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Terceirização: causas e consequências

postado em Artigos


05/2015

Revista IstoÉ

Por Ricardo Amorim

 

Terceirizacao-Causas-e-Consequencias-2015-05

 
No Brasil, temos o hábito de atacar as consequências, não as causas dos problemas. Criamos o Bolsa-Família para combater a miséria, mas não garantimos educação básica de qualidade a todos. Para impedir que a indústria nacional seja esmagada, taxamos as importações, ao invés de baratearmos os nossos produtos. Para combater a inflação, o governo represa tarifas públicas, em lugar de acabar de desindexar nossa economia.
 
Com a terceirização não é diferente. O objetivo é gerar ganhos de eficiência que reduzam custos de produção. Isto é possível porque a nova empresa, aquela que se dedica exclusivamente ao serviço terceirizado, torna-se mais eficiente e pode atender novos clientes com funcionários que antes ficavam parcialmente ociosos. Especialização e escala geram eficiência e desenvolvimento.
 
Por exemplo, as agências de publicidade, que já existem há mais de um século no Brasil, são frutos da terceirização. Antes de serem criadas, cada empresa que quisesse anunciar tinha que criar, produzir e planejar a mídia com sua própria equipe. Poucos podiam ter profissionais dedicados à função, o resultado era amador.
 
No Brasil, os críticos da terceirização alegam que ela fragilizará os trabalhadores, colocando em risco seus direitos trabalhistas. Temem que ela crie uma subclasse de trabalhadores com menos direitos que os demais. Acreditam que com a terceirização de atividades fins, recentemente aprovada pela Câmara dos Deputados, as empresas criadas serão menores e mais frágeis. Se passarem por dificuldades financeiras, os direitos dos trabalhadores estarão em risco. Apesar da preocupação não ser de todo descabida, ela é míope.
 
De fato, inicialmente, novas empresas menores serão criadas. Ao longo do tempo, porém, elas poderão atender novos clientes, crescer e gerar um volume de negócios maior, pagando a seus funcionários mais do que recebiam antes, como aconteceu no caso citado das agências de publicidade.
 
Além disso, já existem duas classes de trabalhadores no Brasil, uma com todos os direitos trabalhistas, outra sem nenhum direito. Hoje, o grupo dos trabalhadores informais representa quase metade da mão de obra ativa. Até poucos anos atrás, era mais da metade. Com a recessão desde o ano passado, mais trabalhadores estão perdendo o emprego e parte deles indo para a informalidade. Com a terceirização também de atividades fins as empresas podem reduzir seus custos, e assim demitirão menos funcionários.
 
Outro fator é o que no jargão empresarial é chamado de passivo trabalhista. Em uma tentativa de fazer justiça social, não raro a Justiça do Trabalho ignora a lei e julga segundo a força financeira das partes. Mesmo que a empresa tenha cumprido suas obrigações legais, os juízes dão ganho de causa ao trabalhador por acreditarem que a empresa tem condições financeiras de pagar. Ao transferirem este risco para a nova empresa terceirizada, as empresas reduzem seus custos, e o custo dos seus produtos. Isso é bom não só para o trabalhador que não perde o emprego, mas para todos os consumidores brasileiros.
 
E por que, no Brasil, a informalidade no mercado de trabalho é tão grande, tornando a terceirização mais importante? Porque impostos e direitos trabalhistas maiores geram custos maiores para empregadores e empregados. Para cada R$ 1,00 que o trabalhador formal recebe, o patrão paga R$ 2,00. Isto leva muitas empresas e empregados a optarem pela informalidade, reduzindo o que o patrão paga e, ao mesmo tempo, aumentando o que o funcionário ganha. Se você pudesse optar entre férias remuneradas, adicional de férias, 13o salário, FGTS, multa rescisória, etc. e em troca ganhasse o dobro a partir de amanhã, o que preferiria? Parte dos trabalhadores informais faz exatamente esta escolha.
 
Ricardo Amorim é apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes internacional e uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil segundo a Forbes Brasil.
 
Siga-o no Twitter: @ricamconsult.
 
 





    adriana disse:
    15 de maio de 2015 às 20:46

    Que análise estranha. Quer dizer que tudo bem juízes trabalhistas transferirem o ‘ônus’ para a empresa terceirizada? Não concordo com a quantidade de tributos incidentes em questões trabalhistas, mas sério? Trabalhar sem férias..sei não….



    Antonio Campos disse:
    16 de maio de 2015 às 3:38

    Creio que o nobre economista como conhecedor do Direito do Trabalho pernanece sendo um grande economista, obviamente que a terceirização trará consequências maléficas aos trabalhadores, ela a princípio tira do funcionário terceirizado a possibilidade de ascender na empresa, o terceirizado jamais trará consigo a filosofia da empresa contratante e seus princípios, isso trará meleficios a produção, imaginem um colégio por exemplo de cunho Cristão com professor ateu terceirizado ou mesmo um jogador de futebol atuando para mais de um time, tudo isso é viável com esse projeto de terceirização. Ademais as Convenções da OIT que foram recepcionadas pelo Brasil vedam a terceirização em atividade-fim a exemplo da número 100, se isso não fosse suficiente, é sabido por V.Sas. que com a aprovação dessa medida haverá o esvaziamento do trabalho celetista com a criação de cooperativas e empresários individuais que atuaram nos mais diversos ramos e atividades dentro de uma organização, como principal consequência isso trará prejuízos incalculáveis à previdência e ao FGTS, prejudicando programas habitacionais entre outros.



    Karla Albuquerque disse:
    16 de maio de 2015 às 9:27

    O problema é que esse valor, que deixa de ser gasto, nunca será repassado ao trabalhador.



    Tiago Maniero disse:
    16 de maio de 2015 às 9:51

    Ricardo,
    Compartilho da visão sobre terceirização e vejo muita gente que não consegue analisar a questão talvez por nem parar para pensar, apenas se prendem ao paradigma.
    Tenho uma dúvida burra, mas que não acho resposta. Por que no Brasil se paga tão pouco? Há essa disparidade de salários tão grande. Abraço.



    josé roberto aves disse:
    16 de maio de 2015 às 10:07

    Uma passada por assuntos que deveriam sim geral debates e debates até que se encontra-se um bom caminho a ser trilhado.
    PS: Com sua licença, quando se refere a : crie uma subclasse de trabalhadores com menos direitos que os demais; lhe digo que entre outras existe uma que é legal e abandonada em caráter de direitos, ou seja a classe dos corretores de imóveis, o que gostaria de ver em seus comentários, ai esta uma sugestão de pauta.No que agradeço.



