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Ponto de Ruptura

postado em Artigos


Revista IstoÉ
06/2013

Por Ricardo Amorim

 

Em time que está ganhando não se mexe. E em time que está perdendo? Não, nada a ver com a seleção do Felipão. Refiro-me à nossa política econômica.

 

No ano passado, em toda a América Latina, o crescimento brasileiro superou apenas o do Paraguai. Em 2011, nosso crescimento já tinha decepcionado e no primeiro trimestre deste ano, nova desilusão. Para piorar, a inflação anual está em elevação desde julho, nosso déficit de transações correntes ̶ o mais importante indicador da saúde das contas externas vem aumentando desde setembro e nosso déficit público cresce desde agosto de 2011.

 

Com tantas variáveis macroeconômicas piorando, por que a insistência do governo em seguir por um caminho que não tem trazido bons resultados? A explicação é política e econômica. Até agora, o mau desempenho macroeconômico não afetava a popularidade da Presidenta Dilma porque o desemprego continuava em queda, causando elevações de salários. Salários mais altos somados ao crescimento da oferta de crédito geravam maior poder de compra para boa parte da população, e satisfação com o governo.

 

Algo começou a mudar. Entre as surpresas negativas dos recentes dados do PIB, a maior foi a expansão pífia do consumo das famílias, até aqui o principal pilar de sustentação de nosso crescimento. A elevação dos preços e altos níveis de comprometimento de renda com pagamento de prestações de dívidas já estão minando a capacidade dos brasileiros de ir às compras e a própria popularidade da Presidenta.

 

Não por acaso, o governo deu sinal verde ao Banco Central para enfrentar a ameaça inflacionária, acelerando a alta de juros. Os juros ainda terão de subir mais, talvez muito mais, até porque, na falta de medidas compensatórias, a desvalorização do Real frente ao dólar aos níveis mais fracos desde 2009 colabora para a aceleração da inflação.

 

Se for significativa, a alta dos juros pode debelar o risco inflacionário, só que encarece o crédito e esfria o consumo. Por outro lado, se não for acompanhada de medidas de estímulo à expansão da capacidade produtiva  ̶ estímulos a investimentos e produtividade  ̶ ela transformará o PIBinho em PIBúsculo, com crescimento do desemprego e quedas de salários.

 

Para crescer de forma sustentada a longo prazo, um país necessita de expansões também sustentadas tanto da oferta de bens e serviços quanto da demanda por eles. Se o consumo não se ampliar  ̶  como tem ocorrido em tantos países europeus nos últimos anos  ̶  a economia não se expande. Se a oferta não acompanhar a alta do consumo, o crescimento econômico será limitado e a inflação subirá, como tem ocorrido recentemente no Brasil.

 

Entre 2004 e 2010, foi possível evitar este truísmo econômico porque partimos de um desemprego alto e uma utilização limitada da infraestrutura existente. De lá para cá, incorporamos milhões de pessoas ao mercado de trabalho e o desemprego caiu aos níveis mais baixos da história. Com parcos investimentos, o atual gargalo de infraestrutura é óbvio. Para completar, políticas voltadas para reduzir as margens de lucro nos setores financeiro, elétrico, de mineração e petrolífero afugentaram investimentos, limitando o crescimento da oferta de produtos e serviços.

 

Uma mudança no modelo de desenvolvimento do país é inevitável, política e economicamente. Não dá mais para estimular a demanda sem impulsionar o crescimento da oferta. O governo parece ter percebido isto. Recentemente, elevou a remuneração para investimentos no setor ferroviário e aprovou a nova lei dos portos. Para o bem do país, e até das pretensões eleitorais da Presidenta, mudanças adicionais terão de ser rápidas, amplas e profundas.

 

Ricardo Amorim

Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com

 
 





    Flavio Cobucci disse:
    7 de junho de 2013 às 8:14

    E quanto ao tamanho descomunal do estado? à cada vez mais alta ineficiência e cada vez mais inchada máquina pública? Se não fosse isto este artigo não faria sentido.



