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Entrevista ao Mundo do Marketing, enfatizando boas perspectivas se Temer fizer o que está prometendo.

postado em Entrevistas


05/2016

Mundo do Marketing

RICARDO_AMORIM05

 
Taxa de desemprego acima de 10%, aumento de juros, hiperinflação e perda do poder de compra. Estes são apenas alguns fatores provocados pelo atual momento econômico no país que está tirando o sono de muitos executivos, empresários, brasileiros e empreendedores. Apesar do cenário tão ruim e da falta de otimismo em alguns setores, já é possível vislumbrar um movimento que pode contribuir para colocar o Brasil de volta no caminho do crescimento. A solução, segundo o economista Ricardo Amorim, vem da retomada da confiança na economia, que está atrelado ao início de um novo mandato presidencial.
 
A poucos passos de ocupar o Palácio da Alvorada, o vice-presidente Michel Temer faz alianças para compor o seu possível governo, que começa a animar o mercado financeiro com a indicação de um importante nome para assumir o Ministério da Fazenda, Henrique Meirelles. Além de outros cotados para as demais pastas, as conversas com os partidos, principalmente os divididos PMDB e do PSDB mostram que o presidenciável está buscando formar uma equipe coesa e ainda buscando a governabilidade no Congresso.
 
Para promover a virada econômica, a transição política tem que trazer dois componentes. “Alguém que saiba que o ajuste das contas tem que vir do corte de gastos públicos, e toda a sinalização do Temer é que ele tem clareza sobre isso. E em segundo lugar, ter uma base de apoio político forte, pois o que faltar será feito via o aumento de juros. Mas esta tem que ser uma parte menor. Com isso, as contas públicas ficam em ordem, a economia também, a confiança volta e o empresário confiante volta a investir, gera emprego, a população fica com mais dinheiro e volta a consumir. Ou seja, está criado o círculo virtuoso”, afirmou o Economista Ricardo Amorim, em entrevista à TV Mundo do Marketing.
 
Saída do fundo do poço
 
De acordo com o especialista, no primeiro mandato do governo da presidente Dilma Rousseff foram gerados grandes desequilíbrios macroeconômicos, que somados à crise política geraram essa recessão. “Dois desses estão sendo resolvidos. O primeiro é o de contas externas, pois o grande problema foi que no primeiro mandato houve uma série de políticas econômicas que estimulavam o consumo, mas não incentivavam a produção. A única forma de equilibrar isso era trazer de fora o que não estávamos fazendo, o que gerou um enorme desequilíbrio na balança comercial. O segundo é a inflação, que começa a cair já que o consumo está estagnado”, pontua o Especialista.
 
Além do possível início de um novo governo, que traz novos ânimos, o momento é de fazer o caminho reverso e voltar a crescer, o que mostra que estamos no fim de um ciclo de pessimismo. Para entender o atual cenário, Amorim estudou a economia brasileira desde 1900 e descobriu que todas as vezes que o país atravessou recessões longas e profundas, na sequência houve um processo de crescimento acelerado. “Alguns anos depois, a média de crescimento do PIB por três anos costuma subir a níveis de pelo menos 6% ao ano. Isso acontece porque temos um período longo onde o crescimento despenca porque não há mais confiança, os planos ficam parados, porque os empresários mandam para a gaveta os investimentos”, acrescenta.
 
A situação por aqui, por mais curiosa que possa parecer, é benéfica em relação a outros mercados. Os países desenvolvidos têm crescimento favorável e regras claras, mas baixa taxa de crescimento. Os que estão em desenvolvimento, como o Brasil, o potencial de crescimento e o tamanho chamam a atenção e atraem investimentos. “Uma empresa que quer ter uma presença global, não pode deixar de ter uma presença no Brasil. Tem muita empresa com dedo no gatilho pronta para investir no Brasil considerando o potencial de crescimento ao longo prazo, que o preço dos ativos caíram muito por conta da crise e que a alta do dólar barateou esses ativos para os estrangeiros. Não tenho certeza de quando a recuperação econômica começará, mas o que tenho certeza é que ela surpreenderá pela força”, disse Amorim.
 
– Confira o vídeo da entrevista.
 
 





    FERNANDO ALMEIDA disse:
    5 de maio de 2016 às 9:45

    Não tenho dúvidas que um pouco de ortodoxia não irá fazer mal.
    Privatização já, qualquer coisa que estanque a sangria dos cofres públicos é sempre bem vinda.
    Agora, se o governo Temer sucumbir a uma fisiologia, vai começar mal.
    Corte drásticos de cargos em comissão.
    Os funcionários públicos já são remunerados pra trabalhar. Não se precisa de tantos cargos. Pior são os sem vínculo com a administração. Corte de 50% dos cargos em comissão. Mas corte em valores nominais e não em número, pois neste caso, só cortam os pequenos e não efetividade em termos financeiros.



    Paulo Maurício disse:
    5 de maio de 2016 às 12:05

    Também concordo. Principalmente porque o país estará saindo de um período recessivo, com PIB negativo, de três anos, ou seja, situação nunca vista antes.



    LUIZ CARLOS disse:
    5 de outubro de 2016 às 18:58

    A MAIORIA DO POVO BRASILEIRO ESTÁ SEM CREDITO, POR DIVERSAS RAZOES.
    O DESEMPREGO ATUAL ATINGIU 12% DE200MI SERIAM 24MI X 3P\FAMILIA,OU SEJA, 24MIx3=72MI SEM PODER DE COMPRA.
    OS JUROS ESCORCHANTES DOS BANCOS, ÉUMA AGIOTAGEM OFICIALIZADA. NOS BONS TEMPOS, ERA CRIME DE APROPRIAÇÃO INDEBITA. ASSIM,FICAM OS PRODUTORES SEM CONSUMIDORES.
    COMO VAO INCENTIVAR A PRODUÇÃO E O CONSEQUENTE EMPREGO.



    14 de fevereiro de 2017 às 17:07

    A crise tem o seu lado bom que é a famosa peneira, onde só ficam as empresas que fizeram a lição de casa. Infelizmente é um remédio amargo para a população inteira. Infelizmente o governo não incentiva as pessoas a ter o minimo de noção financeira.



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