato vender jogos pela PSN do que por mídia física e ainda assim é mais comum encontrarmos versões físicas dos jogos muito mais baratas que as da PSN. Pelo que me consta, a PSN nem paga impostos no Brasil! Nem a PSN, nem outros mercados virtuais como a Netflix (daí o preço da Netflix ser tão baixo aqui no Brasil).



    Roberto disse:
    28 de outubro de 2016 às 15:15

    Excelente, o texto vale como para uma parada e reflexão continuada, levando em consideração a desigualdade entre países, povos, ideias, gestão e cultura.



Deixe seu comentário