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Ricardo Amorim: Economia para todos

postado em Entrevistas


Revista Brasília Em Dia

01/2014

Por Bruna Soares

 

Falar sobre economia é tarefa difícil para muitos brasileiros. Compreender sua linguagem e acompanhá-la para não se surpreender com suas oscilações também se apresenta como um desafio. Para o economista Ricardo Amorim, isto já ficou para trás, pois, com uma linguagem simples e coerente com o tempo que o cidadão dedica à economia de seu país, ele consegue desmistificar temas complexos não só no Brasil, mas em outros importantes países, por onde viaja dando palestras e consultorias para grandes empresas. Apresentador do “Manhattan Connection”, da Globonews, Ricardo Amorim também é colunista da revista “IstoÉ” e presidente da Ricam Consultoria, com sede em São Paulo. É o único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais, segundo o Speakers Corner, e o economista mais influente do Brasil, segundo o Klout.com. Com Ricardo Amorim, a primeira coisa que se aprende é que economia é assunto para todos.
 
– Como avalia o interesse do brasileiro pela economia?
– Considero o interesse bastante grande. Mas por algum ruim, infelizmente, que é a instabilidade da economia do Brasil. Acompanhá-la passou a ser uma obrigação para as pessoas, pois se houvesse estabilidade este quadro seria diferente. A situação atual afeta diretamente o cidadão consumidor, por isso acho que ele acompanha mais. Veja as manchetes dos principais jornais do país, por exemplo. Há no Brasil mais manchetes sobre economia do que em qualquer outro lugar do mundo.

 

– A economia pode ser simplificada para que todos entendam seus conceitos básicos como Bolsa de Valores, Taxa Selic, Impostos, Inflação, etc.?
– O excesso de jargões na verdade é culpa dos próprios economistas, que assim como os advogados, engenheiros, médicos e demais profissionais têm uma linguagem própria e mais específica para suas áreas e que acaba sendo entendida mais claramente entre eles. Estamos, porém, todos ligados a questões como geração de emprego, empréstimos, ao movimento da economia e seu impacto em nossas vidas. Diga-se de passagem, isso ajudou muito no meu caso, pois sempre tive a preocupação de tratar do assunto com mais clareza e simplicidade. O feedback que recebo é sempre muito positivo, o que confirma ainda mais a validade da ideia.

 

– Como o Brasil pode maximizar suas oportunidades para este ano?
– As condições infelizmente não são favoráveis. Inflação, instabilidade, manifestações, além de inúmeras incertezas e a incidência de fatores externos, têm dificultado a expansão da economia. Um problema a se atentar são as bolhas acionárias, que podem estourar a qualquer momento, inclusive em 2014, causando os mesmos impactos que houve em 2008. A economia não vai andar bem. (O economista fala mais sobre o assunto no artigo que segue ao final da entrevista, publicado na revista Istoé)

 

– No quê o governo de Dilma Rousseff acertou?
– Acertou em vários aspectos, mas errou mais. Um dos graves erros cometidos pelo governo foi a redução da lucratividade das empresas de diversos setores, como financeiro, energia, e petróleo. O salário aumentou e o desenvolvimento caiu. O crédito se expandiu, mas a produção não cresceu. As compras aumentaram, mas a inflação e os juros também aumentaram, e não foi pouco.

 

– E a Petrobras, eram esperados os resultados divulgados?
– A Petrobras, que é de longe a maior empresa do ramo no país, teve uma lucratividade em 2002 de 47%. Nos últimos meses, foi de 7%. As despesas chegam a 40 bilhões de reais e há importação do petróleo para depois vendê-lo, diminuindo assim sua capacidade financeira, explorando 30% do Pré-sal, por exemplo. Uma exploração que é feita enquanto a Petrobras está descapitalizada. Outra coisa que vale lembrar é que as plataformas da estatal não são compatíveis com a sua produção, o que reduz o crescimento e impacta todo o setor petrolífero, que encontra dificuldades.

 

– De acordo com o BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), o Brasil corre perigo na economia, devido às eleições e ao pouco tempo que terá para implementação de políticas de curto prazo, que deem estabilidade durante a transição. O governo está preparado?
– A grande novidade do Brasil foram as manifestações de junho passado, que apresentaram uma série de demandas justas, mas que a curto prazo são praticamente impossíveis de serem feitas. Houve aumento dos gastos com saúde e educação, sendo que o governo gasta muito mais do que deveria. O Brasil é o 3º país dentre 156 emergentes no ranking de gastos e despesas. Não há dinheiro sobrando e as contas públicas podem piorar ainda mais.

 

– Há previsão de palestras em Brasília?
– Por enquanto nada marcado, mas ao longo do ano certamente irei à capital. Costumo ir pelo menos três, quatro vezes ao ano.

 

– Além da Ricam e da atuação no programa Manhattan Connection e na revista Istoé, tem tratado de economia em algum outro veículo?
– Em fevereiro incrementaremos nosso canal no Youtube com mais materiais (O leitor poderá acompanhar o economista pelas redes sociais acessando o site www.ricamconsultoria.com.br). No que tange a Ricam, percebo que o interesse dos estrangeiros em saber o que está acontecendo no Brasil aumentou muito. Hoje mesmo (17/01), viajo para os Estados Unidos para fazer uma palestra na reunião do conselho de uma renomada empresa que quer entender mais a respeito.
 

Para ler a entrevista na Revista, clique aqui

 
 





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