    João Vitor disse:
    16 de maio de 2015 às 10:55

    Meu caro Ricardo, sou um leitor assíduo dos seus textos e, como a terceirização é o assunto trabalhista mais falado, estava esperando o seu posicionamento.Gostaria que vc comentasse os dados que afirmam que o trabalhador terceirizado ganha até 27% menos que o regular, o que confronta seu texto, o qual afirma que os trabalhadores passariam a ganhar até mais com a terceirização. E os dados referentes aos acidentes de trabalho, o qual afirma que os trabalhadores terceirizados sofrem mais acidentes de trabalho do que os regulares? O que falar sobre isso?



    Airton Donini disse:
    16 de maio de 2015 às 12:42

    O seu pensamento é perfeito o problema como tudo no Brasil, é a desonestidade das empresas,o que eu no ramo em que trabalho,mtalurgica em SP, são históriaS de empresas que fecham do nada ñ pagando sequer os dias trabalhadoS,contratos fraude dos é por aí vai,por isso este tipo de serviço é tão combatido.



    Jose A Santos disse:
    17 de maio de 2015 às 9:35

    Parabéns Exm. Sr. Ricardo Amorim. O texto diz tudo que é necessário para um desenvolvimento sustentável, e mostra onde estão as falhas atuais do sistema. Mas o que deixa uma certa indignação é que lá no planalto está cheio de intelectuais todos de olhos vendados.



    Eduardo disse:
    17 de maio de 2015 às 11:21

    Ricardo, os argumentos que você apontou são bons, mas não rebatem o cerne do projeto de lei, que é a possibilidade de terceirizar a atividade-fim da empresa. Se a empresa terceiriza sua atividade-fim, qual é a razão de sua existência? Qual o motivo para terceirizar, senão não para fugir da legislação trabalhista?
    A regulamentação da terceirização para atividades-meio e, em si, boa. O problema é para a atividade-fim.



    Márcio Hipólito disse:
    18 de maio de 2015 às 8:08

    Bom dia!

    Creio que a visão do Senhor sobre a terceirização está equivocada, pois dista da realidade prática vivenciada por trabalhadores terceirizados Brasil afora. Trabalho em uma empresa, onde os serviços de limpeza e conservação, vigilância, manutenção predial, motoristas, portaria, copeiragem, recepcionistas, etc, são terceirizados. O que vejo por aqui são trabalhadores que não raro recebem seus salários em atraso (mesmo minha empresa pagando pelos serviços sem atrasos), tem seus fgts não depositados pelas terceirizadas e quando precisam recorrer a algum direito devem procurar por seus “patrões” que, geralmente, ficam em outras cidades muito distantes da empresa onde trabalho. Os custos para o empresário estarão reduzidos obviamente, porque a mão-de-obra será mais barata. Fico triste de ver uma pessoa como o senhor defender isso.



    GUI BAMBERG disse:
    18 de maio de 2015 às 9:18

    Ricardo Amorim, como sempre conciso, simples e fundamental. Leitura obrigatóra.



    Renato avelar disse:
    18 de maio de 2015 às 9:19

    Ricardo , muito pontual e oportuna a materia. Nao obstante a loucura insana das leis trabalhistas ( claro que necessarias, mas nao como sao) somada a hipernormatizacao nos transforma num pais digno de ser o grande astro de uma tragicomedia pos moderna. Laisse faire , laisse passer( eh assim que escreve?) e deixa a mao de Adam Smith trabalhar no mercado!!!!



    Paulo Pazinato disse:
    18 de maio de 2015 às 9:50

    Acredito que com o passar do tempo, os trabalhadores serão profissionais liberais em todas as funções, (desde o copeiro até o Presidente de grande empresa).
    Isto se faz pela burocratização dos nossos governates patéticos.
    Se dizem gestores mas, não do quê? (“deles próprios”). Tenho 52 anos com pós graduação, e hoje tenho que sujeitar em atividade fora de minha área (Administrativa), no que valeu o estudo?? Obs. Vivo através de ajuda de familiares para a subexistência de minha, Absurdo!



    Olavo Machado disse:
    18 de maio de 2015 às 10:20

    As atividades-meio já terceirizadas, a meu ver, devem ser melhor regulamentadas pois mesmo essas geram um descontrole e as formas de contratação dos funcionários estão sujeitas a favorecimentos pessoais das autoridades da empresa que contrata a terceirizada. O que vemos são empresas que prestam os serviços terceirizados para o governo federal, por exemplo, “quebrando” de tempos em tempos, fechando e sendo substituídas por outras “novas”, que recontratam os trabalhadores da anterior e, mais adiante, quebram, e assim por diante.



    Carla Ruggeri disse:
    18 de maio de 2015 às 10:30

    Ricardo,
    Infelizmente a terceirização não desonera as empresas dos riscos trabalhistas uma vez que a empresa contratante é considerada co-responsável. Tanto que a nova legislação demanda que elas façam os recolhimentos dos encargos sociais dos funcionários terceirizados e descontem das NF a serem pagas às empresas de terceitização. E com o advento do ESocial, essa relação será ainda mais monitorada.
    Abs



    LUIZ OTÁVIO GUIMARÃES SILVA disse:
    18 de maio de 2015 às 10:31

    Acredito haver uma inversão para justificar a incompetência. Se nos propomos a criar alguma coisa temos que dimensionar os riscos que já é conhecido. Vejam o caso da água/energia e aposentadoria. Cito o exemplo da aposentadoria. Apos passar 35 anos contribuindo com 30% (dez meu e vinte da empresa) do meu salario para adquirir o direito de viver dignamente, sou obrigado a ouvir que existem muitos aposentados no Brasil criando um rombo nas contas publicas, como é noticiado pelas nossos meios de comunicação. O erro foi não saber administrar o dinheiro que eu paguei durante meus anos de contribuição. Má administração e desvios são o motivo real e não a quantidade de idosos. Se você é assaltado a culpa é sua por não ter tomado os devidos cuidados com seus pertences e não a falta de segurança publica. E por ai vai. Se falta dinheiro, porque temos 39 ministérios, por que temos que abrir mão dos nossos direitos por falta governança.



