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Ricardo Amorim alerta que desafios de sustentabilidade serão cada vez mais importantes em palestra para indústria de tintas.

postado em Palestras


26/11/2010

5º Fórum Abrafati da Indústria de Tintas

5º Fórum Abrafati da Indústria de TintasA Abrafati – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas – realizou ontem o 5º Fórum Abrafati da Indústria de Tintas – Oportunidades e Obstáculos, no Club Transatlântico, em São Paulo.

O presidente-executivo da Abrafati, Dilson Ferreira, abriu o evento e comentou sobre as iniciativas desenvolvidas pelo setor, e também sobre os pontos positivos do País, ressaltando a estabilidade política e econômica, o crescimento da construção civil e da indústria automobilística, e os investimentos em infraestrutura. “Os principais obstáculos que teremos que enfrentar são referente a disponibilidade de matérias-primas, a falta de mão de obra e o câmbio (comércio exterior)”.

Ferreira ainda destacou as ações da Abrafati em prol do setor de tintas como a eliminação do imposto de importação do dióxido de titânio e do monômero de acetato de vinila; o Programa Pintor Profissional; Programa de combate a não conformidade técnica; e a participação ativa da entidade junto à cadeia produtiva e junto ao governo.

Em seguida o economista, consultor e apresentador do programa Manhattan Connection, Ricardo Amorim, proferiu uma palestra sobre “O Brasil sob novo comando: o que esperar”. Amorim deixou bem claro que o Brasil se encontra no seu melhor momento, que o mercado doméstico entrou em um crescimento que apenas começou, e que os países Emergentes são os novos donos do mundo. “Os EUA e a Europa não são mais fontes de solidez da economia mundial, mas de fragilidade e crise. A crise na Europa só começou e a zona do Euro irá quebrar, pois não é sustentável, e estou convicto disto. O Brasil tem outro eixo de crescimento no mundo, pois se encontra na liderança do crescimento mundial, e é o terceiro país que mais cresce, ficando apenas atrás da China e Índia. As oportunidades estão aqui e essa é a hora de investir em negócios; e o setor de tintas brasileiro irá crescer mais que a economia, vamos vender tintas como nunca vendemos”, afirma.

O economista apenas atentou para a questão da poluição. “Com todo o crescimento previsto para os próximos anos, temos que ficar mais preocupados com a poluição do meio ambiente. Tudo que for associado à sustentabilidade será importantíssimo no País”.

A palestra seguinte de Flávio Edson Del Soldato (Automotiva Usiminas) –, Conselheiro de Administração do Sindipeças, abordou o tema “As perspectivas do setor automotivo para 2011”. “A produção de veículos no Brasil em 2009 teve praticamente o mesmo volume de 2008. Este ano o volume está em 3,46 milhões e este número ainda será superado até o fim do ano. Já a previsão para 2011 é de 3,6 milhões de veículos”. Ele ainda alerta que o único problema no Brasil é quanto à competitividade. “A competitividade é reconhecida pela grande maioria das empresas do setor no Brasil. E a maior ameaça está concentrada em outros países como China, Índia, Coréia, México e Leste Europeu. Além disso, existem três barreiras à competitividade que são a política de tributos avassaladora, o custo no Brasil e o custo de matérias-primas que é muito alto”.

Na palestra “A construção civil, a revenda e as tintas imobiliárias”, proferida pelo presidente da Anamaco – Associação Nacional dos Comerciantes de Material para Construção -, Cláudio Elias Conz, foi destacado o índice de crescimento do setor até o momento e as expectativas para 2010. “Com os números registrados no mês, o setor acumula 9,5% de crescimento nos últimos 12 meses. A expectativa de crescimento para 2010 é de 11% sobre 2009, quando o setor faturou R$ 45 bilhões”, ressaltou Conz.

O Fórum foi encerrado com as conclusões e reflexões de Antonio Carlos de Oliveira, presidente do Conselho Diretivo da Abrafati. “Nossas perspectivas para 2011 são positivas, e podemos ressaltar a continuidade dos programas governamentais de desenvolvimento e distribuição de renda; todos os segmentos com bons índices de crescimento; maior poder aquisitivo das classes C, D e E; maior eficácia governamental na arrecadação; empresas mais estruturadas após a crise; disponibilidade de matéria-prima; capacitação de mão de obra; questão cambial; crise na Europa; e assimetrias EUA/China”.

Oliveira também fez conclusões bastante otimistas para o País em 2011. “O crescimento do Brasil será estrutural e não circunstancial e teremos crescimento em todos os segmentos acima do PIB; além disso, a sustentabilidade e inovação estará em alta”.

Leia matéria na íntegra aqui.





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