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Socorro! Estamos exportando consumidores.

postado em Artigos


Revista IstoÉ
07/2012
Por Ricardo Amorim

 

 

Na semana passada fui a Nova York a trabalho. Como bom brasileiro, aproveitei para fazer umas comprinhas. Fiquei chocado. Em todas as lojas em que entrei, sem exceções, muitos brasileiros também compravam. Políticas econômicas equivocadas estão exportando nossos consumidores. Fico imaginando o que estará acontecendo em Miami…
 
Há tempos se afirma que as dificuldades da nossa indústria são causadas por um real excessivamente forte. Com esse diagnóstico, o governo taxou investimentos estrangeiros e gastos em viagens, dificultou a entrada de produtos importados por meio de mais impostos e medidas regulatórias, e acumulou muitos bilhões de dólares em reservas internacionais. Sozinha, a última medida custará mais de R$ 50 bilhões só neste ano. Somadas a uma conjuntura internacional, que reduziu nossas exportações e levou multinacionais europeias e americanas a repatriarem capitais, tais ações impulsionaram a cotação do dólar de R$ 1,50 a pouco mais de R$ 2 nos últimos meses.
 
Problema resolvido, certo? Não, muito pelo contrário. Este ano, a produção da nossa indústria até agora foi 3,5% menor do que no mesmo período do ano passado. Os desafios para a indústria são muitos, começando pela concorrência com produtos chineses e passando pela contração dos mercados de consumo nos EUA e na Europa e, consequentemente, excesso de capacidade industrial instalada no mundo após a crise de 2008. Some-se a isso uma enorme mudança socioeconômica no País desde 1994 que se acelerou nos últimos anos.
 
Só entre 2005 e 2011, 47 milhões de brasileiros emergiram das classes D e E, passando a gastar uma parcela maior de sua renda com serviços – telefonia, educação, turismo, saúde – e menor com produtos industrializados.
 
Não deveria surpreender a ninguém que a indústria foi, sistematicamente, o setor com o pior desempenho da economia brasileira nos últimos anos. Desde 2004, o varejo e o atacado, impulsionados por uma forte expansão de renda e crédito, cresceram mais do que a indústria em todos os anos. Não apenas as vendas, mas também os preços do setor de serviços vêm crescendo mais do que na indústria. O agronegócio e toda a cadeia de matérias primas metálicas, minerais e de energia cresceram e tiveram ganhos de preços ainda maiores, alimentados pela fome chinesa. Por fim, impostos elevados e baixos investimentos em infraestrutura, devidos a altos gastos públicos e desvios de verbas, prejudicam particularmente a indústria.
 
A novidade que percebi nas lojas de Nova York é que os efeitos maléficos da carga tributária sobre a competitividade e o crescimento brasileiro atingem, cada vez mais, setores tradicionalmente protegidos, onde não havia competição internacional. Maior facilidade de transporte e avanços do comércio eletrônico permitem que produtos antes adquiridos na lojinha local sejam agora comprados em qualquer lugar do planeta.
 
Por que tudo aqui é tão caro? Impostos. No mundo emergente, apenas três países têm carga tributária mais alta do que o Brasil. Ao tornar produtos feitos ou vendidos no Brasil mais caros do que no resto do mundo, nossos impostos estimulam os consumidores brasileiros a comprar em outros países, debilitando não apenas a indústria, mas também os setores de comércio e serviços. Até quando?

 

Ricardo Amorim
Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.





    Grasiela disse:
    13 de agosto de 2012 às 13:22

    NÃO ACREDITO QUE SEJA SOMENTE IMPOSTOS, ALGO MAIS PRECISA SER REVISTO, NÃO SOMENTE ECONOMICO, MAS SOCIO CULTURAL!



    Afonso Lamounier de Moura disse:
    13 de agosto de 2012 às 13:24

    Sugestão de continuidadde desse excelente texto: ATÉ QUANDO?
    Abraços,



    13 de agosto de 2012 às 13:51

    Caro Ricardo

    Parabéns pelo artigo, você esta coberto de razão.
    Nossa carga tributária realmente é desanimadora e o pior, para sobrevivermos empresarialmente temos que fazer mágica. No meu segmento profissional, telecomunicações e TI, as coisas estão um tanto complicadas. Pagamos muito por serviços de baixa qualidade e vem aí o 4G!!!



    13 de agosto de 2012 às 13:54

    Ricardo, embora estejamos tratando do obvio ululante, torço para que algum mortal interceda junto ao grande Leviatã!
    Iniciar um processo de modernização do nosso Estado de forma a não intervir nos empreendimentos que sofrem com a Industria da Justiça do trabalho, Industria da subvenção, Industria da inépcia, Industria do populista, Industria do Estado brasileiro que estagnou a mais de 20 anos para ser econômico….



    Maristela Cusin Longhi disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:05

    Prezado Ricardo:
    Parabéns pela sua abordagem, infelizmente é isso mesmo que está ocorrendo, a cada dia que passa os nossos produtos estão menos competitivos por conta da alta carga tributária brasileira e também da ineficiência´da gestão pública;e a tão falada reforma tributária continua somente na promessa, pois me parece que não há muita preocupação mesmo com os setores produtivos e com a responsabilidade, pois no final das contas quem paga a conta somos todos nós, cidadãos brasileiros. Saúde??? Educação??? Infra-estrutura??? Arrecadação cada dia maior!!!!! Que país é este….
    Att.



    Vladimir Souza disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:14

    Excelente seu artigo. Espero que nossos Dirigentes en Brasilia atentem para o assunto.



    paulo ortega disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:23

    sensacional!!



    Leonardo Morotti Alves disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:29

    Ricardo, possuo grande admiração por seu conhecimento após assistir uma palestra. Portanto, com muita humildade venho questionar a conclusão sem confronto de opinião, mas com uma leve dúvida da qual gostaria de saber sua consideração profissional.
    Fica evidente em nosso país as altas cargas tributárias, porém, em muitos mercados percebemos diferenças de preço que vão além dos altos impostos, com ênfase no mercado automotivo. Não temos também em nosso país o chamado “Lucro Brasil” (termo usado por algumas páginas de protesto em redes sociais) de muitas empresas, aonde empresas utilizam de uma margem de lucro elevada? Isto também não representa parte desta culpa?



