Feeds Ricardo Amorim Facebook Ricardo Amorim Twitter Ricardo Amorim Linkedin Ricardo Amorim Youtube Ricardo Amorim

Herança maldita

postado em Artigos


Revista IstoÉ

04/2014

Por Ricardo Amorim

 

Todo fim de ano, publico um artigo sobre as perspectivas econômicas para o ano seguinte. Nos últimos quatro anos, previ que o crescimento econômico decepcionaria. Infelizmente, nos três anos que já passaram, estas previsões se concretizaram.
 
Em 2014, não é preciso nem esperar o final do ano. Terminado o primeiro trimestre, já há elementos suficientes para afirmar que haverá mais decepção em 2015.
 
Dois fatores que permitiram que o Brasil avançasse 2,5 vezes mais rápido entre 2004 e 2010 do que antes se esgotaram: incorporação de mão de obra e maior utilização da infraestrutura já existente. Desde 2003, quase 20 milhões de brasileiros sem emprego passaram a trabalhar, colaborando com a produção. O desemprego caiu de 12% para 5%. Não cairá muito mais. Aliás, o total de empregos nas principais capitais é que já vem caindo.
 
Quanto à infraestrutura, dificuldades financeiras e operacionais no setor público e problemas regulatórios impediram um crescimento dos investimentos na magnitude necessária, criando um apertado gargalo para o desenvolvimento.
 
Só poderíamos crescer como antes acelerando a produtividade, o que exigiria trabalhadores melhor preparados e equipados. Como não investimos o bastante em educação e treinamento, nem em máquinas, equipamentos e tecnologia, a taxa média anual de expansão do PIB desde 2011 caiu para apenas 2%, e em 2014 continuará neste ritmo. Pior, há razões para crer que o crescimento vá desacelerar em 2015.
 
Não apenas crescemos pouco, mas bagunçamos a casa. Piorou o desempenho das contas externas e das contas públicas e a inflação subiu. Cedo ou tarde, estes desequilíbrios terão de ser corrigidos. Enquanto os ajustes forem feitos, provavelmente em 2015, nossa economia crescerá ainda menos.
 
Para limitar a deterioração da balança comercial e tentar proteger nossa indústria dos importados, o governo desvalorizou o real, aumentou impostos sobre produtos estrangeiros, compras no exterior e em sites de importados. Isso permitiu que a indústria nacional elevasse preços e recompusesse suas margens. Às altas de preços dos produtos industrializados somaram-se fortes elevações dos preços dos serviços, mantendo a inflação sistematicamente acima da meta de 4,5% ao ano desde 2009.
 
A inflação não está apenas elevada, está grávida. O dragãozinho dos preços controlados pelo governo nasce após as eleições. Há mais de um ano, os preços de ônibus, metrô, gasolina, energia elétrica e outros têm sido represados para conter a inflação e as manifestações de rua. Estes preços terão de ser realinhados para evitar o colapso dos serviços e contas públicas.
 
Só a diferença entre o preço internacional do petróleo e os preços nacionais de seus derivados custa à Petrobrás mais de R$ 40 bilhões anuais. A utilização de usinas termoelétricas para geração de energia elétrica custará de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões só neste ano, e mais ainda em 2015. A renúncia fiscal com a desoneração de salários custará mais R$ 24 bilhões só em 2014. O ajuste das contas públicas é inevitável. Ele virá através de elevação de preços, corte de gastos do governo ou aumento de impostos, provavelmente os três.
 
Os reajustes pressionarão a inflação, forçando o Banco Central a aumentar ainda mais os juros, que já estão no nível mais alto desde 2011, limitando o crédito e reduzindo o crescimento econômico. Aumentos de impostos e redução de gastos do governo devem retirar dinheiro da economia em 2015, também limitando o crescimento.
 
Além do risco de racionamento de energia, provavelmente após as eleições, há riscos externos de uma nova crise global. Desde 2008, os bancos centrais dos países desenvolvidos injetaram volumes colossais de dinheiro em suas economias, o que causou várias bolhas nos mercados financeiros globais. Pelas suas proporções, dois riscos se destacam.
 
