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Ricardo Amorim aborda a retomada do desenvolvimento no 3º Encontro Estadual da Indústria da Fieto

postado em Palestras


10/2017

Conexão Tocantins

 

Crédito: Adilvan Nogueira

 
“Se você mudar, sair mais forte da crise, é você que vai construir a sua oportunidade”. A frase de Ricardo Amorim resume a mensagem otimista da palestra realizada pelo renomado economista durante a 3ª edição do Encontro Estadual da Indústria realizado na noite dessa quarta-feira, 25/10, em Palmas/TO. O Encontro é pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) e, este ano, sua programação estendeu-se a Araguaína no mês de setembro e será finalizada em Gurupi no dia 08 de novembro.
 
Voltado a empresários do segmento industrial, o evento trouxe à tona ações essenciais para a retomada do crescimento e superação da recessão na fala do presidente da Fieto, Roberto Magno Martins Pires, tais como a necessidade de enxugamento da máquina pública e seus gastos e de aprovação de reformas essenciais como a da Previdência. “Só o Congresso Nacional gasta quase 7,5 bilhões por ano com seus servidores. Em um ano o Governo Federal gastou mais de 1,5 bilhão só com carros oficiais e manutenção. É claro que essa estrutura não cabe no orçamento, a conta não fecha e faltará sempre dinheiro para investimentos em saúde, educação e infraestrutura como rodovias, hidrovias, ferrovias e aeroportos que seriam tão importantes para aumentar a nossa competitividade”, disse Pires.
 
Na abordagem do tema central da palestra, a perspectiva de saída da crise, Ricardo Amorim revisitou a história do Brasil correlacionando crises econômicas e políticas. Em uma linha do tempo traçada com os mandatos de presidentes brasileiros, ele demonstrou que a derrocada de governos sempre esteve diretamente ligada a resultados ruins na economia. Sejam eles o descontrole da inflação ou situações como a maior queda no PIB da história do País, a exemplo do que ocorreu no último mandato presidencial. Os exemplos mostram ainda que, após períodos críticos na economia, a tendência do que considera uma trajetória cíclica é um período de crescimento.
 
“Um bom governo faz com que a parte ascendente do ciclo seja longa e bem inclinada para cima. Um mal governo faz com que ela seja longa e bem inclinada pra baixo. Mas as surpresas positivas da economia já começaram. No primeiro trimestre deste ano o PIB cresceu 1% em relação ao último do ano passado, o que anualizado poderia chegar a mais de 4%”, explicou. Amorim prosseguiu falando dos obstáculos que impediram a continuidade do crescimento e retomada da confiança, a exemplo das delações envolvendo a atual presidência da República do empresário Joesley Batista, mesmo exemplo utilizado para confirmar que “pior não fica” e que a perspectiva volta a ser de otimismo. “Os efeitos negativos dessas delações já eram, a tendência é melhorar”, afirmou aos empresários.
 
 





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