    13 de agosto de 2012 às 14:29

    Caro Ricardo. O pior de todo esse processo de elevação forçada do dólar é a crise lá fora se agravar e o dólar disparar ainda mais. Dividas em moeda estrangeira e importações se elevarão substancialmente afetando ainda mais o nosso mercado.
    Mesmo com o dólar elevado lá fora se pratica a redução dos preços x a redução da demanda, coisa que aqui o Empresário na 1a. oportbidade busca repor margem e os preços continuam elevados…



    Paulo Kudler disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:32

    É o custo Brasil que empurra o consumidor brasileiro achar outras formas mais inteligentes e baratas de comprar. O pior desse custo e impostos altissimos tambem e’ verdadeiro o qual estimula o contrabando.



    EVERDAN BERGER disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:35

    Ricardo, imagina se não fosse a agricultura brasileira que neste momento é um grande exportador.Exportando principalmente soja e milho uma operação totalmente incentivada e sem cobrança de imposto algum, tudo em nome do superavit e temos no momento uma situação complicada nos preços o que acarretará aumentos para a cadeia produtiva das principais proteínas de origem animal. ATÉ QUANDO?



    André disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:44

    Mas é obvio que isso aconteça, se posso ir a Miami e comprar um Ipad e um Ipod, gastando apenas um pouco mais ou a mesma quantia do que gastaria comprando esses itens no Brasil… Porque vou comprar aqui?



    Gilson Elesbão de Siqaueira disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:45

    Muito bom e oportuno o artigo. Realmente é uma torneira aberta essa das compras por braisleiros no exterior, em face da falta de competitividade dos nossos produtos em face dos elevados custos, particularmente dos impostos e obrigações sociais.



    13 de agosto de 2012 às 14:45

    Parabéns pelo artigo! Qualquer coisa no Brasil é mais caro que nos EUA: roupa(camiseta, camisa, terno, sueter, vestido, blusa, meia, cueca,etc.), automóvel, imóvel, CD, DVD, brinquedos, computadores,óculos, tênis, telefones, internet, eletroeletrônico, gasolina, restaurantes, etc. Não creio que seja somente impostos a razão…



    Guilherme disse:
    13 de agosto de 2012 às 14:49

    Caro Ricardo,

    Venho acompanhando seus artigos e cada vez mais me surpreendendo pela qualidade como voce aborda os assuntos. Por coincidencia estava em Nova York semana passada e relatei a minha esposa que na quinta avenida pareciamos que estavamos no Brasil, num shopping em liquidacao. Brasileiros cobertos de sacolas se esbarrando nas calcadas.O mais preocupante e o fato de o dollar estar acima de
    R$ 2,00 e mais impostos cobrados em gastos no exterior. Com isso os precos ja nao sao mais tao convidativos como antigamente. Acredito que o brasileiro tem uma compulsao por compras nos EUA. Tenho certeza que vamos ter muitos problemas com este gasto excessivo dos brasileiros.



    Alessandro M disse:
    13 de agosto de 2012 às 15:02

    Os altos impostos explicam parte do problema. Em muitas indústrias (automobilística, por exemplo) as margens praticadas no Brasil são muito maiores do que em outros países.



    Paulo Renato Rodrigues disse:
    13 de agosto de 2012 às 15:27

    Prezado Ricardo,

    A elevada carga tributária e o custo Brasil explicam uma parte do problema. A outra questão é que a grande maioria do empresariado acostumou a trabalhar com uma alta margem de lucro na época da inflação e continua da mesma forma na estabilidade. Quando o dólar foi a quase R$ 1,50, nada baixou de preço aqui no Brasil…
    É hora de ganhar na rotatividade do produto e não mais na margem de lucro.



    Wilson Ramos disse:
    13 de agosto de 2012 às 15:28

    Qualquer estudande de economia sabe que o problema dos impostos altos sobre bens de consumo e serviços decorre da falta de abrangência do imposto de renda. Os maiores contribuintes ainda são os assalariados. O imposto de renda não atinge boa parte da renda gerada no país e tem caráter regressivo, os que ganham menos pagam mais, mesmo que as tabelas pareçam mostrar o contrário.

    O sistema tributário brasileiro só terá racionalidade se a sociedade tomar a decisão corajosa de tributar mais a renda e o patrimônio do que o consumo. Ao contrário do que sugere o artigo, os que se queixam dos impostos no Brasil provávelmente são os maiores responsáveis pelo nosso sistema injusto e não aceitam nem começar a discussão. Adoram comparar a nossa com a tributação do consumo dos países desenvolvidos mas não ousam comparar o imposto de renda.



    Sebastião Gil disse:
    13 de agosto de 2012 às 16:33

    Ola Ricardo, sempre preciso e atualizado. Tudo ainda depende de uma capacidade de nossos administradores, um ajuste tributário, menos robalheria e o principal um interesse.
    Então também sugiro que os nossos empresários pressionem para que ocorra esta mudança.



    igor cornelsen disse:
    13 de agosto de 2012 às 17:50

    Bom artigo.
    O governo não mais cabe no PIB brasileiro, por isto a carga de impostos sobre o consumidor é tão alta. Enquanto a sociedade não forçar o setor público a se ajustar, os impostos sobre o consumidor vão continuar a subir. No nosso congresso consumidor e contribuinte não tem vez. Se tivéssemos o voto distrital, os grupos de interesse não seriam representados, e cada eleitor saberia quem é o seu deputado. Enquanto não mudar tudo isto a população será refém da chantagem dos funcionários públicos concursados e das elites burocráticas do país.



    Luiz Pires disse:
    13 de agosto de 2012 às 18:58

    Acabei de chegar da Flórida, e tive o mesmo sentimento, estamos exportando consumidores, e você pode acreditar que são as seguintes causas combinadas: qualidade do produto(mesmo o que é feito fora dos EUA eles vendem o que é bom), logistica(o preço do frete para industria e para o comercio) e a carga de impostos que no Brasil é uma imoralidade, coisa de republica das roubalheiras públicas.



    wellington braga disse:
    13 de agosto de 2012 às 20:13

    Até quando, vai demorar muito tempo, até porque, nos temos que bancar toda esta corrupção.



