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Lucro: ode ou ódio?

postado em Artigos


Revista Istoé

06/2012

 Por Ricardo Amorim

Novamente, o governo adotou várias medidas para combater a desaceleração da economia causada pelos efeitos globais da crise europeia.

 

Tais medidas ilustram bem os defeitos da economia brasileira. Somos o país do plano B. Falta o plano A. Não planejamos, nem temos um modelo de desenvolvimento. Também na economia, somos o país do puxadinho, do combate à doença, ao invés da prevenção. Já dizia Peter Drucker que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Nós não prevemos, não criamos, nem agimos. Apenas reagimos.

 

O governo alega que a crise europeia e suas consequências eram imprevisíveis. Mentira. Meus leitores já sabem disto faz tempo.

 

Nossos governos, todos eles, quase nunca atacam as causas dos desarranjos, apenas suas consequências. Distorções causadas por gastos públicos excessivos – impostos elevados, infraestrutura precária, juros altos e câmbio apreciado – limitam a competitividade de vários setores. As respostas? Tentar forçar, na marra, a queda dos juros e a queda do Real, ou então elevar impostos de produtos importados. Isto transfere a conta das empresas para o consumidor, através de uma alta da inflação, transformando o Brasil em um país caro, ao invés de um país rico.

 

Reações favoráveis da maior parte da opinião pública a algumas medidas recentes mostram o quanto o capitalismo ainda tem de evoluir por aqui.

 

O melhor exemplo é o uso de bancos públicos para forçar bancos privados a reduzirem suas taxas de juros. Sou favorável ao máximo de competição possível em qualquer setor da economia. Entretanto, não dá para esperar que um país com os mais altos níveis de juros básicos, tributação do sistema financeiro e alíquotas de depósitos compulsórios do mundo não tenha também as mais altas taxas de juros ao consumidor e às empresas. “Mas os bancos lucram demais.” Este argumento carrega uma contradição que nos condena ao fracasso. Vivemos em um sistema capitalista onde lucrar é pecado.

 

Com sua atuação onipresente, o Estado quebra um dos pilares do capitalismo: a livre iniciativa. Casos de favorecimento a grupos, empresas e indivíduos pelo Estado – sem falar em uma cachoeira de corrupção – criaram a percepção de que, no capitalismo brasileiro, qualquer lucro é suspeito. Um histórico de lucros privados e prejuízos socializados distorceu ainda mais a percepção da sociedade em relação aos empresários e empreendedores. Nos EUA, um empresário de sucesso desperta admiração, no Brasil, desconfiança. Somos um pássaro com vergonha de voar. Esta não é uma receita de desenvolvimento, mas de atraso.

 

Faria melhor o governo retirando entraves à competitividade da economia, o que só será possível com redução de gastos públicos e fim do envolvimento do Estado em tudo, e das benesses que já chamei aqui de Bolsa-Brasil. Feito isso, ele precisa abolir os entraves à competição, abolindo “resgates” de setores ou empresas em dificuldade. Em um regime capitalista, para que haja vencedores, também haverá perdedores.

 

O Brasil tem de adotar políticas de redistribuição de oportunidades e capacitação, que tornam não apenas os pobres, mas toda a sociedade mais rica. Políticas diretas de redistribuição de renda, na maioria das vezes, tornam os ricos e a sociedade permanentemente mais pobres, e os pobres apenas temporariamente mais ricos. Já passou da hora de garantirmos a todos uma boa educação e substituirmos o ódio ao lucro por uma ode ao lucro.

Ricardo Amorim
 
Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.





    Roberto Grigolli disse:
    2 de junho de 2012 às 14:51

    Ola Ricardo, concordo com o seu ponto de vista geral, ir um pouco mais a direita economicamente faz bem ao Brasil. Mas também, não concordo com a receita Americana capitalista de adoração aos lucros, utopias de mercado livre que la acabaram se tornando bolsa corporações e o trabalhador sem careteira nem direitos positivos, e nesse ponto discordo.



    2 de junho de 2012 às 15:42

    Muito bom o texto, Ricardo. O engraçado é que ninguém condena o lucro do governo.

    Poucos enxergam que a presença do estado é excessiva e que ele leva um terço da renda dos trabalhadores e da receita das empresas.



    Maria Gorette F. Brennand disse:
    2 de junho de 2012 às 16:04

    Parabéns Ricardo, você está sempre certo.
    Novas medidas parace desfile para alta-costura! Os mercados mundiais faliram em vários níveis, os especialistas já experimentaram de tudo e assim mesmo falharam. Os riscos asssociados ao mercado financeiro só faz contagiar a economia e isso significa risco, perda, taxa, juro e ódio…Abraço



    Fabíola Neves disse:
    3 de junho de 2012 às 11:42

    Parabéns! Artigo brilhante.



    Tarcisio de Oliveira Dias Porto Carreiro disse:
    3 de junho de 2012 às 20:01

    A diminuição das aliquotas do IPI para os fabricantes de automoveis é uma atitude iracional



    Ailton Jose Garcia disse:
    4 de junho de 2012 às 8:13

    O pensamento eleva a alma, mas no Brasil, pensar é algo estranho aos ninhos da própria sabedoria. Não apenas reagimos, como o colega afirma, mas reagimos atrasados. Fato notório é que nos momentos em que o capital circulava livremente, o Brasil fechou suas portas, nos momentos em que falta o capital o país sai em busca do mesmo,quando a competição fica acirrada ao ponto de colocar em xeque as premissas das oligarquias, como o caso dos automóveis, ainda os mais caros do mundo, vem o estado, grande protetor da população e proíbe, através de atos e ordenamentos juridicos próprios o benefício da competitividade com outras instâncias e economias.
    Reagir, até é uma das formas de atuar, mas reagir atrasado, é uma das piores formas de prejudicar ainda mais a pobre população que mantém os principados brasilianos em alta o ano todo.



    Sandra M. A. rodrigues disse:
    4 de junho de 2012 às 8:20

    Gostei muito da metáfora: somos um pássaro com vergonha de voar! Interessante essa projeção que muitos brasileiros fazem de suas próprias vidas se refletindo em seu próprio país! Obrigada



    Natil Bado disse:
    4 de junho de 2012 às 8:58

    Eu compartilho com suas idéias,pois todos sabem que o que acinrece é isso ai,só os nossos governantes que não.
    Precisamos cobrar que essas mudanças sejam feitas.

    Natil Bado



    Dalto Campos disse:
    4 de junho de 2012 às 9:10

    É triste ouvir isso Ricardo! Ver nosso País se afundando e a corrupção tomando conta de todos e de tudo, dá uma insegurança em investir, pois sabemos que estamos correndo um risco mas não pela concorrencia e sim pela política adotada.
    um abraço



    Bruno disse:
    4 de junho de 2012 às 9:37

    Muito bom o texto Ricardo. Só não entendo uma coisa. Por que o Spread bancário aqui é o maior do mundo? Não funciona a nossa livre concorrência?