    marli eliane testolin disse:
    18 de maio de 2015 às 10:42

    Bom dia, eu acredito que a classe empresarial no Brasil deveria unir mais forças para mostrar a força que possue e as dificuldades em se “ser empresario” no brasil. Quanto aos trabalhadores e seus direitos, foram conquistados indo as ruas e gritando, e as empresas foram sendo sobrecarregadas de obrigações e sempre pagam e pagam. Esta lei das tercerizações tem varios fatores positivos para ambas as partes. Como o que prevalece são os direitos do trabalhador e receber e as empresas somente em pagar, está gerando resistencia.



    18 de maio de 2015 às 10:48

    Terceirizar, em geral, significa agilizar, reduzir custos, trabalhar com inteligência.A terceirização não interessa aos sindicatos e políticos populistas, ou seja,a quem não gosta de trabalhar.



    Cihgral disse:
    18 de maio de 2015 às 11:19

    Em resumo, na cultura brasileira terceirização implica no fato do diretor/gerente/funcionário/etc. abrir uma empresa em nome da esposa para executar o seu serviço; e assim, sucessivamente, em uma longa cadeia de “empresários” para um só trabalhador/executor.



    Alexandre disse:
    18 de maio de 2015 às 11:32

    Sugiro adaptar o site de forma que o texto possa ser lido com mais facilidade em celulares.



    MARCO ANTÕNIO CAMPOS BOTELHO disse:
    18 de maio de 2015 às 12:23

    Compartilho as idéias de Ricardo Amorim, penso que o primeiro direito e o mais importante para o trabalhador é o emprego. Em um país onde é necessário a criação de milhões de postos de trabalho devemos criar condições para que as empresas possam contratar a um custo justo na medida daquele que paga e o trabalho realizado. Garantir o emprego é assegurar o direito fundamental de todo trabalhador os demais benefícios devem ser percebidos como ganhos adicionais resultantes de uma economia estabilizada. Entender isso como precarização do trabalho é colocar o carro na frente dos bois, querer garantir benefícios extras ao trabalhador antes de assegurar-lhe o emprego.
    Um abraço.



    ADEMAR VENTURA DE OLIVEIRA disse:
    18 de maio de 2015 às 15:32

    No Brasil os interesses das grandes corporações e de grupos importantes sempre ditaram as regras, precisamos mudar urgentemente esse esquema que só favorece a interesses quase sempre escusos e na maioria das vezes em prejuízo do tão já sofrido povo brasileiro, precisamos de mais de artigos e opiniões como as do meu amigo Ricardo (somos ex- IBT) que nos mostram como as coisas no País poderiam ser diferente, basta vontade política. Eu ainda credito no Brasil!!MUDA BRASIL!! é isso ai Ricardo quebra tudo!



    Marcelo Aparecido de Valecio disse:
    18 de maio de 2015 às 16:10

    Um exemplo ilustra se a terceirização é boa ou não. O jornal O Globo recentemente demitiu seus jornalistas do caderno de veículos e os “recontratou” como pessoa jurídica. Ou seja, aplicou a terceirização mais comum: a da empresa de um homem só. O jornalista do Globo continuou ganhando o que ganhava, perdeu seus direitos trabalhistas e ainda tem de receber ordens do ex-patrão. Quem ganhou com essa medida?



    18 de maio de 2015 às 16:31

    Ninguém pode abrir mão de direitos trabalhistas, muitos mudarão de empregador e a vida segue.



    Sebastiao Gil disse:
    18 de maio de 2015 às 21:52

    Ola, sim os avanços sociais passam por este tipo de ajustes, o que todo mundo quer é diminuir despesas. Sou favoravel a esta legislação, pois resultará muitos avanços sociais, o que o governo esta deixando de fazer.



    Hugo Augusto disse:
    18 de maio de 2015 às 22:00

    Terceirização e algo que na minha opinião é injusto mas que deve acontecer. Veja as grandes obras publicas feitas são milhões de trabalhadores nelas a maioria não recebe não recebe R$ 2.000,00 em compensação a isso os lucros das empresas são astronômicos porque as obras custam milhões ou até bilhões.



    Cássio A. Lopes disse:
    19 de maio de 2015 às 8:40

    Críticos da terceirização alegam que está proposta tira dos trabalhadores benéficos importantes, mas se esquecem de que sem emprego não existe benefício algum. Se nada for feito para melhorar a competitividade de nossas empresas o que não teremos é emprego.



    francisco carlos moss disse:
    19 de maio de 2015 às 12:45

    As empresas sao criadas para gerar produtos os mais baratos possíveis para os consumidores, graças a concorrência. Nao sao criadas especificamente para criar empregos, apesar de os gerarem em grande quantidade. Empregos fazem parte do custo para se atender o fim almejado, mesmo que seja um ato administrativo público ou privado. Nem a estabilidade pública deveria existir. Só o merito deveria garantir o cargo. O resto é idealismo.



    RODOLFO SANTOS disse:
    19 de maio de 2015 às 14:02

    E MUITO FACIL ANALISAR UM PROBLEMA SÉRIO, PELA VISAO SIMPLISTA DE OPORTUNIDADE. É ATE UMA IRONIA COMPARAR OS DOIS LADOS DESTA MOEDA SEM LEVAR EM CONTA TODAS AS IMPLICAÇÕES DESTA LEI.



    Marco disse:
    19 de maio de 2015 às 14:51

    Excelente abordagem, o duro é fazer a fatia iludida e dependente da ajuda alheia dos trabalhadores entender questões como produtividade e ganho em escala, a maioria se contenta com anuênios, quinquênios e outras muletas que mais cedo ou mais tarde serão retirada na forma de demissão para a contratação de um recurso mais barato, o trabalhador brasileiro precisa apender que o único e exclusivo responsável por sua vida profissional é ELE mesmo e não a empresa para a qual arrenda suas habilidades profissionais.



