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Bolha de insumos não é descartada.

postado em Entrevistas


14/12/2010

 

Os preços das commodities — que hoje chegam a estar de duas a três vezes maiores do que as máximas históricas— não devem cair tão cedo. Segundo Fábio Silveira, economista da RC Consultores, os preços das matérias-primas estão artificiais, o que pode gerar uma bolha.

O índice CRB (Commodity Research Bureau), que aglutina uma série de commodities e é negociado na Bolsa de Valores de Chicago, nos EUA, registrou nos últimos 12 meses alta de 20,2%. Nos últimos seis meses, o açúcar e o algodão, por exemplo, registram variação positiva de 76,7% e 73,9%, respectivamente. “Petróleo, cobre e zinco estão hipervalorizados e já estão gerando uma bolha”, enfatiza.

Para Silveira, poderá ocorrer uma correção parcial nos preços, mas não será nenhum desmonte. “Nada melhor do que uma alta nos juros para estourar esta bolha”, afirma. Otto Nogami, professor do Insper, não compartilha

Com a ideia de bolha,mas admite que os metais preciosos, especialmente ouro e prata, podem sofrer este efeito. “Como dólar e o euro em desvalorização, alguns países árabes começam a fazer suas reservas em ouro, mas é uma demanda momentânea”.

Ricardo Amorim, da Ricam Consultoria, acredita que a tendência para as commodities ainda seja de uma valorização. O especialista aposta que, com o início do aperto monetário em muitos países, principalmente na China e no Brasil, o processo de queda possa começar a ocorrer ao longo do ano que vem. “O gatilho será a crise na Europa, pois se os países derem calote podem contaminar o resto do mundo”. O economista da RC também vê a crise fiscal na Europa como divisor. “O dia em que a Europa reconhecer a situação de alguns países será um quadro apavorante”, enfatiza. 

Diferentemente da maioria dos especialistas, Marcelo Ribeiro, sócio da Pentágono AssetManagement, não vê as commodities como uma saída para os momentos de crise. “São um péssimo investimento e que, quem investiu nestes ativos desde 1956, já perdeu 70% do patrimônio. Não é uma visão de consenso do mercado”, polemiza Ribeiro.

Ribeiro acredita que, se países emergentes como Brasil e China segurarem por mais tempo o aperto monetário necessário, isso poderá provocar uma bolha em outros ativos. Para ele, os mercados acionário, o setor imobiliário e a renda fixa são os mais suscetíveis a esse processo. “Vai ser um gatilho para as bolhas”. afirma.

Fonte: Brasil Econômico





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