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#TemJeitoSim

postado em Artigos


03/2015

Revista IstoÉ

Por Ricardo Amorim

 

Tem-Jeito-Sim---Artigo-Istoe-2015-03-19---Twitter

 

Corrupção, impunidade e impotência frente aos desmandos dos poderosos têm levado cada vez mais brasileiros a deixarem o país. Os que ficam lamentam-se que iriam também se tivessem a chance. “O Brasil não tem mais jeito” dizem uns a boca pequena, outros aos gritos.

 
A crise econômica é séria, mas não é a responsável por tanta desesperança. A desolação é consequência de nossa crise moral. O Brasil já enfrentou e superou muitas crises econômicas e, mais cedo ou mais tarde, superará esta também. Já a sensação de que o Estado, nos mais diversos níveis, foi usurpado por quadrilhas que o usam como um meio para servir a interesses próprios é muito mais grave e perniciosa. A própria razão de ser do Estado democrático – servir à sociedade – foi deturpada. Pior, estes grupos nos roubaram o orgulho de sermos brasileiros e a fé em nosso próprio país. Na visão de muitos, o Brasil voltou, em poucos anos, do país em que o futuro parecia estar chegando ao país sem solução, eternamente condenado ao fracasso.
 
É fácil entender a desilusão. A Presidente reeleita comandava o Conselho de Administração da Petrobras no maior caso de corrupção da história do planeta segundo o jornal New York Times. O Presidente da Câmara dos Deputados, o Presidente do Senado, dezenas de outros congressistas e até ex-ministros de Estado e governadores estão sob investigação judicial com fortes suspeitas de corrupção. O Judiciário, supostamente o último bastião da legalidade no país, está com sua credibilidade em cheque após o passeio de Porsche do juiz que investigava o caso Eike Batista, a injustificada voz de prisão dada por outro juiz à oficial de trânsito que cumpria sua função e parou-o em uma blitz, e as dúvidas quanto à imparcialidade do Supremo Tribunal Federal para julgar políticos envolvidos na Operação Lava-Jato.
 
Para piorar, enquanto o governo pede sacrifícios à população e aumenta impostos, o Congresso expande os benefícios dos congressistas e aumenta os salários da Presidente, ministros, juízes e os seus próprios. Não satisfeito, triplica os recursos para os partidos políticos. E ainda querem construir para uso próprio um palacete ao custo de mais de R$1 bilhão. Pois é, o país é rico.
 
Negar os problemas e desafios que o país vive seria, no mínimo, ingênuo. Igualmente ingênuo é considerar permanente uma situação com tantas fontes de instabilidade. A Operação Lava Jato abriu a caixa de Pandora. A delação premiada ligou o ventilador.
 
A sociedade reagiu, como evidencia a maior manifestação já vista no Brasil em quase 30 anos. As duas últimas mobilizações de proporções semelhantes resultaram na redemocratização do país e no impeachment de Collor. Desta vez, não ocorrerão transformações significativas na política brasileira? Improvável.
 
Aliás, a primeira mudança já ocorreu. Até recentemente, a Presidente negava a insatisfação popular, insultando a inteligência dos eleitores. Demorou, mas ela mudou de estratégia e agora reconhece que tem de ouvir os brados das ruas. Sábias palavras, mas muito mais importantes foram as ações. Finalmente, foram cumpridas as promessas de campanha de enviar ao Congresso um pacote de medidas para endurecer a legislação de combate à corrupção.
 
Ao contrário do que temem os pessimistas, esta situação política e econômica não apenas tem solução. Ela é a solução para a crise moral que vivemos. Sem uma crise de tamanhas proporções, dificilmente a sociedade brasileira se mobilizaria para mudar o país.
 
O Brasil tem jeito, sim. A crise é o jeito. Não é à toa que o ideograma chinês para crise e oportunidade é o mesmo. Sabedoria milenar…
 
Ricardo Amorim é apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes internacional e uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil segundo a Forbes Brasil.
 
Siga-o no Twitter: @ricamconsult.
 