    Silvia Rodrigues disse:
    4 de junho de 2012 às 9:49

    OI, Ricardo
    Eu acho que o estado deveria oferecer mais investimentos publicos em parceria com a industria privada pra criacao de initiativas de inovacao, o que ha eh feito em paises como EUA e Alemanha.
    Complementando, tenho ouvido muito aqui fora que a copa sera o grande espelho da capacidade do Brazil de gerenciar investimentos. A copa esta sendo vista como um grande espelho do talento do brasileiro e da qualidade do seu trabalho.
    Vamos ver.



    4 de junho de 2012 às 10:02

    Caro Ricardo
    Infelizmente tais medidas adotadas pelo Governo nos remete ao passado de planos mirabulantes que acabavam com inflação da noite para o dia e traziam de volta a hiperflanção no dia seguinte…. Como vc disse temos o tempo todo o Plano B, falta o Plano A…
    Abs e Parabens , mais uma vez!



    Tarcisio Cardieri disse:
    4 de junho de 2012 às 10:03

    Na década dos anos 1960, a Coréia do Sul era um país basicamente agrícola, com uma renda per capita que era a metade da brasileira. Nas décadas seguintes investiu fortemente em educação. Chegou a ter o maior índice de PhDs per capita do mundo. E hoje é uma potência. Atualmente China e Índia estão investindo fortemente em educação (veja a quantidade de artigos publicados na HBR com autores indianos, por exemplo). Enquanto isso o Brasil, que pouco fez para melhorar a qualidade da educação em muitas décadas, fica adotando medidas esporádicas para aquecer o consumo.



    Ronaldo Saunier Martins disse:
    4 de junho de 2012 às 10:04

    Olá Ricardo,
    Excelente artigo. A carga tributária e a corrupção endêmica são fatores que também emperram o crescimento do país.
    E o pior, não há previsão, nem como dizia Napoleão quando descansava com seus soldados “50 séculos vos contemplam” de que essa situação vá melhorar.



    Antonio Carlos Viana disse:
    4 de junho de 2012 às 10:14

    Olá, Ricardo! Muito lúcido o seu artigo. Sem dúvidas, o peso do governo e a sua incapacidade de planejar, somados a percepção equivocada sobre o papel do governo na economia são barreiras que temos que superar em nome de um futuro econômico e social mais consistente e de uma realidade mais rica para o nosso país.
    O que nos apavora é que não vemos perspectivas de alterações na política econômica neste sentido, nem da percepção da nossa sociedade sobre o lucro, sequer no médio prazo. São questões culturais e mudança de cultura requer tempo para que aconteça e se consolide.



    Lucas Cruz disse:
    4 de junho de 2012 às 10:24

    Bom dia.
    Para quem considerava que o Brasil estava fadado a dar certo, mesmo com a visível incapacidade dos nossos governantes, me parece que agora, adota um tom menos otimista. A natural distância de quem não morava por aqui, talvez o tenha levado a acreditar que características tão arraigadas a nossa cultura como a corrupção e a síndrome do “tupiniquim”, pudessem ter sido reduzidas a ponto de não causar impacto a nossa crescente visibilidade. Visibilidade essa que talvez, esteja mais associada a crise que desde 2008 tem desnorteado boa parte do mundo. Bem vindo de volta. Espero que com sua inteligência e influência nos ajude a transpor alguns de nossos obstáculos. Parabéns pelo texto.



    Domingos Pascoal Pereira de Souza disse:
    4 de junho de 2012 às 10:54

    Neste mês começamos a trabalhar para em prol de nossa familia, os meses deste ano que se passaram, foram trabalhados para o governo; ele não entra com um centavo de investimento, não corre os riscos que corremos, de ver nosso capital se desintegralizar com as suas manobras, e ainda fica com o lucro líguido de 150 dias do nosso trabalho . Isso é justo?
    Assim é fácil de o estado ficar rico e gastar o que não possue, deixando os brasileiros desguarnecidos, sempre.



    4 de junho de 2012 às 11:58

    Parabéns Ricardo, excelente análise!



    4 de junho de 2012 às 12:50

    Ricardo, morando nos EUA e comparando-o com o Brasil, concordo em genero, numero e grau contigo. O unico problema e que uma pequena minoria entende tudo isso, nao suficiente para motivar uma mudanca. Isso poderia mudar com uma educacao de qualidade, mas isso depende do governo. O governo por sua vez quer se auto perpetuar no poder e por isso so pensa em acoes eleitoreiras, normalmente de curto prazo aonde a educacao fica no final da lista. Isto e, trata-se de um circulo vicioso que inclusive e favoravel aos que estao e querem se perpetuar no poder nesta nossa politica podre e viciada. Sofria muito com essa realidade e esse foi um dos motivos por me mudar para ca. Corajoso voce que quis voltar para o Brasil!



    Odilon Corrêa Mirapalheta disse:
    4 de junho de 2012 às 13:23

    Medidas paliativas e retrógradas, sob medida da cabeça de nosso governo, na limitação é o que nos permite, mas a culpa é nossa, um dia se aprende a votar, espero que antes que seja tarde.



    Sebastião Gil disse:
    4 de junho de 2012 às 13:30

    Ola, bem, vejo que as nossas liberdades são todas medidas e nossas limitações impedem o crescimento, o desenvolvimento e oportunidades para poucos. Falta conhecimento ou é uma questão de divisão de bolo para os amigos do governo?



    luiz oliveira disse:
    4 de junho de 2012 às 14:35

    Muito bom artigo e concordo plenamente que o Brasil hoje e um pais muito caro fora da realidade da populacao. O custo de vida e quase preocupante para a realidade do Pais.



    Jurandi Orlandi disse:
    4 de junho de 2012 às 14:56

    Por isso meu caro, eu ainda nao creio neste pais como realidade bem sucedida. CONTINUAMOS SER O PAIS DO FUTURO. Abr



    Armando Romero disse:
    4 de junho de 2012 às 15:21

    Estamos nos distanciando do sucesso e parece que ninguem faz nada para garantir o nosso futuro. Pagamos altos impostos, temos poucos serviços e ainda temos que pagar caro pelos produtos que no resto do mundo custam metade … mesmo assim, hoje tem fila para comprar carro novo isto considerando a alta taxa de juros que somos obrigados a pagar e tudo isto pela fome do governo em cada vez mais sobre taxar a economia do pais. ATE QUANDO? depois vemos nas noticias, desvios de dinheiro em todos os niveis do governo e como sempre … NADA!



