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Velhos ou ricos?

postado em Artigos


Revista IstoÉ

09/2013

Por Ricardo Amorim

 

O dia 9 setembro de 2013 pode entrar para a História. Foi promulgada uma lei capaz de transformar a sociedade e a economia brasileiras: 75% dos royalties da exploração do pré-sal serão destinados à educação pública e os 25% restantes irão para a saúde pública.

 

Esta pode ser a semente de grandes mudanças no Brasil, mas nada ainda está garantido. Estima-se que a educação receberá cerca de R$ 70 bilhões adicionais nos próximos 10 anos. Para isso, a exploração do pré-sal precisa avançar rapidamente. O desinteresse das maiores companhias petrolíferas globais em participar do leilão de exploração do campo de Libra sugere que há riscos. Excesso de protecionismo, ingerência governamental e incertezas políticas afastaram grandes empresas americanas e européias  ̶  aliás os mesmos fatores que tem esvaziado leilões de concessão de rodovias.

 

Sem os investimentos para a exploração do petróleo, os royalties que garantiriam a melhora da educação não existirão. Pior, quanto mais demoramos para investir, mais os EUA avançam na exploração do seu gás de xisto, potencialmente reduzindo a atratividade de investimentos no pré-sal brasileiro.

 

Além disso, dinheiro apenas não melhora educação. Só nos dois minutos que você leva para ler este artigo, mais de R$1 milhão é investido em educação pública no Brasil. Desde 2006, um forte crescimento da arrecadação de impostos já tem permitido aumentos significativos dos investimentos em educação, mas a melhoria dos indicadores de desempenho dos alunos tem sido modesta. Entre 148 países analisados pelo último relatório do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ficou em 124º em qualidade e acesso à educação.

 

A boa aplicação dos recursos adicionais através de Estados e Municípios é incerta. Um bom começo poderia ser copiar a reforma educacional aprovada no México dois dias antes da lei brasileira. Por lá, todos os professores passarão por uma avaliação nacional. Novos professores terão duas chances para serem aprovados; os atuais, três. Caso contrário, serão demitidos e substituídos.

 

Mais recursos deveriam permitir valorizar a função dos professores, aumentar salários e oferecer melhor infraestrutura escolar e treinamento. Porém, também precisamos medir e cobrar melhor desempenho dos professores e dos alunos. Se queremos ser um país desenvolvido, temos que agir como tal.

 

Caso contrário, o Brasil desperdiçará mais esta chance. O tempo urge. A janela de oportunidade do chamado bônus demográfico  ̶  o período em que a parcela da população em idade de trabalho cresce em relação à população total – irá se fechar na próxima década. A partir daí, as condições para o crescimento econômico serão mais adversas. Só maiores ganhos de produtividade impediriam uma desaceleração do crescimento. Acelerar o crescimento da produtividade no futuro requer melhor educação e maiores investimentos em infraestrutura hoje.

 

Boa educação e infraestrutura eficiente não garantem o sucesso de nenhum país – como mostram as crises nos países ricos nos últimos 5 anos. Mas sem elas não há desenvolvimento sustentável, como prova o medíocre crescimento brasileiro nos 3 últimos anos. Infelizmente, se não fizermos a lição de casa, corremos o risco de ficarmos velhos antes de ficarmos ricos.

 

Ricardo Amorim

 

Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro entre os melhores e mais importantes palestrantes mundiais segundo o Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com

 
 





    Paulo Cortez disse:
    26 de setembro de 2013 às 21:48

    Acredito que mais recursos para a educação e treinamento de professores são muito importantes, porém temos séria dificuldade cultural. O pouco interesse de grande parte da população, principalmente a masculina, na educação. Um misto de preguiça intelectual e uma conformidade com a precária condição social e econômica.



