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Apertem os cintos… um pé no freio, outro no acelerador

postado em Artigos


10/2019

Por Ricardo Amorim

 

 

Em setembro, a taxa de desemprego nos EUA caiu para 3,5%, a mais baixa dos últimos 50 anos. Ótima notícia, certo? Sim… e não. Considerando-se o estado presente da economia, claro que a notícia é boa, mas….

 

A Europa talvez já esteja se aproximando de uma recessão. O crescimento da produção da indústria na China em agosto foi o menor desde 2002. Dos três grandes motores da economia mundial, apenas o americano, o mais forte dos três, continua firme.

 

Aí é que a taxa de desemprego mais baixa desde 1969 torna-se uma má notícia. Todas as vezes em que a taxa de desemprego americana cai a níveis muito baixos, pouco tempo depois, a economia entra em recessão e o desemprego sobe rapidamente. Isto não acontece só nos EUA, mas em todos os países do mundo. A economia, assim como as estações do ano, é cíclica.

 

 

Ninguém sabe precisamente por quanto tempo ou quanto mais a taxa de desemprego ainda pode cair antes que a recessão venha. Com o mais acelerado processo de inovação e automação da História ocorrendo agora, este ciclo de expansão econômica pôde ser o mais longo dos últimos 70 anos. Por conta dele, mesmo com desemprego muito baixo, os salários e a inflação não subiram, permitindo que o juros também não subissem significativamente, evitando uma forte contração de crédito, que muitas vezes é o que põe fim ao crescimento econômico. Com isso, o desemprego pôde cair mais desta vez e, provavelmente, ainda pode cair um pouco mais. Ainda assim, se a História ensina algo, estamos muito mais próximos do fim do que do início desta fase de expansão econômica.

 

A preocupação se compõe pelo provável recrudescimento da Guerra Comercial americana com a China e o México. Jogar duro com chineses americanos pode ajudar Trump na corrida eleitoral. Por outro lado, ele sabe que a Guerra Comercial freia a economia americana, mas aposta que a freada será compensada por uma aceleração monetária — o Banco Central americano está cortando a taxa de juros — e fiscal. O déficit do governo americano neste ano fiscal passou de US$ 1 trilhão. No ano que vem, crescerá ainda mais.

 

Pode ser que a estratégia de Trump dê certo. Se a próxima recessão americana chegar depois das eleições de novembro de 2020, as chances de reeleição de Trump serão significativas.

 

Por outro lado, qualquer um que já tenha tentado dirigir um carro com um pé no freio e outro no acelerador sabe que o risco de perder o controle não é pequeno. Se a economia americana derrapar, o mundo inteiro sentirá a trombada.

 

Ricardo Amorim, autor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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The Labour Market changed

postado em In English


09/2019

By Ricardo Amorim

 

 

The business environment is challenging in Brazil. There is bureaucracy, high taxes and expensive financing. Despite all this, as a result of the deepest economic crisis in its history and a significant technological and behavioural transformation, the labour market reshaped itself. An increasing number of people became self-employed and entrepreneurs. Of the total number of workers in the workforce, only one out of three is currently regularly employed. If we add 65 million workers currently out of the workforce to the workforce, only one in five workers holds a formal job these days. Others are free lancers or work without formal registration.

 

Brazil increasingly resembles developed countries. Self-employment and entrepreneurship keeps growing in those countries as a result of new technologies and changes in society. Contrary to what happens in the developed world, however, we have much entrepreneurship but a shortage of labour laws to help innovation thrive. Even after the recent Labour Reform, our legislation still requires much modernization.

 

The labour market has totally changed from when the current legislation was created nearly one century ago. In those days, employees were the absolute majority of workers. They are now a minority. In practice, our old-fashioned labour legislation plus anachronic interpretation of it by the Labour Courts result in the vast majority of workers being jobless or in the grey market. With increasingly fast changes in technology, the problem will only get worse unless we adapt our laws. To keep pace with a world of artificial intelligence, robots, digital transformation, industry 4.0, shared economy and the whole technological revolution, we really need a Labour Reform 4.0.

 

More efficient technologies increase the profitability of businesses and the remuneration of workers, but only workers and businesses who participate in this movement. Failing to accompany the changes in technology and in society shall be deadly for businesses, for careers and for the country itself.

 

If Brazil does not adapt to the new times with a coherent legislation, we shall cut Brazilians out of the development of the next decades. We must reduce bureaucracy, improve legal certainty, curb taxation complexity and facilitate access to new markets, opening up the economy. Who could possibly stop such a Brazil?