    7 de junho de 2013 às 8:32

    Certamente infraestrutura é o maior problema ao se produzir no país atualmente. Mas não tenho muita confiança que a Presidenta ira realmente investir pesado nisso, pois o que temos visto são medidas desesperadas e isoladas, aparentemente mais preocupadas em manter a popularidade do governo do que propriamente começar uma política de reestruturação geral no país.



    7 de junho de 2013 às 8:54

    Adorei o artigo .sensacional. explica bem o fato de que a preocupação com a expansão do consumo em falta de sintonia com a capacidade de oferta de bens e serviços gera inflação, a grande inimiga da classe trabalhadora.e mostra também que o caminho que o governo vem seguindo só tende a aprofundar mais a situação. a visão do governo é míope uma vez que utiliza como instrumento de controle de inflação a alta do juros, o que só tende a favorecer o setor bancário. se esquecem de dizer que o aumento da competição- o que é o mesmo que aumentar a capacidade de oferta- também é um remédio contra a inflação.



    7 de junho de 2013 às 9:06

    O que precisa é uma redução imediata da intervenção do Estado no economia e nas mais diversas áreas da técnica e do conhecimento.



    Leonardo Flora disse:
    7 de junho de 2013 às 9:19

    Mais uma vez, brilhante analise.
    Venho percebido com amigos e colegas de profissão uma inquietação grande quanto ao futuro do nosso querido País, já tenho 8 conhecidos que terminaram tudo por aqui e estão iniciando nova vida em outro lugar (EUA, Chile e Colombia). E todos eles, se mudaram não só pela questão financeira, mas principalmente, pelo questão de cidadania, respeito ao proximo, infra estrutura, ordem e progresso.



    Rodrigo Garcia disse:
    7 de junho de 2013 às 9:24

    Ainda é muito cedo para arranhar a popularidade da Dilma. Creio caso haja eventos atipicos ela podera n se reeleger. . . Imagine uma seca ou excesso de chuva de altissima magnitude para 2013/2014. . .



    José Antonio Rosa disse:
    7 de junho de 2013 às 9:50

    Creio que no atual estágio da economia tudo será palliativo. Aliás, é o que o governo vem fazendo. O incentivo ao consumo, as desonerações setorizadas, interferência no câmbio, elevação dos juros, a supressão do IOF, e outros, não passam de ações “apagar incêndios” diante de uma cidade inteira que começa a ficar em chamas. Parte da solução passa pelo controle efetivo da inflação, redução dos gastos em conta corrente, investimentos em infraestrutura, poupança interna, privatizações, uma revolução na educação envolvendo uma melhor gestão nos recursos. Isso para começar. Entretanto, entendo que para que tudo isso se concretize e possa nos dar um controle da inflação e um desenvolvimento sustentados é imprescindível a reforma do Estado brasileiro com um novo pacto federativo e uma nova configuração dos poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário, Administração Pública e um Tribunal Constitucional. A reforma institucional é a mãe de todas as reformas. As demais reformas podem ficar comprometidas sem ela. Acho que é um sonho, mas o problema é que não acordamos do pensadelo. Abraço



    Paulo Vitor disse:
    7 de junho de 2013 às 10:34

    Belíssima análise Ricardo, é realmente chegada a hora de duras e importantes mudanças aqui em solo brasileiro, parabéns pelo trabalho, sempre preciso sem deixar de ser claro.



    André Antunes Lauriano disse:
    7 de junho de 2013 às 12:07

    Resumindo:

    O Brasil é um elefante branco no cenário mundial, um animal gigante que não forças para se manter de pé!



    Fernando disse:
    7 de junho de 2013 às 21:58

    Sensato, como sempre Ricardo. Não acho uma boa combinação o poder político para decidir economia ou administração. Estaremos sempre sujeitos aos interesses eleitoreiros de manutenção do poder. Nesse país de base eleitoral culturalmente pobre , seria muito interessante criar uma blindagem nas esferas administrativa e econômica. Agora cá entre nós , sem que as informações sobre a real situação cheguem aos eleitores de forma clara e ‘entendível’ como gerar essa consciência ? Olhe em volta , repare nos vizinhos , achamos que não pode ficar pior , mas o que esperar depois de Lula e Dilma ?