    Paulo Cesar Bevilacqua disse:
    27 de setembro de 2013 às 15:56

    Já vi este filme antes. Esse negócio do dinheiro do pré -sal ir para a saúde e educação é a mesma coisa quando falavam da CPMF para a saúde. O dinheiro ia para todo o lugar, menos para a saúde.
    Acredito mais no Papai Noel do que no Brasil. Isso aqui nunca vai mudar. É causa perdida.



    27 de setembro de 2013 às 17:31

    Boa Tarde Ricardo.

    Concordo com boa parte de seus pontos,mas por que razão escolher método de ensino mexicano,se o finlândes é o melhor?

    Abrs



    27 de setembro de 2013 às 17:45

    Queridos amigos e leitores, e estimado Ricardo. Ha muito acompanho a situação do pré-sal, uma importante e sem dúvida fonte de riquezas para nosso país. Entretanto, como não poderia deixar de ser, também uma fonte inesgotável de publicidade e propaganda partidária e porque não dizer falsas imagens usadas ao bel prazer de alguns grupos econômicos. Ora, a exploração do petróleo em mar profundo, é muito mais que o simples extrair do petróleo, é toda a tecnologia desenvolvida para este fim, formas de pesquisas e técnicas que jamais foram exploradas em outro lugar do mundo.
    Desta forma, de maneira até obvia, nenhuma outra instituição, que não a Petrobrás, teria a tecnologia, o estudo e o interesse nesta prospecção. Seus custos abusivos tornam a operação um insucesso produtivo, até mesmo se comparado á extração de petróleo do xisto nos EUA, que é tecnologia deles, para o fim deles, e cujos exploradores e comerciantes são da casa deles.
    É esperar muito que grandes corporações decidam investir em um lugar onde o lucro seja num futuro distante quando as oportunidades de mercado imediatistas se fazem presentes em outros lugares.
    Também é muito esperar que 70 bilhões de reais surta efeito na educação, um espaço experimental ha décadas, pois como os próprios educadores dizem, o que vale é a camisa da vez, do dirigente da educação num estado, região ou cidade, onde por vez ou outra, veste se a camisa da universidade onde fulano estudou e da aulas, que, ao sair, lamentavelmente leva com ele a camisa e deixa a educação nua, para o próximo gestor dizer como serão os próximos 4 anos, jogando ao léu todas as obras ja feitas. Ou o espaço que a própria sociedade criou nas escolas, onde o aprender é a última opção dos alunos, e dos pais, que se vangloriam de mandar seus filhos para a escola, mas que jamais esperam que eles sejam educados, e que ao menor chamamento da responsabilidade de seus filhos partem ao ataque dos professores que não lhe dão a educação que deveria, em tese, vir de casa.
    Parabenizo a todos, pela esperança, pois esta sim é do futuro, e nossa terra esperá ha centenas de anos que chegue este momento …
    Abraços a todos

    Ailton



    Bruno disse:
    27 de setembro de 2013 às 17:48

    Muito bem escrito. No meu ponto de vista, seria ótimo se o plano “pré sal” de melhorias de investimentos no setor da educação fosse verdade. É muito, muito simples e fácil prometer uma medida aparentemente “salvadora” sem ao menos saber com certeza quanto de verba será empregada e como. O “como”, enquanto forma de, é a grande chave. Ao aumentar o nível de instrução da população diminuiremos a criminalidade em um futuro a médio prazo. Mas será que o PT quer mesmo melhorar o grau de instrução da população?????



    Marco Carrero disse:
    27 de setembro de 2013 às 20:13

    O Brasil está ficando para trás, há estudos que apontam que o Chile será uma das potências econômicas mundiais em 2020 e um dos focos é um modelo econômico e político que está reduzindo a pobreza drasticamente e que investe na educação, que dará a sustentação de longo prazo para esta redução.



    Seo Martin disse:
    27 de setembro de 2013 às 22:06

    Pelo que lembro o Brasil estava na posição 54 na avaliação PISA em 2009, onde constavam em torno de 70 participantes, ou seja, na lista do rebaixamento…

    ao mesmo tempo vemos que p país gastou percentualmente do PIB, mais do que a média da OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e também mais que México, Coréia do Sul, Alemanha, Chile e China com Educação…

    Se investimos mais e temos resultados inferiores existe algum fator crítico não contabilizado nessa equação.

