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Matéria do Monitor Mercantil sobre pesquisa exclusiva Ricam Consultoria – Ilumeo sobre os hábitos financeiros dos brasileiros

postado em Entrevistas


05/2014

Monitor Mercantil

 

Levantamento mostra que 69% dos brasileiros que costumam entrar no cheque especial não sabem quanto pagam de juros. Entre aqueles que pagam juros no cartão de crédito, 66% não sabem exatamente as taxas que pagam. Esses são os resultados mais alarmantes da pesquisa realizada pela Ilumeo em parceria com Ricam Consultoria, com o objetivo de entender  o comportamento dos brasileiros em relação às suas finanças pessoais. O estudo também descobriu que 32% das pessoas que têm alguma dívida nem sequer planejam em quanto tempo pretendem quitá-la.

 

O estudo que foi realizado por meio de metodologia online (de 16 a 17 de abril) levantou a opinião de 1.155 brasileiros com idade entre 18 e 60 anos, das classes A, B e C de 255 municípios em todas as regiões brasileiras. A pesquisa foi coordenada por Otávio Freire, diretor da Ilumeo e professor de marketing da Universidade de São Paulo (USP) e por Ricardo Amorim, economista e diretor da Ricam Consultoria.

 

– Não conheço ninguém que compra um produto sem saber quanto custa, mas a maioria das pessoas faz exatamente isto quando se endivida. Pelo efeito dos juros compostos ao longo do tempo e das elevadas taxas de juros brasileiras, muitas delas acabam em dificuldades sérias – diz Ricardo Amorim. Outros dados levantados pela pesquisa sobre esferas da vida financeira da população também indicam que ainda há um despreparo do brasileiro em relação ao assunto.

 

Comportamentos cotidianos simples que impactam diretamente a saúde financeira das pessoas ainda são um entrave para muitos entrevistados. Ao contrário do que indicam especialistas, apenas 32% das pessoas anotam todos os seus gastos. 36% anotam somente as maiores compras e 32% nunca anotam nenhum de seus gastos. Por outro lado, a pesquisa revelou que 69% das pessoas gostariam de anotar suas despesas para ter maior controle no dia-a-dia.

 

– Como existe uma distância grande entre intenção e comportamento, quanto mais fácil e intuitivo for o processo de anotação (aplicativos, lembretes no celular etc.) mais tendem a crescer as práticas conscientes sobre os próprios gastos – diz Otávio Freire, diretor da Ilumeo.

 

A dinâmica familiar é um ponto relevante na definição dos comportamentos financeiros. Apesar de 88% dos entrevistados casados declararem que conversam com os parceiros sobre finanças familiares, 71% consideram que a organização de orçamento da casa é centralizada em apenas uma pessoa. Outro ponto interessante sobre a relação sobre os casais é que nem todos eles têm o mesmo plano sobre o que fazer com o dinheiro que sobra no fim do mês. 63% dos casados acreditam que têm os mesmos planos que os parceiros para uso do recurso que sobrou; 13% dizem não saber quais são os planos do parceiro; e 24% acreditam que os planos do parceiro para o dinheiro extra são diferentes dos seus.

 

A poupança é disparada a forma de investimento mais conhecida (95%), seguida pela previdência privada (66%). Apesar de 59% comentarem que já ouviram falar sobre o mercado de ações, apenas 3% declararam já ter investido neste mercado.

 

– As pessoas abrem mão de rentabilidades mais altas em função da familiaridade e segurança da poupança. Ao longo do tempo, esta escolha acaba reduzindo muito o valor dos investimentos – comenta o economista Ricardo Amorim.

 

43% dos entrevistados declaram nunca terem ouvido dicas ou orientações sobre educação financeira. Entre aqueles que já ouviram alguma dica, televisão (48%) e sites (28%) são meios considerados relevantes.

 

 





    Vera Lima Bolognini disse:
    6 de maio de 2014 às 7:19

    Prezados Senhores Ricardo e Otávio,

    Acredito que tudo isso venha da nossa “ignorância” com os números, falo de maneira geral, pois, desde pequenos, nas escolas, disciplinas a exemplo da Matemática, que lidam com o somar, dividir e subtrair, são os maiores desafios. Mas, temos também o hábito de queremos camuflar aquela “realidade” que não gostaríamos de encarar. Assim, enfiar a mão no bolso sem saber quanto estamos sacando para gastos, muitas vezes, desnecessários, parece uma escolha comum e as operadoras de cartão de crédito também já sacaram isso. Outro fato lamentável é que neste país a usurpação também pode. O que “essa gente” faz deveria ser considerado um crime de lesa-consumidor e coibido por meio de políticas de governo. Já congelaram salários, a economia, porque não conseguem as margens de ganhos desse mercado? Agradeço pelas informações tão preciosas. Abraço!



    Frank disse:
    29 de novembro de 2016 às 17:17

    O Brasileiro ainda precisa se dedicar muito para aprender mais sobre Educação Financeira. É muito triste ver o grau de inteligência financeira das pessoas ao nosso redor.



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