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Economista Ricardo Amorim espera grandes investimentos em infraestrutura.

postado em Entrevistas


Portal do Centro de Estudos de Sustentabilidade da EAESP
01/2012

 

Obras reduzem efeito da Crise Global

 

O conjunto de obras de infraestrutura planejadas para os próximos anos cria oportunidades para o Brasil se proteger da provável longa recessão que afetará a economia europeia e para incentivar a indústria nacional, pressionada pela alta estrutura de custos e real valorizado. “O mercado brasileiro de energia deve ser um dos maiores demandantes de encomendas do mundo, com oportunidades muito grandes e pode alavancar o crescimento, já que o setor tem uma longa cadeia”, exemplifica Paulo Godoy, presidente da Abdib.
 
Para o economista Ricardo Amorim, da Ricam Consult, o país se tornou um mercado relevante para montadoras, fabricantes de eletroeletrônicos, bens de consumo, bancos, já que o crescimento futuro do mundo estará cada vez mais calcado nos emergentes. Some-se a isso um quadro de queda de juros reais no Brasil. Nesse cenário, a economia nacional continuará atraindo recursos para resolver seus problemas. “O Brasil tem uma infraestrutura ruim, mas até o fim da década será muito boa, porque choverá dinheiro para resolver esses problemas”, analisa.
 
Fernando Sarti, do Instituto de Economia da Unicamp, acha que esse ciclo de investimentos, turbinado pela exploração do pré-sal, poderá ser usado para que a economia brasileira evite a desindustrialização. Segundo seus cálculos, entre 1990 e 2009, os investimentos responderam por cerca de 20% do PIB, enquanto na China esteve acima de 40%. “Nós temos oportunidades, vamos ter demanda, mas ela ficará com indústrias daqui ou de fora? A questão não é apenas de câmbio, e a competição ficará mais acirrada porque a China e os países desenvolvidos, como Alemanha e Estados Unidos, buscarão mercados para seus bens neste mundo em crise”, analisa.
 
O que preocupa os empresários nacionais é que empresas chinesas trabalham com uma carga tributária mais baixa, incentivos para exportação e uma moeda desvalorizado, conseguindo em alguns casos preços 20% mais baixos. Luiz Fernando Ferrari, vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) diz que “é uma política industrial ativa para estimular a indústria nacional.” (R.R.)





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