Primeiro, as bolhas imobiliária e de crédito chinesas. No Brasil, construímos cerca de 400 mil novas moradias em 2013. Na China, foram 55 vezes mais, 22 milhões, enquanto a população não chega a ser 7 vezes a nossa. Há ainda o megaendividamento das empresas chinesas. O crescimento dos empréstimos locais a empresas chinesas desde 2008 sozinho é maior do que toda dívida corporativa nos EUA, mas há ainda o endividamento externo. Em 2008, menos de 2% dos financiamentos globais em dólares, euros e ienes iam para empresas chinesas. No ano passado, foram 39%. Os calotes já começaram e as consequências podem atingir proporções parecidas às da crise da Lehman Brothers em 2008.
 
Segundo, a Bolsa americana. Pelas minhas estimativas, ela está quase 80% acima de seu preço justo. Desde 1870, isto só aconteceu em 1929 e 2000, às vésperas de crises financeiras tristemente famosas.
 
O resultado das eleições será fundamental para a economia brasileira, mas ganhe quem ganhar, em 2015 o crescimento será ainda muito baixo e talvez até negativo.
 
Ricardo Amorim

Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro entre os melhores e mais importantes palestrantes mundiais segundo o Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com

 

 





    10 de abril de 2014 às 21:46

    Perfeita a análise. Reforço que o Brasil tem que adotar um sistema federalista e o voto distrital de fato. Assim como nos EUA, os estados deveriam ter mais autonomia e não tem sentido Brasília ficar com 70% da arrecadação de tributos!



    Robson silveira disse:
    11 de abril de 2014 às 4:51

    Ao analisarmos a história recente dos últimos 40 anos, tivemos a partir do final da década de setenta até início da década de 90, com inflação inercial, dívida externa, etc., a formação de enormes bolsoes de pobreza e os filhos hoje são o resultado das grandes dificuldades do ensino e da educação como um todo. Lula governou sobre céu de brigadeiro, liquidez internacional e tinha mais chance de atenuar a situação, assim como fhc. Dilma governa sobre chuvas e trovoadas e se fosse José Serra também, cuja situação não estaria tão diferente. Crucificar Dima como estão fazendo me pareçe injusto, quando o foco no momento deve ser a inflação, o mal maior.



    Pedro Rossi disse:
    11 de abril de 2014 às 7:38

    Muito bom!! Vamos rumo a uma crisis de enormes proporções …



    Leocir Luiz Rosa disse:
    11 de abril de 2014 às 8:18

    Parabéns Ricardo, uma visão lúcida da situação econômica que se avizinha. Não cresceremos e o desenvolvimento fica cada vez mais difícil se não for implantado a MERITOCRACIA e a efetividade em nossas instituições. Precisamos de um Estado forte e não gigante como vemos hoje.



    Carlos Almeida disse:
    11 de abril de 2014 às 11:03

    Excelente artigo, eu só fico pensando como o governo cortará gastos se ele tem que bajular seus aliados.



    Antônio Renato Pacheco disse:
    11 de abril de 2014 às 20:31

    Ótima matéria. Realmente deveria ser lida e entendida pelos eleitores, que urgentente necessitam de maior conhecimento no momento de votar.



    gustavo scafutto disse:
    11 de abril de 2014 às 21:51

    PT acabou com o Brasil.



    Pedro Cerosi Neto disse:
    12 de abril de 2014 às 9:02

    Infelizmente concordo com essa realidade desastrosa para todo o povo brasileiro.



    NEUZA SALES RIBEIRO disse:
    12 de abril de 2014 às 11:06

    Adoro ver o programa Manhattan Connection, do qual ele participa, festival de inteligentes…!



    Monica disse:
    12 de abril de 2014 às 18:35

    Por um lado até que seria bom o PT ganhar e mostrar a sua incompetência.Só que mais 4 anos de atraso no país será muito ruim.Também ouvir o PT criticar o governo sem se culpar pela herança podre que está deixando tb é um horror.Não sei o que é pior…….



    selma disse:
    12 de abril de 2014 às 19:24

    Caro Ricardo, tenho muito respeito por seus comentários e previsões.Lamento que tenhamos chegado a este ponto…Sou otimista e muito realista e sei que teremos uma super crise em 2015.Caso o PT seja reeleito o “bicho pega” caso outro partido ganhe o o ” bicho come”, ou seja: estamos num “mato sem cachorro”. Só espero que o caos não chegue ao confisco de poupança…



    Carlos Queiroz disse:
    13 de abril de 2014 às 14:34

    Concordo , plenamente, com tudo que foi dito. Comento a questão produtividade. Não basta investir um ou dois anos em educação. Ganhos de produtividade só podem ser esperados de geração em geração. Assim é preciso ter que aguardar muitos anos para se ter pequenos avanços em produtividade vindo do capital humano. Há que se considerar, ainda, que a taxa de depreciação do capital humano é bem mais veloz e maior que a do capital fixo. Então , estamos nos defasando por dois vetores de mesmo sentido e mesma direção.