    Erick Skrabe disse:
    13 de agosto de 2012 às 21:38

    Não creio que seja apenas impostos. O seu João, lá do comércio da esquina tem uma ótima expressão para isso: custo Brasil.

    É culpa do imposto ? também. Mas também é da produtividade baixa, do fiscal corrupto, dos atrasos, dos congestionamentos, da inflação… e no final do dia a conta vai pro consumidor.



    mauricio pacheco disse:
    13 de agosto de 2012 às 21:51

    Porque comprar aqui se encontro os mesmos produtos nos EUA bem mais acessíveis, e, ainda aproveito para aumentar meu conhecimento e descansar. Como é bom ficar no hotel Presidente da rede Best Western a uma distância de 30 metros da Times Square, poder andar de sapato oxford de duas cores, usar um chapéus, fazer o próprio estilo, quando aquí ainda me chamarão de Cafona, ou jacú !!!. Quanto aos impostos em nosso país, na verdade é uma vergonha Nacional e Internacional, pois pagamos e não temos direito a saúde, educação e segurança. Quanto as viagens e a gastança dos Brasileiros, isto só poderá parar quando nossos impostos aquí ficarem bem mais baixos, aí, deixaremos de comprar no exterior. Temos muitas áreas de plantio de algodão, por que, o algodão Americano é melhor que o nosso ? Várias vezes O Dr. Antonio Ermirio de Moraes, disse “O Brasil poderia alimentar o mundo e ainda sobraria terras para outras culturas”.
    Hoje não temos mão de obra nem semi-especializada e especializada, e quando pagamos algum curso de aperfeiçoamento a um funcionário, corremos o riscos de algum fical do trabalho nos multar, como aconteceu com o fabricante das bombas Geremias no Rio Grande do Sul.
    Não investimos em tecnologia, como poderemos aumentar a produção ? Não investimos em Educação, como poderemos ter mão de obra especializada ?
    Enquanto, como dizia Leonel Brizola em nos planos econômicos da era Sarnei e Collor, o que fizeram foi pressionar uma mola na parede, quando voltar volta com toda força.
    Crédito é bom, será que sofremos o que os EUA está passando com tanto crédito a população ?
    Como podemos dar mais empregos se os impostos nos corroe!!!



    Luiz Seixas disse:
    13 de agosto de 2012 às 23:06

    Ricardo, concordo com você. Não somente a nossa carga tributária e a má administração dos recursos públicos, mas também a nossa baixa produtividade e gestão dos custos industriais estão fazendo o nosso setor industrial, e muitas vezes o setor de serviços de má qualidade, ficarem foram da concorrência inclusive dos nossos próprios consumidores. A Gestão de Produtividade, Qualidade e Custos são tão importantes como os Financeiros e Tributários.



    Natil Bado disse:
    14 de agosto de 2012 às 0:13

    Caro Ricardo.

    É isso ai,eu concordo com você,ou o páis faz o tema de casa que é de ajustar todo o setor publico, e os imposto.
    Ou vamos pagar muito caro se isso não acontecer.



    Fabio Grillo disse:
    14 de agosto de 2012 às 2:05

    Ricardo, parabéns pelo artigo, a carga e complexidade do sistema tributário são determinantes crônicas. A solução desse problema é uma daquelas oportunidades de ouro que nosso País – e a própria sociedade – está deixando passar.
    Outro aspecto sensível é a falta de competência de gestão na administração pública em geral, pesando no custo Brasil.



    Cássio Rodrigues disse:
    14 de agosto de 2012 às 13:54

    Ricardo, como sempre, os seus comentários são muito adequados. Vejo sempre que você atribui muito deste momento a incompetência da gestão pública. Mas, o empresariado também tem sua parcela de culpa? Já que não se pode mudar outro (Governo), o quê eles poderiam fazer e que não fazem, a exemplo de outros países que passaram por situações semelhantes, mas, deram a volta por cima?



    Heloisa Prass disse:
    14 de agosto de 2012 às 19:47

    Oi Ricardo ! ótima reflexão. Hoje se você está grávida e não planeja uma viagem a Miami para comprar enxoval, corra tem 9 meses ! Se vai casar e o vestido não vier de Nova Iorque, está por fora ! Se o filhote não andar com camiseta da Holister, raridade ! É muito mais do que preços atrativos, é uma vontade enorme de consumir, de comprar com alegria, com variedade, nunca falta o seu número, tem todos os tamanhos, sempre tem surpresa, pode devolver se não gostou. É uma forma de mostrar que você saiu do país e foi agraciado com coisas que não se pode ter aqui, e que você PODE comprar. Não sou contra não, eu quando posso estou lá comprando uma bolsa Marc Jacobs por muito menos que a metade do que custa aqui em SP. E exibindo aquele logo de metal bem grande, ajudando Marc Jacobs a fazer cada vez mais bolsas e mais baratas. Os motivos de exportamos consumidores ? É por que lá é muito melhor consumir, custe o dólar que custar…
    E ainda acho que deveria ser livre, nada de limites para compras. Talvez este custo Brasil diminuísse e os vestidos de noiva seriam comprados em Fortaleza, com as rendas de nossas rendeiras ! E minha bolsa seria uma linda e brasileira Victor Hugo, que eu compraria nas minhas férias em Pernambuco (que hoje custa 4 vezes o preço da MJacobs) Abraços.



    darci jorge prass disse:
    14 de agosto de 2012 às 22:24

    Os fatores são vários e complexos:
    – carga tributária elevadíssima e mal distribuida;
    – mão de obra mal qualificada e com custo alto por causa dos tributos;
    – infraestrutura péssima por corrupcão e péssima gestão do poder público;
    – e, por último, muitas empresas absolutamente ineficientes por acharem que basta correr para Brasilia para resolver os problemas;
    => o problema só não apareceu antes, por que não havia poder aquisitivo para que o povo, de fato, fosse as compras, no Brasil ou nos USA.



    armando romero disse:
    15 de agosto de 2012 às 9:59

    Ricardo, aproveitando teu artigo destaco que a minha irmã comprou um Renault Fluence no Peru por US$ 18.500,00 que na epoca equivalia a R$ 35.000,00 sendo que aqui o preço é mais de R$ 70.000,00. Analisando temos que o carro é feito na Argentina que tem acordo de importação com o Brasil e em ambos paises temos custos de frete, impostos, e lucro das empresas. então pergunto porque aqui o preço é o DOBRO!!!!