    Website disse:
    19 de maio de 2015 às 16:35

    A terceirização não pode ser vista como algo negativo, muitas vezes ela é necessária e econômica. Tenho visto até serviços de transporte público em algumas cidades serem terceirizados devido a falta de dinheiro para investimento.



    Marta Fragallo disse:
    21 de maio de 2015 às 7:42

    Nossa, quanto otimismo! Gostaria de acreditar que as empresas prestadoras de serviços vão crescer assim como as agências de publicidade, mas a gente vive no Brasil, e aqui a incerteza é grande demais, não dá pra ficar esperando que o governo deixe o país caminhar pro ddesenvolvimento. Estão sempre nos sabotando.



    Flávio disse:
    21 de maio de 2015 às 15:42

    Excelente artigo, no Brasil ainda usamos a CLT. O que considero um atraso para o país. A CLT serve apenas para gerar mais impostos para o nosso governo.



    Luís Felipe disse:
    21 de maio de 2015 às 17:55

    O argumento que toma o exemplo das agências de publicidade como um exemplo de sucesso da terceirização é falacioso. A publicidade é uma área de atuação com profissionais altamente especializados. Não se pode comparar com uma área administrativa que possui trabalhadores sem especialização. Esses são tratados pelas empresas terceirizadas sem o menor respeito, muitas vezes têm que buscar seus direitos na justiça e nem podem reclamar pois existem milhares de outras pessoas dispostas a aceitar essas condições degradantes.



    Eduardo disse:
    21 de maio de 2015 às 20:09

    Será que nosso mercado de trabalho é maduro suficientemente para uma flexibilização tão grande como essa? Eu tenho 25 anos de experiência em grandes empresas e nunca vi um terceirizado ter o mesmo tratamento que os funcionários da empresa mãe.Os exemplos de terceirização de sucesso que você nos trás são de categorias altamente qualificadas e não podem ser usadas como exemplo geral, pois grande parte dos profissionais brasileiros não tem sequer 12 anos de estudo. Profissionais qualificados e com mercado já são terceirizados pois criam empresas pra fugir dos impostos que um celetista paga.



    Humberto Sampaio Correa disse:
    21 de maio de 2015 às 21:42

    Na verdade o que está acontecendo é que o Capital não consegue fazer com que o Governo (independente do partido que está com a caneta na mão) diminua o tamanho e a participação no PIB e agora que aumentar os lucros repassando a conta para o Trabalho. Acredito no Capitalismo, mas o que temos no Brasil é um arremedo de capitalismo misturado com mercantilismo e um bocado de costumes escravagistas. O Ricardo Amorim não conseguiu me convencer. O Trabalho não pode pagar a conta.



    Francisco disse:
    23 de maio de 2015 às 20:31

    O engraçado é o exemplo….agências de publicidade são facilmente classificadas como atividade meio…. Ops… Mas essas atividades já são autorizadas a serem terceirizadas…ai vem o ganho de eficiência…..



    Ezequiel Wilbert disse:
    23 de maio de 2015 às 23:31

    Bela análise, especialmente em trazer o exemplo das empresas de publicidade. A terceirização já existe no Brasil a mais de 30 anos. Sugiro o vídeo abaixo para quem tiver interesse. Vale muito a pena assistir.
    https://m.youtube.com/watch?v=2UfIZ_ZO4wk



    Alexandre Teixeira disse:
    24 de maio de 2015 às 10:41

    Não concordo com a sua opinião. Acredito na regulamentação profissional através do próprio mercado de trabalho, porém em setores aonde atuem profissionais liberais e a exigência de qualificação profissional seja mais alta. Para setores em que a mão de obra possa ser facilmente substituída é necessário uma proteção aos direitos trabalhistas, nesses setores que em sua maioria atuam nas áreas de serviços de limpeza, vigilância manutenção em geral, os trabalhadores estão mais vulneráveis as oscilações do mercado e os empresários não respeitam os direitos trabalhistas.



    Roozevelt Vieira disse:
    24 de maio de 2015 às 15:51

    Terceirizar é pagar menos salário e encargos sociais! Só isso, Simples assim!



    Wenderson disse:
    25 de maio de 2015 às 8:37

    As empresas que trabalham com Tecnologia no modo geral, são as empresas que mais cresceram com a terceirização.
    A maior desvantagem é que as empresas clientes querem pagar menos pelo serviços que hora eram prestados por elas mesmas, e ainda querem ganhar mais flexibilidade e maior velocidade nas atualizações tecnológicas.
    Com isso as empresas fornecedores terceiros, contratam pagando um pouco menos, mesmo, pelo menos no inicio. Mas ao compartilhar o funcionário terceiro com outros clientes (contas), há um ganho muito maior de experiência e conhecimento, itens que se o funcionário estivesse dentro da empresa não sendo terceiro, possivelmente isso não aconteceria.
    A facilidade de negociação do ganho entre o funcionário e a empresa terceira também é melhor, porém, o funcionário na maioria das vezes não tem como enganar, ele precisará realmente mostrar e demonstrar competência o tempo todo, caso contrario ele é substituído, então, não tem espaço para o famoso “Braço Curto”.
    Agora as empresas terceiras no caso das de TI, sobre com regras e sindicatos que são fortes e ainda tem o governo que muda leis e impostos que acabam prejudicando o bom funcionamento das mesmas.
    Um bom exemplo foi o Sindicato conseguir 7% de aumento dos salários e os clientes (diante da crise) não concordarem com um aumento medíocre de 3.5% do IGPM acumulado de 12 meses, foram outros aumentos como vale refeição, vale transporte e etc. ai vem o Governo e aumenta o valor da arrecadação do INSS pelo faturamento.

    O que vejo é que a terceirização é boa no modo geral, mas ainda precisamos caminhar muito para ficar perfeito.

    Sei que levarei criticas, mas o pais precisa acreditar nos empresários investidores, por que são esses que sustentam o Brasil e não é o governo até por que esse não tem capacidade para empregar mais de 110 milhões de trabalhadores pagam um salario digno.

