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Entrevista de Ricardo Amorim à revista RI sobre perspectivas para crise europeia e impactos na economia e mercado de capitais no Brasil.

postado em Entrevistas


Revista RI
07/2012
Por Lucia Rebouças

 
 
CRISE EUROPEIA IMPACTA RETOMADA DE IPOs NO BRASIL.
 
Apesar do Brasil reunir condições propícias para a retomada das operações de IPOs (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) este ano, após um movimento bem modesto registrado no segundo semestre de 2011, a concretização e a força da retomada, estão condicionadas ao desenrolar da crise européia e seus efeitos sobre o desempenho da economia internacional. Conforme estudo da empresa de consultoria Ernst & Young Terco, aproximadamente 20 IPOs podem ser realizados ainda este ano.
 
De acordo com o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, há condições para a realização de 40 a 45 ofertas, entre IPOs e operações de venda de ações de companhias que já estão na bolsa.
 
No momento a maioria das previsões para a economia internacional é de “mau tempo, mau tempo”. Analogias com a previsão do clima têm sido bastante utilizadas para descrever cenários econômicos e numa coisa elas de fato andam juntas: acertar como será o dia de amanhã. Quem não se lembra da marolinha prevista pelo então presidente Lula nos idos de 2008, quanto irrompeu a crise imobiliário/financeira que, contrariando a previsão, avançou sobre a economia brasileira com a voracidade de uma onda.
 
Considerado “guru” do mercado, dado ao índice de acertos em suas previsões, o economista Ricardo Amorim, presidente da Ricam Consultoria e comentarista do programa Manhattan Connection (GloboNews), prevê que o tempo na economia internacional ainda vai ficar bastante ruim antes de melhorar, com forte queda de atividade no mercado de capitais em todo o planeta. No caso do Brasil, Amorim afirma que ainda haverá alguma atividade, antes do mercado ser atingido por novas ondas de choques provocados pela crise na Europa. Depois disso, devemos ter uns seis meses de atividade praticamente nula e, em seguida, uma gradual retomada, similar ao que ocorreu em 2009 e 2010.
 
Os choques, segundo o economista, virão da provável saída da Grécia e, eventualmente, de outros países europeus da Zona do Euro, podendo gerar crise financeira, jurídica e de confiança significativa. “Eventual novo calote grego após a saída do euro deve atingir o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu), limitando a capacidade de ambos de conseguir novos recursos para pacotes que ainda serão necessários para Espanha e Itália. O calote grego criaria precedentes que podem levar Portugal também ao calote, gerando preocupações se Espanha e Itália seguiriam o mesmo caminho.” Devido à letargia dos líderes europeus, a recessão por lá em 2012 é uma certeza, afirma Amorim. “Uma recessão branda é o cenário mais otimista.
Mas, o cenário mais provável é uma crise crônica de proporções potencialmente superiores às causadas pelo colapso do banco Lehman Brothers em 2008. Só que desta vez, o arsenal de combate à crise nos países desenvolvidos está praticamente exaurido.”

 
Mesmo que mais calotes não ocorram e a Europa tenha apenas uma recessão branda, é bem provável que ela se estenda aos EUA, acrescenta Amorim. “Paralisia política, cortes de gastos públicos, aumentos de impostos e restrições do Fed (Banco Central americano) a novas medidas de estímulo monetário tornam a probabilidade de recessão nos EUA em 2012 e/ou em 2013, bastante elevada. Com Europa e EUA em recessão, só restaria o último dos pilares da economia mundial, a China.”
 
Infelizmente, conforme o economista, a economia chinesa também está mais frágil do que em 2008. O PIB chinês que crescia a 14% ao ano, agora está ao redor de 8% ao ano e em desaceleração. Além disso, a redução na oferta de crédito global causada por preocupações com a Europa, expôs problemas nas construtoras chinesas.
 
Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.
 





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