    4 de junho de 2012 às 16:06

    Neste país, tratamos empresários como bandidos, bandidos como vítimas, vítimas como doentes e doentes nós não tratamos.



    Wilson Sales disse:
    4 de junho de 2012 às 21:09

    O que falar? Podemos ir para as praças e gritar que não seremos ouvidos. Porque dizer a verdade neste país é conversar com as paredes. Vivemos uma utopia, uma demagogia, uma usurpação do poder, mas para quem apelar? Aos famintos, endividados e literalmente enganados (como sempre)?
    Sou da geração “este é um país que vai pra frente”. Para frente dos demais países no ranking de dos piores índices do mundo.
    Mas haverá um dia em que esta bolha irá estourar. Passará a copa do mundo, a olimpíada e carnavais e nos veremos em situação semelhante a dos velhos colonizadores europeus. Só que eles passaram por privações e dores, eles irão se reerguer cortando na própria carne. Nós afundaremos no oceano de mentiras e ilusões.



    Rafael Teles disse:
    5 de junho de 2012 às 8:42

    Bom dia,

    Excelente texto… O Brasil só será um país sério, quando houver uma faxina no estado. Enquanto concordarmos com o que acontece(juros excessivos, gastos públicos “infartantes”) não poderemos evoluir, a verdadeira festa no quilombo.



    wellington braga disse:
    5 de junho de 2012 às 11:46

    Meu irmão, lendo sua coluna, fico pensando como estamos distante, de um país melhor.. que pena. abraço, velho.



    5 de junho de 2012 às 14:32

    Brasil está na contramão dos paises emergentes, como China e India, somos grandes fornecedores de matérias- primas e grande comprador de produtos manufaturados. Ainda somos O Brasil Colônia do passado, com uma economia dependente de outros mercados… Abs.



    alvaro bandeira disse:
    5 de junho de 2012 às 16:20

    Ricardo
    belo artigo. precisamos martelar sempre isso, tipo água mole….
    patabéns
    Alvaro Bandeira



    Fernando Chaves disse:
    5 de junho de 2012 às 16:46

    Ricardo, parabéns pelo belo texto. Simples e objetivo como deveriam ser as ações deste governo.
    O grande problema é que eles criaram uma armadilha para eles mesmo e nos prenderam juntos. Qualquer mudança de rumo na política econômica vai cais no que este governo e seu partido chamam de política neoliberal. Eles tem um pavor imenso de que sejam, governo e partido, comparados com o que eles mesmos demonizaram. Qual será a saída?



    Andréa disse:
    5 de junho de 2012 às 16:56

    Oi Ricardo…

    Como descrito em seu twitter, “O Brasil é uma ave que tem vergonha de voar”…será que não tem pavão demais e águia de menos???…
    Concordo quando vc diz que somos o País do plano B…este que nunca alavanca, não soluciona. Nossa, como eu tenho medo desta expressão “plano B”!rss



    Elvis Ballestero disse:
    6 de junho de 2012 às 14:39

    Ola! Ricardo nao acredito no desenvolvimento sem uma boa reforma tributaria, o Brasil é governado por grande parte de populares, e nao de cabeças pensantes ou sabios do seu País, é até dificil imaginar onde tudo começa mais onde vai termirnar nem precisa ter bola de cristal, uma trapalhada atraz da outra, reduz um IPI aqui, aumenta uma taxa ali, e assim vao testando e brincando com o esforço que o empresario brasileiro faz pra se manter em pé diante de tantos tributos…



    Joamir Bisterzo disse:
    9 de junho de 2012 às 21:53

    Olá Ricardo, excelente artigo. Como outros que vc já escreveu, porém francamente será que nossos governantes têm interesse em diminuir as despesas públicas, melhorar a distribuição de renda, melhorar o transporte público e a segurança propiciando ao Brasil as mesmas condições como os países de primeiro mundo!!!!



    Rudimar Carlos Tres disse:
    10 de junho de 2012 às 8:35

    Bom dia, Ricardo. Parabéns pelas suas indagações. Gostaria de dizer que esse governo incomPeTente, deveria fazer o dever de casa. Diminuir o Custo Brasil, através da melhoria da infra estrutura, portos, aeroportos, ferrovias, rodovias e resolver os problemas aquaviários, qualificação de mão de obra, diminuição da carga tributária, aumento do nível de produtividade, depósitos compulsórios dos bancos e outros gargalos existentes na economia, não simplesmente aumentar impostos para os produtos importados, alegando a preservação da indústria nacional, haja visto que retrocedemos a aos anos de 1956. Vamos estimular a concorrência, não limitá-la. Qual empresa do setor automobilístico que náo é multinacional? Qual é Brasileira? Agrale, Gurgel, Troller. Ja foram, portanto o Brasil continua e continuará a ser chamado do país do futuro, enquanto houver essa corja de políticos nefastos a sociedade brasileira. Basta de corrupção. Vamos a luta mostrar a nossa “cara”, pois quem sustenta a máquina pesada do governo federal, somos nós os empresários. Fica aqui a minha indgnação. Um abraço.



    Marcelo Castro disse:
    13 de junho de 2012 às 8:07

    Pois é Ricardo. Concordo plenamente com seu artigo. Agora, como podemos ativamente reverter esse quadro se quem poderia fazê-lo não age?? Empresários e tributaristas brasileiros são mestres em engenharia para usufruírem de seus respectivos e merecidos resultados através do trabalho. Sem esse embrólio tributátio poderiam fazer muito mais pelo país.



    V.Kacser disse:
    22 de junho de 2012 às 22:38

    Ricardo, mais um vez parabéns pela inteligente analise. Creio que a solução para o pais passa diretamente por uma educação de qualidade e não a maquiagem descarada, que vem sendo feita para ter pessoas com titulos e sem conteudo. Aos politicos que deveriam liderar essa cruzada de longo prazo, so interessa o seu bolso e dos agregados. Vai ser muito dificil chegar lá!
    Um abraço, Vitor



    Luiz Oliveira disse:
    25 de junho de 2012 às 23:26

    EXIGIMOS: RICARDO AMORIM PARA MINISTRO DA FAZENDA JA!!!!!!!!!



    Marcia Alves disse:
    27 de junho de 2012 às 18:47

    Caro Ricardo, parabéns pela análise muito informativa.
    Agora como criar um futuro sem educação?
    Nao há investimento em treinamento, professores, ou até mesmo em cursos profissionais.
    Como voce notou bem, nao existe um Plano A.
    Na era da internet, a educação poderia se beneficiar muito de cursos online, além da sala de aula.
    Bolsa-Brasil ajuda, mas é um fim em si mesmo.



