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“O brasileiro tem uma característica muito forte empreendedora”, segundo o economista Ricardo Amorim

postado em Entrevistas | Palestras


04/2019

Revista Encontro

Por Marina Dias

 

 

O economista Ricardo Amorim, eleito pela Revista Forbes um dos 100 brasileiros mais influentes e o economista mais influente do Brasil, um dos debatedores do programa Manhattan Connection, da GloboNews, e o brasileiro mais influente da rede social LinkedIn, esteve em Belo Horizonte na última quinta-feira (28) para falar a representantes do varejo sobre o panorama atual da economia brasileira, perspectivas futuras e sobre como a tecnologia pode impactar este cenário. A palestra fez parte da terceira edição do Congresso Infovarejo CDL/BH. O especialista diz que, considerando o cenário de hoje e o que se espera do futuro, o recado é básico: assim que houver a retomada da economia, que ele condiciona à aprovação da Reforma da Previdência, diz que as oportunidades para donos de negócios “nunca vão ter sido tão boas para quem fizer a lição de casa, ou seja, se fortalecer, melhorar o modelo de negócios, inovar”. Veja os principais avaliações de Amorim:

 

Empreendedorismo

 

“O brasileiro tem uma característica muito forte empreendedora. Porque, no fundo, o que você precisa para ser empreendedor? Estômago do tamanho de um avestruz, uma coragem muito grande, estar disposto a trabalhar feito um louco. Tudo isso o brasileiro tem. Até porque, nos últimos 30, 40 anos, a gente foi treinado no pior campo de batalha possível”, disse o economista a Encontro. Segundo ele, isso gerou resiliência e muita capacidade de adaptação nos brasileiros. Contudo, diz que é preciso tornar o ambiente mais favorável aos empreendedores, reduzindo a burocracia e melhorando o acesso a financiamento a um custo razoável. “No geral, quem se planeja para empreender tem mais chance de sucesso do que quem é forçado a empreender por necessidade. Não é que o segundo caso esteja fadado à derrota, mas tem de ralar mais, por não ter tido tempo de se planejar.”

 

Reforma da Previdência

 

“Se a aprovação da Reforma da Previdência não acontecer, toda a perspectiva de melhora inverte e piora. É possível até que o Brasil viva nova crise econômica dos próximos anos”, afirmou Amorim.  Ele ressaltou que houve crescimento do PIB brasileiro, apesar de pequeno, nos últimos oito trimestres. “Até a aprovação da Reforma da Previdência, provavelmente o quadro será o mesmo. Sendo aprovada, temos chance de aceleração do crescimento daí para frente, o que significa, na prática, que o dado deste trimestre não vai ser grande coisa, mas será positivo, assim como o do próximo. O que podemos esperar é aceleração a partir do segundo semestre. Para o ano que vem, dá para ver perspectivas melhores”, completa.

 

Governo e crescimento econômico

 

“Este governo tem uma habilidade ímpar em criar problemas onde não havia. Isso está criando um cenário político muito conturbado. Apesar disso, como a gente já vem discutindo há três anos, o primeiro tema — e o mais importante — que precisa ser lançado, que é a Reforma da Previdência, eu acredito que mesmo com tudo isso e com os conflitos mais recentes, no final das contas, vai passar uma reforma significativa”, diz.

 

Outras prioridades para alavancar a economia

 

“Sendo aprovada a Reforma da Previdência, do ponto de vista econômico, a seguinte é a Reforma Tributária”, disse o economista. “Em paralelo, tem o pacote do Moro, que é fundamental. Combater crime no Brasil, particularmente a corrupção, tem de ser feito com todo o afinco do mundo. Não é uma agenda puramente econômica, mas tem impactos econômicos importantes.” Para ele, o país se torna mais atraente a investidores caso se espere que haja menos corrupção do que no passado, e isso gera mais empregos, crescimento, salários melhores. “Mas além desses impactos, reduzir a criminalidade já melhora a vida dos brasileiros. E só por isso já valeria, ainda que não tivesse impacto econômico nenhum.”

 
 





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