    Outro ponto sobre crescimento é a evolução do resto do mundo. A Europa acaba sendo o centro de tudo. Se a China produz alguém tem que comprar. Os EUA estão caminhando lentamente. A Europa tem o problema cambial e fiscal. Veja um imposto espanhol só pode gerar subsídio na Espanha , não pode gerar subsídio na Grécia pe. Assim apesar de se dizer moeda única…ela não o é! Com diferentes e não associadas políticas fiscais a área do EURO tem o euro português , o francês o alemão etc e a proxy para a taxa de câmbio são os pontos de risco dos papeis dos diversos países. Assim pode-se dizer que temos taxas de câmbio implícitas entre todos os países da área do euro. Portanto a recuperação da Europa só pode se alcançada pelo efeito renda. Quero dizer será preciso muitas gerações de poupança profunda para pagar o passado de gastos públicos , para que essas economias possam se alavancar outra vez para tentar crescimento. Isso considerando que a taxa interna de retornos dos investimentos na Europa são bem menores que no Brasil ou China…pois na Europa já está quase tudo feito e o estoque de capital humano é bem mais elevado em qualidade. Logo o Brasil de curto prazo depende muito da Europa, China e EUA…talvez mais que de políticas domésticas mais corretas. Deixo claro que não se trata que ficar esperando a Europa para trabalhar corretamente por aqui. Nesse ponto seu texto é perfeito. Agora com o ajuste do área do euro lento , por motivos intrínsecos, do que eu chamo de germanificação da Europa (equivalente a antiga dolor
    ização da Argentina) …só que a Argentina desdolarizou e pronto…a Europa não quer , politicamente, deseuralizar-se …então o ajuste será de prazo muito mas muito longo via renda e não via preço….e o mundo (brasil) vai sofrer ao longo desses anos com isso!!! Europa não é Argentina, cujo peso econômico no mundo é desprezível!!

    Caro colega sou fã inconteste de seu trabalho!



    Gilson Paula Lopes de Souza disse:
    14 de abril de 2014 às 10:47

    Infelizmente a nossa estratégia governamental provoca este quadro atual, e o internacional, hoje nos afetará frontalmente e negativamente.



    Ibaney Chasin disse:
    14 de abril de 2014 às 11:27

    Ricardo, meu caro!
    Depois de ler teu artigo, não sei se mudo de país ou de planeta!!

    Abração!
    Ibaney



    Petri disse:
    14 de abril de 2014 às 14:01

    Amigo Ricardo,
    Obrigado por mais esta dica

    Abraço
    Petri
    VW FS



    Ricardo Caiuby de Faria disse:
    14 de abril de 2014 às 16:17

    Caro Ricado,
    Seu artigo é de um pessímismo real e brutal e bem consolidado.
    Discordo só uma coisa de suas previsões; o racionamento de energia elétrica e de água no centro sul virá antes da eleições.
    Um abraço



    joao engelke disse:
    14 de abril de 2014 às 18:39

    Ricardo, suas explanações são de um realismo crepitante,queria que não estivestes tão realista, mas infelizmente devido ao des-governo existente, estamos sendo arrastados nessa onda gigante, a marolinha ja foi, agora é o tsunami, “Good Save Brazil”



    Marcelo Henrique Gonçalves @billmask disse:
    14 de abril de 2014 às 19:59

    Olá Ricardo,
    Como é triste e angustiante concordar com tudo que está escrito aqui.
    Acho que faltou falar que as commodities não nos salvarão dessa vez.



    14 de abril de 2014 às 21:29

    Parabens, mas a maneira que o governo vem tratando a economia isto é previsto, e talvez ainda uma mudança a longo prazo para melhor dependerá da postura do novo presidente.