    João Paulo Pereira disse:
    13 de julho de 2012 às 7:47

    Ricardo, excelente artigo.
    Acredito que sempre seremos o País do Plano B, enquanto tivermos uma cultura de terceiro mundo. Precisamos de educação de primeiro.



    Carlos disse:
    20 de agosto de 2012 às 14:24

    Olá Ricardo,

    Muito bom texto. Gostaria que você entrasse em mais detalhes porque as coisas são mais caras no Brasil. Além do custo Brasil, temo o Lucro Brasil.
    Porque as montadoras (excluindo os tributos) praticam margens muito maiores que países semelhantes, como no México e Argentina.
    Ou os bancos possuem spreads maiores do que em vizinhos como o Chile, isso para citar dois setores.
    Adoraria ver uma análise sua sobre isso. Parabéns pela iniciativa de voltar ao Brasil, até porque temos os maiores lucros do mundo. Boa escolha
    Abraços



    Rose disse:
    20 de agosto de 2012 às 18:35

    Aleluia. Precisava ter lido este texto antes de incluir seus comentários no twitter no rol dos que fazem loas ao governo. A louvação de certos analistas é que tem criado um clima de ufanismo, ilusão e desinformação no Brasil.
    Não tenho visto ninguém fazer um contraponto contundente, nos últimos dez anos, que pudesse desmistificar as maravilhas vendidas na propaganda oficial e nas peças publicitárias em geral, muito menos quem ousasse alertar a população para tomar cuidado com certas armadilhas que estão condenando o país ao atraso e as famílias à dependência da boa vontade dos governantes, porque nosso povo está desaprendendo a andar com as próprias pernas. Isso seria o idealizado socialismo?
    Os setores produtivos também estão se tornando reféns dos PACotes da Dilma. E tenho a impressão que esse é o propósito, não é só questão de incompetência.
    Quanto ao lucro, outro mito que precisa ser desconstruído. Os mesmos que aplaudem os números do governo, arrecadação nas alturas, ou seja, nosso dinheiro, incomoda-se com o sucesso de alguém que investe e conquista o que merece. Mais do que injusto, é uma discrepância.



    Daiane disse:
    27 de agosto de 2012 às 0:10

    Excelente artigo.



    Francisco Jose Azevedo Dias disse:
    3 de janeiro de 2013 às 7:13

    Ricardo,
    Perfeito o seu texto! Ataca com firmeza muitas de nossas mazelas e contradições; onde ao mesmo tempo somos arrogantes em não aprender com os erros dos outros e teimosos por não entendermos que este modelo que agora agrada e cala a tantos um dia(e não demorará muito não) acabará.
    Até quando seremos o país dos puxadinhos e dos remendos?
    Abraço
    Francisco Jose Azevedo Dias – Brasilia



    André Lunardi disse:
    3 de janeiro de 2013 às 22:52

    Excelente colocação da realidade brasileira. Pena que os governantes não tem esta visão e a população em geral também não entende o que realmente significa isto tudo para eleger pessoas com estas concepções!



    Reginaldo Ferreira disse:
    6 de janeiro de 2013 às 15:27

    Ricardo,

    será que este ódio ao lucro não está associado a uma percepção histórica do cidadão de que via de regra lucros enormes estão associados a comportamentos criminosos no Brasil? Ou você acha justo o roubo na mão grande que os bancos tentam realizar no supremo sobre as correções do plano cruzado? ou então o comportamento criminoso da empreiteiras nacionais? o problema aqui é que nem sempre o lucro é limpo no Brasil…geralmente deriva de um crime.



    Fabio Sooner disse:
    10 de janeiro de 2013 às 14:43

    Ao Reginaldo Ferreira, de 6 de janeiro de 2013 às 15:27:

    A resposta à sua pergunta meio que está no texto, mas o Ricardo Amorim não ressaltou:

    “Casos de favorecimento a grupos, empresas e indivíduos ******pelo Estado****** – sem falar em uma cachoeira de corrupção – criaram a percepção de que, no capitalismo brasileiro, qualquer lucro é suspeito.”

    Sim, é claro que o lucro nem sempre é limpo – não só no Brasil como em todo o mundo. O problema é que você não pode demonizar o lucro em si por ter sido obtido ilegalmente em alguns casos – e a mesma exata coisa que dizer que o carro deve ser demonizado por causa de acidentes causados por motoristas bêbados.

    E no caso do lucro, o “bêbado” é o Estado. O mais espantoso da “percepção histórica” do cidadão brasileiro sobre a corrupção é que esse cidadão médio nunca se atenta de que o lucro ilegal aqui quase sempre é proporcionado *pelo Estado*. Corrupção existe em todo lugar, e muitas vezes avalizada pelo Estado, mas no Brasil essa relação é crônica e simbiótica, um não vive sem outro. Que o cidadão médio tenha passado a odiar o lucro e não o Estado é algo que nunca irei entender, e desafio os melhores sociólogos da atualidade a explicar – basicamente, ao confiarmos no Estado e odiarmos o lucro por causa de ganhos ilegais, estamos pedindo ao assassino que opere e salve a vítima…



    Fabio Sooner disse:
    10 de janeiro de 2013 às 14:52

    Além disso, Reginaldo, sobre seu

    “(…) via de regra lucros enormes estão associados a comportamentos criminosos”

    Vale dizer que mesmo que houvessem dados estatísticos que comprovassem que a maior parte do lucro obtido no Brasil é obtida por meios fraudulentos, é preciso perceber que travar a obtenção de lucros por meios *legais* não resolve o problema, e sim o agrava.

    É o mesmíssimo caso da proteção anti-pirataria que algumas produtoras de discos, filmes e jogos adotam: elas acabam sendo um inconveniente maior para os consumidores *legítimos* do que para os pirateiros. Se eu quiser comprar filme asiático em Blu-ray original que não saiu no Brasil, além de importar e esperar um monte, preciso ter também um reprodutor de DVD que aceite discos da região Ásia. Enquanto isso, quem estiver disposto a piratear vai baixar o filme em uma hora e assisti-lo quase em qualquer lugar. Não é à toa que a pirataria continua e sempre continuará forte com situações como essa.

    É exatamente assim que funciona o ódio ao lucro transformado em medidas restritivas do Estado: quem quiser lucrar ilegalmente só precisa pagar por fora ao estado, enquanto quem quer produzir sem apelar para propinas se ferra. Depois estranham que tem empresário lucrando ilegalmente? Eu me surpreenderia se tivéssemos empreendedores de grande porte *de verdade*, não beneficiários espertalhões do “Bolsa-BNDES” como Eike Batista e congêneres.



    Robson disse:
    13 de fevereiro de 2013 às 20:08

    Excelente artigo, concordo contigo.



