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A economia se move em ciclos e sempre segue um padrão

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10/2018

Fórum de Economia Gazeta do Povo

 

 
 



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O futuro da economia brasileira

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10/2018

Congresso ANDAV 2018

 

 
 



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“A economia é cíclica. E quem não aderir à transformação digital agora, ficará fora do mercado” diz economista Ricardo Amorim

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10/2018

Polinize

Por Vera Aranha

 

 
“Precisamos manter uma agenda positiva e exercer a criatividade para aterrissar de vez na transformação digital e executá-la em todo o nosso ecossistema”. Foi desta maneira que Marco Stefanini, o CEO Global e fundador da Stefanini, uma das mais importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, pontuou sua presença no Encontro desta quinta-feira, dia 20, em São Paulo, que reuniu executivos da companhia e de várias empresas parceiras do Grupo Stefanini. O evento contou com uma apresentação substancial do economista e consultor financeiro e investimentos, Ricardo Amorim.
 
Monica Herrero, CEO Brasil da Stefanini, também destacou a transformação digital, reforçando o posicionamento da companhia, somada ao conceito da cocriação como elementos fundamentais para transformar e construir um Brasil melhor.
 
No encontro, realizado em parceria com a Dell EMC, Amorim trouxe uma reflexão do impacto direto da transformação digital no setor econômico, tendo a tecnologia como vetor principal para a construção de empresas mais competitivas e mais rentáveis.
 
Em sua apresentação, Ricardo Amorim faz uma radiografia desde os primórdios, passando pela revolução industrial, com exemplos de impactos que mudaram a vida das pessoas, e ressalta a rápida e constante evolução nos últimos anos de uma sociedade globalizada e suas inovações. O economista descreve uma linha do tempo destacando a geração de riqueza desde os anos 1990, com o crescimento da indústria automobilística, em 2015, com presença de empresas on-line (Facebook, Google e Apple), até a consolidação desses players e valores de suas marcas em 2018. “A participação da tecnologia e a transformação digital alavancaram brutalmente a economia mundial”, dispara ele.
 
Para continuar essa transformação é preciso mudar a forma de agir e aplicar cada vez mais a inovação com o pensar. Foi assim com Steve Jobs e sua maior e mais valiosa criação, a Apple, que o mundo da tecnologia entrou em um novo patamar de transformação digital. O mercado de celulares, por exemplo, tem um espaço potencial de crescimento, podendo atingir 5 bilhões de clientes nos próximos anos.
 
E para justificar a crença neste crescer constante, a aposta em tecnologia só avança. Os aplicativos para celulares continuarão impulsionando essa transformação digital como os muitos serviços bem-sucedidos e em franca expansão. Para tanto, a mudança de mentalidade é essencial e a tecnologia impulsiona todo esse movimento.
 
Mesmo em um cenário econômico e político de incertezas, o Brasil tende a reocupar seu espaço entre os países emergentes, que têm muita pujança a ser trabalhada. Amorim relata ainda que no campo do Agronegócio, por exemplo, está uma das grandes oportunidades para aproveitar, criar e empreender.
 
“A economia é cíclica. E quem não aderir à transformação digital agora, ficará fora do mercado”, proferiu Amorim. “O fator de sucesso de uma nova empresa é timing, time de execução, ideia, modelo de negócio e financiamento”, finaliza o economista e consultor financeiro e investimentos.
 
Marco Stefanini complementa em sua explanação que além da questão de timing, a principal característica da transformação digital é escalar de forma rápida. O executivo acredita em um crescimento dos negócios e da economia, onde o que vai prevalecer é o ato de investir energia em novas ofertas e novos modelos de negócios, sem distração e com foco.
 
 



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A vez da indústria?

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10/2018

Por Ricardo Amorim

 

 

Recentemente, o Brasil voltou à capa a revista britânica The Economist de forma não muito lisonjeira. Impossível não lembrar da icônica capa com o Cristo Redentor voando alto, com o título “Brasil Decola”, em 2009.

 

De lá para cá, submergimos. Razões não faltaram. Uma delas foi a desindustrialização a que o país foi submetido pelos governos de Lula e Dilma. De 2004 a 2016, a indústria brasileira ficou para trás do varejo em todos os anos, sem nenhuma exceção. Neste período, várias medidas foram tomadas para incentivar o consumo, mas nada foi feito para incentivar a produção no país.

 

Com mais crédito disponível, as pessoas foram às compras, inicialmente aumentando as vendas das empresas, as contratações e os salários. Com a alta dos salários, subiram os custos de produção por aqui. Sem medidas para aumentar a produtividade que pudessem compensar este efeito, as fábricas foram fechando. Era mais barato trazer os produtos de fora do país do que produzi-los aqui. O consumo crescia, mas a produção não acompanhava.