    Se cogitarmos que a perda se deve a corrupção, fico triste em acreditar que quanto mais investirmos na educação, mais corrupção teremos e pior nossa educação será.. “por que onde tem açúcar, tem formiga” :-\



    Amauri De Freitas Caetano disse:
    27 de setembro de 2013 às 22:29

    Peneirão dos professores é o pontapé inicial para resolver a situação da educação na pátria de chuteiras.



    Ana Sefton disse:
    28 de setembro de 2013 às 9:17

    O que garantira a virada educacional em nosso pais sera quando junto aos investimentos financeiros vier tambem o investimento na mudanca do paradigma quanto a profissao de professor. Historicamente, a profissao ja foi vista diferente em nosa sociedade. Foi mais respeitada e inclusive almejada por novos entrantes no mercado de trabalho. Podemos ate fazer como o Mexico, de avaliar melhor os professores. Contudo, facamos tambem como a Finlandia, de valorizar a profissao e os profissionais com reconhecimento de sua real importancia para as mudancas no pais e qualificacao etica e profissionalizante dos cidadaos, otimos salarios e status social do professorado.



    Daniel disse:
    28 de setembro de 2013 às 11:09

    Ricardo, respeito muito a sua opnião. Minha mãe é professora pública. Você realmente não faz idéia de como é estar numa sala de aula durante 8 horas diárias, sofrendo ameaças de alunos “de menor” e vendo todo um trabalho e a vontade de mudar a vida de alguém sendo jogada no lixo. Sim, existem aqueles interessados, mas 90% dos alunos não estão nem aí para as aulas. Hoje você pode ficar devendo até 3 matérias e mesmo assim é aprovado para o ano seguinte.E assim sucessivamente. Não existe bomba, não existe ocorrência, não existe suspensão e o aluno sabe que vai ser aprovado. Então ele usa a sala de aula para atrapalhar a vida daqueles 10%, fica fazendo bardena o dia todo com a certeza da bolsa escola e da impunidade dentro de um local que deveria ser aproveitado para colocar um pouco de conhecimento na cabeça de cada um.
    Um abraço,

    Daniel ( @danielvca )



    Leda Pinheiro disse:
    28 de setembro de 2013 às 11:48

    Analise objetiva e clara da situação. Sem educação de qualidade: com professores atualizados e meios p que ela exista.. não há como mudar o analfabetismo funcional do país. Maior investimentos no ensino fundamental e não a um ensino superior de baixa qualidade p absorver alunos sem base.



    Ivanice disse:
    28 de setembro de 2013 às 12:47

    Ótima



    elmano nigri disse:
    30 de setembro de 2013 às 8:32

    Ricardo
    Muito bom, infelizmente nossos líderes políticos não conseguem perceber para onde estão nos conduzindo. É preciso que nós empresários e a população respondamos na próxima eleição as aberrações que nossos líderes estão fazendo.
    Abs
    Elmano



    Rogério Borges de Andrade. disse:
    30 de setembro de 2013 às 9:12

    Mais uma vez parabéns Ricardo!! Não fico surpreso com seus textos, pois para mim você é o melhor comentarista/palestrante do Brasil na área econômica.



    Foster disse:
    30 de setembro de 2013 às 9:18

    Até prova contrária, vamos ficar velhos antes de ficar ricos. A valores de hoje (por enquanto imaginários) o dinheiro do prá-sal – que não se sabe quando chegará – fará com que o orçamento destinado à área da Educação passe de 5,3% para 6,3% do PIB, quando no mínimo deveria ser de 10%. Segundo especialistas em Educação, o problema está na Educação básica, que está aos cuidados de estados e municípios. O dinheiro do pré-sal irá para o governo Federal, que não participa da Educação básica. Não obstante, enquanto o governo entender que quantidade é o que resolve e não qualidade, a Educação só tende a piorar: teremos mais brasileiros com acesso a uma Educação de má qualidade. Logo, o problema não é dinheiro mas a má gestão deste e a falta de vontade política. Educação deveria ser um assunto de Estado e não de governos. Devido a longa maturidade de um projeto sério em Educação, políticos no “poder” não colhem bônus eleitorais durante suas gestões de até 8 anos!