    Elizeu Ferreira disse:
    13 de fevereiro de 2013 às 23:10

    Excelente artigo, aqui no Brasil você é castigado por ser empreendedor , por dar emprego você é penalizada por uma legislação trabalhista retrograda , isso tem que mudar !



    Jorge disse:
    22 de março de 2013 às 21:22

    Ao invés do mercado a selecionar os mais competentes, o estado seleciona os mais chegados. Claro que cobrando o pedágio da contribuição eleitoral. Resultado, subdesenvolvimento sustentável.
    Capitalismo cucaracha.



    BethâniaAndrade disse:
    6 de abril de 2013 às 10:09

    Ricardo,parabéns por mais um artigo brilhante!!Concordo que é extremamente necessário para para o país!! políticas de redistribuição de oportunidades e capacitação!



    Paulo custodio disse:
    6 de abril de 2013 às 13:09

    Este é o ministro dos remendos …



    Franco disse:
    26 de abril de 2013 às 15:21

    Aqui se acaba com a pobreza, criminalidade e analfabetismo por decreto. O resultado está aí.



    Erich Vale disse:
    12 de maio de 2013 às 20:09

    Caro Ricardo Amorim, passei a acompanhar este sítio… excelente trabalho e críticas, sempre lúcidas!



    Rafael disse:
    13 de maio de 2013 às 1:24

    Ricardo, gosto muito dos seus textos, mas não concordo com o ideal liberalista extremo deste artigo (“…e fim do envolvimento do Estado em tudo”). É inegável que o estado precisa sim intervir em algum grau. Pegue de exemplo uma das maiores economias do mundo: Noruega. Lá o governo é acionista de uma boa parte de setores estratégicos (petróleo, telecomunicações,etc).Por fim, o que se conclui é que muito antes de uma reforma econômica, o que o Brasil precisa mesmo é de uma reforma política.



    Alexandre Custodio disse:
    22 de maio de 2013 às 0:33

    Nossos governantes já foram até onde interessava a eles. O próximo passo é do povo e para isso é necessário a movimentação de pessoas que lêem artigos como este, os formadores de opinião. O sr. Ricardo Amorim se expressa muito bem, excelente visão crítica e analítica, seus leitores, só de comentar já mostram que também são pessoas com nível educacional muito acima da média e sempre termina aqui a discussão. Parece crítica de cinema. Lança-se um filme, alguém faz uma crítica e quem assistiu dá sua opinião e pronto, vamos ao próximo lançamento. Não sou a favor de panelaço, quebra quebra ou qualquer tipo de selvageria mas a história mostra que sem a participação do povo nenhum governo funciona e hoje com a internet podemos tornar os processos de reformas, seja política, tributária, educacional de uma forma rápida, dinâmica e pacífica, podemos guiar o país mas não, ficam todos em seus casulos, trancafiados, aguardando o próximo blockbuster para então “debulhá-lo” em seus círculos até o momento em que se tornam coadjuvantes ou mesmo protagonistas, ai se reunem com mais meia dúzia, todos de camisetas brancas e fazendo pombinhas com as mãos cruzadas numa passeata de 1 km. Vamos lá formadores de opinião, façam valer este e tantos outros textos sobre o que precisamos. O que o Brasil precisa é o que você precisa, é o que seus filhos precisam ou mesmo seus familiares que moram no Brasil precisam. As vezes tenho a impressão que os leitores do sr. Amorim moram com todos os seus familiares em outro país ou são estrangeiros, surreal. Ainda não encontrei um grupo de brasileiros tão interessados no desenvolvimento da Lituânia ou da Bósnia. Façam valer este texto, façam valer seus conhecimentos, façam o Brasil acontecer. Clichê demais? Então critiquem, meu português, minhas idéias e vão para o próximo site mas não deixem de rezar para não se tornarem protagonistas do próximo filme.



    Charles disse:
    30 de maio de 2013 às 9:35

    O capitalismo surgiu para acabar com a concentração de poder (político-econômico) e tentar o oportunizar a quem tiver interesse em ter meios de produção. Pouca gente se interessa por isso, já desde criança sonha com um emprego e não em ter os meios de produção. No Brasil o capitalismo é mais complicado que nos EUA já que aqui o feudalismo ainda não acabou, ou você nasce naquelas famílias que montaram a Corte ou se torne amigo deles. Em cidade pequena só ganha dinheiro quem vende pra Prefeitura. As empresas grandes só se mantém porque ou elas são da Corte ou de amigos. Já as empresas médias são escravas da Corte, pagando impostos. Isso pra mim já é um embrião do Comunismo, a Corte é dona diretamente e indiretamente dos meios de produção e pra sustentar seu lucro, enganam “os intelectuais” pagando benesses a plebe que acha fantástico ganhar sem trabalhar, pois se contentam com o “comer, rezar e amar”. Apesar de seu acerto em relação a economia, FHC com seu esquerdismo neoliberal, abriu espaço para a consolidação da soft-Ditadura (Vargas sem o exército, com suas PECs/Decretos/Leis/Destaques orçamentários,pacotes etc).



    31 de maio de 2013 às 8:52

    Constata-se tudo.Percebe-se o tempo todo.Mas sinceramente,não dá para fazer nada.
    Este sim foi o objetivo do unico plano A.



    Antonio Vitor disse:
    8 de junho de 2013 às 17:18

    Visão clara desse triste momento da nossa política econômica. Discordo que desaprovar o gigantismo intervencionista do estado brasileiro seja liberalismo extremo.



    Patricia Tai disse:
    9 de junho de 2013 às 15:42

    Ótimo texto, e endosso o comentário do Pedro Valadares: “ninguém condena o lucro do Governo”.
    Acho que há uma pequena parcela, sim, que condena, mas está engessada dentro de um sistema que não consegue mudar.
    Essa foi a conquista do PT! Dá bolsa isso, bolsa aquilo pra massa, compra com ideias falsamente paternalistas a grande massa sem educação, e conquista essa vista grossa da massa ao lucro cada vez maior de um Governo que engorda quem não deve. Eu acho que estamos à beira da pior crise do século, talvez da História. Tenho medo do que virá.



    Fernando disse:
    3 de julho de 2013 às 8:04

    Você escreveu:

    “Tais medidas ilustram bem os defeitos da economia brasileira. Somos o país do plano B. Falta o plano A.”

    Então na verdade a crítica é ao mundo inteiro, pois o mundo inteiro está em recessão então o mundo inteiro não soube planejar corretamente.

    Concordo em poucas coisas do que você disse. Para mim tudo se resume em uma palavra: corrupção. Ninguém reclamaria em pagar altos impostos se tivesse retorno. Até mesmo sabendo que uma parte deles iriam para bolsas. O problema está em pagar impostos e não saber para onde foi o dinheiro.



