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João e Kim

postado em Artigos


Revista IstoÉ

12/2013

Por Ricardo Amorim

 

João e Kim nasceram em 21 de junho de 1970, dia em que o Brasil ganhou a Copa do México. Os pais de Kim eram professores; os de João também. Kim sempre estudou em escola pública; João também. Kim ama futebol; João adora. Kim é da classe média de seu país; João também. Os pais de Kim já se aposentaram; os de João também. Kim e João trabalham na mesma empresa, uma multinacional líder mundial em tecnologia. Kim é engenheiro e ganha R$ 7.100,00 por mês. João não chegou a terminar o ensino médio, ganha R$ 1.900,00 por mês. Kim trabalha na sede da multinacional e é chefe do chefe de João, que trabalha aqui no Brasil.

 

Onde os caminhos de Kim e João se separaram? A cegonha deixou Kim na Coréia do Sul, João no Brasil. Em 1960, a renda per capita na Coréia era metade da brasileira. Em 1970, eram parecidas. Hoje, na Coréia, ela é três vezes maior do que a nossa.

 

Como as vidas de centenas de milhões de Kims e Joãos tomaram destinos tão diferentes em poucas décadas? Educação, educação e educação.

 

O país dos Kims investiu no ensino público básico, de qualidade e acessível a todos. O governo coreano gasta quase seis vezes mais do que o brasileiro por aluno do ensino médio. Na Coréia, um professor de ensino médio ganha o dobro da renda média local; no Brasil, menos do que a renda média. Com isso, os Kims estão sempre entre os primeiros lugares nos exames internacionais de estudantes de ensino fundamental e médio – muitas vezes, em primeiro lugar. Os Joãos, melhor nem falar.

 

Só após garantir uma boa formação básica e bom ensino técnico, os coreanos investiram em ensino universitário. Ainda assim, a Coréia tem 3 universidades entre as 70 melhores do mundo. O Brasil não tem nenhuma entre as 150 primeiras. Hoje, a Coréia do Sul é, em todo o mundo, o país com maior percentual de jovens que chega à universidade – mais de 70%, contra 13% no Brasil. De quebra, o país dos Kims forma 8 vezes mais engenheiros do que nós em relação ao tamanho da população de cada um. Tudo isso com um detalhe: a Coréia gasta menos com cada universitário do que o Brasil, mas forma 4 vezes mais PhDs per capita do que nós.

 

Para cada won gasto com a aposentadoria do pai de Kim, o governo coreano gasta 1,2 won com a escola do seu filho. No Brasil, para cada real gasto pelo governo com a aposentadoria do pai de João, ele gasta apenas R$ 0,10 com a escola do Joãozinho.

 

No ano que vem, os pais de Kim virão para a Copa do Mundo no Brasil. A mãe de João já tinha falecido, mas seu pai quis muito ir à Copa da Coréia e do Japão em 2002, mas não tinha dinheiro para isso. Há um ano, ele está fazendo uma poupancinha e ainda está esperançoso em ser sorteado para um dos ingressos com desconto para idosos para ver um jogo da Copa de 2014, nem que seja Coréia do Sul x Argélia. Como os ingressos com descontos são poucos e concorridos, as chances de Seu João são baixas. Se conseguir, quem sabe ele não se senta ao lado do Sr. e Sra. Kim. Pena que Seu João não teve a chance de estudar inglês. Eles poderiam conversar sobre os filhos…

 

Ricardo Amorim

Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

 
 





    20 de dezembro de 2013 às 7:41

    Parabens pelo texto, e um povo sem educação, jamais irá para frente. Pena que assim como está é interesse de nosso políticos e uma lástimas a profissionais terem que sair daqui para ter um reconhecimento.



    marcos eduardo disse:
    20 de dezembro de 2013 às 8:04

    Da vontade de imprimir e sair distribuindo nas ruas, portarias… em todos os lugares como tentativa de fazer as pessoas entenderem que é preciso mudar os rumos, ao invés de ainda se deixarem cair por populismos…



    Natil Bado disse:
    20 de dezembro de 2013 às 8:07

    Ricardo Amorim.
    Parabéns pela bela matéria,no Brasil,referente a educação,não nem o que comentar,eu que estou com 55 anos,vejo que da minha época ate hoje,o ensino Brasileiro só pioro,não tem interesse em mudar nada,porque? se o povo passar a ter bom conhecimento,eles não votam mais nesses políticos ,que ai estão.

    Natil Bado.



    20 de dezembro de 2013 às 8:09

    Com a lucidez de sempre, o articulista aponta uma realidade muito distante daquela mostrada na propaganda (ou deveria dizer publicidade) governamental. Vive-se um pacto de mediocridade a partir da própria família que muitas vezes transfere integralmente para a escola o dever de formar.



    Caco Santos disse:
    20 de dezembro de 2013 às 8:12

    Genial e triste. E o mais triste não é sequer olhar esse retrovisor e entender a história, mas olhar para a frente e ver que a distância só tende a aumentar. A não ser que comecemos a mudar essa história em outubro de 2014. À frase “educação, educação e educação” eu somaria mais um termo: educação!



    Vera disse:
    20 de dezembro de 2013 às 8:16

    Realida dura, mas verdadeira…Amei este texto e a forma como o escreveu Ricardo…Esta certíssimo…A educação neste país é uma vergonha…Sou Professora por formação, quando ainda se levava a sério a profissão e quando os alunos eram ensinados a respeitar os mestres…Estou envergonhada de ver e presenciar uma criança de 6 aou 7 anos não saber escrever o próprio nome ou um jovem no ensinomédio não saber realizar cáculos simples de matemática, como as 4 operações principais. É algo que me deixa perplexa e muito triste…



    Silvério dos Reis disse:
    20 de dezembro de 2013 às 8:32

    Os Coreanos agora colhem o que com muito esforço e dedicação plantaram através da educação. Qualquer inteligência mediana sabe que a educação é o único caminho pra se formar cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres e tem na defesa de uma sociedade justa e igualitárias de oportunidades sua base de conduta. Infelizmente a desclassificada classe de políticos brasileiros que temos percebeu que o oposto faria desta mesma sociedade atrasada um curral de eleitores pra eles…Políticos que tem na pratica da corrupção e abuso de poder sua base de conduta. O Brasil será eternamente o país do futuro sem te-lo porque esta preso a submissão em troca de migalhas que os canalhas chamam de bolsa-família sustentada por todos pra garantir votos pra esta escória que ocupa o poder.



    20 de dezembro de 2013 às 8:44

    Parabéns ! O texto comenta a realidade do nosso Brasil que infelizmente é expectador de um país do tamanho de uma ilha ,com pouco recursos naturais , …. ser envergonhado por simplesmente não investir na Educação . bjimm



    Rosa Hugenneyer disse:
    20 de dezembro de 2013 às 8:56

    Quantos anos leva para reverter isso? Admitindo que haja uma conscientização, claro.



    Melvin Ribas disse:
    20 de dezembro de 2013 às 8:57

    Meus caros,
    Essa estória toda poderia ter sido contada em apenas uma linha:
    A Coréia do Sul floresceu enquanto que o Brasil, no mesmo tempo, simplesmente APODRECEU.



    Dulcemar da Costa disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:09

    Fantástica a clareza com que você expõe a nossa triste realidade. O pior é que não consigo imaginar que os netos do João terão situação melhor. Não estamos nos movimentando consistentemente nessa direção, não é mesmo?
    abraço
    Dulcemar



    Paulo Roberto Cardozo disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:09

    Caro Ricardo,

    Excelente artigo! parabéns!
    Mas, sabedores dessa lastimável lacuna de nossa formação, em função da total falta de planejamento e infra-estrutura de nosso Pais, as empresas tanto as grandes de origem nacional como as multi estabelecidas no Brasil, investem muito pouco na formação academica de seus funcionários.
    Não estaria mais do que na hora, de as empresas privadas, com incentivos especificos do governo com esse objetivo, através da redução na arrecadação de alguns impostos, tentarem reduzir parte deste nosso atraso em relação ao restante dos Países do Mundo?

    Paulo Cardozo.



    jose carlos da fonseca disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:10

    Jah havia lido a respeito do porque do sucesso da Coréia Sul, mas este seu texto me acrescentou e renovou meus intendimentos do caminho correto que o Brasil deveria seguir. Quero deixar uma pequena colaboração em um frase que li hoje e que certamente você deve conhecer e que talvez explique o porque destas ausências de visões de nossos lideres:”Um povo consciente e o maior medo de um governo mal intencionado”.



    Carlos Roberto Lacerda Mendonça disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:17

    Excelente artigo. Só não entendi a expressão: “(…)mas forma 4 vezes mais PhDs per capita do que nós”.



    washington susumo okada disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:23

    Acompanho vc aqui e no manhattan. Morei no Canada, um pouco. Lá…30 milhoes d habitantes…precisamos ligar as trompas da gestante q der a luz em maternidade publica. Em 20 anos teríamos condiçoes d começar a nos desenvolver. Antidemocratico, elitista, mas de provavel eficiencia



    Fábio disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:36

    Embora os tucanos também não tenham ajudado muito, esse parecer ser o país do PT. Muita bolsa, nenhum planejamento.