 

For this to become reality, though, innovation is more and more needed in the very way of thinking. Technology, business models and the labour market have already changed, but the mentality of people is much harder to change. 

 

Ricardo Amorim is the author of the best-seller After the Storm, a host of Manhattan Connection at Globonews, the most influential economist in Brazil according to Forbes Magazine, the most influential Brazilian on LinkedIn, the only Brazilian among the best world lecturers at Speakers Corner and the winner of the “Most Admired in the Economy, Business and Finance Press”.

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Translation: Simone Montgomery Troula

 
 



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Episódio #14 – O atual cenário do mercado para pets

postado em Podcast - Economia Falada


Trechos da entrevista do economista Ricardo Amorim ao portal Superpet, set/2019.
Como o mercado para pets se desenvolveu nos últimos anos e quais são os desafios pela frente?
 

 
 



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O mercado de trabalho mudou

postado em Artigos


09/2019
Por Ricardo Amorim

 

 

No Brasil, o ambiente de negócios é desafiador. Há burocracia, impostos elevados e alto custo de financiamento. Apesar disso, em função da mais profunda crise econômica da história e de uma transformação tecnológica e comportamental significativa, o mercado de trabalho se reconfigurou. Cada vez mais gente empreende e trabalha por conta própria. Atualmente, do total de trabalhadores na força de trabalho, apenas um em cada três trabalha com carteira de trabalho. Se somarmos à força de trabalho, os 65 milhões de trabalhadores sem trabalho, apenas um em cinco trabalhadores é empregado formal. Os demais empreendem, trabalham por conta própria ou trabalham sem carteira.

 

Cada vez mais, o Brasil se assemelha a países desenvolvidos. Lá, há algum tempo, aumenta o trabalho por conta própria e o empreendedorismo, em função de novas tecnologias e mudanças na sociedade. No entanto, ao contrário de lá, aqui sobra empreendedorismo, mas falta uma legislação trabalhista que ajude a inovação a ocorrer. Mesmo com a recente Reforma Trabalhista, nossa legislação ainda precisa de muita modernização.

 

O mercado de trabalho transformou-se completamente desde que a atual legislação foi criada há quase um século. Na época, empregados eram a maioria absoluta dos trabalhadores. Hoje, são minoria. Na prática, nossa legislação trabalhista anacrônica e interpretações ainda mais anacrônicas da legislação pela Justiça do Trabalho deixam a grande maioria dos trabalhadores sem emprego ou desamparados. Com transformações tecnológicas cada vez mais aceleradas, o problema vai se agravar se não adaptarmos nossas leis. Para um mundo de inteligência artificial, robôs, transformação digital, indústria 4.0, economia compartilhada e tantas outras tecnologias revolucionárias, precisamos de uma Reforma Trabalhista 4.0.

 

Tecnologias mais eficientes aumentam a rentabilidade das empresas e a remuneração dos trabalhadores, mas só de quem participa deste movimento. Não acompanhar as transformações na tecnologia e na sociedade será mortal para negócios, para carreiras e para o próprio país.

 

Se o Brasil não se adaptar aos novos tempos, com uma legislação coerente, alijaremos os brasileiros do desenvolvimento das próximas décadas. Precisamos reduzir burocracias, aperfeiçoar a segurança jurídica, diminuir a complexidade tributária e facilitar o acesso a novos mercados, abrindo a economia brasileira. Quem poderia parar um Brasil assim?

 

Mas para que isso se torne realidade, é necessário aplicar cada vez mais a inovação na própria forma de pensarmos. A tecnologia, os modelos de negócios e o mercado de trabalho já mudaram, mas a cabeça das pessoas é uma das coisas mais difíceis de mudar.

 

Ricardo Amorimautor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedInúnico brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner, ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, presidente da Ricam Consultoria e cofundador da Smartrips.co e da AAA Plataforma de Inovação.

 

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Flerting with the Abyss

postado em In English


08/2019

By Ricardo Amorim

 

 

Economists usually communicate using jargon that is beyond the understanding of outsiders to their field. Add to that the average level of education, which leaves much to be desired, and the result is that the vast majority of people ignore how the economy works.

 

On the other hand, everyone knows very well where their own financial situation stands, whether it improved or got worse in the last years. It is based on the perception of one’s own financial comfort or unease that most voters decide who they vote for.

 

In elections for President, governors and mayors – when a single candidate is to be elected – there is like a referendum, based on each voter’s individual perception of being better off or not, and relating that to whoever is in power.