    Os sindicatos também tinha que olhar para a classe empresaria de maneira diferente, deveria apoiar e não sair em uma caça as bruxas. Até por que o sindicado semelhante ao governo, não tem capacidade de empregar metade dos 110 milhões de trabalhadores.

    deveríamos nos unir para nos tornar um pais rico, e não tentar tirar vantagem uns dos outros.

    Se não, é melhor desistir e entrar para o Governo, e viramos logo um pais socialista, assim ninguém precisa se preocupar em modernidade e avanços, mas todos terão trabalho que o governo determinar.



    Luiz Corrêa disse:
    25 de maio de 2015 às 14:21

    Ricardo,
    Vejo que cada vez mais a força de trabalho deverá se tornar menos onerosa em relação aos custos trabalhistas (1,666 de impostos para cada 1 real de salário), não sou contra, aliás os sindicatos e outros agentes relutam em aprovar tal mudança porque 100% deles não querem perder a mamata de apenas pensar greves e aquisição de megafones para estimular trabalhadores menos qualificados a aderirem sua bandeira ideológica, ao invés de fomentar articulação junto ao governo federal para melhor qualificação da MO no Brasil. Notem que sempre que há recessão os primeiros a perderem os cargos são os menos qualificados, por que será? Como disse alguém aqui: esta discussão não deve se reter em trabalhador vs empregador, a discussão deve olhar para o futuro. O Trabalhador precisa aprender a se tornar responsável pelo seu futuro. A questão não é só centrada em atividade meio e fim. O Trabalhador do nível mais baixo, tanto na cadeia produtiva como na de serviços precisa ser menos oneroso para as empresas e também para seus clientes. O prejuízo causado por falta de especialização nas atividades meio e fim são gigantescas, acredito que a Terceirização poderá implementar um nível melhor de eficiência ao longo das cadeias produtivas, além aumentar o nível de consciência do trabalhador quanto ao seu futuro.
    Parabéns pelo artigo.



    sheila hissa disse:
    29 de maio de 2015 às 9:57

    dessa vez os argumentos estão frááágeis!!!!

    se terceiriza a informalidade acaba ou cai. Será????

    se terceiriza o custo dos produtos cai. Será????



    gustavo disse:
    31 de maio de 2015 às 18:52

    Ricardo, então porque quem entende do assunto, fiscais do trabalho, juízes e procuradores são totalmente contra? Todos são unânimes em afirmar que a terceirizacao total levará a precarização total da condição de trabalho!



    Marcelo Monteiro disse:
    31 de maio de 2015 às 19:44

    Adoro as matérias. Mas essa não dá para concordar não. Se uma empresa quer terceirizar sua atividade fim por falta de especilialidade naquilo. Ela está no ramo errado. Qualquer empresa deve ser, no mínimo, especialista em sua atividade fim. Fora a questão da redução do teto salarial. Porque se a empresa paga R$1,00 e oculto é R$2,00. Ela vai contratar uma empresa para pagar menos do que isso. E a empresa contratada não conseguirá pagar R$1,00 para funcionário. Senão não terá lucro.



    6 de junho de 2015 às 0:05

    Será que nosso mercado de trabalho é maduro suficientemente para uma flexibilização tão grande como essa?

    Quanto aos trabalhadores e seus direitos, foram conquistados indo as ruas e gritando, e as empresas foram sendo sobrecarregadas de obrigações e sempre pagam e pagam. Esta lei das tercerizações tem varios fatores positivos para ambas as partes.



    Leandro disse:
    8 de junho de 2015 às 15:43

    não garantir a edução é o GRANDE problema.



    Leandro disse:
    8 de junho de 2015 às 15:45

    pior ainda é o jovens que mal conseguem um bom emprego, dependendo da cidade.



    Kerry F. disse:
    8 de junho de 2015 às 19:47

    A terceirização é um fato no Brasil, com ou sem autorização normativa ela existe e a lei é mais que necessária. Seria hipocrisia não assumir que muitas multinacionais utilizam desta serventia. Veja que o TST teve de se posicionar em virtude dos inúmeros casos que chegou ao Tribunal Superior de descumprimentos legais e abusos. A pergunta que deve ser feita é pq as empresas estão terceirizando? Com certeza não é por especialização e sim pelo custo. Mais que necessária a regulamentação da situação social existente, como também é fato a precarização e da flexibilização imatura das relações de trabalho hoje. Continua sendo atacar uma consequência nos moldes do texto que está sendo discutido.



    geraldo prim ferreira disse:
    11 de junho de 2015 às 13:06

    No momento atual, discutir a validade ou não da terceirização, fica parecido com a procura de uma unica religião que cotemple a todos os dogmas.É impossivel. Vamos então vamos ficar todos com suas crenças e seguir em frente.Salve-se quem puder.



    josé arimatéia lucas disse:
    15 de junho de 2015 às 10:37

    isto é fugir da questão principal que é em que a classe política tem para com esta nação que na verdade o que eles tem feito se não ter terceirizado todos nós direta ou indiretamente.



    João Felipe disse:
    15 de junho de 2015 às 12:40

    Na realidade, assim como em vários aspectos, o “trabalhador” brasileiro – que é, em geral, muito pouco produtivo, tanto por ser “acessorado” pelas ilusórias leis trabalhistas e tanto por mea culpa -, acaba acreditando que ações provisórias e proibitivas do governo irão impedir que o livre mercado acabe funcionando à revelia destas leis e medidas. Como dito no texto, o trabalho informal já representa quase metade da mão-de-obra ativa no Brasil, e ainda assim tem gente comentando que o problema seria a terceirização. O mercado vai se ajustar, independente do tamanho do gesso colocado pelo governo. Caso esse gesso fique muito inflexível e inquebrável, o que quebra é o país, como está acontecendo hoje em dia.

    É preciso começar a enxergar que “não há almoço grátis”. A produção, e consequente produtividade devem estar à tona para que todos vivam com dignidade, independentemente de leis e medidas. Fora isso, serão somente decisões arbitrárias e paliativas, que nunca vão resolver o real problema brasileiro.