    Ari Kempenich disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:46

    Excelente artigo. Trabalhei na GM e, no final da década passada, a empresa decidiu ter 2 centros de engenharia para Países “Emergentes”, Brasil e Coréia, além de 3 para os países mais desenvolvidos.

    Alguns projetos eram liderados pelo Brasil e outros pela Coréia. Impressionante era a diferença em se conseguir talentos de engenharia no Brasil e na Coréia. O resultado disso pode ser facilmente verificado.



    igor cornelsen disse:
    20 de dezembro de 2013 às 9:52

    Impressionam as diferenças entre as decisões dos coreanos e da sociedade brasileira. Faltou uma. Se algum professor do Kim não soubesse ensinar, ou não preparasse aulas, seria sumariamente dispensado. Na Coréia do Sul o direito dos estudantes de aprenderem bem precede qualquer outro. No Brasil não, os direitos trabalhistas dos professores precedem o da juventude que vai à escola pública. Passou em concurso público ficou estável. Ninguém mais precisa desempenhar, preparar aula, e pode até faltar. Continuará a enganar até se aposentar com salário integral!
    A diferença entre os jovens brasileiros e os coreanos tende a se perpetuar.



    Richieri Pazetti disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:02

    Perfeito o texto.
    Se o nosso governo estivesse realmente empenhado na educação, seriamos um paraíso. Mas a impressão que eu tenho é que estamos na contra mão, com todo o tipo de auxilio, bolsa e afins, para manter o povo do jeito que está para votar igual, sempre.



    BRAULIO disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:02

    Pois é quando vejo este artigo, me identifico muito, pois como sou filho de professora do interior, me desdobrei muito para estudar em escola publica naquela época,só tinha esta opção e mesmo assim era ´cobrado`pela minha mãe, mas em Sp, precisei de muito estudo para acompanhar o nível daqui….



    20 de dezembro de 2013 às 10:09

    Excelente! Educação, educação, … .

    Abraços.

    Edison



    Cristiano disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:19

    Ao final de cada ano é assim, sempre cheio de filmes e historinhas tristes de “final feliz”. Mas e essa? Será feliz só no final ou pelo menos há uma luz no final…?!



    Francisco Vieira disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:26

    Muito bom o seu artigo Ricardo… Pena que quem comanda nosso pais não o lê.. Aliás, devem ler sim, mas não tomam as atitudes que deveriam tomar.
    Um grande abraço



    Bartholomeu Augusto Dias disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:39

    Excelente, Ricardo. Parabéns! Nossa educação desandou de vez. E nesse rastro, o país.



    Kei disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:46

    Boa Ricardo. Não sou exatamente fã de coreanos, mas devo admitir que em pouco tempo eles viraram o jogo e não são apenas case mundial, mas referência em diversos setores.

    Grande abraço.



    Joao disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:50

    A pergunta é… se gastarmos o mesmo que eles em educação, ainda assim seríamos líderes? Creio que é necessária uma mudança radical de valores da nação antes disso.



    ANNETTE GALANTE disse:
    20 de dezembro de 2013 às 10:57

    ENFIM,O KIM SE DEU BEM PACAS !!! O JOÃO SE…RSRSRSRS



    SERGIO PIZANI MULER disse:
    20 de dezembro de 2013 às 11:05

    DISSE TUDO.O BRASIL É SONHO.



    Ricardo Caiuby de Faria disse:
    20 de dezembro de 2013 às 11:19

    Ricardo,
    É para chorar a sua comparação.
    Infelizmente não vemos saída tão cedo para ao menos diminuir esta acachapante diferença.



    20 de dezembro de 2013 às 12:06

    Excelente, Ricardo.

    Essa matéria deveria ser veiculada com anúncio de TV em horário nobre, para que todos os brasileiros se conscientizassem da importância da educação. Quem sabe se, por consequência, nossos políticos também se sensibilizariam e passariam a pensar e agir de forma menos mesquinha e tacanha, deixando finalmente um legado que os ajudasse a serem reconhecidos como benfeitores do nosso povo pelas próximas gerações de brasileiros mais bem educados, ao invés de execrados pela maioria dos que ainda demonstram ter um pouco de visão e de bom senso e que combatem esse atual estado de coisas ?

    Mais uma vez, meu sinceros parabéns pela matéria !

    Forte abraço.

    Philippe



    Ivana Canata disse:
    20 de dezembro de 2013 às 12:17

    Infelizmente o nosso governo não acordará para essa realidade… POR QUE???
    Somente assim os brasileiros são manipulados para aquilo que chamamos de ELEIÇÃO … E CONTINUAR a ‘palhaçada’.
    PARA QUE EDUCAÇÃO? SAÚDE? SEGURANÇA? ISSO NÃO DARÁ ‘VOTO’…
    CULPA DE QUEM???
    NOSSA? GOVERNO? ESTADO?



    20 de dezembro de 2013 às 12:21

    Excelente matéria,além da educação eles são super cosmopolita tem uma economia estável,os brasileiros que vão estudar lá ficam impressionados com os preços e a limpeza.



    Guilherme Andrey Beltrame disse:
    20 de dezembro de 2013 às 12:26

    Simplesmente GENIAL!!!!



    Helena Francisconi disse:
    20 de dezembro de 2013 às 12:46

    Verdadeiro, triste e pelo andar da carruagem assim será….por séculos e séculos, AMÉM !



    Lucas disse:
    20 de dezembro de 2013 às 13:27

    Genial… Simples e bem ilustrativo.
    E ainda tem gente que acha que a melhor forma de melhorar a condição de vida da população é dando dinheiro. Boa sorte para o Brasil, pois pelo que parece teremos esse mesmo partido no poder por pelo menos 16 anos. Fidel que se cuide…



    20 de dezembro de 2013 às 13:46

    Excelente história Ricardo!
    Retrata bem o que nós nos tornamos!Sempre digo que um país de esporte único não se desenvolve!



    Ana Pelegrino disse:
    20 de dezembro de 2013 às 14:20

    Obrigada, suas informaçoes sempre são valiosas.Boas Festas.



    Alexander Schwarz disse:
    20 de dezembro de 2013 às 14:34

    É isso ai Ricardo!

    belo artigo, só que infelizmente, apesar do país inteiro, inclusive os responsáveis pelo poder, saberem disso, nada vai mudar e o filho do João vai ter ainda menos oportunidades, pois não se investe seriamente em educação no Brasil.
    Um grande abraço



    Cássio Rodrigues disse:
    20 de dezembro de 2013 às 14:51

    Ricardo, o quanto a sociedade civil e os empresários se envolveram para o desenvolvimento da Coreia? Já que o Brasil sofre de um apagão na gestão pública, por conta de uma combinação maldita entre corrupção e incompetência, já não está hora de se buscar uma outra alternativa?



    Luiz Eduardo disse:
    20 de dezembro de 2013 às 15:52

    Mais uma vez, muito bom o artigo. Parabéns.

    Apesar de bem escrito, dá uma dor no coração saber que os ‘Joãos’ podem estar mais próximos de nós do que imaginamos ou gostaríamos.

    Uma boa reflexão de Natal.



    Roberto disse:
    20 de dezembro de 2013 às 16:06

    Parabéns pelo texto. Infelizmente num País onde o chefe da quadrilha é semianalfabeto….pra que educação?



    Edson Souza disse:
    20 de dezembro de 2013 às 16:19

    Texto simples, fácil, direto… perfeito!!
    Parabéns, Ricardo!



    Thaïs Sá P. Oliveira disse:
    20 de dezembro de 2013 às 16:31

    Artigo simples, inteligente, que demonstra uma real preocupação com a necessidade de mudança. Gostaria que o Brasil tirasse o pé da lama em matéria de falta de educação. Está difícil para o País e está difícil para que se viva a inclusão desejada. O desnível cultural prejudica todos os brasileiros e dificulta uma convivência livre de preconceitos.



    José Armando Nogueira disse:
    20 de dezembro de 2013 às 18:51

    Infelizmente, a sua história tem a cara, a alma e a tristeza do Brasil. Um país que anda para trás, ou vai no ritmo de tartaruga. Sorte dos coreanos. Sem dúvida, a receita é simples. Já participei, como publicitário, de reuniões de secretarias de governo em que a Educação parecia a bola da vez. Mas nada passava além daquelas duas ou três horas de rabiscos, ideias, sugestões de nomes para programas que iriam tirar o estado (Bahia) e o país do atraso. Cunhei o: “Educar para Vencer.” Ficou nisso. Pelo visto, perdemos.



    Bruna Gasgon disse:
    21 de dezembro de 2013 às 2:32

    Adoro seus artigos Ricardo. Parabéns!!!



    Jean Alves disse:
    21 de dezembro de 2013 às 15:19

    Não ignore o fato, sr. Ricardo Amorim, que o país dos Kims é um dos mais livres economicamente do mundo; enquanto isso, o dos Joões é um dos menos livres economicamente.

    O país dos Kims promoveu uma das maiores séries de desregulamentações da história mundial, entre os anos 70 e 80, o que convidou milhões de empresas, pequenas, médias e grandes a produzirem lá. E isso, além de promover a concorrência entre elas, ainda promoveu e muito tanto o nível de empregabilidade quanto o nível técnico dos cargos.

