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Matéria do Jornal Tribuna do Norte sobre palestra do economista Ricardo Amorim em Natal.

postado em Palestras


Portal Tribuna do Norte
06/12/2011

 

Ricardo Amorim: As mudanças no cenário mundial condenaram o Brasil a crescer.
 
A conjuntura financeira mundial, com a crise na Europa e nos Estados Unidos, deve favorecer ainda mais o crescimento econômico brasileiro, que deverá atingir até 7% ao ano, a partir de 2013, segundo projeções feitas pelo economista Ricardo Amorim, que faz parte da bancada do programa Manhatan Connection, da GloboNews. A estimativa é maior que a vista na última década, de 5% ao ano.
 
“As mudanças no cenário mundial condenaram o Brasil a crescer, a dar certo, apesar de todos os problemas. A crise mundial nos favorece”, ressalta o economista. Isto porque, explica Ricardo Amorim, a recessão deve se instalar em países europeus a partir de 2012. A palestra do dele foi uma das mais concorridas no período da tarde, dentro da programação do 11º seminário do projeto Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, realizado ontem no auditório do Hotel Barreira Roxa e que teme como tema central as perspectivas econômicas para o Estado a partir do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
 

A estabilidade econômica, a queda da inflação e políticas de redução de juros somados a fatores como a demografia brasileira – com maior oferta de mão de obra e menos pessoas a serem sustentadas pela previdência, em relação a países da Europa – corroboram para o desenvolvimento do setor.
 
Mas antes de presenciar essa aceleração, pondera o economista , o país deve por o “pé no freio” na economia nacional, a partir do agravamento da crise financeira. Ano que vem, o Brasil deve recuar e crescer em torno de 1% ao ano. Entretanto, não deverá trazer prejuízos. “Este não é o momento de se endividar. E sim de se proteger da marolinha, para aproveitar o bom momento que virá”, afirma.
 
Atividades como a exploração de petróleo na camada do pré-sal, com previsão de US$ 200 bilhões em produção e a geração de 2 milhões novos empregos, torna o mercado brasileiro “mais atrativo aos olhos do mundo”. E, mesmo que o petróleo ceda, aos poucos, lugar para o biocombustível, o economista lembra que está no Brasil 40% dos área livre mundial para plantio da cana de açúcar, além de deter tecnologia.
 
Mudança na ordem mundial
 
Com um mapa-múndi de “cabeça para baixo” projetado no telão, o especialista ilustrou as mudanças no cenário mundial, onde países ricos declinam, enquanto investimentos e tecnologia estão voltados para países de economia emergente, como China, Índia e Brasil. “O Brasil rema na pororoca e não contra a maré”, diz.
 
Prova do bom momento é a mudança nas operações de fusão de empresas brasileiras e americanas, ocorridas nos últimos quatro anos. Há uma década toda fusão significava a compra de uma empresa brasileira, por uma americana. Hoje é o inverso”, frisou. Nesse período, o Itaú comprou as operações latino-americanas do BankBoston e é hoje um dos dez maiores bancos globais, o JBS comprou a Swift e a Pilgrim’s Pride tornando-se a maior fornecedora de carne e laticínios, além da Ambev que responde hoje pela marca da cerveja Budweiser. “A atração de multinacionais não se dá apenas porque o Brasil é um grande e bom mercado, mas porque está em expansão e pode ficar melhor ainda”, afirma Ricardo Amorim.
 
Indústria cresce, apesar da queda
 
Apesar da queda no desempenho da indústria brasileira, ressalta o economista Ricardo Amorim, o setor se manteve acima da média mundial, com crescimento de 3,5% em 2010. Em 2000, o setor registrava incremento de 2,1% ao ano. O que fez a indústria brasileira saltar da 10ª para a 6ª posição no ranking mundial, no mesmo período.
 
A desaceleração foi atribuída ao “fator China”, que produz mais por custos menores e coloca os produtos num numero maior de mercados de diversos países; à variação cambial com o real valorizado frente ao dólar e a mudança na renda do brasileiro. Este último interfere no aumento da demanda de serviços, sobretudo em setores como educação e saúde. “A geração de riqueza resolve problemas de captação de dinheiro para investir em infraestrutura”, explica Ricardo Amorim.
 
O Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, segundo ele é reflexo disso, uma vez que o projeto visa atender ao crescimento de 60% da demanda aeroportuária do Estado.
 
Oportunidades
 
A realização de eventos de grande projeção, como Copas do Mundo de Futebol e Olimpíadas em países fora do eixo “dos ricos’ – Africa do Sul (2010), Pequim (2008) e no Brasil em 2014 e 2016, respectivamente – são outros bons exemplos não só dessa alteração no poderio desse países, bem como a captação de recursos se faz com o crescimento. Para o Brasil, o economista Ricardo Amorim considera o momento de investir em infraestrutura e projetos de longo prazo de maturação, estimular os contratos vias Parcerias Público-Privada (PPP), além de criar condições de receber os investimentos estrangeiros que se avolumam em diversos setores da economia brasileira.
 
Investidores chineses devem ser cada vez mais presentes no país. De acordo com o economista, para obter a matéria prima, como minério de ferro, aço, entre outros, usados em estradas, construção de trens, metrôs, construção civil, a China está disposta a investir na melhoria da infraestrutura. “Segue a lógica de resolver os gargalos da infraestrutura brasileira, para conseguir resolver os gargalos daquele país”.
 
Novas Crises
 
Durante a palestra que tratou dos “Cenários econômicos no Brasil e No Mundo”, Ricardo Amorim disse que o mau momento lá fora deverá se alongar, se desdobrando em novas crises. Dias delas, deverão ocorrer ao longo dessa década, segundo o economista, no Japão e nos municípios dos Estados Unidos. “Com a queda do valor médio de imóveis e a consequenta redução da arrecadação do principal imposto destes entes, algo equivalente ao IPTU, o governo americano não conseguirá cobrir o buraco nas contas e a tendencia é uma nova quebradeira”, disse Ricardo Amorim.





    8 de dezembro de 2011 às 16:27

    Prezado Ricardo,

    A capacidade da oratória aliada à complexidade do tema Economia, promovem a facilidade de apresentar o Brasil com esta imagem tão privilegiada apresentada por ti. Obviamente, se usarmos da mesma capacidade de oratória e os mesmos dados econômicos, aliados a outros Sociológicos, veríamos que o Brasil continua sim num clima perigosíssimo de dependência absoluta de tudo, sem falar dos CHINESES, sem eles, hoje em dia, o que seríamos?…certamente uma CUBA.

    Fraterno Abraço

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