    Marcello Dantas disse:
    15 de junho de 2015 às 16:49

    Sou fã confesso da lucidez e capacidade analítica do Ricardo, mas desta vez equivocou-se pra valer. Nem vou adentrar no mérito, mas achei pelo menos 2 argumentos falaciosos. Normal, todos somos humanos, e nessa condição errar é inevitável. Contudo, uns poucos erros não diminuem em nada o brilhantismo do autor.



    16 de junho de 2015 às 4:53

    Ricardo, você deve conhecer as ideias do Coase e do Williamson. Olhar a terceirização sob esta ótica, talvez, traga insights interessantes e distintos sobre esta questão. A terceirização, assim entendida, é uma ferramenta de gestão de risco. O ponto não é ganhar produtividade necessariamente, mas capacidade de adaptação. Esta linha de raciocínio é bem típica dos institucionalistas, que têm uma visão bem darwinista.



    Carlos Almeida disse:
    17 de junho de 2015 às 18:20

    Acho que foi esclarecedor.



    Natalia Galhardo disse:
    18 de junho de 2015 às 11:09

    Ótimo texto. Tenho a mesma opnião.



    Edson disse:
    28 de junho de 2015 às 20:59

    A terceirização vai servir apenas para escravizar e tirar a segurança dos trabalhadores. Não concordo com o que estão querendo fazer.



    Felipe Weber disse:
    22 de julho de 2015 às 19:28

    Então eu acho que o governo não está ajudando a gente e quer ganhar junto com a gente, na hora que houver um equilíbrio JUSTO quem sabe optamos pelo formal…



    Alexandre Silva disse:
    22 de julho de 2015 às 19:56

    Todo mundo diz que quer seus direitos trabalhistas fgts e etc.
    Mas se perguntarem se eles gostariam de trabalhar em suas funções em Miami 99.9% diriam sim. Por que será se lá não tem nada disso?



    José Oliveira disse:
    23 de julho de 2015 às 10:53

    Muito interessante. Nos Estados Unidos já funciona assim e não vejo, mesmo após vários atentados terroristas, nenhum americano querer vir trabalhar no Brasil, mas sim o contrário. Espero que a terceirização mostre ao trabalhador que sem especialização não há melhores salários, seja ele temporário ou não. Artigo brilhante.

    Parabéns.



    28 de julho de 2015 às 11:37

    Acho que esse ponto de vista é realmente pertinente, infelizmente no Brasil muitas pessoas (não todas) querem emprego e não trabalho, mas a realidade é que eu mesmo nunca tive um emprego 100% CLT mas sempre cumpri com todos os compromissos que tive. Na verdade não concordo plenamente com as leis trabalhistas, mas acredito que existe um perfil profissional que necessita de que exista essa lei para os proteger. Talvez acho que deveria haver uma lei que para salários acima de um determinado patamar (15 salários mínimos, por exemplo) deveríamos ter um formato de trabalho que legalizasse uma determinada forma de terceirização, sendo inclusive por reter menos impostos, uma forma de incentivar as empresas a alavancar determinados cargos e fomentar a economia. Não sou dono da verdade e nem sei prever o futuro, mas essa é a minha opinião atual sobre o assunto.
    Parabéns pelo artigo, Ricardo!



    Andrei disse:
    4 de dezembro de 2015 às 20:13

    Concordo plenamente com você Ricardo!!

    Grande visão!

    Abraço!



    Kalebe disse:
    9 de dezembro de 2016 às 20:50

    ótimo texto. Recomendo muito a leitura! como sempre, parabéns!



    Luis disse:
    23 de março de 2017 às 9:12

    Bom dia Ricardo,

    Concordo com a maior parte do texto, mas discordo de algumas partes, todo país do mundo taxa importação e buscam regular o mercado quando se deparam com inflações altas, não se pode tirar a responsabilidade do gestor brasileiro, ele também tem culpa pelo cenário atual, por não buscar se quificar, investir pouco nos funcionários, isso generalizando, etc.

    Acredito que no Brasil existam 2 classe de trabalhadores, uma con direitos mínimos e outra sem direito nenhum, um pouco diferente do que você disse. A terceirização pode ser uma oportunidade para as empresas investirem nos seus funcionários, ou não, analisando o histórico atual, onde qualquer desculpa é suficiente para cortar custos com os empregados, é razoável ficar com os dois pés atrás diante desse cenário.



    Luis disse:
    23 de março de 2017 às 9:13

    É óbvio que o trabalhador brasileiro quer que o país se desenvolva, mas ele quer um gestor mais presente nesse desenvolvimento, tenho medo que essa nova política seja mais uma desculpa para baixar custo e aumentar lucro, visando muito mais a classe empresária, que de fato sofre com os altos custos, porém são esses custos que garantem o mínimo de direito aos empregados.

    Na minha opinião, a solução é ter uma política que incentive o empresário a se envolver com seus empregados, como troca incentivos fiscais.

    O gestor brasileiro adora soluções fáceis, e essa medida me parece ser mais uma solução para a sua improdutividade e incapacidade de gerar inovações tecnológicas.



    Roselaine disse:
    23 de março de 2017 às 11:24

    Argumentos aparentemente bem fundamentados, mas o que é histórico neste país é que nenhum tipo de diminuição nos custos de produção aos empresários, gera desconto automático pra os consumidores. Ou seja, os empresários irão lucrar mais contratando terceirizadas pra não arcar com processos trabalhistas, mas continuarão a cobrar os mesmos preços ou maiores aumentando a própria margem de lucro. Fora o fato de o empregado de terceirizada fica sem pagamento, sem dignidade, sem ter a quem recorrer, sempre que a empresa quebrar e ficar sem pagamento e emprego, sempre que se sentir explorado, sempre que for mandado embora sem motivo relevante.
    A sua visão prova que existe sim um lado que ganha muito com essas decisões tomadas ontem, e este lado não e dos trabalhadores.



    Adão disse:
    23 de março de 2017 às 11:37

    POR QUE NO MUNDO TODO A TERCEIRIZAÇÃO É LIBERADA E AQUI NÃO ?
    ESSA ANALISE DO RICARDO ESTA CORRETA, A EMPRESA JÁ CHEGA CONDENADA NA JUSTIÇA DO TRABALHO, ISSO TODO MUNDO SABE E SABEMOS TAMBÉM QUE 90% DO QUE SE DIZEM NA JUSTIÇA DO TRABALHO É MENTIRA.