 





    19 de março de 2015 às 20:57

    Sou sexagenário, aprecio história e tenho acompanhado muitas nações no globo, tanto em tempos de prosperidade bem como de crise.Não conheço uma sequer que fora redimida, sem remédio bem amargo e doloroso.O Brasil me parece anestesiado, pouco sensível para ser resgatado dessa balbúrdia. Empresários quietos, alguns coniventes, parlamento cúmplice do executivo, a grande maioria sem discernimento por falta de EDUCAÇÃO de verdade e assim por diante.
    Em suma, o tecido social apodreceu e a esperança de uma mudança eficaz e DURADOURA fica cada vez mais distante.
    Para o Brasil reformas “remendos” não adianta mais, ele precisa ser recriado.



    19 de março de 2015 às 22:17

    Acho que os dois “approaches” (“vazar fora” ou “ficar e resistir”) são válidos. Para algumas pessoas ainda pode ser jogo ficar, já que em seu segmento de atuação a própria crise pode estar abrindo oportunidades novas de trabalho e/ou de negócios, aqui e alí. Para outras, cujas carreiras são altamente globalizadas e existe relativa facilidade em recolocar-se no exterior (minha profissão – piloto de linha aérea – é talvez a mais emblemática, atualmente) e o ganho em dólar ou euros representa um salto em termos de rentabilidade e isenção(ou elisão)fiscal, seria até um erro não ir, desde que a condição pessoal/familiar o permita. Além disso, os movimentos migratórios de bons profissionais para o exterior – sejam temporários ou permanentes – ajudam a evitar a deterioração excessiva dos mercados de trabalho em época de crise por aqui. Atualmente, p.ex., nosso grande esforço – como profissional e como consultor aeronáutico – é assessorar o maior número possível de profissionais (pilotos, comissários, mecânicos, engenheiros, tecnólogos da área de logística aeroviária, controladores de tráfego aéreo etc) no sentido de posicioná-los no exterior, principalmente em mercados de alta demanda, como Ásia e Golfo Pérsico. Ajuda a carreira individual pelo ganho financeiro e pela aquisição de uma experiência diversificada, bem como auxilia aos que não querem ou não podem sair, pelo exugamento no mercado de trabalho aqui. No fim todos ganham e acho que o que falta a muitas categorias profissionais no Brasil é isso mesmo, mais intercâmbio com outros países, mais visão global, menos dependência dos mercados locais.



    Fabiao Vasconcelos disse:
    19 de março de 2015 às 23:16

    Eu gostaria de saber como sair desta crise e como pagar esta dívida se só o dinheiro para juros e amortização leva 1,356 trilhões . Nunca poderemos pagar o principal que é de 2,4 trilhões sem falar em 345 bilhões de dólares de dívida externa.Da mesma forma a Grécia não consegue sair das amarras de uma dívida que não consegue pagar Porque não seremos uma Grécia?



    Mônica disse:
    20 de março de 2015 às 8:32

    Muito bom ver um pouco de luz no meio de tanta escuridão.



    23 de março de 2015 às 8:52

    Apreciei esta matéria, da mesma forma que outras; grande abraco Ricardo



    Fernando Moura disse:
    23 de março de 2015 às 9:07

    Parabéns, pelo artigo .



    Ibaney Chasin disse:
    23 de março de 2015 às 9:14

    Ricardo!
    A crise moral não é, e jamais foi, o nosso problema social de fundo. O problema de fundo, no Brasil, é a incapacidade da elite econômica exercer seu papel de forma efetivamente capitalista, burguesa. Isto é, aqui, o dinheiro do Estado financia, fundamentalmente, o capital privado, que, incapaz de concorrência e eficiência produtiva, vive às custas do dinheiro público! Esse é o problema real!! Por isso o empresariado, de um modo geral, está calado: toda a esfera do poder econômico tem rabo preso neste cartório da corrupção. Daí, esse congresso que é o que é, esse judiciário que é uma caixa-preta amedrontadora, e a corrupção irrompendo como primeira-dama na vida de todos nós. Num país assim, a pobreza – material e espiritual – é um componente perene da vida, não uma característica passageira. A corrupção é subproduto, não o motor de indução. Ou nos tornamos capitalistas de verdade – e então o BNDES pára de sangrar dinheiro do nosso trabalho para “financiar” os donos econômicos do poder – ou sempre seremos corruptos!! A atual crise moral não nos levará a lugar nenhum!! A não ser a mais sofrimento e desilusão!