    Enquanto isso, o país dos Joões, nos idos de 70 e 80, inventava cada vez mais regulamentações, criava Autarquias até para oferecer carne ou ônibus (tinhamos, você deve bem lembrar, até açougues públicos, e quem não lembra da Setusa?).

    Os brilhantes economistas tupiniquins decidiam como a vida dos Joões seria. Decidiam taxas de juros a serem cobradas, decidiam a produção, decidiam que João poderia trabalhar nisso, mas não naquilo, muito embora fosse um mercado legítimo alimentado por uma demanda legítima. João, então, que sempre quis montar uma empresa, se viu forçado a trabalhar para os outros. Enquanto isso, os brilhantes economistas das terras dos Joões provocavam as maiores corridas às prateleiras ao determinarem congelamentos de preços, ignorando assim todo e qualquer conhecimento econômico até então difundido até entre os mais leigos. Para pagar contas, simplesmente decidiram imprimir moeda, provocando alguns milhares de porcentos de desvalorização do dinheiro de João. Com uma economia tão instável, poucas empresas se aventuravam a empreender por aqui, e menores ainda eram os cidadãos empreendedores que decidiram simplesmente abrir uma microempresa. Sim, João era um deles.

    Temos depois, enquanto a terra dos Kims ainda mantém uma economia muito livre e aberta, com poucos impostos e menos ainda regulamentações, o país de João conta com economistas amanteigados que aprenderam a brincar de economia como se fosse um joguinho eletrônico e se esquecem que mesmo Keynes, seu herói, dizia para poupar nos booms para gastar na recessão; enquanto isso, os economistas amanteigados decidem gastar no boom E na recessão. Ah, mas não tem dinheiro!? Simples, repita o problema dos economistas dos idos de 70 e 80 e…imprima moeda!

    Enquanto o país dos Kims tem índices confiáveis e estáveis, o que leva às empresas estrangeiras a verem confiabilidade no modelo lá praticado, os índices do país de João é mascarado ano após ano como se João fosse um otário. De fato, deve mesmo ser.

    A diferença entre Kim e João, meu caro Ricardo, é que os líderes de Kim decidiram deixar ele buscar seus meios de viver, e, muito embora tenha ótimos índices de educação, nunca sequer pensaram em abrir um açougue estatal ou uma Setusa da vida. Enquanto isso, os líderes de João continuam a tratá-lo como uma criança que precisa ser controlada constantemente, proibindo ele de praticar uma atividade economicamente legítima simplesmente porque isso ameaça os oligopólios deles. Os líderes de João cobram dele 45% de tudo o que ele produz, apenas para sustentar uma casta de servidores que na prática não servem para nada. Quase tudo a que esses 45% são destinados poderia muito bem ser prestado pela iniciativa privada. Pela empresa do João, se ele pudesse abri-la em menos de 5 meses ou se não tivesse que pagar impostos cavalares e em cascata, o que inviabilizaria qualquer tentativa de prosperidade dele.

    É, Ricardo. Há muitas diferenças entre João e Kim. Mas certamente a educação deles é uma das menos influentes.



    Carlos Gomes disse:
    22 de dezembro de 2013 às 9:23

    Educação é a porta de entrada para o sucesso. Pena que no Brasil ela está sempre fechada.



    Gonçalves J. disse:
    22 de dezembro de 2013 às 11:15

    É simples. Tem governo que paga qualquer preço para eliminar traços socialistas. Outros fazem o maior esforço para se tornar um socialista.



    Sergio Gil Sias Barbosa disse:
    22 de dezembro de 2013 às 16:58

    Muito bom. Pequena inclusão: para cada real que o governo Brasileiro gasta com a aposentadoria especial de políticos, juízes etc, nosso país perde ainda mais competitividade e produtividade por não ter investido em educação…



    Heldon disse:
    23 de dezembro de 2013 às 10:34

    Verdades como essa o governo brasileiro tem acesso, mas sequer movem-se em direção ao resultado que tais inicitativas representam. É de deixar qualquer brasileiro arrasado as iniciativas governamentais. o Que progride sempre no governo brasileiro são as despesas com o próprio governo. Fico pensando que meus tataranetos não testemunharão um Brasil melhor… somos cobrados, taxados, desrespeitados, abondonados em excesso e somos benefeciados em número cada vez menor.
    Abraço. Belo texto.
    Heldon.



    Carlos Haddad disse:
    23 de dezembro de 2013 às 16:02

    Brilhante Amorim! Por estas e outras digo que somos um país DETERGENTE… nos dissolvemos em nossa própria corrupção! Se a mudança começasse hoje, demoraríamos 40 ou 50 anos para colher os frutos, não é?



    Douglas Cunha disse:
    23 de dezembro de 2013 às 17:29

    O texto retrata uma realidade, mas cabe ressaltar a diferença geográfica que deve ser levada em consideração na análise, pois investir para 20 milhões de habitantes é diferente do que investir para mais de 200 milhões. O Brasil talvez leve mais 20 anos para conseguir ao menos corrigir os problemas básicos de educação básica.



    Clélia Araújo disse:
    23 de dezembro de 2013 às 18:55

    Excelente texto como sempre. Deixa até uma “depressãozinha no ar.Não creio que verei um país diferente do que tenho visto até hoje.Afinal a quem interessa ver está nação resplandecer?abcs.



    Nei gois disse:
    25 de dezembro de 2013 às 10:38

    Enquanto estivermos elegendo e reelegendo , analfabetos,semi analfabetos,corruptos ,mentirosos e incompetentes que compram votos com esmolas o Brasil vai continuar sem educação,sem saúde,sem habitação,sem segurança e sem saneamento básico.Não reeleger nenhum dos atuais políticos em todos os níveis pode ser o início da mudança para tornar o pais viável no futuro.



    Joao Alencar Andrade disse:
    25 de dezembro de 2013 às 16:37

    Ricardo:”bato nessa tecla” do ensino, a mais de 20 anos. Tenho 57 anos e nunca vi uma época tão ruim do ensino básico público. Está cada vez pior. O preço disso, estamos pagando e a tendência, é piorar. Não temos povo com senso crítico. Poucos no país, tem essa visão crítica do ensino e para que serve. Converse com o “grosso” da população, e sentirá isso que escrevi. É de chorar. Oficial de Justiça, ganhar mais que o dobro de um educador, como priorizar o ensino? Só aqui mesmo.



    Joao Alencar Andrade disse:
    25 de dezembro de 2013 às 16:39

    Repare, que o PT não investe na escola pública. O último a tentar isso foi Brizola com os Cieps, lembra? Não era fã dele, Brizola, mas tentou algo que depois foi abandonado. Está cada vez pior. Enquanto o jovem não procurar a carreira, é porque não há incentivo público para a carreira. Só ver o que acontece no estado de S.Paulo com esse projeto de governador Alckimin. Dá vergonha ver esse cidadão, médico, não priorizar o ensino.E isso, no estado mais rico da União.



    Linco disse:
    25 de dezembro de 2013 às 22:42

    Só a bolsa família eh inútil. O povo necessita de um sistema público de educação eficiente como de o de antigamente e um sistema de saúde que atenda com respeito todos os cidadãos sem discriminar ninguém.
    O povo merece ter uma esperança de um futuro melhor!



    Antonio A. D. Webber disse:
    25 de dezembro de 2013 às 23:30

    Concordo com “a lebre que o João levantou” em 20/12: será que melhorando o investimento em Educação melhoraríamos o Brasil? E a questão dos valores? Enquanto tivermos uma visão excessivamente “coitadista”, impedindo que o menor “se quebre” de vez em quando, nunca progrediremos. Exemplifico: o menor pode gritar com o professor e nada lhe acontecer porque é “de menor”. Agora, experimente o professor falar alto com um aluno… Assim, percebo que países como a Coréia, China, Japão ou países islâmicos, onde a moral é mais rígida, a ética está acima dos direitos do Menor; se este quebrar a ética vigente, vai ser “espinafrado” sem medo de ser considerado desrespeito aos direitos do menor. Por isso, é necessário repensarmos nossos valores, principalmente no que diz respeito a exigir-se igualmente respeito tanto a deveres quanto a direitos das pessoas.



    Anderson Areal disse:
    26 de dezembro de 2013 às 14:39

    Só me digam quem vai cavar as valetas, carregar tijolos, lavar seus banheiros se todos tiverem acesso à universidade? Vocês que tem curso superior, mestrados e doutorados estão dispostos a fazer serviços braçais? Estão acabando com uma coisa muito importante: a MERITOCRACIA, a recompensa pelo próprio esforço. Vejam a quantidade absurda de semi-analfabetos com diplomas de graduação. Eu sempre estudei em escola pública e aprendi a ler e escrever corretamente, mas não fiz faculdade porque não quis. Um administrador de empresas escrever em rede social “mim liga”, “mim retorna a ligação” e outras barbaridades, é de fazer doer na alma. O que falta realmente é EDUCAÇÃO e não adquirir conhecimentos acadêmicos. Doutores jogam lixo pela janela de seus carros importados!!!!



    Paulo César disse:
    27 de dezembro de 2013 às 23:26

    Ricardo parabéns.Não acredito que o país que está amordaçado pelo Partido dos Trabalhadores”vagabundos” e chefiado pelo analfabeto e oportunista Lula tenha alguma expectativa de melhora nas próximas décadas…



    Sackrower disse:
    28 de dezembro de 2013 às 10:48

    Educação e disciplina. A educação mais necessária é a de casa e é a que mais está faltando.