    PAULO CESAR BASTOS disse:
    8 de junho de 2013 às 11:27

    Vale a compreensão do óbvio. Qualquer trajeto de desenvolvimento para o Brasil passa pelo secular desafio do semiárido. Estimulando o progresso no Sertão, boas respostas chegarão. Parece existir uma proposital e secular (in)cultura que a seca no Sertão só existe na literatura. A seca existe e insiste, depois vem a pós-seca como realidade triste.
    Para PIB sempre crescente é indispensável plano de convivência com a seca, coerente e competente. Evitar a estiagem é impossível, mas existem técnicas para a convivência possível.Assim, o Nordeste urge e precisa do Plano de Agrorecuperação do Sertão.
    Ainda sobre a pretendida volta do dragão: tem produção, não tem inflação.
    Elementar, mas,para avançar, é preciso começar. Além da locução vale atitude e ação.



    Ricardo Foster disse:
    10 de junho de 2013 às 8:22

    Sistema Ecoômico push-pull
    Governo: “Povo querido, como eu gosto muito de você, vou te dar mais crédito, vou forçar a baixa dos juros, vou te dar mais Bolsas e você povo, vou tirar o IPI dos carros e você consuma, consuma”.
    Meses depois, governo: “Povo, como você consumiu demais serás punido, como você comprou carro demais e piorou o que já era ruim, a mobilidade urbana, serás punido: agora vou diminuir o crédito, vou aumentar os juros e de quebra vou diminuir seu poder de compra com a inflação e o tomate que leve a culpa.”



    WILSON GRISON disse:
    10 de junho de 2013 às 8:23

    Tenho acompanhado teus artigos. Trata-se das poucas opiniões claras e objetivos que tenho visto na imprensa que aponto o verdadeiro problema e aponta caminhos. Por quê fecham os ouvidos?



    Marcelo Negrini disse:
    10 de junho de 2013 às 9:45

    Infelizmente, Ricardo, todos sabemos que a Dilma não vai fazer nada. O objetivo do PT não é um plano de governo de longo prazo, e sim saquear o Brasil e passar o controle do maior número possível de negócios para a máfia Lula / Dirceu / Palocci. Só o Aécio para consertar, depois de piorar muito.



    jurandi orlandi disse:
    10 de junho de 2013 às 11:48

    Não foi por falta de aviso, até as pedras tem dito que está formula não iria dar certo. creio que não teremos grandes mudanças considerando que as medidas são eleitoreiras e ideológicas além da capacidade propriamente dita. Em fim não creio que eles possam fazer melhor.



    Bruno Adler disse:
    10 de junho de 2013 às 11:50

    Sou medico e sei que nao existe remedio sem nenhum efeito colateral portanto gostaria de saber qual o remedio para a doença atual de nossa economia antes que vá para a uti?



    Márcio Lara disse:
    10 de junho de 2013 às 12:13

    Parabéns pela brilhante análise.



    Almir Abdalla disse:
    10 de junho de 2013 às 12:42

    Caríssimo Ricardo, este governo me lembra a história de “um europeu” que estava num bonde vazio em SPaulo, de baixo de uma goteira que pingava na cabeça dele. O cobrador falou, senhor por quê o senhor não troca de lugar? E ele respondeu : trocar de lugar com quem , se não tem ninguém ?
    Como trocar pessoas , se não tem ninguém?
    Chama Pedro Sampaio Malan e Armínio Fraga.



    Vivaldo mazon disse:
    10 de junho de 2013 às 12:59

    Parabéns Você
    Sempre com uma visão global nos proporciona a certeza do caminho a seguir. Obrigado.