    Hilton Leal disse:
    30 de setembro de 2013 às 10:36

    A aplicação destes valores só serão repassado para os municípios e estados por volta de 2020.
    A explicação é simples. A lei se aplica aos campos que tenham tido o contrato de concessão ou partilha assinado depois de 3 de dezembro de 2012. Como os campos que estão em fase de licitação ainda levarão pelo menos cinco anos para começar a produzir, a parte de Estados e Municípios não será imediata.



    jurandi orlandi disse:
    30 de setembro de 2013 às 12:34

    Acreditar que este montão de dinheiro se traduzira em bons resultados é a vitória da esperança sobre a experiência. Mais dinheiro com má gestão é mais problemas na certa. Abç



    Nelson Carmelinho disse:
    30 de setembro de 2013 às 13:43

    Ricardo, obrigado por mais um de seus excelentes artigos. Vejo que para essa melhora na educação (na infra estrutura, na diminuição da corrupção) depende principalmente da nossa capacidade de mobilização antes, durante e depois das eleições. É preciso urgentemente mudar o modelo dos nossos governantes e isso só pode ser feito por nós mesmos dentro do modelo democrático .



    igor cornelsen disse:
    30 de setembro de 2013 às 15:25

    Bom artigo!
    O problema é que entre o direito da juventude pobre ter acesso à boa educação, e os direitos trabalhistas de quem passou em concurso público e se tornou estável, a sociedade brasileira optou pela estabilidade na função pública. Uma vez garantido o direito à estabilidade na função pública, para que se esforçar para dar boas aulas e ensinar?
    Em outras palavras, que se danem os jovens e as crianças pobres e seu direito de aprender!



    Dala Cotovio disse:
    30 de setembro de 2013 às 20:28

    Ricardo,
    Como sempre seua artigos são esclarecedores, vamos aguardar,
    eu já estou velha não vou ter tempo de ficar rica mas se a proxima geracão receber esses beneficios fico feliz.
    Saudades,beijos



    André disse:
    1 de outubro de 2013 às 19:37

    Ricardo, a prospecção de petróleo em águas rasas (300 mts profund.) já exige uma tecnologia extraordinária, imagino a tecnologia que terá que ser criada para extrair petróleo em profundidades de 3.000 a 7.000 mts. Se a educação e a saúde for esperar os royalties da exploração do pré-sal, não haverá educação nem saúde no Brasil e olha que eu sou otimista ao extremo.



    Carlo disse:
    4 de outubro de 2013 às 17:29

    Tema delicado. Mais dinheiro para educação estatal pode significar maior poder de doutrinação.

    Exames feitos pelo próprio governo são uma piada. Vide ENEM.

    A validação de professores deverá se dar da seguinte maneira: quem não considerar Marx um Buda é reprovado.

    Uma alternativa menos perigosa seria esses valores representarem redução de IR. Uma alíquota menor deixa mais dinheiro para as pessoas, e cada pessoa sabe o que é melhor para si e seu dinheiro.



    Tatiane Rodrigues disse:
    14 de outubro de 2013 às 5:06

    Artigo sensacional!
    Parabéns!

    Taty Russo



    Antonia Volpato disse:
    18 de outubro de 2013 às 19:57

    Quando elegemos um presidente que não cursou nem mesmo ensino básico, fica difícil explicar para uma criança que ela precisa estudar para vencer na vida, e quando um pai e professores estão de mãos atadas pelo estatuto da criança e do adolescente não tem como aplicar a disciplina e sem o trabalho dos pais e professores está se tornando impossível, por mais conhecimento e pratica que tenho um professor ou pai sem disciplina nada acontece. Hoje as escolas estão melhor equipadas do que na época em eu era criança e os professores também são bem mais preparados com muitas tecnologias ,então o que falta? A educação e disciplina que deveria vir de casa e não temos nas escolas nos dias de hoje!