    Eduardo Borges Mattoso disse:
    25 de agosto de 2013 às 9:09

    Precisamos de um plano C.



    Fernando Schott Ceolin disse:
    4 de outubro de 2013 às 11:30

    Eu adorei o artigo e isso e a maior verdade é o maior problema do país, a esquerda ou a direita ou a corrupção são problemas do país mas a falta de planejamento, a gestão e a dificuldade para livre iniciativa são os maiores maus do país.



    Jose Luis Bretos disse:
    4 de outubro de 2013 às 22:05

    Ricardo, concordo totalmente. Na primeira vez que estive nos EUA a impressão que tive era que estavamos 50 anos atrasados. Estive agora e me pareceu 100. Aqui é pecado você ser um vencedor. abs



    Osmar Nogueira disse:
    5 de outubro de 2013 às 22:26

    Muito cuidado leitores. O texto usa uma técnica famosa: fala meia dúzia de fatos tristes sobre o Brasil para conquistar sua simpatia de cidadão não conformado e depois te faz concordar com uma postura de extrema direita que já sabemos não ser o caminho: “sou a favor da competição extrema na economia”. Não eh pq uma pessoa fala muitas verdades que tudo que ela fala eh verdade. Não se deixem levar. Queria ver um extremista desses liderando uma nação, se tudo seriam flores.



    Fausto Silva disse:
    6 de outubro de 2013 às 12:33

    Acompanhei com atenção a privatização do setor telefônico no pais!!! Explica para mim Pq as operadoras no pais sao as mais caras do mundo simultaneamente tb sendo as piores no servico prestado ,campeãs de reclamacoes dos consumidores? E por aí vai os planos de saude,as universidades particulares,as estradas privatizadas e pedagiadas,enfim me parece simplorio ou simplista jogar tudo nas costas do tal estado brasileiro…
    Talvez o pais nao seja feito para dar certo ,seja no setor publico ou privado…



    Willian disse:
    17 de outubro de 2013 às 17:32

    1. Se você desconhece, o Mais Médicos visa prevenção das doenças. Então, não pode afirmar que somos um pais do combate à doença, ao invés da prevenção. Quem sabe, éramos assim, por muito tempo, mas as coisas estão mudando.
    2. Porque você não diz que os bancos são os maiores financiadores de TODOS ou candidatos? Porque um banco financiaria uma campanha? Até onde sei eles não são ONGs, e no futuro, pedirão seu dinheiro de volta. Ai o resto da história a gente já conhece (corrupção, etc…).
    3. O Estado não é o maior filão da dinheiro público. Essa história de colocar toda a culpa no Estado, por sua incompetência, corrupção, etc, pode convencer um estudante de sexta série. Porque você nunca citou que o Brasil tem a receber mais de 1 trilhão lançados na divida ativa, além de outro trilhão de evasão de divisas em paraísos fiscais. Como economista independente que é deveria citar esses números.
    4. “o quanto o capitalismo ainda tem que evoluir por aqui”. Pergunto: onde ele é evoluído? Nos EUA? Então explique o aumento da capacidade de endividamento liberado hoje, caso contrario teríamos um calote mundial de um país falido. Explique a desigualdade, que aumenta ano após ano. Você, exemplo de capitalista, deveria estudar mais Adam Smith e ver que o que vivemos hoje está mais para selvageria do que capitalismo.



    6 de novembro de 2013 às 17:10

    Nada do que acontece no Brasil, certo ou errado depende do governo, e sim do CONGRESSO, Pois se o congresso for bom, o governo não consegue ser ruim, ou se o congresso for ruim, o governo não consegue ser bom(não é o caso dos governos implantados após 2003). Devido ao comprometimento com a ideologia bolivariana. Mas devemos também mostrar o que podemos fazer. Neste sentido estamos tentando organizar um partido político que defende uma mudança na maneira de fazer política, retirando a sobrevivência da atividade legislativa. Entendem seus formuladores, que um congressista deveria perceber dez salários mínimos mensais, e nenhum valor a mais, o que dentro da lógica prevalente para os demais poderes legislativos, redundaria em enormes cortes de despendios.



    6 de novembro de 2013 às 17:16

    Precisamos acabar com a sobrevivência política da atividade legislativa, seja no congresso nacional ou nas assembleias estaduais e camarás municipais, como sugere o PDSM partido em organização em Minas gerais , que entende que um congressista deveria receber somente 10 salários mínimos e nada mais, sugerindo ainda o fim do fundo partidário que só serve para sustentar os lideres partidários, possibilitando a criação de maiorias para lamentar.



    Hermes disse:
    8 de janeiro de 2014 às 18:57

    Só queria deixar meus parabéns. Sempre com ótimos textos.
    Belíssimo ponto de vista.



    wbirata nobres batista disse:
    8 de janeiro de 2014 às 22:17

    o pais está refém desta base governamental que utopiza o comunismo para a população pobre mas que faz um capitalismo desleal as fontes produtoras, isto acaba por fazer a economia pagar para manter a estrutura politica, neste cenário é impossível conseguir manter o foco no desenvolvimento pois todo o suporte vai a politica e isto gera a ascensão das classes minoritárias à uma falsa sensação de consumismo que as acabam por destruir suas vidas..



    Ana Cristina Burjack disse:
    16 de janeiro de 2014 às 14:54

    Atual como se escrito hoje. Não é trocadilho, ” somos uma cachoeira de corrupção” e temos um ” Canchoeira na corrupção” do qual por sinal ninguém fala mais nada”. É desanimador.



    Syrhaar Sacramento Jorge disse:
    17 de janeiro de 2014 às 5:23

    E a “marolinha” do “barba” virou tsunami..



    Rocha disse:
    12 de fevereiro de 2014 às 21:18

    O Brasil é dividido em 2 grupos:

    O primeiro grupo é dos trabalhadores do Setor Privado e dos Empresários, ou seja, aqueles que tem obrigações a cumprir, tem aposentadorias limitadas e pagam impostos altissimos e com isso sustentam o caixa do Governo.

    O segundo grupo são os beneficiados, tais como, Funcionários Públicos, Politicos (Federias, Estaduais e Municipais) e ligados aos sindicatos, Altarquias, Ongs, e todos aqueles que são estáveis ou votáveis, e usufruem de Aposentadorias sem limites e Altos salários.

    Este é o problema do Brasil, o segundo grupo principalmente através do PT tem aumentado muito nos ultimos anos, e esta sufocando o outro grupo, que só toma paulada e tem que trabalhar, se expor a violencia na rua, currupção e tudo mais.

    Se for pensar, o Brasil não tem mais solução, eu pelo menos, não tenho mais esperança, vamos ser sempre esta republiqueta onde quem governa não tem moral, nem capacidade para governar um pais para que todos tenham os mesmos DIREITOS, mas também as mesmas OBRIGAÇÕES.

