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Há alguma oportunidade que os setores de comércio, indústria e serviços podem tirar deste momento? #RicardoResponde

postado em #RicardoResponde


Há muitas oportunidades em todos os setores, mas as expectativas para os setores de comércio e serviços ainda que piores do que eram até 2012, são bem melhores do que para a indústria. A desaceleração econômica atingiu todos os setores em 2014 e em 2015 não deve ser diferente, mas ao contrário da indústria que sofre concorrência direta com produtos estrangeiros, boa parte dos setores de serviços e comércio está blindada da concorrência externa e, por isso, tem um desempenho melhor. Exatamente por isso, desde 2004, em todos os anos sem exceções, o crescimento dos setores de comércio e serviços foi maior do que o da indústria e em 2015, não deve ser diferente.
 
Independentemente do setor, há uma grande oportunidade de se fazer ajustes que permitirão um crescimento mais acelerado e sustentado quando a situação econômica melhorar. Nos períodos de bonança, o barco se move rapidamente sem que sequer tenhamos de cuidar de suas velas. Tornamo-nos displicentes, preguiçosos e acomodados. Com a economia crescendo 5% a.a. em média entre 2004 e 2008, dezenas de milhões de brasileiros sendo incorporados aos mercados de trabalho e de consumo e a demanda por produtos brasileiros no exterior batendo recordes, salários subiam acima da inflação, os lucros das empresas cresciam e os desequilíbrios das contas públicas pareciam controlados, apesar de corrupção e gastos galopantes.
 
O cessar dos ventos, ou neste caso do crescimento, expôs a insustentabilidade destas situações. Salários só sobem acima da inflação se a produtividade cresce. Para ganhar mais, o trabalhador tem de produzir mais. Caso contrário, seu produto ou serviço ficará cada vez mais caro e acabará não sendo mais comprado, a empresa perderá dinheiro e o trabalhador, o seu emprego. Sem nenhum programa nacional amplo e profundo de automação e qualificação de mão de obra, a produtividade brasileira estagnou desde 2011. É responsabilidade do governo e de cada empresa criar programas assim, mas, se queremos ganhar mais, também cabe a cada um de nós nos qualificarmos independentemente das políticas do governo e das empresas em que atuamos.
 
Nas empresas, o período de bonança levou muitas a esquecerem seus propósitos e focarem em ganhos de curto prazo. Adeus inovações, melhoria de processos, produtos e serviços ou geração de oportunidades de crescimento para seus colaboradores.
 
As empresas que se perpetuam são aquelas capazes de se fortalecerem em ambientes desafiadores. Nos períodos de seca, os erros das épocas de abundância são expostos. Se corrigidos, o sucesso das empresas a longo prazo será garantido.
 
Enfim, é hora de controlar custos, evitar endividamentos excessivos e focar em inovações que melhorem a atratividade dos produtos e serviços que a empresa oferece para que ela saia fortalecida da crise.
 
 





    Fabiana Tinto disse:
    8 de maio de 2015 às 16:38

    Ricardo Amorim,acredito que em toda crise existe uma oportunidade. No mercado imobiliário percebo já um certo desespero até por que o que se passa no sul e sudeste, se reflete bem depois aqui em Recife, mas, na minha concepção o mercado imobiliário ainda trabalha com elementos arcaicos e que a maior falta de profissionalismo, falo em relação a classe dos Corretores de Imóveis a classe a qual pertenço.Além disso, compreendo que o cliente neste mercado foi o que menos importou já que vendia-se apartamento de qualquer jeito omitindo fatos.Quando penso que o Corretor de Imóveis vendo o serviço, desta forma, presta consultoria e como consultor tende a buscar o melhor negócio para o cliente. Sendo assim, pergunto-lhe existe alguma oportunidade para este setor, já li algo seu sobre a crise acionária como uma oportunidade, mas você enxerga outras oportunidades?



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