    23 de março de 2015 às 9:16

    Ricardo,
    Voce esta errado desta vz, o Brasil NÃO tem jeito. De crise em crise, chegou ao fundo do poço.
    O Brasi não supera as crises, engana seus analistas.
    Razões, veja algumas acima. Mesmo eu seu discurso esta escrito uma crise insuperavel.
    Como diz a piada, a terra é boa, mas você vê o pvovinho que Deus colocou aqui.
    Roberto



    Ibaney Chasin disse:
    23 de março de 2015 às 9:22

    A tempo: você já se perguntou, Ricardo, porque, em países de capitalismo atrasado, o Estado é, via de regra, gigante ou busca ser? Porque o capital não cumpre suas funções de investidor e proponente do desenvolvimento econômico e tecnológico!! Sem capitalista reais, o Estado assume funções econômicas, e então as portais da corrupção, inevitavelmente, se abrem, para não mais se fecharem! E assim será!



    Djalma Sutto de Carvalho disse:
    23 de março de 2015 às 9:30

    Precisamos parar de fazer acordos, ficar com o rabo preso.
    Precisamos de comando, pulso firme
    Tem jeito sim, eu acredito….



    Ari Kempenich disse:
    23 de março de 2015 às 9:31

    Ótimo artigo – resume bem o que ocorre no Brasil.

    Acho que a maior preocupação nesse momento deve ser a perda de pessoas com alto nível educacional – tenho visto e ouvido muito sobre a saída de pessoas que tentam a sorte em outros Países.

    Ari



    joao engelke disse:
    23 de março de 2015 às 10:25

    Como aceitar sacrifício ante tamanho descaso da classe política que não faz absolutamente nada?Como aceitar Aposentadoria integral com apenas dois mandatos.Como aceitar PIB negativo?Como aceitar Obras de Bilhões na Ilha do ditador? Saúde Pública sucateada?E ver a monstruosidade da PetroRoubalheira?



    23 de março de 2015 às 11:10

    Uma boa foto do momento! O Brasil só será uma boa nação quando deixar de desperdiçar, não temos água porque poluímos mais do que se renova. Não tem dinheiro porque os gastos públicos são meros desvios. Perdemos horas e muito dinheiro porque não temos sistemas viários e transportes descentes e gastamos fortunas com saúde e segurança porque não se faz o básico!! Este não será o Pais da Educação nem do Progresso enquanto for o Pais do Desperdício….inclusive de votos!!



    Ricardo Pereira disse:
    23 de março de 2015 às 11:46

    Muito boa a matéria, aliás, como sempre. Entretanto, não tenho visto reconhecidos economistas e analistas políticos aventarem sobre a possibilidade (real?) de o Brasil se tornar, por fim, uma nação comunista. Não querem falar sobre isso ou é algo totalmente improvável? Neste último caso, por que, com que bases?



    Natil Bado disse:
    23 de março de 2015 às 11:49

    Amigo Ricardo Amorim.

    Isso tudo é muito triste, pois somos um país que tem tudo de bom,mais o povo de o recado, o os governantes ,fazer as devidas mudanças,o o sangue vai correr, ai vai ficar mais difícil.

    Natil Bado.



