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Em palestra, consultor econômico Ricardo Amorim destaca oportunidades para economia brasileira.

postado em Palestras


Portal Coletiva.Net
 11/2011

 

 

Economista destaca as oportunidades para a economia brasileira

 

País crescerá muito mais do que nas últimas décadas, apontou, ao participar da Mercopar, em Caxias.

 

A Mercopar, Feira de Subcontratação e Inovação Industrial que está sendo realizada no Centro de Feiras e Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul, recebeu nesta terça-feira, 18, um dos palestrantes mais respeitados do momento quanto o assunto é economia. Ricardo Amorim, economista e estrategista de investimentos, também conhecido por sua participação como comentarista e colunista em veículos de comunicação, falou para um auditório formado por aproximadamente 700 empresários, abordando as oportunidades e os desafios que a crise econômica mundial apresenta para as empresas brasileiras. “As mudanças geradas no cenário internacional beneficiaram o Brasil, que deve crescer muito mais do que nas últimas décadas”, garantiu.

 

Para Ricardo Amorim, “a economia é movida por negócios, que são geradores de emprego e de renda”. “Uma feira como esta gera oportunidades de negócios, não somente durante os dias do evento, mas também depois. Permite que empresas se conheçam, conheçam produtos e processos. Ela é fundamental”, completou, ao falar sobre a Mercopar. Durante sua palestra, mostrou que o Brasil precisa se acostumar com outras variáveis econômicas. “O Brasil passou a dar certo e, portanto, passou a enfrentar problemas com os quais não estava acostumado”, observou. “E mesmo que gargalos como corrupção, carga tributária, infraestrutura, educação e saúde não tenham sido solucionados, a economia do país cresceu e está condenada a crescer”, disse. Em 2010, o Produto Interno Bruto brasileiro aumentou 4,5%.

 

O economista e consultor lembrou que, nos últimos cinco anos, 45 milhões de brasileiros deixaram as classes econômicas mais pobres para ingressar no mercado de consumo, em busca não somente de produtos, mas também de serviços. Portanto, mais uma alavanca para a economia nacional. Em função deste aquecimento, a taxa de desemprego caiu, embora exista falta de mão de obra melhor capacitada. “A automação é uma das tendências no setor industrial”, afirmou. Tal expectativa se constrói com a valorização do Real, que torna as importações de máquinas e equipamentos mais baratas e com a ida da mão de obra do setor industrial para o de comércio e serviços.

 

Quanto à inflação brasileira, Ricardo Amorim comentou que a decisão do Banco Central de baixar a taxa básica de juros mostra que a aposta é no agravamento da crise dos países europeus. “Somente se a crise não for o que todos imaginamos, a inflação irá aumentar, mas não é isso que deve ocorrer”, completou. Disse também que a crise financeira observada em países da Europa e nos Estados Unidos tende a se agravar nos próximos 12 meses, mas que irá gerar oportunidades para os emergentes em uma visão de longo prazo. “O momento, agora, exige cautela”, ressaltou. As oportunidades, no entanto, existem, basta ver que o Brasil será sede de dois grandes eventos internacionais, a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio em 2016.





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