    10 de junho de 2013 às 13:12

    Perfeita a análise. Quem conhece, conhece…



    10 de junho de 2013 às 18:25

    Caro Ricardo Amorim.
    Sua analise como sempre perfeita e irretocavel.
    O Crescimento foi tocado a demagogia e populismo,sem que houvesse investimento em infra estrutura,latu sensu,e na produção interna competitiva. O mundo minguou,o credito farto não encontra tomador,porque o endividamento é assustador; Casa,Carro,Cartão de Credito e Carnês em profusão. A bolha estourou e suas conseguencias mais catastroficas ainda estão a caminho. Isso tudo atrelado a um governo incompetente com 40 ministérios. Haja dinheiro!



    10 de junho de 2013 às 22:28

    Muito bem, mas não vejo este governo com aptidões de longo prazo. Até porque talvez vejam uma eleição mais competitiva. Mas um sinal de rever a sustentabilidade economica é necessa´rio, mas ainda demonstram mais interesse polítoco do que economico.



    Paulo Vaz disse:
    10 de junho de 2013 às 23:32

    Vamos torcer para que a ficha caia por completo e a máquina volte a a andar no rumo certo!



    Dala Cotovio disse:
    11 de junho de 2013 às 10:31

    Ricardo,

    Como sempre os seus artigos são esclarecedores e acertivos, que pena que continuamos com essa politica corrupta e ineficiente.

    Obrigada, um grande abraço.

    Dala



    marcos antonio alferes disse:
    12 de junho de 2013 às 12:42

    Prezado Senhor

    Muito obrigado pelo envio do importanto boletim escrito por Vsa.que me é de grande valia.

    Cordialmente
    Marcos A.Alferes



    José Gaspar da Cruz disse:
    13 de junho de 2013 às 10:55

    Ricardo, os economistas ligados do governo, as autoridades responsáveis pela política econômica, a sra. Presidente tem clareza (para não falar consciência e vontade) sobre os pontos tão evidentes que V. tem descrito nos últimos meses sobre a caminho que temos trilhado no país? Que linha tem sido adotada pelo Ministro Mantega e cia.?



    17 de junho de 2013 às 16:40

    Ricardo

    Boa explicação dos fatos econômicos agora chamar de presidenta? Menos Ricardo, menos.



    Luiz Oliveira disse:
    17 de junho de 2013 às 22:59

    SOBRE A ULTIMA FRASE DO SEU EXCELENTE ARTIGO: SERA? ESTE GOVERNINHO SOCIALISTAPROGRESSISTA? IMPOSSIVEL NAO E. POREM DIFICIL, MUITO DIFICIL.



    Natil Bado disse:
    20 de junho de 2013 às 15:11

    Amigo, continuo dizendo,que os nossos governantes tem que fazer o tema de casa,acabar com a robalheira,as negociatas politicas,impostos etc.

    Natil Bado.



    Fabiana de brito Campos disse:
    23 de junho de 2013 às 15:31

    Depois destes vários protestos por todo país,dificilmente a Dilma conseguirá seu segundo mandato ano que vem.Por mais apartidários que sejam os manifestantes, não se pode negar que o partido que mais exposto está,diante de todos os escândalos,é o PT.
    A “dobradinha” política e economia(com Mantega à frente) já não apresenta resultados favoráveis há tempos.E sabemos que os reais motivos…não aparecem aos olhos de muitos…agora talvez,comecem a surgir;entre uma reivindicação e outra.
    Percebe-se a necessidade de novos rumos à política e estrutura econômica.Quem sabe algum candidato se aproveite desta brecha…
    Por enquanto não vejo um futuro cenário muito promissor para o Brasil.
    Acredito que isso seja um sinal claro de que o governo, na realidade, não nos fala de forma clara.São muitos discursos diplomáticos…não pautáveis;que nos dê mais confiança no futuro do país.
    Mas como muitos brasileiros, continuo acreditando que uma hora coisas boas irão acontecer.Afinal:”A esperança é a última que morre.”
    PS: meus parabéns à você,Ricardo Amorim, pela excelência com a qual fala sobre o assunto(economia).Sucesso!



    Samsara Nyaya Nunes disse:
    23 de junho de 2013 às 16:59

    Adoro ler seus comentários… simples e objetivos! Parabéns!



