A China vive um paradoxo. Hoje, falta emprego para os jovens. O desemprego entre 16 e 24 anos chegou a 18,9% em agosto, justamente quando uma turma recorde de 12,7 milhões de universitários entrou no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, IA, automação e robôs aumentam a produtividade e reduzem parte das vagas de entrada. Só que, olhando mais à frente, a China enfrenta o problema inverso: uma população envelhecendo e uma força de trabalho menor. Ou seja: no curto prazo, tecnologia pode dificultar a entrada de jovens no mercado. No longo, ela será fundamental para compensar a falta de trabalhadores. E isso também importa para o Brasil. A China é nosso principal parceiro comercial. Menos emprego e consumo por lá podem afetar a demanda por produtos brasileiros. Mais importante: esse dilema não será só chinês. Precisamos adotar IA rápido o bastante para garantir produtividade no futuro, sem deixar uma geração inteira para trás no presente.
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