 

This understanding can be applied to the result of the primary elections in Argentina, which point to the probable victory of the Peronist ticket featuring Alberto Fernandez and Christina Kirchner over incumbent President Mauricio Macri in the October election. The worsening that this may bring about to the Argentinian crisis caused a 38% downfall in the Buenos Aires Stock Exchange index – the second largest drop in a single day in any stock exchange of the world since 1950, and a 24% devaluation on the peso. Both effects put together meant foreign investors had a 53% loss in a single day.

 

Why do Argentinians vote against Macri? The economic performance falls short of expectations and the financial situation of most Argentinians deteriorated. Macri was partially responsible for that. Had he been faster and more aggressive to liberalize the economy, allowing it to grow more in the long run, and had he adopted more aggressive short term measures of incentive, which might have entailed better economic performance in the last few years, and the poll result would have been different.

 

More important, however, than what Macri did or did not do were the conditions he inherited from his predecessor Christina Kirschner – only this is not understood by Argentinians. Imagine that you lend your house to a friend and he practically destroys it but fills the place with decorative items so you cannot see the destruction. Next, this friend leaves the house and another friend occupies your house for a while, fixes a few broken things, does not fix others. You then come back and find the house in visible chaos. You refuse to listen to the explanation of the second friend and send him out of the house.

 

This is precisely what Argentinians want to do to Macri. And since they do not understand that it was Christina Kirchner who handed the destroyed house to Macri, they are willing to lend it to her again, because they had the false sensation that the house was in better shape with her.

 

Why should it matter to us, Brazilians? First of all because the Argentinian economic crisis shall get worse and this will further reduce our exports to them, at the cost of tens, hundreds, maybe thousands of jobs for Brazilians.

 

Besides, there is also a fundamental lesson in this for Bolsonaro and Brazil. A conservative customs agenda ensured Bolsonaro 15% to 20% of votes in the second round of the election. The remaining 35% to 40% of the votes he got were due to his firm discourse on combatting corruption and the modus operandi of Brazilian politics, aversion to the PT (Workers Party) and – to a lesser degree – due to his liberal economic stance.

 

Now in office, his nearly exclusive focus has been the conservative customs agenda and the combat against leftism. Combat against corruption was weakened by the approval of the so called package on the abuse of authority, left without any firm opposition from Bolsonaro. Besides, the nomination of his son to the Brazilian embassy in Washington will be used by his opponents to convince voters that Bolsonaro did not alter the way politics work in Brazil.

 

The economic agenda, on the other hand, has made great strides, especially with the Social Security Reform and the Provisional Measure on Economic Freedom. This progress, however, owes very little to Bolsonaro’s direct involvement, which never took place. This is where the danger lies.

 

There is still need for Congress approval of many other fundamental economic measures to allow Brazil to grow faster and generate more jobs and better salaries, beginning with the Tax Reform and an encompassing privatization program. The question is – how long and how much will the economic agenda continue to progress without Bolsonaro’s unconditional support grounded on his political capital? This question is fundamental because without advance in this agenda the future of Bolsonaro and of Brazil run the risk of being the same as Macri and Argentina. To put only part of the house in order may not be sufficient for the economy and the lives of most Brazilians to improve enough to guarantee his re-election and, above all, the continuity of a project of liberalization of the Brazilian economy. This risk is especially significant considering that a global recession is apt to occur before the end of his mandate, with major negative impacts on the Brazilian economy.

 

In short, Bolsonaro was elected for vehemently criticizing the corrupt Brazilian political environment. Besides his concrete contribution in this field, what will re-elect him or not will be the performance of the economy. A good performance requires the approval of several measures in Congress, which in turn may require a more significant commitment by Bolsonaro.

 

If he remains nearly exclusively focused on the conservative customs agenda, as he has done so far, and should it ensue that the economy falls short of the target, Bolsonaro and Brazil may have a destiny similar to that of Macri and Argentina, meaning a new flirt with the “petista” (Workers Party’s) abyss or that of Ciro Gomes’. Should it happen and Bolsonaro’s cherished conservative agenda will go down the drain – which does not bother me at all, on the contrary. However, along with that we shall lose the structural advances in the Brazilian economy that were so hard to achieve after Dilma Rousseff’s departure from power. In that case we Brazilians may end up sulking in yet another bitter economic crisis, like the one in the Dilma years, which was the longest and more acute the country experienced in at least 120 years. Brazil and Brazilians do not deserve that.

 

Ricardo Amorim is the author of the best-seller After the Storm, a host of Manhattan Connection at Globonews, the most influential economist in Brazil according to Forbes Magazine, the most influential Brazilian on LinkedIn, the only Brazilian among the best world lecturers at Speakers Corner and the winner of the “Most Admired in the Economy, Business and Finance Press”.

 

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Translation: Simone Montgomery Troula

 
 



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