    15 de abril de 2014 às 9:21

    Caro Ricardo
    Obrigado por ter aceito o convite para fazer palestra no CONOTEL,que é o maior congresso da hotelaria brasileira. Muitos elogios recebi de todos os presentes. Sucesso total e ano que vem estaremos juntos novamente.
    Abraço
    Fermi Torquato
    Presidente da ABIH Nacional



    wellington disse:
    15 de abril de 2014 às 14:14

    Eles deixarão o país arrasado e destruído, quem pegar pra administrar vai sofrer, se forem eles ai sim será uma lastima!



    Raquel disse:
    15 de abril de 2014 às 16:33

    Lamentável, o Brasil precisa mudar a forma de ver a política, analisar os candidatos e jamais vender os votos…….



    Milton Sanches de Oliveira disse:
    15 de abril de 2014 às 18:43

    Ótima análise ,vai um contraponto talvez ,acredito que não sofreremos tanto,nós brasileiros temos um cinto com muitos furos .Da classe média pra baixo sabemos lidar com as dificuldades, pois somos, já acostumados, viver com um padrão baixo tanto de consumo como de ambições.Acredito que em aprofundamento da crise apenas vamos perceber que nunca saímos do poço ,estávamos no meio e ao cair vamos começar outra vez.Ainda somos muito importantes para o resto do mundo,economicamente não permitirão uma quebra financeira do País para proteger eles mesmos,somos o limite do abismo,se quebrarmos eles também quebram.



    maria rosa disse:
    16 de abril de 2014 às 16:28

    Obrigada Ricardo
    ótimo o artigo. Que muitas pessoas possam lê-lo.
    Abraço



    Antônio disse:
    17 de abril de 2014 às 1:53

    A China é a nação mais credora do mundo; a crise não vira de lá, mas das nações mais devedoras, Eua e Japão. A próxima crise será por conta do estouro da bolha dos títulos desses países. O crash na bolsa será apenas um dos sintomas da crise maior, the real crash.



    Jorge Henrique Brognoli disse:
    17 de abril de 2014 às 16:04

    Caro Ricardo:
    Excelente análise e me preocupa muito seu grau de acerto em suas previsões, pois se assim acontecer, viveremos tempos difíceis. Entretanto, há algo ainda pior: este governo não tem um plano de governo e sim de poder e para tal, quanto pior, melhor. Apreciaria muito suas propostas para amenizar os efeitos e dizer que você não fala só de espinhos, mas também de flores, mas ciente que o jardineiro é este governo que colocou a ética no lixo e só sabe se olhar no próprio espelho. Este jardim chamado Brasil está virando escombros, mas ainda tenho fé nas pessoas de bem como você e tantas outras milhares que podem se conscientizar e mudar o quadro para “menos ruim”. Parabéns!



    Rodrigo Monaco disse:
    20 de abril de 2014 às 9:25

    Votar errado é pior do que dirigir sem carteira de motorista, o seu erro pode afetar e matar milhões de brasileiro… por isso que o voto deveria ser pra quem tem 2o grau completo. Com isso, o povo seria forçado a estudar.

    Além disso, funcionário público, políticos e suas famílias deveriam ser obrigados a usar serviços públicos! Só assim teremos pessoas vivendo a realidade…



    Cassius Lopes disse:
    21 de abril de 2014 às 9:29

    As questões aqui pontuadas são fato. Mostram-se evidentes e irrefutáveis.
    Lamentável é que apesar da crise econômica advinda do desgoverno, do despreparo e ineficiência…vemos a grande massa silente com a corrupção!!!
    O movimento denominado “Volta Lula”, por seu turno, prova que vivemos uma crise de identidade ética e moral!!



    Ilda de Freitas disse:
    21 de abril de 2014 às 19:12

    Aqui e ali assistimos aos relatos e opiniões de alguns jornalistas mas a mídia, como um todo,continua mercenária. Isso faz com que o cidadão brasileiro não receba as informações que precisa e fique dependendo de alguns gatos pingados, como o Ricardo. Além disso, o nível desses artigos ou emissões é geralmente elevado e não alcança o povão, que decidirá as eleições.