    18 de outubro de 2013 às 20:20

    Ricardo, sabe que existe um projeto de escolas, colegios e universidades tudo por internet, entao eles poderao usar uma professora para milhares de alunos de uma so vez, por isso eles estam desmoralizando, marginando e excluindo estes nilhoes de eventuias sobrantes… esta é a verdade… se chama neoliberalismo, quanto menos Estado melhor…e vai de mao dadas com a ecologia, menos gente circulando, menos carros, menos fumaças e etc…



    Sergio Arruda disse:
    19 de outubro de 2013 às 8:51

    O petróleo é nosso ?

    Outubro corre rápido e já nos aproximamos do dia 21 quando ocorrerá o esperado Leilão do campo de LIBRA, a jóia da cora do nosso Pré-Sal.
    E, de tanto esperarmos, parece que o ponto focal do leilão de nosso “tesouro” vai-se evaindo na espuma do tempo, e as manifestações contrárias ao Leilão vão tomando corpo e ganhando espaço na imprensa e nos meios de comunicação, e o velho chavão do “PETRÓLEO É NOSSO” vai sendo bem repetido e mal usado nesta contra-campanha que se prenuncia.
    Vamos lá: a PETROBRAS, nossa maior empresa e nosso grande orgulho nacional, aí está e, apesar das pressões recebidas como ponta-de-lança das politicas econômicas, ora mais ora menos utilizada como ferramenta de controle de inflação, na maturidade de seus 60 anos, é bem grandinha para defender-se e defender-nos na guerra do “ouro negro”. De outro lado, de que serve o petróleo ser nosso, enquanto não o tiramos de seu “berço esplêndido” debaixo da terra e o transformamos em riqueza, trazendo-o à terra, para transformar-se na energia que move o mundo ? O que nos falta para entender que não precisamos que o “ petróleo seja nosso” e sim que as riquezas que por ele são criadas sejam nossas !
    Torcemos para que o leilão seja bem sucedido e que as operações no nosso Pré-Sal ganhem impulso com a força do novo capital que atrai – da Petrobras e de suas parceiras nacionais e internacionais – e com a velocidade que o mercado mundial espera, e o Brasil precisa.
    E que as vozes contrárias, bem intencionadas ou não, se calem ante os fatos e dados da realidade.



    Emílio disse:
    23 de outubro de 2013 às 19:11

    Não concordo com a empolgação em relação aos 75% investidos em educação. Vi um estudo recente (desse mês) mostrando que o custo de um aluno da rede pública em SP é maior que a mensalidade do melhor colégio particular de SP (descontados os impostos) – uma aberração. Vários países investem a mesma % do PIB em educação e têm índices muito melhores. Pra mim essa lei dos 75% só vai aumentar o desperdício de dinheiro público, o problema está na gestão e como são aplicados os recursos, e não a quantidade deles.



    Fernando Pinto Caldas disse:
    28 de outubro de 2013 às 3:33

    Muito bom artigo, Ricardo. É importantíssimo o que você disse, que o Brasil nao pode desperdiçar essa chance do Pré-Sal e o investimento do seu 75% na Educaçao. Como bem disse, o tempo urge. A janela de oportunidade do bônus demográfico acabará em uma década. A partir daí, como você bem disse, somente com maiores ganhos de produtividade, para o qual será necessária uma melhor resposta da base da pirâmide educacional brasileira: Escola e Colégio, e de uma maior capacidade de innovaçao. E uma mente innovadora se incentiva na Escola, no Colégio, e finalmente no sistema universitário brasileiro. Mas nosso ponto mais fraco é na base. Conheço ótimos centros de pós-graduaçao em engenharia na Europa e Estados Unidos, e os programas com nota 6 e 7 da CAPES nao ficam nada atrás. Deveriamos todos apoiar o projeto do Senador e Professor Cristóvam Buarque, de federalizar a educaçao pública básica, eu diria que devia ser federalizada também até o final do colégio. Esse projeto está esperando passar à agenda do Congresso, e nao é apoiado. Talvez você, Ricardo, na sua rêde de contatos, nos seus excelentes artigos de revistas de grande circulaçao nacional, e no programa Manhattan Connection pudesse dar mais realce a êsse importante projeto do Senador Buarque.