    Leonardo Cunha disse:
    1 de julho de 2013 às 14:25

    Ricardo,
    Espero que a presidenta anuncie em breve um corte violento nas despesas públicas, diminuindo em 50% o número de ministérios, aproveitando para se livrar desta camisa de força destes partidos fisiológicos, inclusive seu PT com Lula & Cia.
    Faça do limão uma limonada!
    Olha que o Alckimin já está navegando nesta onda!
    Volta FHC.



    HERNANE GENU disse:
    4 de julho de 2013 às 20:57

    Caro Ricardo, suas análises são sempre muito precisas porém grande massa eleitoral ainda está nas mãos das mentiras deste governo ineficiente e com claros interesses eleitoreiros de manutenção do poder. Quem vota conscientemente infelizmente ainda não decide eleições e a base eleitoral culturalmente pobre tem sido o gado tocado e enganado pelas bolsas paternais e nada eficientes se projetadas no futuro, a não ser para os interesses imediatos porque esta roubalheira não pode durar eternamente … um dia as cabeças vão rolar mas até lá …



    Renato disse:
    14 de julho de 2013 às 22:44

    Por que o governo PT não consegue romper com o modelo econômico implantado por FHC? Entendo que tal modelo já cumpriu seu papel com eficiência mas já esta ultrapassado. Incompetência ou cegueira?



    Waldomiro Bueno disse:
    19 de julho de 2013 às 22:32

    A falta de investimento em infraestrutura, uma política populista, buscando se manter no poder esta levando o pais a ruína. O plano real pai da estabilidade naufraga na incompetência do PT, por falta de ouvir o clamor dos economistas renomado.



    Mario Magalhaes disse:
    20 de julho de 2013 às 9:36

    Ricardo,

    Parabens por mais um artigo claro e direto sobre a situacao economica do Brasil. Tudo leva a crer que mais uma vez estamos perdendo a oportunidade de ser o pais do presente e continuamos como o pais do futuro. Incerto!
    Abracos,



    Renato Waltencir disse:
    20 de julho de 2013 às 11:17

    Ricardo, acredito que o PIB do Brasil só foi maior que o do Paraguai porque o país vizinho manipula os dados de sua economia.



    Marie Simone Sandy disse:
    24 de julho de 2013 às 23:08

    Ótima analise, eu aprendo muito por aqui!
    Mas… “presidenta”?? ;(
    Não combina com tanta inteligência. 😉



    Mario Curi disse:
    20 de agosto de 2013 às 22:01

    O grande problema do Brasil são os políticos. Quando um presidente é empossado para mandato de quatro anos, o primeiro ano é perdido em distribuição de cargos e apadrinhamento, o segundo ano tenta-se fazer o que não fez no primeiro, o terceiro ano já esta se preparando para a reeleição e evitando medidas impopulares, o quarto ano é perdido totalmente com a campanha. Então de quatro anos governa-se no máximo um e meio. Não se faz nada que gaste mais tempo que isto, pois se não inaugurar em seu mandato não tera valor politico.



    Alexandre Mello disse:
    21 de agosto de 2013 às 9:34

    E lá vamos nós, rumo a 1998 a todo vapor! Salve-se quem puder.



    Flavio Conti disse:
    30 de agosto de 2013 às 11:53

    Concordo inteiramente com o Ricardo.
    Mas acho que na atual circunstancia e com esse governo nada acontecerá em termos de mudanças e medidas drasticas .
    Até o momento, o governo está mais preocupado em se manter no poder do que fazer algo profundo para o bem do país.
    Estamos indo para o brejo e os responsáveis assistindo e maqueando o real problema.



    antonio g silveira disse:
    13 de setembro de 2013 às 21:34

    Estou sempre atento aos seus comentarios.V. vê alguma possibilidade de uniao da oposiçao em torno de um so’candidato visando derrotar Dilma com base em um programa de salvaçao nacional?



