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Notícia sobre palestra de Ricardo Amorim sobre desafios para o crescimento brasileiro

postado em Palestras


04/2014

Revista Apólice

Por Kelly Lubiato

 

O economista Ricardo Amorim fez um panorama sobre as mudanças econômicas no País nos último 2 anos. A projeção do FMI para o crescimento do BRasil em 2014 é de 1,8%, mas Amorim acredita que o Brasil não consiga atingir este número. Este fato esta associado a vários fatores, como déficit na qualidade e no acesso à educação; saúde que é paga em duplicidade pelo cidadão.
 
O impacto da ineficiência do Governo em saúde e educação gera despesas para o cidadão e oportunidades para o empresariado. Em termos de infraestrutura, o Brasil também está ficando para trás, além da burocracia que emperra o empreendedorismo.
 
Ele estima que R$ 100 bilhões são despendidos anualmente em corrupção. Isso tudo aconteceu quando o Brasil crescia a taxas de 5% ao ano. A média de crescimento dos países desenvolvidos foi de 1,1% ao ano, nos últimos dez anos.
 
Isso não explica porque Brasil parou de crescer nos últimos 2 anos. O primeiro fator é gente: o desemprego não continuou a cair nas mesmas taxas, necessitando de aumento da produtividade. “Ou as pessoas ficam melhor preparadas, com investimento em educação, ou dar algum instrumento que estas pessoas não tinham antes”.
 
A infraestrutura também atingiu o seu limite. “Sem a melhora do material humano e da infraestrutura o País não irá crescer”, sentenciou Amorim. Menos gente trabalhando significa menos consumidores.
 
“Acredito em mudança no modelo de desenvolvimento, porque se isso não acontecer haverá uma crise de aprovação do Governo”, afirmou.
 
As oportunidades no Brasil podem estar no agronegócio, pois o Brasil tem 40% da área cultivável do mundo. “As pessoas estão deixando as grandes capitais e rumando para o interior”. Com o aumento da renda nas regiões Norte e Nordeste, aumentam as oportunidades de negócios, inclusive para o mercado de seguros”.
 
Vamos ter que mudar o modelo de desenvolvimento. O brasileiro não está muito endividado em relação a outros países do mundo. Entretanto, o brasileiro paga taxas de juros muito altas, com endividamento de curto prazo. “Para um país se desenvolver é preciso que as pessoas diminuam o nível de consumo para investir em dívidas de longo prazo”, lembrou Amorim.
 
No novo modelo de desenvolvimento, principalmente no mercado de seguros, há uma maior intervenção do Governo no setor, para só depois deixar o setor se nivelar. “O crescimento de 2015 já está comprometido, por ser uma no de ajustes após as eleições. Há vários preços controlados pelo Governo que deverão ser acertados. Somente em 2016 o País deve acertar seu rumo”, prevê Amorim, avisando que a Índia será a próxima China.
 
 





    mateus boldrine abrita disse:
    12 de abril de 2014 às 17:15

    Acredito que o setor privado brasileiro, é em muitos casos, ineficiente também. (Telecomunicacoes,empresas aereas, construtoras…). E o Brasil só sai dessa armadilha de baixo crescimento para um crescimento sustentado com alto investimento em educacao e tecnologia, alem dos temas já tantas vezes levantado: ref tributaria, desburocratizacao, informatizacao dos processos, investimento em infraestrutura…



    Alexandre Mello disse:
    27 de abril de 2014 às 18:37

    Sobre o endividamento de curto prazo, contraímos dívidas para pagar a subsistência, já que os salários estão sendo corroídos pela inflação.
    Nas minhas planilhas, sem alterar padrão de consumo ou locais de compra, a conta do supermercado subiu 22.5%. E a escola dos filhos 12%. Durma com um barulho desses…
    O Brasil acabou. Não tem conserto a médio prazo, estamos de volta a 1980, na melhor das hipóteses. E com os governantes preocupados apenas com a próxima eleição, ficamos à mingua. Precisamos de um plano de país, não de mais planos de poder.



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