    Lucila Pinto disse:
    23 de março de 2015 às 12:04

    Ricardo,
    apreciei seu artigo, lúcido, ponderado, realista e tem uma pitada de esperança.
    adoraria ver um artigo seu mais detalhado sobre as possibilidades favoráveis para o Brasil nesse momento de crise,
    segmentos que podem se beneficiar deste momento, como pequenas empresas podem fazer para sair da crise, pequenos varejos, empresas de serviços o que fazer pra não sucumbir a esta crise. são as perguntas que mais ouço das pessoas, e também gostaria de ver sua análise sobre isto, abraço, Lucila



    Luíza Gomes disse:
    23 de março de 2015 às 12:22

    Olá Ricardo mais uma o parabenizo por seus trabalhos q são mega importante pra um povo tão carente da certeza de um País melhor infelizmente! Não por mim mas a maioria da nação brasileira está sofrendo por danos corrupitos de a-y-z. Para sair dessa crise ao meu ver é com mta fé em Deus, força de vontade e estudar ou seja ter uma educação por menor q seja! Essa é a minha opinião até então!
    Obrigado pelo carinho da sua atenção!
    Bjks mil



    igor cornelsen disse:
    23 de março de 2015 às 12:32

    A corrupção é tolerada pelos nossos políticos por termos um sistema caríssimo de partidos e de eleições.
    Se os brasileiros não mudarem nosso sistema político nada vai mudar.
    Para reduzir os custos das eleições precisamos ter cláusula de barreira a partidos sem voto, sistema distrital misto, para que cada eleitor saiba quem é o seu representante no Congresso, e parlamentarismo para acabar com as caríssimas eleições para presidente, governadores e prefeitos. No parlamentarismo o líder do maior partido forma o governo. Incompetentes, aventureiros e loucos nunca chegam a líderes dos grandes partidos. Quando um governo não funciona o próprio parlamento o substitui, sem crise. Não é por outro motivo que as nações mais desenvolvidas tem quase todas parlamentarismo com voto distrital, e nenhuma tem o voto para deputado proporcional, distribuído por todo o estado, como o Brasil.
    Se não mudar o sistema, a corrupção continuará a ser necessária para financiar as eleições em todos os níveis. Não há milagre com este sistema, vai continuar a corrupção.



    Francisco (Chico) Whitaker disse:
    23 de março de 2015 às 13:16

    Estimado Ricardo
    Boa tarde
    Uma coisa me assusta
    Quando vamos ao supermercado estamos pagando impostos em absolutamente todos os produtos que compramos
    O que acontece com essa dinheirama que não é pouco???
    e eu com quase 75 anos de idade ganho um salario minimo de aposentadoria
    “QUE BRASIL É ESSE”
    Forte abraço
    Francisco Whitaker



    Rainaldo Ramirez disse:
    23 de março de 2015 às 13:37

    Excelentes observações sobre a crise moral e a desesperança, motivadas pela histórica corrupção de boa parte dos políticos e alguns empresários. Também acredito que estejamos diante de uma grande oportunidade. Pena que as investigações recaiam quase exclusivamente sobre os desatinos do governo federal, embora comecem a olhar agora também para as manobras dos governos estaduais, como agora surge a denúncia dos trens do Metro, mas deveriam se estender essa vigilância sobre os 8.000 municípios brasileiros, onde o conluio dos prefeitos e vereadores unem todos na mesma missa, onde rezam os empresários locais, que os financiam, mas evidentemente nada confessam à imprensa. Faltou também incluir nesse pacote de motivos desalentadores os 20 bilhões remetidos para fora da nossa economia entre 2006 e 2007, época em o Brasil caminhava bem, e não havia grande motivo para deixar o país, pelo menos não em função do andar da carruagem econômica. Alguém saberia estimar quanto dinheiro poderá ter sido enviado para fora da nossa economia nos últimos 10 anos, somando outros canais de remessa e outros paraísos fiscais? É, como dizem, a madre superiora só ganha santinho.



    Flavia Valentim disse:
    23 de março de 2015 às 13:51

    Muito oportuna a sua consideração. Mas… As medidas enviadas são pequenas e não traduzem a realidade do tamanho dessa corrupção que tomou conta do país de forma “sistemica” com esse partido. Partido que “aparentemente” foi eleito justamente pelas propostas de eliminar os que eles mesmos chamam de “mal feitos”. O que resta ao povo sem uma liderança HONESTA e FORTE inexistente hoje, aliás, como há muito tempo já, neste nosso pobre país rico.



