Feeds Ricardo Amorim Facebook Ricardo Amorim Twitter Ricardo Amorim Linkedin Ricardo Amorim Youtube Ricardo Amorim

Consultor Ricardo Amorim ressalta importância de inovação e processos em debate com editor da revista Wired UK.

postado em Entrevistas


Economia & Negócios / Estadão

21/01/2011

Alexandre Mello – O Estado de S.Paulo

Inovação é o diferencial, diz editor da “Wired”

Com frases de efeito, o editor Ben Hammersley, da revista britânica Wired – a mesma que anunciou o fim da web – esquentou o debate sobre empreendedorismo com executivos da Telefônica, em evento ontem na Campus Party. “O Skype está matando vocês”, disse o editor logo no começo da conversa, deixando muitos debatedores sem graça. “Uma empresa criada por cinco pessoas está ameaçando todas as teles.”

O consultor Ricardo Amorim complementou, dizendo que o serviço de voz sobre IP (telefonema via internet) é um ótimo exemplo em relação às empresas de telecomunicações. Mas que as teles também são um exemplo em relação às TVs. “O principal concorrente não é o que faz o mesmo que você, mas o que está fazendo o que você não vê, de um modo totalmente diferente.”

O tema inovação foi um dos mais debatidos. Para Hammersley, as empresas têm de ser 100% focadas em inovação e não investir míseros 5% em laboratórios.

Amorim destacou que “as empresas se tornam grandes por serem inovadoras, mas se mantêm grandes por meio de processos” – e citou como exemplo a Apple. “Ela ficou grande por uma série de lançamentos inovadores. Mas, se não fossem os processos de produção com os chineses, jamais teriam preço para manter o sucesso.” Hammersley discorda. Para ele, o diferencial da Apple é que todos pensam em inovar todos os dias, e fazem isso rapidamente.

Pequenos. Hammersley disse também que a empresa pequena tem mais facilidade para ser inovadora e entrar em novos mercados. “Pessoas talentosas e inovadoras não querem mais trabalhar em grandes corporações. Não querem mais um emprego. Querem um trabalho. E com questões interessantes para resolver. Ninguém mais pensa em planos de carreira. Pensam em como vai ser daqui a seis meses ou dois anos, no máximo”, disse.





    Fagner disse:
    21 de janeiro de 2011 às 16:51

    Hammersley é um teórico que gosta de provocar e cria fantasias as vezes muito surrealista.

    Sempre concordo com a essência do que ele diz mas nunca com a intensidade.



Deixe seu comentário