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Proposta para moralizar o Brasil

postado em Artigos


07/2018

Por Ricardo Amorim

 

 

A aproximação das eleições tem me feito pensar sobre as mudanças mais necessárias para construirmos um país próspero e justo. Concluí que uma das razões essenciais de nossas mazelas é nossa incapacidade de separar direitos de privilégios.

 

Um direito tem de ser universal, conquistado em um processo justo, e que beneficie também a sociedade como um todo, não apenas seu beneficiário direto. Um “direito” que só alguns têm, que não foi conquistado de forma justa, ou que só beneficia quem o conquistou não é um direito, é um privilégio. Por exemplo, o direito universal à educação básica de qualidade beneficia não apenas os estudantes, mas toda a sociedade que passa a contar com profissionais mais produtivos e cidadãos mais conscientes. Por outro lado, alguns estudarem de graça em universidades públicas, financiadas pelos impostos pagos por todos, é bom para eles, mas como não é extensivo a todos, é na realidade um privilégio.

 

No Brasil, o setor público se autoconcedeu uma infinidade de privilégios que os outros brasileiros não têm. Esta situação tem de acabar.

 

Recentemente, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto que cria para os funcionários do Tribunal de Contas do Município dois novos “direitos” e lhes concede um aumento do salário-esposa – uma absurda remuneração para homens casados com mulheres que não trabalham. Só então descobrimos que milhares de funcionários municipais e estaduais de São Paulo recebem há décadas o tal salário-esposa. Quantas outras mordomias escandalosas, financiadas com o dinheiro de todos os brasileiros deve haver?

 

Minha conclusão é que a lei mais urgente que o país necessita é a Lei da Moralização, uma Emenda Constitucional que proíba a criação e acabe com qualquer benefício, auxílio, regalia previdenciária ou abono existentes no setor público que não sejam exatamente iguais aos existentes no setor privado. Políticos, juízes, membros dos tribunais de contas, militares e todos os outros servidores merecem ser muito bem tratados, exatamente como os demais brasileiros que pagam os seus salários e benefícios, não melhor do que eles.

 

O serviço público foi deturpado. Quem deveria servir ao público, com frequência está apenas servindo-se do que é público. Chega de privilégios, as regras têm de ser iguais para todos.

 

Apoio a este projeto deve ser o primeiro critério de todos nós para a seleção e eleição para qualquer cargo em outubro. Quem não está disposto a aprovar uma lei assim, logo na primeira ação do seu mandato, quer manter o sistema atual de privilégios às suas custas. Cobre do seu candidato o compromisso da aprovação da Lei da Moralização. Se ele não se comprometer, troque de candidato.

 
#mesmasregrasparatodos #leidamoralizacao
 
Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.
 
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    17 de julho de 2018 às 22:13

    Concordo plenamente Ricardo, o país precisa dar um verdadeiro basta nestas mordomias concedidas a funcionários públicos.



    20 de julho de 2018 às 23:03

    Excelente artigo de opinião Ricardo. Sempre bom ler seus artigos.



    Ana Carla disse:
    26 de julho de 2018 às 14:57

    Muito bom o artigo Ricardo! Infelizmente para moralizar o Brasil teremos que andar um longo e tortuoso caminho em direção de acertar está bagunça no poder público!



    1 de agosto de 2018 às 11:44

    Tem coisas que só acontecem no Brasil. Lamentável.



    Lena Oliveira disse:
    2 de agosto de 2018 às 19:10

    Na minha opinião, enquanto houver desigualdade social, a lei da moralidade se tornará difícil. Enquanto houver descaso com a educação não haverá população com discernimento para votar em políticos corretos e que possam criar uma Emenda Constitucional que proíba a criação e acabe com qualquer benefício, auxílio, regalia previdenciária ou abono existentes no setor público que não sejam exatamente iguais aos existentes no setor privado.



    5 de agosto de 2018 às 10:26

    Ao que parece o funcionalismo publico esta servindo mais para cabide de empregos e estabilidade. Enquanto nao mudar isso não iremos para frente.



    Karolayne Barros Vidal disse:
    16 de agosto de 2018 às 17:00

    Concordo com quase todos os pontos explicitados. No ponto em que expõe que o governo ao fornecer vagas gratuitas para o ingresso às universidades seja um privilégio,não concordo. No meu ponto de vista, a existência dessas cotas serve para tentar amenizar as desigualdades existentes no país. Como é decretado na constituição de 1988, é dever do Estado promover aos indivíduos uma educação de qualidade, mas como sabemos esse papel não é bem cumprido. Dessa maneira, a criação das cotas foi uma medida de equidade para tentar ao menos diminuir as desigualdades existentes, pois como já dizia Aristóteles, “Temos que tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, para assim poder diminuir e proporcionar uma equiparação maior.



    Alexa mixa disse:
    3 de setembro de 2018 às 16:34

    é um absurdo as coisas que acontecem no brasil.



    Adalberto disse:
    10 de setembro de 2018 às 3:04

    Parabéns pelo conteúdo, sempre de qualidade e de boa informação.



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