    Carlos Felipe disse:
    23 de março de 2015 às 14:20

    Muito correto e muito perceptivo. Irão acusá-lo de parceiro da crise,m de pessimismo, ao dizer que a crise é a solução. Mas issto é muito verdadeiro, como muitos sociólogos já comprovaram que certas sociedades (drifting societies) só reagem quando tem uma crise diante de si. Parabéns.



    Silvania disse:
    23 de março de 2015 às 14:31

    Não entendo de muitas coisas, porém, os surdos, mudos e cegos já entenderam. Ontem assisti conexão repórter com minha filha e baixou uma tristeza no ar.Ela me disse que quer ser criança pra sempre. eu respondi que também gostaria, pois não me preocuparia com nada que diz respeito a esse chiqueiro chamado Brasil e nem com os porcos e suas mansões.



    Exercícios disse:
    23 de março de 2015 às 16:55

    Essa crise na Petrobras é triste demais.



    Rinaldo Matos disse:
    23 de março de 2015 às 18:55

    Excelente artigo. Crise econômica agrega esforços mas crise moral tira toda a esperança.



    Marcus Sarkis disse:
    23 de março de 2015 às 20:20

    Eu queria ver o Ricardo Amorim sentado com o Felipe Miranda da Empiricus. Duas visões bem extremas do mesmo Brasil



    24 de março de 2015 às 17:11

    aprendi deste muito cedo em minha casa de que porco quando não está acostumado com a lavagem, quando come se lambuza, assim aconteceu com o PT, quiseram roubar tudo de uma só vez. A nossa presidenta deveria também ter aprendido um ditado antigo que fala mais ou menos assim: quem com porco se mistura merda come…fica a dica para a petralhada que patrulham tudo nas redes sociais…



    Sandro disse:
    25 de março de 2015 às 17:59

    Concordo que a maior crise que enfrentamos no Brasil é a crise moral. Lamentavelmente não vejo a luz no fim do túnel. Tenho a impressão de estar num mar de lama e podridão e pior: há tanta, mas TANTA corrupção no país, que não há nem tanta gente para investigar e punir os crimes cometidos pela classe política. Desta forma, é fácil roubar e cometer mais falcatruas…. um trabalho de Sisiphus.
    Foi o que me levou a voltar pra Europa… a total descrença de que este país venha a ser solo para criar meus filhos com tranquilidade e segurança.
    O país já virou Terra de Ninguém – uma pena.



    haroldo magalhãe elias disse:
    25 de março de 2015 às 20:57

    Duas observações: o ideograma chinês para CRISE é a junção de PERIGO e OPORTUNIDADE. Os dois andam juntos, e devemos ser sábios para atentar ao perigo e aproveitar a oportunidade.
    Em segundo lugar, o pacote anticorrupção da Dilma é CTRL C CTRL V do pacote do Lula em 2005. Ou seja, mais do mesmo…



    Antonia disse:
    29 de março de 2015 às 21:23

    Ricardo, voce deve estar morando ha muito tempo fora. O clima aqui esta pesadissimo. E ninguem ve saida. Ninguem sabe o que vai acontecer. Estamos nas maos de terroristas, e desarmados. Essa e a verdade. O resto e conversa.



    29 de março de 2015 às 22:44

    Com tantos anos de U.S eu tenho um desejo ardente em voltar ao meu pais, mas diante da triste realidade do Brasil, eu acredito que acabarei os meus dias distante da minha terra e dos meus entes queridos.



    9 de abril de 2015 às 17:47

    lustre articulista, com relação a crise cuja evidencia só salta aos olhos dos que governam por não querer largar os ossos, pois para diminuirmos suas consequências deveríamos diminuir enormemente o peso do estado. Não poderíamos gastar com nossos legisladores mais que 10 salários mínimos mensais como acontece nos EUA por exemplo.
    Sendo assim nossos vereadores jamais seriam regiamente pagos como em todos os municípios. Estes são os principais tópicos das propostas do partido dos dez salários mínimos que estamos implantando. Gostaria de discutir isto pessoalmente com você. atividade



    Flávia Cohen disse:
    17 de abril de 2015 às 15:58

    Precisamos estar atentos para não quebrarmos a cara, a situação está difícil em todo o país, jamais imaginei que iria ficar do jeito que está.