    Parece que todos querem seus DIREITOS, a casa, a propriedades, a bens, a tudo, porém, sem trabalho e esforço, sempre a custo dos outros que trabalham, porque sempre que alguém ganha sem trabalhar, alguém lá do outro lado, esta trabalhando o dobro, porque dinheiro ninguém fabrica.

    Boa sorte para os jovens deste país, porque seu futuro é triste…



    Matheus disse:
    12 de fevereiro de 2014 às 21:30

    CRISE EM COBRIR “EFEITOS” e não AS CAUSAS!!!Vale a reflexão de onde chegaremos discorrendo opiniões. Meros melindres sobre os efeitos e NADA sobre as causas.

    Bons Tempos em que havia mobilização (Debates) para desenvolver ações concretas para solucionar ou ao menos minimizar este caos dos Serviços Públicos e a atuação do Governo.



    Lucy Menezes disse:
    10 de março de 2014 às 10:51

    Ricardo:
    Essa mão torta de quem ‘desgoverna’ o Brasil é proposital e não há como negar. O que entristece é ver que eles usam uma nação gigantesca e diversa como o Brasil como um brinquedinho descartável, sem dono e sem rumo. Fico pensando até quando vamos assistir a esse show de horror, estarrecidos, mas paralisados. Vamos deixar o país ir ladeira abaixo? Cabeças pensantes como a sua fazem a diferença, mas lamento pela maioria brasileira, deseducada e sem cultura, que não consegue enxergar o caos em que estamos. Obrigada pela reflexão mais que sábia!



    Dorival Cardozo disse:
    30 de março de 2014 às 21:26

    Tenho notado que o governo do PT nunca ataca a casa, só o efeito ! ficam equilibrando a economia em uma gangorra, e a Petrobras é um dos peso usado para cobrir os erros administartivos .. porém a petrobras não aguenta mais.

    A bolsa familia também é um meio de resolver tudo investindo no efeito e não na causa. o PT é um partido sem plano, sem organização … seu unico objetivo é perpetuar no poder e desenvolver governos de esquerda pelo mundo … e o povo ? que comam brioches



    FABYO CANNAVARO disse:
    31 de março de 2014 às 12:59

    Capitalismo ( Meritocracia ) Povo independente do estado vs Socialismo (Assistencialismo) Povo dependente do estado
    Capitalismo= Menos impostos para quem produz (Lucro é mérito, pois o capitalista está fazendo a economia girar produzindo empregos e dispondo para a sociedade dos seus serviços ou produtos) = maior lucro para o produtor = maiores investimentos e geração de empregos / produtos mais baratos = maior consumo dos produtos, pois os produtos estão mais baratos = Maior arrecadação de impostos já que os produtos ficaram mais acessíveis todos consomem em maior escala, como os impostos são cobrados pela quantidade produzida no final todos ganham quem produz quem consome e quem está cobrando os impostos, resultado disso maior geração de empregos melhores salários e uma sociedade menos dependente do estado !, todos saem ganhando as empresas, o trabalhador, consumidor, e o governo !
    Socialismo= Mais impostos para a produção( Lucro é pecado, visão socialista de que o capitalista é opressor dos mais pobres)= Menor lucro = menos investimentos, menos emprego / produtos mais caros= menor consumo do produto= Imposto caro e menor quantidade de consumo, pois os produtos são caros e poucos terão acesso portanto o consumo será menor, e por causa desta visão o estado tem o imposto caro, No final quem produz sai com o lucro menor, resultando em menos empregos menores salários e com isso teremos industrias com lucros reduzidos, salários menores, produtos caros, e um povo cada vez mais dependente de bolsas esmolas e do governo assistencialista, no final teremos pouco lucro para quem produz riqueza que são os meios de produção, salários baixos para quem trabalha, produtos caros para quem consome, e o estado que não ajuda em nada não gera riqueza nenhuma é o único que sai ganhando, quem está dizendo que irá ajudar na verdade é quem está atrapalhando !
    E ainda tem Brasileiro que reclama porque O preço de um Chevrolet Camaro nos Estados Unidos é menor que o do Palio Weekend Adventure no Brasil. Em concessionárias americanas, o musculoso carro da GM pode ser encontrado por a partir de US$ 23.280 na versão mais simples. Já o carro da Fiat sai por R$ 51.500, segundo a tabela da consultoria Molicar, o que equivale a US$ 25.121,95 pelo câmbio atual.
    Com o valor cobrado pela versão do Palio no Brasil, seria possível, portanto, comprar um Camaro nos Estados Unidos e ainda garantir um troco de US$ 1.841,95.
    A única luta de classe que existe é de toda a sociedade que trabalha e produz riqueza, isso inclui a burguesia e o proletário contra os governos que nada produz e só atrapalha o bem estar da sociedade !, no dia em que os Brasileiros acordarem e tiverem esta visão, iremos comprar um Camaro pelo mesmo preço de um Palio weekend !!!!!!!!!



    Fernanda Machado disse:
    28 de abril de 2014 às 16:18

    Não vejo o lucro como problema, mas sim o lucro vertiginoso dos bancos às custas da população, já que o que é cobrado muitas vezes excede o real valor do que é oferecido. O livre mercado seria algo a ser lapidado, de forma a não onerar excessivamente os interessados nos serviços.



    stalin passos disse:
    3 de maio de 2014 às 16:01

    Essa máfia sindical ainda não entendeu que sempre alguém tem que bancar a conta da assistência social, q no brasil é calamitosa, já que consome os recursos necessários aos investimentos q possam acelerar o nosso desenvolvimento…….lastimável



    Eduardo Mugnatto disse:
    4 de maio de 2014 às 11:14

    Concordo plenamente Ricardo, o pior é que o governo que já tinha uma presença bastante intervencionista na economia, recentemente conseguiu desestabilizar todo o setor de energia, com o controle do preço da gasolina conseguiu quebrar a Petrobras e os produtores de etanol e com a baixa do preço da energia elétrica e com o adiamento do reajuste para depois das eleições conseguiu desestabilizar as companhias energéticas e com essas medidas conseguiu ainda zerar os investimentos nesses setores.



    8 de junho de 2014 às 17:05

    Um país que só tem Plano de Governo e jamais Plano de Estado em todos setores. Na economia é onde mais sentimos essa falta de raciocínio, pois não podemos dizer que nos dois últimos governos temos alguém com o minimo de raciocínio.



    Vitor disse:
    11 de julho de 2014 às 19:39

    Nesse caminho em breve seremos uma Venezuela.



