Aquela bola de neve de dívidas que assombra pessoas físicas? Ela chegou com força total ao mundo corporativo. E não são empresas pequenas. Estamos falando de gigantes da nossa bolsa que estão, na prática, respirando por aparelhos.
A triste realidade: um levantamento mostra que quase 1/4 das companhias listadas no Brasil já não conseguem gerar caixa suficiente para cobrir suas despesas financeiras.
Como chegamos aqui? Simples. Entre 2020 e 2021, com a Selic a 2% ao ano, o dinheiro ficou barato e muitas empresas se endividaram até o pescoço. Agora, com a taxa de juros no maior patamar em quase 20 anos, a conta chegou e ela é impagável para muitos.
O caixa que entra já está 100% comprometido com a dívida. Elas operam, mas não vivem. O Banco Central começou a cortar os juros, mas o ritmo e o tamanho da queda dependem da guerra no Irã e, principalmente, do compromisso fiscal do próximo governo. A incerteza é a única certeza.
O cenário é um campo minado para investidores e um teste de fogo para líderes.
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