    Solon Ramos Mancuso disse:
    23 de abril de 2014 às 19:52

    Depois de uma análise qualificada como a do Sr Ricardo, desejo apenas considerar que nossos políticos acreditam que crescimento econômico, aumento de empregos e produtividade se resolvem politicamente e portanto também não creio que apenas mudança de governo vá resolver alguma coisa!



    Lauri Kieling disse:
    24 de abril de 2014 às 12:40

    Parabens pela criteriosa analise.Somente acrescentaria que o apagão é inevitavel, mas sera transferido para depois das eleições. ABS



    Roberta disse:
    25 de abril de 2014 às 22:00

    Ricardo! Ajuda a gente a articular uma revolucao nesse pais!!!



    Durvalino disse:
    28 de abril de 2014 às 19:19

    … entao o tsunami esta a caminho. nao seria melhor adotar o parlamentarismo: ficaria mais facil trocar as peças com defeito. Abs.



    Maria Apareida Parmezani Pancracio disse:
    29 de abril de 2014 às 13:58

    ganhando o PT, é do interesse manter o país no “Faz de conta”, vencido o PT,o novo governo tendo que tomar medidas drásticas de contenção e porque não de arrumação da casa, os mafagafos todos desalojados,vai ser uma barulheira dos infernos… .



    Djalma josé Queiroz disse:
    30 de abril de 2014 às 10:11

    O Brasil, precisa adquirir identidade própria,largar de vez, da imposição internacional, sobre como reger sua cultura e modo de pensar. O governo precisa valer e incrementar regras. A china está crescendo, porque faz do seu jeito.Negociação, se faz com respeito próprio, sempre tendo orgulho da barganha.



    Carlos André Pereira Lima disse:
    4 de maio de 2014 às 13:50

    Caro Ricardo, Dilma perderá as eleições de 2014! Isso vai ajudar o Brasil.



    Adison Rique disse:
    4 de maio de 2014 às 15:17

    Infelizmente..a população Brasileira, adora pão e circo…só estou vendo…esse país chegar a uma crise financeira..porque o estado e burro e a população acomodada….será que os meus netos vão chegar a ver um país com educação de primeira e organizado..



    Brizola Alves Bezerra disse:
    7 de maio de 2014 às 21:20

    Brilhante previsão Ricardo, mas o País tem quem merece, quem são eles? As reservas morais e éticos que se tornaram em grandes bravateiros e grandes estelionatários eleitorais, pois de acordo com a sua previsão com um milésimo erro, dificilmente conseguiremos sair desta sem o sofrimento mais uma vez do povo brasileiro.



    Miguel Francisco Brandtner disse:
    8 de maio de 2014 às 11:27

    Crescimento e consumo estão atrelados, adoraria ver uma projeção responsável sobre sustentabilidade para os próximos anos, ou pretendemos rebocar algum planeta para uso? O atual modelo de desenvolvimento está quebrado. Todo cenário dentro dos padrões atuais (vida regrada pela bolsa de valores e padrão de consumo ditado pelo pais que possui 5% da população mundial e consome 50% dos recursos naturais) esta correto? Pensem.



    Arnaldo Oliveira Dalmaso disse:
    13 de maio de 2014 às 16:56

    Caro Ricardo,
    Assistindo sua palestra hoje em São Carlos, se o cenário alterou um pouco foi para pior.
    Reflexos na economia devido a falta de água e o apagão da energia (afinal, alguns segmentos, como o alumínio, estão vendendo energia e deixando de produzir), nos deixarão em situação ainda mais crítica.



    Romolo Ciuffo disse:
    14 de maio de 2014 às 16:32

    Análise competente, lúcida, que muito auxilia as EPP em suas decisões.



    Stalin Passos disse:
    18 de maio de 2014 às 11:34

    Ricardo….vc está de parabéns….deixou nua a pretensão da máfia petista em enganar o povo…análise séria da situação crítica nacional…



    luciano vasconcellos disse:
    23 de maio de 2014 às 12:28

    Análise super precisa.
    Os petistas de plantão dirão que nada disso procede, mas a realidade é dura. Estamos a beira de um colapso que quem quer que ganhe as eleições terá que administrar.