    Paulo disse:
    28 de dezembro de 2013 às 10:53

    Eu como professor já tinha essa percepção. Devemos investir na base, mas ai da trabalho né? Ai o governo tem que pagar mais para os professores e pedagogos. E tem que investir em universidades. Entao faz essa palhacada nas universidades, com cotas e tudo mais.



    Vera disse:
    28 de dezembro de 2013 às 11:14

    Correto. Mas o que é correto também é identificar a diferença do modelo de universidades entre a Coreia do Sul e a do Brasil. Sempre viemos de um viés Gramsciniano e Freiriano marxista na educação e isso nem o governo militar dos anos 70 conseguiu impedir. Esse não é o modelo acadêmico da Coreia do sul, com certeza.



    emilia disse:
    28 de dezembro de 2013 às 11:19

    Peço licença para chorar mais uma vez!



    Alan Brehmer disse:
    28 de dezembro de 2013 às 11:27

    Enquanto o povo brasileiro estiver iludido pela demagogia do socialismo e do gigantismo estatal continuaremos ficando eternamente para trás…



    Frank disse:
    28 de dezembro de 2013 às 11:33

    É interessante quando se compara o compromisso dos dois países com educação. Mas quantidade de investimento não explica tudo. Alto salário aos professores também não. Para mudar nosso país precisamos dar asas aos nossos empreendedores. Dessa forma quem tiver sede de conhecimento que vá buscar onde estiver. A internet está aí pra isso. Acho que devemos deixar de pôr a culpa no governo, que é uma merda mesmo. E colocar a mão na massa. Pois nosso sucesso só depende de nós mesmos!



    Vicente Almeida disse:
    28 de dezembro de 2013 às 11:58

    Os pais do Lulinha também não foram para a universidade mas êle é um empresário super bem-sucedido.
    A gente sabe o que aconteceu e, pior, o que está acontecendo em nosso país. A gente só não quer sair da nossa zona de confôrto porque a mudança, se e quando ocorrer, vai ter que ser dolorosa.



    Geraldo roberto disse:
    28 de dezembro de 2013 às 12:34

    E triste ver isto e ter a certeza de que esta tudo errado mesmo.
    Em 1970, eu tinha 22 anos e na minha ingenuidade, achava que estava em um grande país, que tinhamos um futuro, que seriamos a grande naçao do futuro.
    Hoje so consigo ver que somos um país grande (territorio) ate o dia que começarmos a vender as fronteiras, porque o sub solo ja estamos vendendo,
    A preço de banana.



    Luiz Carlos ribeiro disse:
    28 de dezembro de 2013 às 12:40

    Parabéns Ricardo pela matéria.
    Não e interesse deste governo a educação, assim poderá manipular ofecerendo benefícios em troca de votos. Podemos reverter em outubro de 2014.



    Donatti disse:
    28 de dezembro de 2013 às 14:32

    Senhor Amorim, excelente a matéria. Não há necessidade de fazer comentários.



    Wilson Luiz da Silva disse:
    28 de dezembro de 2013 às 14:40

    Temos que voltar no tempo de Paulo Freire….



    Wilson Luiz da Silva disse:
    28 de dezembro de 2013 às 14:42

    Não podemos julgar os desafortunados da sorte e sim procurar entender porque tivemos a sorte de ter tido uma boa educação…… , Muitos nos ajudaram…….



    vitor santos disse:
    28 de dezembro de 2013 às 14:51

    Qual será o nosso ideal de País. Pelo andar da carruagem e percepção do partido dominante, a meta é ser alguma coisa próxima de Venezuela, Bolívia, equador, argentina ou talvez, quem sabe?, cuba.
    Importante ressaltar que seu artigo se refere a Coreia do Sul. Como andam as coisas pela coreia do Norte? Ditadura, inflação, pobreza é o que restou do comunismo hereditário.



    Ronaldo Berretta disse:
    28 de dezembro de 2013 às 19:02

    Caro Ricardo,
    Parabens pelo relato, mas da proxima vez conte a historia de Kim e Luiz Ignacio. Um ex metalurgico, aposentado por invalidez, ganhando 10 x mais que Kim, e com o poder de multiplicar muito seu capital, em situacoes inesplicaveis. Isso e Brasil!
    Mas,…vamos ganhar a copa, e fica tudo bem. Tambem teremos bastante cerveja, e carnaval.



    Cleber Renato disse:
    28 de dezembro de 2013 às 20:04

    Excelente texto Ricardo Amorim. Esta sua comparação também foi feito se não me engano pelo fantástico da Rede Globo à algum tempo atrás.
    Parabéns pelo texto e tenha um ótimo ANO NOVO E BOAS FESTAS e claro sempre publicando estes maravilhosos textos.



    Jandir disse:
    28 de dezembro de 2013 às 20:18

    Ricardo, parabéns pelo artigo e pela criatividade do texto. De fato esse é o nosso maior problema, mas infelizmente continuará sendo por muitos séculos. Eu acredito em reencarnação e assim tenho esperança que muitos kins e friedmans possam reencarnar no Pais do futuro.



    Martha Dias de Alencar disse:
    28 de dezembro de 2013 às 21:57

    O País do João em questão tem como seu maior líder um senhor que se orgulha de nunca ter lido um livro e diz abertamente que não lê porque da sono.
    Milhões de joãos adoram isto, pois tira-lhes a obrigação de estudar e ainda justificam: – Mas mãe, o Lula não estudou foi presidente duas vezes e elegeu a Dilma e seus filhos são milionários, portanto…..
    Assim segue o Brasil, com seu líder analfabeto recebendo dezenas de diplomas de Doutor Honoris Causa e o povo se las……..



    Aline Moreira disse:
    28 de dezembro de 2013 às 22:53

    Parabéns pelo comentário. O Brasil ainda está engatinhando no que se refere a educação.
    Atribuo à política, digo, aos políticos que só valorizam interesses pessoais. uma reforma política séria, é a única solução.
    Ser político também deveria ter teste e pré-requisitos, afinal é o povo quem paga o salário destes “funcionários”, que pensam serem donos da prefeitura, do Congresso , etc.



    29 de dezembro de 2013 às 0:14

    A educação é a raiz que sustenta e fortalece o futuro de um país. As políticas públicas não tem alcançado seus objetivos eficientes, com isso o povo sofre e sofre, cada vez mais. Ressalto que além dessas diferenças, temos hoje mais de 60% da população endividada, falhamos no quesito “educação financeira”.



    Márcia Cristina de Oliveira Faria disse:
    29 de dezembro de 2013 às 9:09

    Políticos corruptos… País de analfabetos!



    Juliana Mendes disse:
    29 de dezembro de 2013 às 12:18

    Ricardo, adoro você, e não à toa. Mas eu, como meu irmão Lucas, não temos paciência de ler textos muito grandes. O seu fui até o final, mas, geralmente, pulo umas bem traçadas linhas. Beijo. Saju



    Elaine Oliveira disse:
    29 de dezembro de 2013 às 13:45

    Ricardo.
    O pouco espaço que temos nas redes sociais nos limita a falar sobre assunto tão denso: educação no Brasil!
    De qualquer forma, não podemos fechar os olhos a constatações como esta. O seu, o nosso papel enquanto cidadãos é divulgar, cobrar, sugerir…e acreditar!
    Parabéns pelo texto.



    Edson Lessa Novaes disse:
    29 de dezembro de 2013 às 19:08

    Bom Artigo
    Mas no Brasil, a investimentos e programas de auditórios, novelas e BBB, entretenimento para o povo, e o disparidade e salários desses personagens que não produzem nada para educação brasileira, e com um português horrível de ouvir. (Faustao, Galvao Bueno, Datena, etc)
    Filho da minha sobrinha, terminou o colegial e esta prestando vestibular. A faculdade em media custa entre 1,200 a 2,000 reais por mês. Quem no Brasil tem condições de fazer faculdade? Somente aqueles que pertencem a classe Media Alta brasileira. Isso jamais mudara, porque essa e a estrutura do governo federal. Para voces que gostam tanto do FHC, porque ele não investiu na educação do pais como os Coreanos fizeram??? Povo inteligente e educado jamais votariam nesses lideres que temos em Brasilia e em todo território nacional



    Edson Lessa Novaes disse:
    29 de dezembro de 2013 às 19:10

    Feliz Ano Novo e que continue crescendo em 2014, são os meus sinceros votos.



    jenniffe r vaz disse:
    29 de dezembro de 2013 às 19:13

    Acredito que o Brasil deveria investir muito mais em educação porque é daí que começa o princípio de tudo na vida do ser humano depois de seu nascimento,professores desgostosos,alunos desobedientes e o povo que se dane e fique sem educação pelo menos de base.Eu em sua grande maioria estudei em escola publica e agora estou fazendo faculdade de administração de empresas e acredito que é um dever pagar mais para o professor e melhorar em 100% nossas escolas de base e univesidades e construir mais universidades para diminuir o indice de pessoas sem chance por falta de vaga porque é uma vergonha 100 vagas para 2000 cadidatos,por isso que ninguém consegue nada!As nossas crianças deveriam ficar na escola o dia inteiro fazendo atividades o dia inteiro,pela manhã aula e á tarde atividades complementares e nos finais de semana atividades lúdicas para que fiquem sempre com a mente em ação e não tenham tempo para fazerem coisas que não sejam didáticas.Esta é a minha mais humilde opinião!Obrigada pelo espaço e espero que várias pessoas deem suas opiniões também para mudar essa história de vida.E agora lhes digo que no dia das eleições todos os brasileiros deveriam não ir as urnas e eles teriam de multar todos os CPFs do Brasil.#ficaadica.



