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Matéria sobre palestra do economista Ricardo Amorim para a Infomoney.

postado em Palestras


08/2014

InfoMoney

 

SÃO PAULO – Em evento realizado na noite desta terça-feira (19) pelo InfoMoney, o economista Ricardo Amorim falou sobre o cenário econômico e político do Brasil e destacou o momento de mudança no país e de dificuldade em se definir quem será o vencedor das eleições deste ano. Segundo ele, não importa quem vença: grandes mudanças terão que ser feitas na economia.

Para Amorim, mesmo que Dilma seja a vencedora, ela não poderá manter o mesmo modelo econômico atual. “Só uma porta para não perceber isso, e acho que ela não seja uma”, disse Amorim. Apesar da constatação, ele ressaltou que esta eleição está muito complicada de se definir, e que a morte de Eduardo Campos serviu para piorar este cenário e tornar tudo ainda mais imprevisível.

Amorim destacou o poder de Marina Silva em conseguir lutar contra os dois candidatos, ressaltando que em um possível segundo turno contra Dilma ela com certeza herdaria os votos de Aécio, o que não ocorre na situação contrária. Segundo ele, a combinação entre Marina Silva e Eduardo Campos tinha muita força, com o ideal de cada um puxando uma parte do eleitorado. “Neste sentido, Marina é a viúva ideal”, completou o economista.

Ainda sobre Marina, Amorim falou sobre o Datafolha e explicou que o cenário apresentado ali pode não se sustentar, já que o momento de luto e de pedido por mudança por parte dos eleitores ajudaram a alavancar os números da candidata do PSB. Mesmo assim, ele disse que Aécio e Dilma com certeza estão em maior risco agora. “Dilma e Aécio com certeza ficaram muito preocupados com a morte de Campos”, destacou.

Sobre as dificuldades de Dilma para se reeleger, o economista afirmou que 2 forças pressionam a candidata. A primeira é do mercado de trabalho, que está descontente com o atual cenário e quer mudanças de qualquer jeito. A segunda é em relação ao desconhecimento que os eleitores têm dos outros candidatos. “Marina e Aécio ainda têm muito espaço para crescer e se tornarem realmente conhecidos. Dilma já não tem este espaço para crescer”, completou.





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