    Julio Correia disse:
    28 de dezembro de 2013 às 14:43

    Infelizmente nosso pais precisa antes de mais nada sair de um status de exploracao para poder almejar o status de inovacao. Fica a pergunta: a quem interessa essa mudanca?



    Heitor Menin Boratto disse:
    2 de janeiro de 2014 às 20:14

    Acho que, além de recursos financeiros, falta para a educação no Brasil o que falta em todos os demais setores: seriedade, competencia e honestidade!



    Klédina Gonçalves disse:
    2 de janeiro de 2014 às 21:03

    ” Um bom começo poderia ser copiar a reforma educacional aprovada no México dois dias antes da lei brasileira. Por lá, todos os professores passarão por uma avaliação nacional. Novos professores terão duas chances para serem aprovados; os atuais, três. Caso contrário, serão demitidos e substituídos.

    Mais recursos deveriam permitir valorizar a função dos professores, aumentar salários e oferecer melhor infraestrutura escolar e treinamento. Porém, também precisamos medir e cobrar melhor desempenho dos professores e dos alunos. Se queremos ser um país desenvolvido, temos que agir como tal.”

    Essa sua opinião fez-me lembrar de algo.

    Ano passado, no dia do professor, um amigo escreveu esta mensagem: “Além de ganhar mal, o professor é obrigado a ter seus métodos questionados por qualquer zé mané.”.

    Infelizmente, a frase acima é uma verdade pois pessoas de diferentes áreas profissionais que não sabem uma vírgula a respeito do que é estar numa sala de aula, não entendem absolutamente nada sobre o processo ensino-aprendizagem, não conhecem (ou não estão sob) o sistema educacional deste país, possuem soluções para que a educação seja um sucesso. E, incrível, colocar boa parte da culpa, ou a maior parte dela, no professor é a atitude recorrente.

    Lamentável.



    Gustavo Luigi Martin do Amaral disse:
    10 de janeiro de 2014 às 10:07

    Prezado Ricardo Amorim.

    Acompanho, sempre que possível, o Manhattan para ver seus comnetários e os acho simplesmente fantásticos.
    Parabéns pelo blog.



    Sandro G disse:
    16 de janeiro de 2014 às 8:13

    Mas não é só dinheiro o problema.

    Existe a política onde o aluno não reprova. Vai estudar para que? Chega a 8a série quase sem saber ler e fazer uma multiplicação.

    E a quantidade de dinheiro que virá para a educaçã, saúde? Será?

    Lembrem-se que existe a DRU Desvinculação das Receitas da União, onde um percentual pode ser desviado para qualquer finalidade que você nunca fica sabendo.

    http://www.fe.unb.br/catedraunescoead/areas/menu/publicacoes/artigos-sobre-tics-na-educacao/o-fim-da-dru-na-educacao-mais-recursos-mais-responsabilidades



    Janaina disse:
    28 de janeiro de 2014 às 14:31

    Muito bom seu artigo, mas caso não façamos a lição de casa, corremos o risco não apenas de não ficar ricos, mas de mergulhar num caos total, pois nossa natureza está sendo destruída, os mares poluídos, a violência só aumenta e a corrupção é cada vez mais endêmica. A saúde no Brasil é uma lástima e quase tudo funciona de forma precária e amadora. Para ilustar: Em SC há uma orientação do governo estadual para que não se reprovem estudantes de nível básico para melhorar os índices da educação, pode?