    Alberto Thomaz disse:
    30 de dezembro de 2013 às 9:49

    Muito bom Ricardo.
    isto mostra de forma clara como nós brasileiros somos “roubados” todos os dias. O governo vive de promessas eleitoreiras visando ganhar votos para manter-se no poder. Afinal roubar um país de analfabetos é muito mais fácil, é como tirar doce de criança. Mas a vida continua e este ano vamos ter “COPA DO MUNDO” pão e circo.. Como sempre as questões importantes ficam para as “calendas” afinal oque interessa é o “PUDERRR”



    francisco carlos moss disse:
    30 de dezembro de 2013 às 12:47

    Sempre pensei que investir em escolas técnicas dar-se-ia condições profissionais e financeiras para as pessoas até, se quisessem, custear a Universidade. Nós estamos pagando despreparados para tirarem diploma. JesusMariaJosé!



    Rogerio disse:
    31 de dezembro de 2013 às 8:56

    Parabéns pelo artigo.



    Renato disse:
    31 de dezembro de 2013 às 14:38

    Belo texto! Sempre digo, educação é a solução e salvação.



    Júnio Louback disse:
    31 de dezembro de 2013 às 20:30

    Muito bom seu artigo revela a realidade e é um grande incentivo para investimentos na educação!!
    Parabéns Ricardo! Feliz 2014



    Severino Elias disse:
    31 de dezembro de 2013 às 20:46

    Simplesmente genial!



    claudio disse:
    1 de janeiro de 2014 às 0:03

    Parabéns, Ricardo Amorim, pelo artigo. Não sei se o salário do Kim seja apenas o informado, afinal, é engenheiro e chefe de uma divisão internacional da multinacional. Educação? Como quem não quer ver sua posição ameaçada, a atual situação (13% de acesso ao nível superior) já é muito, uma vez que venho da geração anterior e “chegar lá” ou era condicionado pela posição social da família ou por um esforço individual/pessoal acima da média. Hoje, parece acesso universal, apesar de não o ser de fato (os 13% revelam isso). Quando pude ingressar no ensino superior, universitários não passavam de 3% e emprego (bom) era coisa rara, devido à recessão econômica. O sistema vive hoje a euforia do capitalismo autoritário, conforme FHC declarou na última edição do Manhattan Connection. Esse é o caminho do Brasil, com a reeleição de Dilma, com Lula, com o PT, o PMDB e a venal base aliada. Educação cria opinião crítica, mas também é espaço para frutificar ideologias equivocadas, como as defendidas pela esquerda. No entanto, o grande nicho do capitalismo autoritário é sua novidade facista: Putin, hoje, é o líder de Estado mais rico do mundo; os parlamentares chineses (comunistas) são muito mais ricos do que os parlamentares norte-americanos. Segundo Cristovam Buarque, no auge da exploração do pré-sal (e da distribuição de seus royalties), o Brasil ainda destinará 3 vezes menos do que os países ricos. Lula afirma que o PT governará do Planalto até 2022 (20 anos no poder), quando então, a Constituição Federal terá incorporado o socialismo em seu texto, o que fará o Brasil saltar de 6ª economia do mundo para 2ª, ficando atrás apenas do China… esse nosso Brasil populista, infelizmente, não tem jeito. Estamos condenados.



    Marli disse:
    1 de janeiro de 2014 às 6:54

    Ricardo
    Sua matéria deveria ser lida por todos aqueles responsáveis pelas escolhas do nosso Brasil!
    Parabéns a você e um Feliz Ano novo,
    …..continuo aguardando seus temas de articulista genial..



    Raquel Ramos disse:
    1 de janeiro de 2014 às 9:53

    Básico, didático, direto e objetivo.



    Quirino disse:
    1 de janeiro de 2014 às 14:15

    Eu acho que não é só educação e nem o salário. Também. As nossas leis favorecem a desmotivação, a falta de participação dos pais, como o próprio despreparo dos mesmos como corresponáveis pela educação. As famílias acabaram sendo desestruturadas e não impõem limites aos filhos. Excesso de liberalidade e falta de autoridade. Precisam ser revistos muitos conceitos.



    1 de janeiro de 2014 às 14:54

    Isso é literalmente um tapa na cara da sociedade!

    Abraços.
    Ana



    Igor Pires disse:
    2 de janeiro de 2014 às 0:23

    Excelente texto, Ricardo; sua redação usa as palavras necessárias, para explicar, com analogias significativas e exemplos ilustrativos, um raciocínio claro e fluente como um cristalino curso d’água. Gosto também das suas intervenções no Manhattan Connection, programa que me interessa e que, frequentemente, me empolga em algum momento, de alguma forma. Assis-lo-ei mais, quando tiver acabado meu Trabalho de Conclusão de Curso, e for diplomado Bacharel, pedra fundamental da minha futura carreira.



    Igor Pires disse:
    2 de janeiro de 2014 às 0:24

    Digo, assisti-los-ei.



    Felipe disse:
    2 de janeiro de 2014 às 17:51

    Perfeito, um quadro geral do que somos.



    Gilberto Frank Filho disse:
    3 de janeiro de 2014 às 11:01

    Não conseguimos superar a condição de colônia explorada com o único objetivo de gerar lucros , antes para o explorador português , hoje para uma pequena parcela de brasileiros com mentalidade do português do brasil colônia. Nesse contexto fez sentido não investir em educação numa “plantation” e muito menos agora que parece que o nosso destino é a agroindústria. Povo frouxo e que se vende por uma “bolsa qualquer coisa”, quem sabe daqui uns mil anos alguma coisa muda…



    4 de janeiro de 2014 às 11:51

    Sugiro pesados investimentos em três pilares:

    1- Educação
    1.1 – Capacitação
    1.2 – Remuneração digna
    1.3 – Métricas de produtividade
    1.4 – Gestão;

    2- Justiça Ágil e eficiente;
    3- Execução penal exemplar.
    Só assim, daqui há 15 anos podemos aspirar melhoras no país.



    Paulo Nascimento disse:
    4 de janeiro de 2014 às 17:11

    Ricardo, boa tarde!
    Parabéns pelo excelente texto.
    Educação é a chave do negócio! Digo mais, é a chave para um mindo melhor.
    Seu texto vem de encontro à uma entrevista do economista-chefe do Credit Suisse o brasileiro Nilson Teixeira, à Folha de São Paulo, onde ele diz que o Governo em vez de dar subsídios, deveria se preocupar com investimentos em educação, para a melhoria de uma nação.
    Os orientais lidam com a Educação dos seus filhos, como questão de honra.
    Se no Brasil a Educação fosse tratrada de forma séria pelos governates, a primeira coisa que mudada, seria a linha da pobreza.
    Que nossos próximos governantes, tenham discernimento,para que investimentos maciços em educação sejam feitos. Só assim, o Brasil realmente tornar-se-á potência mundial.
    Abraços.



    Ageu Heringer Lisboa disse:
    4 de janeiro de 2014 às 22:42

    Texto didático e compreensível até para os politicos brasileiros compreenderem, se quizerem.



    Carlos Gomes disse:
    5 de janeiro de 2014 às 10:13

    Ao ler uma realidade desta, sempre me pergunto até quando nossos dirigentes seguirão neste mesmo modelo de enriquecimento próprio e nao coletivo? Será necessário uma manifestação sangrenta? O abuso é insano!!! A revolta vai lastrando cada dia!



    Edison disse:
    5 de janeiro de 2014 às 15:12

    Quem precisa de escola se a “Taça do Mundo” é nossa? Nunca na história da humanidade nenhum outro país foi pentacampeão de futebol!



    André Mathias Baptista disse:
    5 de janeiro de 2014 às 19:52

    Essa é a essencia da sociedade bem sucedida. Investimento na base da educação.

    O problema é a primeira coisa que o político brasileiro pensa ao ser eleito, é como vai ser reeleito.

    Sem politicas de medio e longo prazo vai ser impossivel atingir as metas que os coreanos atingiram há tempos.

    Excelente artigo, primo!



    Alberto Joao Cathcart disse:
    6 de janeiro de 2014 às 11:33

    Prezados Srs
    Me permitam acrescentar,mais uma coisinha, a diferença deve ser bem maior em qualidade de ensino, visto que,nestes 43 anos, nos pioramos muito e nossos politicos, rindo de tudo,pois num pais de alienados e sem cultura, eles deitam e rolam.



    Evy disse:
    6 de janeiro de 2014 às 12:48

    Excelente texto, mas acho meio absurdo comparar a coréia com o Brasil, já que ambos possuem proporções muito diferentes, a coréia é minúscula comparada ao Brasil, aqui a população chega a 2 trilhões, enquanto na coréia se tem cerca de 50 milhões. Os paises podem ser até parecidos economicamente falando, mas um local com proporções gigantes é muito mais difícil de se governar… Tirando isso o texto é maravilhoso, se o Brasil tivesse investido em educação com certeza estaríamos muito mais avançados…



    Vitor disse:
    7 de janeiro de 2014 às 11:02

    Muito bom!!
    Uma realidade descrita com muita criatividade…
    Pena, que nossa população não enxergue ainda desta forma, pois está com a visão ofuscada pelos “brilhos” do pais do Futebol.