    Zaira Freitas disse:
    15 de agosto de 2012 às 14:11

    Olá Ricardo
    Parabéns pela analise, estive nos EUA em um periodo de 15 dias e fui de carro de Miami até Lansign- Michigan, e o que percebo que o poder publico antes de tomar medidas emergencias precisa viajar como nós, entender como funciona de verdade a maquina… Vi um país como um todo que mesmo em crise (que lá ninguém mas sente) mantem suas estradas perfeitas e que dificilmente terá o mesmo indice de acidente e o mesmo desperdicio, amplas e com no minimo duas vias para cada percurso, vi escolas publicas que mais parecem centros desportivos (e pasme escolcas para 2.000 habitantes ) que se preocupam mais com que trabalho voluntario seus alunos estão fazendo, do que o que fazer para ter melhor desempenho junto ao mac, vi também impostos abertos onde pagamos pelos produtos e depois os impostos… vi obras bem feitas mesmo sem necessidade de uma placa de o quanto foi gasta…
    Vi pessoas apaixonadas pelo Brasil, paixão essa que precisa ser construida no coração de todos de nossa nação!



    Bruno disse:
    15 de agosto de 2012 às 18:24

    Concordo absolutamente, entre outros pontos, com: “…Por fim, impostos elevados e baixos investimentos em infraestrutura, devidos a altos gastos públicos e desvios de verbas, prejudicam particularmente a indústria…”

    Alta carga tributária, burocracia, corrupcao, alto custo de mao-de-obra, alta taxa de juros…os problemas são incontáveis…



    Lilana lima disse:
    24 de agosto de 2012 às 17:54

    Além de impostos elevados, a qualidade dos produtos estão anos luz dos oferecidos por aqui. Inclusive serviços deixam e muito a desejar. Ou seja, temos até dimdim, mas não o bom produto e/ou serviço para comprar ou adquirir.



    Luiz Oliveira disse:
    27 de agosto de 2012 às 0:31

    Caro Ricardo; o maior entrave ao desenvolvimento pleno do Brasil e o Estado! tao obvio quanto tragico!



    12 de setembro de 2012 às 4:00

    Como nossa logistica não funciona e as leis são facilmente corompidas a industria vai amargar cada vez mais caidas seguências.Um decrescimo de 3,5% na industria é muitas vezes parte de seu lucro causando assim um esvasiamento industrial na nação.Precisa ser macho para ter um negócio no Brasil.



    12 de setembro de 2012 às 8:51

    É, a coisa está tão feia, que parece que o Brasil só tem uma saída: a sala de embarque internacional.



    Marcelo Pereira disse:
    16 de setembro de 2012 às 9:02

    É a pura realidade. Na minha viagem este ano fiquei pensando a mesma coisa… que pena estarmos gastando nosso $ lá fora principalmente por culpa dos impostos absurdos que existem por aqui, mas também pela ganância dos nossos empresários que muitas vezes querem ganhar mais vendendo menos do que ganhar em escala, vendendo mais para ganhar o mesmo…imagina o quanto o Brasil estaria ainda melhor se isso mudasse …triste , mas sem alternativa, esse movimento continuará..acorda Brasil!



    Andrés disse:
    1 de novembro de 2012 às 8:45

    Sim, os impostos são altos e pesados, mas a ganância imediatista dos comerciantes também pesam até mais que eles…



    Mauricio disse:
    1 de novembro de 2012 às 9:12

    Pois é, não só nos EUA – onde vale a pena voar até lá e comprar… roupas – como também comprar na China através de sites de varejistas de lá.
    Além da maioria vender e entregar a mercadoria na sua casa – com frete grátis – boa parte deles, se você tiver problema como produto devolve ou dá crédito no valor do produto defeituoso. Aqui, em muitas lojas, mesmo ameaçando o uso do CDC, elas ignoram!
    Aliás, muitos produtos que grandes marcas compram e colocam nas suas lojas – ao lado dos fabricantes nacionais (fabricantes? montando kits que são adquiridos no exterior?) – são comprados por eles na mesma China.
    Por que só grandes empresas tem direito de comprar da China, EUA, etc. – e nós somos obrigados a comprar deles, pagando, além dos impostos extorsivos, o dinheiro para o lucro de uma operação de intermediários?



    Sérgio disse:
    1 de novembro de 2012 às 9:36

    Interessante constatação, de alguma forma todos já víamos isso. Não acredito que seja só carga tributária, tem mais coisa além disso. Veja a industria automobilística (não é só imposto), tem margem excessiva também.
    Sem falar na qualidade dos produtos vendidos no exterior e que NÃO disponibilizam em nosso mercado, principalmente em tecnologia.



    Mahyr Abreu disse:
    27 de novembro de 2012 às 8:49

    Os impostos altos colaboram, de uma maneira mais fácil, pra manutençãoo dos desvios e roubos milionários de nossos governantes…Infelizmente.Eles não pensam,nem pensarão no Brasil como um todo, e sim somente no seu proprio bem comum…Na minha visão, nao haverá mudanca pra melhor e em nenhum momento farão mudanças que impossibilitem seus ganhos…



    Michele Calazans disse:
    26 de dezembro de 2012 às 14:33

    Acredito que as taxas tributárias elevadas, corrupção e o chamado “Lucro Brasil” são os vilões. Hoje, muitos brasileiros sabem o real valor dos produtos e sim, eu prefiro gastar muito, onde se cobra o justo.



    Foxjungle disse:
    26 de dezembro de 2012 às 15:02

    Estamos nos tornando, ainda, em uma pátria de sonegadores de impostos, pois a cada viagem tazemos alguns milhares de dólares em produtos e não pagamos tributos disso, a não ser alguns poucos que são barrados na alfândega.

