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Palestra de Ricardo Amorim encerra primeiro dia de congresso

postado em Palestras


04/2014

Hôtelier News

Por Juliana Bellegard

 

Conotel: Ricardo Amorim encerra primeiro dia de congresso

 
“Meu principal recado é: estejam preparados para uma mudança de modelo econômico no Brasil “, afirmou o economista Ricardo Amorim aos presentes na última palestra de hoje (9) do Conotel (Congresso Nacional de Hotéis), que acontece até sexta-feira (11) em São Paulo. Fazendo uma análise sobre o cenário econômico atual do País, o palestrante definiu como “sorte” o crescimento brasileiro no início dos anos 2000 e apontou os entraves para o nosso desenvolvimento.
 
O cenário mundial em que o Brasil despontou como economia como grande potencial de crescimento incluía muitos fatores externos ao próprio País, fato que justifica a argumentação de Amorim sobre a questão da “sorte” e não do mérito brasileiro em seu desenvolvimento.
 
Além do fator da China -que abriu-se para o mercado mundial e, com isso, mudou seu cenário econômico, o executivo apontou que o está atraindo estrangeiros e fazendo com que brasileiros voltem a residir aqui. Esse movimento, até então positivo, conforme explica Amorim, pode tornar-se um problema. “Faz cinco meses que o número de empregos cai por aqui. O trabalhador brasileiro está caro e mal preparado”, explicou, fazendo uma comparação com os estrangeiros melhores capacitados.
 
“Não conheço nenhum país que se desenvolveu sem desenvolver as pessoas”, completou, referindo-se à precária educação brasileira. “Isso vale para os trabalhadores, e vale para os produtos também. Há muitos produtos de alta qualidade chegando ao mercado. “Como competir: segurar os custos e inovar. O fundamental é entender qual o fator de decisão de seu cliente”, deu a dica aos hoteleiros.
 
Oportunidades e desafios Amorim ainda fala sobre janelas de oportunidades dentro do próprio País, reforçando que é preciso que os hoteleiros -e o empresariado brasileiro em geral -“faça a sua lição de casa” e deixe de depender somente da sorte para crescer. Um desses espaços para bons negócios está nas cidades do interior.
 
O mercado já foi notado por parte da hotelaria, com grandes redes investindo em cidades secundárias em diferentes regiões do Brasil , especialmente no Estado de São Paulo. “Há dez anos os municípios do interior crescem mais do que as capitais, e geram duas vezes mais empregos”, revelou. Um dos grandes propulsores deste desenvolvimento é o agronegócio , que atualmente tem um superávit anual de US$ 83 milhões.
 
O mesmo acontece com as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste -elas vêm crescendo mais do que os tradicionais grandes mercados sulistas. Os motores são, respectivamente, a mineração, o agronegócio e os novos consumidores. “Atenção nos mercados novos -isso tem que estar na estratégia de vocês. As oportunidades surgindo além dos grandes mercados”, finalizou.
 
O Conotel segue acontecendo amanhã (10) no Transamérica Expo, em São Paulo.
 
 





    Jorge Wiggers disse:
    14 de abril de 2014 às 23:01

    Parabéns pelo comentário: “Não conheço nenhum pais que se desenvolveu, sem desenvolver as pessoas”. Você matou a charada.
    O Brasil, hoje, está na direção oposta.

    Att.

    Jorge Wiggers



    Carlos Araujo disse:
    20 de maio de 2014 às 14:53

    Brasil nunca se investiu tanto em educação ,tiraram o neo-liberais q só viam o bolso ,agora temos uma nova esperança e oportunidade para todos



    Ed disse:
    30 de maio de 2014 às 9:21

    Eu não acredito em sorte. Acredito em um governo brasileiro melhor preparado que o anterior. Se dependesse de fatores externos, porque o Brasil não cresceu paralelamente ao forte avanço da gestão americana de Clinton/Greenspan.



    Marcelo Clovis Carmello disse:
    30 de maio de 2014 às 9:59

    Incrível a competência do pessoal do agronegócio no Brasil. Operam em um ambiente muito competitivo, com alta exposição ao clima, à mudanças no ambiente econômico e.g. taxa de juros, taxa de câmbio, entre outros, e mesmo assim tem crescido significativamente. Não se enganem, tudo isso graças a uma iniciativa brilhante iniciada tempos atrás de formar cientistas no exterior, que mais tarde deu origem a EMBRAPA. Não é teoria, desenvolver pessoas é fundamental! Já imaginaram estender esse tipo de iniciativa para outras setores?
    Marcelo Carmello



    Maria Helena disse:
    30 de maio de 2014 às 10:01

    Em poucas palavras você resumiu um dos principais problemas desse pais . Não entender que uma nação é feita de pessoas e é para estas que as políticas de ensino , formação profissional , saúde , segurança , oportunidades tem que ser aplicadas



    Rogerio Lopes disse:
    30 de maio de 2014 às 13:00

    30 de maio de 2014.
    Enquanto o governo brasileiro não investir na educação de base;não haverá trabalhador qualificado para ocupar novos postos de trabalho que poderão surgir com o crescimento do Pais.



    MARCIA ROSA disse:
    30 de maio de 2014 às 15:18

    O BRASIL ESTÁ ANDANDO AOS TRANCOS! IGUAL A CARRO VELHO!



    Edw disse:
    31 de maio de 2014 às 20:49

    Não conheço nenhuma pessoa se desenvolver se ela mesma não quiser. Faculdade até 22:00h? Ninguém quer. Estudar sábado e domingo? Nem pensar.



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