    Rodrigo disse:
    7 de janeiro de 2014 às 11:33

    Ricardo admiro muito você ter coragem em voltar a morar no Brasil.
    Os problemas continuam e não há plano consistente a longo prazo para nada em nosso país.
    É uma pena a maneira como educação é vista pelos governantes e nós deveríamos cobrar isso de maneira incisiva.



    Guilherme Seidel disse:
    7 de janeiro de 2014 às 14:51

    Excelente texto. Muito bem escrito!!



    8 de janeiro de 2014 às 8:27

    É de interesse oficial no Brasil manter o povo ignorante. No dia em que acabar os miseráveis os políticos e os religiosos desaparecerão e o mundo será rico e feliz !



    Clara disse:
    8 de janeiro de 2014 às 15:13

    Lúcido teu comentário. Infelizmente “a massa” votante não lê seu artigo, e se por acaso o ler, não terá grande repercussão porque ela está satisfeita com a situação atual do Brasil: a) não precisa trabalhar, b) não precisa estudar, c)tem bolsa para tudo; até ganha mais se for preso. Como despertar o interesse para a educação se está ótimo como está. Ir à aula, se esforçar por aprender é algo que nem passa pela cabeça de muito brasileiro. Sempre há excessões, mas são apenas excessões.



    Edna pinheiro costa lage disse:
    8 de janeiro de 2014 às 17:19

    Adoro toda a turma do MC, super inteligentes , sensatos, conhecedores de tudo que engloba esse Brasil e mundo afora.
    Esse artigo é mais uma prova de que Ricardo Amorim é uma grande estrela da Economia. Parabéns!
    Pena que muitos não o conhecem , ouvem ou leiam seus artigos, poderiam ser melhor instruídos e aprenderem a escolher melhor os representantes de nosso país.



    Alexandre Amaro de Araújo Abreu disse:
    9 de janeiro de 2014 às 21:43

    Ricardo, parabéns pelo texto. Infelizmente a realidade do Brasil é essa, baixo investimento na educação. Enquanto os dirigentes desta nação, e o povo dela, não acordarem para a única forma de construírmos, com bases sólidas, um futuro melhor, teremos cada vez índices educacionais piores. Até.



    Rita Tereza Cunha Paes disse:
    12 de janeiro de 2014 às 19:49

    Otimo texto. Se o governo investisse mais no ensino fundamental… com melhores salários para os professores, educação continuada para estes e não apenas querendo colocar o aluno que sem base nenhuma entrará na faculdade pelo sistema de cotas, com certeza estaríamos no ranking dos melhores alunos e consequentemente melhores faculdades.



    Maristela disse:
    13 de janeiro de 2014 às 1:42

    Ricardo. Sou professora. Por obra do destino e muito trabalho e esforço do meu esposo moramos atualmente em Seul- Coréia do Sul. Convivo diariamente com o resultado do quanto significa um País investir em educação e saúde. Tratar com dignidade e respeito seus Idosos e com confiança e disciplina a sua Juventude. Uma cidade onde não se vê seres humanos mendigando nas sinaleiras para sobreviver. Não se veem jovens nas ruas comprando ou vendendo drogas,idosos pedindo esmolas, morando em viadutos ou embaixo de pontes. não se vê o patrimônio público depredado, pichado….Podemos andar tranquilos pelas ruas e sentirmos que estamos seguros, que não seremos assaltados.
    É o paraíso? Não. O povo por aqui faz greve, protesta pelos seus direitos mas até para reunirem-se e revindicarem sâo extremamente organizados. Nos locais onde acontecem as manifestações não tem nenhuma depredação e nem fica lixo no chão. O mais incrível a policia por aqui “não usa arma de fogo” para guarnecer o dia a dia da população e em cada esquina – literalmente- tem um policial, ajudando a controlar o transito, informando as pessoas… Não usam armas mas se fez algo errado a Lei pune. Escrevo tudo isso não para desmerecer o País de onde vim e para onde voltarei daqui 4 anos, mas com o sentimento de que precisamos melhorar. Os meus “João ” felizmente estão tendo a oportunidade de experimentar um jeito diferente de viver mas também voltarão…



    Lucy Menezes disse:
    13 de janeiro de 2014 às 9:22

    Genial, mas dando uma cutucada na nossa dura realidade e na das gerações que continuam a vir. A gente que dar um voto de confiança e fazer nossa parte, mas não parece estar adiantando. Parabéns pelo texto, Ricardo!



    Ari Ferreira disse:
    13 de janeiro de 2014 às 10:02

    Ricardo, muito oportuno seu texto, principalmente porque entramos em ano das eleições e é uma reflexão para nosso eleitor. Não podemos mais ter uma classe política que não interesse pela educação, ela é o maior patrimônio de um povo, não adianta um pais para poucos, uma grande nação só se faz com grandeza de princípios morais, éticos e com justiça. Parabéns!



    Antonio Carlos Cano disse:
    13 de janeiro de 2014 às 10:04

    Prezado Ricardo,
    O texto mostra com clareza, e números, a precariedade dos planos e ações de políticos brasileiros, de todos os matizes ideológicos (acho que eles não sabem o que isso significa), que pensam somente no “crescimento de suas fortunas pessoais ou de seus planos megalomaníacos de poder”, também sem importar o partido político em que está inserido.
    Resolveremos por educação sim, sem dúvida, mas antes devemos escolher “não políticos” para ocuparem os postos políticos e só depois investir com seriedade e HONESTIDADE os recursos que temos nesse Brasil de meu Deus.
    Vamos rezar para que 2014 possa trazer alguma luz para a mudança de eixo nesse país.



    Armindo Verner Kirst disse:
    13 de janeiro de 2014 às 13:03

    Para que muitos outros ..Possam se eleger Presidentes e se vangloriarem em ser anarfabeticos….ESTA MUiTO MUITO BOM ASSIM….



    Durvalino disse:
    15 de janeiro de 2014 às 12:08

    em 1988, quando me dediquei ao Total Quality Control, recebiamos aqui no Brasil os mesmos consultores da JUSE – entidade japonesa, q tb assessoravam a Coreia do Sul. Eram Kaoru Ishikawa e Itchiro Miyauchi.
    passados 25 anos temos resposta para o q aconteceu: andamos em circulo todo esse tempo ate furar o chao e continuamos procurando a formula magica sobre como crescer – EDUCAÇAO.
    um dia quem sabe, chegaremos la!



    JOÃO disse:
    19 de janeiro de 2014 às 13:22

    Enquanto tivermos um partido com o nome PT que é especializado em “espraiar” miserabilidade pra distribuir “bolsas famílias”, ampliar as posses de seus correligionários, sem uma séria preocupação com o ensino e sem tentar unir de fato o capital e trabalho continuaremos em busca do futuro que segundo a visão pífia de seus militantes, já chegou…



    Ary Cardoso disse:
    20 de janeiro de 2014 às 19:14

    Ricardo, muito bom, como sempre. Reli artigo de dezembro sobre o mesmo tema, onde pareces mais otimista que eu. Que bom! Sem ser especialista, me arrisco a dizer que falta investimento maciço, dramaticamente maciço no ensino básico, mesmo que por um tempo se desloque recurso do “privilegiado” ensino superior. Nasceria a espiral positiva. Apreciaria se pessoas do teu nível repisasse esta idea, se concordar. A imprensa estará fazendo a sua parte.



    Edmilson disse:
    23 de janeiro de 2014 às 18:10

    Não sei se alguém já falou disso aqui, não li todos os comentários, mas quando Lula assumiu o governo, em 2003, seu ministro da Educação, Cristovam Buarque, pretendia continuar o projeto educacional da era FHC. Depois de conseguir ensino fundamental pra todo mundo, o plano era dar qualidade a ele. Lula discordou e quis sair por aí “fundando” universidades. Buarque não aceitou e foi demitido por telefone. E o Brasil perdeu a chance de começar a fazer o mesmo que a Coreia do Sul.



    Manoel Rosa disse:
    23 de janeiro de 2014 às 20:07

    Dou aulas, como eventual, na rede estadual de ensino médio e, como quase todos alunos tem um telefone celular, faço uma projeção do consumo de aparelhos por marca.
    Além de prender a atenção da moçada, consigo ensinar o cálculo matemático e a utilização de moda, média e mediana e a seguir demonstro a competência das marcas que mais vendem e coloco como motivo principal e alto grau de ensino do país de origem. As marcas Samsung e Nokia são as mais frequentes. Coréia do Sul e Finlândia, os melhores no ranking mundial do ensino. Ao final, pergunto se sabem as marcas brasileiras. A aula é sensacional e eles adoram.