    Será que é esse tipo de situação que o Governo prefere incentivar com sua excessiva e insana desordem tributária?



    Eduardo disse:
    26 de dezembro de 2012 às 15:58

    Nao somente impostos, pois no caso das montadoras ficou provado que a ganancia por lucros exorbitantes tbem elevam o preço



    Alexandre disse:
    7 de janeiro de 2013 às 10:20

    Lembra-se daquela época em que a inflação galopava a jato? Os marcadores de preços trabalhavam de manhã, à tarde e à noite? Em que todo dia 5 o povo ia desesperadamente ao supermercado fazer estoques? Pois bem, agora, por analogia, o brasileiro vai a Miami recompletar seu estoque de roupas , eletrônicos e outros bens para a família, anualmente ou bienalmente ! Realmente esse governo está sendo muito “bom” ! Está proporcionando à classe média um turismo de compras internacional, em que outrora era no paraguai, imbatível até mesmo na galeria pajé(SP), ou no sahara(RJ). Deixa a classe D descobrir isso.



    Luciana Stacciarini disse:
    14 de janeiro de 2013 às 14:19

    É Ricardo, não dá pra segurar o mercado com a mão, como quer o governo. Os sites de venda online do mundo todo estão agora imbatíveis: eles reembolsam ao consumidor o valor dos impostos eventualmente cobrados na importação de seus produtos.



    Carlos Frederico disse:
    3 de fevereiro de 2013 às 9:57

    Ricardo,

    Que tal uma série de artigos analisando as causas dos elevados impostos que pagamos aqui?

    – Gastos públicos elevados
    – Modelo administrativo (público) ruim garantindo/permitindo a descontinuidade, troca de favores, etc
    – Corrupção generalizada (em todos os poderes e em todas as esferas)
    – Falta de Vontade Política

    etc

    e como vamos mudar isto?



    Carlos Frederico disse:
    3 de fevereiro de 2013 às 10:01

    Ou usando a regra de Pareto (80-20), onde deveríamos focar nossos esforços para potencializar e obter os melhores resultados?



    Eduardo disse:
    7 de fevereiro de 2013 às 21:08

    Em setores como o automobilístico, as indústrias também trabalham com margens absurdas no Brasil, prova disso é comparar os mesmos automóveis, mesmo descontando os impostos, e ainda ter uma diferença enorme em relação à maioria dos países. Tudo é mais caro no Brasil em função dos impostos e, como se isso não bastasse, as empresas ainda trabalham com margens inimagináveis em qualquer outro lugar.



    André Lunardi disse:
    7 de fevereiro de 2013 às 21:09

    Com certeza nossa carga tributaria e uma aberração de 67% do PIB a americana que fornece quase tudo a população em relacao a saúde e segurança e de 25%! Mas nossa desgraça vai além dos altíssimos impostos. Os combustíveis Oleo Diesel, Gas e energia eletrica base dos custos de produção da industria e alimentos são três vezes mais caros que dos EUA. Além disso nossos portos e modais logísticos rodoviários tambem são muito mais caros e eneficientes! Sem falar na péssima infra estrutura das cidades e do campo! Tudo isso contribui para que qualquer produto comprado aqui no Brasil custe em media de três a quatro vezes mais que nos EUA que conta com uma mão de obra muito mais caro que a nossa! Infelizmente os governos agem cada vez mais para agravar tudo isso e a população nao faz nada!



    8 de março de 2013 às 8:12

    Acredito que a tributação seja uma parcela significativa na alta de preços. Mas não decisiva, certamente. Haja vista a indústria automobilística, como já citada em posts anteriores. Esse mesmo fenômeno ocorre em todo setor. E não seria pra menos, considerando o estímulo ao crédito, a ascensão social referida no texto, e ainda, os elementos intervencionistas que comprometem o mercado.



    Raphael Ferreira disse:
    5 de abril de 2013 às 22:23

    Acredito que essa exportação de consumidores se tem devido aos altos preços praticados no Brasil, e não é somente pelos impostos, acontece que os empresários querem altos lucros e pecam em alguns aspectos. Eu vejo que a população esta indignada com isso e sempre que podem fazem compras no exterior pessoalmente ou através do e-comerce. Infelizmente no nosso país os produtos tem preço igual ou superior aos países ricos e muitas vezes não tem a mesma qualidade, por isso muitas vezes o consumidor se depara com o preço alto em ambos países mas decide comprar no exterior.



    Paulo Emirandetti Jr disse:
    6 de abril de 2013 às 9:18

    Seus artigos são sempre precisos, Ricardo. Nós, o povo eleitor e que produz as riquezas necessárias para o desenvolvimento da nossa nação, estamos cada vez mais distantes deles, o povo arrecadador. Enquanto essa distância perdurar, todos perderão.



    Petra Lucano disse:
    4 de junho de 2013 às 15:46

    O Governo Brasileiro esta promovendo o crescimento do mercado americano. Brasileiro é bonzinho!!!!!!!!!!



    EDU disse:
    4 de junho de 2013 às 18:09

    Ricardo
    Só impostos é simplificação. Sou empresário e posso garantir que a legislação trabalhista, a (in)justiça do trabalho, a gigantesca burocracia com milhares de exigências oriundas de leis esdruxulas tiram o foco do empresário no negócio e criam uma gigantesca insegurança jurídica.



    EDU disse:
    4 de junho de 2013 às 18:12

    Quem acha que empresários tem ALTOS lucros, deve tentar montar sua própria empresa e ver como se sai. Se é tão fácil, basta fazê-lo. É o que digo quando recebo consultores que me dão a APPLE como exemplo. Digo na hora; se é tão simples, porque vc não abre a empresa e faz como a APPLE? Tenha altos lucros e faça a sua empresa.



    2 de setembro de 2013 às 20:23

    Ricardo, nossa empresa é um exemplo do que você citou. Estamos começando a importar muitos produtos da China pois por exemplo, o que a Tramontina quer nos vender em panelas de péssima qualidade, conseguimos na China por menos de 15% do preço, e ainda de qualidade muito superior ao da marca brasileira.