    15 de novembro de 2013 às 23:00

    Ricardo,

    Excelente artigo. Quanto tempo sera necessario para que o povo brasileiro acorde e exija a dignidade que lhe pertence? A maior tristeza vem ao saber que com uma oposicao dividida talvez nao seja possivel derrotar toda essa maquiagem da Dilma para 2014…



    Fernando Maciel disse:
    26 de dezembro de 2013 às 21:07

    É a mais pura verdade, uma análise fria sem paixões.
    Infraestrutura.
    Tem que privatizar urgente



    James Locatelli disse:
    26 de dezembro de 2013 às 23:02

    Falta um grande INGREDIENTE….Os bancos estão drenando para si, 50% do dinheiro das familias de classe Pobre e Media baixa…Não ha mais poder de compra.
    Cheque Especial 10,3% a.m.
    Cartéao de Credito- Juro por atrazo 450% a.a.
    O governo deve estar CEGO….



    27 de dezembro de 2013 às 0:38

    Estado mastodonte, com administradores desonestos e de tendência ditatorial comunista,só pode resultar nisso.
    Querem transformar o Brasil em uma China tropical,com mão de obra barata e semi escravidão.
    A todo instante as TVs fazem apologias aos mensaleiros condenados e falam que a previdência está falida, com enorme deficit.preparam redução de pensões.
    A PREVI já aviosu aos aposentados que via reduzir benefícios.Caminhamos para encontro de poder político com polícia política militarizada,o que é, ditadura.
    Já faliram vários fundos de pensão(i.e.Aeros) e agora as faixas de pagamento de IR alcançam mais gente,mais contribuintes.
    Salário não é renda; e jogando pessoas contra pessoas por questões étnicas,econômicas,culturais e destruindo famílias, é o ponto de apoiopara a grande alavanca do comunismo.
    Há anos, quando estudei nos EUA, disse: é o maior comunismo do mundo,não é a URSS.
    Agora, com os “democratas” e os mui socialistas no comando da América, a situação foi piorando, desde que os capitalistas ficaram hiper selvagens (corpcapitalism-Ditado por enormes corporações compradoras de mão de obra estatizada por ditaduras) e foram acordar o Gigante Verdadeiro que Napoleão tanto temia que acordasse.Industrializaram a China comprando mão de obra de U$30/mês.Querem fazer o mesmo aqui.
    Vão ver o fogo arder!



    JOAO disse:
    27 de dezembro de 2013 às 9:39

    Perfeito como sempre Ricardo, o problema é que a turma que sustenta a permanencia do PT no Governo (leia-se beneficiários do Bolsa Família), não le e muito menos entenderia o que o Ricardo escreve. Ficamos nós, os “otários pagadores de impostos” apaludindo uns aos outros sem perspectivas concretas de que haja mudança de Governo. Minha impressão é a de que se o PT botar um cachorro a concorrer a Presidencia, ainda assim ganha a eleição…Não temos oposição!!!!!!!!!Puta que o pariu!!!!



    Igor Ferreyro disse:
    27 de dezembro de 2013 às 15:32

    Além da precária infraestrutura do país, temos baixa produtividade, um Estado inchado e ineficiente, onde podemos destacar um Legislativo confuso, um Judiciário moroso e um Executivo que se aproveita de tudo isso para não administrar como de ofício.
    Parabéns pela reportagem.



    Lúcio Alberto de Sousa disse:
    27 de dezembro de 2013 às 21:37

    O que não se comenta é o comportamento do empresariado no Brasil que pratica margens de lucro altas e não comuns e absorve qualquer ganho de renda que o brasileiro tiver. Não sei como resolver isso só incentivando oferta. O empresariado aqui é mau acostumado.



    Leonardo disse:
    11 de fevereiro de 2014 às 10:27

    O mais triste e que a imensa maioria dos eleitores desse pais nao saberia ler, muito menos interpertar, nem o primeiro paragrafo deste texto do Ricardo. Com isso continuam votando nos petralhas… Se isso se confirmar nas proximas eleicoes, arrumo as malas…



    fernando frascari disse:
    19 de fevereiro de 2014 às 10:00

    Admiro vc pela sua lucidez, mas o problema dos economistas em geral, é que esquecem o plano político do governo. O governo simplesmente está empurrando a economia com a barriga enquanto prepara o golpe socialista. O Brasil em breve estará em guerra civil, porque o exército brasileiro não vai aceitar isso.