    Antonio Carlos disse:
    23 de março de 2017 às 12:21

    Bom Dia ! Eu trabalhei como Responsável Técnico de uma empresa terceirizada que prestava serviço para um Instituto Federal, o Dono faliu com a empresa, não me pagou a multa rescisória e ficou devendo para centenas de trabalhadores, além de não ter patrimônio nenhum em seu nome, COMO O SENHOR ME EXPLICA ISSO ????



    Leonardo Roggia disse:
    23 de março de 2017 às 12:58

    Argumentos fracos e irresponsáveis. Afirmar que a Justiça do Trabalho passa por cima da lei e julga com base no poder financeiro é de um desconhecimento enorme, que beira à má-fé. Quanto à informalidade, a prática demonstra que todos os trabalhadores que tem direitos sonegados recorrem ao Judiciário, mesmo os que optaram pela informalidade para ganhar um salário maior. Quanto às empresas prestadoras de serviço, é público e notório que empresas pequenas são irresponsáveis com seus empregados, privando-os de muitos direitos. Vide empresas de vigilância que prestam serviços aos bancos, sendo que muitas delas faliram e deixaram um passivo trabalhista enorme.



    Rafael disse:
    23 de março de 2017 às 13:02

    Dois exemplos contraditórios:”Com a terceirização também de atividades fins as empresas podem reduzir seus custos, e assim demitirão menos funcionários.” O outro:
    ” Se você pudesse optar entre férias remuneradas, adicional de férias, 13o salário, FGTS, multa rescisória, etc. e em troca ganhasse o dobro a partir de amanhã, o que preferiria? Parte dos trabalhadores informais faz exatamente esta escolha.”

    Não entendi: como as empresas reduzirão os custos se irão pagar o dobro aos seus funcionários terceirizados? Ela até pode empregar mais e movimentar melhor a economia. Mas esse ganho com a redução de custos não será de maneira alguma transferida ao funcionário terceirizado. Caso contrário, o argumento dá redução de custo não existiria, pois ocorreria a transferência de renda do governo para os terceirizados.



    Kauã disse:
    23 de março de 2017 às 13:02

    “Ao transferirem este risco para a nova empresa terceirizada, as empresas reduzem seus custos, e o custo dos seus produtos. Isso é bom não só para o trabalhador que não perde o emprego, mas para todos os consumidores brasileiros”

    É puro achismo a frase acima.
    O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina. E o preço está legal?

    Abraços.



    Francisco Milton Legname disse:
    23 de março de 2017 às 13:28

    Olá, Ricardo,

    Infelizmente alguns pontos do seu artigo não procedem. Vou dar um exemplo real. Na minha área que é a publicidade, a prática que já era sacana agora é legal. Explico: se você quer trabalhar em agência ou constitui uma micro-empresa ou fica sem emprego. Como você precisa trabalhar, procura um contador e gasta uma puta grana para abrir a micro e passa a ser um pseudo micro-empresário de uma empresa que não serve pra nada, é pro-forma, serve apenas para dar nota. Aí, na condição de PJ fajuto você passa a pagar honorários para o contador, paga 17,5% de imposto sobre nota fiscal do seu pseudo-salário e ainda paga imposto sobre funcionamento para a prefeitura e um dízimo anual para o sindicado patronal.E mais: se quiser se aposentar pelo pseudo-teto prepare-se para pagar 20% ou 1.106,00 no carnê laranja. Em compensação, o dono da agência se livra de todos os impostos e encargos. Ao contrário do que você afirma, o salário nunca é maior,(é a lei do pegar ou largar. Ao contrário do que você afirma, o profissional não tem direito a férias, 13o., plano de sáude (no máximo te dão um vale-refeição que não paga nem pão com mortadela)e no final da história quando te dão um pé na bunda, você não recebe aviso-prévio nem fgts. E caso você resolva entrar na justiça, tá lascado: nunca mais vai trabalhar na área. A questão que todo mundo está discutindo e que se refere apenas à relação de empresas com outras empresas, para o trabalhador pejotado não interessa. O que ninguém quer tratar é exatamente sobre o exemplo real que acabei de dar. Fui obrigado a me tornar PJ em 1991, tenho 26 anos de profissão, sou diretor de criação e como milhares de profissionais, trabalhamos sem direitos em regime de revolução industrial, enquanto os donos das agências andam de Rolls-Royce em Cannes e compram lindas mansões em Angra dos Reis É essa a terceirização que o lobby dos empresários conseguiu aprovar com a ajuda da corja de políticos, mas que ninguém, nem você entram no mérito.Abraço



    ANGELO JOSÉ FERREIRA disse:
    23 de março de 2017 às 18:03

    O que veremos mais adiante são empresas terceirizadas sendo contratadas por estatais a preço superfaturado. E todas as contratadas não recolhendo FGTS, pagando salários menores e com atraso e, depois de algum tempo desaparecendo do mapa. E o trabalhador ficando no prejuízo.



    23 de março de 2017 às 19:06

    Compartilho da visão sobre terceirização e vejo muita gente que não consegue analisar a questão talvez por nem parar para pensar, apenas se prendem ao paradigma.



    Bruno disse:
    23 de março de 2017 às 19:33

    Fico assustado com a quantidade de pessoas que adoram os “direito” trabalhistas. E vi um comentário muito pertinente aqui: temos que escolher entre fomentar o mercado de trabalho diminuindo os “direito” ou continuarmos estagnados, e o povinho opta pelos “direito” mesmo sem emprego. Nós não precisamos inventar a roda, é só ver quais são os países que você gostaria de morar dos dois grupos abaixo?
    1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.
    2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana.
    O primeiro é claro, e este é compostos pelos países com a legislação trabalhista mais flexível, e no segundo grupo os países com a legislação trabalhista rígida e cheia dos “direito”. Então este papo que diminuir os “direito” não gerará mais emprego, ou que esse valor economizado pelas empresas não irá para o trabalhador é de quem tem visão simplista e não consegue enxergar as consequências destas mudanças em 10 anos.
    É engraçado a pelegada se abraçando nos “direito”, mas eu nunca vi ninguém pagar um coiote, correr risco de vida, ficar sem comer por dias para atravessar a fronteira do Brasil para ter acesso aos nossos “direito”.



    leonardo disse:
    23 de março de 2017 às 20:41

    tercerização ,será ?penso que a instabilidade gerada a dispor da tercerização só aumentará o caos num “complexo”e ja fragilizado sistema trabalhista . É vejamos os próximos capitulos ,de qualquer forma acertada ou não, o trabalhador quem vai sofrer as consequencias .