    Eli Rodrigues disse:
    18 de outubro de 2013 às 0:25

    Muito bom o artigo! Trabalho na área de informática e já há muitos anos também sofremos com a exportação de serviços. Não tenho base para avaliar a viabilidade, mas um incentivo também à tecnologia seria muito bem-vindo.



    Ana Gloria Ferreira disse:
    18 de outubro de 2013 às 3:08

    Sob o pretexto do “custo Brasil”, todo mundo (empresários e comerciantes) quer se livrar e garantir seu lucro, mesmo que seja aplicando os preços exorbitantes por produtos de qualidade nem sempre garantida. No “salve-se quem puder” Nova York, Miami, Buenos Ayres, etc, etc, etc, nos aguardam, de braços abertos e bolsos ansiosos.



    Jorge costa disse:
    17 de novembro de 2013 às 4:35

    e só ver a fila no aeroporto de Lisboa de brasileiros no fretax.(devolução do imposto pago )



    Marcos Almeida disse:
    7 de dezembro de 2013 às 19:22

    Vou fazer coro com o que já disseram aqui, não são somente impostos, o lucro de vários setores estão absurdos, procurem saber o quanto os magazines pagam para os fornecedores e verão que a margem de lucro média é (pra variar) uma das mais altas do mundo também. Outro problema muito sério, a taxa de juros aumenta ainda mais o valor final pago. E, como consumidor, já notei que a inflação está bem perceptível. A minha inflação não está batendo com a do governo e demais órgãos, a média dos produtos que (ainda) compro está por volta de 20% ao ano. É fato, tenho a planilhas de gastos.



    Cyntia disse:
    7 de dezembro de 2013 às 20:12

    Em Miami é ainda mais evidente…Não bastassem as compras, conheço bastante gente que está de mudança para lá. Segurança, custos mais baixos em tudo, educação gratuita e de qualidade, e por aí vai…



    Pedro Barbosa disse:
    7 de dezembro de 2013 às 23:00

    Prezado Ricardo,

    Certamente que há outros fatores como logística complicada, etc. Mas concordo que os impostos e “real forte” são os principais fatores…



    Martinho Fernandes disse:
    7 de dezembro de 2013 às 23:48

    Concordo e comprovei pessoalmente em minha visita na Florida no final de novembro. Os brasileiros compram freneticamente incluindo minha mulher e eu, pois quanto mais você compra mais você economiza!



    Paulo disse:
    8 de dezembro de 2013 às 9:08

    Em um país que tem ainda um representante do coronelismo da época do plantio de cana e representantes do jesuitismo da época do descobrimento do Brasil, não podemos esperar muita coisa. Mas estamos em um caminho que será longo mas correto, se persistir.



    roberto guimaraes disse:
    8 de dezembro de 2013 às 10:45

    Tem a carga tributária com peso maior, claro, impostos abusivos e covardes, e sempre para financiar a corrupção, mas otem também a qualidade do produto nacional. De fósforos que não acendem quando riscados, a automóveis sem ítens de segurança obrigado no resto do mundo, fita adesiva que não cola, e por aí vai…



    Dione dos S.S.Dias disse:
    8 de dezembro de 2013 às 10:56

    não perco seu progama!!!!Olha pois eu acho que a mãe disso tudo,além dos encargos altíssimos é a corrupção!!!!!!!!



    PEDRO CATTA PRETA disse:
    8 de dezembro de 2013 às 11:25

    VOLTAMOS A ERA SARNEY.UM PT MANIPULADO PELO PMDB ERA DE SE ESPERAR.



    8 de dezembro de 2013 às 11:51

    Ricardo,

    Adorei seu artigo, mas a realidade já é um pouco antiga. Sim, como você mencionou, aqui em Miami, consideramos a cidade como a capital da America Latina, e agora, centro comercial do Brasil. Como corretora, temos toda a estrutura para brasileiros fazerem seus investimentos legalmente em imóveis comerciais e residenciais. Seria fácil dizer que a culpa é dos impostos apenas, mas no contato diário com clientes, escuto muito mais que isso. Também não é a segurança, ou falta desta que trazem nossos conterrâneos e os seus Reais para cá. O que mais impressiona nosso povo uma vez no solo americano é a facilidade dos negócios, a confiança e civilidade que se encontra aqui. Devolver uma compra? Não tem problema. Fila? Não tem empurrões. Contrato? Assina-se aqui, e se respeita.



    Marilda Resende Baeta disse:
    8 de dezembro de 2013 às 13:23

    Otima reportagem.Voce tem toda razao.Pessoalmente,faco minhas nos Usa .Cemecei em 2oo6 ate o ano de 2o12.Tenho essa facilidade por ter um filho morando la,com a familia.No Brasil ando pelas ruas e Shoppings sem olhar para as vitrines.Me da revolta.Sou uma simples pessoa do Rio.Moro em Ipanema.



    Andrea disse:
    8 de dezembro de 2013 às 15:26

    Ricardo, voce acaba de expressar o sentimento que tenho sempre que volto ao Brasil.

    Resido no Canada a 7 anos e a cada ano me surpreendo mais com os preços e a qualidade no pais. Acabo de chegar do Brasil onde comprei sapatos e roupas em lojas tidas como de alta qualidade. Qual não foi minha surpresa quando ao utilizar os produtos pela primeira vez os mesmos se desfizeram, literalmente.

    Como ainda estava na cidade onde a compra foi feita, retornei as lojas requerendo a devolução ou troca do produto e qual não foi minha raiva com o descaso, arrogância e dificuldade com o serviço prestado.

    Tudo isso me leva a concluir que cada vez mas nossa industria investe em cobrar altos preços, entregar produtos sem o menor controle de qualidade e trata o consumidor com um descaso impar. Essa experience me fez prometer a mim mesma não mais comprar no Brasil o que me torna muito decepcionada e descrente de que nossa industria e comercio estejam enxergando quão fortemente tem promovido o êxodo de consumidores para o exterior.



    Edu - SC disse:
    8 de dezembro de 2013 às 21:36

    Olá, me identifico como um dos consumidores exportados.

    Acabei de voltar dos EUA, todo o ano vou a Florida e faço a compra do ANO lá. Vestuário, eletrônico e até mesmo escova e pasta de dentes (produtos de supermercado), acabo comprando por lá.