    Fabiola disse:
    21 de abril de 2015 às 3:25

    É lamentável a situação que nosso país enfrenta de fato! pior que os governantes são escolhidos por nós.



    Luiz Fernando disse:
    21 de abril de 2015 às 11:21

    O brasileiro teima em colocar a culpa nos políticos e nos governantes. A culpa é nossa! Nós só berramos quando o cinto aperta muito, mas convivemos pacificamente com ele justo. Enquanto a corrupção e a bandidagem não chegarem à minha casa e não mexerem no meu bolso está tudo bem… Não tem jeito! O brasileiro na sua essência, fora exceções, é safado sim. Isso está no sangue. O trabalhador acorda às 3 da manhã, pega 3 ônibus para chegar ao trabalho, rala feito um condenado. Tadinho! Pergunta a ele se não gostaria de ter uma bolsa esmola dessas e ganhar um dinheiro sem ter que trabalhar. Isso é corrupção! Safadeza! Outro dia vi uma moça na fila do banco, de seus 18 ou 19 acórdãos reclamando que trabalha muito. De repente disse para a amiga: …ano que vem vou “meter” um filho pra parar de trabalhar e ficar só na bolsa…
    Espetacular, não? Adivinhem em que um tipo de pessoa como essa vota? Me digam se ela quer mudar alguma coisa? É um problema de educação, mas ninguém se deu conta de que não se trata da educação dos nossos filhos, das crianças, mas sim dos pais, dos adultos. Enquanto o cidadão não tomar vergonha na cara, vai criar seu filho do mesmo jeito. Isso nunca vai mudar! Temos que criar escolas de civilidade e consciência política e social para o brasileiro adulto, que é cúmplice de toda essa bandalha que tomou conta deste miserável país!



    Afonso Magalhães disse:
    21 de abril de 2015 às 22:05

    Os fanáticos cegos, pois somente sendo totalmente cegos ou levarem alguma vantagem para, ainda agora, defender essa quadrilha sob a sigla de um partido! Não tem e nunca teve na história do Brasil, tamanha roubalheira como nesses 12 anos de PT! Não têm precedentes que justifiquem tal roubalheira e incompetência que presenciamos desanimando todas as pessoas de bem, que presam a ética e moral. Infelizmente, não vemos nada, com exceção de poucos políticos, muito poucos mesmo se rebelando contra tudo isso. As cabeças do PSDB, que saiu da eleição com o respaldo de 50 milhões de votos, não usa essa força. Parece que quer mais que o circo realmente acabe de incendiar, pois fogo já pegou faz tempo, para se beneficiar em 2018.
    Realmente, está muito difícil se ter esperança! Já estamos cansados desses canalhas! E se não consertamos a crise moral, não teremos credibilidade para acabar com a crise econômica!



    Rachel disse:
    27 de abril de 2015 às 19:43

    A crise moral é mais devastadora que a econômica porque deixa o povo exaurido, sem a possibilidade da esperança , a mola propulsora dos sonhos, das realizações, da vontade de evoluir. Nos jovens é mais avassaladora ainda, a crença no país, no futuro, se esvai meio a tantos desacertos, arrogância, irresponsabilidades. Em todos os níveis de poder as falcatruas prosperam. A pergunta é: quem dará um basta nessa falta de limites?



    Joao disse:
    2 de maio de 2015 às 17:03

    Excelente!
    O problema de tudo é a impunidade com os políticos e partidos que nada sofrem. Até o STF tá contaminado. Aí é de perder as esperanças, infelizmente.



    Júlio Ricardo Silveira disse:
    3 de maio de 2015 às 12:49

    Ricardo,
    Não acredito que se tenha uma solução. O problema é embrionário, é a história do cachorro correndo atrás do rabo. Infelizmente, podemos a ter algumas melhoras, mas de resto não passaremos de país do futuro.