    Thiago Monteiro disse:
    26 de maio de 2014 às 21:19

    Os problemas apresentados, prefiro eu, analisar pela perspectiva mais sóbria, que é a que comunga com os fatos geradores mais do que indiretos e intrínsecos, mas sim, da moral, ou seja, a corrupção velada que degenera qualquer perspectiva de compreensão e análise econômica concreta. O favorecimento de um segmento da industria, o que gera suspeição, pelo que tudo indica,pelo investimento na última campanha e outros anacronismos do sistema político vigente…



    Walter Hagel Neto disse:
    26 de maio de 2014 às 23:33

    Ricardo,
    Quase desesperador ler seu artigo e saber que mesmo que tentemos mudar através das eleições que se aproximam, quem vier encontrará um cenário desses, caos total. Por outro lado muito exclarecedor que mudança é atitude são prementes nas nossas escolhas.



    Renato Toledo de Queiroz disse:
    2 de junho de 2014 às 20:15

    Ricardo, seu artigo é tão realista que não há como acreditar em qualquer promessa milagrosa deste governinho medíocre que poderá mudar este cenário de sua análise técnica, sem devaneios ou economiquês! Parabéns!



    Adriano disse:
    2 de junho de 2014 às 22:38

    Mais uma vez o psdb terá que reerguer a economia… Deja vu…



    Ricardo Marcel Huescar disse:
    2 de junho de 2014 às 23:28

    Assino embaixo do que disse a Maria Apareida Parmezani Pancracio. É o que penso que acontecerá nesse futuro sombrio que se apresenta para nós.



    Mario de Sampa disse:
    3 de junho de 2014 às 19:27

    Bom, vamos analisar de forma profunda e objetiva…. “tamo f….” e ponto.



    Eduardo Bellaguarda disse:
    4 de junho de 2014 às 15:08

    Caro Ricardo, educação é a palavra chave para salvar o Brasil..sempre tivemos muitos problemas e quase todos eles passam pela questão dos valores, princípios, que se formam e se disseminam através da educação. Temos que investir pesado nesse tema..com 30% de orçamento e não somente 10%…aí poderemos um dia sonhar com um Brasil realmente diferente. Antes de ser primeiro no futebol deveríamos cobrar da sociedade ser primeiro em educação, saúde, honestidade e patriotismo. O governo não tem culpa, a responsabilidade é da sociedade…se cada um fizer a sua parte o governo se torna secundário..um paliativo..temos que mudar a matriz econômica pela matriz dos bons princípios e valores.



    Luiz Guedes disse:
    5 de junho de 2014 às 8:26

    Caro Ricardo ,

    Sua análise foi perfeita . Sempre retransmito para alguns colegas no sentido de abrir algumas mentes que ainda acreditam nessa política atual e estão fechados para o futuro . Abraço e continue nos enviando suas análises.



    11 de junho de 2014 às 12:31

    Ricardo

    Seu artigo reforça pontos interessantes e racionais, o que é irracional é um país como o nosso não agregar valor a materia prima, não investir em educação de qualidade, educação financeira, pesquisa e desenvolvimento, em tecnologia e num momento como esse fotografado por vc de maneira clara, nossas industrias retraem o investimento e inovação. Um pais que gasta o que gastou em estadios e repudia a ditadura, deveria repensar o titulo de pais do futebol, pois desde a ditadura nunca mais se investiu em infraestrutura como naquela epoca e os militares morriam sem deixar fortunas, mas é claro que não queremos uma outra (…) Paramos no tempo e no espaço e dizem que era uma marolinha… todo tsunami começa com uma marolinha de 0,30 cm.

    Está na hora do povo brasileiro acordar e trocar o pão e circo, por filé e cultura.

    abraços



    Marco disse:
    24 de junho de 2014 às 9:57

    Enquanto isso, todo mundo comemorando o sucesso da copa, um evento maqueado com direito a feriados. Chegam a falar da eficiência dos aeroportos. Vamos ver depois da copa, pegar vôo aqui em Brasília na sexta a tarde.

    Depois da copa, a eleição. E o aumento da gasolina. Espero que o povo abra o olho. E o governo, nem sei o que dizer…



    ricardo disse:
    24 de junho de 2014 às 15:16

    Só queria saber aonde está esse CAOS que alguns falam, pois mesmo a classe mais pobre não vive chorando tanto,como muito que depois que LULA governou e distribuiu renda neste País melhorando a vida dos mais pobres, e da classe média que também melhorou de vida, mas infelizmente meia dúzia não consegue aceitar o Governo do PT, e fazem de tudo para que o Partido das ELITES, volte a ter o poder, o que não vai acontecer, pois apesar de muita gente falar que eles vivem de Bolsa Esmola o que não é verdade, A MAIORIA VOTA NO PT, pois sabe que pelo menos esse governo fez muito por eles, diferente do governo passado.