    Barbara Barreto disse:
    19 de fevereiro de 2014 às 10:21

    Very good.



    Igor Leão disse:
    16 de março de 2014 às 21:45

    Lúcido e direto! Parabéns.



    susana disse:
    22 de março de 2014 às 16:59

    Falo por mim e por alguns Europeus que montaram empresas no Brasil. Consenso geral: É mais difícil trabalhar no Brasil do que na Colômbia. Em tudo! Perde-se tempo com transito, brigando com serviços básicos e essenciais, tudo é mais caro e nada funciona. Em relação a mão de obra, é verdade sim, saímos sempre ganhando quando contratamos um Europeu em vez de um Brasileiro: Competência, profissionalismo, falar e escrever corretamente Português são só alguns diferenciais. E não é questão de salários, é de competência mesmo. Sem insultar ninguém, existem excepções mas difíceis de encontrar.



    Sergio Rodrigues disse:
    8 de maio de 2014 às 18:40

    Parabens pela análise lúcida, objetiva e apartidária, a respeito da qual ninguém poderá dizer que é “coisa da imprensa golpista”



    Fernando Maciel disse:
    9 de maio de 2014 às 8:08

    Ricardo,
    Um muito presente dia,
    NAMASTÊ!
    MAGNÍFICA A SUA ABORDAGEM, CONGRATULAÇÕES E OBRIGADO PELAS INFORMAÇÕES TÃO ÚTEIS PARA UM RUMO MELHOR DO NOSSO BRASIL.
    QUE OS MINISTROS DAS ÁREAS AFINS USEM SUAS ELOCRUBAÇÕES, ABRAÇOS,
    Maciel.



    Mariana disse:
    1 de julho de 2014 às 11:19

    E explica a falsa sensação de que está tudo bem porque aumentou o consumo médio das famílias brasileiras (a curto prazo e sem sustentabilidade).



    Mario Venditi disse:
    2 de agosto de 2014 às 22:34

    Ricardo, gosto de sua posição sempre coesa e equilibrada. Temos economistas brilhantes e cada um com sua receita de bolo. Qualquer iniciativa do governo, passa pelo crivo do apoio do parlamento, que é (como nos USA tb) uma grande salada de interesses e lobbies. Portanto, Dilma ou Aécio vão ter a mesma dificuldade. Vão encarar o remédio ruim para o país entrar nos eixos do crescimento e degladiar no “é dando que se recebe” dos nossos políticos. Ou seja, a lição de casa é clara, mas ter liberdade de fazê-lo é a maior batalha.