    Mesmo com o dólar nesse patamar. A diferença é que com o valor que seriam convertidos em IMPOSTOS SEM RETORNO (ou seja, p/ o Lulinha investir em um jatinho novo e fulano andar com dinheiro nas cuecas), se transforma em férias “gratuitas”.
    Não considero compulsão comprar nos EUA, mas dá uma sensação de que estamos recuperando parte do dinheiro que seria “surrupiado” da nação.

    Todos nós sabemos que o MAL de tudo é a corrupção. Veja o aumento da arrecadação de ISS da prefeitura da SP nesse último mês após os escândalos! E olha que isso é só a ponta do ICEBERG!

    ABS.



    Cristhian disse:
    8 de dezembro de 2013 às 22:53

    Meu caro, isso vem acontecendo faz tempo.
    Sou empresário e estou vendendo minha fábrica, meus investimentos, meus carros e estou caindo fora do Brasil.
    Se fosse somente a economia mas não é. Políticos corrúPTos, leis que favorecem bandidos e menores delinquentes, enfim… o problema também é cultural.
    Desisti desse país sem volta. O poço sem fundo é aonde o Brasil vai parar, ou piór, nunca vai parar de cair.
    Tenho vergonha de ser brasileiro!



    Ronaldo disse:
    9 de dezembro de 2013 às 13:48

    Você acredita que a responsável por está ABERRAÇÃO seja somente os impostos!! A diferença de preços é superior a 100% chegando a mais de 300%¨!! Espero que algum dia, alguém consiga uma planilha de custos comparativos reais, para identificar-mos quem realmente está prejudicando nossos consumidores que não podem efetuar suas compras no exterior! visto que a maioria já o fazem, desde roupas, sapatos e até eletrônicos!!!!!!!



    Adolfo Sardinha disse:
    9 de dezembro de 2013 às 14:29

    Acho que o governo quer ajudar os EUA a saírem da crise, exportando consumidores. Só falta implementar o “bolsa consumo internacional”. Será assim enquanto tivermos essa combinação maléfica PT-PMDB.



    Edvanil disse:
    29 de janeiro de 2014 às 14:20

    Não dá pra culpar só os impostos. É certo que o Brasil tem uma carga tributária pesada, mas há que se ressaltar os lucros exorbitantes do empresariado… eles sempre choram, mas seus lucros são, cada vez mais, maiores… e a culpa dos preços, mandam direto pro Código Tributário: BALELA.
    O Brasil ainda é um país de amadores, de experiências…
    Infelizmente, “fabricamos” dependentes de bolsas miséria e compradores de produtos extorsivos… enquanto isso, no primeiro mundo, são “forjados” pensadores e empreendedores.
    Triste, mas verdadeiro!



    Sandra disse:
    18 de março de 2014 às 12:23

    Parabéns por este e todos seus artigos.
    Pena que infelizmente a minoria do nosso povo lê e muito menos se interessa e compreende. Pior ainda, nossos governantes nunca terão competência para ver a falha e fazer algo inteligente e que seja para o bem do país, sem que seja bom para o bolso deles. não só vamos continuar fazendo as compras em NY e Miami, como vamos exportar muitos brasileiros a irem embora deste país de incompetentes, bandidos e ladrões que governam um povo tupiniquim.



    Ciro disse:
    18 de março de 2014 às 12:35

    Não é somente isso, tem o aspecto da “segurança” que aqui está cada vez pior, conheço 4 famílias que foram de mala e cuia para os Estados Unidos e não fazem planos nem de passear no Brasil, fica mais fácil (e barato) mandar os parentes para lá!
    Não tem nenhuma luz no fim do túnel!
    Aqui o brasileiro só esta pensando em copa, copa, copa…



    Antonio disse:
    18 de março de 2014 às 12:58

    Além de altos tributos, pior sao as regulamentações anacrônicas, barreiras à entrada impostas por agências reguladoras diversas. Em suma, falta de liberdade econômica. Estamos em 114o no ranking neste quesito!



    Patricia disse:
    18 de março de 2014 às 12:59

    Não é somente o imposto, mas também a falta de qualidade. O produto brasileiro industrializado não consegue competir pau a pau com o internacional. O protecionismo só serviu para atrapalhar a qualidade brasileira – veja o nosso carro: CARO e de PÉSSIMA qualidade. sem segurança…. Já li artigos internacionais zombando de nossos carros….



    Jose Menezes disse:
    18 de março de 2014 às 16:09

    Não são apenas impostos. A margem de lucro é muito alta e o melhor exemplo disso são os automóveis, já que é o único produto que não é possível comprar no exterior mais barato. Daí vemos o efeito da reserva de marcado de maneira mais visível e exagerada. Compramos carros ruins e extremamente caros. Carros equivalentes no exterior custam de 2x a 4x menos. Mesmo tirando-se todos os impostos, não dá pra explicar a diferença sem colocar uma parte dela na margem de lucro.



    Marcio disse:
    18 de março de 2014 às 18:36

    Ricardo,
    Ótima observação, eu ainda havia comentado isso com um amigo pertinente ao aumento do IOF para o cartão de débito internacional. Creio que veremos uma “ação infeliz” do governo em aumentar o imposto e taxar mais ainda quem quiser comprar dólar no BC ou em casas de câmbio.
    Contudo creio que tb o fator “margem de lucro” no Brasil seja muuuuito abusivo, pois percebemos margens que vão desde 10% a até 200%. Se isso não mudar teremos o estouro da “bolha”, pois não haverá mais condições de pagar por esse altos preços.



    IURI disse:
    18 de março de 2014 às 21:59

    O problema no país não são só os impostos excessivamente altos e sim o vicio de alguns ou talvez da maioria dos empresários em querer obter lucros a mais de 100%. É a usura dessas pessoas que contribuem com o aumento dos preços e consequentemente com a evasão das divisas nacionais na medida em que os consumidores optam consumir produtos de mercados mais atraentes.