 

Como bem ilustra a famosa fábula da cigarra e da formiga, um país não pode eternamente consumir mais do que produz. Inevitavelmente, com o fechamento das fábricas e consequente destruição dos empregos, o Brasil entrou em uma uma crise econômica. A crise causou uma alta do dólar – que encareceu os produtos importados – e um enorme aumento do desemprego – que derrubou os salários, reduzindo o custo de produção e, temporariamente, restaurando a competitividade dos produtos feitos aqui.

 

No ano passado veio a Reforma Trabalhista, que reduziu significativamente o número de processos trabalhistas e, por consequência,  os custos jurídicos para as empresas, permitindo que elas pudessem pagar mais aos trabalhadores, gastando menos por conta da redução dos seus custos com a Justiça Trabalhista. Resultado? A indústria superou o comércio pela primeira vez em 14 anos.

 

Se o próximo governo for capaz de tomar novas medidas que reduzam o custo de produção no país, como a Reforma Tributária, a desburocratização, incentivos à automação, a redução da máquina pública e a melhora da infraestrutura e da educação, o Brasil pode voltar à capa da The Economist. Neste caso, o foguete do Cristo Redentor teria dois motores – do consumo e da produção; bem melhor do que o motor solitário do consumo, que acabou ficando sem combustível logo depois da capa de 2009.

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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“A gente investe errado em educação”, alerta economista Ricardo Amorim

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09/2018

NSC Total

Por Estela Benetti

 

 
Os candidatos à presidência da República precisam ter propostas claras para a reforma da Previdência e sobre como pretendem solucionar a questão do desemprego. Também precisam incentivar o uso de tecnologias de ponta visando maior produtividade. Estes alertas são do economista e âncora do programa Manhattan Conection da Globonews, Ricardo Amorim. Ele esteve em Florianópolis quinta-feira para falar sobre tecnologia a contadores no evento Synergy, da Domínio Sistemas, de Criciúma, controlada pela multinacional canadente Thomson Reuters.   
 
Como analisa os impactos da tecnologia na economia?
 
A grande questão é que a gente está passando pela maior transformação tecnológica da história da humanidade. Que só vai se acelerar. Tecnologias novas como a internet e a nuvem permitiram exponencializar isso, o que faz com que a geração de riqueza também se acelere. Nos últimos 15 anos, o crescimento da renda per capita no mundo foi maior do que nos 2 mil anos anteriores e, provavelmente, nos próximos 15 anos, será maior do que esses últimos 15 anos porque você tem mais tecnologias exponenciais chegando ao mesmo tempo. E o que me incomoda muito é que eu não vejo as pessoas, no Brasil, suficientemente a par disso. Mais do que me incomoda, me assusta porque quem não entende isso agora, não usa para alavancar suas atividades,  simplesmente vai ser atropelado pela tecnologia, vai ficar obsoleto, ter problemas graves para se recolocar no mercado de trabalho. Por isso, no ano passado, criei uma empresa com dois sócios com o objetivo de disseminar conhecimentos sobre essas transformações tecnológicas, desafios e riscos, para tentar fomentar inovação. Estamos felizes porque a empresa não tem nem um ano e já temos startups que surgiram em função de algumas inovações que fizemos lá. Chama AAA Inovação para quem quer conferir. 
 
O senhor está vendo alguma preocupação dos candidatos à presidência com o impacto das tecnologias na vida das pessoas e no setor público?
 
Alguma é uma boa palavra, mas é muito menor do que deveria acontecer. O problema é que o Brasil tem fraturas expostas tão graves no lado econômico que faz com que o foco da opinião pública e dos próprios candidatos se concentre nelas. Por exemplo. Temos um problema fiscal gravíssimo, que qualquer candidato sério tenha que se concentrar e propor soluções. Candidato que não diz como resolverá o problema fiscal brasileiro, vai estar cometendo um estelionato eleitoral porque se ele não disser de onde sairá o dinheiro, basicamente serão falsas promessas porque não vão se tornar realidade. Outro lado. A gente tem um desemprego gigantesco, que as pessoas estão sentindo muito isso. O candidato terá que apresentar propostas para isso.  
 
Que propostas os candidatos deverão apresentar?
 