    Guilherme disse:
    4 de julho de 2014 às 16:07

    Essa taxa de desemprego de 5% nunca foi a verdadeira. O PT mudou o conceito de desemprego. Se o indivíduo prestou um serviço qualquer em um turno de um dia durante o mês não é considerado desempregado. Se recebe bolsa família, sem trabalhar, não é considerado desempregado. A situação é ainda pior do que relatam.



    Elizabeth Aquino disse:
    9 de julho de 2014 às 21:19

    Acredito sim que o Brasil teria um grande futuro, se a nossa constituição fosse mudada, esse seria o primeiro passo, mas levariamos ainda 50 anos para conseguirmos erguer nossas cabeças.
    O povo brasileiro é um povo bom, mas os que nos representam não estão nem ai para o povo.
    Querem fazer carreira rapida, encher os bolsos, comprar mansões, carrões, fazendas e ai vai tudo por àgua abaixo, o sonho do povo brasileiro nunca se realiza,ISSO É UMA VERGONHA.
    Moramos num país de terceiro mundo com custo de primeiro mundo, obrasileiro é patriota êle acredita quando êle vota.
    Só não esperava que: Em quem êle votou não fosse cumprir nada doque havia prometido, assim fica muito dificil.



    Marcos Xavier disse:
    14 de julho de 2014 às 0:39

    Não fosse catastrófico, melhor seria deixar a Dilma ganhar carregando toda a culpa pelos descaminhos do seu desgoverno e de sua incompetência gestora.
    Infelizmente, talvez o país não suporte mais 4 anos diante deste cenário futuro em mãos tão irresponsáveis.
    Corremos risco real de perder todas as conquistas destes 20 anos de plano Real!
    Melhor seria o pais ser governado por um conselho a altura da UTI a que fomos conduzidos.
    Juros exorbitantes, crescimento nulo, inflação em alta, impostos agióticos, baixa produtividade, infra-estrutura obsoleta, Estado com obesidade mórbida, corrupção endêmica em todas as esferas, criminalidade, assassinato de zona de gerra, calamidade pública nos hospitais, justiça ineficiente, enfim…
    Some a isso tudo um território com mais de 8.5 milhões de km2 e outro zilhão de fronteiras para a complexidade se potencializar exponencialmente.
    Diagnosticado o óbvio, aonde estão as propostas?
    Quem conduzirá o país e qual o plano para atravessarmos a tormento e mudar de vez o rumo tomado?
    Terá coragem e o apoio para medidas necessárias no modelo atual?
    Será que o país tem em seu quadro político protagonista com tal capacidade?
    Vamos aguardar e torcer para que Ricardo não esteja tão certo desta vez…



    Kelvi disse:
    3 de agosto de 2014 às 15:47

    É muito simples Ricardo Amorim, se acha mesmo que esse cenário irá se concretizar então, em linguagem de bolsa, “shorteia” e corra pro abraço.

    Abra posição vendida e lucre horrores.



    Bruno disse:
    19 de agosto de 2014 às 13:08

    A Taxa de desemprego do Brasil é mais de 30%, o PT enganou o povo dizendo que é 5% só para tentar se manter no poder.



    Jair marchini disse:
    29 de agosto de 2014 às 23:36

    No período Lula ele ainda tinha o poder da comunicação, mas com Dilma sentimos uma dificuldade de explicar ou de não saber mesmo o que está falando.



    arlindo lemes disse:
    4 de outubro de 2014 às 15:02

    já era de se esperar uma crise mundial, pois as dividas da ultima crise não foram pagas e nem serão.

    no Brasil, vamos precisar de um choque de credibilidade,pois nossos vizinhos inclusive estão dando calotes no mundo.

    os juros aqui no Brasil ,são simplesmente juros de agiotas perante o mundo.



