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População dividida… os criminosos agradecem

postado em Artigos


03/2018

Por Ricardo Amorim

 
 
 

Estou chocado com como a polarização política que hoje domina o país tem determinado e distorcido as reações da maioria dos brasileiros ao assassinato de Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes.

 

Para deixar claro, discordo da imensa maioria das posições defendidas por ela. Ainda assim, não consigo aceitar que tanta gente diga que “ela defendia bandidos. Mereceu morrer”. Se discordar do que eu acredito fosse razão para alguém merecer morrer, não sobrava ninguém no mundo; nem eu mesmo, que a toda hora aprendo algo novo e, muitas vezes, mudo minhas crenças.

 

Outros perguntam: “com 60 mil pessoas assassinadas por ano no Brasil, por que o caso dela merece tanta atenção? Por que ela era vereadora?” Não, ele merece atenção porque ela estava envolvida na mais recente tentativa de combater a violência e foi executava. Seu assassinato é particular exatamente porque parece ser uma reação dos que não querem que a violência diminua. Se ela não diminuir, 60 mil vidas continuarão a ser perdidas por ano.

 

Por outro lado, tampouco dá para aceitar outros que, movidos pela ideologia oposta, transformaram sua execução no assassinato de uma mulher negra e pobre. Pelo que se sabe até aqui, sua execução não tem nada a ver com isso. Ao que parece, ela teria sido executada igualmente se fosse um homem, branco e rico.

 

Em resumo, enquanto cada grupo usar sua morte para justificar sua ideologia e continuarmos divididos e paralisados, 60 mil brasileiros continuarão a ser assassinados todo santo ano.

 

Que tal se focássemos no que a grande maioria dos brasileiros concorda e avançássemos a partir daí? Por exemplo, que tal endurecermos as leis contra violência e corrupção e sua aplicação, reduzindo a impunidade?

 

O Brasil passa por um momento crucial de sua História. As eleições deste ano definirão o caminho que tomaremos. Se não formos capazes de eleger líderes ousados, corajosos, realistas, aglutinadores e movidos por e que disseminem amor e compaixão perderemos uma oportunidade histórica de construir um país melhor. Acirrar polarizações, ódios e rancores não só não resolverá nossos problemas, mas os agravará. Independentemente de suas ideologias pessoais, estou seguro que não é isso que Marielle e Anderson desejariam para todos nós.

 

 #reageBrasil #marielle #anderson #lutopormarielle #lutoporanderson

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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    Jvirote disse:
    21 de março de 2018 às 10:05

    O problema, Ricardo, é que estatisticamente, o homem branco e rico NÃO está recorrentemente nos alvos destes grupos de exterminio de pessoas inocentes. Daí, a questão da Marielle ser diferenciada, pois ela representa muitos e muitas do perfil dela em histórica desvantagem social.
    Abs, JF



    Genésio disse:
    27 de março de 2018 às 17:58

    O Brasil foi dividido em “Esquerda” e “Direita” essas na pratica nãp existem pois como voce mesmo diz, os bandidos são todos de um unico lado!!



    Jane Dias disse:
    27 de março de 2018 às 18:00

    Triste o cenário atual do Brasil, não penso em outra coisa senão ir embora daqui….:-(



    Regiane disse:
    28 de março de 2018 às 22:59

    No Brasil oque prevalece é a concepção do que política é emprego.



    29 de março de 2018 às 16:09

    É complicado nossa situação, não sei até onde vai chegar, é uma briga de direita contra esquerda sem fim. Muito bom o artigo, parabéns.



    30 de março de 2018 às 16:05

    Em nosso pais temos que valorizar os patriotas e seguir com a reforma politica.



    Flavia disse:
    30 de março de 2018 às 16:07

    Incrível como aceitamos certas coisas no Brasil, quem é que se importa com o Outro?



    Roberto disse:
    1 de abril de 2018 às 2:43

    Sou contra a morte de pessoas “inocentes” (não de bandidos). Lamentei muito a morte dela, porem corria seus riscos, muitos falam que foi a PM que matou, porem isso eu discordo. Ela tinha um certo vinculo com facções e sabia o risco que estava correndo. Quem matou ela, só matou pois sabe das leis que esse país tem, onde quem mata e rouba, em poucos dias esta solto…



    4 de abril de 2018 às 16:51

    Infelizmente o que prevalece é o senso de injustiça e insegurança.



    8 de abril de 2018 às 16:19

    A sensação de injustiça é o que fica!



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