Economista afirmou no evento Alfa C-Level, em Goiânia, que o Brasil tende a se beneficiar das tensões geopolíticas no mundo. Mas frisou: “Quem chegar no final da festa é para pagar a conta e desligar a luz”.
08/2025
Agro Revenda / Divulgação
Mesmo diante do “tarifaço” do governo dos Estados Unidos e dos juros altos do Banco Central, o Brasil está em uma fase repleta de oportunidades. O alerta é do economista Ricardo Amorim e foi feito no evento Alfa C-Level, nesta terça-feira (26/08), em Goiânia (GO). “Estamos na fase em que mais oportunidades existem”, enfatizou. Ele destacou ainda a trajetória de crescimento econômico do país nos últimos anos e disse acreditar que os impactos do tarifaço serão bem menores que o imaginado inicialmente pelo setor privado e o governo.
Alfa C-Level aconteceu durante o dia todo, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, numa imersão completa voltada para executivos e empresários. O evento reuniu grandes palestrantes e nomes nas áreas de liderança e negócios para trazerem insights valiosos. Principal palestrante do evento, Ricardo Amorim afirmou que os momentos de crise econômica são também de muitas oportunidades. “Elas existem quando as pessoas acham que não existem. Quem percebe primeiro ganha mais”, ressaltou. Ao final, Ricardo Amorim enalteceu a qualidade do evento tendo manifestado que a imersão poderia ser replicada para outras regiões do País.
Potencial de Goiás – Ele destacou o fato do Brasil ser o único grande mercado emergente longe de conflitos geopolíticos. “A moeda mais forte do mundo desde que Donald Trump anunciou o tarifaço é o real. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil tem crescido melhor do que os economistas previram e acima da média mundial”, afirmou.
O economista também destacou o potencial econômico do Centro-Oeste, especialmente de Goiás. “O estado tem se destacado na região que cresce há muitos anos acima da média nacional e deve continuar neste ritmo por muitos anos. Uma combinação de agronegócio moderno e tendência do fortalecimento da indústria”, enfatizou. Ele frisou que os líderes inteligentes (nas empresas e governos) aproveitarão o momento, já que muitos pensam não haver soluções. Ou seja, é preciso encabeçar as ações e tomar a dianteira, antes que outros agarrem as chances primeiro. “Chegar no final da festa é chegar para pagar a conta e desligar a luz”, comentou.
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