    Cristian disse:
    3 de maio de 2015 às 21:39

    Prezado Ricardo, respeito o seu trabalho e suas opiniões, sempre muito bem embasadas e com um racional sólido. No entanto, acreditar que o Brasil “tem jeito sim”, na minha opinião, é só para os que têm muita fé e/ou são apaixonados. Você bem sabe o quanto é difícil mudar uma cultura empresarial. O fundo 3G, por exemplo, domina o tema. Mas para ser bem sucedido, compra o controle da empresa, demite vários executivos do 1o e 2o escalões, enche sua base de jovens trainees “adestrados” e “com fome” e muda o sistema de remuneração, dentre outras coisas. Por outro lado, mudar a cultura de empresas sem dono, que mudam de CEO a cada 5 anos e cujos acionistas são, em boa medida, muito pouco educados, parece-me uma tarefa quase impossível ou, pelo menos, trata-se de uma tarefa muito mais difícil e demorada. Como dar jeito em um país parecido com a empresa sem dono? Como mudar um país cuja Constituição prevê um Estado assistencialista, cuja boa parte de suas receitas vão para o custeio do Elefante Rosa? Brasilia é a cidade com a maior rende per capta do país! Será que é porque tem um avançado setor financeiro? Trata-se de um governo gordo, ineficiente e que não para de comer nossos impostos. Não sobra nada para investimentos. Crescimentos de 4% a 5% ao ano demandariam investimentos da ordem de 22% a 24% do PIB. Alguma vez isto já aconteceu? Nunca! Podemos até ter esperança, porque esperança é da natureza humana e é o que nos move. O problema é quando a realidade e a matemática insistem em contrariar a nossa esperança!



    celi disse:
    12 de maio de 2015 às 23:44

    Ricardo, sou uma cidadã brasileira, micro empresária, estou sentindo nos ossos os custos para manter minha empresa em dia, vejo as reportagens diariamente sobre os absurdos que vem acontecendo, e o que sinto é uma sensação de impotência misturada com desânimo e revolta, as coisas acontecem, são mostradas, evidenciadas, e morre aí, a justiça perdeu sua identidade, fazem as leis conforme seus interesses, olho para cada um destes politicos e fico me perguntando: existe alguém que preste? Não vejo perspectivas positivas, parece que o Brasil entrou num caminho sem volta, não tenho mais esperança.



    Raiada Ferreira de Jesus disse:
    17 de maio de 2015 às 3:13

    Ricardo, gostei imensamente do seu post….mas me diga lá, por favor. Por que votamos em políticos, se são “todos” corruptos? Basta começar pela história do Porsche e ir até uma cidadezinha onde o prefeito expulsa os próprios produtores rurais de toda uma vida de uma praça dando lugar a construção de uma igreja Deus lá sabe pra quem, mas a cidad sabe…..Só que NINGUÉM fala nada, por que será? Portanto o nosso maior problema é mesmo educação. Ou será o capitalismo que está se vendendo financiando a própria CORRUPCAO?



    Rafael disse:
    17 de maio de 2015 às 19:28

    Tem jeito sim… Sabe qual é… Deixar explodir…
    Quem for trabalhador vai se virar… O resto… Que vá pelos ares…
    O problema do Brasil é o povo brasileiro…
    Quando digo povo é o que corresponde a mais de 50% da população…
    Nego quer mamar… Quer ir pra praia, pro churrasco e pra festa… Comer caviar e tomar champanhe…
    Trabalhar meu amigo… Duro e diariamente… São poucos…
    Tem mais é que ter uma crise sem precedentes…
    Pra levar a merda pro seu devido lugar…



    Conceição Silva de Carvalho disse:
    17 de maio de 2015 às 21:25

    Muito bom.