    24 de abril de 2015 às 11:06

    […] Crises são parte da vida de qualquer pessoa, país ou seleção. Elas são importantes. Sinalizam que algo está errado e precisa ser melhorado. Elas clamam por mudanças. Se reconhecidas e respondidas corretamente, elas nos fortalecem. Se ignoradas, aprofundam-se e se repetem até que, finalmente, aprendamos a lição. Nossa crise mais recente veio com o Alemanha 7×1 Brasil. Já tive a sorte de ver o Brasil ganhar duas Copas. Espero que isto se repita mais algumas vezes. Ainda assim, temo que minhas recordações do trauma da derrota para a Alemanha serão ao menos tão fortes quanto as de nossas conquistas. A Alemanha não ganhou a Copa só no campo. Ganhou no marketing e principalmente, no planejamento. A vitória alemã começou 14 anos antes, com um projeto de busca e desenvolvimento de talentos. Hoje, a Alemanha tem o dobro do número de jogadores que nós, apesar da população brasileira ser duas vezes e meia a alemã. A média de público da segunda divisão do campeonato alemão é maior do que a do Brasileirão. A Alemanha construiu seu próprio centro de treinamento na Bahia, com direito a campo com gramado cortado a laser. A análise do desempenho de cada jogador e da equipe em cada treinamento é feita com software desenvolvido só para isso. Resultado? Ganhou a Copa, mesmo com uma seleção sem craques, mas com muitos bons jogadores, preparo tático e técnico e espírito de equipe. Quais as resposta brasileiras à crise? Substituir o treinador pelo treinador que perdeu a Copa anterior!? A sugestão do governo de expandir o modelo de intervenção pública, que não tem funcionado na economia, ao futebol?! Espero estar enganado, mas desconfio que estamos desperdiçando a crise por incapacidade de fazermos mudanças reais. Esta mesma incapacidade me traz a outros campos, onde a goleada da Alemanha é maior e mais grave. O que choca mais? Perdermos de 7 a 1 da Alemanha na Copa ou sermos massacrados por ela e tantos outros países em educação, renda per capita, produtividade, IDH, expectativa de vida e infraestrutura? O que temos a aprender com a Alemanha nestas áreas mereceria um livro, mas como só tenho uma página, destaco o mais importante, começando pela educação. Assim, como o modelo do futebol alemão foi montado para gerar uma seleção e um negócio de futebol vencedores, ao invés de apenas alguns craques, o modelo educacional alemão diferencia–se pelo melhor ensino técnico do planeta, não por universidades de ponta. Assim, o país conquistou a liderança global em tecnologia e inovação. O planejamento e implementação que culminaram com a conquista da Copa levaram mais de uma década. Tampouco, as metas da política econômica alemã são de curto prazo. Quando a economia patinou, após a unificação do país, o governo não exagerou nos estímulos fiscais ou foi leniente com a inflação, comprometendo sua capacidade de crescimento futuro, como o Brasil andou fazendo. Para ganhar competitividade, a Alemanha apostou na produtividade e investiu em qualificação profissional, infraestrutura, flexibilização de leis trabalhistas e melhora do ambiente de negócios, ao invés de tentar desvalorizar sua moeda e reduzir a competição, encarecendo produtos importados ou impedindo os alemães de comprarem produtos no exterior. Hoje, estas lições importam mais do que nunca. Segundo pesquisas, sete em cada dez brasileiros querem mudanças no país. No entanto, as mesmas pesquisas mostram a Presidenta liderando as intenções de voto para as eleições de outubro. A aparente incoerência se explica pelo fato da população não ver na oposição as mudanças que almeja. Isto me traz de volta ao exemplo alemão. Lá, não se busca salvadores da pátria e balas de prata. As mudanças são fruto de planejamento, paciência, perseverança e trabalho. Espero que não tenhamos de tomar outros 7 a 1, como o que a inflação dará no crescimento do PIB neste ano, para aprendermos esta lição. Ricardo Amorim […]



    Carlos disse:
    9 de maio de 2015 às 16:29

    Ricardo eu concordo em mecher com o Time da Politica do Brasil.
    Tinha que trocar tudo.



    Alexandre disse:
    31 de julho de 2015 às 16:03

    Falta muito para melhorarmos, temos que aprender com as estratégias dos outros “times” e fazer melhor esse passe de bola. Precisamos focar em melhorar toda a nossa produtividade.



    23 de setembro de 2015 às 10:38

    Tem muita coisa pra mudar ainda, esse povo ta por fora.



    hotmart disse:
    13 de junho de 2016 às 16:38

    Olá

    Parabéns



    Carla Bressa disse:
    26 de setembro de 2016 às 13:45

    Excelentes tuas posturas, e esclarecedoras tambem quanto o ponto de vista de um Economista fora do Governo, mas realista o suficiente para pontuar de forma categórica as expectativas.Espero continuar merecendo receber as postagens



    18 de dezembro de 2016 às 11:37

    Esse governo só traz desesperança. Aff…



    Jose Morumbi disse:
    22 de dezembro de 2016 às 23:46

    Parabens pela análise lúcida, objetiva e apartidária, Muito bem, mas não vejo este governo com aptidões de longo prazo.



    Carla disse:
    30 de dezembro de 2016 às 6:53

    Resumindo:
    O Brasil é um elefante branco no cenário mundial, um animal gigante que não forças para se manter de pé!



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