    Ricardo Silva Bispo disse:
    23 de janeiro de 2014 às 21:28

    A Coréia do Sul lutou contra o comunismo e venceu.
    O Brasil e a ditadura militar lutaram contra a guerrilha armada mas perderam a guerra para o marxismo cultural. A guerrilha soube fazer o papel de vítima e virou o jogo. A ditadura e seus generais incompetentes pagam até hoje o custo da violência sem ter concluído o trabalho com eficiência. Tivessem tido êxito como Pinochet, talvez teríamos uma versão tupiniquim do “chicago boys” ao invés de uma turba de sindicalistas alcólatras e malcheirosos, replicando jargões em série repletos de erros de português enquanto praticam enriquecimento ilícito numa espécie de treinamento juvenil da escola partidária socialista.
    Teríamos um agronegócio ainda mais bem sucedido baseado numa reforma agrária séria que tivesse protegido o direito á propriedade e punido a grilagem.
    Não teria dado legitimidade para Pastoral da terra gerar o embrião do mst.
    Hoje sob o manto protecionista do governo. Os empresários encontram-se armadilhados, acuados pelo mercado global. Não sabem mais viver sem o BNDES.
    “O BNDES é o bolsa-família dos empresários.”
    A oposição perdeu a identidade e por conseguinte o discurso.
    As universidades estão impregnadas do marxismo cultural e da incompetência técnica.
    O “milagre brasileiro – parte II” acabou. Temo que não aprendemos, novamente.
    Se não houver uma liderança de direita, capaz reverter o processo de comunização do Brasil, estamos condenados a de esquiar ladeira abaixo os rankings de competitividade das nações. Aliás, patinar, infelizmente no Brasil não há neve.



    Leonardo disse:
    28 de janeiro de 2014 às 21:45

    Excelente a ideia, porém creio que a comparação foi infeliz.
    Coréia do Sul – PIB: 1,3 trilhões de dólares / População: 50 milhões
    Brasil – PIB: 2,25 trilhões de dólares / População: 200 milhões
    Coreia do Sul cresceu graças aos investimentos do Japão e o Brasil às custas de uma mentalidade predatória introduzida pelo colonizador.
    A educação na Coreia do Sul funciona por dois motivos básicos: cultura da população somada à números absolutos inferiores ao Brasil.



    Igor disse:
    2 de fevereiro de 2014 às 10:38

    Ricardo, e se essa historia fosse entre Kim e John (o americano)? Tenho certeza que os EUA gastam muito mais com educacao. Dinheiro nao eh necessariamente sinonimo de qualidade. A grande diferenca dos professores nos paises asiaticos eh que eles realmente sao BONS, estudaram e aprenderam muito na universidade, diferente de nos. So em SP faltam mais de 100mil professores, estao colocando alunos do 1o ano de ed fisica para ensinar fisica e quimica e mesmo que aumentassemos o salario nao teriamos necessariamente 100mil novos bons professores. A maior parte do problema no Brasil eh na formacao!! Nas atividades praticas isso nao eh notavel porque 90% das pessoas somente apertam botao o dia todo. Mas no campo academico o Brasil esta muito atras de paises asiaticos e africanos. O nivel das nossas universidades sao pessimos, qualquer um sai com diploma hoje em dia.



    Ronaldo Barbosa disse:
    2 de fevereiro de 2014 às 11:22

    Tivemos uma oportunidade nas eleições para presidente de 2006, quando o então candidato Senador Cristovão Buarque montou sua plataforma de campanha totalmente direcionada para a federalização de uma educação pública de qualidade para o nível básico (ensino pré-escolar, fundamental e médio), vista como pré-requisito para a solução de todos os demais problemas brasileiros a médio e longo prazos. Mas “O Grande Irmão” do Brasil, fez chacota com a campanha, o chamando de candidato de uma nota só. Como se tivemos mais uma nota pra tocar… foi o suficiente para frustar uma das melhores oportunidades que nos apareceu nos últimos tempos. Só espero que o professor Cristóvão e seus seguidores não tenham se entediado.



    José de Belem disse:
    2 de fevereiro de 2014 às 14:17

    Estamos cercados de uma classe política focada no resultado imediato(a reeleição)com ações assistencialistas ( bolsa isso bolsa aquilo)e uma população acomodada porque já tem o que queria( sem discutir o grau de ambição aí) e outra parte da papulação vivendo de consumismo. Essa conversa pode ir muito longe mas devemos continuar aqueles protestos por educação de qualidade, investimento em diversas áreas como tecnologia como na Coréia..a nossa acomodação sairá muito + caro



    Fabiana disse:
    3 de fevereiro de 2014 às 15:58

    Ricardo, a USP está entre as 150 melhores universidades do mundo, não distante, está a Unicamp e outras tantas instituições federais de prestígio. Acredito que a crise educacional se dê, em maior parte, pelos poucos investimentos financeiros em recursos didáticos, sobretudo em formação continuada aos profissionais da área! Abraços.



    Oswaldo Francisco Martins disse:
    3 de fevereiro de 2014 às 17:43

    Como dizia Delfim Neto, “o Brasil é o país do fururo!”. Isso em 1970 e ainda estamos naquele presente piorado!

    Devemos tudo isso ao processo deletério de corrupção desde o tempo do “The five per cent man”, que alíás continua pederasta.

    Educação requer investimento e competência para implantar políticas públicas eficazes. Isso não se deu com os políticos ladravazes, muitos até analfabetos, dessa terra de ninguém desde 1500!

    Temos um verdadeiro mangue na escola pública, que não consegue atender à numerosa população, tendo ainda agravados os defeitos da década de 60, que a Coreia do Sul corrigiu inteligentemente.

    Estamos fodidos!



    Breno disse:
    10 de fevereiro de 2014 às 21:47

    Ricardo Amorim,

    O investimento correto em educação é um grande passo, mas somente isso não vai resolver nosso problema.

    No Brasil as empresas tem que conviver com a corrupção gigantesca, a burocracia e impostos sufocantes e a inovação que não é incentivada e recompensada. Sendo muito difícil fazer uma nova empresa progredir somente criando um grande produto ou serviço.

    Por outro lado, o setor público age como se estivesse em outro mundo, gastando tudo que pode, desperdiçando sem peso na consciência e não punindo a ineficiência, criando ilhas de bonança sustentadas pelo resto da população.

    Diante desse cenário o setor público tem muita resistência a mudança, ficando muito difícil criar um ambiente onde as melhores empresas podem emergir rapidamente.

    Por causa do contraste entre o público e o privado, vejo pessoas brilhantes, que sem opções descentes nas suas áreas de formação, tornarem-se funcionários públicos, ganhando muito mais e trabalhando menos, não produzindo praticamente nada em uma função burocrática e desperdiçando uma capacidade que poderia ser utilizada para o desenvolvimento das nossas empresas e do nosso país.

    Infelizmente acho que o buraco é muito mais embaixo e não sei se um dia vamos conseguir sair dele, pois precisaria mudar a cabeça de grande parte dos que estão acostumados com esse sistema.



    JOÃO BATISTA disse:
    21 de fevereiro de 2014 às 10:39

    PARABÉNS, RICARDO PELO OTIMO ARTIGO QUE PUBLICOU,PENA QUE JOÃO,JOSÉ,JOAQUIM E TANTOS OUTROS NÃO SABEM NEM LER O ARTIGO.ENQUANTO NESTE RICO PAIS,NÃO TIVERMOS EDUCAÇÃO,EDUCAÇÃO E MAIS EDUCAÇÃO,NUNCA SEREMOS UM PAIS DIGNO NO QUE ESTA EXPRESSO EM NOSSA BANDEIRA,ORDEM E MUITO PROGRESSO,ABS



    JF Santos disse:
    22 de fevereiro de 2014 às 11:30

    Nosso país nunca incentivou o estudo. Tanto que elegeram um semi-analfabeto! Somos uma país racista, preguiçoso e que adroam dar um “migué” pra vencer na vida.

    Existem muitas pessoas que venceram na vida, mas as custas de passar a perna em alguém, como em licitações compradas, superfaturar preços ao governo. etc..

    Ou seja, aqui 90% só cresce quem é corruPTo!



    Miguel privitera disse:
    16 de março de 2014 às 22:43

    É preciso lembrar,que não adianta ter escolas, carteiras, planejamento, livros, apostilas, canetas e lápis, se os alunos não estão dispostos a aprender.



    Rubens Mendes disse:
    17 de março de 2014 às 3:23

    Parabens Ricardo pelo texto.

    Sou o terceiro personagem dessa historia. O Kim brasileiro que prova o seu ponto. Nasci tambem na copa de 70. 11 de Julho, um sabado de festa. Brasileiro como João com oportunidades do Kim. Filho de pai Economista e mãe Advogada, tive acesso a boas escolas, não precisei trabalhar para ajudar a renda familiar, formado, pós graduado, inglês fluente, 8 anos de Embraer como Administrador de Contratos e hoje empresario.
    Aqui no Brasil sou exceção. E isso é triste.

