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Entrevista de Ricardo Amorim ao Jornal do Commercio: por que as perspectivas para investimentos imobiliários continuam favoráveis.

postado em Entrevistas


Jornal do Commercio
06/2012
Por Olivia de Almeida

 
O economista Ricardo Amorim, colunista da revista IstoÉ, apresentador do programa ‘Manhattan Connection’, do canal Globo News, presidente da Ricam Consultoria, além de ser o único brasileiro incluído na lista do Speakers Corner dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais, esteve ontem em Manaus para ministrar no Teatro Direcional, Adrianópolis, zona centro-sul, a palestra ‘Invista Melhor’, sobre investimento no mercado imobiliário, a convite da Direcional Engenharia.
 
Em uma entrevista ao Jornal do Commercio, ele fala sobre o cenário atual e diz que o potencial de expansão do crédito no país ainda é significativo.
 
Como está o cenário do mercado imobiliário?
O mercado imobiliário brasileiro vem crescendo de forma exponencial tanto em preço quanto em quantidades de lançamentos desde 2004. Recentemente, houve uma ligeira desaceleração no ritmo de lançamentos e no ritmo de alta de preços.
 
Quais as perspectivas?
O mais provável é que os preços continuem em elevação nos próximos anos, mas em um ritmo inferior ao das altas dos últimos anos.
 
É um bom momento para comprar imóvel? A economia brasileira e mundial está propícia a isso?
O critério para definir se qualquer investimento é bom ou ruim sempre deve ser as perspectivas futuras para aquele investimento; nunca o desempenho passado. Baseado na forte elevação dos preços dos imóveis no Brasil nos últimos anos, muitos concluem que os preços estão altos. No entanto, tendo uma visão mais abrangente e, ao contrário do que a maioria acredita, os preços dos imóveis no Brasil não são mais altos do que na maior parte do mundo, pelo contrário.
 
Nenhuma cidade brasileira está entre as 50 cidades com preços de imóveis mais elevados no planeta. Na realidade, os preços subiram muito no Brasil nos últimos anos porque eram absurdamente baixos em comparação com o resto do mundo devido à quase total falta de crédito no país, que limitava muito a procura por imóveis. À medida que o crédito começou a se expandir e as taxas de juros a cair, a procura aumentou e os preços subiram. O ponto é que o total de crédito imobiliário no Brasil é de apenas 5% do PIB brasileiro, comparado com mais de 90% do PIB nos EUA e números similares na Europa e no Japão. Isto indica que o potencial para expansão do crédito imobiliário e, por consequência de preços, ainda é significativo no Brasil.
 
O que deve dar impulso ao setor, especialmente em Manaus?
Além da expansão do crédito, que impulsionará o setor em todo o Brasil, no norte, nordeste e centro-oeste do país, regiões que crescem mais do que o restante do país e onde o déficit habitacional é proporcionalmente maior, a busca por imóveis deve crescer em ritmo mais acelerado, o que favorece um desempenho mais robusto do setor imobiliário. Manaus é uma das cidades onde este efeito deve ser mais significativo.
 
Investir em imóvel é uma boa solução? por que?
É sempre bom diversificar investimentos como forma de minimizar riscos. Neste sentido, investimentos imobiliários, ou quaisquer outros investimentos, devem ser uma parte dos investimentos, mas, de preferência nunca o único investimento. Com as turbulências que estão acontecendo na Europa, é possível que se repita um fenômeno que foi importante no final de 2008 e ao longo de 2009, quando muitos investidores, preocupados com potenciais impactos da crise financeira global em seus ativos financeiros, aumentaram investimentos em imóveis, elevando, em particular o preço de imóveis de alto padrão, que, por terem valores mais elevados, funcionam melhor para receberem investimentos significativos rapidamente. Se a crise europeia e seus efeitos negativos em todo o mundo, inclusive no Brasil, piorarem, como acredito que acontecerá, é possível que este fenômeno se repita, favorecendo, particularmente este segmento do mercado imobiliário.
 
O que você aconselha?
Se você pretende comprar um imóvel nos próximos anos, quanto antes melhor porque é provável que os preços continuem a subir. À medida que o custo de financiamento baixa, mais gente resolve comprar imóveis e mais os preços sobem com o aumento da demanda. Aliás, foi exatamente isto que vem acontecendo desde 2004, impulsionando fortemente o preço dos imóveis. Em resumo, é provável que quem preferir esperar por um custo de financiamento menor até consiga, efetivamente pagar justos mais baixos, mas a alta do preço dos próprios imóveis, deve acabar deixando a conta mais salgada, mesmo com juros menores.
 
O empreendimento que será lançado em Manaus é voltado para o público AA. O mercado está aquecido para esse segmento?
Neste segmento, é possível que se repita um fenômeno que foi importante no final de 2008 e ao longo de 2009, quando muitos investidores, preocupados com potenciais impactos da crise financeira global em seus ativos financeiros, aumentaram investimentos em imóveis, elevando, em particular o preço de imóveis de alto padrão, que, por terem valores mais elevados, funcionam melhor para receberem investimentos significativos rapidamente. Se a crise europeia e seus efeitos negativos em todo o mundo, inclusive no Brasil, piorarem, como acredito que acontecerá, é possível que este fenômeno se repita, favorecendo este segmento do mercado imobiliário.
 
Ricardo Amorim é economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ e presidente da Ricam Consultoria (www.ricamconsultoria.com.br). Realiza palestras em todo mundo sobre perspectivas econômicas e oportunidades em diversos setores e é o único brasileiro incluído na lista do Speakers Corner dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais.





    Clayton Gronovicz disse:
    22 de junho de 2012 às 17:49

    Sei que o espaco nao esta aberto para perguntas mas lanco entao uma reflexao: De um lado temos a demanda por imoveis que sobe com o apoio de crédito, do outro a economia nacional que pode ser afetada pela crise europeia e no final acabamos tendo que lidar com um grande numero de pessoas endividadas mas sem emprego.



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