    Sávio Augusto Nogueira Silva disse:
    28 de janeiro de 2014 às 17:35

    Além de todas ideias mostradas até agora diante da sociedade e inclusive algumas das quais apresentadas neste artigo,é importante salientar que o interesse pela nossa educação não é dos melhores,tanto em grande parte do nosso governo que agora nos últimos anos se preocupou e também por parte de nossa população;todavia nem sempre é tarde para renovar a situação de nosso país em termos educacionais,contudo devemos esperar do Estado e de nós mesmos para fazermos nossa parte para que possamos desenvolver…Querer aceitar melhorar;melhorar o pensamento,a forma de interagir e cientes de que como dito acima a educação em si não melhora nada,mas sem ela não vamos a lugar nenhum e além disso com ela temos a chave para um futuro melhor como um todo…



    zuleica zunino disse:
    22 de março de 2014 às 22:42

    NADA FOI FEITO NÃO TIVE NOTÍCIA DE UM SÓ BARRIL AO CONTRÁRIO ESTAMOS IMPORTANDO PETRÓLEO E OUVINDO DISCURSO DE QUE SOMOS AUTOSUFICIENTES



    Nair Yoshida disse:
    18 de abril de 2014 às 1:40

    Dá pra acreditar no investimento em educação neste país? Educação não é luxo, nem paliativo… é mandatório para uma sociedade melhor em qualquer âmbito. Educação é matemática progressiva. Basta olhar o comportamento das pessoas. Ninguém muda o mundo, mas qualquer um pode influenciar negativamente ou positivamente no seu círculo.



    Jorge komiyama disse:
    27 de maio de 2014 às 22:03

    Parece- me que estamos entre o ovo e a galinha. Alem de educacao no sentido estudo, falta muita cidadania e respeito no que é basico. Se fosse questao de estudo, nao veriamos pessoas com excelente educacao menosprezando o proximo, jogando lixo na rua, nao dando seu assento ao idoso. Sera que educacao resolvera tudo isso, que me parece muito mais ligado a educacao familiar e respeito ao que é publico.



    Cristina Pavan disse:
    10 de julho de 2014 às 0:48

    Do valor estimado para o investimento em educação e saúde, qual será o percentual que irá parar nos bolsos de políticos, empreiteiros, empresários, servidores e etc. Será que vai sobrar uns 5 ou 6% do montante? País de corruptos, egoístas. Uma sociedade miserável e desprovida de educação formal pode ser fácil de manipular, enganar… Mas, no médio e longo prazo, a violência explodirá e todos perderão. Desânimo quando aos preceitos morais e éticos de muitos brasileiros. Que pena, país lindo e com tanta gente so querendo levar vantagem em tudo, certo?



    Daniel disse:
    26 de julho de 2014 às 10:09

    Muito bonita a história do pré-sal, educação e saúde mas nada adianta se esse dinheiro não chega até os cofres municipais e quando chega deteriorado em 80%, os outros 15% ficam com os políticos locais e apenas 5% ficam com a população. Ministerio publico? Piada, policia federal? Piada também. Recebem e são comprados pelo governo. Qual politico foi realmente preso pelo tempo devido dos seus desvios? O que vai acontecer com o PT em relação à anistia do valor entregue à África, portos e aeroportos de Cuba, Venezuela e outros? Refinarias de passadena e outras que não sairam do papel canal do São Francisco ao nordeste entre outros. Isso somente do PT fora os desmandos dos outros partidos. Que Deus abençoe o Brasil e os brasileiros.



    Eduardo disse:
    3 de fevereiro de 2015 às 20:09

    Muito interessante o pré-sal, a distribuição dos Royalties. Mas a classe de políticos fracos (ruins de serviço) é muito grande. Principalmente, os do PT que desânimo ter votado em alguns.Acredito que esse partido e o PMDB perderam e perderam muito nas próximas eleições.