    Geraldo Camilo disse:
    19 de março de 2014 às 7:16

    Ao verificar os comentários constatamos que existe uma propensão da grande maioria a se debruçar sobre os efeitos sem levar em conta o principal: a essência do homem,”o gestor público”, que escolhemos através do voto.
    Na realidade, ressalva-se a exceção para uma pequena parcela da população, o que se verifica são escolhas de toda sorte de indivíduos, entre eles, os sem o preparo adequado, os que não possuem compromissos coletivos, os submissos,os ignorantes/cegos e os que são ou estão propensos à corrupção que são bastante conhecidos e que repetidamente são eleitos através do seus “curralitos” nesses rincões dos “brasis”
    Em síntese, estamos propensos a acreditar que sem a fortaleza dos princípios éticos e morais da nossa escolha tudo que discutirmos serão paliativos perante o algoz: a cúpula que governa e asseclas. Portanto, sem deixarmos de discutir, a reforma política, políticas públicas, economia, segurança, etc…, sou da opinião de que precisamos dar ênfase e fortalecer as questões morais e éticas.



    Mario de Sampa disse:
    8 de maio de 2014 às 22:32

    Faltou dizer mais o seguinte: vão para Miami com passagens pagas com milhas e ainda passeiam em Miami Beach. hahahah… Os produtos que revendo (nacionalizados) ficam 3 vezes mais caros do que lá. Portanto vc está certo em sua análise. É comum no meu ramo o cliente dizer que quer instalação/complementos e os produtos “Ele traz de NY ou Miami”



    Jaime disse:
    9 de maio de 2014 às 8:40

    Eu nunca fui para os EUA, mas sei exatamente o quanto valem os produtos nos principais mercados. Pego por exemplo o preço dos carros no Brasil e no exterior. A carga tributária é alta, porém o lucro Brasil também, somo-se a isso a baixa qualidade dos materiais, baixa tecnologia, retirada de itens de série tudo adaptado ao mercado Brasileiro. Aqui, carros como Corolla, New Civic, SUV, são vendidos como carros de ricos, sendo que no mundo todo são vendidos como carros populares. Como disse acima itens de série são retirados destes carros e vendidos a preço de ouro. Estes mesmos carros nos EUA, são vendidos por 17 mil dólares, sendo o salário mínimo lá por volta de 1.400 dólares mensais (eu sei que eles ganham por hora). Simplesmente não compro mais carro zero, não porque não tenha dinheiro, mas porque não consigo me deixar ser explorado. Estamos em um mundo globalizado… Carros produzidos aqui vão para o México custando metade do valor do vendido no Brasil. Isto é, dar daqui, pagam frete aqui e lá e mesmo assim custam a metade daqui. Simplesmente abusivo.



    Marcio disse:
    24 de maio de 2014 às 18:04

    Pois é… Além dos impostos existe a carnificina da margem de lucro abusiva tanto do comércio quanto do governo!!!
    Imagina, uma paçoquinha custar R$ 0,50! Daqui a pouco vou comprar paçoca da china!



    Ricardo disse:
    3 de julho de 2014 às 16:42

    Parabens pela matéria, isso não são so impostos, as empresas aproveitam e empurram as margens dos produtos para cima, como Brasil é terra sem lei, elas fazem o que querem.



    Leonardo disse:
    3 de julho de 2014 às 18:17

    Comprei um rolamento para o meu carro em 2005 com um representante em SC Me custou 27,00 mais impostos saiu no final por 34,00 na época. Ontem cotei o mesmo rolamento e agora ele custa 31,00 só que agora com os impostos o valor final sobe para 61,00. É por isso que tem um monte de empresa fechando as portas.
    Viva Dilma, destruindo o Brasil.



    Alvaro Reis disse:
    3 de julho de 2014 às 19:23

    Ganhos de arbitragem na veia. E a evolução dos transportes torna mais bens em “tradeables”!



    Robert Gudera disse:
    3 de julho de 2014 às 23:32

    Por esta razao meu lema e “Se cabe na mala compro em Miami” a diferenca e muito alta dos produtos feitos na mesma fabrica na China por exemplo.
    o fio dental feito no Brasil e embalado na Republica Dominicana custa $0.99 em Miami, em SP apenas R$ 6,50



    PauloMazzer disse:
    16 de dezembro de 2014 às 7:10

    Nos temos as maiores alicotas de impostos do mundo e o maiorcaso de corrupção da historia da humanidade(Petrolão). Não subestimes os efeitos combinados dessas duas tragédias em um pais que destroi seu mercado com impostos e logo em seguida jogao dinheiro arrecadado no lixo!



    Léo Felipe Frohlich disse:
    16 de dezembro de 2014 às 8:58

    Por enquanto estão indo só comprar, logo, estarão indo morar.



    JACKELINE RAMOS disse:
    19 de janeiro de 2015 às 10:00

    O que eu acho mais grave é que, além de produtos importados invadirem nosso pais(No caso, os chineses)concorrendo com preços e qualidade baixos ainda se acham no direito de vender produtos e afirmarem categoricamente que não fornecem nota fiscal e nem trocam mercadorias e olhe que isso acontece bem próximo a poderes que deveriam fiscalizar e sabem que isso acontece!!!!



    Iranir disse:
    1 de fevereiro de 2015 às 19:10

    Não são somente os impostos, mas o lucro abusivo que muitas empresas tem sobre seus produtos, pelo simples fato de pagarmos… Grande artigo, assim como todos. Parabéns Amorim.



    24 de abril de 2015 às 11:06

    […] e reduzir a competição, encarecendo produtos importados ou impedindo os alemães de comprarem produtos no exterior. Hoje, estas lições importam mais do que nunca. Segundo pesquisas, sete em cada dez brasileiros […]



    Marco disse:
    27 de junho de 2016 às 12:28

    Com a crise econômica este movimento terminou. A alta do dolar e preços abusivos tornaram as compras no exterior impraticáveis.



    9 de abril de 2017 às 16:26

    A situação no brasil esta cada vez mais insustentavel



    9 de abril de 2017 às 16:34

    O cenario economico no brasil é simplesmente vergonhoso… e infelizmente perdademos muitos consumidores para outros mrcados



    9 de abril de 2017 às 16:41

    As vezes tenho até vergonha de viver no brasil…. asituação é cada vez mais triste e a corrupção esta tomando conta de tudo



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