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Crise europeia se aprofundando e impactando o Brasil, como previsto pelo economista e palestrante Ricardo Amorim.

postado em Palestras


Revista CENP
12/2011

 
Em agosto deste ano o economista Ricardo Amorim já previa em artigo na revista Isto É que a situação européia pioraria, causando uma nova crise global. Entre as opções de maxidesvalorização cambial e megacapitalização do FMI pelos países emergentes, sobrou a opção de calote de alguns países da Europa, o que exportaria a recessão para o resto do mundo.
 

Se ao contrário de 2008, os países ricos não poderão estimular suas economias reduzindo impostos e aumentando gastos, pois desta vez a crise é fiscal, tampouco poderão reduzir juros, já próximos de zero.
 
“Como em 2008, o Brasil será atingido pela queda na demanda e no preço de suas exportações. Como em 2009, a crise será menos profunda e duradoura do que no mundo rico. Como em 2010, uma vez passado o auge da crise global, o Brasil deve bater recordes de crescimento. Para aproveitar a bonança pós-crise você, sua empresa, sua cidade, seu estado e o país, precisam estar preparados. Caso contrário, correm o risco de se afogar na marolinha”, afirmava.
 
A presidente Dilma não ousou dizer tratar-se de uma marolinha. Considerando sua presença na ONU e a recente reunião com o G20, assumiu que a crise vai durar um pouco mais do que se imagina e sugeriu que o Brasil esteja prevenido. Para tanto usou a crise financeira na Europa para pedir
prorrogação da DRU – Desvinculação das Receitas da União, mecanismo que permite a reserva de 20% dos recursos orçamentários para gastos sem destinação obrigatória.
 
“A aprovação da proposta permitirá a desvinculação de recursos da ordem de R$ 62,4 bilhões, contribuindo para viabilizar o superávit primário de R$ 71,4 bilhões, fixado como meta para o próximo ano, e isso dará ainda mais credibilidade ao Brasil porque mostra a continuidade de um modelo que está dando certo”, afirmou Dilma Rousseff.
 
Considerando que os próximos assuntos em pauta na mídia serão os mercados que mais influenciam o Brasil no comércio internacional, no sistema financeiro e nos investimentos, a evolução da economia mundial e as tendências internacionais, quais os desafios para o País? Como estes prognósticos influenciam o mercado de comunicação?
Anunciantes, veículos, prestadores de serviços e agências estão realmente com um olho no gato e outro no peixe?
Será que decifrarão o mistério da esfinge em 2012?
 
Segundo alguns economistas, o Brasil deixou de ser o país do futuro. É o país do presente: já é o quarto maior mercado automotivo do mundo; o segundo maior em cosméticos; o terceiro em cartões de crédito; enfim, trata-se de mercado estratégico de maior crescimento para muitas marcas globais.
Sem contar as marcas nacionais que estão crescendo no Brasil e começando a conquistar mercados internacionais.





    samucaMATOS disse:
    9 de dezembro de 2011 às 11:14

    Concordo com o artigo mas a pergunta que fica é como as empresas brasileiras de comunicação – pequenas e médias – serão impactadas por estas ações lá fora? Teremos reflexos internos de clientes com crescimento menor do que o previsto ou até estagnados/retraídos?



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