    Marcio Pinheiro disse:
    4 de outubro de 2014 às 16:15

    O nosso governo não é transparente. Todo governo comete enganos, mas isso é transparente. Não entendo porque até hoje não foi feita a Reforma Agrária. Talvez para crirar um outro grupo político: MST? Até hoje não foi feita a reforma política? Quando morei nos Estados Unidos eu sabia quem eram meus representantes no governo municipal, estadual e federal e correspondia com eles ( sem nunca deixa de ter uma resposta). Aqui eu nem sei em quem votar deputado federal ou senador.
    Como participar?



    José disse:
    4 de outubro de 2014 às 22:02

    Concordo com o Macelo do Vale Nunes. O Brasil tem que aplicar de fato um sistema federalista e o voto distritalo. Assim como nos EUA, os estados deveriam ter mais autonomia e não tem sentido Brasília ficar com 70% da arrecadação de tributos! Veja que a Região Sudeste tem menos representantes por habitante.



    Jorge Bueno Croffi disse:
    5 de outubro de 2014 às 12:34

    Só lamento que sai presidente e entra presidente nenhum deles apresentou um plano de reforma efetiva para a saúde e educação públicas…..Não será diferente nos próximos 4 anos.Continuaremos o país dos insumos, sem capital intelectual e no mesmo modelo econômico: associado dependente e periférico.



    Valzinha disse:
    17 de outubro de 2014 às 22:11

    Olá Ricardo, primeiro eu gostaria de dizer que adoro sua participação no Manhathan Connection. Não sou muito politizada, mas me esforço para entender o cenário político brasileiro e mundial. Sua contribuição é extremamente valiosa e quem dera todos os brasileiros pudessem ler suas publicações e entende-las, mas infelizmente estamos muito longe disto. Depois das eleições e durante muito tempo, vamos ouvir milhares de pessoas iletradas e ignorantes falar barbaridades do governo de Aécio (torço pela vitória dele), porque não conseguem entender que não se tira o país do buraco de um dia para o outro e que uma mudança urgente de governo se faz necessária para retomarmos aos poucos e muito lentamente a o crescimento em todos as áreas.
    Aproveito para mencionar que tenho um carisma muito grande por você e o pessoal do programa jornalístico já citado e desejo bastante sucesso a todos. Mais uma vez obrigada pela dedicação em nos fornecer jornalismo de real qualidade. Grande abraço!



    Marco Antônio Botelho disse:
    22 de outubro de 2014 às 15:33

    Ótimo artigo Ricardo!
    Vale observar que foi escrito em abril e mesmo retratando um cenário bastante agudo fica evidente como a situação da nossa economia se agravou.
    Agora entre outras coisas nos resta tentar “treinar nosso dragãozinho” e arrumar um bocadinho a bagunça da nossa casa.
    Um abraço.



    carlito lopes de brito disse:
    5 de fevereiro de 2015 às 20:36

    anteviu tudo



    Fernando Augusto pães disse:
    15 de fevereiro de 2015 às 19:31

    Você está um pouco ameno. Criei-o que a história será escota de forma mais drástica, face ao acúmulo de vícios e incoerências na administração federal , em rota de esfacelamento e desequilíbrio.



    Pedro disse:
    8 de maio de 2015 às 10:33

    E pelo visto continuaremos por muito tempo com esta Herança maldita.



    24 de agosto de 2015 às 17:48

    Muito interessante. Irei levar essa reportagem para debater hoje na faculdade.



    25 de outubro de 2015 às 8:58

    As questões aqui pontuadas são fato. Mostram-se evidentes e irrefutáveis.
    Lamentável é que apesar da crise econômica advinda do desgoverno, do despreparo e ineficiência…vemos a grande massa silente com a corrupção!!!



    Cris Lopes disse:
    23 de janeiro de 2016 às 8:20

    Essa herança maldita não quer nos largar… Olha que vc falou isso em 2014 e de lá pra cá, “nada mudou”. Leo Jaime já dizia isso…



Deixe seu comentário

Acompanhe Ricardo Amorim na mídia
Istoe

Artigos do Ricardo Amorim
/ LEIA

Manhattan Connection

Desde 2003, Ricardo é apresentador do Manhattan Connection, atualmente no canal Globo News
/ VEJA

Radio Eldorado

A economia pode ser um agente poderoso de transformação
/ CURTA


Opinião de Ricardo Amorim - Economista Independente