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Entrevista de Ricardo Amorim para a Forbes sobre o mistério do pleno emprego.

postado em Entrevistas


09/2014

Revista Forbes

 
“Por que o índice de desemprego no Brasil permanece baixo já há um bom tempo, mesmo com a economia do país semiestagnada e taxas de juros elevadas?”: eis a questão, simples e objetiva, que FORBES Brasil propôs a quatro renomados economistas que há anos pensam e debatem o país. Conheça as respostas – instigantes, inesperadas, múltiplas – que obtivemos deles.
Veja a seguir quatro opiniões de economistas respeitados sobre o assunto:

 
“Enquanto a taxa de desemprego nacional é de fato muito baixa (4,9%) e tem caído desde 2004, o total dos que não trabalham no país em relação aos que poderiam trabalhar é enorme (47%) e tem crescido há mais de um ano. Por esse parâmetro, a situação no Brasil hoje é pior do que na maioria dos países europeus.
O desemprego tem caído porque a redução no número dos que buscam emprego foi maior do que a redução do número de vagas. Há quatro razões para milhões de brasileiros terem deixado de buscar trabalho na última década – uma positiva e três negativas. A positiva é que hoje existem mais de 2 milhões de universitários a mais do que há dez anos, e uma parte deles para de trabalhar enquanto estuda. Já a primeira razão negativa é demográfica.
 
A população brasileira está envelhecendo, o que (somado a regras que permitem a aposentadoria em idade precoce) tem diminuído a busca por trabalho. Os dois outros motivos vêm de políticas públicas: o bolsa-família (que, se por um lado, traz condições de sobrevivência a milhões, por outro desestimula outros milhões a trabalhar) e a expansão do seguro-desemprego (paradoxalmente, nos últimos dez anos, enquanto o desemprego caía de 12,9% para 4,9%, os gastos com abono e seguro-desemprego subiram de R$ 13 bi­­lhões para mais de R$ 45 bilhões). Nosso grande desafio agora é não apenas gerar mais trabalho, mas estimular as pessoas a buscarem empregos.”
 
 
Para ver as respostas dos outros economistas, clique aqui
 





    15 de setembro de 2014 às 20:20

    Ricardo, o ponto mais grave é metodológico. A pesquisa PNAD, acusa numero muito maior. O IBGE fala em 4,9 para apenas 6 regiões metropolitanas. O PNAD mostra 8%, nos dois casos a pergunta “vc esta procurando emprego” é o recorte para a classificação do desemprego. Ai sim sua análise esta correta. Muitos estão com seguro desemprego.



    João disse:
    16 de setembro de 2014 às 9:26

    Ou seja, o governo esta conseguindo fragilizar ainda mais nossa situação em uma busca incessante por uma reeleição … Por isso fiz como mainardi e piquei a mula…



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