    Rocha disse:
    23 de março de 2017 às 21:41

    Que péssimo exemplo comparar com agências de publicidade. São os piores lugares para se trabalhar. Pagam muito mal, não pagam nada de hora extra e fazem as pessoas trabalharem 24 horas por dia, exigem muito e dão pouquíssimos benefícios por isso, e se vc não faz o trabalho com excelência, facilmente te substituem por alguém com um salário ainda menor. E é esse cenário que vai se espalhar para o resto das profissões agora. Para garantir bons resultados em números, destruirão a qualidade de vida do colaborador.



    ROGERIO SOARES disse:
    23 de março de 2017 às 22:56

    acho que na prática iremos ver uma avalanche de demissões pelas empresas,e o nivelamento por baixo dos salários dos terceirizados.estamos no BRASIL!!!



    CAROLINA disse:
    24 de março de 2017 às 8:52

    “Se você pudesse optar entre férias remuneradas, adicional de férias, 13o salário, FGTS, multa rescisória, etc. e em troca ganhasse o dobro a partir de amanhã, o que preferiria? Parte dos trabalhadores informais faz exatamente esta escolha.” – É justamente isso que você cita que vai se tornar mais comum. Aposto que você mesmo deve ser PJ ou tem colegas jornalistas que são PJ e vivem essa situação. Isso vai se tormar muito mais comum em outras áreas. Isso foi texto pago por governo? Não é possível uma análise dessa



    Rogério Romano disse:
    24 de março de 2017 às 10:45

    Oportuno este artigo que trata de um assunto de interesse de muita gente trabalhadora, porém não concordo da forma que o tema é tratado e como foi colocado para ser aprovado. O objetivo da terceirização ou de qualquer categoria de trabalho, deveria reduzir custos e proteger o trabalhador. E isto não irá ocorrer, a nossa lei trabalhista é que deveria ser modernizada e este tema ser parte dessa mudança.



    Farley Marconi disse:
    24 de março de 2017 às 14:02

    Vejo muitos aqui questionarem o posicionamento do Ricardo acerca da terceirização. Vocês tem que entender é que o Ricardo sempre trabalhou para setores que fazem de tudo para precarizar o trabalho.



    Aline disse:
    25 de março de 2017 às 19:03

    Usando o exemplo da atividade meio e os 12 milhões de terceirizados (não incluo o autônomo que é um serviço já regulamentado e exercido por profissionais especializados) quando esta atividade começou a ser terceirizada não vi como consumidora os custos dos produtos ou serviços caírem, nem vi a eficiência aumentar ou a qualidade de produtos ou serviços melhorarem, além de esses trabalhadores terem ganhos salariais melhores, e por fim se tornarem profissionais mais especializados, com maior estudo e cursos. Na verdade verifiquei nos ramos da terceirização justamente o contrário. Se a terceirização é a solução para o Brasil porquê não aconteceu isso na atividade meio? Não podemos esquecer que vivemos em uma economia onde os ganhos dos trabalhadores movimentam a economia quando o dinheiro circula, se o salário do trabalhador diminuir, menos dinheiro ele terá para consumir e assim reduz meus ganhos na empresa. Se os empresários pensarem isso talvez possa ser eficiente essa reforma, mas infelizmente não funciona assim. O ponto que deve ser atacado é a reforma tributária onde um carro custa a metade dele em tributos, mas com um legislativo que não quer abandonar as suas mordomias fica difícil.



    Guilherme Duarte Alexandre disse:
    26 de março de 2017 às 9:34

    Bom Dia Ricardo

    Têm um ponto importante de lembrar principalmente pensando na prática.
    Na minha experiência profissional já parcei empresas terceirizadas onde eram bastante limitadas em enfraestrurura, sem benefícios o tratamento é totalmente diferente profissionalmente ganhei na experiência, porém não me deu confiança nenhuma inclusive uma não depositou meu FGTS! Depois entrei numa multinacional onde me ofereceu me fixar com terceiro e me recusei daí ela mudou de ideia e me contratou com todos os seus benefícios, ótimas políticas, inclusive “PPR”!!!! Uma coisa você não verá empresas que vendem serviços oferecendo políticas de participação de lucros, diferentes de empresas consolidadas que vendo produtos.



    VINICIUS MACHADO BERTOLA disse:
    28 de março de 2017 às 23:18

    Como colocar um terceiro para lucrar em cima de um contrato de trabalho vai reduzir o custo deste contrato ?
    Só com o trabalhador ganhando cada vez menos essa conta fecha.
    Ao invés do governo fazer o correto, que seria diminuir a carga tributária das empresas e dos contratos de trabalho, parar de roubar estes recursos e injetá-los na economia para faze-la funcionar, ele quer mesmo é colocar esse custo para trabalhadores.
    Pra mim esta conta não fecha, mas o Brasil é o país dos milagres matemáticos .



    Rui Carlos Barbosa disse:
    3 de abril de 2017 às 17:33

    Boa tarde, Ricardo
    Esse artigo está um verdadeiro “samba do crioulo doido”: primeiro, você tomou uma posição (é a favor da terceirização), depois, usa um monte de frases para justificar sua posição.
    Mas não consegue me convencer.
    Além disso, creio que essa proposta, como foi sancionada pelo Presidente Temer, será derrubada em menos de 90 dias. Anote e confira mais tarde.



    30 de abril de 2017 às 13:09

    Sou favoravel a esta legislação, pois resultará muitos avanços sociais, o que o governo esta deixando de fazer.



    Maurício disse:
    29 de maio de 2017 às 16:42

    Penso que o problema é a falta de informação. Parte da mídia passa para o trabalhador somente o lado ruim da terceirização. É preciso também falar sobre os vários benefícios.



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