    Abraço



    19 de março de 2014 às 11:46

    Parabéns pelo artigo.
    Normalmente necessitamos fazer escolhas e priorizar ações, o que é normal em função das infinitas demandas e escassos recursos de que dispomos. Porém isso torna-se uma infelicidade quando o assunto é educação, pois se tivéssemos uma escola pública estruturada e professores com ganho digno de sua importância na sociedade essa não seria uma escolha a ser feita.
    Um forte abraço.



    marcelo disse:
    22 de março de 2014 às 20:36

    Buenas noches!
    Soy Argentino y me quede mas triste que ustedes Brasileros, por que?.. Por que Argentina tenia todas estas nuevas calidades de Corea 30 anios atras.
    Duele mas cuando algo se pierde que cuando nunca se tuvo…



    Frederico Stacchini disse:
    22 de março de 2014 às 21:44

    Lendo esse artigo sinto apenas vergonha de ser brasileiro. Ele mostra também que a copa do mundo é um erro, ou melhor, mais um, dentre tantos na condução da política brasileira. Esse é o resumo de um país sem planejamento e com políticos desinteressados e sem compromisso com seus cidadãos e com a construção de uma nação.



    Paulo Roberto disse:
    23 de março de 2014 às 9:20

    É muito triste a realidade do nosso país mas… infelizmente é isso ai! Então até quando vamos permitir isso? quando tivermos a consciência de que urna não é pinico! precisamos mudar este quadro a oportunidade é agora! A voz do povo está mais forte do que antes, o poder de escolha tem de prevalecer urgentemente! esse PT é uma vergonha para nosso país, vamos mudar essa realidade no dia das eleições pessoal! um abraço a todos!!



    Marcio Pereira disse:
    2 de abril de 2014 às 9:35

    Triste porém real



    Sergio Freitas disse:
    2 de abril de 2014 às 18:51

    Essa realidade é mais dura e revoltante ainda por ser planejada. É a fórmula dos governos se perpetuarem, tirando do povo a capacidade de questionamento, dando a ela esmolas ao invés de crescimento.
    Abraço



    Náira W. Michel disse:
    3 de abril de 2014 às 9:30

    Me somo aos 123 (contei)
    comentários acima, todos unânimes. Sem educação – não há solução! Parabéns Ricardo Amorim! Estava fadada a não ler teu texto, pois sendo economista e eu pouco entendendo do assunto… Mas, há uma linguagem universal – a sabedoria!



    Gilson Neves disse:
    4 de abril de 2014 às 16:39

    Não entendo muito sobre a necessidade da educação… Não sei até que ponto formalismos funcionam! Mas, sei, como ninguém, talvez… que João, e Kim se quiserem… podem ter o mesmo destino! Basta que escolham um mesmo epitáfio, por exemplo… Mesmo porque, isto, é algo que pode ser facilmente… colhido em livros, em biografias. Sugiro… “Os vermes não pensarão por mim. Por isso, obrigado por sua derradeira atenção.”



    José Roberto de Souza Cavalcanti disse:
    10 de abril de 2014 às 5:35

    Sem falar na qualidade dos 13% que chegam a universidadade no Brasil!
    Quando é que iniciaremos um programa decente de educação básica?



    Patrícia Caires disse:
    8 de maio de 2014 às 21:57

    Dá, mesmo,vontade de imprimir essa matéria, compartilhar nas redes sociais, também gostaria que fosse veiculada com anúncio de TV em horário nobre,mas gostaria principalmente que cada brasileiro, eleitor, trabalhador, estudante, todo o povo exigisse o que lhe cabe por direito. PARABÉNS RICARDO. EXCELENTE texto.



    Eduardo L. da Silva disse:
    12 de maio de 2014 às 18:58

    Olá.
    No Brasil falta dinheiro, mas falta também qualificação dos professores e vontade dos alunos.
    Não é só dinheiro.

    A China, por exemplo, gasta quase o mesmo tanto que o Brasil, mas seus alunos possuem notas imensamente melhores que as nossas nas provas internacionais.

    Abs



    José Zanine Calda Filho disse:
    12 de maio de 2014 às 20:42

    O que se esperar de um desgoverno como este, como muitos outros governos.
    Estudei em Colégio Público, quando havia laboratórios para entendermos melhor a teoria.
    As escolas particulares eram apenas o “jeitinho” para aqueles alunos passarem de ano sem esforço.
    Não foi a escola particular que melhorou!
    O normal é investir na educação, mas aqui a preocupação do Min da Educação é apenas estatistica, quantidade não qualidade!



    Clarisse Maurício de Andrade disse:
    19 de maio de 2014 às 18:19

    A única coisa que ninguém comenta mas todo mundo sabe que rola, é que os verdadeiros torcedores na maioria das vezes passaram por um processo de filiais a várias companhias até chegar a alguma alternativa possível numa próxima que não a atual. Afinal, um ingresso tem um só destino mas a construção e acompanhamento por diversas ordens exige também, compreensão de si na sociedade e história, mas além do signo, significado e significante de ti mesmo, do que você fez em relação ao que esteve no suposto saber. Boa sorte a todos e todas.



    Kim jong li disse:
    3 de junho de 2014 às 12:40

    Ricardo, se é fato que o Brasil gasta mais que a Coréia por estudante, percebe que o problema não é o dinheiro. Ou o problema são os alunos? Ou os professores? Ou os gestores da educação publica? O problema é cultural. Ninguem obriga ninguem a querer aprender nada. Na Coréia há mais estudantes interessados em serem educados do que aqui. O problema é esse. Brasil tem dinheiro mas nao tem mao de obra qualificada pois quem vota no PT gosta de trabalhar pouco e ganhar muito.



    Douglas Martins disse:
    5 de junho de 2014 às 17:55

    Mas quem faz o trabalho do João na Corea ? Quanto será que ele ganha?
    Porque precisamos de Kim e Joãos , porém todos precisam ter oportunidades e ai se define quem vai ser quem .Oportunidade essa que não temos aqui.



    Luiz disse:
    13 de julho de 2014 às 19:20

    Eu já recebido e lido esse texto mas não me lembrava da autoria. Parabéns. Investimos 6% do PIB em Educação, o que não é pouco, mas apenas 1% vai para o ensino fundamental público.



    Marco Di Sevo disse:
    15 de julho de 2014 às 22:25

    Belíssimo texto Ricardo. Fica bastante perceptível, que nem sempre quem investe mais é quem terá o maior retorno, precisa de planejamento para se estruturar uma base onde o investimento é absorvido da melhor forma. Além de, uma reestruturação cultural.



    Albino disse:
    30 de julho de 2014 às 23:48

    Eu geralmente gosto dos textos do Ricardo, mas esse teve uma conclusão simplista e fez um deserviço.

    Enquanto melhorar a educação publica básica é certamente necessário. De forma alguma educação pública somente explica o sucesso coreano e a tragédia brasileira.

    A coréia do sul foi um dos experimentos mais bem sucedidos de como conduzir uma economia. Em todo momento de crise os líderes coreano optaram por abrirem mais a economia ao exterior e reduzir intervençao estatal e impostos, enquanto o Brasil sempre escolheu o caminho inverso. O post do Jean Alves (um post imenso aí no meio) acerta mais no alvo. Mas o artigo na wikpedia por corean economy também dá uma boa idéia.



    Mario Venditi disse:
    14 de setembro de 2014 às 21:42

    Covardia esta comparação. Mas…. Todavia, vc não menciona a cultura e a educação que os pais tb ofereceram aos filhos.



    Claudio Pezzutti disse:
    12 de outubro de 2014 às 19:58

    Parabens Ricardo!Realmente este deveria ser o tema central da campanha dos politicos honestos deste País.
    A educação é a semente das futuras gerações que irão germinar e estabelecer a união e a grandeza desta Nação.
    Investir na educação tem que ter a certeza de que ira dar frutos no futuro, pois o preço da educação; se deu ou nao certo sera o de uma geração inteira.



    4 de janeiro de 2015 às 10:40

    Por muito pouco não me tornei um “João” e consegui ser um “Kim”.

    Nasci 3 meses depois do João e do Kim, em 05 de setembro de 1970.

    Identifiquei-me muito com a história. Vindo de uma família de classe média baixa, contrariei as estatísticas, tornando-me um estatístico e, mesmo tardiamente este ano termino meu doutorado em engenharia de produção, ganhando um pouco mais que o senhor Kim, mas sei, infelizmente, que sou excessão.



    Vincenzo disse:
    31 de janeiro de 2015 às 22:12

    Caro Ricardo, Parabéns pela palestra dada na Belas Artes, acredito que as informações de economia, da palestra, com certeza vão dar mais objetividade e visão internacional ao nosso ensino de Arquitetura e Arte. Abraço e muito obrigado



    Thales disse:
    20 de fevereiro de 2015 às 18:29

    http://www.shanghairanking.com/ARWU2014.html

    USP entre as 150 primeiras.
    Só não está melhor porque não tem um nobel… se conseguido um nobel, a faculdade pula absurdos no ranking.



    25 de outubro de 2015 às 9:00

    Violência, analfabetismo, falta de moradias, seca, descaso com o dinheiro publico e por ai vai. O Brasil é um pais limitado e estacionado em problemas corriqueiros, problemas que países como EUA e Alemanha conseguem resolver em questão de meses, nós conseguimos arrastar através de décadas. O Brasil nunca irá se tornar um pais desenvolvido socialmente.



    Julio Ribeiro disse:
    16 de janeiro de 2016 às 8:06

    Ricardo, Parabens pelo texto. Não é somente os politicos que tem que se refazerem, mas o POVO tambem precisa urgentemente tomar outra postura.



    Webmaster disse:
    16 de janeiro de 2016 às 9:06

    Mostra Muito da realidade e o que está realmente acontecendo.



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