Os candidatos devem ter propostas para lidera com a questão do desemprego, como educação, treinamento profissional, qualificação e automação. A gente precisa de mais automação para ter mais produtividade. Um dado que me choca é que se a gente pegar a produtividade um trabalhador da Coreia do Sul em 1980, era igual a do brasileiro. Hoje, um coreano produz quatro vezes mais do que um brasileiro porque a educação dele foi muito melhor e ele usa mais equipamentos. Resultado: a renda do coreano é quatro vezes a do brasileiro. Isso tem a ver com escolhas. Lá atrás, há 40 anos, os coreanos decidiram investir em educação básica de qualidade. As crianças foram para boas escolas. A Coreia é primeiro lugar no PISA. Se você pegar a última pesquisa sobre conhecimento em matemática, ciências e idiomas, os coreanos forma os  primeiros e nós ficamos em 69º lugar. E as universidades coreanas também passaram a liderar em ranking universitário. A pesquisa coreana também é melhor. Isso fez o país avançar em setores de ponta. No setor automotivo eles têm a Hyundai, em celulares, têm a LG e a Samsung. Cadê as marcas brasileiras? 
 
Por que essas diferenças na educação do Brasil e da Coreia?
 
Primeiro porque a gente investe errado em educação. A maior parte dos recursos públicos para a área vai para universidades e não para o ensino básico. E o mais grave. Em educação como um todo e especialmente em educação básica chega menos recursos porque se você for pegar o que é investido pelo governo brasileiro ou para pessoas acima de 65 anos ou com menos de 15 anos, de cada R$ 10 o país gasta R$ 9 com pessoas acima de 65 e R$ 1 só de zero a 15 anos. A Coreia gasta R$ 4,5 com pessoas acima de 65 anos e R$ 5,5 de zero a 15 anos. Isso ocorre porque os benefícios do sistema de aposentadoria do Brasil são tão grandes que o dinheiro vai todo para complementar a parte que a nossa contribuição não banca – para ser específico – este ano serão R$ 400 bilhões que vão ficar faltando. A gente contribui com R$ 550 bilhões e vai gastar R$ 950 bilhões. Esses R$ 400 bilhões fazem falta para educação, saúde, segurança, em tudo. Como o coreano gasta 5,5 vezes e meia a mais do que nós no ensino básico, o aluno dele chega mais qualificado na universidade. Assim, eles têm renda maior e acabam com aposentadoria que é o dobro do brasileiro porque a gente resolveu investir no passado e não no futuro. 
 
Por isso a importância da reforma da Previdência?
 
Candidato que não fala que vai fazer uma reforma da Previdência séria… O que é uma reforma séria? Primeiro, tem que ter a mesma regra para todo mundo porque as pessoas pensam. Peraí, o cara vai mexer na minha aposentadoria enquanto o deputado e o juiz tem aposentadoria muito mais benéfica do que a minha. É claro que o cara fica louco da vida e com razão. A questão é. A gente tem que ter a mesma regra para todo mundo. Mesmo assim, a gente vai ter que trabalhar mais tempo porque continuaremos sem ter dinheiro para saúde, educação e segurança.   
 
As propostas apresentadas até agora para a Previdência são consistentes, na sua opinião?
 
Consistentes são, suficientes não. Eu costumo dizer que desde o governo de Fernando Henrique Cardoso o Brasil faz remendos de reforma da Previdência, não reforma. A reforma ideal é essa que acabei de propor. Agora, quem tem coragem de encarar todo o funcionalismo público que é o maior perdedor? É o maior perdedor porque o déficit per capita do funcionalismo público é 11 vezes o déficit per capita do INSS. Então, você tem uma chiadeira gigantesca, liderada pelo Judiciário e se faz partes. Como a gente não faz a reforma necessária, ficamos de governo em governo fazendo reforma. Das propostas que temos aí, dá para atender a necessidade de 4 a 8 anos. Depois, teremos que fazer reforma da Previdência de novo. 
 
Os candidatos à presidência estão falando mais que investirão no ensino fundamental e médio. É uma promessa que pode ser cumprida?
 
É. Os recursos do Fundeb, do governo Federal, têm crescido. Mas só colocar recursos no que não está funcionando pode ser um grande ralo. Precisamos de propostas concretas para  mudar a educação. Temos matéria demais e, em compensação, a gente não foca em habilidades básicas perfeitas. Aritmética, compreensão de texto, têm que ser prioridade. É inaceitável que hoje tenhamos uma grande quantidade de analfabetos funcionais. E gente que não consegue fazer regra de três. Regra de três tem que ser feita sem pensar. A gente gasta tempo estudando disciplinas que não são fundamentais. Estudamos química orgânica e a metade dos brasileiros não conhece matemática financeira, por isso estão endividados. Também precisamos ensinar empreendedorismo. Acho que é preciso uma revolução no currículo escolar do brasileiro. Os professores têm uma função fundamental, precisam se preparar. Eles devem ser parte da solução e não do problema. 
 
 



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