    Clovis Manuel Borkert disse:
    18 de maio de 2015 às 0:25

    O problema é que o PT , juntamente com PMDB e PP impregnaram todas instituições no Brasil , como um câncer em estágio 4 ,com metástases , Petrobras , Correis BB ,CEF , até os planos de previdência privada das estatais, STF , STJ e todo judiciário. , assim não temos mais esperança . Colocar na Prisão não é castigo.
    Justiça seria retornar aos cofres públicos a maior parte do dinheiro desviado , roubado. E também confiscar todos os bens imóveis e moveis de todos envolvidos. Como isto nunca vai acontecer, a impunidade e o mal venceram ! Portanto não hå esperança .



    Alessandra Vargas disse:
    26 de maio de 2015 às 18:31

    Eu li toda a matéria, inclusive boa parte dos comentários, e gostaria de dizer que concordo com o autor. A crise moral na verdade é a causa primeira da crise econômica/politica. Enquanto, a lei do menor esforço for premiada com bolsa alguma coisa, enquanto formos corruptos, nada mudará. Todo mundo reclama, mas não precisa ser político para ter um cargo no serviço público para não fazer nada… A quem queremos enganar? Um funcionalismo inchado e iniciativa privada cúmplice…Um país de impunidade pura e simplesmente…Será que tem jeito??



    Carlos Areia disse:
    5 de julho de 2015 às 23:07

    Acredito que a hora é de levantar a cabeça e reinventar o Brasil que queremos. Nosso País hoje é simplesmente o melhor lugar do mundo para se viver – isso em relação ao nosso Clima tropical e estabilidade geopolítica (sem riscos de guerras ou terrorismo). Qualquer empresário sabe que o Brasil e a América Latina são mercados ainda inexplorados em certos nichos – e isso traz oportunidades fantásticas para os negócios.

    Por isso – concordo com o Autor – Tem Jeito Sim – é hora de arregacar as mangas e colocar ordem no nosso País. Não pode faltar vontade!



    Fabiao Vasconcelos disse:
    28 de agosto de 2015 às 7:03

    A meu ver precisamos parar de nos queixar, abandonar esta posição de permanente lamúria. Cada um de nós agora deveria emitir ideias ,sugestões de como melhorar, como resolver, nossos problemas. Temos que criar uma agenda de soluções, temos que propor políticas alternativas aos desmandos que nos afligem.Eu vou começar emitindo minha ideia de solução para o campo econômico. Com uma arrecadação de cerca de 38% não há como aumentar mais a receita. Estamos no limite.Pra mim, só resta um caminho para superarmos esta crise. Cortar drasticamente as despezas do governo . E minha sugestão é: 1) Cortar pelo menos 20 ministérios. 2) cortar 22000 cargos comissionados 3) Fazer uma auditoria da dívida a exemplo que fez o Equador, que conseguiu uma redução de cerca de 60% de sua dívida.Estudos detalhados feitos com muita seriedade na França, mostram que estas dívidas são pelo menos 60% irregulares, não devidos, ilegítima. Penso que assim daremos um grande passo no sentido de resolvermos esta crise. Devemos agir rápido, porque ela não para de crescer tem que ser estancada



    Luiz Alberto Simões disse:
    19 de novembro de 2015 às 19:39

    Ricardo Amorim retratou muito bem a crise moral. Dissertou com propriedade os desmandos. Mas acabou sua coluna com um “tem jeito” meio sem jeito.
    Já foi o tempo em que se alicerçar em receitas Chinesas eram o caminho da solução.
    A crise não é solução. O atual panorama político, social e econômico só terá mudanças com uma radical transformação de governabilidade. Aumenta cada vez mais a consciência que chegamos ao fundo do poço, e que com esta nossa “democracia tupiniquim” não chegaremos a lugar algum. A corrupção está no DNA do brasileiro. Não temos lideranças políticas que façam uma oposição real. Os que se dizem partidos de oposição, se mostram oportunistas, demagogos e tão corruptos quanto os que estão no poder. Solução? Infelizmente é passar a borracha e começar tudo novamente por caminhos já trilhados e hoje contestados pelo poder.



    Jessica Lara disse:
    16 de abril de 2016 às 14:33

    sera que a crise é mesmo a solução,acho que a solução seria a transformação no governo.



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