    João disse:
    13 de maio de 2015 às 1:25

    Seria bom se o Dinheiro realmente chegasse no destino como proposto, e fosse aplicado corretamente.



    Gold disse:
    13 de agosto de 2015 às 11:17

    Verdade, precisamos pensar se viver mais nesse país é viver melhor



    1 de outubro de 2015 às 14:45

    está cada vez mais difícil de se ganhar dinheiro nesse país!

    a corrupção nao deixa!



    Marcio disse:
    16 de abril de 2016 às 8:02

    Seria muito bom se o dinheiro fosse aplicado corretamente acredito que o brasil seria diferente!



    lucia disse:
    16 de abril de 2016 às 8:14

    Concordo com o rapaz ai em cima do comentário o brasil merece nosso respeito fora dilma



    marcia disse:
    19 de abril de 2016 às 14:58

    Excelente post Ricam estamos no aguardo de mais matérias informativas como essa!



    marciano disse:
    19 de abril de 2016 às 15:03

    otimo artigo ricam espero encontrar muito mais informação através dos seus artigos abraço



    marciano disse:
    19 de abril de 2016 às 15:04

    otimo artigo irmao



    24 de maio de 2016 às 21:18

    Excelente post, uma pena o que aconteceu com o pre-sal atualmente



    24 de junho de 2016 às 18:27

    O Brasil Claramente está ficando para trás infelizmente,há estudos que apontam que o Chile será uma das potências econômicas mundiais em 2020 e eu realmente acredito nisso! Ricam ótima matéria sou fã aqui do seu blog e através dele eu aprendi muita coisa boa sobre o nosso país um forte abraco!



    Vinicius disse:
    19 de julho de 2016 às 17:59

    Infelizmente nosso pais precisa antes de mais nada sair de um status de exploracao para poder almejar o status de inovacao. fica a dica



    Caio disse:
    23 de julho de 2016 às 19:33

    otimo ponto de vista ricam tenho te acompanhado a algum tempo, meu pai e seu fã e compartilha de muitas das suas opiniões um abraço.



    Ricardo disse:
    19 de setembro de 2016 às 10:41

    Grande artigo, o problema também é que vivemos em um País culturalmente corrupto.



    Mauro Sergio disse:
    15 de dezembro de 2016 às 15:54

    Ótimo post, parabéns, sensacional. O problema do Brasil está na corrupção e, com isso, quem sofre as consequências somos nós.



    Stephanny disse:
    15 de dezembro de 2016 às 17:49

    Verdade, precisamos pensar se viver mais nesse país é viver melhor



    JORGE disse:
    19 de março de 2017 às 19:12

    Muito bom seu artigo



    26 de abril de 2017 às 13:36

    Sim, neste pais viver melhor é mais um sonho do que realidade, infelizmente, muito bom este post.



    22 de maio de 2017 às 15:36

    Ricardo, tenho acompanhado seu trabalho pelo insta e gosto muito das suas postagens. Meus parabéns pelo sucesso.



    30 de maio de 2017 às 15:51

    Eu não sabia disso tudo.



    Thaís disse:
    11 de junho de 2017 às 17:53

    Excelente artigo! E estamos realmente ficando velhos antes do pré-sal sair.



    17 de junho de 2017 às 13:35

    Parabens otimo post Ricardo.



    Tatiana disse:
    22 de julho de 2017 às 11:19

    Oi,

    Excelente post!

    Att,



    Emanuele disse:
    22 de agosto de 2017 às 19:48

    Muito legal! Eu adoro seus posts!



    Maria Antonia disse:
    2 de setembro de 2017 às 23:41

    Gostei muito desse artigo mais nosso país tem quer mudar muita coisas,para chegarmos ao topo em primeiro lugar acabar com esses corruptos,depois pensar em dar uma vida de qualidade para o nosso povo



    Osmar disse:
    20 de setembro de 2017 às 10:44

    Òtimo artigo, o problema é que vivemos em um País muito corrupto, cada um quer roubar de uma lado ai fica bastante complicado.



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