    Albino disse:
    20 de agosto de 2014 às 22:22

    Artigo brilhante. Toca todos os principais pontos.



    Ricardo disse:
    3 de setembro de 2014 às 18:48

    O texto está correto, porém o exemplo dos bancos não .
    Em que outro lugar do mundo os bancos lucram tanto e por tanto tempo? Há décadas vejo os bancos baterem recordes atrás de recordes de lucratividade, enquanto o restante da economia patina. O sistema financeiro, da forma como foi concebido simplesmente se apropria da riqueza gerada pelos outros setores. No fim, só existirão bancos…



    Juliano disse:
    5 de setembro de 2014 às 17:18

    Cansado da falta do plano A. Sou a favor da sociedade exigir a elaboração do plano. #direitoaoplanejamento



    Abilio disse:
    8 de outubro de 2014 às 19:08

    Perfeito Ricardo. Tenho acompanhado seus artigos e cada vez mais surpreendo não só com a qualidade do texto, mas dos argumentos e a imparcialidade. Infelizmente vivemos sob o coitadismo latino-americano, onde falar a palavra “capitalismo” é pecado, o sucesso é crime e empreendedorismo é desaconselhável. Ser a favor do mercado de capitais é tão vergonhoso, que até mesmo os partidos com tendências de direita tem que ter “socialista” no nome.



    Erica Lima disse:
    21 de outubro de 2014 às 15:45

    Infelizmente, a ausência de planejamento faz parte da personalidade dos brasileiros, se não de 100%, da grande maioria; que vive à base de improviso e ainda usa o discurso do “é melhor que nada”, estamos melhor que há alguns anos, para quem não tinha nada, isso já é muito.
    Esta postura pode ser visto dentro das empresas, dentro de casa; é só começar a reparar um pouco mais nas pessoas.
    É preciso mudar a maneira que enxergamos a nós mesmos e o nosso contexto, não dá para se contentar com pouco.



    Gian Soares disse:
    27 de dezembro de 2014 às 22:10

    Ricardo, concordo contigo em todos os pontos, infelizmente aprendemos a viver com este patamar de impostos e má gestão das receitas do governo. Imagine o queimaria o Brasil com impostos justos e sem desvio dos recursos públicos…



    Gian Soares disse:
    27 de dezembro de 2014 às 22:10

    Ricardo, infelizmente aprendemos a viver com este patamar de impostos e má gestão das receitas do governo. Imagine o queimaria o Brasil com impostos justos e sem desvio dos recursos públicos…



    tito ficarelli disse:
    11 de janeiro de 2015 às 8:12

    A questão da penalização do lucro é parte da (má) cultura brasileira. Mas exemplificar com os bancos…
    No minimo teríamos de falar de toda agricultura, de quase todos segmentos da industria, depois das dificuldades burocraticas aos pequenos empreendedores, depois as leis trabalhistas paternalistas, e dai sim , quase meforicamente, bancos e a industria automobilistica



    Alexandre Teixeira disse:
    13 de janeiro de 2015 às 22:53

    Ricardo, o Brasil está fadado ao fracasso. O pq desta afirmação? Descrença, falta de perspectiva, pessimismo, raiva ou sei lá oq. Não acertaremos nunca!!!! Nunca teremos um grande estadista. Nunca teremos parlamentares verdadeiros e nunca seremos um povo educado. Provavelmente daqui à 50 anos, ainda iremos ouvir e assistir em nossos jornais as mesmas mazelas dos dias atuais, corruptos e oportunistas ainda serão tratados como heróis. Violência, analfabetismo, falta de moradias, seca, descaso com o dinheiro publico e por ai vai. O Brasil é um pais limitado e estacionado em problemas corriqueiros, problemas que países como EUA e Alemanha conseguem resolver em questão de meses, nós conseguimos arrastar através de décadas. O Brasil nunca irá se tornar um pais desenvolvido socialmente.



    Clara disse:
    28 de janeiro de 2015 às 15:32

    Muito bem explanado.



    8 de junho de 2015 às 15:42

    hoje mesmo a economia, anda parada.



    30 de julho de 2015 às 17:31

    Excelente artigo. Concordo com seu ponto de vista.



    Melhor BCAA disse:
    15 de setembro de 2015 às 10:22

    Muito bem explanado, gostei como sempre!



    9 de outubro de 2015 às 8:08

    É triste termos que viver com este dilúvio de impostos sem conseguir nada em troca. Imagine o Brasil sem desvio público, difícil de almejar. Excelente artigo.



    9 de outubro de 2015 às 8:10

    Fantástico artigo, sempre sensato, tocando em todos os aspectos importantes.



    20 de dezembro de 2015 às 12:40

    Muito bom o texto Ricardo, toca os principais pontos e ainda acredito que um dia iremos ver um Brasil com menos desvios e um pouco mais de honestidade.



    Alex Santos disse:
    11 de janeiro de 2016 às 20:49

    Magnifico, voce é nota 1000.



    16 de janeiro de 2016 às 14:47

    Ricardo, como sempre maravilhoso artigo. Parabens!!!



    Marcel disse:
    11 de setembro de 2016 às 16:37

    Como sempre uma otima analise de um assunto delicado.



    6 de outubro de 2016 às 1:13

    A corrupção envenena nossa nação e rouba o futuro dos nossos filhos. Vamos resolver isso Brasil tempo é dinheiro!



    6 de outubro de 2016 às 1:14

    A corrupção envenena nossa nação e rouba o futuro dos nossos filhos.



    10 de outubro de 2016 às 1:49

    Concordo plenamente Ricardo, o pior é que o governo que já tinha uma presença bastante intervencionista na economia, recentemente conseguiu desestabilizar todo o setor de energia, com o controle do preço da gasolina conseguiu quebrar a Petrobras



    2 de dezembro de 2016 às 12:40

    Muito bom o texto, concordo plenamente com o Ricardo. Muita corrupção e o pior governo…



    23 de janeiro de 2017 às 9:51

    Bom dia, primeiramente um texto muito bom sobre economia do Brasil. Assunto muito importante. O que está faltando? Educação? Bom para refletir…



    Miranda disse:
    5 de fevereiro de 2017 às 16:02

    Muito bom artigo Ricardo.



    Joao disse:
    23 de fevereiro de 2017 às 8:22

    eta mundo bão… tudo que acontece de ruim é pra melhorar…



    10 de março de 2017 às 14:07

    Temos que buscar descobrir o que deu errado no Brasil…



    9 de abril de 2017 às 16:25

    O problema do brasil é essa classe politica que montou um sistema para que o roubo descarado acontessece é necessario uma reforma politica urgente



    9 de abril de 2017 às 16:36

    O sistema politico no brasil é montado especialmente para que o roubo seja facilitado… isso precisa mudar urgentemente



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